Esquentando o Natal com um eggnog em Two and a Half Men

Data/Hora 25/12/2011, 11:19. Autor
Categorias Gastronomia

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Bertha:
“Ei, estou fazendo o eggnog. Você quer a todo vapor ou apenas cintilante?”

Charlie Harper:
“Bom, vamos ver. Estamos celebrando paz na Terra e boa vontade para toda a humanidade. Vamos meter o pé na jaca.”

Bertha:
“Aleluia!”

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É Natal! Liga a TV!

Data/Hora 24/12/2011, 15:45. Autor
Categorias Especiais

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Amanhã é Natal, e nada melhor do que um domingão para relembrar episódios especiais para essa época do ano. A equipe do TeleSéries separou alguns episódios de Natal – ou não – para você assistir juntinho de quem você mais gosta amanhã.

Grey’s Anatomy – Grandma Got Run Over By a Reindeer (2×12)

Não ser fã do natal é bem estranho para a maioria das pessoas e é difícil ser alheio a tantos enfeites e propagandas nesta época do ano, tem sempre uma Izzie, por exemplo, pra transformar a sala de estar em uma oficina do Papai Noel e pra pregar o espírito natalino. É por isso que adoro este episódio de Grey’s Anatomy, porque ninguém está no humor pra comemorar o feriado, mas não deixa de passar uma mensagem bonita sobre estar com as pessoas que você ama, sobre família e milagre. (Lara Lima)

Glee –  Extraordinary Merry Christmas (03×09)

Em Extraordinary Merry Christimas, o Glee Club da McKinley High fica dividido entre dois eventos: A gravação de um especial de Natal para uma emissora local ou cantar num evento beneficente para as crianças sem teto de Lima. A maioria aceita o especial e, Rory, lembrando do verdadeiro significado da época, muda o roteiro e os faz repensarem suas atitudes. Me fez pensar em o que realmente eu esperava do natal e, com certeza, mudou meu ponto de vista. (Ariel Borges)

Poirot – The Theft of the Royal Ruby (3×08)

O episódio The Theft of the Royal Ruby [o oitavo da terceira temporada de Agatha Christie’s Poirot, exibido originalmente na Inglaterra em 24/2/1991] é uma adaptação do conto A Aventura do Pudim de Natal. Poirot é convidado a resolver o caso do roubo de um valioso rubi que pertence à família real egípcia e precisa hospedar-se na casa de campo de uma família inglesa durante o Natal, onde integra-se aos costumes britânicos para as festividades: pantomimas, jogos de mímica e, é claro, o pudim de Natal. Este é um dos raros casos em que Poirot interage com crianças e isto, junto com a atmosfera geral de aconchego de um Natal em família, o humor típico inglês e um crime que não é assassinato, torna o episódio ideal para a época. (Luciana Naomi)

Roswell – A Roswell Christimas Caroll  (2×10)

Há duas razões para assistir esse episódio no dia 25 de dezembro: a mensagem de que devemos viver a vida de modo honesto e feliz e a Xmas Nazi – nada menos do que a Katherine Heigl em início de carreira. O episódio conta como o alien Max lida com a escolha de usar o seus poderes e relevar a sua identidade, ele acaba não salvando o homem e é aterrorizado pelo ‘fantasma’ da vítima. Esse episódio é uma releitura do clássico de Charles Dickens Um Conto de Natal, e mostra que mesmo que a vida não esteja boa, há motivos para comemorar. O ponto cômico do episódio é a alien Isabel e sua obsessão pelo Natal perfeito. No final, o espírito de caridade natalino prevalece sobre todos. (Maria Clara Lima)]

Doctor Who – Runaway Bride (2×14)

Esse ano pela primeira vez na noite de natal terei duas séries para assistir: Doctor Who e Downton Abbey. Pensando nisso escolhi para esse especial o meu episódio favorito de natal de Doctor Who: The Runaway Bride. O episódio nos apresenta pela primeira vez Donna Noble que é a companion favorita de muitos fãs da série (ela é a minha favorita empatada com a Martha Jones). Episódios de Natal são uma tradição em Doctor Who e esse episódio está entre os meus favoritos de toda a série. (Tati Leite)

The O.C. – The Chrismukkah That Almost Wasn’t (2×06)

Para o dia 25 indico um dos episódios natalinos mais bonitos de The O.C.: o sexto episódio da segunda temporada. Lindsay estava desiludida, com a briga que teve com Caleb sobre a sua paternidade estragando toda a cerimônia de natal na casa dos Cohen. Mas o espírito destas festas leva Summer a salvar o natal trazendo a cerimônia pra casa de Lindsay, que nunca teve oportunidade de comemorar com uma família. O momento em que ela chega à casa junto com Seth é de se emocionar. (Anderson Narciso)

Memória – ‘O Toque de um Anjo’, esperança e Feliz Natal

Data/Hora 23/12/2011, 22:11. Autor
Categorias Memória

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O final do ano chegou e trouxe com ele o espírito natalino e uma atmosfera de fé e esperança. Momento para se refletir e sonhar. E para acreditar em dias melhores, em um futuro de realizações e conquistas, em milagres, bênçãos e em anjos.

Por isso, inspirados pelo clima dessa época do ano vamos recordar uma série que durante nove anos nos apresentou mensagens tão motivadoras quanto o natal, o seriado Touched by an Angel, por aqui conhecido como O Toque de um Anjo.

Era uma vez…

Monica (Roma Downey) é uma aprendiz de anjo que acaba de ser promovida do setor de procura e salvamento para o de assistência social. Agora, ela deve viver entre os homens, em forma humana, e ajudar as pessoas a lidarem com situações complexas e dolorosas, e a recuperarem a fé em Deus e na vida.

Sua primeira missão é ajudar o menino David que procura pela mãe. Christine decidiu abandonar o filho e o marido Nick por se sentir culpada pela morte acidental da filha mais nova. Nick é um detetive que trabalha muito e não tem tempo para cuidar de David, ele contrata Monica como babá do menino. A anjinha sensibilizada com a dor de David parte em busca de Christine e consegue convencê-la a se perdoar e voltar para a casa. Com a família de David novamente reunida Monica parte para outras missões.

Certo dia ela é uma enfermeira, para no outro ser jornalista, é também policial e produtora de TV, além de trabalhar como motorista, pintora, garçonete e desempenhar tantas outras funções, quantas necessárias para se aproximar de seus protegidos.

Mas ela não está sozinha em suas tarefas, Monica recebe instruções de Tess (Della Reese), sua supervisora, um anjo experiente que tem na franqueza sua característica principal e na música a sua melhor forma de expressão.

Elas ajudam famílias a se reconciliarem, incentivam que as pessoas enfrentem seus medos e deslanchem suas carreiras profissionais, revitalizam laços de amizades e até um lago. Mas anjos também têm a difícil missão de confortar a todos na hora da perda. Andrew (John Dye) é o anjo da morte responsável por acompanhar as pessoas dando-lhes paz e serenidade na hora da partida. Assim quando Petey, um menino que sofria de uma grave doença e tinha uma lista de nove coisas para fazer antes de morrer, se aproximava da hora derradeira, os anjos decidem ajuda-lo a cumprir sua lista que incluía aprender piano, achar um lar para sua iguana (adotada por Tess), apresentar a melhor amiga a cantora Celine Dion, ajudar a mãe a finalizar uma canção e ir para o céu.

Perto da morte a vida pode parecer simples, só parecer. Quando uma pesquisadora decide clonar seres humanos, Monica tem que explicar que Deus sabe exatamente como e quando gerar vidas, e em demonstração nasce um novo anjo, Gloria (Valerie Bertinelli). Enquanto ensina a recém chegada anjinha a amar os seres humanos, Monica enfrenta as tentações de abandonar a responsabilidade de anjo para se tornar uma humana, casada e com filhos… mas, Monica recupera sua fé, pede perdão a Deus e volta ao “batente”.

Depois de trabalhar muito, Monica está a um passo, ou melhor, a uma missão de ser promovida a supervisora. Ela e o faz-tudo viajante Zach chegam a uma pequena cidade que sofre pela perda de todas as suas crianças vítimas de uma explosão na única escola do local. Os moradores deliberam sobre a possibilidade de venderem toda a cidade para a construção de um polo comercial e irem embora, quando surge a suspeita de que Zach tenha causado a explosão e ele é preso. Monica confia que Zach seja inocente e tenta defende-lo contra um promotor, que é na verdade, o próprio demônio.

Apesar dos esforços de Monica, Zach é condenado à prisão perpetua, ela então desiste de sua promoção para proteger Zach pelo resto da vida dele. Mas, a cidade descobre a causa da explosão e também que Zach é inocente e a notícia da gravidez de uma moradora reacende a esperança de todos que decidem seguir os conselhos de Monica e reconstruírem a cidade. Com mais uma missão cumprida, Monica descobre que Zach era Deus e que a renuncia de sua felicidade para proteger esse ilustre desconhecido a promoveu a supervisora. Agora, ela terá novas missões e muitas bênçãos para distribuir pela eternidade.

…e então…


O Toque de um anjo
estreou nos EUA em 21 de setembro de 1994 e permaneceu no ar até 27 de abril de 2003.

O seriado trabalha com uma fórmula simples e cativante de narrativa, na qual histórias cotidianas, dramas e dilemas sempre têm um desfecho acalentador. Até mesmo a morte é retratada de tal forma.

Ainda que as personagens recorrentes da série sejam os anjos é o ser humano a figura principal da trama, isso fica evidente desde o primeiro episódio do seriado quando Monica e Tess conversam sobre os homens:

“Tess: Pessoas são complicadas.

Monica: Eu sei. Isso é o que amo neles. Como eles conseguem, Tess? Eles se levantam todas as manhãs e começam tudo de novo. Tem que ter muita coragem para fazer isso. E eles nem ao menos sabem o que nós sabemos.

Tess: Deus ajuda-os.”

Se anjos existem ou não só a fé de cada um pode responder, mas nesse Natal que todos possamos sentir um toque de paz e esperança em nossas vidas.

Feliz Natal a todos e que 2012 nos traga alegrias, conquistas e muitas séries boas que possam entrar para nossa galeria de inspirações

…eternas.

Vídeo – Veja a promo legendada da última temporada de ‘One Tree Hill’

Data/Hora 23/12/2011, 08:34. Autor
Categorias Notícias

A série estreia sua nona e última temporada no dia 11 de janeiro na The CW.

Sintonia – O que vamos ouvir no Natal?

Data/Hora 22/12/2011, 18:52. Autor
Categorias Sintonia

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Nada diz Feliz Natal como os especiais de dezembro para TV. À décadas que os seriados de TV dedicam episódios de Natal para seus sedentos fãs. Além das luzes, presentes e agasalhos vermelhos a trilha sonora destes episódios é o personagem principal.

Não poderia mencionar especiais de Natal sem citar O Natal de Charlie Brown (A Charlie Brown Christmas) de 1965. Este episódio conseguiu emplacar um Emmy devido sua popularidade. É transmitido todo dezembro desde seu debute. Tamanha sua influência o especial tornou a canção “Christmas Time is Here” popular, replicada em inúmeras produções para TV nas décadas seguintes.

Outro especial para TV Americana que carrega o título de filme de Natal mais exibido nos Estados Unidos é A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life) de 1946 que ajudou a popularizar a canção “Hark! The Herald Angels Sing”. O filme também foi escolhido pela American Film Institute – AFI como um dos 100 melhores filmes de todos os tempos.

Demorei para escolher o especial de Natal que merece destaque para 2011 e escolhi o 9º episódio da 3ª temporada de GleeExtraordinary Merry Christmas. Apesar de todos preconceitos e altos e baixos que a série já sofreu, seu especial de Natal está repleto do que mais se vê nos episódios de Glee, música. Dirigido pela primeira vez por Matthew Morrinson, o querido regente e professor Will Schuester no seriado, o especial homenageia os especiais musicais para televisão em preto e branco com canções clássicas de Natal que ganharam novas roupagens. Para o episódio especial lançaram o álbum “Glee: The Music, The Christmas Album Volume 2”  com 12 canções que aparecem neste episódio.

Mas para quem gosta das canções mais clássicas deve escutar Bing Crosby. Crosby foi responsável por criar o estilo que Frank Sinatra seguiu em sua carreira e foi responsável por várias patentes que colaboraram com a evolução da televisão e do rádio. – Sabe aquelas risadas que escuta nas séries de comédia? Então, a empresa de Bing Crosby foi responsável pela criação do “canned laughter” sistema que é usado até hoje. – Mas sua contribuição mais lembrada são suas diversas canções de Natal, com destaque para “White Christmas” de Irving Berlin. Segundo o Guinness é um dos singles mais vendidos da história da música.

Os especiais de Natal da TV são grandes responsáveis por manter a conexão da comemoração do Natal com suas canções. Cada dezembro os fãs recebem uma surpresa de Natal de seus seriados favoritos e será assim durante um bom tempo, espero.

Segue uma lista com 25 canções de Natal separadas pela Sociedade de Compositores Americanos como as canções mais populares de Natal presentes nos seriados de TV e filmes. Um feliz Natal e um próspero ano novo repleto de séries novas e renovadas!

The Christmas Song (Chestnuts Roasting on an Open Fire) – Mel Tormé, Robert Wells
Santa Claus Is Coming To Town – Fred Coots, Haven Gillespie
Have Yourself A Merry Little Christmas – Ralph Blane, Hugh Martin
Winter Wonderland – Felix Bernard, Richard B. Smith
White Christmas – Irving Berlin
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow! – Sammy Cahn, Jule Styne
Rudolph The Red Nosed Reindeer – Johnny Marks
Jingle Bell Rock – Joseph Carleton Beal, James Ross Boothe
I’ll Be Home For Christmas – Walter Kent, Kim Gannon, Buck Ram
Little Drummer Boy – Katherine K. Davis, Henry V. Onorati, Harry Simeone
Sleigh Ride – Leroy Anderson, Mitchell Parish
It’s The Most Wonderful Time Of The Year – Edward Pola, George Wyle
Silver Bells – Jay Livingston, Ray Evans
Rockin’ Around The Christmas Tree – Johnny Marks
Feliz Navidad – José Feliciano
Blue Christmas – Billy Hayes, Jay W. Johnson
Frosty The Snowman – Steve Nelson, Walter E. Rollins
A Holly Jolly Christmas – Johnny Marks
I Saw Mommy Kissing Santa Claus – Tommie Connor (PRS)
Here Comes Santa Claus (Right Down Santa Claus Lane) – Gene Autry, Oakley Haldeman
It’s Beginning To Look A Lot Like Christmas – Meredith Willson
(There’s No Place Like) Home For The Holidays – Bob Allen, Al Stillman
Carol Of The Bells – Peter J. Wilhousky, Mykola Leontovich
Santa Baby – Joan Ellen Javits, Philip Springer, Tony Springer
Wonderful Christmastime – Paul McCartney (PRS)

O que você vai comemorar no fim do ano?

Data/Hora 22/12/2011, 10:22. Autor
Categorias Especiais, Opinião

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Todo ano é assim. Comprar presentes, se reunir com a família, amigos. Nas séries, especiais de fim de ano recheiam o cardápio natalino. E é então que nos damos conta, as tradições rodam o mundo e nos aproximam com suas semelhanças. De repente, estão ali, onipresentes em canções, decorações e felicitações.

O Natal, o Papai Noel, a ceia com o peru é tão familiar que nem nos damos conta de que essa tradição representa apenas parte dos povos de nosso planeta, pois nem todo mundo celebra o dia 25 de dezembro dessa maneira. Respeitando a diversidade religiosa, as séries cada vez mais buscam fazer todos os tipos de homenagens, e mostrar que nem todo o fim de ano é igual. Então começam a surgir referências ao Hannukkah, ao Kwaanza, entre outros, e se você tem curiosidade para saber como o mundo celebra essas festividades, precisa entender a origem das celebrações.

O milagre do solstício de inverno

O solstício de inverno é um fenômeno astrológico que marca a mudança de estações, faz com que as noites mais sejam mais longas e  foi base para muitas religiões ao redor do mundo. O solstício era comemorado pelos povos pagãos e influenciaram diversos costumes que ainda permanecem.  A comemoração tem mais de 4 mil anos e começou bem diferente do que estamos acostumados hoje, inicialmente nesta época do ano os egípcios e alguns europeus comemoravam os solstício de inverno e os romanos realizavam a Saturnalia, um culto ao Deus da Abundância. No século IV, com a intenção de conseguir mais adeptos pagãos, o Papa Júlio I instituiu o dia 25 de dezembro como aniversário de Jesus Cristo. Foi então que se consolidou uma das comemorações religiosas mais importantes dos últimos tempos. De alguma forma, a maioria das religiões tem algum tipo de comemoração no mês de dezembro, mesmo que sejam celebrações distintas, todas possuem valores semelhantes e buscam reunir a família, promover a generosidade e agradecer a fartura.

Os judeus, por exemplo, não comemoram o natal tendo em visto que eles não consideram Jesus como o Messias, então não teriam motivos para comemorar seu nascimento. Porém, os judeus comemoram a Hannukkah ou Chanucá (lê-se Ranucá), conhecido como o Festival das Luzes. As comemorações de Chanucá duram oito dias e se iniciam no 24º dia do mês Kislev e vai até 2 de Tetvet. Durante a celebração, acende-se um Chanucá, um candelabro de oito braços. Este ritual comemora o milagre do jarro de azeite que queimou por oito dias no candelabro do Templo de Jerusalém, uma forma de recordar o milagre ocorrido após a vitória dos judeus na batalha que os opôs aos gregos.  Antes do século XX, este feriado era relativamente menor, porém, com o crescimento do Natal, o Chanucá começou a servir tanto como celebração da restauração da soberania judaica e também como um feriado para presentear a família em dezembro, assim sendo um substituo judaico para o feriado cristão. No episódio Holiday Armadillo de Friends, Ross tenta mostrar para Ben a importância do feriado para a cultura judaica e que existe outra comemoração além do natal. No final, Ross acaba não conseguindo comprar uma roupa de papai Noel e acaba se vestindo de “tatu natalino” para não deixar Ben desapontado e também para ter oportunidade de explicar ao filho um pouco mais sobre a tradição judaica da Festa das Luzes.

Já o Yule é uma celebração do norte da Europa que existe desde os tempos pré-Cristãos. Os germânicos comemoravam o Yule do fim de dezembro até o início de janeiro, data que compreende o solstício de inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Atualmente é um dos oito feriados solares do Neopaganismo e é celebrado por volta de dia 21 de dezembro no hemisfério norte e por volta do dia 21 de junho no hemisfério Sul. E a comemoração Blót está ligado ao Yule, esse ritual é comemorado pelos povos da Escandinávia no meio de outubro já que o inverno era um período difícil para realizar comemorações ao ar livre e a natureza passa por uma fase de escassez. Freyr era o deus mais importante nos blót  e o presunto do Natal – que costumava ser feito a partir de um porco dedicado a Freyr – ainda é um dos principais pratos natalinos em partes da Escandinávia. Para os primeiros anglo-saxões, o Blót era realizado em novembro, conhecido como blótmónað  que significa “mês do sangue” ou “mês do sacrifício”. Isso pode nos lembrar do episódio A very supernatural Christmas da terceira temporada de Supernatural, quando um casal de velinhos chama a atenção dos irmãos Winchesters com sacrifícios humanos para o solstício de inverno.

Já o Kwanzaa é uma celebração afro-americana comemorada exclusivamente nos Estados Unidos, do dia 26 de dezembro até primeiro de janeiro. O Kwanzaa envolve a reflexão sobre sete princípios básicos: a valorização da comunidade, das crianças e da Vida. A palavra Kwanzaa significa “o primeiro, no início” ou ainda, “os primeiros frutos” e pertence a tradições muito antigas das celebrações das colheitas na África.  A celebração e os rituais da Kwanzaa foram iniciados após as revoltas de Watts, em 1966, e buscava relembrar as tradições africanas e valores que fossem cultivados pelos afro-americanos naqueles tempos de lutas pelos direitos civis.  Na terceira temporada de Everybody Hates Chris, Julius resolve fazer sua família substituir o Natal pelo Kwanzaa, já que ele não recebeu o abono do fim de ano e está tentando economizar dinheiro. Uma forma divertida de explicar a celebração para quem não conhece.

E no Japão, apesar de apenas 1% de sua população ser adepta ao cristianismo, festejar o natal se tornou algo comum! O país teve o seu primeiro contato com o Natal no séc. XVI, através dos missionários franciscanos e, durante muitos anos apenas os cristãos celebravam a data. Anos depois, devido a rivalidades políticas, o cristianismo foi banido do país, sendo apenas celebrado às escondidas pelos cristãos sobreviventes. No entanto, atualmente a data coexiste pacificamente com os festivais xintoístas e budistas, e poucos japoneses a consideram como um feriado religioso, é mais uma ocasião social. As comemorações natalinas foram trazidas pelos soldados norte americanos após a II Guerra Mundial e hoje apenas o dia 24 é considerado como dia de celebrações, dia 25 é um dia normal sem feriados. Para esta comemoração, não consegui resgatar nenhuma série que já tenha a abordado em algum episódio. Alguém tem alguma sugestão?

Quando a sincronia torna-se tradição

Seth Cohen de The O.C., filho de pai judeu e mãe cristã, resolveu criar o Christmukkah –  a fusão do natal e o Hakkunah. Claro que isso não passa de um feriado fictício, mas é uma boa sugestão para quem precisa agradar os familiares de religiões diferentes. Essa ‘solução’ tornou-se uma tradição na série, e o feriado foi incorporado as festividades da turma de Orange County e de muitas pessoas.

Leverage – The Girls Night Out Job e The Boys’ Night Out Job

Data/Hora 22/12/2011, 09:45. Autor
Categorias Reviews

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Série: Leverage
Episódios: The Girls Night Out Job e The Boys’ Night Out Job
Temporada:
Número dos Episódios: 4×13 e 4×14
Datas de Exibição nos EUA: 11/12/2011 e 18/12/2011

Dois episódios contando duas histórias diferentes e ao mesmo tempo a mesma história sobre ponto de vista diferente. Ao escrever em separado sobre esses dois episódios corria-se sério risco de estragar a história. E se você não viu o episódio 14, sugiro parar por aqui.

Os nomes dos episódios mostram que a equipe foi dividida mas isso não quer dizer que não rolou trabalho em equipe.

Temos o retorno de Jerry Ryan que foi a substituta de Ginal Bellmann quando a atriz saiu de licença maternidade. Dessa vez Tara não está de volta para trabalhar e sim para reencontrar a amiga para se divertir. Obviamente que as duas acabam trabalhando.

Parker por sua vez irá sair com Peggy, amiga que ela fez durante o “trabalho” como jurada. Ela tenta antes do encontro se aconselhar com Sophie porque está enfrentando problemas no seu relacionamento com Hardison. Sophie a ignora na pressa de encontrar Tara.

Durante o encontro Parker percebe que há algo de errado com o rapaz que Peggy marcou de conhecer pela internet e resolve ligar para Hardison pedindo ajuda. E depois liga para Sophie que resolve ir com Tara ao encontro dela.

Os homens estão numa partida de poker e Hardison só consegue pensar em Parker porque ficou enciumado com a foto que ela mandou. Eles quase não aparecem durante o episódio e a explicação de como foi a noite deles só virá no episódio seguinte.

Parker, Sophie e Tara conseguem resolver a missão que envolve o governo da Venezuela, um ladrão bonitão (a causa do ciúme de Hardison) que tem uma grande admiração pelo trabalho de Parker e uma bomba. Até mesmo Peggy acaba no meio da ação e se sai muito bem. No final ela passa a acreditar que Parker e Sophie são espiões, coisa que as duas não se dão ao trabalho de desmentir porque torna tudo mais fácil. Parker ainda chega a conclusão que por mais que ela e Hardison sejam diferentes é com ele que ela se sente bem. Shippers pulando pelo mundo.

No episódio 14 temos a noite dos rapazes. E descobrimos que enquanto a mulheres estavam desarmando bombas e tentando prender o ladrão bonitão, eles estavam envolvidos numa missão contra traficantes que envolvia até uma falsa freira. Tudo isso por conta de um dos clientes antigos e amigo de Nate que era a ingenuidade em pessoa. A aparição do personagem durante a noite de poker é explicado no final quando Hardison conta que foi o jeito dele de mostrar a Nate que ele ajudou muita gente boa e que ele precisa se lembrar disso.

O episódio dos meninos foi bem mais divertido. Com muita mais ação e um Hardison completamente fora de controle por medo de perder Parker. E Elliot que do jeito dele mostra o quanto ele se importa com o amigo mesmo que para isso signifique ter que derrubar um bar inteiro. O amigo/cliente de Nate ainda se encantou com Peggy no final do episódio e a amiga da Parker acabou conseguindo um encontro no final das contas.

Todas essas referências ao passado com certeza devem ser propositais. Acredito que no final dessa temporada teremos um arremate de tudo que aconteceu não só nessa temporada como nas anteriores e com direito a um gancho daqueles de arrancar os cabelos porque a série tem sua quinta temporada garantida.

Série Virtual – Destination Anywhere – Intrigas

Série: Destination Anywhere
Episódio:
Intrigas
Temporada:

Número do Episódio:
1×09

CENA 1 – INT. QUARTO DA ANNA – TARDE

ANNA deita na cama e abre seu diário. Ela folheia algumas páginas até achar uma em branco. A garota coloca a ponta da caneta na boca e encara seu diário por alguns segundos, até finalmente escrever as primeiras palavras.

ANNA: [Voice over] Eu acreditava em destino como se fosse uma regra natural das coisas até que percebi que a vida é um livro cheio de páginas em branco, onde nós somos os nossos próprios autores.

Ela faz uma pausa para pensar no que escrever.

ANNA: [Voice over] Faz um tempo que eu não escrevo, mas isso se dá ao fato de que eu venho escrevendo um capítulo bastante importante da minha história. Coisas surpreendentes aconteceram desde a última vez que escrevi. por exemplo, o Phillip Danes. Meu inimigo de infância se tornou uma pessoa bastante presente na minha vida. Já o Matthew… Ah! O Matt! Esse aí deu um pouco de trabalho, mas há algum tempo atrás eu decidi que eu deveria lutar pelo o que eu queria, e fui atrás do meu amigo. Como em todos os livros bons que conheço, essa página teve bastante turbulências, mas no final, deixamos o passado finalmente para trás, e resolvemos dá uma nova chance para nossa história, por que o futuro ainda vai ser escrito.

Alguém bate na porta.

ANNA: Pode entrar.

PHILLIP DANES está vestido de terno e gravata.

PHILL: Vamos?

ANNA fecha o diário rapidamente, e sorri.

ANNA: Só um segundo.

A garota guarda o diário na escrivaninha, PHILL observa.

ANNA: [Pegando uma bolsa] Vamos!


[MÚSICA TEMA – PROMISES, LILLIX]

CENA 2 – INT. CASA DOS DANES – SALA – TARDE

[MÚSICA – FLY, HILARRY DUFF]

REBECCA e ALEXIA estão separando algumas fotografias colocadas em cima da mesa de jantar. ALEXIA olha cuidadosamente para uma das fotos. Percebe-se que a foto foi tirada no show.

ALEXIA: Essa foto daqui [pausa] vai para o antes! Definitivamente vai para o antes.

BECKY: Deixa eu ver aqui.

BECKY pega a foto das mãos da amiga.

BECKY: Para mim é tudo a mesma coisa.

ALEXIA: Essa é totalmente antes!

BECKY: Amiga, eu ainda não entendi por que você está separando essas fotos antes e depois de você beber. Essas fotos nem aparecem você.

ALEXIA: Alô! Duh! Você acha que eu lembro da outra metade do show? Como eu vou provar que eu fui realmente se eu nem ao menos lembro da metade das coisas que aconteceram!

BECKY sorri.

ALEXIA: O que foi?

BECKY: Eu lembrei que eu tenho que ir.

ALEXIA: Pra onde?

BECKY: Pra onde? Ué… para …[Pausa] eu vou para, você sabe!

ALEXIA: Não, eu não sei.

BECKY: [Nervosa] Ai, Alley. Que interrogatório é esse?

ALEXIA olha espantada para BECKY.

ALEXIA: Você está muito estranha nessa última semana. Aconteceu alguma coisa que eu deva saber?

BECKY: Não. Não aconteceu nada. É só que hoje é sexta-feira! E sexta é dia de resolver coisas.

ALEXIA: Se você diz. [Olha para as fotos] Eu até iria com você, mas tenho que terminar isso daqui.

BECKY sorri nervosa.

BECKY: Vejo você depois então.

ALEXIA: [Solta um beijo] Me liga!

BECKY pega suas coisas e caminha até a porta de saída, mas antes que pudesse chegar até ela, a porta se abre e JORDAN aparece. O garoto tira o capacete e olha para BECKY.

JORDAN: De saída? Que pena.

ALEXIA revira os olhos. REBECCA nem se dá ao trabalho de responder o primo da sua melhor amiga e vai embora.

ALEXIA: Ainda por aqui? Você não ia embora?

JORDAN: Resolvi ficar um pouco mais.

ALEXIA faz uma expressão como se não tivesse gostado da noticia que acabara de ouvir.

JORDAN: Não precisa disfarçar, eu sei que você gostou de saber que eu vou ficar por mais alguns dias.

ALEXIA: [Irônica] Totalmente. Olha aqui pra mim, eu seria capaz de dá cambalhotas e jogar meus pompons para cima! [Finge empolgação] J-O-R-D-A-N!

JORDAN se aproxima da prima e olha para as fotos, que estão separadas por um papel verde escrito “antes” e outro escrito “depois”. O garoto fica ali por alguns instantes.

JORDAN: Essa daqui é depois.

ALEXIA olha surpresa para ele.

ALEXIA: Como você sabe?

JORDAN: Digamos que eu sei. [Sorri misteriosamente]

ALEXIA coloca a foto na pilha do “depois”. JORDAN senta-se em uma cadeira do outro lado da mesa, ficando de frente para a ALEXIA.

JORDAN: Você não vai ao julgamento do seu irmão?

ALEXIA: “Julgamento”? Você fala como se levar uma multa de transito e xingar um policial fosse algo muito grave. Ele nem ao menos machucou alguém. E o papai vai dar um jeito dele sair dessa ileso.

JORDAN: Ou não. Seu pai não pode arriscar tanto assim. Com o Phill sendo julgado justamente, ele pode mostrar que todos são iguais perante a lei, e isso daria a seu pai um apelo moral e de dignidade que com certeza o ajudaria na campanha.

ALEXIA: [Espantada] Onde você aprendeu a falar desse jeito?

JORDAN: Não sei se o tio lhe contou, mas eu faço ciências políticas na UCLA. Estou aqui “estagiando” para o seu pai.

ALEXIA: E agora deixam qualquer um entrar na UCLA? [Sorri] Você disse que estava de passagem e que não ia demorar muito.

JORDAN: Eu estou de passagem. Eu ia para Washington semana que vem, mas seu pai me pediu para ficar até a votação.

ALEXIA: Eu não acredito que estou conversando com você.

JORDAN: Então, você não vai à corte?

ALEXIA: Eu tenho algo melhor para fazer.

JORDAN: Algo melhor do que possivelmente ver o Phillip se ferrando?

Sem ao menos olhar para JORDAN, ALEXIA joga as fotos em uma caixa e se levanta.

ALEXIA: Espera um segundo. Só vou pegar a minha bolsa.

[Música fade out]

 

CENA 3 – INT. CORTE

A câmera foca o rosto de ALEXIA, depois de JORDAN. Os dois estão tristes.

ALEXIA: Eu não acredito que você me tirou de casa para ver isso.

JORDAN: Eu ainda tinha um pouco de fé na justiça dos homens.

ALEXIA: Eu não acredito que ele saiu ileso de tudo. Ele foi pego em flagrante!

Mostra os dois, desolados, olhando o PHILLIP abraçar os pais. ANNA está perto dele. SCOTT também. ALEXIA e JORDAN se aproximam de PHILL e o cumprimentam.

ALEXIA: Se safou dessa direitinho, não foi maninho?

JORDAN: Parabéns, pirralho.

PHILL: [Sorrindo] Vocês dois aqui? Não esperava por isso.

ALEXIA olha para ANNA e finge um sorriso.

ANNA: Oi, Alexia.

 

CENA 4 – INT. RED’S

SAM entra no Red’s. Percebe-se que o garoto está à procura de alguém.

MEL: Sam! Aqui!

MELISSA acena para o amigo. Ela está sentada em uma mesa no canto esquerdo da lanchonete. SAM sorri, e senta-se junto a MEL.

MEL: Eu não sabia que você vinha para cá hoje.

SAM: [Resmunga] É, nem eu.

MEL: O quê?

SAM: [Olha para os lados] Nada não.

MEL: Você tem visto o Matt? Faz tempo que ele não aparece.

SAM: [Distraído] O quê?

MEL: O Matt! Você tem visto ele?

SAM: Não. Não muito.

MEL: Você está bem? Parece um pouco distraído.

SAM: Estou bem sim. Estou ótimo.

MEL encara o amigo.

MEL: [Séria] Fala logo! O que houve?

SAM: Eu já disse. Não houve nada.

REBECCA entra no Red’s. A garota olha por todo o estabelecimento. SAM e MELISSA vêem que a garota está ali. SAM olha para baixo.

MEL: Sua musa acabou de entrar.

SAM: [Nervoso] Ah, é? Bom para ela, o Red’s é uma ótima lanchonete.

MEL: Ai meu Deus! Você beijou ela!

SAM: [Põe a mão na boca da amiga] Shhhh! Eu não falei isso!

MEL: Você está estranho assim a semana toda. Ai, Sam! Por que você não me contou?

SAM: Não tem nada para eu contar! [Levanta-se] Eu tenho que ir.

MEL: Mas você acabou de chegar.

SAM acena para MEL e sai. MELISSA vai até REBECCA que estava olhando para o painel perto do balcão, como se quisesse escolher alguma coisa.

MEL: Eu sugiro o número 4. Aquele ali com creme azedo e pimenta.

BECKY: [Disfarça] Ah, obrigada. [Sorri]

MEL: Mas se você tá procurando o Sam, ele acabou de sair. [Sorri]

BECKY: Sam? Você só deve está brincando, certo?

 

CENA 5 – EXT. RED’S – FIM DE TARDE

BECKY e SAM se beijam ardentemente. A garota empurra SAM contra a porta de seu carro. Ele sorrir

SAM: [Sem fôlego] Eu senti sua falta.

BECKY: [Respira] A gente se viu hoje na escola. [Beija]

SAM sorri e coloca a mão na nuca da REBECCA trazendo ela para mais perto dele. Eles estão tão perto um do outro que dá para sentir o calor de seus corpos. BECKY fecha os olhos e beija SAM.

BECKY: [Beijando] Você quer fazer alguma coisa hoje à noite?

Os dois separam lentamente. SAM parece um pouco desconfortável.

BECKY: Vamos, Sammy.

SAM sorri.

BECKY: Algum dia eles vão descobrir. A [aponta para ele] sua amiga Melissa desconfia.

SAM: Eles vão descobrir um dia, mas enquanto isso, vamos aproveitar, até que venham todas as perguntas e “porquês”.

BECKY: Você acha que eles vão se importar tanto com nós dois?

SAM: Você sabe que sim. [Voz esganiçada] “Rebecca? O que você tem na sua cabeça? Esse garoto é um zero na escala social.”

BECKY: Eles não sabem o que estão falando. Mas se você quer assim. Que seja.

SAM: Então, hoje à noite…

CENA 6 – INT. QUARTO DE ALEXIA – NOITE

ALEXIA está falando ao telefone.

ALEXIA: Então, pra onde vamos hoje? [Pausa] Como assim não pode Matt? É sexta-feira!

 

CENA 7 – INT. QUARTO DE MATT

MATT: Só por que eu não posso sair hoje, não quer dizer que eu não gosto mais de você. Alley [Pausa], Alley [Impaciente], Alley, por favor. Amanhã eu compenso você. [Surpreso] O quê?

 

 CENA 8 – INT. QUARTO DE ALEXIA

ALEXIA: A Anna! Ela não está aí com você, né? [Pausa] Ah! Não custa nada perguntar, essa garota está em todas. Acredita que ela estava hoje no julgamento do meu irmão? Eu pensei que eles não se davam muito bem, mas pelo visto… [Indignada] Eu não estou implicando com ela, Matty. Eu sei o quanto essa garota foi importante para você. [Faz cara de nojo] Está certo! [Concordando] Até amanha então. [Desliga o telefone com raiva]

ALEXIA: [Grita] Droga!

JORDAN bate na porta, entre aberta, do quarto de ALEXIA.

[MÚSICA – ARE YOU GONNA BE MY, JET]

JORDAN: Posso entrar?

ALEXIA: [Raiva] Você já entrou.

A garota se levanta e fica parada à frente de um grande espelho pelo qual ela olha para seu primo.

ALEXIA: O que você quer aqui?

JORDAN: [Segurando o riso] Sem querer eu ouvi a sua conversa. Levou um bolo do namorado? E quem é essa Anna? A amante?

ALEXIA: Não é da sua conta.

JORDAN: A Anna é aquela que estava com o Phill hoje cedo?

ALEXIA: Ela mesma.

ALEXIA se vira para o primo.

ALEXIA: Por quê? Quer o número dela?

JORDAN: [Pensativo] Não. Ela não faz meu tipo.

ALEXIA: E qual é o seu tipo?

JORDAN: Loira. Alta. [Olha para Alexia] Metida.

ALEXIA faz cara de nojo.

ALEXIA: Nos seus sonhos.

JORDAN: Que pena, pois eu ia te convidar para sair.

ALEXIA olha para o primo com um certo desprezo. Ela pensa um pouco e agarra sua bolsa, prende o cabelo em um rabo de cavalo e borrifa um pouco de perfume em si mesma.

ALEXIA: Tudo bem, mas eu escolho o local.

JORDAN sorri e segue a prima.

 

CENA 9 – EXT. CASA DOS MACKENZIE – JARDIM – NOITE

ANNA: Obrigada por me acompanhar até aqui.

PHILL: Obrigada? Eu é que devo agradecer por ficar comigo hoje. [Sorri] Foi muito importante. Ainda mais hoje…

[Música fade out]

ANNA retribui o sorriso e os dois dão alguns passos em direção à porta. PHILL segura no braço da ANNA e eles param de andar. ANNA olha para PHILLIP, como se esperasse que ele falasse algo, mas o garoto fica apenas observando a amiga. Ela sorri constrangida.

ANNA: O que foi?

PHILL: Como que eu pude, algum dia, não gostar de você?

ANNA: [Pensativa] Nós não tínhamos muita opção para nos divertir.

PHILL: Ainda bem que eu posso conhecer você melhor agora. Essas últimas semanas têm sido muito boas pra mim.

ANNA olha para a porta de casa.

PHILL: O que foi? Não acredita em mim?

ANNA: Sim.

PHILL: Mas…

ANNA: Sem mas.

PHILL: Que bom. Por que eu acredito que a vida é feita de segundas chances.

PHILL conduz ANNA até a porta de sua casa.

ANNA: Boa noite, Phill.

PHILL se inclina e abraça ANNA. Ele fita a garota que desvia o olhar.

PHILL: Não se preocupe, eu não dou em cima de amigas. Prometo.

ANNA: [Sorri] Você já teve alguma amiga?

PHILL coloca a mão no queixo e finge está tentando se lembrar de algo. Ele olha sério para ANNA.

PHILL: Teve uma vez na terceira série. Mas a garota era muito feia, diferente de você. [Sorri]

ANNA dá um soco de leve no ombro do Phillip.

ANNA: Você prometeu.

PHILL: [Fingindo indignação] Eu não fiz nada! [Sorri]

ANNA: Bom, agora eu vou entrar. [Dá um beijo no rosto de Phill] Boa noite.

PHILL: Boa noite, Anny. [Sorri]

PHILL espera ANNA entrar dentro de casa e seu sorriso se desfaz.

 

CENA 10 – INT. CASA DOS MACKENZIE – SALA – NOITE

KATHERINE espera a filha na sala. A mulher está de braços cruzados e com uma cara de poucos amigos.

KATHERINE: Muito bonito, Dona Mary Anna Mackenzie.

ANNA: [Surpresa] Eu nem estava em casa! Como eu posso ter feito alguma coisa?

KATHERINE: Eu sei que você não estava em casa, como também sei que você estava em um julgamento! E você não me diz nada!

ANNA: Você fala como se fosse algo tão grave.

KATHERINE: Era ele que estava aí fora? O Phillip Danes? Filho do Wilson Danes?

ANNA faz sinal positivo com o polegar.

KATHERINE: Então a Maggie não estava mentindo.

ANNA: Maggie?

KATHERINE: Maggie. Você sabe? Aquela mulher irritante, mulher de um empreiteiro, sabe?

ANNA: Não.

KATHERINE: Ela me ligou, e disse que você estava lá! Para a minha surpresa, ao lado do filho do prefeito. Eu tive que fingir que sabia de tudo!

ANNA: Mãe, eu não vejo por que tanto drama!

KATHERINE: Drama? Eu adorei! Fico feliz por você está fazendo melhores escolhas.

ANNA olha para mãe, surpresa.

ANNA: Ele estava sendo julgado, e você acha que isso foi uma boa escolha?

KATHERINE: Você não vai mudar de idéia só por que eu o aprovo, vai?

ANNA rola os olhos.

ANNA: Mamãe, eu vou pro meu quarto agora.

KATHERINE: Mas, Anna!

 

CENA 11 – INT. CASA DOS GRAHAM – NOITE

LOU pega duas xícaras de café e vai até a sala, onde MATT está estudando. A mulher oferece a xícara ao sobrinho e ele aceita.

MATT: Valeu, tia.

LOU senta-se no sofá e olha para MATT, até o garoto se tocar que estava sendo observado.

MATT: O quê?

LOU: Você, em casa, sexta-feira à noite, e estudando. Aconteceu alguma coisa?

MATT: Sabe? Algumas pessoas dariam o céu para ter seus filhos dentro de casa estudando.

LOU: Eu não estou te reprovando, mas que é estranho é.

LOU se aproxima de MATT.

LOU: Onde estão os seus amigos? A Mel e o Sam?

MATT: Não sei. [Olha para os livros] Faz um tempo que eu não falo com eles.

LOU: E a Alexia? Não que eu esteja sentindo falta dela, mas eu não tenho visto muito ela por aqui.

MATT: A Alley está em casa.

LOU levanta a sobrancelhas, e olha para Matt.

LOU: Olha, Matt. Eu sei que eu não deveria me meter nisso, mas eu acho que você não deveria deixar sua amizade com a Anna interferir tanto na sua vida. Quer dizer, eu sei que você está encantado com ela, e tenho certeza que ela se tornou uma garota incrível, mas você passou muito tempo construindo o que você tem hoje; bons amigos, uma namorada que gosta de você, o futebol.

MATT: [Constrangido] Eu não… eu… eu não… [Respira] Você tem razão. É só que, eu sinto que eu tenho que recuperar todo esse tempo perdido e…

LOU: Matt, o que passou, passou. Você não precisa recuperar nada e sim viver o seu presente.

MATT olha para a tia sem palavras.

LOU: Principalmente quando a gente não sabe como vai ser o dia de amanhã.

LOU passa a mão na cabeça de MATT e levanta-se.

LOU: Eu vou dá uma volta. Se você for sair, deixa seu paradeiro anotado no bloco perto do telefone.

MATT sorri.

MATT: Tá bom, tia.

LOU pisca o olho esquerdo para o sobrinho e sai.

CENA 12 – INT. CASA DOS BACKER – QUARTO DE MELISSA – MANHÃ

[MÚSICA – BECAUSE YOU LIVE, JESSE MCCARTNEY]

MEL está deitada de bruços em sua cama, vendo TV. A garota pega o controle remoto e troca de canal algumas vezes.

MEL: Sábado de manhã, e não tem nada pra ver na TV? Qual a graça de ter TV a cabo?

Ela desliga a televisão e pega um telefone que estava jogado na cama. A garota encara o aparelho por alguns instantes e hesita. Ela respira fundo e disca um número. MEL parece um pouco ansiosa, ela tamborila com a mão livre na janela. Um som de celular tocando pode ser ouvido. MELISSA olha para os lados, e finalmente identifica de onde o som estava vindo. Ela caminha até a porta, mas alguém bate antes. Ela abre a porta com um sorriso no rosto.

MEL: Você?

MATT está olhando para seu celular.

MATT: Você está me ligando?

Mel: [Sem graça] E você está aqui. [Sorri]

MATT: Posso entrar?

MEL: [Entusiasmada] Claro! [Disfarçando o entusiasmo] Claro…

MATT senta-se na cama de MEL, e a garota o observa por alguns segundos antes de se juntar a ele.

MATT: Essa semana nós quase não nos falamos…

MEL: Você tem andando distante ultimamente. Não que eu esteja criticando, é que…

MATT: Não precisa se explicar Mel. Eu sei que eu tenho sido um péssimo amigo. Acho que seu pai nem lembrava mais do meu rosto.

MEL sorrir.

MATT: E você foi falar com a sua mãe e nem ao menos conversamos sobre isso essa semana.

MEL arregala os olhos e faz sinal de silencio para o amigo. Ela corre até a porta do seu quarto e a fecha.

MEL: [Nervosa] Meu pai não pode saber.

MATT: [Preocupado] Você ainda não contou para ele?

MEL: Você está louco? O velho morreria do coração. Você sabe que ele não agüenta nem falar da mamãe, se ele suspeitar que ela tem feito contato esses últimos anos, é capaz dele… sei lá o que ele é capaz, mas não é coisa boa. Aliás, é coisa péssima. Já vejo o sangue escorrendo nas mãos dos Bakers.

MATT: [Pensativo] Ou eles poderiam conversar e resolver a história dos dois de uma vez por todas.

MEL: Matt, você falando isso?

MATT: Tá certo. Não é fácil, mas também não é impossível. Veja eu e a Anna? Agora está tudo bem entre nós.

MEL: A Anna não deixou você com um bebê pra você criar sozinho, deixou? E depois voltou dizendo que tinha se arrependido, e quando você já estava feliz novamente ela foi embora e por muito tempo não deu noticias, deixando você imaginando o que poderia ter dado errado?

MATT encara MELISSA.

MATT: Eu só sei que se o meu pai me procurasse, eu não falaria com ele. Ele sacaneou com a minha mãe mesmo sabendo que ela estava doente.

MEL: Eu sei! Eu sei, Matt. Mas ela é a minha mãe. Apesar de tudo ela é a única mãe que eu tenho.

MATT: Eu sempre disse pra você que o que você fizesse eu estaria ao seu lado.

MEL sorri e abraça MATT. Ele retribui o abraço.

MATT: E como foi a conversa com ela?

MEL: No começo foi estranho. Acho que ela estava emocionada em me ver, até disse que eu estava bonita, mas quem estava bonita era ela. Não parecia com as fotos que meu pai tem dela. Ela me pareceu muito bem de vida, sabe? Disse que a empresa que ela trabalha ofereceu a oportunidade dela ir trabalhar na capital. E ela me convidou para passar o verão com ela. Eu não respondi ainda.

MATT: Ela falou com você esses dias?

MEL: Não. Ela voltou para Nova York, e disse que estaria em Oklahoma novamente em poucas semanas. Ela pegou meu número… [Olha para Matt um pouco constrangida] Eu estou me precipitando, não estou?

MATT: Você me parece muito confiante. Eu só não quero que você se machuque.

MEL fica pensativa.

MATT: Mas se for necessário se machuque. Olha, tem meu ombro aqui, que você pode usar sempre. [Sorri e levanta-se] E aí? Qual vai ser a boa pra hoje?

MEL: Eu estava pensando em ficar em casa e ver o tempo passar pela janela.

MATT: Interessante. Mas eu pensei em algo melhor. Que tal eu, você e o Sam…

MEL: Se você conseguir achar o Sam…

MATT: Agora que você mencionou, eu quase não o vi na escola essa semana.

MEL: [Irônica] Ele está todo misterioso, desde Oklahoma.

MATT: Você acha que…

MEL: Eu acho!

MATT: Safado! O cara não me conta uma coisa dessas? É contra a lei da amizade masculina!

MEL: Eu sei! E tem mais… ontem a Rebecca foi no Red’s, e o Sam estava conversando comigo, do nada ele resolveu sair, e a “Becky” foi atrás dele! Foi muito estranho. Ela disfarçou, mas você sabe como eu sinto essas coisas? Eu tenho certeza que os dois estão escondendo algo.

MATT: Não sei não. Se algo tivesse acontecido entre eles a Alexia teria me falado.

MEL: E se a Alexia não souber? E se a Rebecca estiver obrigando o Sam a manter segredo? Provavelmente ela não vai querer ser vista com o Sam!!! Vadia safada…

[Música fade out]

MATT ri. MEL olha para MATT.

MEL: Senti sua falta.

MATT faz de conta que não acredita e empurra MELISSA devagar.

 

CENA 13 – EXT. LOCAL INDEFINIDO – MANHÃ

[MÚSICA – HEAD OVER FEET, ALANIS MORISSETTE]

REBECCA e SAM caminham lentamente em um local que parece ser um parque. As poucas folhas que restavam na imensidão de arvores do lugar estavam secas e muitas delas caiam quando o vento soprava. Os dois param em frente à um lago onde algumas crianças brincavam por perto. BECKY esfrega uma mão na outra. A garota parece estar com frio.

SAM: Pegue. [Entrega o casaco que ele estava usando]

BECKY sorri e coloca o casaco.

BECKY: Obrigada, não precisava.

SAM: Eu não posso deixar uma dama com frio.

Ela dá uma pequena risada e cobre a boca com a mão.

SAM: Isso soou um pouco ultrapassado, não foi?

BECKY: Você não existe.

REBECCA segura na mão do SAM, ele ainda parece um pouco desconfortável. Com a outra mão, a garota tira os óculos escuros e o coloca na cabeça. Eles caminham em direção a uma pequena ponte que cruza o rio.

BECKY: Você não está falando muito hoje.

SAM: Eu?

BECKY: Sim, você. Eu fiz algo de errado?

SAM: Não, Becky. Claro que não. É só que eu ainda estou processando as coisas. Tudo aconteceu tão rápido. Eu só não acredito que estou aqui com você. [Resmunga] Falando essas coisas de mulher, Sam! Toma jeito. [Limpa a garganta] Você entende?

BECKY: Não tem nada para não acreditar. Eu falei pra você que eu ia provar que eu não sou uma desalmada. Eu ligo para o que você sente por mim.

SAM: Mas você não sente o mesmo, certo?

BECKY fica em silêncio.

SAM: Pelo menos você é sincera.

Os dois estão no meio da ponte. BECKY se põe na frente de SAM e segura o rosto dele, para que ele olhe para ela.

BECKY: A cada dia que passa você me surpreende de um jeito que eu jamais pensei que alguém seria capaz.

SAM levanta uma sobrancelha.

SAM: Você é uma das garotas mais populares da escola. Aposto que tem centenas de caras como eu querendo surpreender você.

BECKY: Os garotos me vêem como um objeto de desejo, nada mais. Eu quero conhecer você melhor, Sam.

SAM: [Sorrindo] Uau, você não imagina o efeito que essa frase tem em mim.

BECKY: É mesmo? Então eu não posso imaginar o efeito que isso tem em você.

BECKY o beija.

[Música fade out]

 

CENA 14 – EXT. CASA DOS DANES – VARANDA – TARDE

PHILL desliga o celular.

PHILL: Meu pai já falou com a Sra. Albright. Segunda-feira você já poderá assistir aos treinos.

SCOTT: Você vai contar para alguém o que a gente viu semana passada?

PHILL: Ele e a tia do gordo? Não. Claro que não. Até eu ter provas de que está rolando alguma coisa. [Ri] Eu estou concentrado agora na Anna, no Matt e na Alexia.

SCOTT: Na Alexia?

PHILL: Ela é a peça principal do meu jogo.

PHILLIP olha para o lado e vê o primo lavando a sua moto no jardim.

SCOTT: Você ainda não me disse o que pretende fazer.

PHILL: Você acha que eu sou uma espécie de vilão de quadrinhos? Que revela todo o plano antes de executá-lo? [Ri] Eu já disse pra você o que eu vou fazer.

SCOTT: Mais ou menos.

PHILL: É tudo que você precisa saber.

A conversa dos dois é interrompida pelo barulho de um carro, que é estacionado na frente da casa dos Danes. É o carro de MATT. PHILL sorrir discretamente.

PHILL: [Levantando-se] É hora de agir.

CENA 15 – EXT. CASA DOS DANES – TARDE

SCOTT e PHILL caminham na direção do carro. MATT sai do veículo com uma cesta de piquenique nas mãos.

PHILL: Oi, chapeuzinho vermelho.

SCOTT ri. MATT não dá atenção e continua a andar.

PHILL: Se você veio procurar a Alexia, acho melhor voltar outra hora. Ela saiu ontem à noite com o nosso primo, e eles chegaram só pela manhã.

MATT olha meio de lado.

MATT: Obrigado pela informação, Phillip. Mas eu falei com a Alley no telefone, e avisei que estava vindo para cá.

PHILL: É melhor você ter aspirina nessa sua cesta.

PHILL e SCOTT riem. Os dois observam. MATT olha para JORDAN antes de tocar na campanhia. ALEXIA abre a porta sonolenta. Ela cobre os olhos com as mãos e faz uma careta por causa da luz. Os dois entram na casa.

 

CENA 16 – INT. CASA DOS DANES – SALA

ALEXIA: Você estava tão misterioso no telefone. O que foi?

MATT: [Mostra a cesta] Eu vim compensar você por ontem. [Sério] Então aquele lá com a moto que é seu primo?

ALEXIA: É o Jordan. [Olha para a cesta] Onde vamos com isso?

MATT: Vamos ao Parque Mohawk. [Encara Alexia] Você saiu com ele ontem?

ALEXIA: [Ri nervosa] Eu? De onde você tirou isso? Claro que não.

MATT: [Pensativo] Está certo. Vamos?

ALEXIA: Só um segundo que eu vou pegar algumas coisas. Você sabe? Repelente, óculos escuros…

MATT: Alley, são 3 da tarde. E o Mohawk não fica no meio da selva.

 

CENA 17 – EXT. CASA DOS DANES

PHILL e SCOTT se aproximam de JORDAN. O rapaz acaba de lavar a moto e olha com curiosidade para os dois.

JORDAN: Se vão ficar ai me olhando eu vou começar a cobrar ingresso.

PHILL se prepara para revidar quando ALEXIA e MATT saem de casa. Os dois nem ao menos olham para os meninos no jardim. JORDAN observa o casal entrar no carro.

JORDAN: Então esse que é o namorado?

PHILL: E isso ai!

JORDAN: Ela merece mais que “isso”.

SCOTT dá uma cotovelada em PHILL.

SCOTT: A gente também achamos.

PHILL: “Acha”, animal.

PHILL da uma tapa na cabeça do seu amigo

PHILL: É, o Matt é um frangote metido, mas é o que ela gosta.

JORDAN ri.

PHILL: [Olha para Jordan] Eles são inseparáveis.

JORDAN: Ah, é?

PHILL: Acredite em mim. Eu já tentei dar um basta nessa piração da Alexia, mas ela não me ouve.

JORDAN se aproxima de PHILL e segura na camiseta do primo, o trazendo para perto.

JORDAN: Você acha que eu sou imbecil? Eu não vou cair na sua.

PHILL: [Sufocado] Eu não sei do que você está falando.

JORDAN: Você quer me usar pra eu separar os dois. O que eu ganho com isso?

PHILL fica em silêncio.

PHILL: Eu não acho que você conseguiria. A Alexia jamais cairia na sua.

JORDAN solta PHILLIP no chão.

JORDAN: Isso é o que vamos ver.

 

 CENA 18 – EXT. PARQUE MOHAWK – TARDE

BECKY: [Olha para o relógio] Eu tenho que ir agora.

SAM fica triste.

BECKY: Vamos ao haras comigo?

SAM: [Disfarçando] Eu acho melhor não. Eu tenho algumas coisas para fazer hoje.

 

CENA 19 – MESMO LOCAL

ALEXIA observa MATT ajeitar a toalha no chão. Ela pega a cesta e coloca em cima da toalha xadrez e senta-se. A garota ajeita os óculos escuros no rosto e contempla a paisagem. MATT parece distraído.

ALEXIA: Você nunca me trouxe aqui antes. [Olha para Matt] Matt?

MATT se senta ao lado da namorada. Ela o abraça e coloca a cabeça em seu peito. Com uma das mãos, ALEXIA mexe na cesta de piquenique e tira alguns morangos frescos.

ALEXIA: Você lembrou. Eu amo morangos. [Olha para cima e o beija] Obrigada.

MATT: Você tem passado muito tempo com aquele seu primo.

ALEXIA: [Rindo] Tá com ciúmes? E você reclama quando eu falo da [Voz fina] Anna. [Ri]

MATT: É diferente. Você implica com ela.

ALEXIA: Bom [Fica de frente por Matt], eu não quero falar dela.

Ela se aproxima do MATT, como fosse beijá-lo, mas ela para, surpresa, com a boca aberta.

ALEXIA: [Aponta sussurrando] A Becky e o Sam! Ai meu Deus! [Risada] Ela me jurou que não tinha acontecido nada!

MATT: Nem o Sam me contou.

ALEXIA: Eles estão ficando ou namorando? É melhor não falarmos nada. Vamos ver até onde eles levam isso.

MATT ri.

MATT: Na escola, mais cedo ou mais tarde, alguém vai descobrir.

 

CENA 20 – INT. ESCOLA WILL ROGERS – MANHÃ

[MÚSICA – LOVE WILL KEEP US TOGETHER, VITAMIM C]

ALEXIA e BECKY conversam em uma ponta do corredor. MATT e SAM caminham em direção das garotas. ALEXIA sorri para MATT e o abraça. Os dois se beijam. SAM e BECKY disfarçam, mas mesmo assim sorriem um para o outro. MELISSA e ANNA assistem a cena de longe.

MEL: Fofoca?

ANNA: Manda!

MEL: A princesa e o plebeu. Versão Will Rogers. [Aponta para Becky e Sam]

ANNA: Jura?

MEL: Mas é segredo. Eles não sabem que nós sabemos.

ANNA ri. PHILLIP se aproxima da ANNA com uma flor amarela. MELISSA olha surpresa.

PHILL: [Entrega a flor] Pra você.

ANNA: Obrigado. E linda.

ANNA cheira a flor. MELISSA encara PHILLIP. MATT observa de longe. ALEXIA bate nele.

MATT: [Assustado] O que foi que eu fiz?

ALEXIA: Safado. Fica olhando para ela na minha frente. Tá com ciúmes dela e do Phillip?

MATT: Claro que não, Alley. Eu só estou achando estranho esse comportamento do seu irmão. E “Anna e Phill”? Impossível.

ALEXIA: Ah! É? [Cara de nojo] Que seja.

MATT: [Sério] Alley. A Anna é uma das minhas melhores amigas. Eu preciso que você pare de dar escândalo por causa disso.

ALEXIA: Por que você precisa ter tantas “melhores amigas”?

MATT: Você deveria conhecer melhor a Anna. Talvez vocês pudessem ser amigas. Por favor, Alley. É importante para mim.

ALEXIA: [Suspira] Tá bom! Mas não me peça para fazer tranças nela.

MATT sorri.

ALEXIA: Eu vou chamar ela para almoçar na minha mesa hoje, ok?

MATT: Obrigado.

Os dois se beijam.

SAM: Ok. Eu já vou indo. [Desconfiado]

BECKY: Eh…Eu também vou indo. Beijinhos.

MATT e ALEXIA olham para os dois com cara suspeitos.

SCOTT chama PHILLIP de longe.

PHILL: Anna. Eu tenho que ir. A gente se vê.

ANNA: Tá certo. Mas uma vez, obrigado.

PHILL vai em direção ao SCOTT.

PHILL: O que foi? Num tá vendo que eu tô conversando com a Anna.

SCOTT: Desculpa cara! Eu só estou nervoso. Você tem certeza que vai dar certo? Eu vou voltar pro time?

PHILL: Eu num disse que vai dar certo! O seu amigo aqui é o cara. Fica tranquilo! Ok.

SCOTT parece apreensivo.

[Música fade out]

 

CENA 21 – MESMO LOCAL – SALA DA DIRETORA – MAIS TARDE

SRA. ALBRIGHT: Carter! Ele fica, e não falamos mais nisso.

CARTER: Ele não tem condições. É melhor para ele arranjar outra atividade para fazer.

SRA. ALBRIGHT: Infelizmente não é você quem decide isso. O garoto fica no time e ponto final.

JAMES não parece muito satisfeito com o que acabara de ouvir.

CARTER: Espero que você saiba o que está fazendo.

Os dois se olham por um instante e JAMES levanta-se.

CARTER: Tenha um bom dia, Albright

 

CENA 22 – MESMO LOCAL – CORREDOR

SCOTT e PHILLIP se escondem ao ver JAMES CARTER saindo da sala da diretora. Os dois vibram ao ver a cara do treinador.

PHILL: Olha só a cara dele. Hilário.

Os dois riem e se misturam entre os alunos que estão saindo das salas de aula. PHILL vê a irmã beijando o MATT. Ele observa de longe os dois se despedindo. ALEXIA entra no refeitório.

 

CENA 23 – MESMO LOCAL – REFEITÓRIO

ALEXIA olha por cima à procura de alguém. Ela anda até a fila onde os alunos recebem a comida. ANNA está com uma bandeja na mão. A garota disfarça ao ver a líder de torcida vindo em sua direção. ALEXIA se põe ao lado da garota e fala em um tom de voz quase inaudível.

ALEXIA: Senta comigo hoje?

ANNA: O quê?

ALEXIA: Você gostaria de sentar comigo hoje?

ANNA olha para a loira, espantada, e depois olha para a bandeja.

ALEXIA: Pelo Matt.

PHILL ainda observa a irmã de longe.

ANNA: Ok.

As duas sentam-se em uma mesa no canto do refeitório. ALEXIA prende o cabelo e olha para ANNA.

ANNA: Então…

ALEXIA: Então… você e o meu irmão, han?

ANNA: Eu e o Phillip? O que tem?

ALEXIA: Eu vi o modo que ele trata você. Ele geralmente não trata ninguém assim, é um completo sacana com as mulheres. [Observa a reação da Anna] Ah! Desculpa… eu não quis dizer isso.

ANNA sorri.

ALEXIA: Você não quer nada com o Matt, não é?

ANNA: [Sorri] Ele é um grande amigo.

ALEXIA sorri aliviada.

ALEXIA: O Matt pediu para que eu te conhecesse melhor. Para que virássemos amigas e o drama todo acabasse.

ALEXIA olha para os lados.

ALEXIA: Eu vou comprar uma água com gás, só um instante.

ANNA: Eu espero.

[CORTA]

PHILL se aproxima da irmã, que estava parada em frente á uma máquina de refrescos. ALEXIA tenta tirar a água da máquina, mas não consegue. PHILL dá uma pancada e a água cai e entrega para a irmã.

PHILL: Que novidade mais encantadora. Você e a Anna juntas?

ALEXIA: E o que você tem haver com isso?

PHILL: Eu? Nada. Só achei que você iria gostar de saber que a sua nova amiguinha e o Matt estavam no maior clima no drive in semana passada. No dia que você foi ao show em Oklahoma.

ALEXIA ri.

ALEXIA: O Matt não foi ao drive in. Ele estava ocupado naquele dia. Duh.

PHILL: [Ri] Você tem certeza?

Alexia olha pra o PHILL e parece furiosa.

[CORTA]

ALEXIA anda até a mesa que em que estava. ANNA olha para a líder de torcida.

ANNA: Você quer pêra? Eu não suporto.

ALEXIA encara ANNA e joga água na cara dela. A morena fica boquiaberta olhando para sua roupa molhada.

ANNA: [levanta-se] Você tá louca?

ALEXIA: Sua falsa! Você acha que vai se dá bem nisso?

ANNA: Do que você está falando?

ALEXIA: O Matthew é meu namorado, você não vai roubar ele de mim. Se você acha que ele vai se impressionar com esse seu teatrinho de Maria Madalena arrependida? [Ri] Eu não vou deixar ele cair na sua.

Todos os alunos que estão no refeitório param por causa da confusão. ALEXIA avança pra cima da ANNA, mas alguém à segura. ALEXIA olha para trás.

MATT: Você não vai fazer isso.

 

ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham

ATORES CONVIDADOS
Alley Walker como Christina Albright
John Wesley Shipp como James Carter
Travis Fimmel como Jordan
Paula Cale como Katherine Mackenzie

MÚSICA TEMA
Promises, Lillix

TRILHA SONORA
Fly, Hilarry Duff
Are You Gonna Be My Girl, Jet
Head Over Feet, Alanis Morissette
Because you Live, Jesse McCartney
Love Will Keep Us Together, Vitamin C

ESCRITO POR
Clara Lima
Sarah Lima

DIRIGIDO POR
Clara Lima

CRIADO POR
Clara Lima
Sarah Lima

Série Virtual – Outsiders – Disclosure

Série: Outsiders
Episódio:
Disclosure
Temporada:

Número do Episódio:
1×09

CENA 1 – RANCHO JONES – DIA
ZACK está ao telefone. Ele tem uma expressão entediada no rosto. Do outro lado podemos ouvir a voz de SARAH.

SARAH: [Voice over] E por favor, cheque novamente os Montoya. Eles não reportaram de volta na checagem desse mês.

ZACK: [entediado] Ok, Sarah.

SARAH: [Voice over] E certifique-se que Ehlios não coma apenas batatas enquanto eu estiver fora.

ZACK: Ok…

SARAH: [Voice over] E não esqueça de desligar o gás–

ZACK: Sarah, pela última vez, nós estamos bem. Quatro braços, quatro pernas e nenhum piercing. Apenas concentre-se em achar a mulher. Nós nos viramos aqui.

Ouvimos um suspiro do outro lado do telefone.

SARAH: [Voice over] [preocupada] Só… só toma cuidado, ok? Estarei em casa o mais rápido possível. E ligue pro Kenny se precisar de alguma coisa. Qualquer coisa!

ZACK: [entediado] Ok, Sarah.

SARAH: [Voice over] Tá bom, tá bom. Agora vou parar de ser a avó chata e voltar para a tia Sarah legal. Então… já tomou alguma atitude com relação à Cathleen?

ZACK arregala os olhos assustado.

ZACK: O quê?! [gaguejando] Do que você… Como você–

Ouvimos Sarah rindo do outro lado da linha.

SARAH: [Voice over] Ehlios me contou algumas coisas. Ele tá bem frustrado com você ultimamente. Mas não se preocupe, eu não te torturarei. Pelo menos não agora que não posso ver se rosto de desespero.

A mulher ri um pouco mais e ZACK rola os olhos.

SARAH: [Voice over] Te vejo em no máximo uma semana. Te amo.

ZACK: Te amo também.

ZACK desliga o telefone.


[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]

 

 

CENA 2 – SALA DESCONHECIDA – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – SUSPENDED, MATT NATHANSON]
A câmera desliza por alguns instrumentos de sopro e percussão, numa ampla sala com pouca iluminação. Ela continua seu lento caminho para a direita até vermos JOEY e KENNEDY sentados no chão, em um dos cantos da sala. Eles se beijam por alguns momentos até que a garota se afasta um pouco com um sorriso.

KENNEDY: Ainda quer voltar pra aula?

JOEY sorri puxando a garota de volta e a beija brevemente.

JOEY: Faz só uma semana e você já tá me desviando pro mau caminho.

KENNEDY: Ah, tá, então nessa história eu sou a manipuladora e você é o coitadinho?

JOEY: [sorri] Mas é claro.

KENNEDy dá um tapa no braço do garoto. Ele ri e a puxa. KENNEDY se ajeita, sentando e reclinando-se no garoto. Ele passa os braços ao redor dela.

JOEY: E o quê você vai dizer aos seus pais no jantar de hoje quando te perguntarem o que aprendeu na escola?

KENNEDY: Direi que aprendi o caminho para a sala de ensaios da banda onde fiquei durante dois períodos dando uns amassos num garoto irritante que ainda me culpa por estar perdendo as aulas de química. [sorriso forçado] Eles ficarão tão orgulhosos.

JOEY: É uma ótima forma de acabar com todos os pratos da sua casa.

KENNEDY: [pouco caso] Nah, não é como se eles realmente fossem escutar o que eu estou dizendo. Na verdade eu acho que só sua suposição de que eles perguntarão alguma coisa já é pedir muito.

JOEY parece sem graça.

JOEY: Kennedy, eu–

A garota sorri.

KENNEDY: Hey, não seja tão sensível. Eu estou bem. [dá de ombros] Esse jantar é só uma formalidade. Uma forma de eles dizerem que entre as viagens ainda lembram que possuem uma filha. Eu finjo gratidão, dou os parabéns pelo grande negócio fechado e se Deus permitir tudo estará acabado antes que eu perceba.

JOEY: Sabe, você podia tentar conversar de verdade com eles pra variar. Talvez pudesse resultar em algo bom.

KENNEDY: As coisas já estão boas do jeito que estão. E quer saber? Tudo que fazemos é falar sobre mim. Tá na hora de você começar a aceitar os holofotes também, Campiti. Me diz algo sobre a sua vida.

JOEY se remexe, desconfortável e KENNEDY vira-se novamente para encará-lo.

JOEY: [limpa a garganta] Eu? Hum… minha vida não é tão interessante.


CENA 3 – INT. LOCAL DESCONHECIDO – NOITE
Um pulso vem na direção da câmera, encobrindo-a totalmente. Ouvimos o barulho de um soco e a câmera mostra um soldado caindo desmaiado. Corta para o agressor que está vestido de preto e possui um capuz também negro sobre o rosto. JOEY retira o capuz num puxão e enxuga um pouco do suor da testa. Ele olha em volta e vemos que está num pequeno espaço circular onde há um grande holofote. O garoto se aproxima do parapeito e a câmera subjetiva mostra uma base onde poucos guardas transitam da parte de baixo. JOEY olha para os lados até localizar alguém vestido de preto lutando com um dos soldados em um dos cantos escuros ao pé da torre em que estava. O garoto então vai até o holofote e o arrasta, focando-o no interior da base.

JOEY: Já tenho sua cobertura, Alfa 1.

Vemos pela visão de JOEY um soldado se aproximando perigosamente da penumbra onde CATHLEEN nocauteia um dos guardas. JOEY toma posse do holofote e foca o soldado que se aproxima. O homem para e leva as mãos aos olhos imediatamente, protegendo-os da luminosidade. A câmera mostra CATHLEEN agora arrastando o soldado com quem lutava para a escuridão total e JOEY tira o holofote do segundo soldado, passando a passear com ele calmamente. O local onde CATHLEEN está agora fica ainda mais escuro.

JOEY: [Voice over] Temos um se aproximando às sete horas.

CATHLEEN encosta-se contra a parede, escondendo-se, e ao fundo vemos o soldado passar, apertando os olhos. Quando ele distancia-se ela abaixa e vemos alguns soldados inconscientes empilhados no canto. CATHLEEN começa a revistá-los.

CATHLEEN: Peguei o cartão.

CATHLEEN guarda o cartão em um dos seus bolsos e começa a despir um dos soldados.

JOEY: [Voice over] Só falta esse último nessa área. Prepare-se para entrar.

CATHLEEN: Algum sinal de nossos amigos?

JOEY olha para todos os lados e vemos a cabeça de ZACK emergir sobre um dos muros externos. A CAM move-se rapidamente e vemos, embaixo do muro, o mesmo soldado aproximar-se do local onde ele começa infiltrar a base.

JOEY: Acabei de vê-los. Mova-se mais rápido!

JOEY limpa a garganta e grita.

JOEY: [voz grossa] Hey, soldado!

O guarda vira-se, olhando para o topo da torre. Nesse momento JOEY coloca novamente a jato de luz nos olhos dele. O homem cobre os olhos e tão rápido quanto o jato de luz veio, JOEY o tira de cima do guarda. Com a diferença súbita de luminosidade o soldado cambaleia, parecendo um pouco tonto. Pela visão de JOEY vemos ZACK, EHLIOS e SARAH agora entrando com segurança na base.

SOLDADO: [irritado] Qual diabos é o seu problema, soldado?!

Ele aperta os olhos e os abre novamente. Por uma fração de segundo vemos o vulto negro e embaçado de CATHLEEN na visão do homem. A tela fica negra novamente com o soco e o último soldado vai ao chão. CATHLEEN olha rapidamente para os três invasores que se afastam correndo e passa a arrastar o soldado.

CATHLEEN: Então agora vamos ajudá-los?

JOEY: [Voice over] Eu não sei o que passava na sua cabeça quando aceitou esse desafio idiota, mas não dá pra deixar eles serem pegos por um descuido.

CATHLEEN: [rola os olhos] Você é tão bonzinho que me irrita. [irônica] Talvez se você pedir por favor pros gentis militares que estão lá dentro eles nos dêem os desenhos sem esforço.

JOEY: [Voice over] Dá pra você se concentrar? Nós temos três desenhos pra recuperar.

A garota joga o soldado de qualquer jeito sobre os outros. Ela ajeita algumas roupas dos soldados que estão dobradas em um canto e coloca o cartão de acesso entre elas.

CATHLEEN: Joseph Campiti. Só trabalho, nada de diversão. Sabe, você deveria arranjar uma namorada. Rápido!

 

CENA 4 – INT. NARANDA HIGH – DIA
[MÚSICA DE FUNDO – SOONER OR LATER, MICHAEL TOLCHER]
A câmera mostra KENNEDY e vemos CATHLEEN ao lado dela. A garota fala mas KENNEDY não parece ouvi-la.

CATHLEEN: Kay? Kay!

KENNEDY sai do transe.

KENNEDY: [olhando pros lados] Humm…

CATHLEEN: Hello? Estamos falando do Joey aqui.

KENNEDY: [rapidamente] Joey– E-eu não gosto do Joey.

CATHLEEN franze o cenho.

CATHLEEN: [confusa] Ow-kay.

Sob o olhar confuso de CATHLEEN, KENNEDY abre seu armário e deixa boa parte de seu rosto lá dentro, evitando contato visual com a amiga. CATHLEEN balança a cabeça como se afastasse o assunto.

CATHLEEN: Então… eu tava pensando… talvez a gente possa fazer alguma coisa hoje a noite. Sei lá. Alugar uns filmes, pedir uma pizza. Ele fica quietinho como sempre e você nem vai perceber que ele tá lá.

KENNEDY nota JOEY passando atrás dela. O garoto abre um pequeno sorriso então ela vira o rosto rapidamente para seu armário e começa a ajeitar alguns livros. JOEY coça a cabeça rindo e se afasta.

CATHLEEN: As oito lá em casa tá bom?

KENNEDY fecha o armário.

KENNEDY: [hesitante] Na sua casa?

CATHLEEN: [enfática] Sim, na minha casa. Geez, onde você está com a cabeça? Você sabe que não posso sair durante a semana, mas Julia não vai ficar brava se você passar uma noite lá em casa.

KENNEDY: [arregala os olhos] Passar a noite?

CATHLEEN: [estranhando] Tem alguma coisa de extraordinária nisso?

KENNEDY: [nervosa] Não– não… é que… hum… essa noite não dá. Eu tenho que– Meus pais! Sim, meus pais estão chegando de Frankfurt e eu queria jantar com eles.

KENNEDY se afasta olhando pro chão, nervosa, enquanto CATHLEEN levanta uma das sobrancelhas. Ela corre até a amiga.

CATHLEEN: Espera, espera, espera.

KENNEDY aperta os olhos, respira fundo e vira novamente para encarar CATHLEEN.

CATHLEEN: Tem certeza de que estamos bem, Kay? Eu e você?

KENNEDY: Sim, Cathy. Pela última vez, está tudo bem entre nós. Aquilo foi um… lapso de sanidade. Um lapso que faz total sentido…

CATHLEEN a olha, sem graça.

KENNEDY: … mas estamos bem agora. Seja lá o que você tenha para esconder, só quero que saiba que pode confiar em mim.

CATHLEEN: Kennedy, eu–

KENNEDY: E por mais que eu adore ver você fazendo de tudo pra me agradar, nós já passamos dessa fase. É só que… [hesitante] eu tenho esse jantar hoje à noite. Não dá pra dormir na sua casa.

CATHLEEN: Há menos de uma semana atrás você estava reclamando que eu estava distante e agora você tá arranjando desculpa pra não ir lá em casa. [incrédula] Vamos, você tá dizendo que quer jantar com os seus pais. Você acha mesmo que eu vou acreditar nessa?

KENNEDY: Olha, eu já falei que essa noite não dá, tá bom?

E com isso ela se afasta deixando CATHLEEN com uma expressão confusa no rosto.

 

CENA 5 – EXT. BASE – NOITE
EHLIOS segura o soldado que estava deitado pelo colarinho. SARAH ajoelha-se do lado dos dois

SARAH: Ehlios, eu te disse pra não deixa-lo inconsciente. Fica mais difícil pra ler alguma coisa com ele desacordado.

A câmera mostra ZACK que parece se concentrava a área.

EHLIOS: O que você queria que eu fizesse? Pedisse com jeitinho para que ele deixasse a gente tirar algumas informações confidenciais do cérebro dele?

ZACK abre os olhos e vira-se para SARAH.

ZACK: Okay, tudo limpo.

SARAH se concentra e depois de alguns momentos ela abre os olhos.

SARAH: Eu disse. Os desenhos não estão mais no laboratório de criptografia. Eles o levaram pro cofre!

EHLIOS: Você tem o número?

SARAH: Não. Esse não sabe de mais nada.

ZACK: [off] Ah, droga.

SARAH e EHLIOS viram-se para ZACK. O garoto aponta para algo atrás dos dois. A câmera mostra uma pequena câmera de vigilância.

 

CENA 6 – INT. BASE – NOITE
Em um pequeno monitor em tons de azul vemos SARAH passando a mão algumas vezes na frente da câmera. A câmera se afasta e vemos CATHLEEN sentada na frente de vários monitores de vigilância. A garota tem uma caixa de donuts no seu colo e está com os pés estirados sobre a mesa de controles da sala. Atrás dela vemos dois soldados nocauteados. Ela sorri e morde um donut.

CATHLEEN: Tsc tsc tsc… tão amadores.


CENA 7 – EXT. BASE – NOITE
SARAH passa a mão na frente da câmera mais duas vezes e vira-se para os garotos.

SARAH: Bem, acho que já teríamos sido pegos há algum tempo se isso estivesse funcionando.

EHLIOS se aproxima da câmera e faz sua mão atravessar o aparelho. Algumas fagulhas saem dele e uma fumaça sobe.

EHLIOS: [dá de ombros] Só por via das dúvidas.

SARAH: Vamos logo.

Os três correm.

 

CENA 8 – SALA DE AULA – DIA
JOEY entra na sala de aula onde alguns alunos já tomam seus lugares. Ele olha em volta e vemos EHLIOS sentando em uma das cadeiras escolares. JOEY se aproxima e senta do lado do garoto.

JOEY: Hey, cara.

EHLIOS: Hey.

JOEY: [tom baixo] Posso falar com você por um instante?

EHLIOS: Se for sobre o que eu vi…

JOEY: Exatamente.

EHLIOS: Eu não vou falar nada.

JOEY: [sorri] Obrigado, cara.

JOEY vira-se para frente e os dois ficam em silêncio, dando a entender que a conversa terminou. EHLIOS sorri sarcasticamente e balança a cabeça em negativa.

EHLIOS: [tom baixo] Ela te disse pra vir aqui e perguntar, não?

JOEY olha para EHLIOS e vira-se para ele novamente.

JOEY: É que… nós vamos levar as coisas com calma. Por agora é melhor se ninguém souber.

EHLIOS sorri e balança a cabeça novamente.

JOEY: O quê?

EHLIOS: [dá de ombros] Nada. É só que quando eu pensei que você estava fazendo algo por você mesmo, agora te vejo preso não só à Cathleen como também à Kennedy. É irônico. Só isso.

JOEY parece indignado

JOEY: [tom baixo] Eu não estou preso a ninguém! Nós só… nós estamos começando, seja lá o que temos agora.

EHLIOS: E ela não quer ser vista com você por outras pessoas.

JOEY pondera por algum momento, mas logo discorda com a cabeça.

JOEY: Não é desse jeito.

EHLIOS rola os olhos e joga a cabeça pra trás.

EHLIOS: Santo Deus, todos os homens da nossa espécie estão ficando dementes. Eu quero um pouco desse vírus logo pra não ter que estar consciente na destruição de vocês.

JOEY: Você só diz isso porque não tem ninguém pra você.

EHLIOS fica em silêncio por um momento com as palavras de JOEY.

EHLIOS: Você simplesmente não entende. Quando se trata de pessoas como nós, é cada um por si.


CENA 9 – INT. BASE – NOITE
Shot de uma porta branca. Uma mão a abre e vemos os monitores de vigilância uma poltrona de costas para a câmera. A poltrona vira-se e vemos CATHLEEN com um grande sorriso e uma caixa de donuts na mão. A câmera mostra EHLIOS, ZACK e SARAH olhando para a garota.

CATHLEEN: [melódica] He-llo.

EHLIOS parece não acreditar no que vê.

EHLIOS: Então nós trabalhamos e você come?

CATHLEEN: Consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Meu combo especial do momento e comer donuts, ajudar vocês a entrarem na base, ajudar vocês a andarem pela base e chutar seu traseiro. [sorri] Tudo ao mesmo tempo. Não é divertido?

EHLIOS sorri sarcasticamente de volta

EHLIOS: Oh, você não faz idéia.

EHLIOS começa a fechar a porta e CATHLEEN arregala os olhos. Ela joga a caixa de donuts de lado e corre pra porta, agarrando o braço de EHLIOS quando ele está para fecha-la. Uma visão aparece em sua mente.

SARAH abre os olhos.

SARAH: Eu disse. Os desenhos não estão mais no laboratório de criptografia. Eles o levaram pro cofre!

A visão termina. EHLIOS torna sua mão intangível e os dedos de CATHLEEN passam através dela. Ele fecha a porta rapidamente e sua mão fica vermelha sobre a fechadura.

EHLIOS: Agora sim a diversão vai começar.

SARAH: As coisas seriam tão mais fáceis se vocês levassem nossas missões a sério.

Os três passam a correr pelo corredor.


CENA 10 – INT. BASE – NOITE
CATHLEEN força a maçaneta do lado de dentro da sala, mas a porta não cede. Ela aperta o ponto na sua orelha.

CATHLEEN: Alpha 2, mudança de planos, os desenhos estão no cofre.

CORTA PARA:

JOEY dentro de um tubo de ventilação.

JOEY: O quê?! Isso é do outro lado da base!

CATHLEEN: [impaciente] Então é melhor você se apressar, não? Ah… e a propósito…

Volta a forçar a maçaneta descontroladamente.

CATHLEEN: Eu tô presa!

 

CENA 11 – INT. THE ALLEY – DIA
CATHLEEN e KENNEDY se sentam em uma das mesas da lanchonete.

KENNEDY: Você não deveria ir se arrumar ou algo do tipo?

CATHLEEN: Pra quê a pressa? Meu experiente só começa em 15 minutos.

ZACK passa por elas, mas apenas olha para CATHLEEN. A garota pega um canudo e começa a brincar com ele. KENNEDY se reclina sobre a mesa.

KENNEDY: [sussurra] O que aconteceu entre vocês dois?

CATHLEEN: Dois quem?

KENNEDY faz uma cara de tédio.

KENNEDY: Você e Jared Leto, porque vocês foram feitos um pro outro.

CATHLEEN: [sorriso forçado] Você também acha?

KENNEDY lança um olhar para CATHLEEN e a garota passa a mão nos cabelos. Ela pensa por alguns segundo até que sua expressão fica um pouco triste.

CATHLEEN: Não é pra acontecer.

KENNEDY: Bem, a princípio devo admitir que essa sua atitude Cordelia Chase me preocupou um pouco, mas depois de acostumar com a idéia…

CATHLEEN se encosta na poltrona.

CATHLEEN: Nem começa, Kay.

KENNEDY: O quê? Vocês dois formam um casal bonitinho.

CATHLEEN: Eu não sei aonde estava com a cabeça quando considerei alguma coisa com ele.  E agora eu me sinto mal porque só tratando-o assim eu vou conseguir sair dessa situação. Eu nunca quis deixar ele mal nem nada, foi só que… eu só percebi depois. [respira fundo] Nós simplesmente… não combinamos.

KENNEDY: Você já tentou? Quero dizer… [sugestiva] às vezes você pode se surpreender com alguém que nunca achou que fosse possível.

CATHLEEN franze o cenho e analisa a amiga por alguns momentos.

CATHLEEN: O que isso quer dizer?

KENNEDY se mexe no mesmo lugar.

KENNEDY: Nada, só estou dizendo que às vezes vale a pena dar uma chance à alguém improvável.

CATHLEEN: [desconfiada] Como quem?

KENNEDY: Ninguém! Meu Deus, estamos falando de você aqui.

CATHLEEN: Tem certeza? Porque eu podia jurar que estávamos falando de você e do Sr. Improvável.

KENNEDY parece nervosa.

KENNEDY: [rapidamente] Bem, não estamos. [levanta] E eu… eu tenho que ir.

A garota vai se afastando e CATHLEEN ri.

CATHLEEN: Volta depois do expediente. Eu sei que você vai fugir desse jantar!


CENA 12 – INT. BASE – NOITE
SARAH, EHLIOS e ZACK correm pelos corredores da base. Eles param em frente à uma porta branca.

SARAH: Mais rápido, Ehlios!

EHLIOS pega a mão de SARAH e os dois atravessam a porta. Vemos dois soldados dobrarem um corredor há uns vinte metros. Ambos correm em direção á eles. Um deles saca uma arma e aponta. Ao primeiro disparo, ZACK se encosta na porta e os passos no corredor não são mais ouvidos. A câmera mostra novamente os soldados e vemos os dois paralisados. A mão de EHLIOS é colocada para fora e ZACK a pega, atravessando a porta.

Ainda do lado de fora vemos CATHLEEN e JOEY virem pelo mesmo caminho que os soldados. Eles passam correndo pelos homens paralisados.

CATHLEEN: Pelo menos estamos no caminho certo.

Mais passos são ouvidos e os garotos olham para trás. Vemos mais cinco soldados correndo atrás deles.

JOEY: Corre!

Três dos homens param para ajudar os soldados paralisados, enquanto os outros dois se atrasam com o tumulto do corredor. Os garotos chegam à porta e ZACK passa o cartão de acesso. Os dois entram na sala com pressa e JOEY começa a derreter a fechadura da porta.

EHLIOS, SARAH e ZACK que estão na frente da grande porta do cofre olham para os recém-chegados.

EHLIOS: [irônico] Oh, ótimo.

EHLIOS atravessa a porta do cofre acompanhado por SARAH e rapidamente estende a mão através da porta para ZACK, deixando JOEY e CATHLEEN sozinhos na pequena sala. Eles se aproximam do painel numérico do cofre.

JOEY: Julia vai nos matar se deixarmos esses desenhos escaparem.

CATHLEEN: Então vai!

JOEY tira do bolso um pequeno aparelho, e o coloca em cima do painel. Ele passa o cartão de acesso e logo após o teclado numérico emana alguns bipes e a luz vermelha do painel se torna verde. CATHLEEN gira a grande manivela e a porta começa a se abrir. Ao entrar vemos SARAH, ZACK e EHLIOS envoltos numa camada prateada. JOEY e CATHLEEN entram no cofre e no mesmo momento um alarme começa a soar.

JOEY: Oh, droga.

A porta do cofre se fecha e dos quatro cantos vemos um gás sair. CATHLEEN e JOEY começam a tossir.

EHLIOS: Vamos! Rápido!

ZACK tira os desenhos de uma redoma de vidro enquanto EHLIOS vai até JOEY e CATHLEEN ajudando-os a apressarem-se.

SARAH: [pra Zack] Coloque o campo neles!

ZACK se concentra por alguns segundos mais logo abre os olhos.

ZACK: Não posso! É gente demais!

SARAH: Vai, Ehlios!

A porta do cofre começa a emanar bipes e CATHLEEN cai no chão, tossindo.

EHLIOS: Me dá a sua mão!

CATHLEEN pega a mão de EHLIOS e a levanta. Ele tenta fazer sua mão atravessar a parede do cofre, mas ela não se torna intangível. Ele tenta novamente, mas continua sem sucesso. A porta do cofre começa a abrir-se.

EHLIOS: [frustrado] Não consigo! Deve ter algum tipo de fonte de calor do outro lado!

JOEY: É a tubulação do gás!

ZACK: Meu Deus, nós estamos presos!

SARAH: Estamos coisa nenhuma.

A mulher pega a mão de JOEY.


CENA 13 – INT. BASE – NOITE
Os soldados entram no cofre. Todos eles possuem máscaras de gás e o local está totalmente enevoado. Eles correm para dentro do cofre através do gás e ao chegar na parede do cofre vemos a visão se abrir quando o gás começa a sair por um enorme buraco aberto na parede. Os soldados também saem da base através do buraco e vemos um carro levantar poeira há algumas dezenas de metros e se afastar com velocidade. Eles abrem fogo, mas o carro some na noite.


CENA 14 – INT. THE ALLEY – NOITE
ALGUÉM:
[off] Hey.

CATHLEEN se assusta com uma mão no seu ombro e vira-se para encontrar ZACK. O garoto parece sério. CATHLEEN faz uma cara de tédio.

CATHLEEN: Oh, oi.

ZACK: Podemos conversar?

CATHLEEN olha ao redor.

CATHLEEN: Em público?

ZACK toma um momento para observá-la, um pouco irritado.

ZACK: Sim, em público. Achei que nós já tivéssemos passado disso.

CATHLEEN: Nós? Desculpa, mas nós não passamos por nada. Eu passo, você passa, eles talvez passem, mas nós nunca passaremos. Se for algo referente ao trabalho tenho certeza que você pode esperar até o expediente, chefe.

CATHLEEN dá um tapinha no ombro de ZACK e passa por ele, em direção aos fundos da lanchonete e de frente para a câmera. Vemos que a expressão da garota agora parece apavorada. Ela engole a seco e respira fundo.

 

CENA 15 – EXT. RANCHO JONES – NOITE
CATHLEEN está parada com as mãos nos bolsos de seu sobretudo. ZACK se aproxima com alguns papéis nas mãos e fica frente a frente com a garota.

CATHLEEN: O quê? Agora eu tenho que lidar com o segundo em comando? Traga-me César.

ZACK: [sorri] Sinto muito, mas você terá que contentar-se com Magnus. César está um pouco ocupado agora.

Os dois olham para a varanda da casa onde EHLIOS está sentado em uma cadeira ouvindo SARAH, que anda de um lado para o outro e parece furiosa com o garoto.

CATHLEEN: Tanto faz. Só cumpre a parte do acordo e me entrega os dois desenhos.

ZACK: [confuso] Como assim? Você deveria nos dar o seu. Fomos nós que chegamos ao cofre.

CATHLEEN: E fomos nós que tiramos vocês de lá!

ZACK: Acho que estamos num impasse.

CATHLEEN: De forma alguma. Eu posso te deixar inconsciente com um toque. Eu vou levar esses desenhos pra casa.

ZACK: [ri] Pode nada. E mesmo se pudesse eu tenho uma tal proteção na mente que às vezes nem a Sarah consegue entrar. Se alguém pode fazer ameaças aqui sou eu.

CATHLEEN levanta as mãos.

CATHLEEN: Hey, hey, hey. Não tô a fim de brincar de hidrante outra vez.

CATHLEEN o observa por um momento.

CATHLEEN: Então me dá metade do bebê e estamos quites.

ZACK: [ri] O quê?!

CATHLEEN: Nós temos três desenhos. Um e meio pra cada lado.

ZACK: Eu não vou rasgar o desenho! Pode danificar o código.

CATHLEEN: Não seja tão covarde!

CATHLEEN toma rapidamente um dos desenhos da mão de ZACK. Quando ela está prestes a rasgá-lo um brilho prateado toma seu corpo e CATHLEEN é paralisada.

CATHLEEN: Dá..a… oê… osto… or… aor?

ZACK parece confuso e parte da névoa prateada sai do rosto de CATHLEEN.

ZACK: O quê?

CATHLEEN faz algumas caretas, testando os músculos do rosto.

CATHLEEN: Obrigado, agora eu posso rolar meus olhos para você.

CATHLEEN rola os olhos e ZACK sorri timidamente. O garoto aproxima-se dela e pega o desenho que ela tentava rasgar. Ele então se aproxima ainda mais abrindo, delicadamente, o casaco da garota. ZACK, há poucos centímetros do rosto de CATHLEEN, coloca a mão dentro do casaco dela.

CATHLEEN: [sussurra] Por que os homens sempre preferem com algemas? Eu quero brincar também.

Ele retira do sobretudo dela um desenho com uma noiva.

ZACK: Agora sim, você pode ir pra casa e brincar.

CATHLEEN: Isso é tão injusto. A gente não leva nada por ter ajudado vocês a entrar e a sair daquela base militar? Onde está a gratidão?

ZACK parece meio confuso, mas se mantém firme.

ZACK: Se você acha que vai conseguir algo de mim com essa chantagenzinha emocional…

CATHLEEN: Eu não estou te chantageando! Só estou dizendo que nós nos arriscamos naquele lugar por vocês e não vamos ter nada em troca. Logo você que eu julgava ser o racional.

ZACK analisa por alguns momentos a garota e CATHLEEN faz uma expressão de súplica e pisca várias vezes. ZACK suspira rendido e a garota cambaleia por um segundo até ficar de pé novamente.

ZACK: Não acredito que estou fazendo isso.

CATHLEEN: Sabia que tomaria a decisão certa, ó sábio Magnus.

ZACK pega o desenho do bebê e o rasga no meio, dando metade para a garota.

ZACK: Aqui está.

CATHLEEN pega sua parte e coloca dentro do sobretudo.

CATHLEEN: Muito obrigada.

ZACK: Sabe, nós formamos um time e tanto lá atrás.

CATHLEEN concorda com a cabeça num gesto carregado de sarcasmo.

CATHLEEN: Com certeza. Vamos não fazer isso de novo, em breve.

Ela dá dois tapinhas no rosto de ZACK e dá as costas, indo em direção à Cherokee onde JOEY espera no volante.

CATHLEEN: [sem parar de andar] Sei que sou excelente no que faço mas… encare, Hayes. Nós nunca daríamos certo.

A garota entra no carro deixando ZACK com um tímido sorriso no rosto.

CENA 16 – INT. THE ALLEY – NOITE
Na lanchonete vemos poucas luzes ligadas e cadeiras sobre algumas mesas, denunciando que o horário de funcionamento acabou. Vemos JOEY e KENNEDY em uma das mesas com livros e cadernos à frente deles, mas sorriem e parecem conversar. Enquanto isso CATHLEEN esfrega o balcão e ZACK termina de colocar as cadeiras sobre as mesas, olhando para CATHLEEN vez ou outra. EHLIOS entra e todos voltam o olhar para o garoto.

EHLIOS: Então… encontros duplos no The Alley?

KENNEDY gira os olhos e começa a recolher suas coisas.

KENNEDY: Acho melhor eu ir embora.

A garota levanta e JOEY passa a recolher suas coisas também.

EHLIOS: Acalme-se, Lester. Só vim pegar minha carona pra casa. Não estou aqui pra interromper nenhuma noite romântica. Afinal, eu entendo a necessidade de um primeiro encontro depois de um beijo daqueles.

CATHLEEN parece confusa por um momento, mas logo olha incrédula para KENNEDY e JOEY. O garoto abaixa a cabeça enquanto KENNEDY olha com raiva para EHLIOS.

CATHLEEN: [abismada] Oh, meu Deus, é o Joey!! O Sr. Improvável!!

KENNEDY: Não!

KENNEDY aperta os olhos e vira-se para a amiga.

KENNEDY: [vacilante] Quer dizer… não é como se a gente…

CATHLEEN: [abismada] Oh, meu Deus, você ficou com o Joey?!

KENNEDY se aproxima do balcão.

KENNEDY: Cathy, eu ia te–

CATHLEEN: [abismada] C-como você pode… é… é o Joey!

JOEY: [ofendido] Hey! Como assim “é o Joey”?

Vemos ZACK tirar um molho de chaves do bolso enquanto ouvimos ao fundo KENNEDY, CATHLEEN e JOEY discutindo. ZACK joga as chaves para EHLIOS, que as pega.

ZACK: Cara, vai pra casa. Depois eu pego um ônibus… ou sei lá.

EHLIOS: Espera, você vai ficar aqui com os Rockets? Vamos pra casa.

ZACK: Você vai primeiro. Eu vou tentar apagar seu incêndio aqui.

EHLIOS: Por que você se importa tanto com essas pessoas?

EHLIOS aponta para os três jovens discutindo. Um falando por cima do outro.

EHLIOS: Eles não poderiam se importar menos com você.

ZACK, com uma expressão um pouco irritada, pega a mão de EHLIOS e coloca a chave nela.

ZACK: Só vai.

ZACK dá as costas e começa a se aproximar da discussão dos três—

EHLIOS: [tom alto] É ela, não é?

ZACK interrompe seus passos e os outros param de falar quando tem sua atenção tomada por EHLIOS. ZACK vira-se lentamente para o garoto e respira fundo, como se tentasse se controlar.

ZACK: [calmo] Ehlios, nem pense em fazer isso agora. Você pode esperar pra conversarmos sobre isso em casa?

EHLIOS: Não, cara, porque estou vendo você entrando em algo que não te fará bem. [aponta pra Cathleen] Essa garota não gosta de você!

CATHLEEN abaixa a cabeça e KENNEDY e JOEY parecem desconfortáveis.

EHLIOS: Nenhum deles gosta! Mais quantos cortes serão necessários pra você entender isso? Pra eles você é só um garçom.

ZACK engole a seco e JOEY, percebendo a situação, dá um passo a frente.

JOEY: [calmo] Ehlios, acho que você está passando dos limites.

EHLIOS: Não, não estou, Joey. Estou cansado de ver sua irmãzinha pisando nele—

ZACK: [calmo] Ehlios, pela última vez. Nós não vamos conversar sobre isso agora.

EHLIOS: E conversaremos quando? Ah, sim, no dia que você já tiver caído—

ZACK parece ir ficando gradualmente irritado.

ZACK: [irritado] Por que você se incomoda tanto quando tudo que eu quero é fazer alguma coisa dar certo pra mim nessa droga de vida que levamos!

EHLIOS olha para ZACK completamente surpreso com o tom incomum do garoto.

EHLIOS: [mais ameno] Mas ela não é a resposta pra isso, Zack. Sinto muito mas você ta trazendo mais sujeira pras nossas vidas.

ZACK: [irritado] É a minha vida! Isso não é da sua conta, Ehlios. Só porque você se tranca na sua bolha e se isola do mundo não quer dizer que eu tenha que fazer o mesmo!

EHLIOS sorri ironicamente e balança a cabeça em negativa, mas levanta as mãos em rendição.

EHLIOS: Okay, faça o que quiser, mas ela fará com você o mesmo joguinho que faz com todos os outros e depois que conseguir transar contigo, ela vai te dar um fora. Do mesmo jeito que fez com Harrison.

A expressão de ZACK vai da surpresa à revolta muda enquanto CATHLEEN prende um suspiro ao ouvir as palavras e seus olhos se enchem de lágrimas. KENNEDY aperta a mão da amiga e JOEY avança no colarinho de EHLIOS.

JOEY: [irritado] Okay, já chega! Vaza daqui!

EHLIOS tira as mãos de JOEY da sua blusa.

JOEY: [grita] Some, Ehlios!!

EHLIOS olha para os quatro que o encaram com ódio. Ele parece confuso por alguns segundos. O garoto então aperta os olhos e sai da lanchonete em passos largos.

Um silêncio toma o local.

KENNEDY passa o braço pelos ombros da amiga que, ainda estática, parece abalada com a situação. De costas para as duas está ZACK, também perplexo, ainda observando o local por onde EHLIOS saiu. JOEY dá meia volta e estende a mão para a namorada.

JOEY: Kay, acho melhor nós irmos.

A garota olha para a amiga, preocupada.

KENNEDY: Você vai fica bem?

CATHLEEN se recompõe.

CATHLEEN: Sim, vou. Eu cuido disso.

KENNEDY: Okay.

KENNEDY tira uma mexa de cabelo do rosto da amiga e sorri. Logo após ela pega a mão de JOEY e os dois saem da lanchonete. O sino da porta toca por longos segundos até que o silêncio volta a assolar o local. CATHLEEN, ainda observando ZACK de costas, cruza os braços e se encolhe, como se estivesse com frio.

ZACK: [nojo] Você transou com ele?

A garota respira fundo num suspiro tremido.

CATHLEEN: [tom baixo] Sim.

ZACK vira-se para encarar CATHLEEN. Ele tem uma expressão magoada no rosto, mas sua voz continua firme.

ZACK: E quando foi isso?

CATHLEEN: Logo depois que eu cheguei a Naranda.

ZACK balança a cabeça positivamente algumas vezes, com um olhar ferido.

ZACK: E ele já estava com Samantha.

CATHLEEN parece encolher-se ainda mais. A garota pisca várias vezes e olha pro teto quando a primeira lágrima corre seu rosto.

CATHLEEN: [voz trêmula] Sim.

ZACK: Quem mais sabe disso? Quer dizer… t-todo mundo sabe? Eu sou o único que não–

CATHLEEN enxuga a lágrima com rapidez.

CATHLEEN: Somente Kay e Joey.

A garota faz um grande esforço pra não chorar.

CATHLEEN: [riso nervoso] E de alguma forma Ehlios, aparentemente.

[MÚSICA – BAD DAY, DANIEL POWTER]

ZACK: [tom um pouco mais alto] Então ele está certo? Ehlios estava certo o tempo todo! O que estamos fazendo aqui, Cathleen? O que eu estou fazendo aqui?

CATHLEEN: [quase grita] Eu não sei, Zack! E eu sinto muito.

CATHLEEN respira mais uma vez e agora consegue controlar as lágrimas.

CATHLEEN: [irritada] Eu sinto muito se por um segundo eu achei que podia ter algo diferente e te arrastei pra isso tudo. Eu não posso! E eu sei disso! De alguma forma aquilo que você me disse naquela cozinha me trouxe de volta a realidade. [riso nervoso] Olhe pra mim! Eu não lavo louças e sirvo hambúrgueres! E eu nunca ficaria num serviço até meia noite e meia só pra conversar com um garoto. Vazia, despreocupada, sem se envolver com ninguém, isso é quem eu sou!

ZACK balança a cabeça em negativa.

ZACK: Eu não acredito nisso–

CATHLEEN: [riso irônico] E num mundo irônico e bizarro Ehlios é o único que aceita isso! Ele não tenta me salvar porque eu não preciso de salvação. [enfática] Você não precisa tentar me salvar, Zack, porque eu gosto de quem sou.

ZACK: [irritado] Não!! Eu…

ZACK olha pros lados e passa a mão nos cabelos.

ZACK: [tom baixo] Eu gosto de você, Cathleen. Eu não sei quanto a você, mas isso não acontece comigo com muita freqüência. A pessoa que você está descrevendo… não é quem eu conheço.

CATHLEEN: [irritada] E é isso que estou tentando te dizer, Hayes! A pessoa que você gosta… [sorri] não existe.

ZACK: [irritado] Por que você está fazendo isso? Por que você está sempre afastando as pessoas quando elas tentam realmente chegar à você? Quer dizer… você afastou a Kennedy porque tem medo demais de deixá-la saber quem você é e agora você está fazendo o mesmo comigo!

CATHLEEN: [grita] Eu acabei de te dizer quem sou!!

ZACK: [grita] Mas eu não aceito isso!!

A garota começa a tirar o avental.

CATHLEEN: [dá de ombros] Aí o problema já não é mais meu.

CATHLEEN joga o avental no peito de ZACK.

CATHLEEN: [seca] Lide com isso.

Ela passa por ele e começa a sair da lanchonete.

CATHLEEN: Eu me demito.

ZACK vira-se.

ZACK: [tom baixo] Não faz isso.

CATHLEEN: [sem parar de andar] Encare, Hayes. Nós nunca daríamos certo.

ZACK fecha os olhos e ouve a porta bater. Shot da lanchonete vazia e ZACK sozinho no centro. O garoto solta os ombros e agora tudo que ouvimos são os sons dos sinos de entrada.


CENA 17 – EXT. THE ALLEY – NOITE
CATHLEEN sai da lanchonete encarando o chão e tremendo. Ela levanta a cabeça e lá está a Cherokee preta, estacionada a sua frente. Através da janela vemos JOEY no volante e a porta de trás se abre revelando KENNEDY. A garota estende a mão.

KENNEDY: Entra.

CATHLEEN começa a chorar e entra no carro, deitando no colo da amiga. A porta se fecha e o carro parte.

CENA 18 – EXT. RANCHO JONES – NOITE
O jipe canta pneu na entrada da casa. EHLIOS sai do carro, irritado. Ele sobe os degraus da varanda e atravessa a porta da casa, jogando as chaves do carro sobre a mesa. O garoto sobe as escadas.


CENA 19 – INT. QUARTO DE EHLIOS – NOITE
EHLIOS bate a porta do quarto com força e se joga na cama, aumentando o volume do som no controle.

[MÚSICA – PRESSURE, STAIND]

A câmera gira velozmente ao redor dele várias vezes depois sobe e vira-se, filmando-o de cima. O garoto aperta os olhos e a câmera desce com rapidez e pára subitamente no rosto dele. Nesse momento ouvimos o barulho de algo se quebrar. EHLIOS senta na cama assustado.

EHLIOS: Zack?!

Sem resposta, EHLIOS coloca os pés no chão e vemos ao fundo um pouco de fumaça entrar por debaixo da porta. Uma luz crepitante reflete no chão do quarto. Ele levanta-se assustado e olha para a porta. Ele coloca a mão na fechadura, mas logo a balança no ar, com uma expressão de dor. O garoto estende a mão e aproxima-a devagar da porta, mas não consegue atravessá-la. Ele tenta mais algumas vezes sem sucesso e dá um soco na porta.

EHLIOS respira fundo e dá um salto no ar. Ao cair, ele atravessa o piso do segundo andar e bate com força na mesa da cozinha.

O garoto abre os olhos e vemos seu rosto em pavor. A câmera mostra o pequeno lustre no teto da cozinha pegar fogo e balançar perigosamente. EHLIOS joga-se para o lado, caindo no chão, na mesma hora em que o lustre vem abaixo e a mesa começa a pegar fogo. EHLIOS geme de dor e tosse.

O garoto afasta-se sentado e encosta-se na parede. Vemos duas paredes já foram tomadas pelo fogo. Ele tosse com mais força e se esforça para levantar. Olhando para a porta tomada pelo fogo, EHLIOS cobre o nariz com a camiseta. O garoto vai até a porta e dá um rápido chute com a parte de baixo do pé. Sem sucesso o garoto tenta novamente o arrombamento e sua calça começa a pegar fogo. Ele grita e cai sentado no chão, tirando a camisa rapidamente. EHLIOS bate a blusa na perna até que o fogo se apaga e então protege o nariz com o tecido. Tossindo muito, vemos EHLIOS piscar cada vez mais lentamente, até que o garoto cai desmaiado no chão da cozinha.


CENA 20 – INT. SALA DESCONHECIDA – NOITE
Num escritório luxuoso um homem engravatado entra rapidamente. Vemos uma poltrona alta virada de costas para ele. O homem parece com medo.

HOMEM: Senhor Heller, sinto informar-lhe que nossa segurança foi incapaz de impedir o roubo dos desenhos criptografados. Os cinco intrusos acabaram de deixar nossa instalação com posse dos documentos.

ULISSES fica em silêncio e o homem engole a seco, parecendo ficar ainda mais nervoso.

ULISSES: Ligue para a Liefield imeditamente. Ela saberá o que fazer.


CENA 21 – INT. SALA DESCONHECIDA – NOITE
A sala está escura e uma fraca luz de abajur clareia uma gaveta aberta. Dentro dela é jogada uma foto de uma noiva e por cima vemos cair uma foto de um bebê vestido de urso polar. As duas metades da foto estão coladas por uma fita adesiva. Por último vemos uma foto de uma menina correndo num campo verde cair sobre as anteriores. A gaveta é fechada. A câmera sobe revelando JULIA com o rosto sujo de fuligem. Ela apaga a luz do abajur e tira a blusa preta ficando apenas com o sutiã e a calça, também preta. JULIA dirige-se até o banheiro, onde a luz acessa reflete sutilmente no quarto não iluminado. Ela entra no banheiro e fecha a porta, tornando o quarto totalmente escuro. Tela preta.

 

PRODUÇÃO EXECUTIVA
Samir Zoqh
Luciana Rocha

ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia

ELENCO RECORRENTE
Neve Campbell como Sarah

ESCRITA E EDITADA POR
Luciana Rocha

REVISADA POR
Marcos Damata

CRIADA E DESENVOLVIDA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha

MÚSICA TEMA
Late Great Planet Earth, Plumb

TRILHA SONORA

Suspended, Matt Nathanson
Sooner Or Later, Michael Tolcher
Bad Day, Daniel Powter
Pressure, Staind

A HYBRID STUDIOS PRODUCTION

DISTRIBUTED BY TELEVISION SERIES NETWORK
©2005

HBO renova ‘Enlightened’ e cancela ‘Hung’,’Bored To Death’ e ‘How To Make It In America’

Data/Hora 20/12/2011, 18:12. Autor
Categorias Notícias

A HBO anunciou que três de suas comédias não irão voltar para a programação de 2012: Hung, How To Make It In America  e Bored To Death. Segundo o site Variety, o presidente de programação Michael Lombardo e o vice presidente Richard Plepler decidiram “limpar a casa” para dar espaço para novas séries no ano que vem. Sem muitos detalhes sobre a decisão, a emissora também anunciou a volta para uma nova temporada da comédia Enlighted, indicada ao Globo de Ouro esse ano.

Hung  estava em sua terceira temporada e contava a história de um professor de ginástica que se tornou um garoto de programa. Já Bored to Death trazia os cultuados atores Jason Schwartzman e Ted Danson, mesmo assim não conseguiu uma audiência expressiva. Enquanto isso, a série de Bryan Greenberg, How to Make it in America, terminava a sua segunda temproada com menos de 1 milhão de telespectadores.

Enlightened não é uma comédia com grande audiência, mesmo assim as críticas a favor da série a tornaram uma das favoritas da casa. A série conta a história de uma mulher (Laura Dern) que volta para casa depois de um tratamento psicológico.

Semana passada, Laura comentou sobre a sua nomeação ao prêmio de Melhor Atriz de Comédia no Globo de Ouro. “Isso é ótimo para um show como o nosso”.

Conexão – Visite Nova York em ‘Gossip Girl’

Data/Hora 20/12/2011, 16:54. Autor
Categorias Conexão

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Vários shows desenharam a cidade da Grande Maçã como cenário, dando a impressão de que mesmo quem nunca pisou em Nova York conhecesse os cruzamentos das mais famosas ruas do mundo. Há quem se lembre da cidade e de seus prédios de tijolos vermelhos por causa da série Friends – que era na verdade gravada em Los Angeles – ou pelas confusões do seriado Seinfeld. Há quem tenha se conectado à cidade pelas recentes 2 Broke Girls ou The Ringer, não importa qual seja o enredo, Nova York é mais do que um cenário, torna-se um personagem essencial para as tramas.

A cidade do Central Park e das grandes construções é o destino ideal para quem quer passar um Natal inesquecível. O Conexão leva você para um passeio pela cidade-cenário de Gossip Girls e mostra os lugares preferidos da Blair, da Serena e do Chuck.

Quem estiver de passagem pela cidade de Nova York pode agendar um tour pelos cenários da série no  (www.screentours.com). A diversão – para os fãs – é certamente garantida!

***

Gossip Girl retorna do hiato no dia 16 de janeiro. Atualmente exibe a quinta temporada, todas às segundas, às 20h, no canal americano CW. Aqui no Brasil, o canal Glitz* está exibindo a quarta temporada, todas às terças, às 21h.

Destaques da Semana – Brasil – 19 a 25/12

Data/Hora 19/12/2011, 09:34. Autor
Categorias TV Brasil

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Semana de véspera Natal! Hora de desacelerar – com alguns finais de temporada e muitas reprises. Confira a programação de deixe seu comentário.

Segunda, 19/12

Hung - The Whole Beefalo
A noite tem três finais de temporada. No SyFy, 21h, chega ao fim o terceiro ano de Sanctuary (3×20). No mesmo horário, na HBO, as dramédias Enlightned (21h, 1×10) e Hung (21h30, 3×10) também encerram suas temporadas.

O Syfy exibe ainda às 22h, episódio inédito de Haven (23h, 2×12, confira a review). Depois deste restará apenas mais um episódio, da série, de Natal, pra encerrar a temporada. seguido pelo especial de Natal que encerra a temporada da série.

A Sony terá programação diferenciada nesta semana de Natal. Esta noite não tem CSI nem Private Practice. Grey’s Anatomy vai ao ar mais cedo, às 21h, com uma reprise da sétima temporada – o episódio natalino Adrift and Peace. Inédito mesmo só o The X Factor, às 22h, com mais uma eliminatória.

Na Fox, 22h, tem Terra Nova (22h, 1×11). No Globosat HD, 22h, episódio 2×07 de Mafiosa. Às 23h, no Multishow, episódio 11 de Oscar Freire 279. No canal Sony Spin, 21h, a expectativa também é de inéditos: episódio 4×05 de 90210 (21h), seguido pelo episódio 1×05 de Switched at Birth (22h).

No Universal Channel, 21h, reprisa o piloto de Grimm. No AXN, reprise também: às 22h, vai ao ar novamente o episódio 7×01 de Criminal Minds. Na Warner também só tem reprises – Mike & Molly (20h, 2×01), Suburgatory (20h30, 1×01), The Mentalist (21h, 4×01) e Chuck (22h, 4×04).

No Studio Universal, fica a expectativa para a exibição de episódio inédito de Ringer às 22h.

Terça, 20/12

Na rede Globo, termina a temporada de Tapas & Beijos (22h25). E ainda tem A Mulher Invisível (23h10).

Na Fox, 23h, sétimo episódio de American Horror Story.

No canal Cinemax, 20h15, sexto episódio de XIII: The Series e, às 21h15, o sexto episódio do remake de Charlie’s Angels. No I-Sat, 20h30, tem Raising Hope (1×18). No Sony Spin, 21h, inédito de Melissa & Joey (21h).

A Sony não exibe esta noite a série Revenge. No horário, às 21h, o canal exibe dois episódios de Natal que se tornaram clássicos de Will & Grace: All About Christmas Eve, da quinta temporada, e Fanilow, da sexta temporada. Às 22h vai ao ar o antepenúltimo episódio da temporada de The X Factor, com uma hora e meia de duração.

Na Warner reprises de The Big Bang Theory (20h, episódio 5×01), 2 Broke Girls (20h30, episódio 1×01), Person of Interest (21h, 1×01) e Fringe (22h, 4×01). No Universal Channel, 22h, reprisa o episódio 13×01 de Law & Order: Special Victims Unit. No canal Liv, à partir das 22h, reprisam os pilotos de Last Man Standing e How to Be a Gentleman.

Bloodletting & Miraculous Cures
No Globosat HD, reprises de Fear Itself (21h) e Oscar Freire 279 (às 22h). Às 22h30, o canal exibe o segundo episódio da série canadense Bloodletting & Miraculous Cures – que acabei não divulgando na semana passada. Em oito episódios, o seriado acompanha a carreira e a vida privada de três médicos – Shawn Ashmore, dos filmes da franquia X-Men e com passagem por Smallville está no elenco.

Quarta, 21/12

Na Fox, Glee é uma das poucas atrações com episódio inéditos. O episódio The First Time vai ao ar às (22h. Leia a review do episódio aqui. No AXN, 21h, nono episódio de Combat Hospital (dublada e sem opção de áudio). No Space, 21h, episódio 7×06 de The Closer. No Globosat HD, 21h30, tem o episódio 2×02 de Less Than Kind.

Na Warner, reprises de Two and a Half Men (20h, episódio 9×01) e The Secret Circle (21, episódio 1). No Liv, 22h, reprisa o episódio 2×02 de Hawaii Five-0.

O A&E não exibe esta noite a dupla Weeds e The Glades – no lugar, reprise da minissérie Os Kennedys.

X Factor
A Sony também colocou o Horatio Caine e o pessoal de CSI:Miami pra descansar e exibe, às 21h, episódios de Natal de According to Jim e Everybody Loves Raymond. Às 22h, o destaque da noite é a última eliminação do The X Factor: Melanie Amaro, Josh Krajcik, Chris Rene e Marcus Canty disputam as três vagas para a final.

E lá vai a dica do Kravis: no GNT, 0h15 da quinta-feira, reprisa atualmente a terceira temporada do drama adulto Satisfaction. Esta noite vai ao ar o episódio 3×04.

Quinta, 22/12

Josh Krajcik, Melanie Amaro e Chris Rene
Na Sony, chega ao fim a primeira temporada de The X Factor. As performances finais de Josh, Melanie e Chris começam as 21h30. A grande final, às 23h, terá transmissão simultânea com os EUA. Prepare-se para dormir até mais tarde: a previsão é que o programa termina à 1h da madrugada.

Na Warner, 20h, The Middle reprisa. No AXN, CSI:NY reprisa (21h, episódio 8×03). No Universal Channel, às 22h, reprisa o episódio de estreia da temporada House. Às 23h, reprisa o piloto de A Gifted Man.

No TBS tem Hot in Cleveland (22h30). Na Globo, 22h35, tem A Grande Família, e, às 23h20, Força-Tarefa.

Esta noite não tem Necessary Roughness.

Sexta, 23/12

Na FX, 11h ou 16h30, episódio 7x21 de The Office .

Na Sony, Desperate Housewives dá lugar a uma reprise da final do The X Factor.

No Multishow, 23h, tem Mais X Favela.

Sábado, 24/12

O colunista saiu pra comprar presentes de última hora e não atualizou a coluna!

Domingo, 25/12

O canal SyFy não exibe a série Alphas neste domingo. O FX também não exibe Wilfred. O destaque no domingo é mesmo a programação natalina dos canais.

Na Fox, das 22h à 0h, vão ao ar, na sequência, os desenhos animados especiais: Kung Fu Panda Holidays, Feliz Madagascar e Natal com Shrek.

Uma Família da Pesada
No FX, à meia-noite do dia 26, a atração é uma minimaratona com três episódios de Natal de Uma Família da Pesada.

E é isto! Boas Festas e até a segunda-feira!

Mensagem de Natal

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