Todo final do ano é sempre a mesma coisa. Seja em casa, no trabalho, na escola, sempre rola um Amigo Secreto (ou Oculto). No mundo das séries não seria diferente, então resolvemos preparar uma super troca de presentes entre personagens queridos pela nossa equipe.
Convidamos a Dra. Yang para comandar esse evento que trouxe das terras geladas o Robb Stark para animar – e proteger – a festa. Depois da meia-noite, os vampiros Bill Compton e Damon Salvatore apareceram, e quem já estava por lá era a professorinha Jess Day, o cientista Walter Bishop e seu xará Walter White. Para ajudar Cristina Yang, Barney Stinson e a boa esposa Alicia Florrick. Supervisionando toda a turma: a elegante e responsável Brooke Davis. A diversão estava garantida.
Depois de muita bebedeira e várias saias justas, veja como foi o Amigo Secreto da turma das séries, e tente adivinhar quem tirou quem.
Brooke Davis – O meu amigo secreto tem uma personalidade forte mas uma ponto fraco bem visível. Para acabar com esse problema e adicionar um pouco de estilo na vida do meu ‘bom’ amigo, darei um combo da Clothes Over Bro’s: um chapéu e um gorro preto para ele usar em todas as ocasiões e para cobrir com charme sua careca. Os adereços estão em alta e, além de tudo, servem para as noites frias desse inverno.
Jess Day – *Cantando* O seu nome saiu em um pedaço de papel, logo sou que esse seria o meu amigo secreto. O amigo secreto da Jess! Ah, escolher esse presente foi bem fácil, meu amigo secreto e eu somos muitos parecidos, em outra realidade poderíamos ser da mesma família. Assim como eu adoraria ganhar o que eu escolhi, meu ‘Bmigo’ – entenderam? entenderam? *risos* – vai ficar emocionado com o LP do Tears For Fears que eu comprei. Quando ele cansar do lado A, pode ser feliz ouvindo o lado B.
Robb Stark – Em meio à guerra, não tive tempo para pensar no presente ideal para minha excêntrica amiga secreta. Mas creio que ela irá ficar feliz com a armadura sob medida que mandei confeccionar. Ela poderá ser utilizada em peças de teatro, apresentações com sinos, servir como figurino para suas imitações ou até como decoração para sua casa. Tenho certeza que ela irá adorar o brasão dos Stark do escudo.
Cristina Yang – Meu amigo secreto tem alguns problemas para resolver. E como ele não pode usar as salas de operação como terapia, comprei livros que lhe serão muito úteis. Eles contêm dicas preciosas de como conquistar a humana amada, controlar seu gênio e adquirir hábitos “vegetarianos” saudáveis. Tenho certeza que ele será outro homem depois de ler a saga Twilight completa.
Walter Bishop – Somente pessoas muito obtusas são traídas tantas vezes. Aqui, acho que o caso seria para um transplante encefálico, mas como não achei um cérebro compatível, decidi desenvolver um protótipo que, acoplado ao corpo, irá emitir alertas sonoros, sempre que algum traidor se aproximar. Isso, por óbvio, se os implantes subcutâneos estranhos não amedrontarem a destinatária do presente. E, como acompanhamento, um milk shake de morango.
Bill Compton – Caros e caras, meu respeito por suas tradições vai além da política da boa vizinhança. Desde a minha época de humano, sou fã das festividades do fim do ano. Para comemorar comigo, estou presenteando a minha amiga secreta com um belo vestido vermelho e um vinho italiano conseguido por mim depois de muita luta – literalmente. Tenho certeza que ela ficará linda de vermelho e o vinho tornará tudo mais fácil, quer dizer, romântico.
Walter White – Meu amigo secreto cresceu muito em pouco tempo, se tornou um líder ainda jovém e deverá enfretar muitos inimigos pela frente. Deste modo, levei em consideração um presente que possa dar uma certa vantagem ao meu amigo sempre que for preciso oferecer banquete aos inimigos para selar um acordo. Com este presente ele não precisará se preocupar com acordos, apenas com a vitória. O presente é um frasco de Ricina, que mata sua vítima em alguns dias e é bastante difícil de ser identificada, ainda mais na época que meu amigo vive.
Alicia Florrick – Sou perita nesse assunto e por isso pensei em presentear meu amigo secreto com um livro sobre traição. Entretanto, os dramas pessoais dessa pessoa vão além de uma pulada de cerca ou punhaladas pelas costas. Aqui está amiga, uma coleção de capa dura com detalhes em fios de ouro de todas as peças do dramaturgo William Shakespeare. Tenho certeza que você irá adorar ler histórias sobre insegurança, traição, conspiração, amores perdidos… um prato cheio para quem vive por um fio!
Barney Stinson- Senhores, fiz questão de presentear meu amigo com uma versão exclusiva da minha própria coletânea “Fique Ligadão” – a coletânea que sobe o tempo inteiro. A música mais famosa desse cd “You Give Love a Bad Name” do Bon Jovi vai cair como uma luva para embalar as aventuras sexuais do meu amigo secreto. Com a música certo e o ambiente certo, meu amigo não vai deixar ninguém escapar!
Damon Salvatore – Quando descobri que meu amigo já se fantasiou de piloto Top Gun para o Halloween de 2005 não pensei duas vezes: humanos gostam de fazer cultos estranhos, então achei bacana encomendar um pôster daquele ator Tom Cruise. Meu amigo poderá pendurá-lo na parede e venerar o personagem que pode até servir de inspiração para uma de suas ilusões.
***
Confira quem tirou quem no nosso Amigo Secreto
Walter White tirou Robb que tirou Jess que tirou Walter Bishop que teve o nome da Alicia sorteado e ela tirou a Dra. Yang que tirou o Damon que tirou o Barney que sorteou o vampiro Bill que tirou a Brooke Davis que tirou o Walter White.
Textos de Anderson Narciso, Mariela Assmann, Maria Clara Lima e Túlio Bittar.
A série de TV Os Pioneiros [Little House on the Prairie, no original] era adaptada de uma série de livros homônima escritos por Laura Ingalls Wilder. Laura escrevia sobre a família, os amigos e a vida em 1870 no oeste norte-americano: temas como a conquista dos primeiros colonizadores do oeste selvagem atraíam o público, mas Os Pioneiros não abordava apenas esse aspecto. No episódio Back to School, que abriu a sexta temporada e estreou em duas partes nos dias 17 e 24 de setembro de 1979, os Ingalls têm de lidar com o fato de que Laura cresceu e está apaixonada.
Mais do que isso, Laura está determinada a conquistar Almanzo Wilder e a afastar Nellie Oleson, arquiinimiga de Laura que também se interessa pelo rapaz. Nellie acaba de ganhar um hotel & retaurante da mãe, que tem esperanças de conseguir um marido adequado para a filha com esses dotes. Um bom plano, se pelo menos mãe e filha dispusessem também dos dotes culinários.
Série: Two And A Half Men Episódios: One false move, Zimbabwe! Temporada: 9ª Número dos Episódios: 9×12 Datas de Exibição nos EUA: 12/12/2011
Posso afirmar que esta nona temporada está cheia de altos e baixos. O final do último episódio havia me deixado esperançosa em relação a Bridget, Rose e Walden, porém este episódio de natal me deixou um tanto decepcionada.
Estávamos acostumados a episódios de natal com Alan tentando manter a tradição, Evelyn demonstrando sua indiferença familiar e Charlie querendo fugir para se embebedar e dormir com a primeira que aparecesse. Fiquei decepcionada em pouparem Evelyn e Jake do episódio de Natal, restringindo somente à Walden e sua mãe (e Alan que ficou super deslocado na situação). Evelyn nem deu as caras e Jake preferiu passar o natal com Eldridge, aquela mula disfarçada de adolescente.
Mas com tantas coisas pra acontecer, o máximo que eles conseguiram foi arranjar um irmão gorila para Walden? Que bizarro. A atriz que interpreta Robin, a mãe de Walden é um rosto famoso. Mimi Rogers participou de dezenas de séries, incluindo Arquivo X, e incontáveis filmes, por isso muita gente ficou com aquela sensação de que já tinha visto aquela mulher antes.
Achei interessante o fato de Alan ter se interessado por Robin, nada mais justo. Walden pegou a mãe de Alan, então chumbo trocado não dói. Só fiquei triste por ela não ter dado muita bola pra Alan, daí ficou aquele climão estranho e ele ficou como um intruso na situação.
Mais uma vez notamos que o modo de Walden enxerga o relacionamento é diferente de Zoey. Ele quer que as coisas fiquem mais sérias e ela, nada. Nem vimos a cara da filha pequena que ela tem (acho que seria uma boa oportunidade para diálogos engraçados). Quero que Bridget apareça stalkeando os dois no maior estilo Rose! Seria ótimo!
Pude dar umas risadas tímidas, mas sinceramente achei a história principal muito sem graça. Walden descobrir que tem um “irmão” gorila e pensar que se fizer alguma coisa errada será mandado para selva? Me poupe! Não achei engraçadas nem aquelas cenas parodiando King Kong no telhado da casa de Zoey com o helicóptero, as luzes e a fúria de Walden com os humanos. Foi fraco, bem fraco.
O único diálogo que valeu a pena:
– Um dia ele foi embora. Você me disse que ele tinha voltado para selva
Walden
– Não tínhamos escolhas, ele estava ficando muito grande e tentou matar uma testemunha de Jeová
Robin
– Para ser justo, quem nunca…
Alan
– Agora não, Alan! Acabei de descobrir que meu irmão era um gorila. É importante
Walden
– E meu irmão era um porco
Alan
– Eu disse, agora não, Alan!
Walden
Agora Walden conhece os pais de Zoey, já sabe a verdade sobre o seu passado e Alan teve uma quedinha por Robin. Provavelmente esses fatores darão um novo ânimo a série, mas será que eles darão conta de enrolar essa história que já deu o que tinha que dar? Vamos aguardar…
Série: Being Erica Episódio: Dr. Erica Temporada: 4 Número do Episódio: 4×11 Data de Exibição no Canadá: 12/12/2011
Erica:
Tudo que tem um começo, tem um final. O dia vira noite, o verão vira o outono. No fundo nós sabemos que por mais que desejássemos o contrário, num mundo “governado” pelo tempo não é possível haver começo sem um final.
Alicia Silverstone, mais conhecida pelo papel de Cher no filme hit dos anos 90, As Patricinhas de Bervely Hills, e pelas participações nos clipes da banda Aerosmith, fará uma aparição na série da ABC Suburgatory. Segundo o site TVLine, a personagem de Alicia terá um provavel relacionamento amoroso com o personagem de Jeremy Sisto, o George.
Jeremy e Alicia contracenaram juntos em As Patricias de Bervely Hills. A participação da atriz em Suburgatory marca o reencontro dos atores 17 anos após o filme.
O último papel importante de Silverstone na televisão foi na série Miss Match de 2003, na qual ela interpretava uma advogada casamenteira. Esse ano, Alicia participou de um episódio de Children’s Hospital.
Suburgatory estreou no Brasil no dia 31 de outubro e é exebido todas às segundas às 20h30 na Warner Channel.
A Hollywood Foreign Press Association anunciou nesta manhã do dia 15 de dezembro os indicados para o 69º Globo de Ouro. A premiação contempla as melhores performances e produções do ano nas categorias de filme e televisão. Entre as séries indicadas, merecem destaque as novatas Homeland, Game Of Thrones, Enlightened, Episodes e New Girl. Série consagradas como Grey’s Anatomy, House e Dexter ficaram de fora da premiação esse ano.
O novo sucesso da Showtime, Homeland, recebeu indicações para Melhor Série de Drama e também para Melhor Ator e Atriz em Série de Drama, com Damian Lewis e Claire Danes. Já Game of Thrones recebeu, além de Melhor Série, indicação para Melhor Ator Coadjuvante com Peter Dinklage. A comédia New Girl, indicou a Zooey Deschanel como Melhor Atriz de Comédia ou Musical e está concorrendo como Melhor Série de Comédia ou Musical junto com Glee. Já Episodes pode dar o primeiro Globo de Ouro Matt LeBlanc, e Enlightened pode dar mais um prêmio para Laura Dern.
As minisséries Downtown Abbey e Mildred Pierce receberam o maior número de indicações, 4 cada uma. A HBO foi a emissora com o maior número de indicações, 18 no total. A Showtime foi indicada 8 vezes e a ABC ficou com 4 indicações. A Fox e a NBC tiveram 3 indicações cada uma.
Confira a lista de indicados ao Globo de Ouro 2012
Melhor Série – Drama
“American Horror Story”
“Boardwalk Empire”
“Boss”
“Game of Thrones”
“Homeland”
Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme
Peter Dinklage, “Game of Thrones”
Paul Giamatti, “Too Big to Fail”
Guy Pearce, “Mildred Pierce”
Tim Robbins, “Cinema Verite”
Eric Stonestreet, “Modern Family”
Melhor Filme – Drama
“Os Descendentes”
“Histórias Cruzadas”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Tudo Pelo Poder”
“O Homem que Mudou o Jogo”
“Cavalo de Guerra”
Melhor Filme de Comédia ou Musical
“50%”
“The Artist”
“Missão Madrinha de Casamento”
“Meia Noite em Paris”
“My Week with Marilyn”
Melhor Ator em Filmes de Drama
George Clooney, “The Descendentes”
Leonardo DiCaprio, “J. Edgar”
Michael Fassbender, “Shame”
Ryan Gosling, “Tudo Pelo Poder”
Brad Pitt, “O Homem que Mudou o Jogo”
Melhor Atriz em Filmes de Drama
Glenn Close, “Albert Nobbs”
Viola Davis, “Histórias Cruzadas”
Rooney Mara, “Os Homens que não Amavam as Mulheres”
Meryl Streep, “A Dama de Ferro”
Tilda Swinton, “We Need To Talk About Kevin”
Melhor Atriz em Filmes de Comédia ou Musical
Jodi Foster, “Carnage”
Charlize Theron, “Jovens Adultos”
Kristen Wiig, “Missão Madrinha de Casamento”
Michelle Williams, “My Week with Marilyn”
Kate Winslet, “Carnage”
Melhor Ator em Filmes de Comédia ou Musical
Jean Dujardin, “The Artist”
Joseph Gordon Levitt, “50%”
Ryan Gosling, “Amor a Toda Prova”
Brendan Gleeson, “O Guarda”
Owen Wilson, “Meia Noite em Paris”
Kenneth Branagh, “My Week with Marilyn”
Albert Brooks, “Drive”
Jonah Hill, “O Homem que Mudou o Jogo”
Viggo Mortensen, “Um Método Perigoso”
Christopher Plummer, “Toda Forma de Amor”
Melhor Diretor – Filme
Woody Allen, “Meia Noite em Paris”
George Clooney, “Tudo Pelo Poder”
Michel Hazanavicius, “The Artist”
Alexander Payne, “Os Descendentes”
Martin Scorsese, “A Invenção de Hugo Cabret”
Melhor Roteiro – Filme
“Meia Noite em Paris”
“Tudo Pelo Poder”
“The Artist”
“Os Descendentes”
“O Homem que Mudou o Jogo”
Melhor Filme de Animação
“As Aventuras de Tintin”
“Arthur Christmas”
“Carros 2”
“Gato de Botas”
“Rango”
Melhor Filme Estrangeiro
“Flowers of War”
“The Land of Blood and Honey”
“The Kid with A Bike”
“A Separation”
“The Skin I Live In”
Melhor Trilha Original – Filme
“The Artist”
“W.E”
“Os Homens que não Amavam as Mulheres”
“Cavalo de Guerra”
“A Invenção de Hugo Cabret”
Melhor Música Original – Filme
“HELLO HELLO” — “Gnomeo & Juliet”
Música de Elton John
Letra de Bernie Taupin
“THE KEEPER” — “Redenção”
Música e Letra de Chris Cornell
“LAY YOUR HEAD DOWN” — “Albert Nobbs”
Música de Brian Byrne
Letra de Glenn Close
“THE LIVING PROOF” — “Histórias Cruzadas”
Música de Mary J. Blige, Thomas Newman, Harvey Mason, Jr.
Letra de Mary J. Blige, Harvey Mason, Jr., Damon Thomas
“MASTERPIECE” — “W.E.”
Musica e Letra de Madonna, Julie Frost, Jimmy Harry
A cerimônia de premiação acontece no dia 15 de janeiro e será transmitida ao vivo no Brasil pelo canal TNT. Algum palpite para os vencedores de 2012?
Série: Modern Family Episódio: Express Christmas Temporada: 3ª Número do episódio: 3×10 Data de exibição nos EUA: 7/12/2011
Ao receberem a notícia que a mãe decidiu não passar o natal com a família, Mitchell e Claire ficam indignados. Para completar descobrem que o pai deles está de viagem marcada com Gloria e Manny para o México porque como ele mesmo diz: “já passou tempo suficiente ao lado da mãe deles”. Clique aqui para continuar a leitura »
Série:Outsiders Episódio: Breathe You In Temporada:1ª Número do Episódio:1×08
CENA 1 – SALA DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE
CATHLEEN e JOEY estão assistindo um programa na enorme TV plasma na sala. As luzes estão apagadas e JOEY segura uma tigela de pipoca, de onde CATHLEEN, eventualmente, se serve. A garota joga as mãos pro ar como se estivesse indignada.
CATHLEEN: Isso é totalmente inútil!
JOEY arqueia as sobrancelhas.
CATHLEEN: É a mesma coisa toda a semana!
JOEY: [dá de ombros] Bem, eu gosto. O cara tem coragem, é heróico e convenhamos… tem duas gatas atrás dele.
CATHLEEN: [irônica] Se eu conseguisse parar balas com minhas mãos nuas eu também seria muito heróica. Fora que ele tem duas garotas bonitas e inteligentes atrás dele e passa anos sem decidir!
JOEY: Ele já decidiu. Só que se ele ficar com ela, vai colocar a vida dela em risco.
CATHLEEN: [indignada] O quê? Eu já perdi a conta de quantas aberrações já tentaram matar essa garota. Depois de tudo que ela já viu é capaz de quando ele disser que não é da Terra ela falar “Ah, é só isso? Puff! Com esse mistério todo eu achei que você fosse gay.”
JOEY: [rindo] O quê?
CATHLEEN: [arregala os olhos] Vai ver ele é gay! Quero dizer, ninguém consegue resistir por muito tempo ao Michael Rosembaum. [bate os dentes] Ele é yummy!
JOEY: Você tá dizendo que o Superman, o herói americano que defende o povo de Metrópolis… é gay?
CATHLEEN: Completamente plausível.
JOEY: Eu quero é uma explicação para o porquê de você estar estragando minhas reprises de Smallville em pleno sábado à noite! Você não devia estar na rua com a Kennedy ou… qualquer coisa?
CATHLEEN: Bem… eu e a Kay estamos meio que brigadas.
JOEY: [incrédulo] Você brigou com a Lester?
CATHLEEN: [defensiva] Não é culpa minha!
JOEY fica meio surpreso com o tom.
JOEY: Eu não disse que era. Mas pelo visto você acha que é.
CATHLEEN não responde. JOEY abaixa o volume da TV e encara a garota mais de frente.
JOEY: O que tá acontecendo, Cathy?
CATHLEEN: Eu que vou saber? Ela tá toda estranha! Não sei se é porque eu tenho furado um pouco nossos compromissos ultimamente, mas isso é culpa da Julia! Não é culpa minha se toda vez que ela quer conversar ou sair eu tô ocupada invadindo uma instalação militar, tirando um agente do manicômio ou chutando o traseiro do Ehlios. [Joey sorri timidamente] E agora toda vez que a gente conversa ela fica falando essas frases ambíguas, sabe? Como se ela tivesse incomodada com alguma coisa, mas quer que eu me toque sozinha.
JOEY: Bem, vai ver ela tá sentindo sua falta. Meio que com ciúme ou alguma coisa assim. [ele pondera e logo arregala os olhos] Ou vai ver ela é gay.
CATHLEEN: [rindo] O quê?!
Ela ri, mas JOEY permanece sério.
CATHLEEN: [incerta] Não. Kay não é… Nããão…
JOEY não agüenta e começa a sorrir devagar. CATHLEEN faz uma cara de abismada e bate nele com a almofada.
CATHLEEN: Você tá tirando uma com a minha cara!
Joey gargalha descontroladamente.
JOEY: Tô nada! Kennedy Lester está apaixonaaada por você!
CATHLEEN: Cala a boca! Eu quero assistir!
JOEY: Ah! Agora você quer assistir?
CATHLEEN: Quieto! Ele tá conversando com ela.
JOEY tenta controlar a risada e os dois voltam a encarar a TV. Na tela vemos um close de Kristin Kreuk.
K. KREUK: Clark, se tem alguma coisa que você quer me contar… algum segredo… você pode me dizer. Você pode confiar em mim.
CATHLEEN joga os braços para o ar novamente.
CATHLEEN: [inconformada] Ah! Por favor! [grita com a TV] Ela tá implorando pra você beijá-la! [apontando] E você sabe disso! [para Joey] Ele é totalmente gay.
JOEY: [ainda controlando o riso] Mm-hum.
Ele explode em risadas novamente e CATHLEEN dá um tapa em sua nuca.
CATHLEEN: Cala a boca. [tomando a vasilha de pipocas] E me dá isso aqui.
JOEY: [rindo] Ela tá apaixonaaada. Apaixonaaada.
CATHLEEN enfia uma mão de pipocas na boca do garoto que cai pro lado rindo. Eles começam a brigar com as almofadas e a conversa vai tornado-se indistinta.
[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]
CENA 2 – COZINHA DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE
CATHLEEN está sentada ao balcão da cozinha catando restos de pipoca de uma tigela enquanto JOEY assiste o saco de pipoca girar dentro do microondas.
CATHLEEN: Tá explicado.
JOEY: O quê?
CATHLEEN: Você sabe que isso afeta seu cérebro, né?
JOEY olha um pouco assustado pro aparelho e vai sentar ao lado de CATHLEEN.
JOEY: [vacilante] Eu sabia disso.
JULIA entra e os garotos acompanham com o olhar seu caminho até a geladeira.
CATHLEEN: Oi, Julie. Você tá bem?
JULIA fecha a geladeira e olha pra eles.
JULIA: [sorri] Eu ganho um prêmio quando tiver falado “estou bem” pela centésima vez? Porque já estou começando a imaginar balões caindo do teto ou… câmeras entrando por todas as portas e Ashton Kutcher saindo de trás de um espelho em algum lugar.
Eles continuam calados.
JULIA: [enfática] Eu estou bem.
JOEY: Eu sei que a gente tá sendo meio chato ultimamente, mas só estamos–
JULIA: Preocupados, eu sei. E eu agradeço. Mas não há necessidade.
JULIA vira de uma vez o pouco de leite do copo e vai até a pia onde começa a lavá-lo de costas para os garotos.
CATHLEEN: Então… você achou alguma coisa sobre o que fez aquele massacre em White Pine?
JULIA: Ainda nada concreto. Está sendo realmente difícil descobrir qualquer informação confidencial sobre aquela base.
JOEY: E quanto ao Burke?
JULIA engole a seco, mas os garotos não vêem. Ela parece triste.
JULIA: Bem, eu sei que ele não está no apartamento que arranjei pra ele. Isso é tudo. Ele desapareceu.
CATHLEEN: Como esperado. Aquele bastardo!
JULIA força um sorriso e vira para os garotos.
JULIA: Já disse, Cathie, não se preocupe com isso. Eu resolverei esse problema e as coisas voltarão a ficar normais nessa casa.
O microondas apita.
CATHLEEN: [gira os olhos] Tão normais quanto as nossas vidas conseguem ser.
JOEY pega a pipoca e CATHLEEN, a vasilha. Os garotos saem da cozinha e então JULIA desmorona em um dos bancos do balcão. Ela parece exausta. A mulher apóia a cabeça nas mãos, mas na mesma hora levanta a cabeça novamente com uma expressão de dor. Ela passa a mão levemente em seu corte no supercílio.
CORTA PARA:
Shot do deserto. O céu clareia e o sol nasce e se põe rapidamente. Ele nasce mais uma vez.
CENA 3 – INT. NARANDA HIGH SCHOOL – DIA
[MÚSICA – MADE OF STEEL, OUR LADY PEACE]
CATHLEEN cruza as portas do colégio e vemos HARRISON e SAMANTHA vindo em sua direção. A garota sorri.
CATHLEEN: Oi, gente. Bom dia.
SAMANTHA: Pra você é boa sorte, amiga. Você vai precisar.
SAMANTHA aponta para trás de si com o dedão e se afasta com HARRISON. CATHLEEN olha para a direção indicada e vemos KENNEDY fechando um armário com raiva. A garota ajeita os livros e começa a vir na direção de CATHLEEN. Ao perceber sua presença, KENNEDY olha pra frente ignorando a amiga. CATHLEEN se aproxima, mas KENNEDY continua andando.
CATHLEEN: Oi.
KENNEDY: [seca] Oi.
CATHLEEN aperta o passo para acompanhar a amiga.
CATHLEEN: [gira os olhos] Até quando você vai continuar me tratando assim?
KENNEDY: [indiferente] Assim como, Cathleen?
CATHLEEN: Como seu eu fosse a pior coisa que aconteceu desde o divórcio da Aniston.
KENNEDY: Não coloca a minha família no meio disso.
CATHLEEN corre até a frente de KENNEDY e a para pelos ombros.
CATHLEEN: Disso o quê? Me diz qual é o problema!
KENNEDY: Não tem problema nenhum, Cathleen. Deveria haver algum problema?
CATHLEEN: [suplicante] Vamos, Kay, não me obriga a implorar. Você sabe o quanto eu odeio implorar.
KENNEDY lança um olhar para a garota e continua andando. CATHLEEN solta um suspiro de desistência e a câmera mostra ZACK e EHLIOS entrando pela porta da frente. ZACK dá um sorriso para CATHLEEN, mas a garota apenas vira de costas e segue na direção em que Kennedy partiu. ZACK olha para o chão e EHLIOS balança a cabeça em negativa. Eles voltam a andar.
EHLIOS: Isso tá começando a ficar patético.
ZACK: [confuso] O quê?
EHLIOS: [imitando Zack] “O quê”? Vocês podiam tentar ser um pouco menos explícitos. Algo tipo… transar com ela no meio do corredor escolar.
ZACK: [confuso] Do que você tá falando?
EHLIOS olha pra ele por um segundo, perplexo.
EHLIOS: Você me irrita!
ZACK: Espero que não muito, porque eu estou precisando de um favor.
EHLIOS: O que aconteceu com a época em que as pessoas te subornavam e bajulavam em troca de favores? Você tira totalmente a graça do momento.
ZACK olha para ele com uma expressão entediada.
EHLIOS: Tá. Fala.
ZACK: Tem com você me dar uma força essa tarde na lanchonete? O Devon teve que viajar e tem uma montanha de contas pra conferir.
EHLIOS abre um armário e ZACK encosta-se nos outros.
EHLIOS: Acho que não, cara. Hoje é dia de monitorar o Joey. Uma tarde inteira enfurnado na nossa cozinha tentando colocar biologia pela goela abaixo. E embora comparado a isso a oferta de servir jogadores burros e cheerleaders irritantes por toda a tarde pareça tentadora, se não aumentar a nota dele a Miller me mata.
EHLIOS fecha o armário.
ZACK: Droga. Cathleen, Mike e eu teremos que nos virar naquele lugar. E a propósito, a Sarah ficará o dia inteiro em casa hoje para a checagem do mês. É melhor vocês arranjarem outro lugar para estudar.
EHLIOS: [desanimado] Mais essa.
JOEY atravessa as portas do colégio.
EHLIOS: Ei, falo com você depois, okay?
ZACK concorda com a cabeça e se afasta. EHLIOS se aproxima de Joey.
EHLIOS: Ei, cara.
JOEY percebe EHLIOS e os dois caminham juntos.
JOEY: Ei.
EHLIOS passa o braço pelos ombros de JOEY.
EHLIOS: Então… você tem aquela TV plasma irada na sala, certo?
JOEY: Como você sabe disso?
EHLIOS: [disfarçando] Só um chute. Por vocês serem ricos e tal. [animado] Aposto que deve ter uns trezentos canais!
JOEY olha para o garoto, intrigado. A câmera os mostra distanciando-se.
CENA 4 – INT. MANSÃO LIEFIELD – DIA
Shot da porta. Ela se abre e JOEY e EHLIOS entram. Vemos JULIA descendo as escadas. Ela não percebe EHLIOS.
JULIA: Joey, que bom que chegou. Eu preciso que você cheque–
JULIA termina de descer os degraus e vê EHLIOS ao lado de Joey.
JULIA: Oh, oi. Boa tarde, Ehlios.
EHLIOS: Boa tarde, Srta. Liefield.
JULIA tenta disfarçar a sua desaprovação com a presença de EHLIOS.
JULIA: Não sabia que iria trazer… amigos para casa.
JOEY: Não dá pra gente estudar na casa dele e eu odeio a biblioteca da escola. Espero que não tenha problema.
JULIA: Não, claro que não. Posso falar com você um instante?
EHLIOS joga a mochila no sofá e senta, pegando o controle remoto. JOEY segue JULIA até a cozinha.
CENA 5 – COZINHA MANSÃO LIEFIELD – DIA
JULIA vira-se para JOEY.
JULIA: Quantas vezes terei que repetir que não quero vocês andando com esses garotos?
JOEY: [defensivo] Não é como se eu tivesse escolha! Sra. Miller nos obrigou a isso e pra falar a verdade eu realmente tô precisando aumentar minhas notas.
JULIA: Tenho certeza que você consegue fazer isso sozinho. Esses dois nessa casa não são uma opção.
JOEY: O quê? Você quer que eu vá lá e o expulse? [para por um segundo e sorri] Posso?
JULIA inclina a cabeça.
JULIA: Só vai lá e faz o que vocês tiverem que fazer por hoje. Mas depois disso acabou. Eu conversarei com a Miller.
JOEY parece um pouco contrariado.
JOEY: [dá de ombros] Okay.
O garoto começa a sair–
JULIA: Mas antes…
Ele vira-se novamente.
JULIA: …preciso que você cruze alguns dados de White Pine com uma das–
JOEY: Posso fazer isso mais tarde? Quer dizer, eu tenho toneladas de capítulos pra estudar e considerando que essa é minha última aula…
JULIA gira os olhos, irritada.
JULIA: Isso é importante.
CATHLEEN entra na cozinha, apressada.
CATHLEEN: O que é aquilo na nossa sala?
A garota pega uma maçã e dá uma mordida.
JULIA: Aparentemente o Joey está tendo um estranho impulso social, hoje.
CATHLEEN: Bem, dá próxima vez que seus impulsos sociais envolverem Ehlios, por favor, enfia a cabeça num travesseiro e grita até que eles passem.
JOEY: Deus, vocês falam como se tivesse trazido o Anticristo para essa casa.
CATHLEEN: Se você visse a maneira que a cabeça dele gira quando está assistindo esses desenhos, reconsideraria essa frase.
JOEY: Então deixa eu terminar logo essa maldita monitoria e acabar com o sofrimento de vocês.
JOEY vai para a sala de estar e CATHLEEN começa a sair da cozinha pela porta dos fundos.
JULIA: Cathleen, eu queria que você–
CATHLEEN: Não posso. Trabalho.
E com isso a garota deixa a casa. JULIA parece irritada.
CENA 6 – INT. MANSÃO LIEFIELD – DIA
JOEY entra na sala e encontra EHLIOS deitado no sofá assistindo TV. Nela, vemos cenas de algum anime japonês.
EHLIOS: [animado] Cara! Você tem TV Nihon! E em japonês!
JOEY: [desinteressado] É, bom pra mim.
EHLIOS: [passando os canais] Essa casa é tão maneira!
JOEY: [entediado] Dá pra gente ir?
EHLIOS, animado, levanta do sofá em um pulo.
EHLIOS: Eu quero um tour!
JOEY: Você quer um o quê?
EHLIOS: [animado] Um tour, cara!
JOEY: Eu não vou te dar um tour.
EHLIOS: Vamos, cara! [olhando em volta] Olha pra essa casa!
JOEY: [um pouco irritado] Eu estou com cara de Tamara Bailey pra você? [enfático] Não vou te dar um tour. Vamos subir e terminar logo com isso.
EHLIOS parece desanimado. JOEY vai em direção das escadas. EHLIOS aponta as mãos pra baixo.
EHLIOS: Okay, então essa é a sala de estar certo? [olha pra todos os lados, animado] E aquela é a cozinha.
Ele começa a seguir JOEY, apontando para as grandes portas corridas de vidro.
EHLIOS: E aquele é o jardim detrás, certo? [arregala os olhos] O gigantesco jardim.
JOEY revira os olhos enquanto eles chegam ao pé da escada e EHLIOS olha pra dentro da sala de treinamento.
EHLIOS: Cara! Vocês têm uma sala de combate!
JOEY: [irritado] Dá pra parar com isso?
EHLIOS faz umas caretas, imitando JOEY, mas para de falar. Eles sobem as escadas em silêncio. Quando estão quase chegando ao topo…
EHLIOS: Okay, então essa é a escada, certo?
CENA 7 – INT. THE ALLEY – DIA
[MÚSICA – HATE EVERY BEAUTIFUL DAY, OUR LADY PEACE]
A casa está cheia. Vemos um garoto servindo algumas mesas, mas ele não parece conseguir atender à demanda. ZACK está no balcão, rodeado de papéis. Ele digita alguns números na calculadora enquanto CATHLEEN, também atrás do balcão, mas sentada há alguns passos de distância, lixa suas unhas calmamente.
ZACK: [irônico] Sinta-se livre para começar a trabalhar a qualquer momento, okay?
CATHLEEN não responde e continua concentrada em sua tarefa.
ZACK: Porque eu realmente acho que o Mike poderia fazer bom uso de uma ajuda.
CATHLEEN continua impassível. ZACK suspira e vira-se pra garota.
ZACK: Por quanto tempo você vai ficar me ignorando? Tem como deixar isso em compasso de espera só enquanto eu estou afogando nessas contas?
Um homem de boa aparência [Brendan Routh] entra na lanchonete e senta-se ao balcão. CATHLEEN sorri com a presença dele e levanta da cadeira.
CATHLEEN: [seca] Claro, chefe.
A garota se aproxima do homem e inclina-se sobre o balcão, sorrindo abertamente.
CATHLEEN: Oi, bem vindo ao The Alley. O que posso fazer por você?
ZACK olha perplexo para a cena. O garoto recolhe a papelada de qualquer jeito e sai irritado, entrando na porta dos fundos da lanchonete. O homem parece intrigado com a atitude de ZACK. CATHLEEN observa a porta dos fundos oscilando pra frente e pra trás, com raiva.
HOMEM: Hey, na verdade eu estou querendo uma informação.
A garota endireita-se e agora fala com ele normalmente.
CATHLEEN: Claro…
HOMEM: [completando] Alan.
Ele estende a mão e CATHLEEN recebe o cumprimento.
CATHLEEN: Cathleen.
ALAN: É um prazer, Cathleen. Você sabe onde posso encontrar Sarah Jones?
CATHLEEN: Sarah? Claro. Ela mora em uma pequena propriedade do lado de fora da cidade. Não é muito longe.
ALAN: Você pode me explicar como chegar?
CATHLEEN, por sua visão periférica, olha para a pequena janela na porta dos fundos e vemos ZACK observando-a disfarçadamente.
CATHLEEN: Posso fazer melhor do que isso [ela tira o avental] Posso te levar lá.
CATHLEEN rodeia o balcão e sai puxando ALAN pela mão. ZACK adentra a área da lanchonete novamente e observa ALAN e CATHLEEN cruzarem a porta principal. Ele parece magoado.
CENA 8 – INT. RANCHO JONES – DIA
CATHLEEN e ALAN estão na varanda da casa. A garota bate na porta que logo se abre revelando SARAH.
SARAH: [surpresa] Cathleen?
CATHLEEN: Oi, Sarah. [mostra Alan] Esse é o Alan. Podemos entrar?
SARAH: Claro.
SARAH abre passagem e os dois entram. Todos se sentam à mesa da cozinha.
SARAH: O que posso fazer por vocês?
CATHLEEN: Alan acabou de chegar na cidade à sua procura.
SARAH levanta as sobrancelhas e ALAN estende a mão através da mesa.
ALAN: Me desculpe por chegar sem avisar. Eu sou Alan Howe.
SARAH aceita o cumprimento.
SARAH: Muito prazer, Alan. Do que se trata?
ALAN: Bem, Sra. Jones–
SARAH: Sarah, por favor.
ALAN: Sarah… eu vim até você por indicação de David Coven.
SARAH balança a cabeça afirmativamente denunciando que sabe de quem se trata.
ALAN: Ele me disse que talvez você pudesse me ajudar em minha busca.
SARAH: Que busca?
ALAN: Faz pouco mais de cinco meses que estou na estrada, atravessando vários estados em busca de Rebecca Bartell. Minha noiva. Quando passei por Ohio, David me abrigou em sua casa por uns dias. Depois que descrevi a ele o estranho comportamento de Rebecca ele me disse que com sorte você poderia me ajudar, mas não me disse por quê.
SARAH: Estranho comportamento?
ALAN: Durante todos os anos que passei com Becky, eu sempre soube que ela esconde algo.
SARAH e CATHLEEN se entreolham.
ALAN: Ela nunca se aprofunda ao falar dos pais e de tempos em tempos ela sumia deixando pra trás apenas um bilhete dizendo que estava bem e que voltaria logo. E ela sempre voltou em uma ou duas semanas, mas não dessa vez. [assustado] Então fiquei preocupado. Tenho seguido o rastro de Rebecca, mas para ser sincero ele sumiu há meses. Nesse ponto, eu estou simplesmente vagando e esperando para que qualquer pista apareça.
SARAH respira fundo.
SARAH: Olhe, Alan. O comportamento de Rebecca não me é estranho e sim, pode ser que eu saiba onde ela está, mas não posso te dar garantias. O grupo de pessoas que protejo é grande–
ALAN: [preocupado] Protege? Ela está em perigo?
SARAH levanta e vai até a geladeira.
SARAH: Eu não sei. É possível, mas eu não me lembro do nome de sua namorada entre as pessoas de quem cuido, então não quero alarmá-lo sem necessidade. [ela serve um copo de água] Só preciso fazer um telefonema e com sorte, sua noiva estará bem.
SARAH coloca o copo de água na frente de ALAN enquanto ele passa as mãos no rosto de forma preocupada. A mulher começa a sair da sala.
SARAH: Cathleen?
CATHLEEN levanta-se da mesa e segue SARAH. Elas se afastam de ALAN, indo até a sala de estar, onde SARAH pega o telefone e disca alguns números. A resposta do outro lado da linha vem com apenas um único toque.
SARAH: Kenny? Filtre a linha, por favor.
A mulher põe o telefone contra o ombro para falar com Cathleen.
CATHLEEN: Você acha que ela é um de nós?
SARAH: Eu não sei. É provável com todos os segredos e os sumiços sem explicação. Provavelmente fugia de algum caçador do governo. Mas agora eu preciso que você vá pra casa. Eu posso cuidar disso e acho que Julia não ficará nada feliz quando descobrir que você veio aqui.
KENNY: [Voice over] A linha está segura, Sarah.
A mulher coloca o fone no ouvido.
SARAH: Preciso que você pesquise o nome de Rebecca Bartell na lista de checagem. Dois “L”s.
SARAH volta a colocar o fone no ombro.
CATHLEEN: É, eu acho que você está certa.
SARAH tira uma chave do bolso.
SARAH: Aqui. Pegue meu carro. Zack ou Ehlios podem trazê-lo quando voltarem para casa.
CATHLEEN pega a chave.
CATHLEEN: [sorri] Obrigada. No caminho eu penso no que dizer quando a Julia ler em mim que estive por aqui. Se você precisar de alguma ajuda, por favor, me liga.
SARAH afirma com a cabeça e CATHLEEN começa a sair.
SARAH: Oh, e Cathleen… [a garota dá meia volta] Eu posso te ensinar a bloqueá-la.
CATHLEEN olha para SARAH com curiosidade, mas não diz nada. SARAH sorri enquanto a garota dá meia volta e sai da sala.
CENA 9 – INT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE
JOEY e EHLIOS estão no quarto de JOEY. Eles estão sentados à mesa de estudos do garoto, rodeados de livros. JOEY parece entediado.
EHLIOS: Células responsáveis por gerar impulsos elétricos?
JOEY: Células marca-passo.
EHLIOS: Situadas no…
JOEY: [entediado] Nó sino-atrial e responsáveis pelos batimentos cardíacos.
EHLIOS: [um pouco irritado] Estou te entediando, Joey?
JOEY lança um olhar para EHLIOS, que então suspira e fecha o livro.
EHLIOS: O que eu tô perguntando? Estou entediando até a mim mesmo.
JOEY: Já chega dessa matéria, cara.
EHLIOS: Bem, sinto muito, mas se pretende passar em Biologia ainda temos mais três capítulos para nos deliciar.
EHLIOS deixa a cabeça cair sobre o livro fechado.
EHLIOS: [irônico] O que é algo que eu, obviamente, mal posso esperar pra fazer.
JOEY solta um ganido em agonia.
JOEY: Nesse momento até sua TV Nilon soa mais interessante que isso.
EHLIOS levanta a cabeça.
EHLIOS: É Nihon, poço de cultura. E quer saber de uma coisa? Dane-se. Você é rico. Pode comprar os professores ou algo do tipo.
JOEY: Por que você é tão obcecado com esse lance de eu ser rico? São só… coisas.
EHLIOS: Você diz isso porque as tem, Steve Sanders. Você e Cathleen tiveram sorte e agora só precisam encarar quem são quando estão entediados. [irônico] “Não tem Lost inédito hoje então que tal invadir uma base militar e pegar uma pizza depois?”
JOEY: [indignado] Você acha que tivemos sorte?!
EHLIOS: [irônico] Oh, me desculpa, você não tem o novo iPod? Eu retiro totalmente o que disse.
JOEY inclina-se para frente olhando nos olhos de EHLIOS com raiva.
JOEY: Você não sabe nada sobre nós! Então não se atreva a dizer que temos sorte quando não faz idéia do que já passamos!
EHLIOS: O quê? Você quer comparar cicatrizes agora? Porque eu te garanto que nesse joguinho eu ganho.
JOEY solta um rápido sorriso como se não acreditasse no que ouviu.
JOEY: Você é inacreditável.
EHLIOS: Não, cara, eu sou real. Minha vida teve problemas e eu lido com eles todos os dias.
JOEY: Lida como? Tentando transformar tudo no seu episódio favorito de Yu Yu Hakusho?
EHLIOS: Oh, me desculpa se não me envergonho de quem sou. Eu sei o que gosto e o faço. Tenho apenas 16 anos, mas já sofri o suficiente pra deixar uma inglesa mimada me podar.
JOEY engole a seco, mas não responde.
EHLIOS: Você também não deveria deixar.
JOEY: Ela não faz isso. Sei que é dessa forma que parece, mas eu não me importo.
Um silêncio desconfortável estaciona-se no local. JOEY remexe-se no mesmo lugar enquanto EHLIOs parece querer falar algo.
EHLIOS: [incerto] Então… o que é?
JOEY: O que é o quê?
EHLIOS: O que aconteceu com vocês dois pra você não reconhecer a sorte que teve de ter sido adotado por Julia?
JOEY parece ainda mais deslocado. Ele respira fundo.
JOEY: Eu e Cathleen fomos vítimas da Operação Retomada.
EHLIOS: E isso seria…?
JOEY: Quatro anos atrás o governo americano decidiu resolver o problema que nós somos para o mundo de uma forma mais… agressiva.
EHLIOS: O que você quer dizer?
JOEY: Eles armaram uma grande operação pelo mundo todo para a busca e extermínio de pessoas como nós. Julia disse que suas ordens eram para matar-nos, independente da forma que encontrassem para isso. [vacilante] Quando a minha casa e a de Cathleen viraram alvos, nossos pais foram mortos no fogo cruzado.
JOEY abaixa a cabeça e EHLIOS parece chocado com a revelação.
EHLIOS: Cara… eu… eu sinto muito.
JOEY: Está tudo bem.
JOEY parece muito triste. EHLIOS respira fundo.
EHLIOS: Meu pai me abandonou num hospital quando eu tinha quatro anos.
JOEY levanta a cabeça e olha para ele surpreso.
EHLIOS: O bilhete no meu bolso dizia que eu tinha nascido com “o sangue ruim da família”. Acho que ele não ficou muito feliz quando eu comecei a derreter os carrinhos de brinquedo com um toque.
JOEY: E quanto à sua mãe?
Passa a mão nos cabelos.
EHLIOS: Ela morreu no parto. Disso eu sei porque me lembro das noites que o filho da mãe enchia a cara e gritava que eu tinha a matado.
JOEY: [chocado] Cara… eu–
EHLIOS chega a cadeira pra frente e encara JOEY nos olhos.
EHLIOS: Mas isso não importa mais porque nós temos outra vida, cara. Me levou muito tempo mas Sarah me achou. E Julia achou vocês. O segredo é não deixar mais nada nos impedir de fazer o que gostamos, o que queremos. E pra você… agradeça por ter isso tudo aqui. [olha em volta] Porque é incrível.
JOEY olha para EHLIOS por um segundo enquanto pensa sobre o que o garoto diz. Logo depois ele abre um pequeno sorriso.
JOEY: Então. Você ainda quer aquele tour?
CENA 10 – INT. THE ALLEY – NOITE
[MÚSICA – HUMAN, FISHER]
KENNEDY entra na lanchonete cheia onde vemos ZACK tentando servir algumas mesas. Ele passa pela garota e dá um pequeno “Hey”, indo imediatamente para trás do balcão. KENNEDY senta num banco à frente dele enquanto o garoto começa a encher copos com refrigerante na máquina, apressadamente.
KENNEDY: Hey, onde está Cathy?
ZACK deixa um copo cair no chão e esvazia os pulmões, irritado.
ZACK: [irritado] Não está trabalhando, isso eu te garanto.
KENNEDY: Esse lugar está lotado. Você é louco o suficiente para dar folga pra ela num dia desses?
ZACK lança um olhar pra KENNEDY e depois joga um pano por cima do refrigerante derramado.
KENNEDY: Oh.
ZACK: Exatamente. [enchendo mais copos] Sua amiga me deixou na mão e saiu por aí com o primeiro cliente boa pinta que apareceu pela frente.
KENNEDY: [para si] Quer saber? Dane-se. Nem acredito que vim até aqui.
KENNEDY levanta e começa a ir embora.
ZACK: [confuso] Como é?
A garota vira-se para ele, irritada.
KENNEDY: Por um momento eu achei que você fosse o grande segredo da Cathleen e agora ela sai por aí com outro cara. Como eu fui estúpida.
ZACK para de servir os refrigerantes e encara a garota.
ZACK: E o que te faz pensar que eu poderia ser o segredo da Cathleen?
KENNEDY: [gira os olhos] Por favor? Você ao menos a conhece? Ela está lavando pratos por você! E você? [irônica] Tenho certeza que dá esse ataque de ciúmes por todas as suas outras não-existentes colegas de trabalho.
ZACK parece sem graça.
KENNEDY: Bem, eu acho que estava errada, certo? Você claramente não é o segredo dela, porque se for [ri rapidamente], bem, não é muito bem guardado. Ela está escondendo alguma outra coisa. Alguma coisa que eu claramente não sou confiável o suficiente para saber. E se esse é o caso… [dá de ombros] Eu cansei.
KENNEDY vira-se para sair novamente e ZACK rodeia o balcão, correndo atrás dela.
ZACK: Ei, espera, Kennedy. [ele a alcança] Espera.
KENNEDY olha pro garoto.
ZACK: Não faz isso.
KENNEDY: Eu não estou fazendo nada! Ela é quem está colocando limites na nossa amizade. Daqui pra frente eu vou simplesmente colocar os meus.
ZACK: Não, Kennedy, olhe.
Algumas pessoas chamam ZACK, mas ele sacode a cabeça afastando os chamados.
ZACK: Acredite em mim, quando pessoas têm grandes segredos elas ficam com medo. Você é a melhor amiga dela. Se ela não te disse algo é porque está provavelmente com medo de sua reação e não porque não confia em você.
KENNEDY olha pra ele, relutante.
ZACK: Não vá lá e faça algo que se arrependerá depois e que não poderá ser reparado. Nesse momento ela precisa saber que você está do lado dela incondicionalmente. Se você conseguir mostrá-la isso, ela se abrirá. Eu garanto.
KENNEDY passa a mão nos cabelos e sai com uma expressão confusa.
CENA 11 – INT. RANCHO JONES – NOITE
SARAH está falando no telefone da sala sob o olhar preocupado de ALAN, da cozinha. Após alguns momentos a mulher desliga o aparelho e se aproxima dele.
ALAN: [apreensivo] Você esteve ali pelas últimas duas horas. Por favor me diga que conseguiu algo.
SARAH respira fundo e senta na frente do garoto.
SARAH: Sim, consegui. Mas não tão boas como gostaria.
ALAN parece parar de respirar.
ALAN: Ela está bem?
SARAH sorri.
SARAH: Sim, até onde sei ela está.
ALAN respira aliviado.
ALAN: Graças a Deus.
SARAH: Rebecca Bartell não estava nos meus contatos, mas por sorte nós tínhamos um Gavin Bartell.
ALAN: O pai dela.
SARAH: Exatamente. Gavin me disse que Rebecca entrou em contato com ele há pouco mais de um mês para pedir que ele parasse de procurá-la e que… ela sairia do país.
ALAN parece se desesperar.
ALAN: Ela o quê?
SARAH: Foi um pouco difícil, mas conseguimos rastrear a ligação e achamos o hotel que ela estava hospedada em St. Paul, Minnesota.
SARAH parece tentar encontrar as palavras.
SARAH: Ela partiu num avião no último dia 27 para Shanghai.
ALAN está com os olhos cheios de lágrimas.
ALAN: Meu Deus.
Ele levanta e começa a andar de um lado pro outro, descontrolado.
ALAN: C-como isso é possível? Ela nem sabe a língua! [irritado] Quer dizer, se ela não queria casar comigo, tudo que precisava fazer era falar!
ALAN encosta-se na parede, derrotado e leva as duas mãos à cabeça, chorando. SARAH levanta-se e vai até ele.
SARAH: Se acalme, Alan. Eu não acredito que Rebecca tenha te deixado. Eu falei com Gavin, ele estava fora de si, querendo notícias da filha. Disse que Rebecca alegou ter achado alguém para protegê-la. Ele estava preocupado.
ALAN enxuga as lágrimas e encara a mulher.
SARAH: E além de mim, Alan, eu só consigo pensar em uma outra pessoa que pode alegar proteger Rebecca. [pausa] Sua noiva está envolvida com as pessoas erradas.
CENA 12 – INT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE
JOEY abre a porta revelando KENNEDY do lado de fora. Os dois formam uma expressão de desapontamento.
KENNEDY: Ah, você.
JOEY: Esperava por quem? Príncipe William?
KENNEDY: [olhar pensativo] Não doeria.
Ela entra na casa e vai em direção à escada.
JOEY: Ela ainda não chegou da lanchonete.
KENNEDY dá meia volta e sai novamente da casa.
JOEY: Ei, espera. Você pode entrar e esperar por ela. Eu não mordo.
KENNEDY: Eu não duvido.
JOEY: [sorri] Entra logo. Acho que ainda tem algum suco–
KENNEDY: [riso nervoso] Não, não, não, senhor. Eu não caio nessa outra vez.
JOEY franze o cenho.
JOEY: Nessa o quê?
KENNEDY aponta pra ele, nervosa.
KENNEDY: Você!
JOEY: O que eu fiz?
KENNEDY: [irritada] Você não é humano!
JOEY parece surpreso por um segundo.
JOEY: [arregala os olhos] O quê?
KENNEDY: [irritada] Você tem essa coisa estranha em você que me faz querer conversar por horas e isso [gritando] não é normal! Antes que eu perceba estou te pedindo para me levar em casa ou te confessando meus problemas! Então pára!
JOEY: [confuso] Como você espera que eu controle algo desse tipo?!
KENNEDY: [irritada] Não me importa! Só estou dizendo para você parar!
JOEY: [inconformado] Deus, tudo que eu fiz foi abrir a maldita porta! Desculpa por não te deixar plantada aqui fora e te convidar para esperar no meu confortável sofá!
KENNEDY: [irritada] Bem, eu gostaria de lembrar do dia em que tocava a droga da campainha e não era você atrás dessa maldita porta! Meu mundo era perfeito naquela época!
[MÚSICA – BREATHE YOU IN, THOUSAND FOOT KRUTCH]
JOEY sorri por um momento.
JOEY: Sua visão de mundo perfeito me inclui como um não-porteiro?!
KENNEDY: [irritada] Minha visão de mundo perfeito não te inclui! Nela eu não penso o que ando pensando e muito menos sinto o que ando sentindo!
Um sorriso se abre lentamente no rosto de JOEY. KENNEDY cruza os braços.
KENNEDY: [grossa] O quê?
JOEY: [se aproxima] No que você anda pensando, Kennedy?
Eles se olham nos olhos e KENNEDY engole a seco.
KENNEDY: [vacilante] N-não importa.
O garoto aproxima-se ainda mais e desfaz o sorriso, olhando-a profundamente.
JOEY: No que anda pensando, Kennedy?
KENNEDY: [sussurra] Não faz isso.
JOEY levanta as sobrancelhas.
JOEY: [sussurra] O quê? Você acha que vou te beijar a força?
Eles se encaram e KENNEDY então fecha a distância entre eles, tocando os lábios de JOEY. Após um longo momento ela interrompe o beijo e o olha novamente. O garoto parece sem reação, então ela aperta os olhos e balança a cabeça, arrependida. Ela vira-se para ir embora, mas JOEY a puxa pelo braço e seus lábios se encontram novamente, dessa vez num profundo beijo. JOEY segura o rosto de KENNEDY em suas mãos e a garota passeia as mãos pelas costas dele. Após um longo beijo eles se separam e JOEY envolve a cintura da garota em seus braços. Eles sorriem.
KENNEDY: [sussurra] Você é patético.
JOEY: [sussurra] Você também.
[Música fade out]
Palmas são ouvidas e eles viram-se para encontrar EHLIOS no topo da escada. O garoto finge enxugar uma lágrima.
CENA 13 – INT. THE ALLEY – NOITE
[MÚSICA – SOMEWHERE OUT THERE, OUR LADY PEACE]
CATHLEEN entra na lanchonete usando sua chave. O local já está vazio e a maioria das luzes apagadas. Vemos ZACK sentado em uma das mesas fazendo algumas contas. Ela vai rapidamente até ele. Ele vê CATHLEEN entrando e começa a levantar-se.
CATHLEEN: [seca] Não se incomode.
Ela joga um molho de chaves na mesa e ZACK senta-se novamente, deslocado.
CATHLEEN: O carro da Sarah está lá fora.
Ela vira-se e começa a sair da lanchonete.
ZACK: [confuso] O que você estava fazendo com o carro dela?
CATHLEEN: [sem parar de andar] Não acredito te dever nenhuma satisfação, Zack.
ZACK observa CATHLEEN sair da lanchonete com a expressão de alguém que recebeu um soco. CENA 14 – EXT. THE ALLEY – NOITE
Um carro para na frente de CATHLEEN quando ela ainda está na calçada da lanchonete. ALAN sai de dentro do carro.
CATHLEEN: [surpresa] Alan, oi.
ALAN: Oi. [ele encosta no carro] Eu vim te avisar que nós a encontramos.
CATHLEEN: [sorri] Isso é ótimo. Ela está bem?
ALAN: Sim, ela está na China.
CATHLEEN parece surpresa e não consegue segurar o riso. ALAN também ri brevemente com a garota.
ALAN: Eu sei, eu sei… mas ela está bem.
CATHLEEN: E o que você vai fazer agora?
ALAN: Eu e Sarah vamos atrás dela.
CATHLEEN: [surpresa] Nossa. Eu poderia imaginar todos os desfechos para essa sua busca, menos você indo parar na China.
ALAN: [convicto] Se é lá que ela está, é pra lá que eu vou.
CATHLEEN olha para ele com admiração.
CATHLEEN: Você deve realmente amá-la.
ALAN: Eu achei a certa para mim e não a deixarei fugir tão fácil. Você também não deveria deixar o seu.
ALAN faz um movimento da cabeça para a lanchonete e CATHLEEN olha para trás. Através do vidro vemos ZACK observando-os conversar. O garoto disfarça e começa a limpar uma mesa. CATHLEEN olha para baixo, pensativa.
ALAN: De qualquer forma… eu só vim agradecê-la por me ajudar.
CATHLEEN: Imagina, eu não fiz nada.
ALAN: Você me colocou no caminho certo para encontrá-la e isso já é um motivo suficiente para agradecer.
CATHLEEN sorri.
CATHLEEN: Bem… de nada.
ALAN: [incerto] Não tenho certeza se devia te dar uma carona pra casa.
ALAN menciona ZACK novamente com a cabeça e CATHLEEN sorri.
CATHLEEN: Obrigada, mas é melhor não. Não é longe. Posso andar.
ALAN balança a cabeça em compreensão e sorri.
ALAN: Bem, foi um prazer conhecê-la, Cathleen. Espero que nos encontremos novamente.
ALAN entra no carro e CATHLEEN observa o veículo se distanciar por um momento. A garota então aperta os ombros, se ajeitando em seu sobretudo quando um vento frio bate. A CAM sobe enquanto CATHLEEN atravessa a rua.
[Música fade out]
CENA 15 – EXT. RANCHO JONES – NOITE
Vemos uma câmera subjetiva se aproximar de JULIA e sua Cherokee em um barranco. JULIA está de costas para a câmera contemplando ao longe uma vista aérea de Naranda à noite. A câmera mostra SARAH se aproximando com cara de poucos amigos. Ela não encara JULIA e também passa a contemplar a vista da cidade de cima do barranco. Elas ficam em silêncio por uns momentos até que SARAH fala, um pouco irritada.
SARAH: Ouvi falar da sua visita à White Pine. Pelo seu histórico desastroso com eletrocinéticos você deveria saber melhor do que entrar em uma base altamente fortificada com um deles dentro.
JULIA continua apreciando a vista noturna da cidade.
JULIA: [respira fundo] É linda, não?
SARAH encara JULIA com uma expressão confusa.
SARAH: [irritada] É. É linda. Mas é a minha linda pequena cidade e o meu lindo pequeno barranco, e por mais infantil que isso possa soar ainda me dá o direito de saber o que você está fazendo neles.
JULIA dá um pequeno sorriso e chuta uma pedrinha barranco abaixo. Ela finalmente encara SARAH.
JULIA: [séria] Quero que você e seus garotos fiquem longe dos meus.
SARAH encara JULIA por um segundo e logo ri irônica.
SARAH: Sai da minha propriedade.
JULIA: Achei que tivéssemos um acordo.
SARAH: [irritada] E eu pretendo continuar cumprindo-o.
JULIA: Então mantenha seus garotos afastados. Cathleen e Joey estão prestes a passar por coisas importantes. Realmente não é o momento certo para vocês entrarem em nossas vidas.
SARAH vai ficando cada vez mais irritada.
SARAH: [indignada] Entrarmos na sua…? Eu vivo nessa cidade há sete anos, Julia! Eu construí uma vida aqui! Tenho um bom emprego no museu de arqueologia, tenho os garotos… tenho paz! E logo quando eu acho que vou te apagar da minha vida você aparece com sua “família”, entra na minha casa e quer me dar ordens?! [riso irônico] Não vou colocar uma coleira nos meus garotos por sua causa. Se quer Cathleen e Joey longe deles volte pra sua casa, tenha uma agradável conversa com sua família e tranque os dois no quarto à pão e água, que é a única forma de ensino que consigo imaginar vindo de você!
JULIA: [tranqüila] Não posso mudar o que aconteceu, Sarah. E nem foi por isso que vim. O que estou dizendo é que a presença de Zack e Ehlios está desconcentrando meus garotos do que deve ser feito. E eu não tolerarei isso.
SARAH toma mais um momento para encarar JULIA.
SARAH: Pode repetir isso? Porque eu tive a impressão de que soou como uma ameaça, mas quero ter certeza antes de arrastar seu traseiro pra fora da minha propriedade pelos cabelos!
JULIA não parece intimidada pela agressão verbal enquanto SARAH parece tomada pela revolta. JULIA coloca as mãos no bolso de seu sobretudo negro e caminha até o carro sem pressa. Ela abre a porta do veículo e abaixa a cabeça.
JULIA: Espero que vocês estejam bem, Sarah.
JULIA entra no carro sob o olhar afiado de SARAH. Ela manobra e vai embora. A câmera sobe, mostrando SARAH observando o carro se afastar.
PRODUÇÃO EXECUTIVA Samir Zoqh
Luciana Rocha
ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia
ELENCO RECORRENTE
Neve Campbell como Sarah
CONVIDADO ESPECIAL
Brendon Routh como Alan
ESCRITA E EDITADA POR Luciana Rocha
REVISADA POR Samir Zoqh
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS Clara Lima
CRIADA E DESENVOLVIDA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha
MÚSICA TEMA
Late Great Planet Earth, Plumb
TRILHA SONORA
Made Of Steel, Our Lady Peace
Hate Every Beautiful Day, Sugarcult
Human, Fisher
Breathe You In, Thousand Foot Krutch
Somewhere Out There, Our Lady Peace
Série: Leverage Episódio: The Office Job Temporada: 4ª Número do episódio: 4×12 Data de exibição nos EUA: 04/12/2011
A equipe passa o dia num escritório para tentar impedir que o proprietário de uma empresa especialista em cartões leve a mesma a falência e com isso destrua uma pequena cidade. O grande problema é que está sendo filmado um documentário sobre o dia a dia dos funcionários o que torna o trabalho mais complicado.
Todo o episódio é feito nos moldes de shows como The Office, The Office US e Modern Family, onde os personagens acabam dando depoimentos para a câmera. A parte mais divertida ficou com Parker que além de ser a mais irritada com a exposição, nos brindou com cenas maravilhosas como as suas ideias de mensagens para cartões que eram nada convencionais.
Hardison e Elliot passaram o episódio discutindo porque o primeiro supostamente havia roubado o sanduíche que o segundo deixou na geladeira. Coisa que Hardison negou mas que no final do episódio descobrimos que Elliot tinha razão.
Nate e Sophie aproveitaram a situação para mais uma das suas infinitas DRs. No final parece que se entenderam ao vermos Nate entregar a parceira um cartão, que mesmo não sabendo os dizeres, fica claro que agradou.
O dono da empresa não era culpado. Estava sendo usado como bode expiatório por uma das suas funcionárias justamente por ser muito ingênuo para sequer conseguir organizar qualquer golpe.
Outro destaque foi o Elliot revelando para câmera que ninguém pode jogar o Hardison de um prédio para em seguida dizer que só ele poderia; sorrir como se estivesse brincando para depois deixar no ar novamente que jogaria sim o amigo de um prédio. O episódio contou com as participações de Peter Stormare (Prison Brake/The Big Lebowski) e Josh Randall (Ed/Scrubs/Greek).
Série:Destination Anywhere Episódio:Invisível (parte 2) Temporada:1ª Número do Episódio:1×08
CENA 1 – EXT. ESCOLA – TARDE
[MÚSICA – VIEW FROM HEAVEN, YELLOWCARD]
A câmera mostra uma tomada aberta da frente da escola Will Rogers. Alguns adolescentes se despedem, enquanto outros apenas conversam sentados no gramado posicionado perto do estacionamento. Um pôster bastante chamativo com a foto da banda Lillix voa entre os alunos até cair no chão, perto de MELISSA, que ajeita sua mochila nas costas e prende o cabelo em um rabo-de-cavalo. Ela olha para SAM, que está encostado em uma árvore, e acena. Sem perceber, MEL pisa em cima do pôster enquanto caminha até o amigo. O garoto olha para o relógio.
SAM: Já estava ficando preocupado. O que houve?
MEL: Relaxa, Samuel, eu me atrasei 10 minutos.
SAM: Eu não quero sair muito tarde.
MEL: Não se preocupe seu pai não vai nem perceber que você ficou esse tempo fora. Oklahoma City é aqui do lado, nós vamos e voltamos ainda hoje.
CENA 2 – EXT. MESMO LOCAL
ALEXIA caminha de um lado para o outro no estacionamento perto do pátio principal. Ela está com o celular na mão e digita um número, leva o aparelho ao ouvido e desliga. Ela xinga algumas palavras inaudíveis e olha para o relógio. A líder de torcida gira o corpo sem querer e bate de frente com um rapaz.
ALEXIA: Olha por onde anda, seu idiota!
RAPAZ: Tá nervosinha, é?
ALEXIA lança um olhar fulminante para o garoto que foge imediatamente. Ela balança a cabeça negativamente, e digita novamente um numero em seu celular, mas antes que a garota pudesse aproximar o aparelho de seu ouvido, uma mão toca em seu ombro, e ela se assusta, o derrubando no chão.
BECKY: Ai, amiga! Desculpa! Eu não quis te assustar.
BECKY se baixa e pega o celular.
ALEXIA: Nossa, você está atrasada!
BECKY: Eu só me atrasei 10 minutos! Eu não sei por que você quer ir tão cedo. Não se leva nem 2 horas para chegar na capital.
CENA 3 – EXT. MESMO LOCAL
SAM: Você não vai contar mesmo para o seu pai?
MEL: Ele não precisa saber sobre a mamãe.
MELISSA começa a andar e SAM a segue.
SAM: Então vamos lá, vamos fazer isso.
Ele esfrega uma mão na outra.
SAM: [Empolgado] Vamos para Oklahoma City! U-huuu…
SAM caminha um pouco mais rápido, tentando acompanhar MEL. Ele olha para garota, que mantinha a mesma expressão séria.
SAM: Você não me parece muito animada.
MEL: Só estou um pouco ansiosa.
CENA 4 – EXT. MESMO LOCAL
BECKY: Você não vai contar ao Matt sobre o Jordan?
ALEXIA: Ele não precisa saber disso.
ALEXIA começa a andar, REBECCA acompanha a amiga.
BECKY: Não acredito que vamos fazer isso, é tão… emocionante.
ALEXIA olha para BECKY.
ALEXIA: Ah! Aproveita enquanto ainda podemos ser irresponsáveis.
ALEXIA bate uma mão na outra e sorrir.
A garota olha para o estacionamento à procura de alguma coisa. REBECCA tira a chave do carro da bolsa e destrava o alarme.
CENA 5 – EXT. MESMO LOCAL
SAM destrava o alarme do seu carro e abre a porta. MELISSA joga sua mochila no banco de trás. Os dois se preparam para entrar no carro quando SAM avista REBECCA do outro lado da rua. ALEXIA percebe que SAM está olhando e puxa REBECCA para dentro do carro.
BECKY: [Assustada] O que foi?
ALEXIA: [Sussurrando] O cachorrinho tá do outro lado da rua!
BECKY olha pela janela e vê SAM e MELISSA.
BECKY: [Sussurrando] A Melissa está lá com ele.
ALEXIA: [Sussurrando] Vamos bater nela!
ALEXIA se prepara para sair do carro, mas REBECCA puxa a amiga para dentro do carro.
BECKY: [Sussurrando] Ninguém vai bater em ninguém aqui.
ALEXIA: Por que você está sussurrando?
BECKY: [Pausa] Foi você quem começou.
MELISSA inclina-se um pouco para a esquerda, e percebe uma movimentação estranha vinda do carro estacionado no outro lado da rua. Ela franze os olhos ao tentar perceber o que estava acontecendo.
MEL: Por acaso aquilo ali do outro lado da rua é a Alexia…
SAM: … e a Becky.
[MÚSICA FADE OUT]
[MÚSICA TEMA: PROMISES – LILLIX]
CENA 6 – EXT. ESCOLA – TARDE
MEL: [Para Sam] Acho melhor irmos embora logo.
A ruiva entra no carro enquanto SAM continua olhando para o outro lado da rua. REBECCA e ALEXIA saem de dentro do carro. BECKY desamassa sua roupa e sorri para SAM. O garoto olha com mais atenção, como se não acreditasse no que estava vendo. REBECCA SAWYER, depois de um empurrão de ALEXIA, está vindo na direção do garoto.
MEL: Sam?
SAM fecha a porta do carro, trancando a amiga.
BECKY: Oi.
SAM: Oi.
BECKY: E aí?
SAM: Eh… [Sorri nervoso] Oi.
REBECCA olha para trás e vê ALEXIA olhando para eles, ela diz alguma coisa e gesticula para que a amiga volte a olhar para SAM. MELISSA coloca seu corpo para fora da janela direita. A garota apóia seu corpo na janela e bate três vezes no capô do carro. REBECCA olha assustada para a garota.
MEL: Rebecca, por acaso essa sua repentina mudança de comportamento com o Sam tem alguma explicação plausível?
BECKY: Como assim?
MEL: A Alexia tá te ajudando nisso? [Ela olha para o outro lado da rua e Alexia se esconde atrás do carro] É além de qualquer coisa normal. [Para Becky] Ou você foi possuída por algum inseto alienígena?
SAM olha para a amiga com desespero.
SAM: [Indignado] Melissa! Para você tudo sempre tem que fazer parte de uma grande conspiração?
BECKY: [Para Mel] Eu não fui possuída por nada, querida!
MEL: E ai, Sam? Vamos ou não vamos?
SAM: [Para Becky] Eu estou indo pra capital agora.
BECKY: Para Oklahoma? Você vai?
MEL: É, ele vai sim!
ALEXIA corre até eles ao ver que MELISSA está atrapalhando a conversa.
ALEXIA: [Sorridente] Eu estou fazendo uma pesquisa, e gostaria muito que você me respondesse uma pergunta.
MELISSA encara a líder de torcida.
ALEXIA: É o seguinte. [Finge que está anotando alguma coisa na mão] Você já se cansou de correr atrás do Mathew? [Sorrir] O povo quer saber?
BECKY esconde o rosto com a mão.
BECKY: Alexia…
MEL: [Sorrindo] E quando que você vai deixar de ser uma cretina? O povo quer saber?
ALEXIA sorri com desprezo.
JORDAN: Oi, meninas!
ALEXIA olha para o primo e desfere algumas tapas em seu ombro.
ALEXIA: Onde você estava? Eu liguei pro número que você me deu, mas ninguém atendia!
JORDAN: Ih, era você?
ALEXIA bate nele mais uma vez.
ALEXIA: Eu falei para você me encontrar aqui às 3 em ponto!
JORDAN não presta atenção no que a prima está falando, seu foco é REBECCA, que parece extremamente desconfortável com os olhares do rapaz.
ALEXIA: [Para Mel] Eu adoraria ficar e quebrar a tua cara, mas tenho algo mais importante para fazer. Ir ao show das Lillix em Oklahoma! [Sorri] Vamos, Becky!
SAM: Eu também vou ao show.
BECKY faz menção de dizer algo, mas é cortada por Jordan.
JORDAN: Valeu pela informação companheiro. Quem sabe nós não nos encontramos por lá?
ALEXIA: É, procura na ala VIP.
ALEXIA ri enquanto caminha até o carro de REBECCA. JORDAN tenta passar a mão pelo ombro de BECKY, mas ela tira imediatamente e apressa o passo. JORDAN ri.
MEL: Podemos ir agora?
SAM: [Olhando para Jordan] Quem era aquele cara?
MEL: Não sei, nem me interessa.
A garota entra no carro novamente. O carro do SAM deixa o local.
ALEXIA, REBECCA e JORDAN entram no carro. PHILL e SCOTT aparecem na frente do carro com os braços abertos.
PHILL: Não estão esquecendo de ninguém?
JORDAN abre o vidro da janela no banco do motorista e apóia seu cotovelo na janela. PHILL e SCOTT se aproximam.
JORDAN: Eu acho que tenho más noticias para os dois. O carro está lotado.
SCOTT olha para dentro do carro e vê a irmã sentada no banco da frente e ALEXIA no banco de trás.
SCOTT: Não está nada!
JORDAN trava as portas.
JORDAN: [Sério] Eu acho que está sim.
PHILL: Para com isso, Jordan!
PHILL tenta abrir a porta.
JORDAN: Hey, calma. Por que vocês não vão de ônibus? Se vocês saírem agora ainda dá tempo.
SCOTT: Esse carro também é meu.
BECKY: Jordan, deixa eles entrarem.
JORDAN: Ih, você não vai chorar, né Scott?
ALEXIA coloca as pernas em cima do banco.
ALEXIA: [Irônica] Eu também acho que não tem espaço.
JORDAN: [Pro Scott] Vai contar tudo pra mamãe?
JORDAN dá partida no carro e sai cantando pneu. PHILLIP e SCOTT assistem o carro se distanciando, imóveis.
SCOTT: Eu não acredito que ele fez isso!
PHILL: Eu devia ter suspeitado. O Jordan é um babaca. A gente pega ele quando ele voltar.
SCOTT: Quem? Você?
PHILL encara SCOTT.
SCOTT: É, claro! A gente pega ele! Com certeza!
CENA 7 – INT. ESCOLA – TARDE
ANNA anda pelo corredor vazio, com uma sacola na mão, a procura de alguém. MATT aparece por trás da garota, a surpreendendo.
ANNA: Aí está você!
MATT: Pronta?
ANNA tira um chapéu da sacola e coloca na cabeça.
ANNA: Agora sim.
MATT: [Rindo] Pra você tudo tem que ser piada?
ANNA: É, isso eu não mudei.
MATT ajeita o chapéu na cabeça da amiga.
CENA 8 – INT. CASA DOS GRAHAM – TARDE
A porta se abre e MATT e ANNA entram.
MATT: [Para Anna] Eu vou pegar algumas coisas e a gente vai. Não vou demorar.
ANNA: Tudo bem.
MATT vai na direção da cozinha. ANNA fica observando a sala, ela olha ao redor, tentando ficar à vontade. A garota pega um porta-retrato perto da televisão e sorri.
LOU: [Surpresa] Anna?
ANNA devolve o objeto para seu local.
ANNA: [Sem graça] Oi. Eu estava só olhando.
LOU: [Sorri] Fotografia é a coisa mais bizarra que o ser humano inventou, não acha? Com um simples clique, podemos guardar o passado em cima de uma estante.
MATT volta para a sala com uma mochila cheia de coisas.
MATT: Oi, tia! Eu e a Anna vamos á fazenda.
LOU: Que bom que vocês chegaram, eu já estava de saída.
MATT: Boa sorte, tia.
LOU passa a mão na cabeça deMATT e sai.
CENA 9 – EXT. RUA – TARDE
SCOTT e PHILL andam na rua com cara de poucos amigos. Os dois encaram o chão e chutam algumas pedras na calçada.
SCOTT: E agora? O que a gente vai fazer?
PHILL: O que se faz em uma quinta-feira?
SCOTT: Uma festa?
PHILL: ‘Cê acha? Oh, mané! Depois do que aconteceu lá em casa nem se eu quisesse eu poderia dar outra festa. E além do mais, quase todas as gatinhas legais dessa cidade foram para aquele show idiota.
Os dois caminham em silêncio.
CENA 10 – EXT. ESTRADA – TARDE
[MÚSICA – OUTSIDE OF ME, KILLING HEIDI]
Vista aberta da estrada. O sol já está um pouco mais baixo, indicando que o fim da tarde se aproxima. O visual seco condiz com o outono. Algumas fazendas ao fundo dão autenticidade ao local. Vemos alguns caminhões na estrada e um carro. A imagem se aproxima desse carro, em que MELISSA está com seu rosto por cima do braço apoiado na janela. Ela olha a paisagem com um certo ar de melancolia. A garota suspira ao ver uma placa no auto indicando que Oklahoma City estava apenas à alguns quilômetros. Ela encosta-se à cadeira e olha para frente.
SAM: Você não falou uma só palavra a viagem toda. Mel, vai dá tudo certo.
MEL olha para o amigo, e força um sorriso. Um carro passa por eles buzinando.
SAM: É o carro da Becky!
CENA 11 – INT. CARRO DA BECKY
BECKY: Você enlouqueceu? Onde já se viu ultrapassar um carro desse jeito?
JORDAN ajeita seu chapéu de vaqueiro na cabeça e sorri.
JORDAN: Calma, princesinha, eu sei o que eu faço.
ALEXIA: Ele está atrasado, Becky!
JORDAN olha para ALEXIA pelo retrovisor. Ele mantém sua calma habitual.
JORDAN: Eu não estaria atrasado se vocês não fizessem questão de parar a cada 15 minutos.
ALEXIA: Nós não paramos a cada 15 minutos. Só paramos 2 vezes.
BECKY: Você está exagerando.
JORDAN: Sabe de uma coisa? Eu pensei que essa viagem ia ser mais divertida.
O garoto encara a prima pelo retrovisor e depois olha para REBECCA. O carro de SAM ultrapassa eles.
CENA 12 – INT. CARRO DO SAM
SAM: Eu não acredito que você me fez fazer isso!
MEL sorri.
SAM: Pelo menos eu consegui arrancar de você um sorriso.
JORDAN acelera e posiciona o carro ao lado de SAM, na contramão.
SAM: O que ele pensa que está fazendo?
[MÚSICA FADE OUT]
CENA 13 – INT. LOCAL DESCONHECIDO
LOU está sentada em uma sala com uma revista na mão. A mulher folheia a revista sem dá muita atenção ao conteúdo. Ela olha para uma porta que tem uma pequena placa dourada escrita “Larry & Associados”. A porta se abre. LOU joga a revista na cadeira e se levanta. JAMES CARTER aparece e olha para LOU com surpresa.
CARTER: Louise Graham!
LOU: Olá, James!
CARTER: O que a trás aqui? Andou fazendo algo ilegal?
LOU: [Sorri] Infelizmente é algo pior: o Prefeito Wilson Danes. E você? O que o traz a uma firma de advogados?
SAM olha para o lado e vê que o carro dirigido por JORDAN está acelerando cada vez mais.
MEL: Pisa no acelerador!
SAM: Eu não vou fazer “racha” em uma auto-estrada.
BECKY olha para SAM e grita.
BECKY: Para com isso, Sam!
MEL: Não para!
CENA 15 – INT. CARRO DE BECKY
ALEXIA fica de joelhos no banco. Parece bastante animada.
ALEXIA: [Batendo palmas] Vamos passar deles de novo!
JORDAN acelera o carro.
BECKY: [Grita] Cuidado! Um carro!
JORDAN parece bastante tranqüilo. Ele nem ao menos se abala quando avista um carro vindo em sua direção. O carro começa a buzinar. ALEXIA, que estava rindo, muda de expressão e se agarra no banco da REBECCA.
ALEXIA: Volta para a pista, Jordan! Isso não tem mais graça.
JORDAN não obedece. O garoto continua a acelerar o carro quando SAM pisa no freio. JORDAN volta para a pista, saindo da contramão. O garoto esboça um pequeno sorriso de vitória. ALEXIA e BECKY, assustadas, não falam nada.
CENA 16 – INT. CARRO DE SAM
SAM: Ele não ia sair da outra pista.
MEL: Eu sei! Que cara maluco.
O carro passa por uma placa. “Bem vindos à Cidade de Oklahoma”.
CENA 17 – EXT. FAZENDA GRAHAM – FIM DE TARDE
[MÚSICA – I WANNA BE WITH YOU, MANDY MOORE]
ANNA observa MATT conversar com um homem. Ele aperta a mão do homem e caminha até ANNA que segura a mochila do garoto impaciente. A garota pega uma maçã dentro da mochila e dá uma mordida.
ANNA: Quer um pouco?
MATT: Como você consegue comer tanto?
ANNA: Eu não como muito.
MATT pega a mochila e sacode.
MATT: Está vazia.
ANNA: Então eu acho que você não vai querer ir ao Red’s depois?
MATT ri.
ANNA: [Aponta para o homem com quem Matt conversava] Esse foi o último?
MATT: Sim. Agora é só mostrar [Matt mostra uns papeis] à Lou quando ela voltar.
ANNA: [Sem entender] Ahn…
MATT: Deixa eu explicar.
Os dois começam a andar em direção ao carro.
MATT: Toda semana a Lou checa em cada setor da fazenda os números, necessidades, sugestão do pessoal. Ela faz isso pessoalmente, diz que é melhor. Não tem muito tempo nós passamos de fazenda de pequeno porte para médio, e com isso o trabalho aumentou. Eu a ajudo quando posso.
ANNA faz uma expressão de quem entendeu.
MATT: O assunto não é um dos mais empolgantes, eu sei.
ANNA sorri.
ANNA: Eu nunca pensei que veria você tão envolvido com isso tudo aqui.
MATT olha para ANNA, e os dois ficam sérios. O garoto para de andar e encara a amiga por alguns segundos.
MATT: Eu acho que descobri que não importa o local. O nosso lar é onde o nosso coração está.
O telefone celular de ANNA toca, quebrando o momento entre os dois.
ANNA: Alô?
CENA 18 – INT. QUARTO DO PHILL
[MÚSICA BAIXA]
PHILL: Anna! Você está aqui? Aqui em Tulsa! [pausa] Não acredito! Você é a minha salvação! [Ri] Quer dar uma volta? [Pausa] Ah! Não sei… eu posso te levar à alguns lugares da cidade que você nunca viu antes. [Ri] Ocupada? E mais tarde? [Pausa] Entendo. [Suspira] É uma pena. Quem sabe um outro dia. [Pausa] Está certo. Tchau.
PHILLIP desliga o telefone e olha para Scott que estava encostado na parede.
PHILL: [Imitando a voz da Anna] Quem sabe um outro dia.
SCOTT ri. O garoto se aproxima de PHILLIP, um pouco sem graça.
SCOTT: Phill. E o Carter? Você disse que ia me ajudar com ele.
PHILL: E eu vou! Cada coisa tem seu tempo.
SCOTT: Eu não quero sair do time. Eu sei que vou ficar bom logo.
PHILL: Relaxa, Scott! Eu vou falar com o meu pai.
SCOTT: Não sei, Phill. Por que ele faria uma coisa dessas? O treinador Carter levou os Rogers à final, ano passado. Ele é bom.
PHILL: Tão bom que quer cortar você do time. Olha, se o meu pai não resolver isso, eu mesmo resolvo.
PHILL coloca um casaco.
SCOTT: Para onde você vai?
PHILL: Dar uma volta.
[MÚSICA FADE OUT]
CENA 19 – EXT. FAZENDA GRAHAM
MATT: Era o “Phill”?
ANNA: Era sim, o “Phill”.
MATT balança a cabeça negativamente.
ANNA: Ih, já vai começar?
MATT: Eu não disse nada!
ANNA: Não precisa. Dá pra ver pela sua cara.
MATT fica sério.
MATT: Já está ficando tarde.
ANNA: Hum… Eu não quero ir para casa.
MATT: E vamos pra onde?
ANNA: Não sei, “cowboy”! O que você sugere?
MATT sorri.
MATT: Eu sei de um lugar.
MATT e ANNA entram no carro.
ANNA: Contanto que não seja um rodeio, eu estou dentro!
CENA 20 – EXT. LOCAL DESCONHECIDO – NOITE
SAM estaciona o carro em frente a um prédio. MELISSA olha para o endereço na carta.
MEL: É aqui mesmo.
SAM: Obrigado “Yahoo! Directions”!
SAM guarda um papel com um mapa no porta-luva.
MEL: Bom, Sam. [Suspira] Eu acho que nos vemos mais tarde.
SAM: Você tem certeza que não quer que eu fique?
MEL: Sim.
MEL sai do carro.
MEL: Brigada, Sam!
SAM: Me liga quando você terminar. Boa sorte.
MEL: Boa sorte você também.
MELISSA olha para o prédio, hesita por alguns instantes e aperta a campanhia do interfone.
CENA 21 – INT. LOCAL DESCONHECIDO – QUARTO – NOITE
ALEXIA, REBECCA e JORDAN estão em um quarto, que aparenta ser em um hotel. ALEXIA joga sua bolsa em cima da cama.
JORDAN: Vocês não vão mais falar comigo?
ALEXIA e REBECCA ignoram a presença do rapaz. Ela retira algumas roupas de dentro da bolsa e pendura em um cabide.
ALEXIA: [Para Becky] E tinha gente que achava desnecessário um quarto de hotel.
Ela retira seu casaco e sacode a poeira.
BECKY: [Para Alexia] Nem me fale, meu cabelo parece um cacto.
JORDAN: Vocês vão se atrasar. O show é em uma hora.
ALEXIA: [Para Becky] Eu vou tomar banho primeiro.
BECKY: [Para Alexia] Eu vou pedir alguma comida descente para a gente comer.
ALEXIA entra no banheiro, e REBECCA sai do quarto. JORDAN suspira e se joga na cama.
CENA 22 – EXT. RUA – OKLAHOMA – NOITE
VOZ NO INTERFONE: Quem é?
MEL: [Pausa] Melissa Baker.
Alguns segundos depois a campanhia toca e o portão se abre.
CENA 23 – INT. MESMO LOCAL
MELISSA sai do elevador e uma mulher alta e ruiva [Elizabeth Perkins] a espera do lado de fora.
CENA 24 – INT. MESMO LOCAL – SALA
MELISSA senta-se em um sofá. A garota olha ao redor. O apartamento é pequeno, mas bastante confortável. A mulher senta-se em outro sofá, ficando cara-a-cara com a filha.
MULHER: Não achei que você viesse tão rápido.
MEL: Eu aproveitei que um amigo estava vindo à capital e… [Olha para a mãe] Eu vim em uma má hora?
MULHER: Não! Não! Claro que não. Para falar a verdade, não pensei que viesse.
A Mulher encara MELISSA.
MULHER: Você está tão bonita.
MEL olha para baixo.
MULHER: Seu pai sabe que você está aqui?
MEL: Não.
A Mulher suspira e sorri.
MULHER: Eu nem sei o que dizer.
MEL: Foi você quem disse que precisava falar comigo.
A MULHER olha para filha, visivelmente emocionada.
MEL: Você disse na carta que não ficaria aqui por muito tempo.
MULHER: Sim, eu ainda estou resolvendo isso.
MEL: E na carta você me perguntou seu eu poderia passar um tempo com você.
MULHER: Melissa, minha filha. Eu não quero encher teus ouvidos com conversas sobre o destino. As coisas acontecem devido às nossas atitudes. Eu tive que abrir mão de muita coisa na vida…
MEL: Inclusive de mim.
MULHER: Eu não tinha escolha. Não pense que eu fiz isso por que não te amava. Amava muito, você e seu pai.
MEL: Então por que você foi embora?
A MULHER encara o chão. Ela parece extremamente nervosa.
MULHER: Eu fiz o que tinha que ser feito, na época. [Olha para Mel] Mel, eu vim para Oklahoma a trabalho. Estou pleiteado uma transferência para essa cidade. E realmente espero que isso aconteça logo. Eu gostaria muito que você viesse ficar uns tempos comigo.
MEL: Eu não posso deixar o papai.
MULHER: [Triste] Eu entendo.
MEL: Ele morreria só de ouvir que eu vim para a capital só para falar com você.
MULHER: Eu não estou pedindo para que você me responda agora. Só quero que você saiba que você tem possibilidades. Se você realmente achar que deve vir, eu vou ficar feliz de alugar um local maior.
MEL sorri.
MULHER: Desculpa, Melissa. Eu sinto muito por tudo.
MEL: Tá tudo bem. Eu sobrevivi.
MULHER se levanta e coloca as mãos no bolso.
MULHER: Você vai voltar para Tulsa ainda hoje?
MEL: Vou. Eu vou voltar com o meu amigo.
MULHER: Mas antes você teria tempo de jantar? Eu posso preparar alguma coisa.
MEL: Obrigada.
MULHER: Me ajuda?
MELISSA balança a cabeça positivamente.
CENA 25 – EXT. RUA – NOITE
[MÚSICA – FOR THE MOVIES, BUCKCHERRY]
MATT para o carro. ANNA, surpresa, olha para frente.
MATT: Pringles Drive In!
ANNA: [Sorrindo] Muito melhor que um rodeio!
CENA 26 – EXT. DRIVE IN
MATT e ANNA estão acomodados dentro do carro. ANNA segura um saco gigante de pipoca.
ANNA: Eu não acredito que vou ver “Twister” dentro de um “drive in” em Oklahoma.
MATT: Ué, por quê?
ANNA: É muito sádico.
MATT sorri e pega um pouco de pipoca. Anna fica olhando para ele.
MATT: O que foi? Não posso pegar sua pipoca?
ANNA: Não, claro! Quer dizer, claro que pode.
MATT: O que foi? Você quer me dizer alguma coisa?
ANNA: [Sorri] Não foi nada.
MATT: Olha lá. O filme vai começar.
ANNA olha para a tela, e joga uma pipoca no amigo.
CENA 27 – INT. GINÁSIO
[MÚSICA FADE OUT]
ALEXIA e REBECCA andam pela multidão de braços dados. As duas garotas estão super produzidas. Elas mostram o ingresso para um dos seguranças e sobem uma escada que dá acesso aos camarotes. Jordan vem um pouco mais atrás.
ALEXIA: Dá para ver tudo daqui!
JORDAN: [Olha para rebecca] Uma visão privilegiada.
BECKY olha para a parte de baixo, a procura de alguém. JORDAN tira uma garrafinha de bebidas do bolso da sua calça e dá um gole. ALEXIA fica olhando para ele.
JORDAN: Quer um pouco?
ALEXIA: Eu não estou falando com você.
JORDAN: Acabou de falar.
ALEXIA pega a garrafa do primo e volta a olhar para a multidão.
CENA 28 – EXT. RUA
LOU para em um carrinho de sorvete. Ela compra duas casquinhas e caminha um pouco mais. Vemos o treinador JAMES CARTER encostado em um carro.
CARTER: Eu disse que não precisava.
LOU: Do que você está falando? Esse sorvete aqui é famoso. [Entrega o sorvete] Ei, obrigada por me esperar.
CARTER: Não tem problema. Faz tempo que a gente não conversa.
LOU: Depois que o Matt cresceu, ele achou que era um pouco constrangedor a tia o acompanhar em todos os treinos.
JAMES ri. Os dois continuam a andar.
CENA 29 – INT. GINÁSIO
SAM anda entre a multidão, atento, procurando por REBECCA. Ele dá um giro completo em torno de si mesmo, mas aparentemente a garota não estava por perto. A multidão começa a gritar, as luzes se apagam.
BECKY está olhando para baixo quando as luzes se apagam. Não demora muito para que o local esteja iluminado novamente. Desta vez as luzes são de diferentes cores e piscam de acordo com a batida da bateria. Um feixe de luz ilumina um canto do palco e podemos ver a baterista. As pessoas no local aplaudem quando o som de baixo entra em ação. Outro feixe de luz ilumina o palco e outra figura feminina se revela. O som do teclado é seguido pelo som da guitarra e vemos mais duas garotas. Alexia aponta para o palco e começa a pular.
[MÚSICA –24/7, LILLIX]
As Lillix começam a tocar. O foco agora é o palco.
TASHA: [Canta] I’m never ganna run, I’m never ganna live, I’m never ganna hide ohhh. I’ll wait for you hoping that day will come… I’ll wait for you until it feels like forever…
CENA 30 – INT.LOCAL DO SHOW – CAMAROTE
JORDAN: Elas não são tão ruins assim.
ALEXIA ignora o comentário do primo e volta a cantar.
SAM continua a andar. O garoto parece desapontado. Ele para e encara o palco. A letra da música parece mexer com ele.
TASHA: [Canta] But right now 24/7, I’ll wait 24/7, For you 24/7, I know 24/7.
[MÚSICA TERMINANDO]
CENA 31 – INT. DRIVE IN
ANNA olha para o saco de pipoca vazio. MATT olha para ela e ANNA sacode o saco para baixo.
MATT: Eu vou pegar mais.
ANNA sorri. O garoto desce do carro, e ela volta a prestar atenção no filme. Aparece uma cena em que um grande tornado engole um carro preto, fazendo uma grande explosão. Alguém bate no vidro da janela, do lado onde ANNA estava sentada. A garota de assusta. PHILLIP sorri. ANNA baixa o vidro do carro.
PHILL: Pensei que você tinha dito que estava ocupada.
ANNA: Phillip… eu posso explicar.
PHILL: Calma, Anny! Eu não estou pedindo nenhuma explicação.
ANNA: Mas isso está parecendo que eu inventei algo para não sair com você.
PHILL: E não foi?
ANNA: Claro que não. Eu estava ajudando um amigo, e viemos parar aqui.
PHILL: Um amigo?
ANNA: É.
PHILL: Anny, eu conheço o carro do Matt. Esqueceu que ele namora a minha irmã?
ANNA fecha os olhos um pouco constrangida. Ela sorri.
ANNA: Isso, o Matt.
PHILL sorri.
PHILL: Acho legal que vocês tenham voltado a ser amigos.
ANNA: É mesmo?
PHILL: Palavra de escoteiro.
ANNA: Desde quando você foi escoteiro?
PHILL: Nunca. [Sorri] Só espero que você não deixe de falar comigo por causa dele.
MATT: Anna, eu esqueci… a minha carteira. Phillip?
PHILL: Matty!
MATT: Oi…
PHILL: Pensei que você tinha ido ao show das Lillix com a minha irmã.
MATT: Não, eu não pude ir.
PHILL: Que estanho. Você sabe com quem ela foi?
MATT: Na verdade ela não me disse.
PHILL: [Sorri] Bom, eu não vou mais atrapalhar vocês. Eu já estou indo. Tchau Anny, tchau Matt!
PHILL muda a expressão sorridente quando fica de costas para o casal de amigos. Ele parece furioso. O garoto anda até um carro mais atrás, onde SCOTT estava encostado.
SCOTT: Era ele?
PHILL: Sim. Isso que eu chamo de sorte grande.
Os dois riem.
SCOTT: O que você falou pra ele? Disse que ia contar para a Alexia?
PHILL: Tá louco? Eu fui até gentil demais com os dois. Eu preciso que a Anna goste de mim, confie em mim. [Rir] Eu vi o olhar na cara dele. Foi hilário.
SCOTT ri.
PHILL: Agora vamos dá o fora daqui. Esse filme é horrível.
CENA 32 – INT. GINÁSIO
[MÚSICA – BECAUSE, LILLIX]
Algumas meninas pulam na frente do SAM. Ele parece até está se divertindo. O garoto tenta acompanhar a musica, mas claramente não sabe da letra. SAM olha mais uma vez ao redor e depois olha para o relógio. O garoto balança a cabeça negativamente e começa a andar para fora do local. Ele olha para trás e encara o palco por alguns instantes.
SAM: [Sussurra] O que eu estava pensando? Eu nunca vou encontrar…
SAM abre a boca. Ele esfrega os olhos ao ver que REBECCA estava ali, bem na sua frente, perto do banheiro. Ele observa a garota cruzar os braços, como se estivesse esperando alguém. JORDAN se aproxima dela trazendo dois copos de água. Ele entrega um copo para ela, e fala algo pelo qual ela retribui com um sorriso. Ele fala algo, dessa vez diretamente sem sua orelha, a garota parece não ter entendido, ele se aproxima novamente e a beija. SAMUEL fica surpreso com a cena, mas antes que ele deixasse o local, REBECCA empurra Jordan e bate na cara dele. JORDAN sorri e ela o empurra. O rapaz abre os braços num gesto de trégua, e ela devolve o copo de água que ele trouxe. REBECCA olha para o lado e vê SAM, parado, olhando para ela.
BECKY: [Grita] Sam!
A líder de torcida corre até SAM, que continua parado.
SAM: Quem é aquele cara?
BECKY: O primo da Alley. [Sorri] Você veio!
SAM: É… eu vim.
BECKY olha para o lado e vê ALEXIA saindo do banheiro. JORDAN aponta para ela e SAM e BECKY vem na direção dos dois.
ALEXIA: Ai, meu Deus! O cachorrinho tem um faro bom, amiga! Ele te achou! [Para Sam] Parabéns, parabéns!
BECKY: Seja lá o que tinha naquela garrafa, era forte demais para você.
ALEXIA: Nada é forte demais para mim. Nada. [Sorri] Sam, Sam, Sam, você acha que a minha amiga Becky aqui vai cair no seu charme desengonçado? Acha?
SAM começa a gaguejar.
BECKY: Alley!
ALEXIA: [Para Becky] Calma, Becky. Calma. [Para Sam] Eu acho que ela gosta de você. Ela não gosta quando eu falo mal de você! [Põe a mão na boca] Ooops! Esqueci que eu disse isso. Aliás, vocês dois. Becky e Sam. Esqueçam que eu estou aqui! Eu vou subir no palco e cantar uma música para vocês!
[MÚSICA FADE OUT]
ALEXIA coloca os braços para cima e sai aplaudindo a música que havia acabado.
[MÚSICA- BLIND, LILLIX]
SAM olha para BECKY de um modo estranho, como se quisesse entender o que acabara de acontecer.
BECKY: [Disfarça] Ela bebeu alguma coisa da garrafa do primo. [Sorri timidamente] A Alley tem péssimos hábitos.
SAM: O que ela falou é verdade?
BECKY: A Alley exagera um pouco.
A garota o encara por alguns instantes.
SAM: Eu vim até aqui por sua causa.
BECKY: Eu sei.
SAM: E você não vai fazer nada sobre isso?
BECKY: Eu não sei. [Pausa] Essas últimas semanas eu percebi como eu sinto falta de você por perto. De quando você gagueja quando fala comigo, de sentir que você me olha com desejo. Você me olha assim desde o ano passado. Quando o Matt deu uma festa, logo depois que ele e a Alexia ficaram pela primeira vez. Foi nessa festa, eu estava doente, com dor de cabeça, eu deitei no sofá e quando eu abrir os olhos você estava olhando para mim, como se eu fosse um anjo. Eu não sou cega, Sam.
SAM: Se você sabia todo esse tempo, por que não me disse logo que não estava afim e acabava com meu sofrimento.
BECKY: Eu não quero te fazer sofrer. Me desculpa, Sam.
Ele balança a cabeça negativamente.
SAM: [Triste] Eu tenho que ir buscar a Mel. Acho que nos vemos no Will Rogers.
BECKY segura SAM pela mão. Ela se aproxima dele lentamente. Os seus olhos se encontram, SAM parece não acreditar no que está acontecendo.
SAM: O que você está fazendo?
BECKY: O que eu deveria ter feito há algum tempo.
REBECCA por as mãos na nuca do garoto e puxa sua cabeça lentamente, até que seus lábios se encontram. SAM abraça BECKY e os dois se beijam. Ele passa a mão no rosto da garota e olha em seus olhos. Os dois se encaram por um instante e REBECCA sorri.
BECKY: Eu tenho que ir atrás da Alley, ou ela sobe no palco com certeza.
SAM: Eu tenho que ir buscar a Mel.
BECKY: A gente se fala, ok?
SAM sorrir. REBECCA some no meio da multidão.
[MÚSICA FADE OUT]
TASHA: Foi um ótimo show!
KIM: Vocês detonam!
O som das palmas toma conta do local. JORDAN carrega ALEXIA enquanto BECKY segura os sapatos da amiga.
BECKY: Você não deveria ter deixado ela beber.
JORDAN: A Alexia já é bem crescidinha. Ela sabe o que faz.
ALEXIA: [Cantando] Você quer saber? O que eu gosto em você? O que eu goste em você?
BECKY: [Para Jordan] Você só podia ser primo do Phillip.
JORDAN: Veja pelo lado bom, princesinha. Ela bebeu tudo o que eu tinha, agora eu vou ter que dirigir sóbrio.
BECKY força um sorriso.
CENA 33 – EXT. RUA – OKLAHOMA
MEL entra no carro do SAM. Os dois se olham.
SAM: Está tudo bem?
MEL: Sim. Vai ficar tudo bem.
SAM sorrir
CENA 34 – EXT. RUA
LOU olha para seu relógio.
LOU: Nossa! Como está tarde. Eu nem vi o tempo passar.
CARTER: Precisamos nos encontrar mais.
LOU: Quem sabe eu não vou ao próximo jogo do Matt.
PHILLIP e SCOTT atravessam a rua. Os dois andam alguns instantes antes de PHILL puxar SCOTT para trás de uma árvore.
SCOTT: Ei, o que houve?
PHILL aponta para LOU e JAMES.
SCOTT: O treinador…
PHILL: Com a tia do Matt!
SCOTT: [Rindo] Quem diria…
PHILL sorri.
PHILL: Quem foi que disse que um raio não cai no mesmo lugar duas vezes?
SCOTT: O que você quer dizer com isso?
PHILL: Pra quem dava como perdida essa noite, eu ganhei na loteria duas vezes.
ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham
ATORES CONVIDADOS
John Wesley Shipp como James Carter
Travis Fimmel como Jordan
Elisabeth Perkins como Mãe da Melissa
PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
Tasha-Ray Evin como Tasha-Ray Evin
Lacey-Lee Evin como Lacey-Lee Evin
Louise Burns como Louise Burns
Kim Urhahn como Kim Urhahn
MÚSICA TEMA
Promises por Lillix
TRILHA SONORA
View from Heaven por Yellowcard
For The Movies por Buckcherry
Outside Of Me por Killing Heidi
I Wanna Be With You por Mandy Moore
24/7 por Lillix
Because por Lillix
Blind por Lillix
Hart of Dixie chegou na CW trazendo lembranças dos bons tempos da WB. A série tem o encanto de Everwood, as tiradas de Gilmore Girls, pitadinhas da desconhecida Young Americans e até, se procurar bem de pertinho, um pouco de Dawson’s Creek. É uma série assim: conta a história de uma médica novaiorquina chamada Zoe Hart, que se vê obrigada a morar na fictícia cidade de Bluebell, rodeada de tipos e dramas que levam os – poucos – telespectadores ao deleite. Quem acompanha Hart e as aventuras dos moradores de Bluebell sabe muito bem do que estou falando: são amores, desafetos, planos e conflitos de interesses, coisas simples e cotidianas, que poderiam acontecer em qualquer lugar, mas carregam o charme inevitável dos ares sulistas. E com essa cara de algo que já foi visto, Hart chegou para diversificar uma programação saturada de coisas “sobrenaturais” como fantasmas, super-heróis, vampiros (e agora bruxas), assim como fofocas e dramas adolescentes. Hart é uma série para a família. Clique aqui para continuar a leitura »
Série: Bones Episódio: The Twist in the Twister Temporada: 7ª Número do episódio: 7×05 Data de exibição nos EUA: 08/12/2011
Quando uma série dura muito tempo ela pode evoluir, crescer junto com os personagens e se tornar uma coisa completamente diferente daquela de quando começou. Ou, nos muitos casos, ela pode descer ladeira a baixo, virar um show de horrores, e terminar com uma sensação de que já foi tarde. Bones está entre esses dois caminhos. No sétimo ano, tentando se reinventar, assumindo os riscos de um enredo inesperado, a balança começa a sair do limbo da imparcialidade. Pende para o lado ruim. Clique aqui para continuar a leitura »