Série: Bones Episódio: The Memories in The Shallow Grave Temporada: 7ª Número do episódio: 7×01 Data de exibição nos EUA: 3/11/2011
O desequilibrio sempre fez parte de Bones. Quando um estava em pé, o outro estava deitado. Nunca se chegou a consensos ou resoluções. O equilíbrio nunca fez parte da vida de Booth e Brennan, mas há algo de novo, mesmo depois de sete temporadas. A tensão que faz pender a balança de um lado para o outro diminui no sentido da atração, fazendo com que tudo se torne um denso ponto de gravidade.
Booth abre a geladeira, procura algo para comer no café da manhã. Ovos? Suco? Cereal? Seus gostos continuam iguais, a rotina não mudou, o hábito de ver televisão no quarto ainda o diverte depois do trabalho, suas crenças e superstições, tudo continua do mesmo jeito. Brennan lê durante o café, gosta de silêncio à noite, é racional – até demais. O desequilíbrio continua lá, tudo do mesmo jeito, até que os pólos opostos se juntam e formam um imã chamado Tensão. A nova tensão que a série procurava para substituir o velho “eles vão ou não vão” que regeu a história por longos seis anos. Agora estamos aqui, prontos – ou nem tanto -, para começar tudo outra vez. Clique aqui para continuar a leitura »
Série: Glee Episódio: Pot O’ Gold Temporada: 3ª Número do Episódio: 3×04 Data de Exibição nos EUA: 1/11/2011
Confesso: Eu estava morrendo de saudade de Glee. Mas como Gleek sincera que sou, tenho que confessar também, que o episódio não superou expectativas. Depois de um terceiro episódio ótimo, Glee decepcionou esta semana. Clique aqui para continuar a leitura »
Série: The Walking Dead Episódio: Save the Last One Temporada: 2ª Número do Episódio: 2×03 Datas de Exibição nos EUA: 30/10/2011 Datas de Exibição no Brasil: 1/11/2011
O episódio dessa semana começou a abordar algo que, em verdade, a série ainda não explorou todo o potencial, que é o questionamento de até onde o ser humano é capaz de sobreviver diante de uma situação limite de sobrevivência.
Como vimos no episódio passado, Shane e Otis arriscaram a vida em busca dos materiais necessários para a cirurgia de Carl, mas acabaram cercados por dezenas de zumbis. Olha, se eu já tinha achado tensa a situação dos dois, agora a sensação duplicou. Parecia que os dois estavam a todo momento perto da morte e me deixando na ponta da cadeira. Clique aqui para continuar a leitura »
Série:Outsiders Episódio:Just Realise it Already Temporada:1ª Número do Episódio:1×05
CENA 1 – EXT. PROXIMIDADES DO CHARENTON – NOITE
A câmera dá um close no rosto de JULIA.
JULIA: [surpresa] Sarah?
O ponto de vista de JULIA se abre em tela, revelando SARAH e ZACK.
EHLIOS e CATHLEEN que estavam rodando no chão aos socos, param numa posição estranha e encaram o grupo a sua frente.
EHLIOS: [pasmo] Hey! Vocês se conhecem?
JULIA olha para CATHLEEN e EHLIOS atracados no chão.
JULIA: [revirando os olhos] O que você pensa que esta fazendo, Cathleen?
Os dois se encaram e se soltam rapidamente, levantando e ajeitando suas roupas.
JULIA: [olhando para Cathleen] E a propósito… foram esses os “profissionais” que pegaram o resto dos desenhos?
JULIA olha para EHLIOS. O garoto ainda tem o cabelo todo bagunçado.
SARAH: [cruza os braços resmungando] Era tudo que precisava, mais um round do seu jogo de ironias, Liefield.
EHLIOS: [incrédulo] Espera um pouco. Será que dá pra gente voltar rapidinho pra parte do “de onde diabos vocês se conhecem?” e hey! [apontando para Julia] É impressão minha ou ela esta nos desmerecendo!
ZACK se aproxima de CATHLEEN que tenta tirar a poeira de sua roupa.
ZACK: [fala apenas para ela] Você está bem, Cathleen?
EHLIOS: [arregala os olhos] Obrigado por perguntar Hayes! Estou ótimo!
CATHLEEN: [apontando o dedo no peito de Ehlios] Dá um tempo Kevin Arnold!
EHLIOS se aproxima de CATHLEEN ameaçadoramente.
EHLIOS: [irritado] Do que você me chamou?!
SARAH: [séria] Ehlios, chega de confusão!
EHLIOS olha diretamente nos olhos de CATHLEEN, mas não se aproxima mais.
EHLIOS: A gente ainda não acabou, garota CLAMP!
ZACK: Cara você passou da conta, hoje.
EHLIOS olha para ZACK e depois para SARAH com uma expressão de revolta no rosto.
EHLIOS: Nós estamos diante de totais estranhos aqui! [olhando para Julia] Ao menos para mim. Um pouco de apoio não faria mal nenhum!
EHLIOS encara novamente ZACK e SARAH, mas os dois não se pronunciam. A expressão de revolta é substituída por uma de desapontamento.
EHLIOS: [dá um sorriso decepcionado] Eu não conheço mais vocês dois!
E com isso EHLIOS se retira atormentado. SARAH e ZACK trocam olhares.
ZACK: Eu vou.
ZACK segue na direção em que EHLIOS se retirou. JULIA segura o braço de CATHLEEN e vai arrastando ela para o mato.
JULIA: [entre os dentes] Essa é a nossa deixa para ir embora.
Por cima do ombro de CATHLEEN, JULIA e SARAH se encaram por um momento antes das duas desaparecerem por entre as árvores. SARAH passa as mãos nos cabelos.
SARAH: [irônica] Isso vai ser interessante.
[Música Tema: “Late Great Planet Earth”, Plumb.]
CENA 2 – INT. MANSÃO – DIA
CATHLEEN: [sem graça] Oi, Julia. [mostrando a garrafa] Aceita?
A câmera abre a imagem com JULIA sentada no fundo da cozinha.
JULIA: [balançando a cabeça de forma negativa] Sempre cometendo erros.
CATHLEEN: [se fazendo de desentendida] Dá um tempo, Julie. É apenas uma bebidinha no gargalo, não é a invasão da Casa Branca.
JULIA a encara seriamente.
CATHLEEN: [irritada] E não me venha com esse olhar “Irvine Welsh de mundo” para cima de mim.
JULIA: E mais uma vez a sua falta de responsabilidade é totalmente ignorada e transformada em verborragia de referências pop.
CATHLEEN:[revirando os olhos] E lá vamos nós de novo…
JULIA: Você deveria seguir o exemplo de Joey, sempre disposto e atento.
CATHLEEN:[fazendo cara de tédio] Hellow! Acho que você errou o arquétipo destemida mentora, o Joey esta mais para Pícaro do que para herói.
JULIA se levanta e se dirige a porta.
JULIA: Que seja! Apenas preste atenção nele.
CATHLEEN: Muito obrigada, mas prefiro assistir o Discovery depois do meu banho.
JULIA: Tanto faz. Eu realmente não estou com disposição suficiente pra entrar numa discussão com você agora, então só não vá gastar toda a água quente. Não esqueça que temos visitas.
CATHLEEN:[maliciosa] E que visita…
Julia sai da cozinha e a câmera revela um leve sorriso no rosto da mulher.
CENA 3 – INT. SOTÃO DA MANSÃO – DIA
Robert está vestido com um roupão azul escuro, enquanto observa a cidade de Narando do alto, através de uma pequena janela que havia no sótão. Ele houve o barulho da escada elevadiça descendo. A câmera focaliza JULIA subindo as escadas lentamente e cruzando os braços, encarando o homem, que continua a observar a cidade.
ROBERT: Se eu soubesse que Ulisses trataria tão bem sua… [dá uma rápida risada e fala ironicamente] família… eu poderia ter considerado algumas escolhas diferentes no passado.
JULIA: Sou forçada a concordar… bem, pelo menos a parte final.
ROBERT: Vamos, Jules! [ele se vira para encará-la] Vai dizer que você não gosta dessa mordomia toda? [pondera] É… se bem que você sempre viveu nesse estilo, então…
JULIA rola os olhos, irritada.
ROBERT: [animado] Você tem uma hidromassagem? Por favor, me diz que você tem uma hidromassagem.
JULIA: [finge não ter entendido] Eu tiro você de um manicômio direto para um quarto de hóspedes luxuoso e – diga-se de passagem – bem caro e você continua reclamando.
ROBERT: [sorri maliciosamente] A hidromassagem não é a idéia principal que eu tinha em mente. Só o local.
JULIA ergue uma sobrancelha e seu rosto perde a expressão, tornando-se incrivelmente fria.
JULIA: Corta o papo furado, Bob.
ROBERT: [fingindo] Wow. Essa doeu.
JULIA: Eu preciso mesmo dessas informações e não gostaria de ter que obtê-las da maneira mais difícil.
ROBERT: [rindo] Wo-how! Agora essa é a verdadeira Liefield. [aproximando-se de Julia] Sabe, eu estava aqui me perguntando o que poderia ter acontecido nesse últimos anos e quem era aquela mulher tão diferente lá embaixo com aqueles garotos, mas pelo visto você ainda está aí dentro.
O sorriso malicioso volta ao rosto de ROBERT, mas a expressão de JULIA parece conseguir ficar ainda mais fria.
ROBERT: Yeah, ela ainda está aí.
ROBERT contempla JULIA por um momento e então suspira ainda mais animado.
ROBERT: [olha pros lados] Vamos, eu sei que tem uma hidro aqui em algum lugar.
JULIA: Você não está me dando muita opção, Robert.
ROBERT: Sabe que eu até senti falta dessa sua agressividade meio… peculiar? Mas, hey, você não sabe os milagres que anos de tortura podem fazer a uma pessoa em termos de autoconhecimento. Quero dizer… por mais irônico que possa parecer, eu nunca estive com maior controle da minha mente do que estou agora. Tirando a parte de sangrar, apanhar, ter o cérebro fritado e agüentar um maldito chinês reclamando da insensibilidade da sua namorada – tortura? Eu realmente recomendo. CENA 4 – INT. COZINHA RANCHO JONES – DIA
SARAH e ZACK estão na cozinha, observando pela janela EHLIOS entrando no celeiro com vários materiais de limpeza em mão.
SARAH: Pronto! Hércules iniciou seu 11º trabalho. Pobres vaquinhas.
ZACK: Como um ser humano começa uma faxina de sábado às 4 da manhã? Alguém tem que drogá-lo!
SARAH: Eu bem que tentaria, mas estou morta de cansaço. E ele faz questão de cantar Day-O enquanto faxina.
ZACK: Isso é bem a cara dele. Ele tá de pirraça com o que aconteceu.
Sonoras de cacarejos e mugidos se ouvem em cena e podemos ver vários animais correndo do celeiro e EHLIOS vindo logo atrás deles.
ZACK: Você poderia tentar bate um papo com ele.
SARAH: Poder eu poderia, mas não sei se ele está muito inclinado a escutar.
CENA 5 – INT. MANSÃO – DIA
Tomada interna filmada de cima. Em cena ERICK esta arrumando algumas roupas numa mala, quando JOEY entra no quarto.
JOEY: Puxa! Parece que foi ontem que você chegou.
ERICK: Será que sou eu ou você está realmente, chateado com a minha partida?
JOEY: [sem graça] Claro que não.
ERICK: [disfarçando] Claro. Faz mais de meia hora que não como nada por causa dessa mala aqui. Devo estar lendo alguma coisa errada.
JOEY: É que é difícil não ter outra cara aqui na mesma “situação” para conversar. Sabe? Sobre coisas de caras.
ERICK: Sabe, Joey, se eu estivesse na sua situação morando com duas gatas, eu não me preocuparia muito com coisas de caras. A não ser que você me ache atraente. Você acha?
JOEY: Acho que a aura da Cathie e da Kennedy por muito tempo ao seu redor te deixou meio desequilibrado.
ERICK: Que é isso! A Kay foi ótima e o assalto melhor ainda.
JOEY: A Julia quase arrancou os cabelos ontem a noite quando soube. Se já não bastasse o fiasco da missão, também.
ERICK: [risos] Eu ouvi. E você acha que a Cathie é uma sacana que jogou tudo nas suas costas ontem na missão, não é?
JOEY: Pensando bem é melhor você ir embora. Morar com vocês três na minha cabeça ia me deixa louco! [Erick sorri] Mas não é a questão dela me sacanear e sim, que eu sempre me sinto em segundo plano na história.
ERICK: Sei o que é isso.
JOEY: Sabe?
ERICK: Você está passando por uma clássica “crise de coadjuvante”.
JOEY: E o que eu faço? Assassino a estrela principal?
ERICK: [irônico] Se essa pergunta estiver relacionada a Cathleen, eu monto até uma página na internet para sua empreitada.
JOEY ri.
ERICK: Mas, cara. Se serve de consolo, pelo menos não somos apenas monstros da semana e sim, coadjuvantes pelo resto da vida. Se isso é bom ou não? Depende da situação. O que nos resta no final das contas é saber quem a gente quer ser, Leopold Bloom ou Stephen Dedalus.
ERICK fecha a mala e a tela se escurece.
CENA 6 EXT. LOCAL DESCONHECIDO – DIA
ZACK e EHLIOS aproximam-se de uma casa.
ZACK: [entre risos] Então essa Meg já foi sua princesa Amídala?
EHLIOS: [irritado] Amidála! Que ignorância! Era tudo o que eu precisava! Um companheiro engraçadinho e desinformado para aliviar a tensão da minha via crucis.
ZACK: Por quê tanto drama? Vai dizer que você ainda tá irritado com aquele papo da Sarah com a Liefield?
EHLIOS: Essa garota tem uma habilidade incomum de me fazer agir de forma incomum. Como diretor de cinema do Naranda High, eu devo manter uma avaliação realista dos meus pontos fortes e fraquezas e a Meg nesse momento representa uma fraqueza minha. Com ela por perto não posso dizer: “Eu sou invencível!”.
ZACK: Deixa de ser exagerado. É só uma garota.
ZACK bate na porta da casa e uma garota os atende, a câmera mostra o ponto de vista da garota, enfocando EHLIOS. A garota bate a porta na cara dos dois. ZACK vira-se para EHLIOS.
ZACK: Educada.
A garota [Sarah Hagan] retorna a abrir a porta.
GAROTA: [para Zack] Me desculpe. Mas, eu não esperava esse ai tão cedo na minha frente.
EHLIOS: [sem graça] Oi, Meg.
MEG: O que você quer, Grynn?
EHLIOS: [irritado e olhando para Zack] Não vou perder meu tempo fazendo com que a morte dos meus inimigos pareça um acidente, não devo satisfações a ninguém [confuso] e você não acreditaria nisso, de qualquer forma. A questão é o seguinte eu preciso que você me ajude, Meg!
MEG: Eu não sei. Você me magoou muito na última filmagem e eu trabalho com você desde a sexta série! Mas, a verdade é que eu estou cansada de ser apenas um par de peitos em seus delírios cinematográficos. Hoje eu estou num nível espiritual maior, eu quero fazer algo bem alternativo…
EHLIOS e ZACK parecem entediados com o discurso.
MEG: ….eu quero ser uma contadora!
CENA 7 – INT. MANSÃO – DIA
JOEY entra na cozinha, ele abre a janela e pega uma garrafa de suco e começa a beber do gargalo.
CATHLEEN: [Voice Over] Belo exemplo, Joey!
JOEY, assustado com a situação, explode a garrafa de vidro em sua mão, que aparenta em cena uma coloração avermelhada.
JOEY: [nervoso] Que droga você pensa que tá fazendo, Cathie!
A câmera mostra a mão do garoto sangrando. CATHLEEN se aproxima, preocupada.
CATHLEEN: Seu burro, deixa eu ver isso.
JOEY: Eu não sou burro, sou necessário no show da vida.
CATHLEEN: [irônica] Ok, Grande Exemplo A Ser Seguido, vejamos se eu acerto quem colocou essas asneiras filosóficas nesse seu armazém da Buttman ambulante. Por acaso foi o glutão?
JOEY olha para ela sem entender.
CATHLEEN: [girando os olhos entediada] O Erick. Essas explanações sobre a vida são a cara dele.
CATHLEEN retira cuidadosamente os cacos da mão de JOEY.
JOEY: Que papo é esse sobre exemplo?
Ela coloca alguns lenços de papel na mão do garoto.
CATHLEEN: Corta essa, Joey! Você sempre foi o favorito da Julia e você sabe disso. Hoje foi só a bilionésima vez que ela me disse que deveria querer ser você quando crescer.
JOEY arregala seus olhos.
JOEY: Como?
CATHLEEN: [irônica] Favorito, predileto, preferido, precisa de mais sinônimos?
JOEY: Eu favorito da Julia? Sem chances.
CENA 8 – INT. RANCHO JONES – NOITE
SARAH, ZACK e EHLIOS estão numa mesa jantando. Silêncio em cena, apenas sonoras de talheres podem ser ouvidos. ZACK olha para SARAH, que olha para EHLIOS, que olha pro seu prato.
ZACK: Nossa! Esse purê de batata está tão… tuberculoso.
SARAH: Eu tenho quase certeza que nenhuma batata tossiu ao preparar o purê. Você realmente sabe iniciar uma conversação.
EHLIOS gira os olhos.
ZACK: [sonolento] A noite hoje foi maravilhosa, não acham?
SARAH: [sorrindo] Morpheus deve ter nos visitado com sua maleta de calmantes, ou quem sabe de batatas?
EHLIOS gira os olhos em sentido contrário. ZACK parece não entender.
ZACK: [sorri sem graça] As batatas é porque o Laurence Fishburne é careca?
EHLIOS tenta limpar a garganta com um tossido interrompendo a conversa.
EHLIOS: [desviando o olhar] Hoje eu vou passar a noite na casa do Marius. Vamos estudar.
SARAH: [desanimada] Mas hoje?! Eu tinha alugado algumas fitas para gente assistir.
EHLIOS: [irritado] Bem, eu tenho mais o que fazer do que ficar assistindo seus filmes estúpidos!
ZACK: [pasmo] Ehlios! Que é isso? [irritado] Você não vai falar com ela desse jeito.
SARAH: [triste] Desculpe, eu não sabia que você tinha planos.
EHLIOS: Vai ver eu tô querendo competir na categoria de “Revelação Mais Bombástica dos Últimos Tempos”. Mas fica tranquila que ainda tenho um longo caminho até conseguir ameaçar seu trono.
EHLIOS se retira da mesa e segue em direção de seu quarto. ZACK levanta-se também e segue o garoto.
ZACK: [irritado] Você acha que pode falar com ela desse jeito?!
EHLIOS: [irritado] Eu estou simplesmente agindo com a mesma consideração de tenho recebido ultimamente! Lide com isso.
EHLIOS começa a enfiar algumas roupas na mochila.
ZACK: Qualé, Ehlios?! Que história é essa agora? Você mesmo tinha me dito que o Marius tinha viajado.
EHLIOS: Não importa!
EHLIOS parece não dar muito atenção para ZACK. ZACK pega um saco de dormir que estava em cima da cama.
ZACK: Acho que isso importa, quando você leva o saco de dormir junto. Por acaso, a casa do Marius é no mato?
EHLIOS toma o saco da mão de ZACK.
EHLIOS: Não enche!
EHLIOS joga a sua mochila pela a janela e logo após vai descendo. A câmera fecha a cena focando ZACK observando EHLIOS se distanciar na escuridão das proximidades do rancho.
CENA 9 – RANCHO JONES – NOITE
[MÚSICA DE FUNDO – WISH WE NEVER MET, KATHLEEN WILHOITE]
SARAH sentada numa cadeira de balanço na varanda do rancho, ela se enrola numa coberta devido o vento que soprava e se dirige ao interior da casa.
CENA 10 – RUAS DE NARANDA – NOITE
JOEY caminha sozinho pelas ruas de Naranda.
JOEY: [para si mesmo] Dedalus ou Bloom? Vai saber do que ele tava falando.
CENA 11 – LOCAL DESCONHECIDO – NOITE]
A câmera mostra EHLIOS sentado na grama de um lugar aparentando ser um parque. O garoto bate o pé nervosamente e olha o tempo inteiro para sua mochila de roupas. Sua expressão então fica mais irritada ainda. EHLIOS pega suas coisas, respira fundo e começa a andar resignadamente.
CENA 12 – RANCHO JONES – NOITE
ZACK bate na porta de um quarto que está encostada.
ZACK: Sarah, licença. Eu tô indo pro The All–
Close em SARAH que estava segurando alguns envelopes empoeirados. Alguns envelopes caem no chão e ZACK abaixa-se para pegá-los. Uma foto de JULIA com SARAH cai de um dos envelopes e ZACK a olha. As duas estão mais novas e parecem felizes. Ele a entrega para SARAH.
SARAH: [deslocada] Eu acho que te devo uma explicação.
ZACK: [erguendo-se] Para mim você não deve nada. Não importa o que aconteceu no seu passado Sarah, a única coisa que eu sei é que eu faço parte da sua vida tanto quanto você faz da minha e por isso eu confio em você.
SARAH esboça um sorriso em meio a seu semblante triste.
SARAH: Mas, Ehlios…
ZACK: Fique tranqüila. O Ehlios tá passando por uma crise de atenção. O seu seja-lá-o-que-for com a Julia não é a única coisa que tá afetando ele.
SARAH: [triste] Eu espero, Zack. Eu espero.
CENA 13 – RUAS DE NARANDA – NOITE
A câmera foca o rosto de EHLIOS atravessando várias paredes. Ele tem um semblante de raiva no rosto enquanto segue seu trajeto. Uma tomada superior mostra que ele se desloca por alguns quintais de casa dando numa rua em frente a mansão Liefield.
EHLIOS: [pegando uma pedra no chão] Vocês pensam que podem brincar comigo. Vindo na minha cidade e tomando tudo que é meu.
EHLIOS mira numa das janelas da mansão, quando ele lança a pedra uma luz forte brilha sobre o garoto. EHLIOS protege os olhos e vira-se para o carro que parava ao lado dele. O vidro do carro se abaixa e podemos ver a Dra. Miller dentro do carro.
[MÚSICA FADE OUT]
DRA. MILLER: Pro carro agora!
EHLIOS: [rola os olhos] Esse dia continua melhorando…
CENA 14 – MANSÃO – NOITE
JULIA, que estava ao lado de ROBERT, o empurra ao pressentir algo vindo em direção à janela. Em frações de segundos um pedaço de pedra estilhaça a janela do sótão. JULIA corre até a janela, mas ela apenas vê um carro se afastando.
ROBERT: Pelo visto sua vizinhança é bastante receptiva.
JULIA: Tá com saudades do manicômio? Eu posso tomar as providências para sua volta para lá.
ROBERT: Desse jeito você não vai conseguir nada de mim.
JULIA: [com convicção] Eu consigo entrar aí.
ROBERT: [levanta as mãos, defensivamente] Eu realmente não duvido… mas [dá de ombros] pode levar algum tempo.
JULIA: [com um sorriso malicioso] Bem, você sabe que eu não gosto de fazer nada com pressa.
ROBERT: [aproximando-se ainda mais de Julia] Mas nós podemos fazer da forma convencional e sem pressa alguma.
JULIA: Eu lembro.
ROBERT move-se para mais perto ainda de JULIA e seus lábios começam a aproximar-se dela. Vemos JULIA sorrir, e um momento antes de seus lábios se tocarem o rosto de JULIA volta a ficar limpo de qualquer expressão. Ela abre a mão rapidamente e ROBERT é jogado com brutalidade em cima da cama que estava à suas costas sem que JULIA chegue a tocá-lo. O roupão de ROBERT se desamarra e ele está de braços abertos na cama, aparentemente sem poder se mover.
ROBERT: [sorrindo] Deja vú.
JULIA: [ainda incrivelmente séria] Comece a falar, Robert.
ROBERT: [ofegante] Ok, mas depois eu quero um agradecimento bem apropriado, porque a informação que eu tenho, querida, você não encontra todo dia.
JULIA apenas o encara do pé da cama, com os braços cruzados.
JULIA: Vejamos se o que você sabe vale algo.
ROBERT: E você acha que eles me prenderiam esse tempo todo em um manicômio apenas por que eu sei a localização de algumas bases? [ele ri] Isso não é o tipo de material inútil que o Ulisses te manda recuperar, Julia. Não é só uma dica embaçada ou que leva à um beco sem saída sobre a sua origem. Isso é grande. Eu estou falando de saber tudo, tudo que o governo sabe sobre o passado de vocês. Pesquisas, escavações, projetos de extermínio. [Julia hesita por um momento. Robert sente a liberdade voltar aos seus braços e se senta na cama olhando fixamente nos olhos dela] Tudo.
JULIA: [levanta uma sobrancelha e olha com suspeitas] E o que você quer em troca dessa informação tão valiosa?
ROBERT: Nova identidade. Passagem. Apartamento bem longe daqui no meu nome. Cinqüenta mil dólares todo mês em uma conta “maquiada” durante um ano. [sorrindo] Ah, e claro – hidro.
JULIA: [confusa] Só isso?
ROBERT: Só isso.
JULIA: Eu não nasci ontem, Bob. Qual é a armação?
ROBERT: Você me tira de uma vida de tortura direto para um quarto de hóspedes luxuoso e – diga-se de passagem – bem caro. É o mínimo que eu posso fazer para agradecer.
JULIA parece não acreditar. Ela encara ROBERT por um tempo.
ROBERT: Já disse que entrar aqui dentro vai levar um bom tempo, Julia. Acho que você vai ter que acreditar em mim nessa.
JULIA: [irônica] Não sei por que, mas tá meio difícil acreditar no seu coração puro. Principalmente depois do que eu fiz com você da última vez.
ROBERT: [um pouco irritado] O maldito governo tirou seis anos da minha vida, Jules! Seis anos! Isso não é nada comparado ao nosso passado. Agora que eu tô do lado certo do arame farpado eu só quero curtir um pouco. Já cansei da Heller e de toda a bagagem que vem com ela. Eu só… eu só quero começar de novo.
JULIA estuda o rosto de ROBERT por mais alguns segundos.
JULIA: Começa a falar.
ROBERT sorri.
CENA 15 – INT. VEÍCULO EM MOVIMENTO – NOITE
Dentro do carro podemos ver EHLIOS e a CONSELHEIRA MILLER. O veículo parece se aproximar do Rancho.
EHLIOS: [assustado] Por favor não conte nada pra Sarah.
Dra. MILLER: Você poderia me contar o que foi aquilo que eu presenciei na Mansão Liefield?
EHLIOS: Digamos que eu estava resolvendo algumas questões.
DRA. MILLER: [arqueando a sobrancelha] Apedrejamento de imóveis particulares é terapêutico?
EHLIOS: [defensivo] Você não entenderia o que eu estou passando. São muitas mudanças e, muito pouco tempo. [triste] Eu apenas queria que as coisas não se tornassem diferentes.
Dra. MILLER: As mudanças são inevitáveis, Ehlios. Apenas aceite. Quanto mais você insistir em salvar Wilson no oceano, mais ele vai se distanciar de você.
EHLIOS olha para ela por um momento e depois para a estrada passando pela janela. Ele parece pensativo.
CENA 16 – INT. THE ALLEY – NOITE
CAHTLEEN está servindo uma mesa. Ela olha para o lado e vê um de seus companheiros de trabalho servindo uma mesa onde estavam ERICK e JOEY. O garçom se afasta da mesa com um olhar intrigado. ERICK levanta-se e vai em direção ao banheiro, dando um sorriso para CATHLEEN no caminho. A garota responde com um breve aceno e dirige-se à mesa onde JOEY parece um pouco cabisbaixo. Ela retira o bloco de pedidos e, disfarçando, fala baixo com ele.
CATHLEEN: Hey! Tudo certo com você? Você tá com uma cara.
JOEY percebe alguns gritinhos vindos de uma das mesas perto da janela. A câmera mostra AMY e mais algumas garotas do colégio. Elas parecem fofocar sobre CATHLEEN, rindo a todo momento.
JOEY: Não tem problema, Cathie. Não precisa falar comigo se você não quiser. Pra falar a verdade não foi nada. Eu apenas…
CATHLEEN: Vai me contar o que houve ou vai continuar fazendo essa ceninha?
JOEY: Deixa pra lá… Não é nada.
CATHLEEN: Valeu pela confiança, Exemplo. Quando você se sentir melhor e quiser conversar comigo, vê se me encontra na esquina.
CATHLEEN se afasta da mesa passando por ERICK no caminho. Ela tromba no garoto, mas continua andando sem olhar pra trás. Ele parece surpreso e senta ao lado de JOEY.
ERICK: Deixa eu adivinhar? O coadjuvante aí teve uma crise de estrelismo?
JOEY: [dá um sorriso irônico] Como adivinhou?
ERICK: Fica calmo cara. A Cathy se importa mais com você do que você imagina. Você só precisa dar um tempo pra ela se entender primeiro. Ela só tá muito confusa ultimamente. Aliás, qual de vocês não tá confuso ultimamente? Com mais de dois no mesmo recinto ao mesmo tempo eu fico até tonto.
JOEY: Eu só– eu preciso andar um pouco.
JOEY levanta-se da mesa e sai da lanchonete. O garçom volta à mesa com quatro hamburgueres, dois refrigerantes e duas porções de batata. Os olhos de ERICK brilham.
ERICK: [gritando para Joey] Não se afasta muito cara! Eu já to indo aí te dar uma força!
A câmera mostra KENNEDY e SAM sentadas em outra mesa. As garotas observam a mesa onde estão AMY e outras garotas. Elas continuam olhando e rindo de CATHLEEN.
KENNEDY: Qual é o problema delas? Elas parecem garotinhas de 10 anos.
CATHLEEN se aproxima e joga o bloco de pedidos em cima da mesa das amigas, desabando pesadamente ao lado delas.
KENNEDY: Não é culpa delas. [olhando para Joey] Cada um age de acordo com sua idade mental.
SAMANTHA: Oi, amiga. Que cara é essa?
CATHLEEN: Nada. Só meu irmãozinho querido tentando levar um Oscar pela performance de “Coitadinho De Mim”.
ZACK se dirige para a mesa onde CATHLEEN, KENNEDY e SAMANTHA.
ZACK: Cathleen, eu já to indo embora. Poderia falar com você?
CATHLEEN dá uma breve olhada para a mesa de AMY. ZACK percebe.
CATHLEEN dá dois tapinhas na poltrona ao lado dela. ZACK se senta. Algumas risadinhas histéricas mais altas são ouvidas.
KENNEDY: Sério. Qual é o problema dessa garota?
Os quatro olham para as garotas com olhares de pena. KENNEDY sacode levemente a cabeça e vira-se para SAMANTHA.
KENNEDY: Bem, já que tá tendo reunião dos funcionários do The Alley e eu, graças a Deus, não me encaixo mais nessa categoria, eu e a Sam vamos sair e vocês fingem que a gente deu uma desculpa qualquer pra justificar.
CATHLEEN e ZACK sorriem e as duas saem da lanchonete.
ZACK: [irônico] A gente tem que admitir. Ela tem tato.
CATHLEEN sorri e vira-se para ZACk.
CATHLEEN: Manda. O que foi?
ZACK: [triste] Olha, Cathleen. Eu tentei ao máximo convencer o Devon a não te mandar embora, mas–
CATHLEEN: Fala sério! Você acha que eu tô ligando de ser mandada embora, Zack? Sai dessa!
ZACK: Mas, eu pensei que…
CATHLEEN sorri para o garoto.
CATHLEEN: Esse é o seu problema, você pensa demais.
CATHLEEN sorri e toca a mão do garoto. Ela rapidamente percebe sua ação e recolhe a mão, um pouco desconfortável.
ZACK: [sem graça] Então… te vejo por aí?
CATHLEEN: Sim. Estamos em Naranda, não tem como evitar.
ZACK sorri e sai do estabelecimento. CATHLEEN fica com uma expressão pensativa no rosto.
CENA 17 – RANCHO JONES – NOITE
[MÚSICA DE FUNDO – ELSEWHERE, JANN ARDEN]
EHLIOS abre a porta principal. Na sala a TV está ligada e SARAH coberta de guloseimas está adormecida. EHLIOS se aproxima dela e a cobre com o cobertor. Ela desperta e encara o menino com um sorriso.
SARAH: Oi.
EHLIOS: Oi. Parece que o filme não foi tão legal assim.
SARAH: Pois é. O que houve? Houve algum problema como Marius? Você tá bem?
Os olhos de EHLIOS ficam marejados quase que instantaneamente.
EHLIOS: Realmente eu sinto muito. Por te acusar e por tudo o que eu fiz.
EHLIOS abraça Sarah.
SARAH: Não chore, meu garoto. Eu estou aqui.
SARAH beija a testa de EHLIOS, que se encosta mais nela.
(MÚSICA FADE OUT]
CENA 18 – RUAS DE NARANDA – NOITE
[MÚSICA DE FUNDO – BOULERVARD OF BROKEN DREAMS, GREEN DAY]
JOEY está caminhando entra as ruas desertas de Naranda, quando de repente, uma chuva começa a cair. Ele apressa o passo e entra debaixo de uma sacada, mas acaba trombando com alguém que já estava lá.
KENNEDY leva um susto e vira-se para ver quem é o intruso. Ela abre a boca, surpresa ao ver JOEY, e logo fica indignada.
KENNEDY: Não vê que já tem gente aqui?
JOEY: Tá chovendo! Deixa de ser egoísta e divide o espaço.
KENNEDY empurra o garoto para fora da sacada.
KENNEDY: Jura? Eu não vi que estava chovendo. Acha que estou aqui por quê?
JOEY: [irritado] Posso saber problema em ficar do seu lado só por alguns instantes, Rainha Lester? Qual é o problema em dividir o espaço?
KENNEDY: Primeiro que eu e você no mesmo espaço é igual à explosão do universo. Em mais de apenas uma maneira. E depois que se alguém nos pega aqui, juntos na chuva é o fim do meu reinado que já está em queda.
JOEY: Reinado de uma sacada?
KENNEDY: Isso mesmo. E eu declaro que você está fora.
A chuva para.
JOEY: Então continue sozinha em seu reino.
Kennedy olha para cima e abre um sorriso.
KENNEDY: Ei. [Corre atrás dele] Espera!
JOEY: [olhando para trás] O que foi? Vai me dizer que seus domínios se estendem por toda a rua também?
KENNEDY: [esnobando] Bem que você queria ficar lá, né?
Silêncio.
KENNEDY: Jo– Joey. [limpa a garganta] Está tarde. Você pode me levar para casa?
JOEY: O que aconteceu com a carruagem?
KENNEDY: [indignada] Olha, se você vai continuar querendo dar uma de legal com essas suas respostas de quinta, pode deixar que eu vou sozinha mesmo. Não me importo.
A garota começa a caminhar.
KENNEDY: Não me importo mesmo. Se um leão me comer ou uma anaconda, o que importa? Eu já vivi o suficiente mesmo.
JOEY olha para a garota se afastando com uma expressão curiosa. KENNEDY olha algumas vezes para trás disfarçadamente e depois pára, virando-se para ele.
KENNEDY: Você não vem?
JOEY sorri e balança a cabeça em negativa, mas alcança a garota e os dois começam a andar. KENNEDY olha para os lados, ainda um pouco constrangida.
JOEY: Perdeu a carona?
KENNEDY: A casa da Sam ficou há alguns quarteirões atrás.
JOEY: Só não entendo porque todo esse drama pra andar um pouco até sua casa.
KENNEDY: Não é da sua conta.
JOEY: O que aconteceu?
KENNEDY: Você tem algum problema? Já disse que não é da sua conta.
JOEY: Vai me contar o que houve ou vai continuar fazendo essa ceninha?
JOEY rola os olhos para o próprio comentário. KENNEDY para de andar.
KENNEDY: Acho que tô começando a preferir a anaconda.
JOEY: Tá bom, então.
JOEY dá meia volta e começa a se afastar.
KENNEDY: Não! Me espera. Eu não quero andar sozinha.
JOEY levanta as sobrancelhas.
KENNEDY: É noite e eu só– Eu não quero andar sozinha.
KENNEDY continua a andar e JOEY fica com uma expressão confusa no rosto. O garoto começa a andar ao lado dela e a câmera mostra os dois se afastando em silêncio.
[CORTA PARA]
Um shot do deserto. A velocidade da cena acelera. O vento balança os poucos arbustos. As estrelas somem e o céu fica mais claro. O sol sobe alto no céu.
CENA 19 – MANSÃO – DIA
JOEY se aproxima da cozinha e vê CATHLEEN esta sentada folheando o jornal.
JOEY:Acordando cedo numa manhã de sábado. Procurando emprego?
CATHLEEN mostra a primeira página do jornal onde ela e ERICK estão numa foto.
JOEY: A Julia ficou uma fera quando soube da “exposição excessiva”. Você não ouviu mais porque ela teve que partir com Erick antes que o prefeito mandasse fazer o busto dele na praça.
CATHLEEN: E de alguma forma, mesmo com toda a cidade glorificando o Erick, segundo ela eu ainda sou culpada por ter colocado a Kennedy em perigo.
CATHLEEN se levanta se coloca seu casaco.
JOEY: Para onde você vai a essa hora?
CATHLEEN: Resolver um assunto.
CENA 20 – RANCHO JONES – DIA
MEG, vestida de marinheira, está sentada recortando uma estrela em um papel metálico, enquanto EHLIOS e ZACK, bastante arranhados se aproximam segurando algo que não parava de se mexer dentro de um saco de pano.
MEG: Não era mais fácil vocês terem dopado esse gato?
O saco se agita mais um pouco e é possível ouvir alguns miados raivosos.
EHLIOS: Vejam só! Você está perfeita!
ZACK: [para si mesmo] Pervertido.
EHLIOS: Vamos começar a gravar então.
MEG: Eu já vou avisando que não vou colar essa estrela [mostrando o recorte] na testa desse gato.
Ouve-se mais um miado nervoso.
ZACK: Nem acredito que você conseguiu convencer a Meg.
EHLIOS: Questão de prática.
ZACK: Ainda bem que, por enquanto, você só pode se candidatar a presidência do grêmio.
EHLIOS: Ok. Vamos gravar com o que tivermos.
EHLIOS joga uma peruca prateada para ZACK. O garoto estuda a peruca por alguns instantes com uma expressão de súplica, mas acaba colocando-a. EHLIOS e MEG se seguram para não rir.
ZACK: Mas continuo achando que esse seu roteiro é mais um monstro da semana barato, se isso tudo for pra enrolar o seu professor, parabéns!
EHLIOS: Nunca subestime o poder de um bom trash. Vou ganhar esse concurso de vídeos e vamos ver se depois dessa o Fordman vai poder simplesmente me jogar pra baixo do tapete e fingir que eu não existo. Ano que vem o Grêmio é meu. Eles não vão poder me ignorar por muito tempo.
[MÚSICA DE FUNDO – FLY, MARK JOSEPH]
CATHLEEN: [Voice Over] Isso com certeza é uma pergunta que a humanidade nunca irá responder. Como te ignorar Ehlios? Você é praticamente o sol, pena que ninguém consegue enxergá-lo.
ZACK: [surpreso] Cathleen?
CATHLEEN olha para a peruca de ZACK com uma expressão intrigada.
CATHLEEN: Ótimo visual.
ZACK tira rapidamente a peruca da cabeça e a esconde atrás de si. CATHLEEN ri.
EHLIOS: Você aqui? Vou soltar os cachorros agora!
ZACK: A gente nem cachorro tem.
O saco se rasga e o gato consegue escapar.
ZACK: E pelo visto nem gato, também.
EHLIOS: Ah, droga!
EHLIOS e MEG começam a correr atrás do gato enquanto CATHLEEN e ZACK riem.
ZACK: Fiquei sabendo que o Devon resolveu que era melhor te promover como funcionária do mês ao invés de te demitir. Você teve sorte que ele nem apareceu na frente da lanchonete no dia do assalto e acha que foi você que ajudou o Erick e não a Kennedy.
CATHLEEN: É, eu vim te agradecer pelo depoimento. Por ter falado que era realmente eu. A Kay também mandou bem. Até impediu que tirassem uma foto dela com o Erick.
ZACK: Não foi nada. [sorri por alguns momentos] Mas eu pensei que mesmo assim você não queria ficar no The Alley. O que te fez mudar de idéia?
CATHLEEN olha para EHLIOS e MEG correndo atrás do gato.
CATHLEEN: [sorrindo] Digamos que o público que freqüenta o The Alley, compensa qualquer coisa.
Os dois continuam observar EHLIOS perseguir o gato e CATHLEEN apenas balança a peruca de ZACK. A música diminui e a tela escurece lentamente.
PRODUÇÃO EXECUTIVA Samir Zoqh
Luciana Rocha
ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
J. Mack Slaughter como Ehlios
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia
ELENCO RECORRENTE Neve Campbell como Sarah
ATORES CONVIDADOS Daniel Clark como Erick
Kathryn Joosten como Dra. Miller
Chyler Leigh como Samantha
Sarah Hagan como Meg
ESCRITA POR Samir Zoqh
REVISADA POR Luciana Rocha
CRIADA E DESENVOLVIDA POR Samir Zoqh
Luciana Rocha
MÚSICA TEMA Late Great Planet Earth, Plumb
TRILHA SONORA Wish We Never Met, Kathleen Wilhoite Elsewhere, Jann Arden Boulervard Of Broken Dreams, Green Day Fly, Mark Joseph
Série: Being Erica Episódio: If I Could Turn Back Time Temporada: 4 Número do Episódio: 4×06 Data de Exibição no Canadá: 31/10/2011
Erica Strange:
O poder vem acompanhado de grandes responsabilidades. Por quê? Porque o poder é uma ilusão.
Erica ganhou o poder de andar no tempo por um dia. Não podia visitar nem o passado e nem o futuro. Apenas poderia ir e voltar nos acontecimentos do dia. Ela resolve usar esse poder para tentar consertar mais uma briga com Adam e as coisas não poderiam sair piores.
Já faz um tempo que está um tanto óbvio que a relação de Adam e Erica deixou de ser perfeita, se é que foi um dia, e que mais cedo ou mais tarde haveria um rompimento. O retorno de Kai só fez isso ficar mais óbvio. Afinal, para desenvolver um relacionamento será preciso “terminar” com o outro.
Dessa vez eu preciso dizer que entendo Adam 100% mesmo entendendo as intenções da Erica. O que ela fez não foi certo. Simplesmente “apagou” o direito de decisão dele. E talvez tenha impedido qualquer chance de um recomeço.
Guardada as devidas proporções, Erica está fazendo com Adam o que Ethan fez com ela. Por conta do que ela acredita ser melhor e mais seguro profissionalmente, está deixando de pensar no desejo do (ex-) namorado. Não é uma questão de quem está certo, é uma questão de respeito.
Como a vida amorosa da Erica é o que menos me prende a série, somando o fato de não conseguir decidir se gosto mais do Adam ou do Kai apenas aguardarei pacientemente para ver no que isso vai dar.
Paralelo a isso rolou beijo entre Julianne e Brent. Taí um casal que eu torço. Os dois personagens me ganharam com o tempo e agora tudo que penso é como eles são perfeitos um para o outro.
Esperei ansiosamente por este episódio, pois o piloto me deixou com muitas expectativas pelo que viria a seguir. The Thing You Love Most tratou exclusivamente sobre sacrifícios e o que você estaria disposto a fazer para conseguir algo que tanto quer. Nesse caso, o lançamento da maldição precisava de algo valioso. Até que ponto a Evil Queen chegaria para lançar a maldição contra o mundo mágico dos contos de fada? Ela deveria matar a coisa que ela mais amava: seu pai, Henry. Sim, o filho de Emma Swan, é o pai de Regina, a nossa bruxa má. Fiquei impressionado com a revelação, pois é perceptível a questão do renascimento. Emma é a esperança, a filha da Branca de Neve que gerou um filho que foi o pai da Evil Queen. Não é loucura pensarmos na grade familiar e as complicações que haverá após todas essas revelações chegarem à tona na cidade de Storybrooke? Os receios, as discussões as aceitações?
O episódio também relatou o processo intenso que levou a maldição, ou seja, pudemos ver uma perspectiva maior sobre a Devil Queen, o lado humanizado da personagem. Ela simplesmente queria ser feliz. Ela amava algo com todas as suas forças, mas quando Branca de Neve tirou o amor dela, a dor e as lágrimas escorreram sobre sua face. O que ela mais queria era que Branca de Neve sentisse o que ela sentiu. A dor e o sofrimento acumulados dentro si. E por isso, a maldição se tornou a única forma desse desejo se tornar realidade.
Consegui captar muito simbologismo na série também. Nas cenas de Storybrooke, as representações podem ser consideradas ótimas sacadas para quem realmente entendeu a jogada. Como por exemplo, o momento em que Emma decidiu ir embora, era como se a esperança tivesse indo embora. Pois, mesmo sendo algo clichê, a esperança é a única forma de combater a maldade, e com Emma indo embora, Regina ganharia essa batalha que por sinal, começou de forma bem sutil. A heroína e a vilã começaram a medir esforços nesse episódio e eu gostei muito, pois esse lance de ‘your turn’ torna a batalha ainda melhor. É claro que não estamos falando de uma luta de espadas e magias, mesmo a luta entre as bruxas terem sido bem legais, estamos falando de uma briga mais real e simbológica. É aquela história de colocarmos o arroz com o feijão, para depois acrescentarmos os outros componentes do prato.
Também não deixaria de comentar a questão da imaginação infantil. A criança é uma representação do futuro, da esperança do mundo. Quando presenciamos uma criança dizer que acredita em magia, em castelos encantados, nos sentimos tão bem, pois são coisas boas e quando tiramos isso de uma criança, é algo que me deixaria de consciência pesada, como ocorreu no episódio. Às vezes a nossa realidade é tão ruim, que eu queria continuar acreditando em seres encantados.
A série continua ótima, pois umas das melhores coisas que ela transmite é aquela velha essência de fantasia que tínhamos quando criança. Agora, só me levo a crer que a maldição ainda está lançada, mas como sabemos, a esperança é a última que morre.
Série: Supernatural Episódio: The Girl Next Door Temporada: 7ª Número do Episódio: 7×06 Data de Exibição nos EUA: 28/10/2011
Oh my dog! Estamos tendo um flashback da primeira temporada? Não, é apenas a equipe de Supernatural tendo mais uma crise de falta de criatividade! Se você está assistindo a sétima temporada, provavelmente se lembra do episódio 6 da primeira temporada quando um shapeshifter usa a forma de Dean para cometer crimes e acaba colocando os irmãos Winchesters na mira da policia, não é? Se lembra também que eles foram pegos no décimo nono episódio da segunda temporada e uma policial, que presenciou um fato sobrenatural, tentou ajudá-los a escapar? Pois é, agora este novo episódio é o “Vale a Pena Ver de Novo” de Supernatural.
A diferença deste episódio é que uma dupla de Leviatãs se transforma em clones dos Winchesters e começam a cometer crimes bárbaros para que a polícia pegue os originais. Isso pode não fazer sentido pra mim e nem pra você, mas deve fazer sentido para Robbie Thompson, quem escreveu esse episódio. Porque os Leviatãs simplesmente não matam os dois e pronto, acabou?
De todos os crimes dos Winchesters Leviatãs, o que mais chamou a atenção foi a chacina da lanchonete em St. Louis, que lembrou o casal Pumpkin e Honeybunny na cena inicial de Pulp Fiction. Duas referências a filmes do Tarantino em uma só temporada!
Já Bobby, tenta se focar em como matar os Leviatãs. Sim! Finalmente alguém está fazendo isso! E por mais que ele tente, o moço leviatã não sente nem cócegas. Além de imortais, eles são extremamente inteligentes (adorei a piada do Bobby sobre o “Monstro de Mensa”), conseguem copiar as pessoas com apenas uma pequena amostra de DNA.
Mas o mais inexplicável é que mesmo sabendo que estão sendo caçados pela polícia, Sam e Dean não evitam desfilar por aí como se nada tivesse acontecendo. Nem um chapéu, óculos escuro ou bigode falso para tentar disfarçar a aparência. Inexplicável. Fiquei só esperando a hora que a polícia iria parar os dois por aí já que eles se tornaram o top da lista do USA Most Wanted.
Bobby manda Sam e Dean para Frank, que os ajudaria a “sumir do mapa”. Frank é um cara esquisitão, que não gosta de Bobby e provavelmente de mais ninguém no universo e dá aos Winchesters um carro novo e identidades falsas. Mas sem nomes de rockstars dessa vez, que a parte mais triste! Frank claramente parece bater fora do bumbo, ele parece um cara maluco até para Supernatural! E olha que estamos acostumados com esquisitices… Mas no fundo, gostei dele.
Inesperadamente Jody bate a porta de Bobby para agradecer por Sioux Falls e fazer companhia. Que coisa mais fofa esses dois juntos! Mas como acompanho a série desde sempre, não cultivei esperanças de Bobby ficar com a xerife no final do episódio. Mas no final das contas, foi Jody quem salvou o dia: o produto que ela estava usando pra limpar o chão tinha Boráx (mais conhecido como Borato de Sódio), um componente químico que “dissolvia” o Leviatã. Bobby a agradeceu muito bem! 🙂
Melhor cena do episódio todo: Dean está bravo em ter que deixar seu carro na casa de Frank e diz “nobody puts my baby in the corner” que é uma frase muito marcante para os fãs do filme Dirty Dancing. Mas para Dean, filmes de Patrick Swayze sempre tem um passe-livre. Então Sam liga o rádio e está tocando I’m all out of Love do Air Supply, Dean pede para deixar a música tocando já que provavelmente nenhuma outra estação pegaria. Então começa a cantar meio disfarçadamente e cheio de emoção. Simplesmente épico! Não adorava tanto desde Eye of the Tiger!
Voltando a falar sério, este episódio foi útil para sabermos mais sobre o “interior” dos personagens. Soubemos um pouco mais sobre o passado de Bobby, seus problemas com o álcool e que sua cantora favorita é Joni Mitchell! Também serviu para colocar a história de Amy (a Kitsune namoradinha de Sam) em pratos limpos. Até que enfim! Nos mostrou como Dean se importa com o seu complexo de herói e a dificuldade em ter relacionamentos. E Sam com os problemas com Lúcifer tomando conta de todos seus pensamentos. Um dos leviatãs contou para Sam que Dean acha que ele está ficando doido e que não confia nele, já que matou Amy pelas suas costas.
Uma coisa que não ficou muito claro: porque Crowley quer fazer negócio com o chefe Leviatã? Eu sei que Crowley cultiva um enorme desprezo pelos humanos, mas pra que ele quer mais poder? O que será que ele está planejando? Fiquei boquiaberta com o tapa de costa de mão que ele levou de Dick, o cara dispensou Crowley com uma arrogância do tamanho de sua limusine! Pelo menos agora sabemos que ele poderá ajudar os Winchesters depois dessa.
A cena final foi simplesmente chiliquenta. Sam deu um chilique com Dean e resolveu ir embora. Sempre que Sam resolve dar uns perdidos em Dean ele acaba se envolvendo com demônios e faz uma série de cagadas. Um episódio que poderia ter terminado bem, mas Sam cheio de sentimentos me fez ficar com uma poker face nos segundos finais. Vamos ver no que dá!
Série: New Girl Episódios: Wedding e Naked Temporada: 1ª Número dos Episódios: 1×03 e 1×04 Datas de Exibição nos EUA: 4/10 e 1/11/2011
Wedding e Naked foram episódios totalmente opostos. Em Wedding, os personagens estavam tão desconectados que não dava para entender o porquê da história. Ah, mas esse episódio foi sobre o quê? Não saberia dizer, eu lembro que eles foram ao casamento de uns amigos, e Jess foi de acompanhante do Nick, e só. O Schmidt estava tentando dormir com uma garota, mas acabou com outra louca. E o Winston estava tentando recuperar sua glória. Hmmm até que eu lembro bastante, para um episódio chato e sem sentido, com piadas chatas e situações ridículas – o que era aquela dança da galinha? É a série ainda tentando encontrar o equilíbrio entre situações embaraçosas com a senhorita Deschanel e a história de superação do Nick. Bom, dito isso, vamos à Naked.
Oba! Situações embaraçosas com a Deschanel e mais história do Nick! – Sim, isso foi sarcástico. Mas ao menos o episódio falou de algo bem real entre meninos e meninas, e acho que muitos aí fora conseguiram se identificar, não? Encaramos a nudez de forma diferente, mesmo sendo tudo igual. Como eu acredito que New Girl tenta chegar mais perto da realidade – ops, fiz de novo-, fiquei imaginando se os caras realmente ficam se olhando no espelho… pelados, admirando o próprio, você sabe? É isso mesmo, produção? Por que nós garotas, não somos assim. Passamos correndo pelo espelho, escondendo o restinho de pele que insiste aparecer perto da cintura! Ah, o espelho pode se tornar uma tortura, o inimigo número um. Claro que há aquele grupinho de mulheres lindas e seguras que adoram um espelhão do tipo 1.90×1.20 na parede. Mas essas são raras, tão raras quanto homens tímidos em relação a sua performance sexual – é que todos acham que são Super-Homens quando, na verdade… não são. E também existem caras que são encanados, inseguros, mas isso está relacionado ao tamanho do, você sabe?! Enquanto nós ficamos depressivas com uma celulite que apareceu na coxa. Homens e mulheres, é tudo tão complexo.
Em Naked, vimos que toda essa situação é mesmo boba. A série deve mostrar exatamente como os sexos lidam com as coisas de modo diferente, não ficar tentando arrumar histórias paralelas entre os personagens. A Liz Meriwether ainda é nova, não é de se esperar que ela consiga escrever uma seriado perfeito, com personagens que iremos lembrar em 10 ou 20 anos. Até agora, ela tem bons elementos em mãos, mas parece não saber o que fazer. Se ela se apegar as situações, talvez consiga seguir com a série por mais um tempo – já que New Girl ganhou uma temporada completa. A verdade é, a série não encontrou a liga ainda, e por enquanto temos que rir das tonterias da Zooey e dos meninos.
“Aprendi com New Girl” que todo mundo tem seus traumas e encanações, mas que a verdade seja dita, por mais que tentem enfiar na sua cabeça que ‘tamanho’ não importa e que homem não liga para certos excessos, importa sim. As encanações que temos não são à toa. O problema é que ao invés de ficar vivendo em negação, temos que partir pra luta e encarar o mundo de frente – de preferência vestidos.
“Eu ri” horrores com a pobre da Jess tentando conversar sobre o que ocorreu. Fato. Homens não gostam de conversar. Problemas são resolvidos com um tapinha nas costas e pronto. Mas nós, ah… gostamos de tudo certo com pingos nos “is”. A varetinha dos sentimentos foi a coisa mais digna do episódio… mas isso me fez lembrar da finada Douchebag Jar. E também dei boas risadas com o Schmidt tentando ver o pipi do Nick. O que são garotos e a fixação deles pelo órgão sexual do colega? Não… isso não é certo, meninos. Mas eu ri.
“Devo confessar” que ainda não consegui encaixar o Winston na história. Ele sempre será o ex-jogador negro e fracassado? É bom a Liz trabalhar um pouco mais nisso ou a Fox logo começará a receber toneladas de cartas de pessoas dizendo que New Girl é racista. Não me sinto confortável com a história dele, apesar de que ontem foi engraçado vê-lo tentando recuperar o tempo perdido nos assuntos que vivaram “virais” no país.
Mas a cena mais hilária foi a da Jess pelada no quarto do Nick tentando se esconder embaixo da cama. Eu tenho certeza de que já vi essa semana em algum filme (alguém recorda???), mas a cena nunca fica velha demais. Muito boa, e a Zooey se entrega mesmo. A Zooey está cotada no meu coração para ser a próxima Lucille Ball – que Deus a tenha.
Aliás, cheguei a uma conclusão sobre New Girl. Zooey Deschanel é uma arma militar de massa, testada pela Fox e pelo partido republicano para atrair a atenção do público e enfiar na cabeça das pessoas mensagens subliminares. Querem um exemplo? O quadro do presidente Obama no quarto da mulher louca?! Aquilo era uma clara associação entre gente maluca e o atual presidente americano. Não estou dizendo?
Bom, é isso pessoas. Se quiserem rir – e muito – assistam Naked, é garantido. Mas devido a inconsistência da Liz Meriwether, não posso garantir que o próximo episódio será tão legal. Nos resta esperar!
Série: Castle Episódio: Cops & Robbers Temporada: 4ª Número do Episódio: 4×07 Data de Exibição nos EUA: 31/10/2011
Estávamos todos ansiosos por Cops & Robbers, 7° episódio da temporada de Castle. Àqueles “aficionados” por spoilers, os vídeos promocionais ficaram com o coração na mão – e com um sorriso no rosto. E até mesmo aqueles que preferiram não se arriscar, em busca de dias tranqüilos e menos surtantes, certamente tinham altas expectativas em relação ao episódio. E, como vocês sabem, episódios que envolvem grandes expectativas, geram ou amor ou ódio. Em qual lado do muro estaria Cops & Robbers?
Do lado do amor, obviamente. Foi amor puro. Muito amor. Amor em demasia. E não estou me referindo apenas ao amor entre Castle e Beckett não. Estou me referindo ao amor que todos nós, fãs, estamos sentindo por Marlowe e companhia. Dos sete episódios já exibidos nessa 4ª temporada, achei cinco ótimos. Dos dois restantes, desgostei apenas de um (Head Case). E sei que boa parte dos fãs gostou de todos. Então, repetindo os elogios que fiz na temporada passada, preciso ressaltar a regularidade de Castle. Uma série que se nivela por cima.
E por que digo isso? A promo e os sneeks de Cops & Robbers já haviam entregado o plot do episódio: Castle e Martha seriam feitos reféns em um assalto a banco, e a missão de Kate seria libertá-los. Mas, ainda assim, o episódio foi bastante surpreendente. E que série consegue “entregar o ouro” antecipadamente e ainda assim manter os espectadores sem piscar durante mais de 40 minutos? Poucas, certamente.
O caso não foi de um simples assalto a banco. Foi um ataque orquestrado por um pai criminoso e abusivo, que queria acesso ao cofre de sua sogra, para localizar a esposa e o filho. O mentor do assalto fez, inclusive, o papel de refém epilético. E o fez muito bem, já que o seu comportamento descontrolado deu um toque de suspense, deixando no ar que em qualquer momento ele poderia surtar e causar a morte de algum dos reféns. Na cena do “ataque epilético”, inclusive, eu tive certeza que Castle seria baleado. Em outros momentos, a minha certeza é que o alvo dos disparos seria a refém grávida. Mas, no final das contas, contrariando meus piores prognósticos, todos os reféns “de verdade” saíram sãos e salvos.
Também foram surpreendentes, de certa forma, os momentos de comédia. Quem imaginou que Martha seria paquerada pelo antes sisudo gerente do banco? Inclusive, eles trocaram contatos no final do episódio. Será que veremos, em breve, Martha de namorado novo?
Mas sabe o que me surpreendeu, de verdade? A ausência completa de abraços e/ou beijos. Tá, ok. Sei que a expectativa por um beijo era produto da minha mente shipper descontrolada. Inclusive quando eu alardeava “vai ter beijos em Cops & Robbers”, uma amiga prontamente repelia a ideia. Mas um abraço era até mesmo previsível. E não aconteceu. Isso significa que o episódio não teve momentos shipper, ou deixou menos evidente o enorme amor entre Castle e Beckett? De forma alguma.
Isso por que o episódio foi recheado de momentos fofos. Já no início do episódio, quando Castle liga para Beckett, pedindo que ela diga que precisa dele, e a detetive fica com aquela cara de “fui descoberta”, ficou evidente que o episódio seria um episódio de amor. E um episódio do amor de Beckett. Um episódio no qual teríamos noção da intensidade do sentimento dela por ele. Sei que ninguém esperava que Beckett fizesse menos que o impossível para salvar o escritor. Mas o comportamento de Kate foi bem marcante. Ela temeu fazer a negociação com os ladrões, por falta de conhecimentos técnicos. Mas quando teve que aceitar o papel, submeteu-se às ordens do responsável pela operação, para não prejudicar as negociações. Quando viu que a estratégia estava falhando, deu o recado para o líder dos “médicos”: caso algo acontecesse, ela mesma meteria uma bala na cabeça dele (em tempo: Stana kick ass! A atriz esteve perfeita no episódio). Kate aceitou os riscos e se ofereceu para, passando-se por paramédica, entrar no banco. Tudo para ter contato com Castle, e tentar ter um panorama mais real da situação. E os olhares entre ambos, nessa cena, foram um show a parte.
Kate ainda enfrentou uma certa “birra” de Alexis, que estava um pouco resistente à detetive no começo do episódio. E passou pelo pânico da explosão da bomba, sem saber se os reféns haviam morrido. No final do episódio, Beckett foi “aceita” pela família de Castle, em uma cena que indica como pode ser a tônica do relacionamento de Beckett com Martha e Alexis quando ela e Castle finalmente estiverem juntos. O abraço de Martha na detetive foi lindo, demonstrou afeto verdadeiro. E todas essas foram cenas ótimas, é claro. Mas pra mim (e creio que pra praticamente topo mundo) o ápice de Cops & Robbers foi a cena do “resgate”. O olhar de Castle indicava o “eu já sabia”. Foi como se em nenhum momento da tensa situação ele tivesse deixado de acreditar que sua “parceira” o salvaria. E o olhar de Beckett, de profundo sentimento, indicava o alívio por não ter falhado, por não ter perdido o homem objeto de todo o seu amor. Acho que prendi a respiração enquanto eles estavam um de frente para o outro. Se eu fechasse os olhos, poderia ver o beijo acontecendo naquele momento. Mas, Martha, agindo contra o casal, e contra todos os fãs, clama pela atenção da detetive. Poxa, Martha? Por quê? Não fosse ela uma personagem tão querida, teria entrado para a minha listinha negra.
Mas, embora não tenhamos visto beijo, nem sequer abraços, vimos sentimento de sobra. Pra dar e vender. E isso é suficiente, por enquanto.
Castle também foi um espetáculo a parte. Mesmo em situações de risco ele consegue ser perspicaz e engraçado. Ele assumiu a liderança do grupo de reféns, acalmou as pessoas, enfrentou os assaltantes, fez piada com a situação (as piadinhas com médico foram super divertidas). Percebeu que algo não estava normal, e, mesmo sob a mira de armas, conseguiu se comunicar com Kate e auxiliar nas investigações. Por isso, sua brincadeira no final do episódio não foi mais que uma constatação.
De Esposito e Ryan vimos pouco. Mas, mesmo assim, uma das melhores cenas foi entre eles. É, definitivamente Ryan está cada dia mais Castle Jr.
Outra que não teve tanto destaque foi Alexis. No entanto, ela mostrou a que veio. Interpretou o papel de filha e neta angustiada muito bem. Assim como fez com o papel de namorada desesperada, desamparada e, finalmente, desiludida. Achei ótimo ver Alexis sendo a menina de fibra que conhecemos. O namoro com Ashley já acabou tarde. E sim, nós acreditamos que ela ficará bem, e que sua trajetória dentro do seriado será bem mais interessante a partir de agora, como já foi um dia.
Finalizando, preciso dizer que o brilhantismo de Castle foi agraciado pela audiência. Segundo o TV by the Numbers, em uma segunda-feira de Halloween, o único seriado a não perder audiência foi Castle. Mais que isso. O seriado ganhou mais dois milhões de espectadores. Um presente àqueles que nos agraciaram com um ótimo episódio.
Semana que vem, vai ao ar Heartbreak Hotel. E, para a infelicidade da galera dos comentários, Iron Gates estará de volta. Mas tenho certeza que, ainda assim, todos estão ansiosos pela próxima segunda-feira. Por que será?
Série:Destination Anywhere Episódio:Coisas Mudam Temporada:1ª Número do Episódio:1×05
CENA 1 – INT. CASA DOS MACKENZIE – QUARTO DE ANNA – DIA
[MÚSICA FADE IN – BUILT THIS WAY, SAMANTHA RONSON]
ANNA MACKENZIE está sentada em sua cama, falando ao telefone. Ela segura o aparelho com a mão direita, enquanto com a outra mão a garota enrola um cacho em seu cabelo.
ANNA:[Ao telefone] Me encontra lá daqui à meia hora, acho que vou tomar café por lá. Tchau.
ANNA sai da cama e abre a janela. O sol forte ofusca a garota, que põe a mão nos olhos para se proteger. Ela senta na cama e em seguida olha embaixo da mesma. Vemos uma caixa de papelão azul lacrada com fita adesiva. Anna coloca a caixa em cima da cama e a abre com dificuldade.
ANNA: Há quanto tempo eu não vejo isso.
Ela despeja o conteúdo da caixa cima da cama. Há alguns desenhos, revistas, cds, adesivos, fotos. A garota pega as fotos e as fita por um longo tempo. A câmera mostra as fotos. Nelas, duas crianças, um menino e uma menina, estão em cima de um grande tronco de sequóia. Em outra foto, estão vestidos com o uniforme do time de futebol, sujos de lama. ANNA meche nas fotos e pega uma em que um garoto está sendo consolado por uma mulher e uma menina. A garota devolve a foto à pilha de recortes que se fez em sua frente, a encarando por alguns segundos. ANNA acha um amuleto dourado, no qual estava escrito “amizade” e em baixo de todas as figuras, um desenho de um menino e uma menina. A garota coloca as coisas de volta na caixa rapidamente e a joga embaixo da cama.
CENA 2 – EXT. HARAS – MANHÃ
A imagem aérea nos dá a magnitude do haras da família Sawyer. Alguns cavalos correm soltos pelo campo não muito verde por causa do outono. ALEXIA aparece montada em um cavalo marrom. A garota cavalga em direção a REBECCA, que está sentada embaixo de uma árvore, desenhando. BECKY olha para ALEXIA e acena. ALEXIA desce do cavalo e senta-se ao lado da amiga.
BECKY: Você está bem? Parece cansada.
ALEXIA: Não estou me sentindo muito bem.
REBECCA coloca seu desenho no chão.
BECKY: O que você tem?
Alexia: Eu fiquei tonta, mas não deve ser nada.
BECKY: “Não deve ser nada”. Típico! Você nunca admite quando está doente. Você é inatingível.
ALEXIA: Inabalável!
BECKY: Invencível!
ALEXIA:[Ri] Acho que já deu pra entender.
BECKY: Vamos deixar o Arco-Íris no estábulo. De qualquer modo é melhor você não ir montando.
ALEXIA: Eu nunca entendi porque você deu esse nome a um cavalo macho e marrom…
BECKY: O que você queria? Que eu o chamasse de “Trovão”?
ALEXIA se apóia em BECKY e puxa o cavalo pelas rédeas.
[MÚSICA FADE OUT]
[MÚSICA TEMA – PROMISES, LILLIX]
CENA 3 – INT. RED’S – MANHÃ
ANNA entra na lanchonete com uma mochila nas costas. A garota procura algum lugar vazio e senta-se em uma mesa perto da janela. Ela tira alguns livros de sua mochila e coloca em cima da mesa. Uma garçonete aparece ao seu lado para anotar o pedido.
GARÇONETE: Bom dia. Vai querer alguma coisa?
ANNA: Eu vou querer oito panquecas, um copo de leite com baunilha e uma xícara de capuccino. Ah! Você pode me trazer também um suco de laranja.
GARÇONETE: Isso tudo é só pra você?
ANNA sorri.
MEL: Um suco de laranja para mim também.
ANNA: Que bom que você veio.
MEL: Claro.
MEL olha para os livros em cima da mesa.
MEL: O quê você está fazendo?
ANNA: Eu estou estudando.
MEL senta-se ao lado da amiga e mostra para ela um panfleto.
MEL: Saca só isso!
ANNA:[Ri] Um Parque de Diversões?
MEL: Chegou essa semana na cidade. Parece meio bobo, mas é uma ótima oportunidade pra sair de casa em um sábado à noite. Isso é o que chamamos de “falta de opção”.
ANNA: Verdade.
A garçonete traz o pedido de ANNA. MELISSA olha com espanto a quantidade de comida na mesa.
MEL: E ai? O que você me diz?
ANNA: Eu topo.
MEL: Sério?
ANNA: Sério!
Mel: Combinado.
ANNA: Só nós duas?
MEL: [Sorrindo] Só “nós duas”.
ANNA: Se você quiser convidar o Sam e o… Matt. Olha, tá tudo bem para mim.
MEL: Han-Han! Sei. Faremos a nossa noite de garotas, ok? Vamos deixar os meninos de lado hoje.
ANNA: Tudo bem.
CENA 4 – EXT. CASA DOS GRAHAM – MANHÃ
[MÚSICA FADE IN – SHE HATES ME, PUDDLE OF MUDD]
MATT e SAM estão jogando basquete em uma quadra improvisada perto da garagem. SAM acerta a bola na cesta.
SAM: Isso!
MATT balança a cabeça.
SAM: O que foi? Cansou?
MATT: Claro que não!
MATT rouba a bola de SAM, e o garoto ri.
SAM: Isso não vale!
Os dois sentam no chão, cansados. Eles observam o carro de LOU chegando. A mulher estaciona o carro sem muito cuidado e entra em casa correndo, sem ao menos cumprimentar os meninos. MATT fica olhando com a sobrancelha franzida, despertando a curiosidade de SAM.
SAM: Aconteceu alguma coisa com a sua tia?
MATT: Eu não sei. Ela está estranha a semana toda. Quase não para em casa.
LOU volta correndo para o carro e sem muita demora dá partida no veículo e vai embora. MATT e SAM se entreolham.
Matt: Eu vou falar com ela mais tarde.
SAM levanta e pega a bola. Ele começa a bater a bola no chão e tenta alguns arremessos. MATT ainda sentado no chão observa as tentativas do amigo.
SAM: Matt. Agora que você está mais relaxado, afinal venceu o jogo semana passada. Muito bom, muito bom.
MATT: Ih… O que você quer, Sam?
SAM tenta um arremesso e erra.
SAM: Que tal você me ajudar com a Rebecca?
MATT passa a mão na cabeça.
MATT: Sam, a gente já conversou sobre isso cara.
SAM: Eu sei, eu sei. Mas mesmo assim, Matt, eu tenho certeza de que se ela saísse comigo, poderia mudar de idéia a meu respeito.
SAM arremessa a bola e acerta.
SAM: Por favor, Matt!
MATT: E como você acha que eu vou fazer para que a Becky saia com você?
SAM: Hipnose seria muito bom. Mas como você não sabe fazer isso que tal você armar um puro e simples encontro casual?
MATT: Eu não entendo como você consegue falar tanta besteira.
SAM: Não é besteira, cara. Olha! Você combina alguma coisa com a Alexia e pergunta se ela não pode chamar a Rebecca.
MATT: E por que eu convidaria a Becky pra sair comigo e com a Alley?
SAM: Hum… Por que você tinha combinado de sair com um amigo primeiro e não poderia desmarcar com esse amigo, que por acaso sou eu. E assim, para que eu não segure vela, você sugeriu convidar a Rebecca.
MATT: Esse é seu plano?
SAM: Ainda falta a melhor parte. Chegou um parque de diversões na cidade e….
MATT: Ah, não. Um parque, Sam? Eu não gosto de parques de diversão. Além do mais, um encontro no parque? Isso é muito óbvio!
SAM: Como assim?
MATT: Parque de Diversões é sinônimo de beijo, amassos e…
SAM: Isso não seria nem um pouco ruim. Vamos, Matt! Eu não te peço mais nada pelo resto da minha vida.
MATT: Tá bom. Pode parar com o drama. Pela nossa amizade eu faço isso, mas eu não quero saber de você choramingando por aí se ela não comprar essa história de “parque de diversões”, ok?
SAM: Combinado.
MATT se levanta e SAM joga a bola para ele.
[MÚSICA FADE OUT]
CENA 5 – INT. CASA DOS DANES – SALA – MANHÃ
WILSON: [Ao telefone] O avião parte às 3 da tarde. Estaremos lá sem falta. Tchau.
O SENHOR DANES desliga o telefone e caminha até o sofá onde PHILLIP está deitado. WILSON bate na cabeça do filho para ele acordar.
WILSON: Quero que você saiba que eu e a sua mãe vamos viajar, mas eu deixei a cidade de olho em vocês dois. Se acontecer alguma coisa fora do comum eu saberei, portanto nem pense em fazer gracinhas.
PHILL concorda com o pai e olha para ALEXIA, que vinha entrando na sala com o telefone na mão.
WILSON: E você mocinha, obedeça ao seu irmão.
ALEXIA para e olha pra PHILLIP, que está com um ligeiro sorriso de vitória nos lábios.
WILSON: Agora eu vou indo. Sua mãe já está esperando no carro.
PHILL: Boa viagem, papai.
PHILL espera os pais saírem no carro e se levanta do sofá. O garoto corre até a irmã e toma o telefone da mão dela.
PHILL: Agora é a minha vez de usar!
ALEXIA: Ah! Phill, nem vem. Usa outro!
PHILL: O pai mandou você me obedecer, pirralha.
ALEXIA: Há há há!
PHILL: Não vai querer ficar de castigo, vai?
ALEXIA: Não vai querer que eu conte pro papai da festa que você e o Scott pretendem dar hoje à noite, vai?
PHILL devolve o telefone.
PHILL: Que festa?
Ele ri e sai da sala. ALEXIA se joga no sofá e liga para MATT.
ALEXIA: Oi. Onde você está?
CENA 6 – INT. CASA DOS GRAHAM – QUARTO DE MATT
MATT está ao telefone.
MATT: Alexia?
SAM sorri e gesticula como que pedindo para o amigo seguir com seu plano.
ALEXIA [Voice Over]: Claro, quem mais poderia ser? O que vamos fazer hoje à noite?
MATT: Engraçado você me perguntar, eu estava justamente pensando nisso agora!
ALEXIA [Voice Over]: É que os meus pais viajaram e eu pensei que você poderia vir para cá. Que tal?
MATT olha pra cima e respira fundo.
MATT: Seria ótimo, mas eu tenho outros planos.
ALEXIA: Quais planos?
MATT: De ir ao Parque que chegou à cidade.
CENA 7 – INT. CASA DOS DANES – SALA
ALEXIA ri.
ALEXIA: Você está falando sério?
MATT [Voice Over]: Sim.
ALEXIA: “Parque” por acaso seria algum código para algum lugar proibido?
CENA 8 – INT. QUARTO DE MATT
MATT ri discretamente.
MATT: Não. É um “parque” mesmo.
ALEXIA: [Voice Over] Ah! Legal, eu acho.
MATT: Será que dava pra você chamar a Becky? É que eu vou ter que levar um amigo, e pensei que talvez a Becky poderia fazer companhia pra ele.
ALEXIA: [Voice Over] Por acaso esse amigo é o Sam?
MATT: Hum…
ALEXIA: Matt!
MATT: Por favor, Alley.
CENA 9 – INT. CASA DOS DANES – SALA
ALEXIA: A Becky vai rir na minha cara! Além do mais, você deveria saber. “Rebeccas” não se misturam com os “Sams”, é contra a lei da natureza, são raças diferentes.
MATT: [Voice Over] Por favor, Alley. O Sam é meu amigo.
ALEXIA: Tá bom. Mas não dê esperanças a ele.
MATT:[Voice Over]Ok.
ALEXIA: Eu vou ligar pra ela agora. Já te ligo de novo.
ALEXIA desliga o telefone e digita outro número.
ALEXIA: Becky! Amiga!
CENA 10 – INT. CASA DOS SAWYER – QUARTO DE REBECCA
BECKY: Oi, Alley. O que houve?
ALEXIA: [Voice Over] Você não vai acreditar!
BECKY: Hum… Pelo seu tom de voz, deve ser alguma fofoca quente.
ALEXIA:[Ri] Quase! O Matt acabou de me convidar para ir ao [reforça] “Parque de Diversões” hoje à noite!
BECKY: Isso é algum código para te levar a algum lugar proibido?
ALEXIA: [Voice Over] [Rindo] Antes fosse. É mesmo um parque e ele pediu pra eu chamar você.
BECKY: Eu? Com vocês dois? Por quê?
CENA 11 – INT. CASA DOS DANES – SALA
ALEXIA: Por que ele vai levar um amigo [Pausa] O Sam!
ALEXIA dá uma gargalhada. BECKY ri discretamente.
ALEXIA: Eu sei que você não vai querer ir, mas o Matt me obrigou a te convidar. Mas essa foi boa não foi? Ai… [Rindo] Você e o Sam? [Ri]
BECKY: [Voice Over] Eu vou.
ALEXIA se engasga.
ALEXIA: O quê? Amiga, “o Sam”! Você sabe quem ele é, não sabe?
CENA 12 – INT. QUARTO DA REBECCA
BECKY: Alley, eu não estou dizendo que vou me jogar em cima dele, mas acho que vai ser divertido, e todo mundo está falando desse parque. Além do mais lá tem algodão doce, faz tempo que eu não como algodão doce.
ALEXIA: [Voice Over] Você tem certeza que quer ir? Isso não vale um algodão doce. [Ri]
BECKY: Eu tenho, e estou fazendo isso por você e pelo Matt.
ALEXIA: [Voice Over] Ok. Que seja, depois não coloque a culpa em mim!
BECKY: Então…
CENA 13 – INT. CASA DOS DANES – SALA
ALEXIA: Tudo bem, mais tarde eu te ligo para combinarmos tudo. Tchau.
ALEXIA desliga o telefone, boquiaberta.
ALEXIA: Inacreditável!
A garota liga imediatamente para o namorado.
CENA 14 – INT. QUARTO DE MATT
MATT atende ao telefone e vibra ao ouvir a resposta de ALEXIA.
MATT: Eu passo aí as 7 e pego vocês duas.
MATT faz sinal de positivo para o amigo, que corre até ele e o abraça.
MATT: Que é isso cara? Chega pra lá!
SAM: Desculpa. Eu me empolguei, Matt! Eu vou para casa!
MATT: Já?
SAM: Eu tenho que me preparar. Tchau.
SAM sai correndo do quarto, MATT fica rindo.
CENA 15 – EXT. RUA – DIA
ANNA e MELISSA caminham na calçada, as duas estão incrivelmente silenciosas. O sol brilha forte e algumas crianças brincam de jogar água umas nas outras. As duas garotas desviam o caminho para não serem alvo das crianças e continuam a andar. O celular da ANNA toca e ela checa o visor antes de atender.
ANNA: Phillip?
MEL olha para ela espantada.
ANNA: Oi. Tudo bom?
MEL: [Sussurrando] É o Phillip Danes?
ANNA faz sinal confirmando com a cabeça.
ANNA: Ah, que pena, mas eu já tenho planos pra hoje à noite. Vou sair com uma amiga.
MEL: [Sussurrando] Por que o Phillip Danes está te ligando?
ANNA faz sinal de depois com a mão.
ANNA: Não, não dá pra cancelar.
MELISSA pula pra perto da ANNA e encosta a sua cabeça no telefone para que possa ouvir a conversa.
CENA 16 – INT. QUARTO DE PHILLIP
PHILL: É uma festa V.I.P. Se você mudar de idéia dá uma passada aqui, pode trazer sua amiga com você. Certo, conto com isso.
PHILL desliga o telefone e começa a rir.
SCOTT: Sério, cara. Você vai trazer a Anna para sua festa.
PHILL: Ei, você tá duvidando do quê?
SCOTT: Você não acha estranho que ela esteja sendo tão “fácil” assim.
PHILL: Todas elas são.
SCOTT fica sério.
PHILL:[Irônico] Menos a Becky. Ela provavelmente estava doente quando namorou comigo.
SCOTT: [Sério] Mas a Anna odiava a gente.
PHILL: Passado, Scott. Ela nem se lembra por que não gostava de mim, acho que nem eu lembro por que eu não gostava dela.
SCOTT: Mas eu lembro exatamente do que você fazia com ela e com o seu cunhadinho.
PHILL: [Rindo] Bom, acho que lembro sim. E quando eu tiver a Anna aqui na minha mão, eu vou olhar pra cara daquele caipira e rir muito. E se eu não ficar satisfeito com isso, posso acabar com o namorinho dele, é só plantar algumas coisas na cabeça da minha irmã que o resto ela dá um jeito de distorcer.
SCOTT: Já entendi. Mas vamos deixar esse assunto de lado e nos preocupar com algo mais importante: [Grita] cerveja!
PHILL:[Grita] Cerveja!
ALEXIA passa pelo quarto do irmão segurando um copo de água, com a mão na cabeça.
ALEXIA: Será que dava pra vocês dois calarem a boca? Eu estou com dor de cabeça.
Os dois começam a rir. ALEXIA fecha a porta do seu quarto com força.
CENA 17 – EXT. RUA
MEL: O que tá rolando entre você e Phillip Danes?
ANNA: Nada…
MEL: [Olhando incrédula] Phillip Danes sendo cordial, chamando você para uma festa … sem interesse algum? Não acho provável.
ANNA: Talvez ele tenha algum interesse nisso, mas da minha parte não há nenhuma outra intenção se não uma companhia e ele é um cara legal… eu acho.
MEL: Certamente você não o conhece.
ANNA sorri.
ANNA: Eu e o Matthew odiávamos o Phill. Vivíamos brigando, nos metendo em confusão. Mas éramos crianças e as coisas mudam.
MEL: Eu não acho que o filhinho do prefeito mudou alguma coisa.
ANNA: Pelo menos o Phillip que me odiava tanto mostrou mais interesse pela minha volta do que o Matt que era o meu melhor amigo. A vida é cheia de segundas chances não é? Eu tentei conversar com o Matt, mas ele não quis nem me ouvir.
MEL: Anna, certamente a festa do Phillip será bem mais divertida que esse parque não acha?
ANNA: Você está insinuando que eu devo ir à festa?
MEL: Sim, e descubra por que de repente a besta parece ter se transformado em um príncipe.
ANNA: Quer ir comigo?
MEL: Eu? Em uma festa na casa dos Danes? É mais fácil o universo entrar em colapso do que alguém me ver naquela festa.
CENA 18 – EXT. RUA – NOITE
MELISSA está vestida com uma bota de cano longo preta combinando com seu casaco. Ela entra em um carro, e olha para o retrovisor.
MEL: Eu não acredito que estou fazendo isso.
Ela dá partida no carro.
CENA 19 – EXT. CASA DOS DANES – NOITE
[MÚSICA – IN THIS DIARY, THE ATARIS]
O céu estava estrelado em Tulsa; a lua cheia dava um clima romântico à cidade. A rua onde fica a casa dos Danes estava movimentada. Alguns carros já estavam estacionados e alguns ainda chegando. Do lado de fora dava pra ouvir a música alta que tocava no local. MATT estaciona seu carro do outro lado da rua. O garoto observa o movimento na casa da namorada com certa estranheza. Ele pega seu telefone e liga para ALEXIA, mas quem atende é REBECCA.
MATT: Becky? Eu estou aqui na rua, vocês já estão prontas?
CENA 20 – INT. CASA DOS DANES – QUARTO DA ALEXIA
REBECCA está falando ao telefone.
BECKY: A Alley está doente.
ALEXIA tenta pegar o telefone da mão da amiga, mas desiste por causa da dor.
BECKY: Ela disse que vai de qualquer jeito. Já se vestiu e tudo mais.
ALEXIA: Eu vou!
BECKY: [Para Alexia] Fica quieta! [Ao telefone] Dá pra você vir até aqui e convencê-la de que eu estou certa? [Pausa] Certo. Tchau [Para Alexia] Agora vê se você sossega e deixa de teimosia.
CENA 21 – INT. CASA DOS DANES
MATT entra na casa da namorada. Há dezenas de pessoas na casa, gente por todos os lados. MATT bate na porta do quarto da namorada e entra. ALEXIA está emburrada de braços cruzados, deitada em sua cama. BECKY está em pé olhando para a amiga com ar de reprovação.
BECKY: Ela está assim desde manhã.
MATT: O que você está sentindo?
ALEXIA: [Olhando para Becky] Raiva.
MATT: Alley…
ALEXIA: Eu estou com dor de cabeça já tem um tempo. Meu corpo dói, eu não consigo respirar direito, mas deve ser um resfriado, eu já tomei um comprimido, daqui a pouco passa. Não é nada que possa me impedir de sair. Além do mais, com esse bacanal lá fora eu posso ficar mais doente se eu ficar aqui.
Ouvem-se gritos vindos do lado de fora, e o barulho de alguém pulando na piscina. MATT coloca a mão na testa da namorada para verificar a temperatura.
MATT: Bela tentativa, mas você está com febre.
BECKY sorri.
BECKY: Eu disse que você estava doente.
PHILLIP entra no quarto da irmã repentinamente.
BECKY: Que susto, Phill.
ALEXIA: Não te ensinaram a bater antes de entrar não?
PHILL: Me falaram que viram o Matt subindo eu vim ver com os meus próprios olhos. [Para Matt]O que você está fazendo aqui no quarto dela?
MATT: A sua irmã tá doente.
PHILL: Ei, caipira, meu pai me deixou responsável por ela, e eu acho que ele não iria gostar de saber que eu deixei você entrar aqui. Então pode ir indo embora…
ALEXIA: Deixa de ser imbecil, Phill. O Matt pode entrar no meu quarto quantas vezes ele quiser.
ALEXIA levanta-se da cama e fica tonta. BECKY corre até a amiga para apóiá-la.
[MÚSICA FADE OUT]
[MÚSICA FADE IN – BOYS AND GIRLS, GOOD CHARLOTTE]
SCOTT entra no quarto correndo.
SCOTT: Vamos Phill! O Chad diz vai pular da árvore dentro da piscina.
PHILL: Eu estou de olho em vocês. [Aponta para Matt e Alexia]
Os dois garotos saem correndo do quarto.
MATT: Eu acho melhor te levar para a minha casa. Se você não melhorar, eu te levo no hospital.
BECKY: Concordo. Se a Alley ficar aqui, capaz do Phillip deixá-la morrer.
ALEXIA: Quanto drama, amiga. Eu já disse que eu estou bem.
O telefone de Matt toca.
MATT: É o Sam. Ele ficou de encontrar a gente lá no parque. [Atende o celular] Oi, Sam.
CENA 22 – EXT. PARQUE DE DIVERSÕES – NOITE
SAM: Onde você está?
MATT: [Voice Over] Na casa da Alley. Olha, cara, a Alley tá doente eu acho que não vai dá pra ir.
SAM: [Triste] Que droga! Eu sabia que isso era bom demais pra ser verdade.
CENA 23 – INT. CASA DOS DANES – QUARTO DA ALEXIA
MATT: Espera aí! Eu não vou poder ir com a Alley, mas eu acho que a Becky pode ir com você.
REBECCA se engasga.
ALEXIA: [Rindo] O que foi amiga? Ficou doente também?
MATT afasta o telefone da boca.
MATT: Não vai me dizer que você tem algo melhor para fazer?
BECKY: É… está bem.
ALEXIA: Becky?
BECKY: Eu posso ir com ele, mas não garanto que vou ficar perto dele quando chegar lá.
MATT: [Ao Telefone] Sam? Eu vou levar a Alley pra minha casa, você poderia levar a Rebecca o parque? [Sorri]Combinado.
MATT desliga o telefone. BECKY se constrange com o olhar de reprovação que Alexia desfere.
[MÚSICA FADE OUT]
CENA 24 – INT. CASA DOS MACKENZIE – QUARTO DE ANNA
ANNA está terminando de se aprontar para ir à festa. A garota se olha no espelho por um tempo e fecha os olhos.
[FLASHBACK]
[MÚSICA FADE IN – DANCING WITH MYSELF, THE DONNAS]
ANNA [Criança]: Eu não convidei você para a minha festa.
Ela fala com um menino parado em frente à sua porta.
PHILL [Criança]: Olha, pirralha. Você não convidou, mas alguém convidou. E os meus pais me obrigaram a vir. Você acha que eu iria perder tempo com festinhas de criança?
ANNA [Criança]: Pelo menos você trouxe um presente.
A menina toma o embrulho da mão do garoto e abre a porta por completo.
[FIM DO FLASHBACK]
ANNA escuta uma buzina e acorda de seu transe. A garota pega uma bolsa e sai do quarto.
ANNA passa pela mãe na sala ouvindo música e bebendo.
ANNA: Estou indo, mãe.
KATHERINE: Indo onde Mary Anna?
ANNA: Para a festa na casa do Phillip Danes.
KATHERINE: Se for dirigir não beba.
ANNA: Eu não tenho permissão para dirigir, mãe.
KATHERINE: Ah, não?
[MÚSICA FADE OUT]
ANNA pega as chaves de casa e sai. Do lado de fora MELISSA à espera dentro do carro.
MEL: Vamos logo! Eu tenho que devolver o carro antes da meia noite.
ANNA apressa-se e entra no carro.
CENA 25 – INT. CASA DOS DANES
[MÚSICA FADE IN – ALCOHOLIDAY, TEENAGE FAN CLUB]
MATT e REBECCA ajudam ALEXIA a descer as escadas. Ele dá a chave do carro para BECKY.
MATT: Abre a porta pra mim, por favor.
BECKY: Claro.
ALEXIA: [De olhos fechados] Eu consigo andar sozinha.
MATT: Segura em mim.
ALEXIA se apóia em MATT. PHILL, que está do outro lado da sala conversando com algumas pessoas, vê a irmã saindo com o namorado e corre até eles.
PHILL: Ei, ei! Pra onde você pensa que vai com a minha irmã?
MATT: Para a minha casa. Ela está doente.
Algumas pessoas que estavam por perto se aproximam para escutar a discussão.
PHILL: Vocês acham que me enganam? Tudo não passa de um planinho pra ela ir dormir na sua casa. Você pensa que eu sou otário?
MATT: Você está sendo agora.
ALEXIA: Phill, não faça um escândalo.
MATT anda na direção da porta deixando PHILLIP com muita raiva. As pessoas que estavam por perto riem do dono da festa que volta para onde estava. ALEXIA ri com dificuldade.
CENA 26 – EXT. CASA DOS DANES – NOITE
MATT e ALEXIA chegam ao carro, onde BECKY espera por eles. ALEXIA coloca a mão na cabeça e faz cara de dor.
ALEXIA: Eu acho que estou doente.
REBECCA olha para a amiga com um sorriso irônico na boca, enquanto ALEXIA se senta no banco de trás e deita a cabeça no colo da amiga. MATT entra no carro e olha para trás.
MATT: Está tudo bem aí?
BECKY: Está sim.
MATT: Então podemos ir.
ALEXIA: Matt…
MATT: O que foi?
ALEXIA: Eu deixei a minha nécessaire no quarto.
MATT olha para ALEXIA. Aparentemente ele não gostou muito da idéia de voltar no quarto dela.
MATT: Volto já!
Ele sai do carro, e corre até a porta da casa.
[MÚSICA FADE OUT]
MEL para o carro no meio da rua. A garota estaciona com uma rapidez incrível, mas longe da perfeição. Ela deixa o carro quase em cima do canteiro derrubando uma lata de lixo.
MEL: Ops.
As duas saem do carro rapidamente. Olham para o veiculo mal-estacionado e começam a rir.
MEL: [Para Anna] Não olhe para mim, você nem ao menos sabe dirigir. Eu vou voltar lá e tentar estacionar direito.
ANNA olha para a amiga com ar de hesitação.
ANNA: Eu acho que vou indo lá na festa e…
A garota morde o canto da boca
MEL: Pode ir. [Rindo] Eu não vou demorar.
CENA 27 – INT. CASA DOS DANES – SALA
[MÚSICA FADE IN – BAD CASE OF A BROKEN HEART, THE ATARIS]
MATT já havia pego a coisas da namorada e estava abrindo a porta para sair quando deu de cara com ANNA, que iria tocar a campanhia.
MATT: Você aqui?
ANNA: Er…oi…
MATT: Anna Mackenzie na festa do Phillip Danes!
ANNA: [Séria] Eu fui convidada.
MATT: Eu fico tentando imaginar qual é o seu jogo.
ANNA: Jogo? Eu não estou jogando, eu estou vivendo.
ANNA tenta passar, mas MATT se põe na frente dela.
MATT: Eu não conheço mais você … não sei por que me surpreendo!
ANNA: E eu não sei por que estou aqui batendo boca com você sendo que eu poderia estar lá dentro com pessoas que tem ao menos um pingo de educação comigo!
MATT ia responder quando vê MEL se aproximar
MEL: Matt?!
MATT: Você também?
MEL: Matt, espera aí…Eu só…A gente só…
MATT: Que seja, Melissa! Divirtam-se vocês duas.
MELISSA hesita em ir atrás do amigo. Ela o assiste sair da casa dos Danes, entrar em seu carro. Ela nem percebe quando SCOTT se aproxima.
SCOTT: Ora, ora, ora. É o fim do mundo!
ANNA: Scott…
SCOTT: Ouvi dizer que você mudou…
ANNA: E eu ouvi dizer que você continua o mesmo.
SCOTT coloca a mão no coração.
SCOTT:[Fingindo dor] Ai.
[MÚSICA FADE OUT]
[MÚSICA FADE IN – SAM DIMAS HIGH SCHOOL FOOTBALL TEAM RULES, THE ATARIS]
PHILL se aproxima dos três com uma corda na mão.
PHILL: [Bêbado] Eu sabia que você viria. [Encara Mel] Melissa, certo? Como você está … diferente.
MEL sorri com desprezo.
PHILL: Fiquem a vontade … a casa é de vocês!
ANNA: Na verdade, não vamos ficar, já estamos indo!
MEL: Estamos?
PHILL: Ah! Não estão não!
MELISSA olha para a corda na mão do rapaz. PHILLIP percebe e sorri.
PHILL: Não se preocupa que eu não vou amarrar vocês não. Porque eu sou legal!
SCOTT: É, o Phillip é legal!
ANNA franze a sobrancelhas.
ANNA: Fica pra próxima, ok? Vamos, Melissa.
MEL: Vamos.
MEL não parece está com cara de quem quer ir embora. A festa está bastante animada, a música alta e muita gente dançando, correndo pelos espaçosos jardins da mansão. A garota sorri para alguns rapazes bêbados, mas somente por pura gozação. PHILL se coloca na frente das meninas bloqueando a passagem. SCOTT faz o mesmo, imitando o amigo.
ANNA: Divirta-se Phill.
A garota pega a ruiva pelo braço e a puxa para fora da casa. SCOTT olha para o amigo e começa a rir. PHILL dá um soco no braço do amigo, que fica quieto imediatamente.
PHILL: Vamos logo com isso.
PHILL balança a corda em sua mão.
[MÚSICA FADE OUT]
CENA 28 – INT. CASA DOS GRAHAM – SALA – NOITE
LOU entra na sala escura de sua casa. Ela percebe que MATT havia saído e respira fundo. A mulher, aparentemente cansada, joga as suas coisas em cima do sofá e senta em um das poltronas da sala. Ela tira suas botas e põe os pés em um pufe.
LOU: Pensei que esse dia não fosse acabar.
Ela solta o cabelo e inclina a poltrona para trás.
LOU: Eu preciso de um banho quente, cheio de espuma. Espuma bem branquinha. Eu poderia me casar com uma espuma agora… Vamos, Lou. Deixa de conversa maluca e levanta. Não consigo me mover. Agora, levanta! No três. Um, dois, três!
Ela faz um grande esforço e se levanta da cadeira. Pega suas coisas e vai para seu quarto.
CENA 29 – EXT. CASA DOS DANES – PISCINA – NOITE
Os garotos gritam ao ver que PHILL estava em cima da árvore. Todos da festa observam o dono da casa amarrar a corda em um dos galhos. Ele espera por alguns segundos antes de pular na piscina. Ele nada até a borda e sobe até a superfície.
PHILL: [Grita] Quem vai ser o primeiro?
Nenhum voluntário se manifesta.
PHILL: Ora, não é tão difícil. É só fazer igual ao Tarzan.
O garoto se pendura na corda e grita, caindo dentro da piscina. As pessoas aplaudem. PHILLIP volta para a superfície novamente e aponta para SCOTT.
SCOTT: Não, não.
PHILL: Que é isso, cara? Vai amarelar agora?
SCOTT:[Ri nervoso] Eu passo.
PHILL: Eu “passo”. Que papo mais idiota é esse?
A multidão começa a vaiar. PHILL puxa o coro e todos começam a gritar.
TODOS: Covarde! Covarde!
SCOTT olha para a corda, apreensivo.
CENA 30 – EXT. ESTRADA – NOITE
MEL: Divertido, não?
ANNA: Desculpa ter estragado a sua noite. Ainda quer ir ao parque?
MEL: Não, não. É melhor eu ir para casa.
ANNA: Desculpa pelo Matt, eu não imaginava que ele estaria lá.
MEL: Nem eu. Mas eu não quero falar dele, ok?
ANNA: Tudo bem.
CENA 31 – INT. CASA DOS GRAHAM – QUARTO DE MATT – NOITE
MATT entra com ALEXIA nos braços. BECKY trazia as coisas da amiga e ajuda MATT a instalá-la em seu quarto. MATT coloca ALEXIA na cama e a cobre. Um carro chega do lado de fora, o garoto olha pela janela.
MATT: [Fala baixo] É o Sam.
REBECCA pega sua bolsa e suspira.
BECKY: Cuida bem dela.
MATT: Pode deixar. Becky?
REBECCA que já se dirigia a porta, para e olha para MATT.
BECKY: O quê?
MATT: Obrigado por sair com o Sam.
BECKY sorri timidamente.
BECKY: Isso não é um favor.
A garota sai do local.
CENA 32 – EXT. CASA DOS GRAHAM – NOITE
REBECCA se aproxima do carro, SAM tenta esconder seu nervosismo. Ele abre a porta para a garota entrar, ela agradece com um sorriso desconfortável.
CENA 33 – INT. CASA DOS GRAHAM – NOITE
LOU entra no quarto do MATT e encontra seu sobrinho sentado em uma cadeira do lado da cama. Ela estranha ao ver ALEXIA deitada na cama, e faz um sinal para que ele venha até ela. MATT levanta-se e empurra a TIA para fora do quarto.
MATT: Eu posso explicar.
LOU: Então explique.
MATT: A Alley não estava passando bem, então eu achei melhor trazê-la para cá.
LOU faz uma cara de que não estava muito convencida.
LOU: Você precisa melhorar suas desculpas, Matt.
MATT: Não, Lou. Não é mentira. Os pais da Alexia viajaram.
LOU mostra-se incomodada quando o garoto menciona os pais da namorada.
MATT: E o irmão dela resolveu dá uma festa. E a Alley não podia ficar lá, ela tá com dor de cabeça, febre, um pouco enjoada.
LOU: Não acha melhor levá-la ao médico?
MATT: Achar eu acho, mas ela faria um escândalo. A Alley não gosta de hospital, e ela é muito teimosa para aceitar que tem que ir a um.
LOU inclina a cabeça para o lado.
LOU: Tudo bem. Mas você não vai dormir na cama com ela, ouviu?
MATT sorri e concorda.
LOU: Agora eu vou dormir.
MATT: Cedo assim?
LOU: Vamos dizer que o dia foi muito longo e que no meu mundo, “cedo” foi há cinco horas atrás.
Ela passa a mão na cabeça do sobrinho e sai.
CENA 34 – EXT. CASA DOS MACKENZIE – NOITE
MEL estaciona o carro na frente da casa dos Mackenzie. ANNA acena ao sair do carro e espera na frente da sua casa o carro desaparecer na escuridão. ANNA olha para a porta e olha para a rua.
CENA 35 – EXT. CASA DOS DANES – NOITE
SCOTT olha nervoso para os lados. Todos estavam apontando para ele e pedindo para que ele repetisse o gesto do PHILLIP.
PHILL: Vamos, Scott. Mostre que você é homem de verdade.
SCOTT se aproxima de PHILL e cochicha.
SCOTT: Você sabe que eu não gosto de altura.
PHILL: Vai ser legal, cara, como montar um cavalo. Você sente a adrenalina.
As pessoas ficam olhando para os dois.
CENA 36 – EXT. ESTRADA – NOITE
[MÚSICA FADE IN – BEAUTIFUL SOUL, JESSE McCARTNEY]
SAM e BECKY estão no carro. Ele olha discretamente para REBECCA, que estava com a cabeça encostada na janela. A garota percebe que SAM estava olhando para ela e sorri.
BECKY: Ouvi dizer que você toca guitarra.
SAM olha para a estrada rapidamente.
SAM: [Nervoso] É… sim, toco violão, flauta, várias coisas.
BECKY: Legal.
Os dois voltam a ficar em silêncio.
BECKY tamborila com os dedos na janela.
SAM: Você gosta de montar?
BECKY olha para Sam assustada.
BECKY: O quê?
SAM tenta se explicar.
SAM: [Nervoso] De montar cavalos. Os seus pais têm um haras, não?
BECKY: Ah, sim, eles têm. Mas eu não gosto de montar.
SAM: Ah…
BECKY fica olhando para SAM.
BECKY: Você poderia tocar para mim algum dia.
SAM sorri.
BECKY: O que foi?
SAM: [Sorrindo] Nada.
BECKY: Fala. Eu disse algo errado?
SAM olha para BECKY.
SAM: Eu toco o que você quiser.
Os dois se olham por um momento, mas BECKY desvia o olhar.
BECKY: Olha só, chegamos.
SAM estaciona o carro perto do parque e REBECCA mal espera o carro parar e sai do carro. Ela dá alguns passos e olha para trás. A garota vê SAM vindo em sua direção, ela suspira e para de andar.
SAM: Você quer alguma coisa? Eu posso pegar para você.
BECKY: Na verdade sim. Eu queria muito algodão doce.
SAM sorri, ainda nervoso. Os dois caminham até a entrada do parque. BECKY olha para a roda gigante.
SAM: Fica aqui na fila que eu vou comprar o algodão doce.
BECKY: Ok.
REBECCA sorri ao perceber a gentileza de SAM.
BECKY: É… acho que isso não vai ser tão ruim assim.
CENA 37 – EXT. RUA – NOITE
[MÚSICA FADE OUT]
ANNA está andando sozinha no escuro, ela apressa o passo e olha para os lados. O local era deserto, e havia apenas uma casa no local. ANNA se aproxima de um imenso cercado branco, onda há um grande portão de madeira. A garota abre o portão e entra no local, respirando fundo antes de continuar sua caminhada. Ela olha para a caixa de correio escrito Graham, e fica visivelmente apreensiva, enxugando o suor de suas mãos na roupa antes de tocar a campanhia. ANNA afasta-se alguns passos da porta, e percebe que a luz do quarto de MATT acendeu. O garoto coloca a cabeça para fora e fica parado olhando para ANNA. Ele entra novamente em seu quarto e apaga a luz. A garota baixa a cabeça e olha para os lados. Ela dá uma risada e balança a cabeça.
ANNA: Você esperava o que, Anna? Que ele descesse correndo?
A garota se prepara para deixar o local quando alguém abre a porta. Ela se vira e vê MATT olhando para ela.
CENA 38 – EXT. PARQUE DE DIVERSÕES – NOITE
SAM encontra BECKY e entrega o algodão doce para ela. REBECCA sorri e os dois se olham por alguns segundos.
GAROTA: [Taylor Cole] Re-be-cca!
REBECCA e SAM se assustam com o grito dado pela garota.
BECKY: Christy?
CHRISTY: Você e o cara da banda da escola? Eu não acredito!
Outras duas garotas que acompanhavam CHRISTY começam a rir.
CHRISTY: O que você está fazendo com essa criatura?
A garota aponta para SAM, ignorando todo e qualquer sentimento que o rapaz possa ter. SAM olha com raiva para CHRISTY, mas antes de esboçar qualquer reação REBECCA toma a frente da situação.
BECKY: [Nervosa] Eu não estou com ele! Você acha que estou louca?
BECKY olha para SAM e vê que o garoto olha para ela com desprezo.
BECKY: Ele só estava me fazendo um favor.
A garota pega o outro algodão doce da mão do rapaz.
BECKY: Muito obrigado… como é seu nome mesmo? Sam? Depois eu te pago.
As três meninas riem de SAM.
SAM: Eu pensei que você fosse diferente.
Ele balança a cabeça e sai do local.
GAROTA 2: Eu acho que ele vai chorar!
CHRISTY: Agora sim, Becky. Pensei que você tinha vindo com aquele retardado pro parque!
BECKY: Eu e o Sam?
REBECCA sorri para as amigas e olha SAM ir embora. A garota para de sorrir e olha para o algodão doce.
CENA 39 – EXT. CASA DOS DANES – NOITE
SCOTT: Eu não acredito que eu vou fazer isso.
PHILL dá uma tapinha cordial nas costas do amigo.
PHILL: [Grita] Senhoras e senhores, Scott Sawyer vai pular!
As pessoas que estavam no local batem palmas e SCOTT se dirige até a árvore vagarosamente. Ele tenta sorrir ao se aproximar, segura a corda com força e dá alguns passos para trás. Ele corre e fecha os olhos.
CENA 40 – EXT. PARQUE DE DIVERSÕES – NOITE
REBECCA está saindo da roda gigante com as amigas, quando seu telefone toca.
BECKY: [Rindo] Alô?
A garota muda de expressão imediatamente. Seus olhos se enchem de lágrima.
BECKY: [Nervosa] Onde que ele está?
SAM está sentado em um banquinho, observando BECKY de longe com suas amigas, ele vê que a garota se distancia um pouco, parecia estar falando com alguém no telefone. Ela desliga, parecia um pouco nervosa, ela fala alguma coisa para as amigas e sai do local totalmente atordoada. REBECCA para ao vê SAM sentado no banco.
SAM: Você está bem?
BECKY: Meu irmão…sofreu um acidente! O Scott [Gaguejando] eu… ele, eu…
SAM se levanta e pega a chave do carro em seu bolso.
SAM: Vamos, eu te levo.
REBECCA olha para SAM, como se não acreditasse no que ele estava fazendo mesmo depois de toda aquela cena que ela fez.
BECKY: Eu… Sam… Obrig…
SAM: [Friamente] Olha, não fala nada. Me diz onde ele está e eu te levo lá.
REBECCA concorda e vai com SAM até o carro.
BECKY: Obrigada.
SAM não responde.
CENA 41 – EXT. CASA DOS GRAHAM – NOITE
[MÚSICA – DEEP INSIDE OF YOU, THIRD EYE BLIND]
ANNA se aproxima de MATT; o garoto fecha a porta e encosta na parede.
ANNA: Matt, olha. Não fala nada. Por favor me escuta.
O garoto respira fundo e cruza os braços.
ANNA: Eu não queria que as coisas fossem assim, mas a vida toma caminhos que nem sempre a gente aceita. Nós éramos tão felizes. Você me completava, e eu completava você, e apesar de sermos apenas crianças entendíamos que nós éramos uma só pessoa. Você não imagina o quanto foi difícil ter que me separar de você e toda essa minha resistência só me causou mais dor. Minha mãe sempre sabotou qualquer possibilidade de eu vir para cá. Eu esperava que algum dia uma mágica me trouxesse de volta para sua vida… até que minha infância e inocência foram ficando para trás, e a realidade foi consumindo qualquer esperança que eu tinha. Eu mudei, me tornei uma pessoa fechada, insegura, fria. Eu não seria capaz de sofrer tudo de novo então resolvi que jamais me apegaria a alguém novamente. Você sempre foi o único amigo verdadeiro que eu tive. Não foi mágica que me trouxe de volta à Tulsa e sim o divórcio dos meus pais. Apesar disso eu estou feliz por ter voltado, estou começando a reconquistar o que eu perdi, e eu vim aqui pra te dizer que eu quero meu melhor amigo de volta. E eu vou conseguir.
MATT tenta falar algo, mas desiste, apenas olha para ANNA. A garota sabia que era hora de ir embora. MATT apenas observa a garota saindo pelo portão de sua casa, vai até a porta, olha para trás e entra.
[MÚSICA FADE OUT]
CONTINUA …
ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham
ATORES CONVIDADOS
Paula Cale como Katherine Mackenzie
Todd Field como Wilson Danes
PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
Taylor Cole como Christy
Justin Riordan como jovem Phillip Danes
Keaton Tyndall como jovem Anna Mackenzie
MÚSICA TEMA Promises, Lillix
TRILHA SONORA
Turn, Travis Lost Without Each Other, Hanson Powerless, Nelly Furtado Something I Never Had, Lindsay Lohan
Série: Being Erica Episódio: Sins of the Father Temporada: 4ª Número do Episódio: 4×05 Data de Exibição no Canadá: 24/10/2011
Eu não consigo decidir o que acho da volta do Kai. A única coisa que parece certo é que problemas virão. Talvez seja bom para a história, talvez só sirva para estragar o que estava “perfeito”. Mas que não será simples, isso está meio na cara.
Já a vida do Dr. Tom parece que começa a entrar nos eixos. O episódio foi praticamente dele. Descobrimos que a mulher que ele reencontra é sua ex-noiva e todo o ressentimento que ele guardava vinha do fato dela ter trocado ele pelo melhor amigo. Acontece que não foi bem assim que a história aconteceu. Ainda serviu para vermos um pouco da vida da Dra. Naadiah fora do trabalho. Aliás, a personagem anda bem mais simpática.
Quantas vezes na vida estamos certos de nossas decisões, e no que seria melhor para nossa vida, principalmente porque temos como exemplo pessoas a quem respeitamos nos guiando para um determinado caminho mesmo sem ter essa intenção? Dr. Tom sempre acreditou que saberia conviver bem com a solidão dedicando sua vida ao trabalho porque seu pai foi feliz assim. Só que suas certezas caem por terra quando o seu pai durante uma conversa deixa claro que se arrependeu de muitas atitudes e/ou decisões durante sua vida.
Erica precisa lidar com o retorno de Kai e o ciúme de Adam. Ela tem a ideia de aproximar os dois mas nada sai como ela planejava. Eles até se entendem – em 2018 a Irlanda irá vencer o Brasil na final da Copa do Mundo. Ha! – mas por mais que Erica não queira enxergar, Kai continua apaixonado por ela e Adam percebe isso. E por mais que eu compreenda o lado dele, Adam, proibir a namorada de ver o amigo é uma decisão que sempre acaba dando errado. Duvido que a Erica obedeça. E talvez isso possa afastá-los ainda mais.
Série: The Walking Dead Episódio: Bloodletting Temporada: 2ª Número do Episódio: 2×02 Datas de Exibição nos EUA: 23/10/2011 Datas de Exibição no Brasil: 25/10/2011
O segundo episódio prova aquilo que comentei na review passada: o problema da estreia foi seu tamanho. Com menos tempo, o episódio foi mais enxuto e tudo fluiu de maneira muito mais orgânica.
A tensão esteve presente desde o começo, com Rick correndo com seus filho ferido nos braço, sendo acompanhado por Shane e Otis, o homem que atirou acidentalmente em Carl. Eles chegam na fazenda de Hershel, patrão de Otis, que começa uma corrida contra o tempo para salvar o menino.
Além de apresentar muito bem esses personagens, que também possuem seus dramas (Hershel perdeu esposa e enteado na praga zumbi), ficamos o tempo inteiro atentos à tudo que acontece. Otis, um bom homem, sofre pelo ato acidental que acabou de cometer, Rick sente-se culpado pelo que aconteceu ao filho e Shane, talvez enfrentando um conflito interno gigante por causa de sua relação com Lori, faz o possível para consolar o amigo.
Falando em Lori, a jovem Maggie, filha de Hershel, vai à cavalo buscá-la para que ela fique junto da família. Essa cena também é muito boa, já que Maggie, de quebra, ainda salva Andrea de um zumbi.
Aliás, esse é o núcleo ainda um tanto problemático da série. O personagem T-Dog, desde quando conseguir a façanha de derrubar uma chave de algemas dentro de um cano não me desce muito e parece não melhorar. Um amigo meu acha que ele está se tornando um zumbi e, embora eu não acredite nisso, nada me faria mais feliz.
Já o desaparecimento de Sophia, sinceramente, espero que tenha uma explicação melhor do que apenas a estupidez da menina, pois vai parecer que foi só desculpa para enfiar todo mundo no mato e fazer Carl levar um tiro. Aqui cabe uma pequena explicação, o tiro de Carl é o que aproxima Rick e sua trupe da fazenda de Hershel nas HQs, mas é ligeiramente diferente, uma vez que as duas versões do menino não se parecem em quase nada.
Bem, fora isso, só pontos positivos no episódio. O sofrimento de Carl ao ter um dos estilhaços retirado, a impotência de Rick e seu sacrifício ao doar sangue, a conversa dele sobre fé com Hershel e Otis e Shane arriscando-se para conseguir os equipamentos médicos necessários para salvar Carl. Cenas dramáticas de muita qualidade, com um destaque ao Otis, muito bom ele tentando se redimir.
Sobre a cena final, tensão ainda maior do que a apresentada no episódio anterior, pois a dupla precisa passar por uma multidão de zumbis. Eles até conseguem o equipamento, mas acabam cercados e presos, enquanto a situação de Carl piora.
Sensacional, um cliffhanger para deixar qualquer um na ponta do sofá, já que conseguiram deixar uma situação já complicada em uma sem nenhuma solução aparente. Espero muito ser surpreendido no próximo.
Acho que The Walking Dead encontrou de novo seu ritmo.