Série: Supernatural Episódio: The Mentalists Temporada: 7ª Número do Episódio: 7×07 Data de Exibição nos EUA: 4/11/2011
Acho que não consigo disfarçar a minha insatisfação com esta temporada de Supernatural. É difícil para um fã que acompanha a série desde o início e viu todo o amadurecimento dos personagens e o desenvolvimento da trama, ter que se contentar com uma queda de qualidade deste nível.
Este episódio pode até ter sido engraçado e tudo mais, mas não podemos negar que a série está “regredindo” e se parecendo muito com a primeira temporada. Um episódio como este teria se encaixado melhor lá em 2005 e não agora, quando os Winchesters deveriam ter outras preocupações.
The Mentalists foi basicamente um episodio sobre uma cidade cheia de médiuns que estava sendo ameaçada por um espírito revoltado com as charlatanices de seus habitantes, que não passavam de farsas para conseguir dinheiro de pessoas bobas.
Espírito revoltado, cavar sepulturas, espantar os fantasmas com sal e ferro, ter uma mocinha bonita em apuros e no final ela ter uma quedinha por Dean? Pois é, acho que já vimos essa situação diversas vezes e isso reduz a série a um retrocesso lamentável.
O episódio em si é engraçadinho e claramente tenta explorar a tensão entre Sam e Dean. Mas a discussão dos irmãos fica num nível tão superficial que nem valeu a pena. Sam não estava super revoltado com Dean? Então como ele aceita trabalhar com o irmão como se nada tivesse acontecendo? A discussão foi tão pequena que não conseguiu explorar a verdadeira tensão na qual os Winchesters viviam (os surtos de Sam, a falta de confiança que Dean tem pelo irmão, por exemplo).
O episódio anterior, Slash Fiction, teve uma deixa final muito boa mostrando Crowley e seus futuros negócios. Mas ao invés de mostrar ao público um pouco mais da trama principal, resolveram encher lingüiça e criar tensão entre os personagens principais à toa.
Se você ainda quiser ver o episódio, vale a pena pelas risadas nas cenas:
– Garçom que distribui mensagens positivas assim que trás seu pedido
– Guia do museu mandando uma adorável mensagem de Ellen para Dean
– Sam invadindo com uma arma uma sessão de yoga para gestantes
Sinceramente, se Supernatural continuar com este nível de qualidade, a melhor coisa que nós fãs temos que fazer é torcer para que a série termine. Não acho que merecemos acompanhar mais episódios com nível tão primário.
Série: Castle Episódio:Heartbreak Hotel Temporada: 4ª Número do Episódio: 4×08 Data de Exibição nos EUA: 7/11/2011
Todos nós sabemos que nem só de bons episódios se faz uma temporada. E que praticamente todos os seriados apresentam um que outro episódio filler eventualmente. E Heartbreak Hotel se encaixou perfeitamente em ambas as categorias. Além de ser um filler, não foi um bom episódio. Até teve seus momentos, mas não foi bom.
E acho que o fato de não ter sido bom foi o distanciamento entre Kate e Castle. Depois de Cops & Robbers e de toda a proximidade entre a dupla, os dois mal se cruzaram nesse episódio. O resultado disso: alguns momentos engraçados durante o episódio. Nada mais.
A morte de um dos donos de um cassino dividiu a equipe. Enquanto “os garotos” foram pra Atlantic City, Beckett ficou em NY com Iron Gates.
Em NY, Beckett precisou provar para Gates que é uma policial ainda melhor sem distrações (a.k.a. Castle) por perto. Mas, sinceramente, não vi muito disso. Por que, e corrijam-me se eu estiver errada, praticamente todas as informações importantes pro caso foram conseguidas no “playground da América”. O mais engraçado, falando em NY, foi o comportamento de Gates. Deu pra ver que ela entende perfeitamente o que se passa entre Beckett e Castle, e que, a sua maneira, ela até mesmo shippa o casal. Mas, apesar de confiar na sua detetive, a capitã ainda não confia no “intruso” Castle. Creio que, depois desse episódio, Gates passará a confiar um pouco mais no escritor. Mas não acredito em uma aproximação amistosa imediata.
Se as coisas em NY foram meio chatas, não posso dizer o mesmo dos acontecimentos de Atlantic City. Claro, era óbvio que a diversão acompanharia Castle, que parecia uma criança em uma loja de brinquedos. A empolgação dele com o ambiente do cassino era quase contagiante. Os momentos “Rei do Rock” do nosso escritor preferido foram ótimos. A cena dele sendo arrastado pelos seguranças do cassino até a sala do dono, que o ameaçou com um taco de beisebol, foi hilária. Mas, não podíamos esperar nada menos do que cenas divertidas em se tratando de Castle em um ambiente desses.
Sobre o caso, preciso confessar que achei interessante. Foi cheio de reviravoltas, envolveu desvio de dinheiro, brigas, sequestros e até um namoro bonitinho. Só que, embora tenha achado inesperado, não gostei do final. Vai entender…
Momento pena: alguém mais teve dó de Esposito nesse episódio? Levou bronca de Lannie, não foi escolhido como padrinho de Ryan e não fez sucesso como Elvis. Que dó, que dó, que dó!
Pra finalizar, sabem do que gostei de verdade? De Alexis. Achei divertida a forma como ela tentou esquecer o rompimento com Ashley. Ela tentou ser diferente, menos certinha. Fazer coisas que não fazem parte de sua personalidade. Mas, no final das contas, a “boa e velha” Alexis retornou, colocou um final na festa e correu para esconder as evidências de seu “deslize”. Bem engraçado!
Semana que vem não tem episódio inédito. Castle retorna dia 21/11, com Kill Shot, que promete muito. Quer saber por quê? Então, se quiser colocar sua sanidade em risco, novamente, assista a promo. Até mais!
Série:Outsiders Episódio: Ways and Means Temporada:1ª Número do Episódio:1×06
CENA 1 – COZINHA DA MANSÃO LIEFIELD – MANHÃ
JOEY está sentado ao balcão comendo cereal e lendo uma revista. CATHLEEN entra.
CATHLEEN: Bom dia.
JOEY: Bom dia.
CATHLEEN: [irônica] Nosso hóspede adorado não levantou ainda?
JOEY: Ele realmente tem sido meio folgado nos últimos dias. Não vejo a hora desse cara sumir.
JOEY fecha a revista enquanto CATHLEEN se serve de leite.
CATHLEEN:Meio folgado? O cara não se liga. E o que ele ainda tá fazendo aqui? Quer dizer, uma semana deveria ser suficiente pra Julia arrancar dele o que ela precisa.
JOEY: [irônico] É, o método de tortura dela de dar uma cama confortável, boa comida e água quente realmente vai fazer ele abrir o bico.
CATHLEEN: [arregala os olhos] Aposto que ela tá transando com ele.
JOEY faz uma cara de nojo e fala de boca cheia.
JOEY: Eu tô comendo aqui!
CATHLEEN: Só pode ser. No começo até que eu topava fazer um favor aqui e outro ali porque, convenhamos, ele é gato. [Joey revira os olhos] Mas eu não costumo preparar nenhum banho do qual eu não vá participar e como acho que apesar de muito tentador isso seria ilegal, ele que prepare o próprio banho!
JOEY: O cara claramente teve alguma coisa com a Julia. E o que você tá dizendo é errado em milhares de diferentes formas!
CATHLEEN: Você não precisa mais se preocupar com isso. Ele está totalmente fora do meu sistema. Chega de ficar pensando no seu rosto perfeito [Cathleen olha pra o nada] e olhos castanhos maravilhosos. Aqueles braços fortes naquele roupão–
JOEY larga a colher no balcão com um olhar entediado.
JOEY: [resmunga] Ótimo. Eu nem tava com fome.
CATHLEEN: [acordando do transe] É sério, Joey. Vou falar com a Julia. Hoje mesmo esse cara tá fora da nossa casa. Ele tá fora! Fora!
JOEY: Tem meu total apoio.
ROBERT entra ofegante na cozinha. A câmera mostra o ponto de vista de CATHLEEN revelando ROBERT de cima a baixo em slow motion. Ele veste uma calça de moletom e uma regata branca colada ao corpo pelo suor. CATHLEEN parece hipnotizada.
ROBERT: Bom dia, Geração X.
JOEY abre novamente a revista e responde sem levantar os olhos.
JOEY: Hmm.
ROBERT pega o copo de leite de CATHLEEN e vira de uma vez. A garota parece não perceber. JOEY levanta as sobrancelhas observando a cara de CATHLEEN.
ROBERT: Não há nada melhor do que começar o dia com um bom exercício. A sala de treinamento de vocês até que dá pro gasto. [irônico] Embora eu ache que a Julia precise de estantes mais altas pra manter os objetos cortantes longe do alcance de crianças.
ROBERT passa a mão no cabelo de JOEY como com uma criança e o garoto define o maxilar, claramente irritado. Ele levanta olhando ROBERT nos olhos.
JOEY: Vai ver você está certo. Você ficaria impressionado com o estrago que crianças conseguem fazer.
Os dois se encaram por uns instantes até ROBERT que abre um sorriso e começa a rir sacudindo o ombro de JOEY amistosamente, mas JOEY não parece achar graça.
ROBERT: Ha-ha! Bem, eu acho que vou tomar um banho.
Ele se aproxima de CATHLEEN.
ROBERT: Cathie, querida. Seria ótimo se você misturasse os sais daquele jeitinho que só você consegue.
Ele dá um beijo no rosto da garota e sai da cozinha. CATHLEEN solta um suspiro.
CATHLEEN: Bem, eu acho que não vai doer se ele ficar mais uns dias.
Ela deixa a cozinha na direção em que ROBERT saiu. JOEY balança a cabeça em negativa.
[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]
CENA 2 – EXT. NARANDA HIGH – MANHÃ
A Cherokee de JULIA para em frente ao colégio. Ela desliga o motor.
JULIA: Ok, eu vejo vocês a noite. E tentem ficar longe daqueles garotos do rancho.
CATHLEEN: Um dia sem bater boca com Ehlios? Deus não é tão bom assim.
JULIA não ri.
CATHLEEN: Okay, okay. Ignorá-lo não tem funcionado muito bem até agora, mas a gente continua tentando e tentando e tent… [fade out]
CATHLEEN sai do carro deixando JOEY e JULIA a sós. A mulher olha pelo retrovisor para JOEY. Ele está de braços cruzados no banco de trás e cara de poucos amigos.
JULIA: Hey, Joe. Você tá bem?
JOEY olha nos olhos dela pelo retrovisor.
JOEY: Quando que ele sai?
JULIA: [respirando fundo] Em breve. Eu já tenho boa parte da informação que queria–
JOEY: Então, hoje à noite?
JULIA: Não sei. Talvez.
JOEY: Amanhã então?
Os dois se olham por um momento e então JOEY, insatisfeito, olha pros lados controlando sua raiva. JULIA vira para o banco de trás olhando-o cara a cara.
JULIA: Eu não tô.
JOEY: O quê?
JULIA: Fazendo o que você pensa que eu tô. Dormindo com ele. Não que seja da sua conta.
JOEY: Bem, não dá pra negar que é o único motivo aparente pra ele estar a uma semana sendo tratado como rei dentro daquela casa.[irônico] Tenho certeza que não foi o Ulisses que ordenou esse método tão agressivo de abordagem de prisioneiros.
JULIA: [séria] Não me lembro de você questionando meus métodos.
JOEY: Nunca foi necessário.
JULIA: [irritada] Nunca te pedi para fazer isso e não estou pedindo agora, Joey! Eu sei o que estou fazendo. Eu conheço esse homem e sei o que tenho que fazer pra conseguir o que quero dele.
JOEY: [ríspido] Ah, mas disso eu nunca duvidei. Acho que já passaram meus cinco minutos.
JOEY sai do carro e bate a porta. Julia esvazia os pulmões e passa a mão nos cabelos.
CENA 3 – CORREDOR DO NARANDA HIGH – MANHÃ
[MÚSICA DE FUNDO – ON THE WAY DOWN, RYAN CABRERA]
O corredor está cheio. CATHLEEN está passando alguns livros de seu armário para sua bolsa quando vê ZACK passando no corredor. Ele dá um sorriso discreto para ela enquanto passa e ela retribui. O armário se fecha de repente revelando KENNEDY encostada nele. CATHLEEN toma um susto.
KENNEDY: Olha só pra você toda amiguinha do Hayes!
CATHLEEN: [mão no peito] Sua louca. Você quase me matou de susto.
KENNEDY: Desculpa, amiga. Eu sei como é um baque voltar… das nuvens!
KENNEDY começa a mexer os braços como se voasse e a circular a amiga. CATHLEEN ri enquanto as duas começam a andar pelo corredor.
CATHLEEN: Do que você tá falando?
KENNEDY: De você e do Hayes. Nunca achei que você gostasse do tipo caladão.
CATHLEEN: Eu e o Zack? Você que tá viajando. Ele trabalha comigo. Eu tenho que pelo menos cumprimentá-lo.
KENNEDY: Yeah, certo. Joey mora com você e nem isso ele consegue. Admite que você tem uma queda pelo Hayes. Uma queda não, um precipício.
CATHLEEN: Cala a boca. Eu não tenho nada com o Zack. Na verdade, ele acabou virando um amigo melhor do que eu poderia imaginar. Ele é um bom ouvinte.
KENNEDY: Isso é porque ele não fala. Juro que já passei dias inteiros sem ouvir ele falar nada além de [voz mais grossa] “Posso anotar seu pedido?”.
CATHLEEN ri.
CATHLEEN: Depois que a gente passa a conhecê-lo ele não é tão tímido quanto parece.
KENNEDY: [maliciosa] Hmm, isso soa sacana.
CATHLEEN empurra o ombro da amiga de leve.
CATHLEEN: Cala a boca!
As duas riem e CATHLEEN entra numa sala enquanto KENNEDY dá um tchau e continua andando.
[Música fade out]
CENA 4 – CORREDOR DO NARANDA HIGH – MANHÃ
[MÚSICA DE FUNDO – AMAZING, JOSH KELLEY]
O sinal toca e KENNEDY caminha mais apressada quando alguém dobra um corredor ao lado e esbarra nela fazendo seus livros caírem.
KENNEDY: Ai!
KENNEDY abaixa sem nem olhar quem bateu nela.
KENNEDY: Não dá pra olhar por onde anda não?!
JOEY: Ah, droga.
KENNEDY olha pra cima, finalmente percebendo que é JOEY. O garoto abaixa para ajudá-la.
JOEY: Desculpa. Eu realmente não tava muito atento.
KENNEDY: Hum… não tem problema.
Eles recolhem tudo em silêncio. KENNEDY parece meio sem graça. Eles levantam e ficam se encarando por alguns segundos. JOEY coça a cabeça.
JOEY: Eu acho que—
[ao mesmo tempo]
KENNEDY: Eu queria te—
JOEY sorri.
JOEY: Você primeiro.
KENNEDY: [sem graça] É que… sobre aquela noite… bem… hum… eu queria me desculpar. Eu não sei o que me—
JOEY: Hey. Não tem problema, Kennedy. Todo mundo tem um dia ruim de vez em quando.
Com isso JOEY sai andando cabisbaixo e KENNEDY o observa ir com uma expressão interrogativa no rosto.
[Música fade out]
CENA 5 – BANHEIRO DA MANSÃO LIEFIELD – MANHÃ
JULIA entra no banheiro, séria. ROBERT está na banheira com uma máscara tampando seus olhos. JULIA bate a porta e ROBERT acorda assustado. Ele tira a máscara e sorri para ela.
ROBERT: Você tá precisando relaxar, hum? Se me permite uma sugestão esse banho tá maravilhoso. Te faria milagres.
Ele senta e aponta para que ela entre.
JULIA: Quero o nome da base, características e vulnerabilidades. Cansei de você dando voltas. Você já teve seus dias de descanso depois de alguns anos naquele lugar, mas agora tá na hora de começar a falar ou você volta pra lá em menos de 12 horas.
ROBERT: Meu Deus, Jules. Já disse, se acalma. Só não tenho pressa pois achei que a gente fosse… se divertir um pouco antes de eu ter que ir embora.
JULIA: Não vamos.
ROBERT a encara com uma expressão confusa e balança a cabeça em negativa.
ROBERT: O que diabos esses garotos fizeram com você? Você tá irreconhecível! No começo tava até bonitinho te ver toda Bree, mas agora é só irritante!
JULIA: As pessoas mudam.
ROBERT: [frustrado] Você não, Jules! Eu te vi fazer umas coisas bem barra pesada no passado. Deus, o que você fez comigo da última vez é algo que a maioria das pessoas não perdoaria e agora você quer me convencer que alguns anos brincando de casinha mudaram sua vida? Por favor!
ROBERT levanta da banheira e a câmera só mostra a parte de cima do seu corpo. JULIA não reage à ação. Ele sai naturalmente da banheira e começa a enxugar o corpo.
ROBERT: Nós dois sabemos que as pessoas não mudam. Elas só… se adaptam. Aprendem a se socializar de forma diferente por pura questão de sobrevivência. Interesse.
[MÚSICA DE FUNDO – BENT, MATT NATHANSON]
Ele joga a toalha longe e se aproxima falando bem próximo ao rosto dela de forma suave.
ROBERT: Quem você é tá aí dentro em algum lugar. Eu sei que sim. E ela tá morrendo de vontade de se liber–
JULIA: [séria] O tempo tá passando, Bob.
Ele esvazia os pulmões, olhando pra baixo com uma expressão de desistência, mas logo a olha nos olhos e coloca uma mexa de cabelo delicadamente atrás de sua orelha. Ele acaricia sua face.
ROBERT: Eu só… eu achei que chegaria a encontrá-la antes de ir. Diz pra ela que eu tô com saudades.
Eles se encaram a poucos centímetros de distância. ROBERT continua acariciando o cabelo dela. Ele começa a massagear sua nuca e Julia fecha os olhos. Ele toca os lábios no nariz dela e passeia delicadamente pelos olhos, testa, bochechas.
ROBERT: [sussurra] Eu só… queria que não estivéssemos tão distantes.
ROBERT toca os lábios de JULIA com seus dedos. A câmera foca a fechadura da porta e a chave a tranca sozinha. Rapidamente, ROBERT pressiona JULIA contra a porta e a beija com intensidade. O beijo é profundo e JULIA corresponde. As mãos dela acariciam o cabelo de ROBERT e ele começa a beijar seu pescoço. A câmera mostra a mão de ROBERT descendo pelas costas de JULIA e entrando dentro da camisa dela.
[Música subitamente cortada. Barulho de freios.]
De repente, ROBERT é empurrado para trás por uma força invisível e para há uns dois metros de distância de JULIA.
JULIA se recompõe arrumando os cabelos. ROBERT aponta pra ela.
ROBERT: Agora isso é golpe baixo!
Ele urra frustrado e dá um soco no ar.
JULIA: Um beijo. Era tudo que você queria antes de ir. Agora você já tem. Começa a falar.
ROBERT: [frustrado] Alguém já te disse que essa sua mania de ler o pensamento dos outros é extremamente irritante?!
JULIA: [sorri] Algumas pessoas.
ROBERT: Um sorriso? Será que eu finalmente atravessei esse escudo que você armou desde que cheguei?
JULIA: Na verdade… [desvia o olhar pro teto] eu acho que você precisa de um banho gelado.
JULIA começa a rir. ROBERT olha para baixo.
ROBERT: [sorri] Não é engraçado.
ROBERT começa a gargalhar.
ROBERT: Não tem graça nenhuma!
Os dois riem. ROBERT abre o box transparente e entra no chuveiro. Ele dá alguns pulos quando entra em contato com a água e vibra os lábios expressando frio. JULIA senta na bancada, ao lado da pia. Ela agora parece mais relaxada. Eles se vêem através do vidro transparente.
ROBERT: Achei que tinha te bloqueado melhor.
JULIA: Bem, eu tentei por uma semana e só consegui agora, com você praticamente gritando por isso. Estou até um pouco impressionada. Você realmente aprendeu algumas coisas sobre sua mente.
ROBERT: Eu te disse.
JULIA: Então…
ROBERT: Então. Hora de falar de negócios.
JULIA: Por favor.
ROBERT: Aos negócios então. Eu tenho certeza que não é por acaso que você escolheu Naranda pra morar. [esfrega o cabelo] O complexo.
JULIA: Nove bases militares externas e subterrâneas num raio de 800 milhas.
ROBERT: O governo tem uma obsessão estranha com essa parte do país.
JULIA: Nem me fala.
ROBERT: Só pra que você saiba, tem mais uma em construção no norte de Lander e outra na divisa com New México. Não esquece de dar uma olhada.
JULIA: Como você sabe disso depois de cinco anos preso?
ROBERT: Bem, eu descobri que seu acesso à internet é absurdamente seguro e um terço dos meus contatos ainda vivem. Só me dei um update antes de te passar as informações.
JULIA: [sorri] Eu darei uma olhada nas bases. Obrigada.
ROBERT: Lutando contra a vontade de mudar de assunto, já que acabei de ver o primeiro “obrigado” que sai da sua boca na minha vida…
JULIA sorri.
ROBERT: …o que você deve procurar é um receptor. Ele deve parecer com um HD com um painel complicado em cima. Células receptoras de ondas.
JULIA: Pra um satélite.
ROBERT: Exatamente. Aparentemente vocês são tão bem quistos pelos militares que agora vocês têm seu próprio satélite. Alguma coisa com obter informações de pesquisas em outros países, sei lá. Já era um projeto antigo na época em que fui preso, mas agora ele está prestes a ser lançado. Então é melhor você se apressar.
Ele sai da ducha e JULIA joga outra toalha para ele.
ROBERT: Suponho que já saiba sobre a China?
JULIA: Sim.
ROBERT: Você já tem todos os desenhos?
JULIA: Você sabe que não posso responder isso.
ROBERT: [revira os olhos] Quê que eu tô perguntando? É claro que já os tem.
Ele enrola a toalha na cintura e se aproxima.
ROBERT: O lance é que você não precisa ir à China. Ela virá a você. Todo pedaço de informação que os militares têm sobre vocês vai passar por esse satélite. Tudo. Tudo que eles descobrirem lá ou seja lá mais em que países que essas células vão chegar.
A expressão de JULIA fica levemente surpresa.
ROBERT: Isso mesmo. Eu te disse que era coisa grande.
JULIA: E onde eu pego essas células?
ROBERT: [coça a cabeça preocupado] Aí que tá a coisa. Você não pega.
JULIA: O que você quer dizer?
ROBERT: Elas estão na base de White Pine.
JULIA: Hum… então por isso que você descobriu tanto desse satélite.
ROBERT: Yeah, preferia não ter tido que descobrir nada.
JULIA: Okay, eu admito que entrar lá vai ser um pouco difícil–
ROBERT: [riso nervoso] Não, Jules. [se aproxima mais] Você não tá me entendendo. Você pode ser a melhor agente que eu já conheci, mas White Pine não tem falhas na segurança. Não tinha quando eles tavam montando essa coisa e agora que tá pronto vai ser quase impossível entrar.
JULIA: Qualquer lugar tem falhas na segurança. E considerando que você ficou lá por três semanas antes da instituição metal, eu tenho certeza que você sabe qual é.
ROBERT: Jules, não tenta entrar lá. Compra alguém, espera o transporte dessa coisa, mas–
JULIA: Não posso arriscar, Bob. Não essa chance. Pelo visto eu vou ter que achar essas falhas sozinha.
Ela começa a sair do banheiro. ROBERT corre até a frente dela e fecha a porta ficando entre ela e JULIA.
ROBERT: Tem uma coisa.
Ela sorri.
ROBERT: E depois dessa você realmente tá me devendo uma–
JULIA: Eu te tirei de Charenton, te arranjei um apartamento, uma mesada–
ROBERT: …depois dessa nós estamos realmente quites.
Eles sorriem.
ROBERT: O gerador. Se aquilo ainda é o que costumava ser, tudo lá dentro é comandado por eletricidade. O sistema de segurança, a tranca das selas e dos laboratórios, até as torneiras… tudo funciona na base da eletricidade. Mas o lugar é tão gigante que o gerador reserva precisa de algum tempo para se carregar quando o principal cai.
JULIA: Quanto tempo?
ROBERT: Assim que o gerador cair, você tem – escuta bem – vinte segundos pra entrar e sair. Vinte segundos de vulnerabilidade total até o gerador reserva carregar. Vinte! Jules… é impossível.
JULIA: Eu agradeço a preocupação, mas eu preciso tentar.
JULIA inclina-se e toca os lábios de ROBERT com os seus trocando um suave beijo por alguns instantes. Ela interrompe o beijo e ROBERT apóia sua testa na dela enquanto ela acaricia o rosto dele. Eles se olham nos olhos.
JULIA: É melhor você arrumar suas coisas. O avião parte as oito e quarenta e cinco.
Ela passa por ele e sai do banheiro. ROBERT passa a mão nos cabelos molhados.
CENA 6 – REFEITÓRIO – TARDE
[MÚSICA DE FUNDO – WORK, JIMMY EAT WORLD]
CATHLEEN e SAMANTHA estão sentadas em uma das mesas com outras garotas. KENNEDY chega à mesa com sua bandeja e senta. Uma das garotas se inclina na mesa para falar com KENNEDY.
GAROTA: [sussurra] Não olha agora, mas eu acho que a Amy tá dando mole pro Ben.
KENNEDY: [irritada] O quê?!
Ela começa a virar, mas SAMANTHA ao seu lado, a puxa para frente.
SAMANTHA: Não olha!
KENNEDY: [nervosa] O que ele tá fazendo, Cathy? O que ele tá fazendo?
CATHLEEN, que está sentada no lado oposto a KENNEDY e de frente para BEM, observa o garoto. A câmera focaliza BEN sentado sobre uma das mesas e AMY na frente dele, sorridente e mexendo nos cabelos. Também vemos HARRISON ao lado dos dois, comendo, e alguns outros garotos com jaquetas do time.
CATHLEEN: Que vadia!
AMY olha rapidamente para a mesa das garotas.
CATHLEEN: Ela tá usando ele descaradamente!
KENNEDY: [nervosa] E ele? E ele?
AMY dá um empurrão de leve no braço de BEN e ele se remexe desconfortável, colocando as mãos nos bolsos da jaqueta.
GAROTA: Ele não parece muito interessado.
CATHLEEN: Essa garota não tem nenhum amor próprio.
KENNEDY: Ela tá realmente partindo pra cima? Quero dizer, eles podem estar só conversando.
CATHLEEN: Por favor! Numa escala de 1 a 10 ela tá flertando com ele como se fosse Paris Hilton.
KENNEDY: [irritada] Eu vou acabar com ela!
SAMANTHA: Acho que não precisa se preocupar. Ele ainda tá totalmente na sua.
KENNEDY: Como você sabe?
SAMANTHA: O Harry me contou. Aparentemente ele ainda não ficou com ninguém desde que vocês terminaram. Ele tá arrasado.
KENNEDY: Droga. Não queria que ele ficasse sozinho. [irritada] Só não quero ele com essazinha!
SAMANTHA: Por que você terminou com o Ben mesmo?
KENNEDY: Sei lá… ele ligava o tempo todo. Mandava flores pelo menos uma vez por semana, presentes—
SAMANTHA: [abismada] E isso é errado porque…
KENNEDY: Não é errado. Só que era demais. Você nunca cansou de ter namorados atenciosos demais? Quero algo diferente. Pelo menos pra ver como é.
SAMANTHA: [sem entender] Amiga… você é louca.
CATHLEEN: Vai ver ele ainda tem esperanças.
KENNEDY: Mas pra mim não tem volta.
CATHLEEN: Você devia arranjar alguém. Pra mostrar pra ele que não tem mesmo volta. Só assim ele vai superar.
KENNEDY: Não sei se é uma boa idéia—
SAMANTHA: É uma ótima idéia! Hoje a noite tem a inauguração daquele cinema gigante lá perto da Faculdade. Tenho certeza que vai estar cheio de universitários pra você escolher.
CATHLEEN: Perfeito!
KENNEDY: Eu não sei gen–
CATHLEEN: Mas a gente sabe. Nós vamos.
KENNEDY: Você? A furona oficial do Naranda High.
CATHLEEN: Depois do trabalho. Passa lá em casa e de lá a gente vai pra casa da Sam.
SAMANTHA: Por mim tudo bem.
KENNEDY olha desconfiada para as amigas.
KENNEDY: Ok, ok. Eu vou!
As garotas comemoram.
KENNEDY: [pra Cathleen] Mas não fura!
CATHLEEN: Não vou. Prometo.
CATHLEEN dá uma última espiada em AMY anotando algo na mão de Ben.
CENA 7 – REFEITÓRIO – TARDE
MEG está almoçando sozinha enquanto lê um livro. EHLIOS aparece com sua bandeja.
EHLIOS: Posso sentar?
MEG: [sem levantar os olhos] Não.
EHLIOS: Eu só… eu queria agradecer. O vídeo… bem, a gente pegou terceiro lugar, sem orçamento nenhum ou roteiro decente. Então eu pensei “o que diabos eles viram no filme pra conseguirmos terceiro lugar?”. A resposta veio bem rápido—
MEG: [olha pra ele] Eu?
EHLIOS fica sem graça.
MEG: [balança a cabeça em negativa] Cantadas de caras são tão previsíveis. [volta a ler] Não se incomode. Você não vai conseguir nada aqui, Ehlios. Terminamos.
Ele fica paralisado.
MEG: Você já pode ir agora.
EHLIOS abaixa a cabeça e se distancia.
CENA 8 – LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA – TARDE
Todos os alunos estão em seus computadores individuais. JOEY continua com uma expressão aborrecida e brinca com uma borracha entre os dedos, parecendo não prestar atenção no professor à frente da turma. Um barulho rápido no computador o chama a atenção. A câmera mostra o monitor de JOEY. Uma janela de mensagem instantânea está aberta. JOEY clica em “desabilitar alarme” na caixa.
A câmera mostra o monitor de JOEY.
C DIZ: Q q vc tem hoje?
JOEY olha envolta para encontrar os olhos de CATHLEEN o encarando discretamente por cima de um dos monitores. Ele digita.
JOE DIZ: Achei que esse programa fosse bloqueado aqui.
Mais uma mensagem aparece.
C DIZ: E é. 😀
Ele digita.
JOE DIZ: Bom saber q você ainda não perdeu a manha.
Vemos CATHLEEN sorrir. A garota digita. A câmera foca o monitor dela.
A câmera mostra o monitor de CATHLEEN.
C DIZ: ñ c preocupa. vc ainda eh melhor q eu. em hacking, mas ñ em mentir. Q q houve?
Vemos JOEY suspirar. Ele digita. A câmera foca seu monitor.
JOE DIZ: Besteira minha. Não precisa se preocupar.
C DIZ: essa mania q vc tá pgando d ñ falar nd tá me irritando.
JOE DIZ: Bem… é a Julia.
C DIZ: Q q tem ela?
Vemos JOEY ficar com uma expressão irritada. Ele digita com rapidez e aperta a última tecla com força. A câmera ainda foca no monitor de JOEY.
JOE DIZ: Cansei desse lance da gente não saber absolutamente nada da vida dela. Tipo, ela é o que a gente tem mais próximo de uma família e tudo que a gente sabe é o nome e a idade dela!
C DIZ: sem qrer t deixar com mais raiva, ms pd somar mais 5 na idade dela… ms q q a gnt pd fazer? ela eh fechada. sempre evita falar do passado.
JOE DIZ: Bem, eu acho que nós temos o direito de saber. Nós vivemos há quatro anos juntos! Daí esse Robert que nunca ouvimos falar e que claramente participou de uma parte importante do passado dela aparece e a gente tem que simplesmente lidar com isso?! Ela tá pedindo DEMAIS.
C DIZ: ah, entaum eh DISSO q a gnt tah falando… robert… vc tah cum ciumes da mammy. 😀
JOE DIZ: Não é isso!! E quanto a Sarah? A gente vem evitando falar isso de uma forma tão descarada que me dá enjôo. Parece que ela simplesmente esqueceu que a gente sabe que ela conhece a Sarah. Conhece como? Da onde? Eles três são a mesma coisa que a gente é… Coincidência? Acho que não.
Ele respira fundo.
JOE DIZ: É só que… só me bateu agora que eu moro com alguém de quem eu não sei nada.
C DIZ: tem um jeito da gnt descobrir isso… o robert… a gnt pd tentar tirar alguma coisa dele.
JOE DIZ: Você podia ir lá e tocar nele.
C DIZ: acredite! eh td q eu qro fazer ha dias! 😀
JOEY encara a garota por cima dos monitores rolando os olhos enquanto ela sorri. Outra mensagem chega. A câmera mostra o monitor de CATHLEEN.
C DIZ: d qq forma eu tenho q trabalhar. tenta puxar papo com ele hoje. soh vai ter vcs lah msm.
JOE DIZ: De jeito nenhum eu vou ficar papeando com aquele cara! Não, não e não!
C DIZ: eh a forma mais rapida d conseguir respostas…
Ela arregala os olhos e digita rápido.
C DIZ: e vc sabe q ela vai saber o q a gnt fez assim q ela nos ver né?!!
JOE DIZ: Esse lance de vocês duas me tira do sério. Mas eu não me importo. Ela que saiba o que eu penso.
C DIZ: ow inteligencia. c ela descobrir antes da gnt conseguir respostas nunca vamos falar com ele… tem q ser hj… antes dela chegar em casa e olhar p nossa cara. faz isso… hj a tarde! ou eu vou ficar mais semanas sem o carro por nada!!
Ela parece apavorada.
C DIZ: O CARRO!! Ó julia, isso eh tudo ideia do joey! vc tah vendo! eu não fiz nada, JURO!!
JOEY balança a cabeça negativamente. Ele digita. O sinal bate. A câmera volta a mostrar o monitor de JOEY.
JOE DIZ: Eu falo com ele. Essa tarde.
C DIZ: e eu num tenho NADA a ver c isso!!
Ele digita.
JOE DIZ: Vamos. Não esquece de apagar o histórico.
C DIZ: naum vo eskcer eh d chutar seu traseiro por me chamar d amadora!!
JOE DIZ: Vamos que eu estou a fim de um shake. Te acompanho até o TA.
JOEY digita mais algumas coisas mas logo pega sua bolsa e levanta, quase ao mesmo tempo que CATHLEEN.
CENA 9 – THE ALLEY – TARDE
[MÚSICA DE FUNDO – MOTOR, NEVE]
CATHLEEN e JOEY adentram a lanchonete com o som característico do sino. ZACK, no balcão, os nota entrar e vai em direção à CATHLEEN enquanto JOEY senta em uma das poltronas do local.
ZACK: [pequeno sorriso] Hey. Que bom que veio.
CATHLEEN sorri.
ZACK: Não tem muito movimento agora mas—
CATHLEEN: Dia de treinamento do time.
ZACK: Exatamente.
CATHLEEN: Já estou mentalmente preparada pra distribuir 100 quilos de hambúrguer pra jogadores esfomeados.
ZACK: Vai em frente e faz o que quiser por agora.
CATHLEEN: Acho que vou tentar tirar aquela mancha horrorosa do balcão. Só vou me trocar. E…
Ela olha para JOEY sentado a uma das mesas.
CATHLEEN: Dá alguma coisa com altos níveis de glicose pro Joe. Ele não tá muito bem hoje.
ZACK: Deixa comigo.
CATHLEEN vai para os fundos na lanchonete enquanto ZACK se aproxima de JOEY.
ZACK: Ei, cara. O que vai ser hoje?
JOEY: Uma nova vida. Tem aí?
ZACK: Bem, eu tenho uma banana split com um litro de sorvete que pode te matar.
JOEY: Traz uma dupla.
ZACK: [anotando] Wow. [grita] Uma Double Giant Split pra mesa 7!
ALGUÉM: [distante] Saindo!
JOEY deixa a cabeça cair sobre os braços cruzados na mesa. CATHLEEN volta com o uniforme da lanchonete e vai para trás do balcão. O sino toca e EHLIOS entra com uma expressão devastada.
CATHLEEN: O Prozac de hoje já acabou, mas ainda tem algum cianureto lá nos fundos.
EHLIOS não responde e CATHLEEN lança um olhar surpreso para ZACK. EHLIOS senta ao lado de JOEY e também abaixa a cabeça na mesa.
ZACK: Eu acho que ele tá com um problema.
CATHLEEN: Isso aqui é uma lanchonete, pessoal. Não um divã!
EHLIOS: [levanta a cabeça] As mulheres são a criação mais maligna de Deus.
CATHLEEN: [esfregando o balcão] Por isso que temos que carregar o pior fardo que existe: homens.
EHLIOS: É… vai ver você tá certa.
CATHLEEN: [arregala os olhos] Ok, agora ele tá me assustando!
ZACK: O que aconteceu, cara?
EHLIOS: Minha vida é um saco.
JOEY: [voz abafada] Tire as mãos do título do meu filme.
CATHLEEN: Alguém lembra o número do Dr. Phil? Os níveis de depressão estão subindo nesse lugar!
EHLIOS: Acho que vou querer aquele cianureto que você ofereceu.
JOEY: Traz dois.
ZACK coloca uma travessa enorme de sorvete na mesa.
ZACK: Por que a gente não começa com isso aqui e depois você repensa o cianureto.
JOEY levanta a cabeça e começa a comer em colheradas fundas. O sino toca e ROBERT entra na lanchonete.
JOEY: [irônico] Ótimo.
CATHLEEN parece nervosa e joga o pano que estava na sua mão embaixo do balcão. ROBERT senta em um dos bancos na frente dela. Ela sorri e arruma o cabelo.
ZACK: [incomodado] Quem é o cara?
JOEY: [irônico] Esse é o nosso ilustre hóspede. Ele tá lá em casa há uma semana.
ZACK: E qual é a dele?
JOEY: [de boca cheia] Não pergunta pra mim. Eu sei tanto quanto você. E você acabou de conhecê-lo.
CATHLEEN ri. ZACK parece ainda mais incomodado.
ZACK: Cathleen parece bem íntima dele.
JOEY: Não sei se “íntima” é a palavra. Mas eu te digo uma coisa. Ele é o único cara que eu já vi que deixou essa garota sem palavras. Além de Orlando Bloom, pelo menos.
ZACK continua observando os dois.
EHLIOS: Eu disse cara. Mulheres são malign—
ZACK: Cathleen! Você poderia checar se temos hambúrgueres suficientes pra hoje?
CATHLEEN parece surpresa.
CATHLEEN: Mas você disse que eu podia fazer—
ZACK: É, mas eu acabei de lembrar que talvez não os tenha descongelado. Pode fazer isso?
CATHLEEN franze o cenho.
ZACK: Agora?
CATHLEEN: [irritada] Claro.
A garota vai para os fundos da lanchonete. A campainha toca. ZACK vai até a janela entre a lanchonete e a cozinha e pega um saco de papel. Ele o entrega para ROBERT.
ZACK: [seco] Aqui está seu pedido. Bom apetite e volte sempre.
ROBERT: [rindo] Se acalma, garoto. Não tô tentando pegar sua garota.
ROBERT ri e ZACK toma uma expressão irritada. ROBERT se aproxima da mesa de JOEY e EHLIOS.
ROBERT: Cathy disse que você precisava de uma carona pra casa.
JOEY esvazia os pulmões, não muito satisfeito.
JOEY: Ah, sim. [entre dentes] Claro.
JOEY levanta.
ZACK: Mas você nem terminou seu—
EHLIOS: Deixa comigo.
EHLIOS pega a colher e começa a comer como o rosto apoiado na mão. JOEY e ROBERT deixam a lanchonete.
CENA 10 – SALA DE TREINAMENTO – TARDE
JOEY entra na sala de treinamento seguido de ROBERT.
ROBERT: Você tem certeza que quer fazer isso?
JOEY começa a enfaixar as mãos.
ROBERT: Quero dizer, você não tem… lição de casa pra fazer, ou sei lá?
JOEY: Provavelmente.
ROBERT dá de ombros e abre o saco de papel tirando um hambúrguer. Ele começa a comer.
JOEY: Então… o que você achou de Naranda?
ROBERT: Se por Naranda você quer dizer as três ruas que eu tive que tomar pra chegar naquela lanchonete, então bem… Naranda é irritantemente quieta.
JOEY: Acredite, você não precisa conhecer a cidade inteira pra atestar isso. Eu não sabia que você podia sair de casa.
ROBERT: [boca cheia] Não posso.
JOEY: Oh…
Eles ficam em silêncio e JOEY parece um pouco incomodado, mas ROBERT apenas aprecia seu lanche.
JOEY: Então…
ROBERT: Por que você não simplesmente pergunta o que quer saber, garoto?
Joey fica surpreso.
JOEY: Eu não… eu—
ROBERT arqueia as sobrancelhas.
JOEY: [frustrado] Como você sabia?
ROBERT: Considerando que durante a ultima semana você tem deixado bem claro o quão bem vindo não sou nessa casa, se agora você quer que eu [gesto de aspas] te ensine alguns golpes, alguma coisa você quer.
JOEY: Eu só—
ROBERT: Quer saber sobre eu e Julia.
JOEY: [irritado] Dá pra parar? Já tenho a Cathy e a Julia pra isso.
ROBERT: Você é óbvio demais. O que você quer saber, garoto?
JOEY: [desconfiado] Você vai simplesmente me dizer o que eu quiser saber?
ROBERT senta sobre uma das mesas.
ROBERT: Ainda tô decidindo. Depende das suas perguntas. Seja direto. Odeio que me enrolem.
JOEY: Ok. Há quanto tempo vocês se conhecem?
ROBERT: [pensa um pouco] Oito… não, nove. Nove anos. Acho que é isso.
JOEY: Como vocês se conheceram?
ROBERT: HT. Ulisses estava recrutando agentes. Me achou.
JOEY: Não sabia que o Heller recrutava pessoas normais.
ROBERT: E ele não recruta.
JOEY: Então como—
ROBERT: Continue no campo das perguntas certas, garoto.
JOEY o analisa com curiosidade, mas logo balança a cabeça afastando o assunto.
JOEY: Sarah Jones. Você sabe algo sobre ela?
ROBERT pensa por um momento.
ROBERT: Não me lembro de nenhuma Sarah Jones. Não deve ser da minha época.
JOEY: E… você e Julia… vocês…
ROBERT: Direto, garoto.
JOEY: Vocês tiveram algo?
ROBERT: Sim.
JOEY: Ok… [respira fundo] E por que você concordou em me dizer tudo isso?
ROBERT observa JOEY por uns instantes como se não fosse responder.
JOEY: Acho que acabei de cruzar os campos.
ROBERT: Bem no limite, garoto. Gosto de você. Tem coragem. Sua resposta… às vezes é bom relembrar algumas coisas. Pessoas que você nunca voltará a ver.
JOEY franze a testa
ROBERT: A Julia de quem estamos falando não existe mais, garoto. Eu não sei o que vocês fizeram, mas vocês transformaram a Liefield em alguém que deixa as crianças na escola toda manhã…
Ele levanta e começa a sair da sala.
ROBERT: …e que vai chutar seu traseiro quando ler em você essa nossa conversinha.
JOEY: Você ainda gosta dela?
ROBERT para há poucos passos da saída, mas não vira.
ROBERT: E agora você acabou de cruzar o limite, garoto.
ROBERT sai da sala.
CENA 11 – COZINHA DO THE ALLEY – TARDE
[MÚSICA DE FUNDO – PLEASE DON’T TELL HER, JASON MRAZ]
ZACK está cortando alguns pães de costas para CATHLEEN enquanto ela varre o chão. Os dois estão em silêncio. ZACK, observa CATHLEEN pelo canto dos olhos, mas quando ela olha, ele rapidamente fixa-se nos pães. A garota levanta as sobrancelhas.
CATHLEEN: Você tá bem?
ZACK: Sim, eu tô ótimo.
Ela começa a colocar as cadeiras de cima das mesas, no chão.
CATHLEEN: Você tá quieto demais hoje. Até pra seus próprios padrões de silêncio.
ZACK se esforça para manter sua visão fixa aos pães.
CATHLEEN: Então você vê que isso pode ser um pouco preocupante.
ZACK: Eu tô bem, Cathleen.
A garota o observa por um segundo, mas dá de ombros e limpa a mesa. ZACK continua em silêncio e mais alguns momentos mudos passam. Ele se remexe desconfortável.
ZACK: [sem desviar o olhar] Então… [limpa a garganta] eu ouvi dizer que… vocês têm visita em casa.
CATHLEEN: É. Robert. Ele é meio espaçoso, mas acho que não vai ficar por muito mais tempo mesmo.
ZACK: Ah… sinto muito.
CATHLEEN: [franze o cenho] Pelo que?
ZACK: Bem, pelo que vi de vocês antes, tenho certeza que você vai sentir falta dele.
CATHLEEN aperta os olhos.
CATHLEEN: Não… Zack… [pára de limpar] Eu e Robert não somos desse jeit—
ZACK: Não precisa esconder de mim. Está tudo bem se—
Ela vai até ele e o encara.
CATHLEEN: Não, Zack! [passa a mão nos cabelos] Eu sei que fico meio… estranha quando ele chega, mas… sei lá… é mais uma coisa meio groupie. Sabe? Quando você encontra um ídolo maravilhoso e não consegue nem desengasgar pra pedir um autógrafo. Mas não é como se fosse acontecer algo entre a gente. Eu gosto da imagem dele, não dele. Tipo… Orlando Bloom.
Um sorriso se abre no rosto de ZACK.
ZACK: Eu entendo, Cathy.
CATHLEEN: Eu só quero que você entenda que—
ZACK volta seu olhar para os pães.
ZACK: Cathy, não é como se você me devesse satisfação.
CATHLEEN para e olha para ele com uma expressão de quase raiva.
CATHLEEN: Você tá certo. Não devo.
Eles se olham e ouvimos algumas vozes altas. A câmera mostra muitos garotos entrando na lanchonete, mas CATHLEEN e ZACK continuam se encarando.
CATHLEEN: [amarga] É melhor a gente trabalhar.
Ela sai. ZACK aperta os olhos e solta um suspiro frustrado.
[Música fade out]
CENA 12 – EXT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE
[MÚSICA DE FUNDO – BENT, MATT NATHANSON]
ROBERT sai da casa arrastando uma mala. Atrás dele vêm JULIA e JOEY. Há um táxi parado. O taxista pega a mala e a leva para o carro.
ROBERT: [para o motorista] Estarei lá em um segundo.
Ele vira-se para JULIA e JOEY a sua frente.
ROBERT: Diga à Cathleen que eu disse “tchau”.
JOEY concorda com a cabeça e estende a mão para ROBERT.
JOEY: Faça uma boa viagem. Eu vou… [olha pros dois] hum… entrar… lição de casa.
JOEY dá as costas e entra na casa deixando JULIA e ROBERT a sós. Eles se encaram por uns momentos.
JULIA: Então… obrigada pela informação. Não estava certa de que me daria.
ROBERT: Era o mínimo que podia fazer. Foi bom te ver outra vez. Mesmo com todas as mudanças.
JULIA: É. Passou um bom tempo.
ROBERT: Mas se vale alguma coisa, essa nova Julia? Eu até que gostei.
Eles sorriem.
JULIA: É melhor você ir. Vai perder o vôo.
ROBERT: É. Acho que você tá certa.
Ele pega na mão dela. Ela entrelaça os dedos.
ROBERT: Adeus, Jules.
Ele dá um passo para trás e depois larga a mão dela.
ROBERT: Você sabe onde me encontrar.
ROBERT dá as costas e entra no táxi. JULIA observa o veículo se distanciar.
JULIA: Adeus, Bob.
Ela lentamente caminha para dentro da mansão.
[Música fade out]
PRODUÇÃO EXECUTIVA Samir Zoqh
Luciana Rocha
ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
J. Mack Slaughter como Ehlios
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia
ATOR CONVIDADO
Victor Webster como Robert
ESCRITA E EDITADA POR Luciana Rocha
REVISADA POR Samir Zoqh
Rafael Schuindt
CRIADA E DESENCOLVIDA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha
MÚSICA TEMA
Late Great Planet Earth, Plumb
TRILHA SONORA
On The Way Down, Ryan Cabrera
Amazing, Josh Kelley
Bent, Matt Nathanson
Work, Jimmy Eat World
Motor, Neve
Please Don’t Tell Her, Jason Mraz
Série: The Secret Circle Episódio: Beneath Temporada: 1ª Número do Episódio: 1×08 Data de exibição nos EUA: 3/11/2011
E chegamos ao último episódio antes do fall finale de The Secret Circle. Beneath foi a prova que eu precisava para quase confirmar minhas suspeitas sobre Jassie. Eu continuo achando que ele vai deixar o lado witch hunter por causa dela. Deixando minhas teorias mirabolantes de lado, vamos ao que interessa.
Quando Jane demora a voltar para casa depois de sua visita a Henry em Masked, quando ela viu o corpo dele no chão e foi atingida por Charles – eu sabia que era ele – assim que encontrou o cristal e ia tentar ressuscitá-lo, Cassie acha estranho e resolve ir atrás de sua avó na casa de Henry. Diana acha que é melhor a loirinha ir acompanhada do resto do círculo, em caso de necessidade. E é claro que haveria necessidade. Cassie, a boa samaritana, resolve chamar Jake para ir junto, sem saber que ele só que se aproximar para matá-la. Assim, Cassie, Jake, Diana, Adam e Faye vão para a casa de Henry atrás de Jane. Sim, sem Melissa. Depois da maré de azar que a coitada a menina teve, até a mãe dela acha que é melhor ela ficar trancada dentro de casa.
Mas é claro que não ia dar tudo exatamente certo, não? Eles pegam uma tempestade – quase um dilúvio – no caminho e decidem passar a noite na casa de Henry, mesmo quando Cassie recebeu a tal mensagem de Jane, forjada por Charles avisando que estava em casa, e bem. A casa de Henry foi pequena para as tensões entre Diana e Adam, Adam e Jake e Faye e Cassie. E tudo isso foi apurado no Truth or Dare, conhecido por nós, brasileiros, como Verdade ou Consequência. Esse jogo nunca termina bem na vida real, na ficção não seria diferente. Dessa vez, os resultados foram: Diana só de sutiã e Adam com ciúmes, Faye dizendo que só dormiu com dois caras na vida toda – um foi o Jake, quem será o outro? -, Jake dizendo para Adam que não foi capturado como os outros na noite anterior porque é mais forte que todos eles, Cassie beijando Jake por causa de Diana e Adam ficando com ciúmes – esse não se decide e, por causa desse beijo, Faye explodiu. Disse para Cassie que ela só se interessa pelos caras que já são comprometidos e, Cassie, finalmente deu uma resposta à altura: “E você é uma vadia que me culpa por todos os seus problemas ao invés de se olhar no espelho”. Adorei.
Por causa disso, Faye decide ir embora, e quando entra no carro de Adam, vê uma menininha na chuva indo em direção às árvores e se reconhece nela. Sim, era a Faye mais nova. A Faye adolescente resolve ir atrás da mini Faye e, logo depois, Cassie vai atrás dela e também consegue ver a menininha. Faye então, conta que quando tinha a idade da sua mini cópia, quase morreu afogada no lago e foi salva por seu avô. Ali ela entendeu que a mini ela estava tentando lhe dizer alguma coisa, e, vai para o lago procurar por respostas. Acontece que quem acha a resposta não é ela, é Cassie, que consegue fazer magia sem a ajuda do resto do círculo. Cassie encontrou o corpo de Henry amarrado ao deck do lago, e, a personificação de Faye mais nova, era fruto da energia dele que continuou ali mesmo depois de sua morte. Coisa de bruxo.
Além disso, Beneath também mostrou o lado não-capacho-da-Dawn do Charles. Acho que o fato dela o ter feito matar Nick realmente mexeu com ele, a ponto de ele ficar firme quando ela pediu para ficar com o cristal que ele encontrou na casa de Henry. Achei que ele fosse mais para mostrar pulso forte. Adorei, não gosto da Dawn.
Quanto à Jane, Charles usou um feitiço de controle que ele encontrou no Livro das Sombras de Diana. Agora Jane só faz o que ele quiser, só diz o que ele quiser que ela diga e só lembra do que ele quiser que ela lembre. Legal isso, não?
Indo para o lado dos relacionamentos, Adam e Diana continuam no mesmo vai e vem. Depois do Truth or Dare, eles tiveram o que Diana chamou de “última vez” na cabana de lenha da casa de Henry. Mesmo assim, Adam não me pareceu disposto a desistir dela com tanta facilidade. Cassie e Jake estão mais próximos ainda depois do beijo, e algo me diz que Jake não está gostando dessa proximidade porque está começando a gostar dela. E se isso acontecer, seus objetivos e os objetivos de Isaac não vão ser cumpridos, ela não vai conseguir matá-la.
P.S.: Não gostei de não ver a Melissa nesse episódio. Uma mãe que não se importa em ver a filha adolescente dormindo na casa do namorado várias noites seguidas não me parece o tipo de mãe que se preocuparia a ponto de impedir a filha de sair de casa.
Cresci assistindo os seriados que cobriam os buracos da programação da Globo, SBT e Manchete, mas a minha formação televisiva (e como crítico) está diretamente ligada ao advento da TV paga no Brasil, nos anos 90. Foi um salto. Mas ainda assim é uma formação incompleta. Meu primeiro pacote de TV paga era via operadora MMDS, que por impossibilidade técnica só transmitia 16 canais – mas a verdade é que não existiam mesmo muito mais do que 16 canais no Brasil. E mesmo que tívessemos mais canais, naquela época não eram todas as séries que estreavam na América Latina.
Por conta disto, acompanhei a evolução das séries policiais com Law & Order e NYPD Blue, mas nunca vi a respeitada Homicide: Life on the Street. Acompanhei a evolução da séries de tribunais de Ally McBeal e O Desafio, mas nunca assisti L.A. Law, que a antecedeu. E das comédias posso citar episódios inteiros de Seinfeld e Frasier, mas não tanto assim de Roseanne. E Home Improvement.
Eu só fui conhecer Home Improvement no final de 2002, anos depois de ter acabado, quando a série ganhou reprises diárias no canal Sony (good times, good times). A esta altura já tínhamos uma boa fundação do que eram as sitcoms e, um década depois, deu pra ver que Home Improvement era realmente especial.
Mas você não precisa saber que existiu uma série chamada Home Improvement pra assistir Last Man Standing, tema desta resenha e show que estreia esta semana no Brasil.
Mas precisa saber que este senhor que estrela esta comédia, sobre um pai de meia idade que precisa se envolver mais com a vida das três filhas adolescentes e do neto bebê é o Tim Allen. E ele foi um gigante – sua antiga série foi o show número 1 dos Estados Unidos entre 1993 e 1994, ficou entre os 20 shows mais vistos dos EUA ao longo de oito anos, o sucesso na TV lhe abriu as portas pra ganhar uma fortuna com comédias no cinema e ele decidiu parar na hora que quis, abrindo mão do salário mais alto da TV na época (US$ 1,25 milhão por semana, na época em que o Seinfeld ganhava só US$ 1 mi). Ah, e ele é o Buzz Lightyear!
É por isto que Last Man Standing começa assim: as três filhas e o neto na cozinha, e a esposa, ao ouvir a buzina do carro, diz que o pai está chegando após mais uma de suas longas viagens a trabalho. Mike (Tim Allen) entra e cena. E diz:
I´m back!
Entendeu? Não é um simples retorno de viagem. Tim Allen está voltando após 12 anos longe da TV! A Sarah Michelle Gellar, que falamos tanto nesta temporada, ficou apenas oito ano longe.
A questão, portanto, é de perspectiva. Last Man Standing funciona bem como sitcom. Tem um plot interessante, que dá pra dizer que é mais ou menos original: um pai de meia idade, que faz aquela linha provedor e conservador, cercado por mulheres, vendo a carreira da esposa disparar e a dele perder espaço, ainda com um neto em casa (com o pai fora da imagem). E tem o elenco bom: a Nancy Travis (eu era apaixonado por ela numa série chamada Almost Perfect, que passou no Multishow), uns jovens atores com bom timing de comédia (um deles é o Christoph Sanders, que fazia Ghost Whisperer) e o Hector Helizondo, que não entendi muito o que vai fazer na série.
O problema é que, poxa, é a nova série do Tim Allen! O texto do episódio piloto é bom (o do segundo episódio já nem tanto), mas não está a altura de Tim Allen. Seu personagem não parece muito tridimensional – Mike é um pai preocupado e engraçado, como a grande maioria dos pais da TV e como era o seu personagem em Home Improvement. Mas Mike é também meio troll, no sentido de dizer o que pensa e ser um pai antiquado. Isto gera a cena mais engraçada do episódio, quando grava um videocast para a empresa em que trabalha, mas também remete um pouco a recém fracassada $#*! My Dad Says. E este é o problema da Last Man Standing – ele passa uma sensação de constante déjà vu, você está sempre lembrando algum outro show do gênero.
No fim é o excesso de expectativa que prejudica Last Man Standing. Quando se tem Tim Allen no elenco, se espera uma série extraordinária. No lugar o que temos é mais um show ordinário, mais uma sitcom na TV.
* * *
Last Man Standing estreia nesta terça-feira, dia 8/11, às 22h, no canal Liv.
Série: Fringe Episódio: Novation Temporada: 4ª Número do Episódio: 4×05 Data de Exibição nos EUA: 4/11/2011
Foi uma espera de três semanas, já que foram duas sextas sem episódio. Três semanas esperando para descobrir como ficariam as coisas após o retorno de Peter, já que ele lembra-se de tudo e todos, mas ninguém recorda dele. E a espera é o principal motivo da minha decepção com o episódio. Esperava muito mais. Bem mais.
Sempre costumo dizer que expectativa é uma droga. Ela estraga as coisas. Geralmente o tamanho da decepção é proporcional ao tamanho da expectativa. Com Novation, pra mim, foi assim. Minha expectativa era grande, logo a decepção também foi. E eu explico o porquê. Clique aqui para continuar a leitura »
Série: Chuck Episódios: Chuck Versus the Bearded Bandit Temporada: 5 Número do Episódio: 5×02 Datas de Exibição nos EUA: 4/11/2011
“A pressa é inimiga da perfeição”. Uma frase que se encaixa muito na história da série. Foram cinco temporadas de incertezas forçando os roteiristas a escreverem com pressa para que os fãs pudessem ao menos assistir um final digno. Faltam 11 episódios para o final da série e a sensação é que precisavam de mais episódios para (re)contar a história e como não é possível fica um excesso de informação. Mas como diria um dos muitos “memes”: é o que tem pra hoje.
Carrie-Anne Moss começa sua participação como a dona da empresa concorrente a Carmichel Industries. Além dela, nesse episódio temos a participação de Jeff Fahey (Lost) e Justin Hartley (Smallville).
O cliente da semana é Karl Sneijder, que contrata a empresa de Chuck para localizar seu irmão caçula. Ele apenas esquece de dizer que pretendia matar o irmão que estava no serviço de proteção a testemunha. Na Buy More, Big Mike está de volta e conta com a ajuda do Awesome para fazer com que a loja volte a ter clientes.
Contudo toda a trama serve para soltar pistas sobre para nós, o público, de como o Intersect está afetando Morgan mais do que imaginamos. Eu passei o episódio inteiro xingando o personagem e questionando o porque do personagem ter ficado tão chato novamente. Não conseguia aceitar o motivo dele estar tornando tudo tão difícil para Chuck que só tentava ajudá-lo. Para agravar ele decide trair os amigos e oferece os seus serviços para Gertrude Verbanski (Moss).
Revendo o episódio percebi que eu é quem não estava prestando atenção e que estava óbvio o tempo todo que Morgan não era mais o mesmo. E se alguém ficasse com alguma dúvida a última cena esclareceu tudo. Em nenhum universo Morgan não saberia quem era Luke Skywalker.
P.S.: Poderiam ter usado mais a beleza (e o talento) de Justin Hartley. :p
Entramos na segunda semana de novembro, com as grades do canal em fase de transformação – tem série saindo de cena, série trocando de horário e muito programa ainda estreando. Confira.
Segunda, 7/11
Depois de 10 anos no ar, o drama Law & Order: Criminal Intent agora se despede em definitivo da televisão. Às 21h, no AXN, 21h, veremos o último caso da dupla Goren e Eames. James Van Der Beek participa do episódio. Às 22h, vai ao ar o episódio 7×02 de Criminal Minds.Clique aqui para continuar a leitura »
Daisy: “Parece comida demais, já que estão todos de luto.”
Mrs. Potmore: “Nada deixa mais faminto ou cansado do que tristeza. Quando minha irmã morreu, que Deus abençoe sua alma, eu comia quatro pratos de sanduíches de uma vez e dormia o dia todo.”
Daisy: “Aí sentia-se melhor?”
Mrs. Potmore: “Não muito, mas passava o tempo. Oh, meu Senhor, este ovo picado devia ter sido polvilhado por cima da galinha.”
No primeiro episódio da série inglesa Downton Abbey [exibido originalmente em 26/9/10] os personagens acordam com a notícia do naufrágio do navio Titanic. Além da consternação geral que esse tipo de notícia provoca, a fração aristocrata dos habitantes da propriedade condói-se pelos amigos e conhecidos que se aventuraram a cruzar o oceano Atlântico rumo à América e perderam a vida no acidente, mas logo um telegrama traz um caráter mais pessoal ao evento: o herdeiro de Lorde Crawley estava entre as vítimas.
Robert e Cora Crawley tiveram três filhas e, de acordo com o estatuto, seu herdeiro deveria ser de linhagem masculina. O filho de um primo de Lorde Crawley herdaria a propriedade e estava noivo de Mary, a filha mais velha do casal e favorita do mordomo, Mr. Carson. A família providenciou um memorial já que não era possível fazer o funeral dos primos. Os funerais eram verdadeiros eventos sociais na Era Vitoriana e mantiveram tal status mesmo durante a Era Eduardiana [ou Belle Époque] cujo período final é retratado nessa primeira temporada da série.
Mesmo a fração não-aristocrata dos residentes de Downton Abbey sentiu-se afetada pela reviravolta de acontecimentos, com os criados inseguros com a mudança de herdeiro: um outro parente distante, advogado. Para as pessoas da época, um verdadeiro aristocrata não tem emprego – a Condessa Viúva, Lady Violet [Maggie Smith, vencedora do Emmy por este papel], nunca ouviu falar em finais de semana!
O noivado de Mary não fora anunciado à sociedade e era de conhecimento exclusivo da família, o que significava que toda a criadagem sabia, é claro. Portanto, a cozinha – que já é um lugar normalmente animado no dia a dia – encontra-se fervilhando de atividade e fofocas neste episódio.
Mrs. Patmore: “William, quer parar de conversar e levar este kedgeree para cima? E tome cuidado, o fogareiro está aceso.”
O kedgeree é um prato inspirado nas culinárias hindu [arroz e especiarias] e inglesa [peixe e ovo]; seu nome deriva de kichiri, um prato de arroz e feijão ou lentilhas que remonta ao século 14. Alguns historiadores creditam a popularidade deste prato entre os colonizadores britânicos à sua consistência de papa, que era agradável para os que sofriam com doenças tropicais, enjoos ou ressaca de bebedeira. Quando voltaram para casa trouxeram a receita do kichiri, acrescentando o peixe defumado e os ovos cozidos típicos da culinária local.
A receita – Kedgeree
Ingredientes:
450 g de arroz basmati
500 g de peixe defumado
120 g de manteiga
1 cebola grande, picadinha,
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes, fatiada fininho
2 colheres [sopa] de cardamomo em pó
1 colher [sopa] de curry em pó
2 ovos cozidos duros, descascados e cortados em quatro partes
um punhado de cebolinha, picado
meio limão, cortado em quatro partes
um punhado de coentro, picado
Modo de fazer:
Lave o arroz e deixe-o numa tigela grande coberto de água fria por meia hora. Escorra, transfira para uma panela grande e leve ao fogo médio com 600 ml de água. Assim que ferver dê uma boa misturada com um garfo, tampe bem a panela e diminua o fogo para baixo.
Cozinhe durante 25 minutos e apague o fogo. Não destampe a panela! Enrole uma toalha úmida nela e deixe descansando por cinco minutos. Depois desse tempo, misture o arroz com um garfo para soltar os grãos.
Em uma frigideira alta, coloque o peixe com o lado da pele para cima e cubra com água fervendo. Deixe-o em fogo médio quieto por dez minutos [ele não vai a lugar nenhum] e então retire a pele. Desmanche a carne em pedaços grandes com os dedos.
Derreta a manteiga em uma frigideira grande no fogo baixo até borbulhar e refogue a cebola até ficar macia. Acrescente a pimenta, o cardamomo e o curry, misturando bem por uns dois minutos. Junte o arroz e misture até que os grãos estejam soltos e embebidos nas especiarias. Acrescente os pedaços de peixe. Prove e acerte o sal, se necessário.
Coloque os ovos por cima, salpique com a cebolinha e o coentro. Sirva com o limão, que deve ser espremido por cima na hora de comer.
Notas pessoais: esta receita rende quatro porções e tem nível de dificuldade médio. O peixe defumado não é tão fácil de encontrar no Brasil, mas pode-se substituir pelo bacalhau [que deve ser dessalgado primeiro, claro]. Idem para o arroz basmati – Jamie Oliver usa arroz comum e o cozinha igual macarrão: com muita água, que depois escorre. O kedgeree era consumido no café da manhã, numa época em que as pessoas faziam seis refeições diárias. Hoje em dia é uma boa opção de almoço em casa ou mesmo pra levar na marmita, ideal para o verão que se aproxima por ser leve, fresco, de fácil digestão.
Nota muito pessoal: eu não gosto de coentro, sempre substituo por salsinha. A água em que o peixe foi cozido pode ser aproveitada para cozinhar o arroz, depois de fria. Mas, errr… Não precisa contar pra Lady Violet que eu disse isso.
Série: The Vampire Diaries Episódios: Ordinary People Temporada: 3ª Número do Episódio: 3×08 Data de Exibição nos EUA: 03/11/2011
Eu disse que libertar o Mikael só iria complicar ainda mais as coisas que já estão complicadas, não disse? Pois é, e neste episódio todos os fatos provaram que eu estava certa, apesar de que também tiveram uns flashbacks bem interessantes sobre toda a parentada do Klaus. Os fantasminhas meio que sumiram, por ora, mas como o colar da Elena/Rebekah ainda está lá firme e forte, pode ser que os tais visitantes ilustres apareçam mais vezes. Entretanto, por enquanto tudo indica que os Originais continuarão em destaque, pelo menos por mais um tempo.
Uma dúvida que provavelmente pairava na cabeça de um monte de gente, é como os primeiros vampiros (ou seja, Klaus e Cia.) surgiram, já que para alguém se transformar em vampiro tem todo aquele esquema de beber sangue do dito cujo, morrer e se alimentar de sangue humano depois que acordar. Aí é que entram aquelas pinturas meio “rupestres” que estão na parede da caverna embaixo da propriedade dos Lockwood, a qual o professor Alaric provou sua competência traduzindo parte da historinha ali desenhada e os nomes de Rebekah, Elijah, Klaus e Mikael, o que causou a curiosidade geral da nação. Então, como Elena é a nova protegida do Klaus e não pode ser morta por ninguém, ela vai procurar Rebekah e não pára de atormentar enquanto a vampira não explica a história dos desenhos/nomes na caverna.
Por não agüentar mais a Elena atormentando-a (como a garota faz com o resto dos vampiros/lobisomens/bruxos/fantasmas da série), Rebekah é vencida pelo cansaço e começa a contar sua história, ou pelo menos a parte mais interessante dela. O fato é que tudo se dá porque uma bruxa se intrometeu em tudo (como sempre), e isso já não é mais novidade para ninguém, porque as bruxas reclamam mas sempre dão um jeito de bisbilhotarem. A surpresa foi que, não contente em ser “apenas” uma das vampiras Originais, Rebekah é também filha da Primeira Bruxa, e foi mamãe quem transformou os filhotes em vampiros, simplesmente porque eles eram humanos moradores de uma vila de lobisomens e precisavam ser mais fortes do que a vizinhança. E agora vocês me perguntam: Qual a relação de Mikael com esse povo, para ele estar presente na parede da caverna também? Pois é, foi Damon quem sacou isso antes de todo mundo: Mikael é nada menos que o “Papai Original”, que se revoltou com a própria raça e decidiu matar todo mundo, principalmente Klaus.
Para quem não lembra, Elijah já contou que Klaus é filho de uma pulada de cerca da mãe com um lobisomem. Bem, agora está explicado de onde vem o fato do cara ser híbrido, já que a Mamãe Original o transformou em vampiro quando ele já tinha os genes de lobisomem em si, e tentou esconder a “bastardice” do filho ao bloquear o lado lobisomem do rapaz. Só que a essa altura Mikael tinha se revoltado e matado a comunidade quase inteira para vingar a galhada que tinha nascido em sua cabecinha vampiresca.
Enfim, Elena arrancou o que pôde de informações de Rebekah e foi correndo falar tudo para o Alaric. Enquanto isso, Damon enjoou de ser babá do irmão em “rehab” e soltou o Stefan para que os dois pudessem farrear no bar, já que naquele dia não estava tendo festinhaem Mystic Falls. EnquantoStefânio tenta compensar os dias em que ficou sem sangue, Damônho mata a saudade que a mulherada tinha (não neguem, garotas) das dancinhas sensuais dele (se lembram de Enjoy The Silence, certo?). Mas como tudo que é bom dura pouco, Mikael apareceu e estragou a farra dos irmãos, e teria começado a matança se Stefan não tivesse prometido chamar o Klaus para se juntar à eles. E sinceramente, Mikael é claramente pior do que Damon no sentido de matar sem remorço, então é bom que Stefânio largue de graça e grite socorro para o Klaus logo.
E para encerrar a cota de descobertas do dia, Elena finalmente serviu para algo (além de ficar em perigo e atormentar todo mundo) e terminou de interpretar os desenhos da parede. Aí foi toda alegre e saltitante de volta para a casa dos Salvatore e terminou de estragar a noite da Rebekah, contando que quem matou Mamãe Original não foi o Mikael, e sim o próprio Klaus que, apesar de ter uma ficha de culpa quilométrica, ainda era considerado um santo e inocente para a Barbie-Klaus. E foi após descobrir isso que a pobre ficou em prantos, o que somente não foi digno de pena AINDA porque ela não demonstrou estar revoltada o suficiente para entrar no Team Quero-Matar-Klaus, ou pelo menos a ponto de ela libertar a parentada toda (ou o Elijah, no mínimo).
Pois é, apesar de tudo, a Rebekah está se saindo uma criaturinha bem “simpatizável” (mas ainda não compensa a ausência da VampBitch), e tenho que admitir que a vampirinha tinha razão ao dizer para não soltarem o Mikael. Bem, mas a besteira já está feita faz tempo… Agora quero só ver quem vai prender o dito cujo de novo.
P. S. [1]: Não se revoltem, Team Delena, não me esqueci de vocês. Continuo achando sim o Damon com a Elena uma melação um tanto forçada, mas admito que a cena dos dois na cama fez até com que eu ficasse cheia de mimimi, e admito também que queria estar no lugar da Elena, haha. Pois é, foi fofo, bonitinho, um bom encerramento para o episódio mas… Nem preciso dizer quem ainda é minha Doppelgänger Petrova preferida, certo?
Série: Grey’s Anatomy Episódio: Heart-Shaped Box Temporada: 8ª Número do Episódio: 8×08 Data de Exibição nos EUA: 3/11/2011
O poder de um coração em uma caixa. O poder de laços invisíveis, que, mesmo após muito tempo, continuam regendo os relacionamentos. O poder das nossas escolhas, e o efeito que elas têm sobre nossos destinos. Heart-Shaped Box foi sobre isso. Sobre isso, e muito mais. E foi bom? Foi ótimo. Mais um episódio pra coleção de “bons e leves” dessa oitava temporada.
Meredith e Derek voltaram a ser um casal. Com C maiúsculo. Eles pouco apareceram juntos no episódio. Mas as cenas entre eles, de fofura na cama, e falando sobre a Zola, foram suficientes para os corações shippers baterem acelerados. E, embora não tenham tido muitas cenas em comum, Mer e Der tiveram bastante destaque no episódio.
Adorei o plot de Derek. Sim, todos nós sabemos que ele é meio arrogante e insolente. A alcunha “Deus da Neuro” não veio de graça. Só tenho medo que, nessa onda de operar apenas casos para os quais os outros neurocirurgiões disseram não, ele “mate” muita gente e acabe ficando em crise, como aquela famosa da quinta temporada. Mas enfim, é uma nova história pra Derek, já que seus planos de “livrar o mundo do Alzheimer” fracassaram. E creio que pode ser uma história bem interessante.
Além do mais, estou gostando bastante da parceria entre Lexie e Derek. Eles fazem um bom time juntos. A “mini-Grey” é bastante obstinada, e tem a competência necessária pra acompanhar o arrogante atendente. Vai ser interessante ver como Lexie vai se comportar, principalmente se muitos pacientes morrerem, já que ela é bem emotiva.
E já que estamos falando em Lexie, preciso dizer que amei o caso neurológico da semana. No final do episódio, quando Lexie, já solteira, diz para a escritora que Kate deveria escolher Nathan e não Alexander, me deu a maior pena. Por que ela estava claramente fazendo uma referência à sua própria situação. E quando a autora responde que Nathan não é o problema, mas sim Kate, que não consegue amá-lo, quase fui às lágrimas junto com Lexie. Ela tentou amar Jackson, íntegro e honesto como Nathan. Totalmente “amável”. Mas, por melhor que Avery seja, o coração dela pertence à Sloan. Não tão confiável (ele já a decepcionou muitas vezes), talvez não tão honesto. Mas a escolha do coração de Lexie.
Aproveitando o gancho, preciso dizer que a postura final de Avery me agradou. E daí que ele precisou “ouvir” o coração batendo em uma caixa para de encorajar? Foi triste ver ele escolhendo Sloan? Sim. Mas era mais triste ainda que ele optasse por continuar em um relacionamento fadado ao insucesso, no qual ele claramente iria sobrar. Então, escolher Mark foi o mais acertado.
E, falando em Mark… foi hilário o comportamento do líder do “Pelotão das Plásticas”. Achei bonito que ele, pela primeira vez, está desejando ensinar. Mais que isso, está gostando de transmitir seus ensinamentos. A conversa dele com Derek foi hilária. Adorei como Shonda tratou esse triangulo amoroso, invertendo a ótica dele nesse episódio. Agora, Lexie que está sobrando. Avery e Sloan estão em lua de mel, e creio que virão muitas cenas legais entre eles por aí.
Resta saber como vai ficar a situação do outro vértice do triangulo. Como Lexie lidará com a situação. Ela e Mark irão se reaproximar, em breve? E, em caso afirmativo, como ficará o “Pelotão das Plásticas”? Enfim, muitas questões a serem respondidas.
O outro caso do episódio também chamou a atenção. E nem poderia ser diferente. Um O’Malley de volta ao Seattle Grace. Ou melhor, uma O’Malley. Louise, a mãe de George, voltou pra mexer com os sentimentos de todos. Ou, pelo menos, dos mais chegados ao seu filho, e daqueles ligados à morte de seu marido. Bailey ficou bastante mexida. Afinal de contas, como ela mesmo disse, George era seu favorito. Meredith também ficou bastante envolvida. É, ela era a favorita de George, e nós todos lembramos disso. E, no final das contas, Louise foi a responsável por uma certa reaproximação entre Miranda e Meredith. Achei lindo.
Callie foi outra que se viu no meio da situação, e teve que lidar com a questão “como contar para minha ex-sogra católica que casei com uma garota”? No final, deu tudo certo. Louise ficou feliz pelo nascimento de Sofia. Na realidade, creio que ela estava feliz por estar de volta, perto de pessoas tão importantes para o filho.
Sim, foi inevitável lembrar das 1ªs temporadas do seriado. As lembranças viriam, naturalmente. Mas Shonda nos ajudou, relembrando o episódio da sífilis, o evento da operação no elevador. Aí lembramos da morte do “Papai O’Malley”, e de todo o sofrimento e reviravoltas que ela causou na vida do filho. Lembramos da morte de George, e de todas as cicatrizes que ela deixou em todos. Sim, a aparição da Mamãe O’Malley me deixou sentimental. E quase fui às lágrimas quando Alex abre o jogo e diz que não gosta de pensar em O’Malley porque ele lhe lembra Izzie, e que lembrar da ex o machuca. Nós entendemos, Karev. Lembrar de Izzie, nos seus mais gloriosos tempos, machuca a quase todos. Enfim, a presença de George foi quase palpável.
E Karev, ah, o Karev. O solitário Alex. O abandonado Alex. Sim, ele carrega muitos traumas. E isso moldou sua personalidade. Por isso fiquei tão feliz quando ele escutou a “concorrente” pela bolsa da pediatria confidenciando que ela estava em desvantagem, já que Arizona passou o tempo todo falando do “cara das crianças da África”. Sim, Karev. Você tem uma atendente que prefere você. E nós todos ficamos muito contentes com isso.
Cristina, assim como Avery, ouviu o coração batendo na caixa. Finalizou sua lista de “desejos cirúrgicos”, e foi aprovada pelo Chief. Com a realização dessas cirurgias, e com uma certa disputa entre Yang e Weber, creio que nossa bad ass estará de volta. Comemoremos!
Por fim, preciso falar de Teddy e Henry. Geralmente não gosto muito de Teddy. Também não desgosto dela. Pra mim, ela é apenas mais um personagem de Grey’s. Mas acho que, nessa temporada, ela tem tido mais destaque, e vai bem. Tanto “profissional quanto pessoalmente”. Nesse episódio, ela deixou pra trás o papel de esposa neurótica, assumindo o papel de esposa “bitch”. Por que sim, o papel dela foi evidenciar o quanto ela é bem sucedida, e podar os sonhos de Henry de cursar medicina. O sonho dele foi meio irreal. Sim, até certo ponto. Mas ela podia ter agido de forma bem diferente.
No final do episódio…. drama. Estava demorando. Essa temporada estava leve demais. Henry cuspindo sangue?! Socorro. Medo! Será que o “paciente regular” do elenco de Grey’s vai seguir o exemplo de seu antecessor Denny Duquete? Será que as previsões vão se cumprir?
E você está achando que o drama acabou aí? Ledo engano. Vem MUITO drama por aí. Você acha que eu estou exagerando? Então clica aqui. E boa sorte esperando a próxima quinta-feira!
P.S.: no episódio de Castle dessa semana, Rick mencionou o Dr. Shepherd. Em Grey’s Anatomy, os personagens do triângulo amoroso que abalou Lexie eram Kate, Nathan e Alexander. Não sei se foi proposital, mas que lembrou Castle, lembrou!
Série: Modern Family Episódio: Treehouse Temporada: 3ª Número do Episódio: 3×07 Data de Exibição nos EUA: 2/11/2011
Cameron tentando provar que pode se passar por hetero e Jay aprendendo a dançar salsa com Manny. Só esses dois momentos já valeram todo episódio. Ainda tivemos Phil conseguindo um amigo e Claire tentando ajudar Haley a escrever a sua redação de admissão. Clique aqui para continuar a leitura »