Apesar do episódio ter sido exibido na noite de 25 de dezembro, o tema não foi exatamente natalino, mas como o natal e amor são duas coisas que andam (ou deveriam andar) juntas, o episódio não foi tão fora do contexto assim.
A equipe foi contratada por um bilionário para encontrar a esposa desaparecida e com isso precisou se infiltrar num grupo que tinham como objetivo fazer jovens casar com homens muito ricos e depois conseguir que eles morressem “acidentalmente”.
A líder do grupo foi interpretada pela Emma Caulfield (Anya!!!! Sou dessas que tem personagem favorito em seriado que eu sequer acompanhava). Era uma mistura interessante do Nate com a Sophie.
O episódio serviu mais para discutir o relacionamento dos personagens e a visão de cada um sobre relacionamentos. Principalmente Nate e Sophie. O líder da equipe precisou conquistar a quase-namorada com o objetivo de ser aceito na equipe de golpista e Sophie se aproveitou da situação para ganhar um dia romântico.
Elliot, a princípio o mais cínico de todos, no final do episódio deixou claro que tem seu lado romântico e compro presentes (e presentes corretos) para Sophie e Parker, em nome de Nate e Hardison, ajudando os amigos. Elliot está cada vez mais divertido e deixou de ser apenas o cara fortão.
No final do episódio temos um gancho. Mais uma vez Latimer liga para Nate e oferece um trabalho. Nate ao perceber que Latimer tem muito a lucrar e quer usar a equipe, declina da proposta. Latimer então liga para outra pessoa – que eu arriscaria dizer ser o Jim Sterling – e comunica que Nate recusou o trabalhou e que a “guerra está declarada”.
Começou 2012! E já chega com novidades, o que é muito bom. Confira a coluna, monte sua grade de programação e deixe seu comentário!
Segunda, 2/1
No Globosat HD, 22h, estreia a terceira temporada do drama francês Mafiosa.
No AXN, estreiam a quinta temporada de Friday Night Lights (22h) e a quarta temporada de Breaking Bad (23h), com exibição diária. Para mais informações, confira a nota Friday Night Lights e Breaking Bad retornam no AXN em ritmo de telenovela. Para abrir espaço para as duas, Criminal Minds passa a ser exibida nas noites de terça-feira.
Na Warner, que no domingo decidiu exibir episódios inéditos de suas sitcoms fora do horário normal (quero só ver quando estes episódios ganharão uma reprise) exibe esta noite reprises de Mike & Molly (20h, 2×03), Suburgatory (20h30, 1×03) e The Mentalist (21h, 4×03). Inédito mesmo só Chuck (22h). O episódio Chuck Versus Agent X (4×22) mostra a despedida de solteiro de Chuck (Zachary Levi) e Sarah (Yvonne Strahovski) e revela quem é o Agente X, amarrando as pontas para o final da quarta temporada.
No Studio Universal, 22h, expectativa para inédito de Ringer (1×10). No Multishow, 23h, episódio 13 de Oscar Freire 279.
Na Sony CSI (21h), Grey’s Anatomy (22h) e Private Practice (23h) estão de volta, mas ainda com reprises. No Sony Spin, reprisa 90210 (21h, 4×02) e Switched at Birth (22h, 1×02). No Universal Channel, 21h, reprisa o episódio 1×03 de Grimm.
A Fox não exibe Terra Nova esta segunda.
Terça, 3/1
Não foi possível atualizar a coluna nesta terça-feira.
Quarta, 4/11
E as bizarrices dos canais da família Sony continuam. Na terça-feira estreou na Sony a série Off the Map. Independente do drama médico ter fracassado lá nos EUA, o show chega ao Brasil com exibição tosca: terças e quartas, com dois episódios em sequência, às 22h e 23h. Nesta quarta-feira, portanto, vão ao ar os episódio 3 e 4. Ok, é verão, talvez seja melhor mesmo não queimar inéditos de Revenge e Grey’s Anatomy. Mas também não dá pra inventar fórmula, né? Série, inédita tem que ter uma exibição semanal e ponto. Se fosse pra ter duas horas, os episódios teriam duas horas. Se for pra ser mais uma vez na semana, que seja uma novela ou minissérie. Não é mesmo?
A Sony tem exibe ainda, às 21h, CSI:Miami, mas não tenho informação se será inédito ou reprise. No Space, 21h, episódio 7×08 de The Closer.
No AXN, Combat Hospital (21h, 1×09) e o terceiro episódio da semana de Friday Night Lights (22h) e Breaking Bad (23h).
No A&E, 22h, reprises de Weeds (2×10 e 2×11) e também de The Glades (23h, episódio 2×06). Na Warner, reprises de Two and a Half Men (20h, episódio 9×03), The Secret Circle (21h, episódio 3). Hawaii Five-0 (Liv, 22h, 2×03) e Satisfaction (GNT, 0h15 da quinta-feira, 3×05) também são reprises.
Na Fox, Glee segue fora da grade. No Globosat HD, Less Than Kind migrou para as noites de quinta.
Quinta, 5/11
De inédito na quinta, só mesmo as exibições relâmpago de Friday Night Lights (22h, 5×04) e Breaking Bad (23h, 4×04).
Ainda no AXN, CSI:NY será reprise (21h, episódio 8×05). Na Warner, 20h, tem reprise de The Middle (3×03). No Universal Channel, reprises de House (22h, 8×03) e às A Gifted Man (23h, 1×03). No A&E, 23h, reprisa o sexto episódio de Necessary Roughness. No Globosat HD, 21h30, episódio 2×04 de Less Than Kind.
No TBS tem Hot in Cleveland (22h30).
Sexta, 6/1
Na FX, 11h ou 16h30, vai ao ar o episódio 7×23 de The Office, ainda com Will Ferrell no elenco.
No Multishow, 23h, décimo episódio de Mais X Favela.
Na Sony, procura-se Desperate Housewives desperadamente.
Sábado, 7/1
Não foi possível atualizar a coluna.
Domingo, 8/1
No GNT, 18h, começa a reprisar a clássica série inglesa Absolutely Fabulous. E às 18h30 estreia no canal a comédia canadense Sophie, que já foi ao ar no Globosat HD.
No canal SyFy, às 20h, deve ir ao ar inédito da série Alphas.
No FX, 22h e 22h30, chega ao fim a primeira temporada da excêntrica comédia Wilfred com a exibição de dois episódios em sequência.
Deu a louca no AXN. O canal de TV por assinatura do grupo Sony decidiu iniciar o ano trazendo novos episódios de duas das melhores séries de sua programação: as premiadas Friday Night Lights e Breaking Bad. Os dois shows, no entanto, estreiam na noite desta segunda-feira, dia 2 de janeiro, com exibição diária, de segunda a quinta=feira, como se fossem telenovelas. Clique aqui para continuar a leitura »
Jerry Seinfeld: “Olhe o tamanho daquele luminoso de neon.”
Cosmo Kramer: “Roger não consegue vender galinhas por aqui, temos restaurantes que vendem galinha em todos os quarteirões.”
No episódio The Chicken Roaster da série Seinfeld [o oitavo da oitava temporada, exibido originalmente em 14/11/1996], um restaurante da franquia Kenny Roger’s Roaster Chicken está para ser inaugurado do outro lado da rua do prédio de apartamentos onde moram o personagem-título, Kramer e Newman. O luminoso chama a atenção não apenas pelo tamanho, mas também pela potência do neon vermelho. Noite após noite, a luminosidade trata de extinguir a pouca sanidade que resta de Kramer até que ele decide armar uma campanha de boicote contra o estabelecimento.
Seinfeld foi uma série em que a comida teve participação especial e marcante em muitas ocasiões e decerto voltarei a ela várias vezes.
Kenny Rogers é um cantor e compositor de músicas country que às vezes dá as caras em TV e no cinema como ator; seu apelido é The Gambler, título de um de seus discos, e é por isso que Jerry responde a Kramer que Kenny abrirá um restaurante ali porque é “o apostador”. Rogers criou a rede de restaurantes em 1991 junto com o presidente de outra franquia, a KFC – só que especializada em frango assado em vez de frito.
Cosmo Kramer: “O que é isso, Roger’s Chicken? Oh, saia já daqui!”
Newman: “Não sei, o cara faz um bom pássaro.”
Cosmo Kramer: “Bem, estou boicotando. [Kramer olha pro frango.] O que é aquilo, castanha?”
Newman: “É, é a madeira que dá um sabor.”
Assim como acontece com as grandes redes alimentícias, a receita do frango assado de Kenny Rogers é secreta. Encontrei uma que promete ser melhor do que a original, mas como nunca provei a original terei de confiar na palavra de quem afirmou isso.
A receita – Frango assado
Ingredientes:
1 frango inteiro grande
4 colheres [chá] de sal
2 colheres [chá] de páprica
1 colher [chá] de pimenta caiena
1 colher [chá] de cebola em pó
1 colher [chá] de tomilho
1 colher [chá] de pimenta-do-reino branca
1/2 colher [chá] de alho em pó
1/2 colher [chá] de pimenta-do-reino preta
2 cebolas grandes, descascadas e cortadas em cruz
Modo de preparo:
Coloque o sal, páprica, as pimentas, o tomilho, cebola em pó e alho em pó no processador e bata bem. [Se não tiver processador, compre as pimentas moídas e apenas misture bem.] Reserve.
Retire os miúdos e o pescoço do frango. Lave-o bem em água corrente e seque com papel-toalha por fora e por dentro. Esfregue a mistura de temperos também por fora e por dentro e recheie com as cebolas. Coloque o frango em um saco plástico culinário retirando o máximo possível de ar. Feche a boca do saco e guarde-o na geladeira por 24 horas.
Preaqueça o forno a 120º C. Retire o frango do plástico e coloque numa assadeira. Asse no forno por cinco horas [sim, cinco horas]. Na primeira hora deixe ele lá quietinho, depois banhe-o com o molho do fundo da assadeira a cada meia hora. Retire do forno e deixe descansar 10 minutos antes de servir.
Sirva com brócolis cozidos no vapor.
Jerry Seinfeld: “Newman, você não comeria brócolis nem se fosse frito em calda de chocolate.”
Notas pessoais: ha muito tempo eu estava atrás de uma receita que imitasse o efeito do frango de padaria, aquele assado na “televisão de cachorro”. Esta receita rende um frango tão grudento quanto os dos almoços de domingo mas mais úmido e saboroso, com a carne a se desmanchar soltando dos ossos. O segredo é o cozimento lento. Tem um grau de dificuldade fácil e rende seis porções. Se não tiver um saco do tamanho necessário, pode embrulhar em filme plástico.
E desperdiçar não podemos! Aproveite o pescoço e os miúdos para fazer caldo de galinha ou junte ao que escorreu do frango para preparar um molho para acompanhar [veja como fazer na coluna do peru de natal da família Walsh].
Newman: “Por que temos de manter segredo pro Jerry?”
Cosmo Kramer: “Se Jerry descobrir que estou viciado no frango do Kenny terei de voltar pro pesadelo vermelho.”
Entre as três novidades da CW para essa temporada: The Secret Circle, Hart of Dixie e Ringer, tenho de confessar que assisti o piloto das duas primeiras, mas não demonstrei interesse algum em ver a terceira. A história de “gêmeas em que uma assume a identidade da outra” me pareceu um clichê e mexicano. Evitei assistir a série, mas acabei dando uma chance para ela no último mês, depois de assistir vários comerciais e ouvir comentários positivos. E preciso dizer para vocês que, esta série é o maior exemplo desta temporada de “nunca julgue uma série pelo título, premissa ou piloto”. E eu vou lhes dizer por quê.
Infelizmente, uma série estreante tem geralmente apenas 40 minutos no seu episódio piloto para apresentar sua história, o que se pretende bater em uma, duas ou infinitas temporadas e o mais importante: convencer o espectador à retornar para os próximos episódios. E os pilotos de grandes séries são sempre em sua maioria fracos. Digo isso porque acho extremamente fraco, pilotos de séries consagradas como Grey’s Anatomy, Friends, Lost entre outras! Ringer, não fugiu dessa categoria e nos mostrou um episódio morno e clichê. Ele nos apresenta as irmãs gêmeas Bridget e Siobhan, interpretados por ninguém menos que Sarah Michelle Gellar, a eterna “Buffy, a caça vampiros” (que já foi um fator único para atrair muita gente, assim como Rachel Bilson e Hart of Dixie). Enquanto a Bridget é uma ex-viciada em drogas e sem dinheiro, a outra irmã subiu na vida em um casamento milionário, que nos mostra ser praticamente de fachada.
Afastadas por terem seguido caminhos diferentes, é apenas quando Bridget precisa de ajuda que as duas voltam a se encontrar. Ela foi única testemunha de um crime, e quando está prestes a depor em julgamento, acaba por ser perseguida pelo o criminoso. Aparentemente, Shioban acolhe a irmã e em um passeio de barco, Bridget adormece e quando acorda não encontra mais sua irmã gêmea no barco, e vidros de remédios e jóias a sua volta – Siobhan teria se matado. Voltando para Chicago, Bridget decide que a única maneira de se ver livre de depor sobre o crime, e consequentemente livre da perseguição e morte, é assumir a identidade da irmã. Ao final, entretanto, descobrimos que Siobhan está em Paris, e monitorando tudo, para a sua surpresa, Bridget ainda estava viva.
Vocês acharam esta história clichê demais? Porque eu achei, e muito. Mas devido ter me simpatizado muito com Gellar (apesar de nunca ter me interessado por Buffy), resolvi dar uma chance e assistir ao próximo. E convenhamos ainda bem que fiz isso. Vocês perceberam como a série foi se completando nos seus episódios seguintes? Foi incrível. A cada episódio, um novo fator, uma nova descoberta era nos apresentada. E a cada episódio agente ficava com aquele gostinho de quero mais.
Sarah Michelle Gellar está fantástica interpretando as gêmeas. E mesmo os efeitos especiais não terem sido a 8ª maravilha do mundo, conseguiram trabalhar direitinho. O elenco de Ringer também não é ruim. Temos o homem borracha Ioan Gruffudd como Andrew, o marido de Siobhan; o ex- Life Unexpected Kristoffer Polaha como Henry, o amante de Siobhan e marido de sua melhor amiga interpretada pela insonsa Tara Summers e fechando o elenco principal temos diretamente da ilha de Lost, Nestor Carbonell como o detetive Victor Machado. De coadjuvante, temos o padrinho de no Narcóticos Anonimos, Malcom interpretado por Mike Colter. Todos têm realizado um ótimo trabalho, completando os desesperos e aflições que Sarah Michelle tem tido que enfrentar.
Por que se eu fosse definir esses primeiros episódios com uma palavra seria aflição. Foi só eu, ou vocês também notaram o quanto de cara de surpresa e de aflita Sarah teve que fazer nesses dez primeiros episódios? Era uma bomba atrás da outra. Para começar, Bridget foi vendo que a vida de sua irmã não era um mar de rosas de luxo e glamour. Seu casamento estava em crise, era odiada pela enteada, tinha um amante na cola que por sinal era marido da sua melhor amiga, que estava desconfiada e… ufa! Acabou? Não! Bridget ainda teve que lidar com a cola dos federais atrás dela mesmos, e ainda um atentado arquitetado por… sua irmã Siobhan. E para mim foi uma das sacadas mais geniais desses primeiros episódios. Siobhan arquitetou tudo, mas ao mesmo tudo, tudo que arquitetou foi por água abaixo. Sua intenção, era de que Bridget fosse morta, e todos pensassem que Siobhan tivesse suicidado. Mas Siobhan não contava com a astúcia da irmã, que resolveu passar por ela mesmo. E ela toda glamorosa diretamente de Paris, começou a traçar um plano de estratégia para que sua irmã, e assim Siobhan morresse.
Agora uma coisa que eu preciso comentar é: Sarah Michelle Gellar merece o prêmio de “pegadora do ano”. Sério. Vocês notaram como essa mulher agarrou homem nesses primeiros episódios. Sério, eu fiquei com medo até de acontecer algo entre ela e o Detetive Machado, porque ela praticamente agarrou todo elenco masculino de Ringer. Tudo bem são duas personagens, mas mesmo assim. Sarah se comporte. (Aliás, me liga mais tarde!). Outra que preciso comentar é o modo como as histórias vêm se conectando. Para mim, foi um dos grandes trunfos de Ringer nesses primeiros episódios. Tudo o que o piloto não passou e não fez, os próximos nove episódios vingaram. Acompanhamos a batalha de Bridget para tentar não dar bandeira sobre a troca. A fúria de Siobhan ao ver que seu plano começou a fracassar. E ainda ver a irmã tomando o lugar de sua vida. Vemos também que Siobhan coloca um “amigo” na vida de Bridget. Este, vindo diretamente dos “Narcóticos Anônimos”, passa a vigiar a vida da ex-viciada e relatar tudo para Siobhan que assim como nós só vem curtindo essa história. E mesmo as histórias mais patéticas, como a do amante Henry também se tornaram atraentes. Henry passou os primeiros episódios lamentando por ser o amante jogado fora pela irmã falsa, que está colocando a vida de Siobhan nos eixos. Mas depois que Gemma descobre da troca, da traição dos dois e tudo mais, ela simplesmente desaparece. Depois vemos Henry limpando sangue na parede do apartamento, e este passa ser o principal suspeito do desaparecimento da melhor amiga. O personagem teve ótimas cenas, e fez realmente nos achar que fora ele o culpado disso – com direito a discurso de “Eu não matei Gemma” (só para nós, simples e humildes telespectadores sermos enganados, achando que ele de fato era o assassino).
Claro que assim como eu, você provavelmente ficou surpreso ao descobrir que quem estava por trás disso tudo era a verdadeira Siobhan. Que mulher esperta. E deve ter ficado mais surpreso ainda ao ver que, um amigo de Bridget que ela conhecera nos Narcóticos Anônimos, o Charlie, era o cara mandado por Siobhan para vigiá-la, e a voz misteriosa por trás do telefone que estava por trás da maioria dos problemas causados a Bridget em sua nova vida. Aliás, posso qualificar Ringer com duas palavras: Surpresa e Aflição. Putz. Eu tenho certeza que você bateu muito em alguma almofada, ou se remoeu em diversas cenas desses primeiros episódios. Pode ser franco. Eu fui um dos que gritei com a TV. Principalmente depois que descobrimos (meu Deus, mais descobertas? Tá gente, irei acrescentar nas características a palavra “descobertas”) que Gemma não está morta. Ela passou esse tempo sumida no galpão na casa de Charlie. A cena em que Malcom, revistando a casa de Charlie, acha uma porta trancada – que é justamente a que Gemma esta presa, causa uma aflição enorme. Depois disso tudo, Charlie assume o controle da situação, tenta pedir resgate pela arquiteta, mas não dá certo. Atira em Gemma e a coloca no porta-malas do seu carro. Quando este o abre para se livrar do corpo… (pausa dramática galera, porque foi realmente necessário): GEMMA NÃO ESTAVA LÁ. Caramba, vocês também precisaram de desfibrilador no último episódio exibido? Foi sensacional. Gemma lutou contra Charlies, bateu, espancou-o, tentou fugir, mas…não conseguiu mesmo escapar. Foi morta e dessa vez, agente viu. Uma pena, pois comecei a gostar da personagem, e acho que ela poderia ajudar Bridget nesta empreitada.
Claro que a série não é um mar de histórias boas e perfeições. As histórias de Juliet, filha de Henry são bem CW, e a atriz me desculpem, mas é bem Gossip Girl. Terminou dando em cima do professor, e alegando no último episódio que foi estuprada por ele. Sinceramente? Achei papo furado dela, e vocês? Enfim. Temos também algumas pérolas, como os surtos e burradas de Bridget. Alguém sabe me dizer o motivo para fazer tanta coisa errada? A burrice máster dela, foi colocar suas digitais nas evidencias do assassinato de Gemma. Por que Bridget? POR QUEEE? Aliás, ela também merece o prêmio surto do ano pela cena no piloto, quando acha que Siobhan se matou. O lema da série na internet neste momento é o seu grito por: “SIOBHAAAAN, SHIOBHAAAN”. Realmente hilário.
Bom, se eu tinha alguma dúvida de que Ringer não me prenderia, o décimo e último episódio antes da pausa foi o divisor de águas e definitivo para isso! Começo a torcer por Bridget e Andrew que fazem um casal legal. Os dois tem bastante química. Espero que Malcom não atrapalhe esta história. Além deisso, temos toda aquela aflição com Gemma, em que a verdadeira Siobhan demonstra um certo desespero com a situação. E ao mesmo tempo uma tranqüilidade. O plano dela foi por água abaixo, aparentemente. O sequestro de Gemma saiu fora de seu controle. Mas Siobhan tem um propósito. E mesmo não sabendo que a sua irmã ainda está viva, Bridget esta começando a ligar as coisas, e sabe que tem algo mais envolvido. E agora, que Siobhan está de volta a Nova York, as duas irmãs estão mais próximas do que Bridget pensa. Ao som de “Rumour Has It” de Adele, os episódios se encerraram magnificamente.
Enfim, como esses comentários, acho que você já deve ter percebido o porque de Ringer ter me cativado. Tentar manter o espectador, como disse no início é essencial para o retorno. E a série tem feito isso muito bem ao longo de seus dez primeiros episódios. Os propósitos de diversos personagens ainda estão no escuro, e com dúvidas a respeito. Mas Ringer é isso. Aos poucos a história vai sendo oferecida ao espectador, com mais uma peça do quebra cabeça, mas parece que quando uma se encaixa, outra solta. Afirmo e indico para não julgar Ringer pelo seu título, pela sua premissa ou pelo seu piloto. E eu realmente tenho boas impressões sobre esses episódios, e boa expectativa sobre o que virá. O que temos que fazer agora é esperar até janeiro para termos algumas respostas – ou não: qual o objetivo real de Siobhan? Bridget será desmascarada e presa? Juliet foi estuprada? Andrew e Bridget continuarão juntos? Veremos.
Série:Destination Anywhere Episódio:Final Feliz? Temporada:1ª Número do Episódio:1×10
CENA 1 – INT. QUARTO DE ALEXIA – ANOITECENDO
[MÚSICA – TROUBLE, COLDPLAY]
REBECCA abre a janela do quarto da amiga. Um sol quase se pondo ilumina deficientemente o quarto já escuro. ALEXIA, que está deitada na cama, reage à ação da amiga cobrindo os olhos vermelhos e inchados, denunciando que ela esteve chorando. BECKY senta-se na cama e coloca a cabeça da amiga em seu colo.
BECKY: Você precisa sair desse quarto, Alley. Hoje você nem ao menos foi à escola.
REBECCA acende um pequeno abajur que está em cima do criado-mudo ao lado da cama.
BECKY: Hoje no treino a Christy já queria te tirar do time. Acredita?
ALEXIA: No momento, pular em cima dos ombros das minhas amigas não é a prioridade.
BECKY passa a mão no cabelo da amiga.
BECKY: Alley, está todo mundo está preocupado com você.
ALEXIA: Todo mundo? Eu não ligo pro que o mundo pensa. Quem eu quero que se preocupe comigo não está nem ai pro que eu sinto. Você sabe quantas vezes o Matt me ligou nas últimas duas semanas? Nenhuma uma vez! Ele nem ao menos fala comigo na escola.
ALEXIA começa a chorar.
BECKY: Claro que o Matt se preocupa com você. Mas você passou dos limites naquele dia. Ele tem toda razão de ter ficado chateado.
ALEXIA: Ah! Não! [Soluçando] Você é a minha única amiga. [Soluça] Você não pode tomar partido dele. Eu proíbo você disso.
Um som de bip interrompe a conversa das duas. REBECCA olha para o celular. ALEXIA abraça um travesseiro.
ALEXIA: [Chorando] Acabou. A minha vida acabou.
BECKY: Alley. O Matt disse que precisava de um tempo. Isso não significa nada.
ALEXIA: [Chorando mais] Tempo? Isso é apenas um código para dizer “Eu estou passando chifre em você com a minha melhor amiga”. Ele não me ama mais. Semana que vem já é Natal, e nós íamos esquiar no Colorado. [Tom agudo] Agora eu nem tenho mais pra onde ir.
BECKY: Alley…
ALEXIA respira e enxuga as lágrimas. REBECCA olha para o relógio. Alexia olha para a amiga desconfiada.
ALEXIA: A minha depressão está atrapalhando você?
BECKY: Como assim?
ALEXIA: Você não para de olhar pro relógio. Você vai sair com alguém hoje?
BECKY: Sim, mas eu posso esperar.
ALEXIA: [Enfia a cabeça no travesseiro] Pode ir, Becky. Eu não preciso de bábá. Eu vou sobreviver.
BECKY: E deixar você aqui desse jeito? Ainda mais ouvindo Coldplay? Nem pensar.
ALEXIA suspira.
ALEXIA: Pode ir! Eu não vou tentar me matar, ok?
REBECCA fica séria.
BECKY: Não fala isso nem brincando.
ALEXIA: Eu só quero ficar sozinha.
BECKY olha pra ALEXIA, analisando o estado da amiga.
BECKY: Alley, se você precisar de qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, me liga, ok? Eu venho aqui correndo.
ALEXIA: Eu sei. Agora vá! Essa sua cara de felicidade está me incomodando.
BECKY: Sua boba. [manda um beijo pra amiga] Vai ficar tudo bem.
ALEXIA cobre o rosto com o cobertor ao ver a amiga deixar o local.
[Música fade out]
[MÚSICA TEMA: PROMISES – LILLIX]
CENA 2 – INT. QUARTO DO SAM – NOITE
SAM ajeita a gola da camiseta em frente ao espelho em seu quarto. Ele sorri e passa a mão no cabelo com gel no cabelo.
SAM: Isso aí! Garotão! [Sorri]
O garoto vai até a sua cama e pega o telefone novamente. SAM anda de um lado para o outro do quarto com o telefone na mão. Antes que o garoto desligasse o aparelho alguém bate na porta entra.
MATT: Posso entrar?
SAM: [Franze a testa] Você já entrou.
MATT senta na cama do amigo, sem rodeios. Ele olha para SAM, que parece surpreso.
MATT: Vai sair?
SAM: Eu? Não.
MATT: E por que você está todo arrumado? [Cheira o ar] Passou perfume também?
SAM: [Nervoso] Quantas perguntas. O que você veio fazer aqui?
MATT: Não posso visitar um amigo? [Vai ficando triste] Eu não consigo ficar em casa.
SAM: O que foi?
MATT: [Suspira] Eu tentei me explicar com a Anna, mas ela tem me evitado nessas últimas semanas. E eu não sei se consigo aguentar tanto drama da Alley.
SAM: [Olhando no espelho] Você vai acabar com ela? Digo, com a Alexia?
MATT: [Arregala os olhos] Não! [Triste] Mas eu não quero prejudicar meu lance com a Anna por causa dela.
SAM: [Irônico] “Lance com a Anna”.
MATT: A minha amizade com a Anna. [Suspira] Dilema típico de todos os homens. De um lado a amiga, do outro a namorada. Será que existe alguma lei que proíba a interação das duas partes? [Olha para Sam] Sam? Você está me ouvindo?
SAM parece em transe, olhando para o relógio.
SAM: O quê?
MATT: [Irritado] Você ouviu o que eu disse?
SAM: Claro que sim. Eu acho que você tem que fazer o seguinte.
MATT: Manda!
SAM: Divida-se em dois e peça para elas escolherem com qual parte elas preferem ficar. É um clássico.
MATT: [Irritado] Eu não estou brincando, Sam.
SAM: Ok, Frodo. É o seguinte. Liga pra Alexia! Conversa sério com ela, cara. Acho que só assim você vai conseguir ter um “lance com a Anna”.
MATT: Desde aquele dia que eu não falo com ela.
SAM: Então liga pra ela. Está esperando o quê?
MATT levanta-se.
MATT: Eu vou pra casa, e vou ligar pra Alley.
SAM: Beleza.
MATT: E você pode ir lá correndo pra Rebecca!
MATT dá umas tapinhas amigáveis nas costa de SAM, que olha desconfiado para o amigo.
SAM: Que Rebecca?
MATT ri, e sai do local.
CENA 3 – INT. QUARTO DA ALEXIA – NOITE
ALEXIA está imóvel, olhando para o teto do seu quarto. A garota suspira com dificuldade e limpa uma lágrima que está rolando lentamente pelo seu rosto. Ela tira uma foto debaixo do travesseiro e suspira mais uma vez. Na foto aparecem ela e MATT abraçados, em uma festa. ALEXIA fecha os olhos com força segurando o choro.
CENA 4 – INT. CASA DOS DANES – CORREDOR
PHILL está em frente ao quarto da ALEXIA. O garoto se encosta-se à porta buscando ouvir algum som vindo de dentro dos aposentos da irmã. JORDAN vem sorrateiramente na direção do primo. Ele se põe ao lado de PHILL, sem que este perceba.
JORDAN: [Sussurrando] O que aconteceu?
PHILLIP toma um susto e põe a mão no peito.
PHILL: Está tentando me matar?
Ele puxa JORDAN para longe do quarto da irmã.
PHILL: O que você está fazendo aqui? Não tinha saído com o meu pai.
JORDAN: Acabamos de chegar. [Pausa] E como ela está?
PHILL: Não sei. Você chegou antes que eu pudesse descobrir. Mas acho que está ficando melhor. Pelo menos não estava mais chorando.
JORDAN: Então acho que devo me apressar. É mais fácil atacar quando a mocinha está fraca e vulnerável.
PHILL: “Atacar”. Você só tem pose. Eu separei os dois, não separei?
JORDAN: E eu vou fazer com que isso seja pra valer.
WILSON: Olá, rapazes.
Os dois se assustam, mas logo disfarçam.
WILSON: E a Alexia: Está melhor?
PHILL e JORDAN respondem positivamente com a cabeça.
PHILL: Ela parou de chorar pelo menos.
WILSON passa a mão no bigode com um ar pensativo.
WILSON: Maldita hora que a sua mãe viajou. A Alexia está dando mais trabalho que eu pensei.
PHILL: Manda ela pra Vermont, papai!
WILSON: Isso não seria bom para a campanha, à eleição está perto.
PHILLIP ri com a de deboche. JORDAN dá um empurrão de leve para que o primo pare. PHILL e WILSON se viram em direção do quarto de ALEXIA e a garota está parada na porta olhando para os três. Antes que alguém pudesse falar algo, ALEXIA fecha a porta com força e tranca na chave. WILSON bate na porta.
WILSON: Minha filha! Abra essa porta.
Um silêncio toma conta do local.
WILSON: Alexia, abra essa porta. Eu estou mandando.
PHILL: É só drama, pai.
WILSON: [Para Phill] Fica quieto, Phillip.
ALEXIA: [Voice over] Vão embora! Eu não quero falar com vocês!
JORDAN se aproxima dos Danes.
JORDAN: Tio, eu falo com ela. [Olha para Phill]
WILSON hesita por alguns instantes.
WILSON: Está certo. Use seu dom diplomático, Jordan, e amanse a fera.
JORDAN: Pode deixar.
WILSON puxa PHILLIP pelo braço. JORDAN dá três batidas na porta.
CENA 5 – EXT. RUA – NOITE
BECKY e SAM andam juntos pela rua iluminada com temas natalinos. O garoto ajeita seu gorro preto na cabeça, e BECKY fecha o seu casaco por causa do frio.
SAM: O Matt sabe.
BECKY: [Sorrindo] Você contou?
SAM: Não! Mas ele deu a entender que sabia.
REBECCA desfaz o sorriso.
BECKY: Se ele sabe, a Alley também deve saber. Mas por que será que ela não me disse nada?
SAM: Eles devem estar fingindo que não sabem para nos fazer de bobos.
BECKY: Hum… Agora que eles sabem, nós poderíamos abrir logo o jogo, não acha?
SAM: É, isso seria uma possibilidade. [Pausa] Ou nós poderíamos fingir que nós não sabemos que eles sabem.
BECKY: O Matt sabe que você sabe.
SAM: Ah é. Bom deixa eu pensar.
REBECCA para na frente do garoto.
SAM: Para onde você está me levando?
BECKY: Eu disse que era surpresa, não disse?
SAM: Eu não gosto de surpresas. Surpresas lidam a coisas inesperadas, e coisas inesperadas nunca são boas.
BECKY: Sam…
SAM: O quê?
BECKY: O que eu faria de ruim pra você?
SAM: Não sei. Posso pensar em umas 100 coisas terríveis que podem acontecer comigo.
BECKY olha para SAM com uma cara de deboche.
BECKY: Confia em mim, ok?
A garota segura na mão de SAM, que a segue sem relutar.
CENA 6 – INT. CASA DOS MACKENZIE – SALA – NOITE
KATHERINE coloca duas malas pequenas na frente da porta da saída. ANNA acompanha tudo de perto. A garota tenta esconder sua ansiedade olhando para os lados. Um som de carro do lado de fora faz com que a garota abra a porta imediatamente.
ANNA: O táxi chegou!
KATHERINE: Tudo bem, agora preste atenção Mary Anna. Nada de gracinhas enquanto eu estiver fora.
ANNA: Hum. Vou ter que cancelar a festa de hoje à noite.
KATHERINE arregala os olhos.
ANNA: Estou brincando! Nada de festas, nada de trazer garotos para casa, nada de drogas, e nada de doces em excesso.
KATHERINE: Isso mesmo. Principalmente os doces. Eles passam pela sua garganta e caem direto no seu quadril.
ANNA vira os olhos.
ANNA: É só uma semana, mãe. Nada vai acontecer.
KATHERINE: Você já é adulta, eu confio em você. De qualquer modo, eu avisei a Myrtes, a vizinha do lado.
ANNA: Qual lado?
KATHERINE: Do lado… O que interessa o lado?
ANNA ri. O táxi buzina do lado de fora.
KATHERINE: Sua passagem está na gaveta do meio, no meu armário. Eu vou ligar todos os dias.
ANNA: Tchau, mamãe.
A mulher coloca as malas no chão e dá um abraço apertado na filha.
KATHERINE: Até o dia 24.
KATHERINE sai com as malas e ANNA dá tchau para a mãe depois fecha a porta. A garota suspira e olha ao redor. Ela sorri. ANNA caminha até a escada, mas antes de subi-la o telefone começa a tocar. A garota olha para o identificador e não atende o telefonema. Ela faz menção de pegar o aparelho, mas desiste. O telefone para de tocar e um bip alto soa pela sala.
MATT: [Voice over] Anna? Você está ai?
CENA 7 – INT. CASA DOS MACKENZIE – SALA – NOITE]
ANNA olha para baixo.
MATT: [Voice over] Se tiver, por favor, atende ao telefone. Eu liguei pra você esses dias, você nunca atende. O que está havendo? Desculpa eu não falar com você direito na escola, mas eu não quero que as pessoas alimentem a fantasia da Alley e fiquem falando besteira.
ANNA encara o telefone. A garota suspira.
MATT: [Voice over] Nós precisamos conversar. Por favor, me liga.
Outro bip e o silêncio volta ao local. ANNA pega o aparelho, mas desiste de ligar e corre para seu quarto.
CENA 8 – INT. CASA DOS GRAHAM – QUARTO DO MATT – NOITE]
MATT desliga o telefone. O garoto parece chateado. A porta se abre e LOU aparece.
LOU: Vim avisar que vou dar um volta. Você quer alguma coisa da rua?
MATT: Não, tia. Obrigado.
LOU sorri.
MATT: Divirta-se.
MATT olha para o lado e ver uma foto da ALEXIA, em um porta-retrato em cima do seu criado-mudo.
CENA 9 – EXT. ARAS – NOITE
[MÚSICA – ETERNAL FLAME, ATTOMIC KITTEN]
REBECCA e SAM estão parados olhando pra a entrada do haras dos Sawyer.
SAM: O haras dos seus pais? [Nervoso]
BECKY: Tenha calma.
SAM parece confuso.
BECKY: Sam, antes de entrarmos, eu queria te perguntar uma coisa.
SAM: Ok.
BECKY: Você acha que o Matt gosta da Anna?
SAM: Do que você está falando? O Matt é louco pela Alexia, apesar de tudo.
BECKY: Mas a Anna foi a melhor amiga dele.
SAM: Quando eles eram crianças.
BECKY: Quer coisa mais romântica que isso? Eu já vi esse filme antes, e os amigos sempre acabam juntos no final. [Encara Sam] A Alley está muito mal. Hoje ela estava em casa, com o cabelo embaraçado e olheiras enormes.
SAM: [Irônico] Que tragédia.
BECKY: E ouvindo Coldplay a tarde toda.
SAM: Becky, todo mundo sabe que a Alexia é a rainha do drama. E pelo menos ela não estava ouvindo Radiohead.
BECKY: Eu só acho que o Matt não devia ter falado aquelas coisas na frente de todo mundo. E dessa vez, pelo menos a Alexia tinha um ponto a seu favor; a Anna e o Matt em um drive-in? Relembrando os tempos agradáveis da infância? Por favor!
SAM dá uma risadinha. Becky olha para ele séria.
SAM: Você está falando sério? Eles são apenas amigos, Becky! Hoje mesmo o Matt me disse que ia ligar para a Alexia.
BECKY: “Só amigos”. Do mesmo jeito que você é “só amigo” da Melissa?
SAM arregala os olhos e depois franze a testa.
SAM: Aquele beijo não foi de verdade!
BECKY: Pareceu bem real para mim.
REBECCA cruza os braços.
SAM: Becky! Você está com ciúmes da Mel? [Ri] Eu não acredito que você está com ciúmes de mim.
BECKY: Amigo que é amigo não fica dando beijo na boca da amiga. Você e o Matt são iguais.
SAM segura na mão da REBECCA.
SAM: Becky… não vamos estragar essa noite [ Olha para cima por alguns segundos] sem lua. Olha pra mim. A Melissa é só uma amiga … Então? E a minha surpresa?
BECKY permanece calada.
SAM: Sem surpresas?
BECKY: Fecha os olhos.
O garoto obedece. REBECCA sai puxando SAM até um galpão.
SAM: Você prometeu que não…
BECKY: Pode abrir.
SAM: … era sacanagem.
O local é iluminado por lanternas e decorado por pequenos vasos de flores. Há uma mesinha baixa e algumas almofadas ao redor.
SAM: Você me trouxe em um celeiro?
BECKY: Ah! Falando assim parece algo ruim. Mas olha! Eu decorei com flores e essências. Eu teria espalhado velas, mas seria muito perigoso, por isso as lanternas.
A garota mostra duas caixas de isopor perto de um aparelho de som.
BECKY: Temos música e comida.
SAM fica em silêncio.
BECKY: O que foi? Não gostou?
SAM: Você tá brincando? Ninguém jamais fez algo assim por mim.
SAM corre até REBECCA e a beija demoradamente. Ele a suspende um pouco no ar, fazendo com que a garota sorrisse.
SAM: Eu… você… eu…
BECKY: Não precisa dizer nada.
[Música fade out]
CENA 10 – INT. QUARTO DE ALEXIA
[MÚSICA – HERE’S TO THE NIGHT, EVE 6]
JORDAN olha ALEXIA chorar. Ele passa a mão no rosto da prima e enxuga algumas lágrimas.
JORDAN: Obrigado por me deixar entrar.
ALEXIA: [Chorando] Você ficou chamando meu nome por mais de 10 minutos. Você não me deu opção. [Encara Jordan] Fala logo, o que você veio fazer aqui. Rir da minha desgraça?
JORDAN: Não. Eu vim trazer isso aqui pra você.
O garoto tira uma caixa da sua jaqueta.
ALEXIA: O que é isso?
JORDAN: É pra você se sentir melhor.
O rapaz tira um comprimido azul da caixa e dá para a prima.
ALEXIA: Arsênico?
JORDAN: Valium.
ALEXIA aceita o comprimido.
ALEXIA: Onde você arranjou isso?
JORDAN: No quarto da sua mãe.
ALEXIA: Cientista político e ladrão? Quanta conveniência.
JORDAN: Vai querer ou não?
Alexia olha para o comprimido e o toma. JORDAN guarda a caixa na jaqueta.
ALEXIA: Agora me deixa sozinha. Eu preciso pensar sobre algumas coisas importantes.
JORDAN: Eu poso ficar aqui ao seu lado, caladinho. Você nem vai notar que eu estou aqui. A não ser que você queira…
ALEXIA: Queira o quê?
JORDAN: [Sorri] Que eu seja notado.
ALEXIA: [Com raiva] Sai daqui agora!
JORDAN se aproxima da prima.
JORDAN: Calma, eu não faria nada que você não quisesse.
ALEXIA: Ótimo, então tchau.
JORDAN: Você nunca ouviu dizer que para esquecer alguém basta ter outra pessoa?
ALEXIA baixa a cabeça.
JORDAN: Eu só quero te ver feliz.
ALEXIA começa a chorar, copiosamente. JORDAN abraça a garota.
CENA 11 – INT. CASA DOS MACKENZIE – QUARTO DE ANNA – NOITE
[MÚSICA CONTINUA]
Um vento forte balança o móbile pendurado na janela. ANNA olha ao redor, o quarto está escuro. A garota treme com o vento e abotoa o casaco. Ela desliga o som [Música fade out] e pega uma agenda em cima da estante. Ela observa uma foto antiga em um porta-retrato, na qual aparecem duas crianças fantasiadas.
CENA 12 – INT. CASA DOS DANES – COZINHA – MANHÃ
JORDAN leva uma xícara branca à sua boca, ele dá alguns goles e devolve a xícara à mesa. ALEXIA aparece na cozinha, para a surpresa do seu primo. A garota ainda de camisola, não é nem a sombra da ALEXIA costumeira. O rosto pálido, olheiras, e o cabelo desarrumado dão uma aparência assustada à líder de torcida.
ALEXIA: Todos já saíram?
JORDAN: Sim. Você quer carona para ir à escola?
ALEXIA aponta para ela mesma.
ALEXIA: Eu estou com cara de que vou pra escola?
A garota suspira e senta-se em um das cadeiras da mesa. Ela apóia a cabeça nas mãos e solta um pequeno resmungo. JORDAN olha para a garota com a ponta do olho.
JORDAN: Dormiu bem, pelo menos?
ALEXIA: Sim. [Olha para Jordan] Você vai sair?
JORDAN: Han-han. [Dá outro gole] Agora mesmo. [Levanta-se] A não ser que você queira que eu fique, assim, por segurança.
ALEXIA: Obrigada, Jordan. Mas eu já estou bem. Acho até que vou comer algo agora. [Dá uma mordida em um pão e sorri] Valeu por ficar comigo até eu dormir. Eu estava tão agitada ontem à noite, mas hoje é um dia crucial na minha vida. Um divisor de águas, não é assim que sim diz?
JORDAN: Isso! Então já que é assim, nós temos que sair hoje para comemorar!
ALEXIA: Assim que você chegar. Combinado?
JORDAN pisca o olho pra Alexia e pega o capacete da sua moto. Ao ver o primo ir embora a expressão sorridente da garota muda completamente.
CENA 13 – EXT. ESCOLA WILL ROGERS – MANHÃ
[MÚSICA – CREEP, DAMIEN RICE]
A imagem de longe mostra a paisagem envolta de uma fina névoa cinzenta. Os alunos devidamente agasalhados entram na escola rapidamente. MATT e MELISSA descem do carro estacionado a poucos metros do pátio.
MEL: E ela não te ligou de volta?
MATT: Não. Tem sido assim desde…
MEL: … que a Alexia tentou afogá-la com um copo de água? [Ri]
MATT: Não tem graça. A situação não está boa para nenhum dos lados.
MEL: Eu não quis debochar. Eu só acho que é drama demais pra uma pessoa só.
Os dois caminham em direção à escola. MATT coloca um gorro preto na cabeça.
MEL: Deixa que a Anna venha falar com você. Até parece que você tem culpa da Alexia ser…
MATT olha para Melissa com ar de reprovação.
MEL: Um pouco desestabilizada. [Para si mesma] Ou maluca.
MATT: Mas a Anna não me deixa ao menos explicar.
Mel segura Matt pelo braço.
MEL: [Séria] Se ela não quer falar com você, não força. Se humilhar não vai trazer sua amiga de volta.
MEL ajeita o gorro de MATT. Quando os dois começam a andar eles dão de cara com ANNA vindo na direção deles. Os três param imediatamente. MELISSA segura a mão de MATT e balança a cabeça negativamente. ANNA olha para os dois e vira para a esquerda. MATT parece triste.
MATT: Eu tô indo pra sala.
MEL: Vejo você depois da aula?
MATT: Hoje eu tenho treino.
MEL: Eu vou à sua casa mais tarde. Tchau.
[Música fade out]
CENA 14 – INT. ESCOLA WILL ROGERS – CORREDOR – MANHÃ
BECKY: Oi.
REBECCA se aproxima de SAM no corredor. Ele olha para os lados. Havia alguns poucos alunos no local.
SAM: Oi!
BECKY: Oi!
SAM: [Sorrindo e olhando nos olhos da Becky] Oi…
REBECCA se aproxima para beijar o garoto, mas ele se afasta desconfiado.
BECKY: Samuel. Assim fica difícil. Eu cansei de brincar de Romeu e Julieta. E lembre que o final da peça é trágico. Ambos morrem antes de atingir a maioridade.
SAM: Mas… Becky. A gente tem se divertido tanto, como eu nunca pensei que nós iríamos. Ontem, por exemplo, foi maravilhoso. Mas isso por que é uma coisa só nossa. Já imaginou quando a Christy, a Stacey, Tishy ou qualquer dessas garotas que tem nomes de poodle descobrir? A primeira coisa que elas vão fazer é anunciar na rádio da escola. [Nervoso] Rebecca Sawyer e Samuel Wood [Faz um desenho de um coração no ar com as mãos] A bela e a fera! A princesa e o plebeu!
BECKY: Acho que elas não iriam nos comparar a clássicos da literatura infantil.
SAM: Pois é. [Gesticula com o dedo indicador como se estivesse pensando em algo] Seria alguma coisa pior. Seria algo do tipo “Drew e Chad”! Eu não quero nem pensar.
BECKY: Bom, então não pense. Deixa que eu pense por você.
REBECCA puxa SAM e o beija na frente de todos. O garoto ainda tenta se desvencilhar, mas BECKY o abraça e nos próximos segundos tudo o que se ver são beijos calorosos.
CHRISTY: [Tom alto e agudo] Ai [Pausa] meu [Pausa] Deus!
A garota, vestida com o uniforme da torcida da escola, aponta para o casal, que se separa imediatamente.
CHRISTY: A Becky está sendo atacada!
BECKY: Não estou não!
CHRISTY: Então o que isso significa, Becky? É algum tipo de encenação do filme “Namorada de aluguel”? Ele pagou pra sair com você?
SAM parece nervoso.
SAM: [Baixinho] Vamos sair daqui Rebecca.
BECKY: Do que você está falando Christy? O Sam é meu… namorado.
SAM: Sou?
BECKY: Claro que é!
CHRISTY: [Espantada] Ele é? [Ri]
BECKY: E você não tem nada haver com isso. Vamos, Sam.
REBECCA puxa Sam pela mão e o garoto parece atônito.
BECKY: [Baixinho] Eu não acredito no que eu acabei de fazer.
CENA 15 – INT. MESMO LOCAL
ANNA entra em uma sala vazia. A garota anda de um lado para o outro algumas vezes e para olhando para o chão.
ANNA: Eu cansei desse jogo de gato e rato.
Ela sai da sala e da de cara com o PHILLIP.
PHILL: Eu vi você entrando aqui. Está tudo bem?
ANNA: Não. Não está tudo bem. Está tudo péssimo, na verdade!
PHILL: Nossa, Anny! Eu nunca te vi assim. Na verdade, vi algumas vezes há muito tempo atrás, mas geralmente você ficava nesse estado por minha causa.
ANNA olha para ele.
PHILL: O quê? Eu te fiz algo?
ANNA sorri.
ANNA: Não, você não fez.
PHILL: Você ainda está chateada com o ataque de má educação da minha irmã?
ANNA: Das conseqüências dele.
PHILL: [Indignado] Você e o Matt não estão bem? É isso? Que absurdo! Vocês não deveriam se importar com os ataques de loucura da minha irmã. Vocês são amigos desde sempre.
O sinal da escola toca.
ANNA: Eu sei.
PHILL: Tudo vai ficar bem. Eu prometo.
CENA 16 – INT. ESCOLA WILL ROGERS
LOU anda apressada pelos corredores do Will Rogers. A escola já não estava mais tão movimentada. A mulher olha em seu relógio que marca 2:40 pm. Ela entra em uma porta onde tem uma placa escrita “reunião”.
LOU: [Ofegante] Oi! James. O que houve? O Matt fez alguma coisa?
CARTER: O Matt está ótimo. Acabamos de ter um treino e ele está melhor que nunca.
LOU: [Retomando o fôlego] Você disse que era urgente.
CARTER: Realmente é urgente. A senhorita não quer sentar?
LOU senta-se imediatamente. A mulher parece preocupada.
LOU: É algo grave?
CARTER: [Sorrindo] Ao contrário. Ele foi selecionado pela Universidade de Oklahoma e vai ganhar uma bolsa de estudos no ano que vem.
LOU: [Sorrindo] Mas isso é muito bom!
CARTER: Eu precisava falar primeiro com a responsável pelo garoto, pois esse intercâmbio dura em torno de 3 meses, e tenho que ter a sua autorização antes que o Matt saiba.
LOU: É claro que eu autorizo.
JAMES CARTER sorri. Ele coloca a mão na cabeça e encara LOU. O treinador se aproxima da tia de Matt e lhe entrega um documento.
CARTER: Só é preciso você assinar [Aponta para a última linha do papel] aqui.
LOU: Ok. [Assina] O que mais agora?
CARTER: Agora? Agora eu gostaria de dizer que ontem a noite foi maravilhosa.
LOU: Ah é?
CARTER: E gostaria de saber se você quer sair comigo hoje.
LOU: Ah é?
LOU e CARTER se aproximam. Eles estão prestes a se beijar. JAMES CARTER põe um mão nas costas da mulher a trazendo para mais perto dele. Suas bocas agora estão a poucos centímetros uma da outra. A porta se abre.
Scott: Treinador Carter, eu vim mostrar meus [Atônito] exames.
LOU e CARTER se separam imediatamente.
SCOTT: Eu mostro depois.
SCOTT sai da sala correndo.
CENA 17 – INT. MESMO LOCAL – CORREDOR – TARDE
SCOTT: Você não vai acreditar no que eu acabei de ver.
PHILL: Não me diga que você foi espionar as garotas no vestiário de novo?
SCOTT: Claro que não! Foi algo bem melhor…
PHILL: Fala logo, eu não tenho o dia todo.
SCOTT: O treinador e a tia “boazuda” do Matt no maior clima na diretoria.
PHILL: Não brinca!
SCOTT: Verdade! O local estava quente! Eu tenho certeza de que a coisa foi mesmo pra frente! O treinador tá pegando a tia do balofo.
Os dois riem.
PHILL: Já posso ouvir pelos corredores do WR. “Capitão do time é o protegido do treinador”! Eu disse pra você que esse mané ia se dá mal, não disse? Eu já consegui envenenar ele contra a Alexia e agora eu vou tirar tudo o que ele tem. [ri]
ANNA: Eu acho que eu já deveria esperar uma coisa dessas de você.
PHILL e SCOTT olham para trás.
PHILL: [Assustado] Anny!
ANNA: Meu nome é Anna!
ANNA sai andando muito rápido, quase correndo em direção da porta. PHILL leva a mão à cabeça.
CENA 18 – EXT. ESCOLA WILL ROGERS – PATIO – TARDE
ANNA passa por algumas pessoas quase batendo nelas. MELISSA a vê de longe e corre atrás da garota.
MEL: Hey! Anna!
ANNA olha para trás. A menina aparenta está um pouco consternada. MELISSA se aproxima da garota.
MEL: Você está bem?
ANNA: Você já sentiu como se todas as pessoas ao seu redor não fossem exatamente como você pensa que elas são.
MEL: Ás vezes. O que houve?
ANNA: É uma longa história.
MEL: Você está a pé?
ANNA: Sim, por quê?
MEL: Eu vou andando com você até a Filmore com a Saints. Até lá você me conta essa sua longa história.
ANNA: Está bem, mas vamos logo sair daqui. Essa escola está começando a me dá nos nervos. CENA 19 – EXT. RUA – TARDE
MEL: Cara eu não acredito que ele fez isso! Que babaca!
ANNA: Eu fui ingênua de acreditar que ele tinha mudado. Eu que sou uma babaca.
MEL: E você e o Matt? Você vai dizer a ele tudo o que aconteceu?
ANNA: Não. O Matt já tem problemas de mais. Como ele esta?
MEL: Ele esta mal com tudo isso, mas eu acho melhor você conversar com ele.
ANNA: E o que eu vou fazer agora! Aonde eu o encontro?
[CORTA]
Mostra alguns pontos da cidade. Os carros nas avenidas, os parques, as fazendas. O sol já não brilha mais com a mesma intensidade.
CENA 20 – EXT. CASA DOS GRAHAM – VARANDA – TARDE
[MÚSICA – I SHALL BELIEVE, SHERYL CROW]
MATT está sentado na varanda da sua casa observando o céu e nem percebe quando ANNA se aproxima.
ANNA: Matt?
MATT vira-se imediatamente na direção da garota. Ele faz sinal com mão para que a garota se aproxime, ela o obedece e senta-se ao seu lado. Os dois ficam em silêncio por alguns segundos.
ANNA: A Mel me disse que você estaria aqui.
MATT: Eu queria tanto falar com você, mas na verdade nem sei o que dizer. Aliás, eu sei, acho que devo pedir desculpas antes de tudo.
ANNA: Matt. [Séria]
MATT: O quê?
ANNA: Quantas vezes nós vamos pedir desculpas um pro outro? [Respira profundamente] Eu pensei muito antes de vim aqui te dizer isso, e cheguei à conclusão de que é o certo a fazer.
MATT: [Triste] Por favor… não faça isso.
ANNA: Eu acho que nós devemos ir com calma.
MATT olha para baixo.
ANNA: Você tem sido incrível comigo nesses últimos tempos, mas Matt, você tem toda uma historia do qual eu não faço parte.
MATT: Mas pode fazer!
ANNA: Eu sei que posso, mas tudo tem seu tempo, e eu vou saber esperar o meu.
MATT: Por que você está falando isso?
ANNA: Por que tudo o que eu quero é ficar perto de você, Matt. Eu só não quero que você coloque a sua vida de lado por minha causa. Eu vou estar sempre com você, não importa o que aconteça. A gente não precisa correr contra o tempo. Isso não se trata de um final feliz ou não, por que nós sempre seremos “Anna e Matt”.
O telefone celular do MATT toca. O garoto procura o aparelho no bolso do seu casaco. Ele olha no visor o nome “ALEXIA”.
MATT: É a Alley.
Ele guarda o telefone no bolso.
MATT: Eu ligo pra ela depois.
ANNA: Acho melhor você atender agora.
MATT pega o telefone novamente e atende.
MATT: Alô. [Pausa] [Irritado] Você fez o quê? Alexia!
MATT se levanta e procura desesperadamente algo no bolso de sua calça. Ele pega as chaves do carro e olha para Anna.
ANNA: Vai. Eu já disse que vou saber esperar.
MATT corre em direção ao seu carro, que estava estacionado na rua.
CENA 21 – EXT. CASA DOS DANES – TARDE
MATT mal estaciona o carro e corre na direção da casa da namorada. Ele olha desesperadamente pelas janelas, mas não vê ninguém. O garoto toca varias vezes na campanhia.
MATT: [Grita] Alley!
MATTHEW corre até seu carro, pega o extintor de incêndio e volta correndo até a casa dos Danes. Ele joga o extintor na janela de vidro, a quebrando. Um alarme dispara.
CENA 22 – INT. MESMO LOCAL – SALA
MATT consegue entrar na casa, que está aparentemente vazia. Ele corre escada à cima.
CENA 23 – INT. MESMO LOCAL – PISO SUPERIOR
O garoto corre até o quarto da ALEXIA, onde a porta está entre aberta. ALEXIA está sentada no chão com a cabeça entre as pernas, ao lado dela um vidro de remédio quase vazio.
MATT: Alley!
Ele corre até a namorada e levanta a sua cabeça. ALEXIA está pálida.
MATT: Alley, acorda! Alley! Por favor, acorda!
ALEXIA abre os olhos com dificuldade. MATT abraça a garota e depois pega o frasco do remédio.
MATT: [Lamentando] Por que você fez isso?
ALEXIA balbucia alguma coisa. O garoto encosta a cabeça perto da boca dela.
ALEXIA: [Tom baixo e fraco] Não desiste de mim.
CENA 24 – EXT. CASA DOS DANES – ANOITECENDO
Ouvem-se algumas sirenes. MATT carrega ALEXIA nos braços para fora da casa dos Danes. Dois carros de policia cercam o garoto. Rapidamente um policial aparece.
POLICIAL: O que está havendo aqui?
MATT: [Grita] Chamem uma ambulância!
POLICIAL: Calma, garoto. Quem é você?
MATT: Não dá pra fazer o interrogatório depois? Ou você vai deixar a filha do Wilson danes morrer?
CENA 25 – INT. – UNIVERSITY HOSPITAL
Dois enfermeiros colocam ALEXIA em uma maca. Uma médica corre até eles.
MÉDICA: O que houve aqui?
Um enfermeiro entrega um frasco para a médica.
ENFERMEIRO: Overdose.
MATT assiste de longe os enfermeiros levando a maca da ALEXIA para uma sala. Ele leva a mão à cabeça e fecha os olhos com força. O garoto pega seu celular e hesita. O garoto senta-se no chão, e leva a mão à cabeça mais uma vez. Uma enfermeira toca em seu ombro, o assustando.
ENFERMEIRA: Os pais dela já foram avisados. Não fique assim, garoto. Você fez um ótimo trabalho. Ela vai ficar bem.
MATT apenas agradece a mulher com um olhar. Seu telefone toca, e ele atende imediatamente.
MATT: Tia, aconteceu uma coisa terrível. A Alley tomou uns comprimidos… no hospital universitário. Ok, eu espero.
O garoto suspira.
CENA 26 – EXT. CASA DOS MACKENZIE – NOITE
ANNA abre um pequeno portão de madeira que separa o jardim da rua. Ela olha para a varanda de sua casa. PHILLIP se levanta, e caminha até ela com uma rosa branca na mão.
Phill: Não fala nada, só me escuta! Por favor. Eu não estou aqui para pedir que você me perdoe porque sei que você não iria fazer. Mas eu vim pra te dizer que estou disposto a provar que eu não sou um canalha. Eu gosto de você e jamais faria algo pra te prejudicar. Eu sei que não sou um santo, e nem vou fingir ser isso.
ANNA fica séria. PHILL entrega a rosa.
PHILL: Espero que você não desista de mim. Por que eu não vou desistir de você, Anny.
ANNA abre a porta e entra em casa.
[Música fade out]
ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham
ATORES CONVIDADOS
John Wesley Shipp como James Carter
Travis Fimmel como Jordan
Todd Field como Wilson Danes
Paula Cale como Katherine Mackenzie
Taylor Cole como Christy
MÚSICA TEMA
Promises, Lillix
TRILHA SONORA
Trouble, Coldplay
Eternal Flame, Atomic Kitten
Creep (Radiohead Cover), Damien Rice
Here’s To The Night, Eve 6
I Shall Believe, Sheryl Crow
A tão aguardada última temporada de One Tree Hill estreia dia 11 de janeiro nos Estados Unidos, mas as gravações terminaram no início de novembro, dando adeus há uma história que durou quase dez anos. Entre despedidas e lágrimas – de colegas que cresceram juntos ou que conviveram nos últimos anos-, houve também a alegria de retornos e a nostalgia das lembranças da turma de Tree Hill. E é nesse clima de celebração e de recordação que mostramos quem irá e quem não irá aparecer na última temporada da série.
Série:Outsiders Episódio: What After The Storm Temporada:1ª Número do Episódio:1×10
CENA 1 – EXT. RANCHO JONES – NOITE Um carro de bombeiros levanta a poeira da estrada de chão e para bruscamente a frente da casa. Muitos homens saem do veículo e rapidamente começam a direcionar as mangueiras para a casa. Vemos que labaredas saem livremente pelo segundo andar e a parede frontal também está tomada pelas chamas. Dois homens tiram do caminhão um grande bastão de ferro e correm até a porta. Eles arrombam a casa e entram apressados.
CENA 2 – INT. RANCHO JONES – NOITE Vemos EHLIOS desmaiado no chão e um barulho insistente do alarme de incêndio é ouvido. De repente um estrondo imenso assola o local e uma viga cai do teto entre EHLIOS e os bombeiros. Um dos homens escapa por pouco. Os dois olham para o teto que parece extremamente frágil. Eles pulam por cima do fogo e levantam EHLIOS, apoiando os braços do garoto e carregando-o para fora rapidamente.
CENA 3 – EXT. RANCHO JONES – NOITE Os homens carregam EHLIOS pelos poucos degraus da varanda e uma maca aparece rapidamente em cena. Vemos agora que vários outros tentam controlar o fogo.
PARAMÉDICO 1: Ele está vivo?
BOMBEIRO 1: Por pouco. Intoxicação e uma queimadura na perna direita.
Os homens colocam EHLIOS sobre a maca e apressam-se novamente para dentro da casa.
Os paramédicos colocam uma máscara de oxigênio no rosto do garoto enquanto empurram a maca para a ambulância.
Os dois bombeiros chegam aos degraus quando um barulho enorme de algo se partindo é ouvido. Em uma explosão vemos poeira sair pela porta e os vidros da janela do primeiro andar estourarem quando o piso do segundo andar desmorona. Os homens cobrem os olhos.
CORTA PARA:
EHLIOS, em cima da maca, começa a tossir.
PARAMÉDICO 1: Você consegue respirar?
EHLIOS: [desnorteado]Hãn? O que houve com a casa? [ele aperta os olhos] Fogo.
EHLIOS tenta levantar mas acaba caindo de novo na maca, tonto.
PARAMÉDICO 2: Calma, garoto. Você está em choque. Nós o levaremos pro hospital e logo você vai melhorar.
EHLIOS parece alarmado com a situação e com dificuldade levanta da maca.
EHLIOS: [fraco] Não…
Ele tosse muito e solta um gemido de dor quando apóia o peso na perna ferida.
EHLIOS: Eu estou bem. Não preciso ir a hospital algum.
PARAMÉDICO 1: [surpreso]Calma, garoto. Você precisa fazer exames pra saber se sua intoxicação não foi séria.
PARAMÉDICO 2: Nós só queremos nos certificar de que você está bem.
EHLIOS: [irritado e fraco]Eu disse… nada de hospital!
Os dois paramédicos se entreolham. EHLIOS encara os dois, ofegante.
PARAMÉDICO 2: Okay, vamos então pelo menos até a ambulância para colocar um curativo nessa queimadura. Ela não parece ser tão grave.
Ele olha para a ferida e vemos que ela já está menor do que era quando ele saiu da casa. EHLIOS anda amparado até a ambulância onde ele se senta enquanto o paramédico cuida de sua perna. O garoto parece hipnotizado enquanto observa o fogo destruir a casa.
[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]
CENA 4 – INT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE A câmera dá um giro pela a sala de estar da mansão e vemos que CATHLEEN está deitada de forma confortável assistindo a tv. A câmera se aproxima, dando um close do rosto da garota, vemos que ela esta com o semblante tenso.
JULIA: [off]Problemas no paraíso, Cathleen?
JULIA se aproxima e se senta no sofá, ao lado de CATHLEEN.
JULIA: Parece que tem algo te incomodando.
CATHLEEN: [revolvendo os cabelos]Se eu te disser que essa calça jeans está apertada me deixa em paz?
JULIA: Acho que seu problema é um pouquinho mais grave do que estar engordando.
CATHLEEN: Ok. O Olho de Thundera já entrou em ação e eu nem percebi. Julia, eu entendo que não foi nada inteligente ter te dado a obra completa de Irvine Welsh, mas essa sua visão trainspotting da adolescência está ultrapassando os limites. E sim. Eu tinha um problema e já resolvi.
JULIA: Você devia fazer teatro, sabia?[se levantando]Vou estar no meu quarto. Se você quiser conversar… Ou “ensaiar”, me procura.
Ela vai em direção às escadas, mas se vira.
JULIA: A propósito, diferente do que você está pensando, eu não entrei na sua mente.
Ela volta a subir as escadas.
CATHLEEN: [dando um tapa no sofá]Como ela me irrita.
CENA 5 – INT. QUARTO DE CATHLEEN – NOITE JULIA tranca a porta de seu quarto. Após retirar a roupa, ela acende uma lâmpada sobre a escrivaninha. A câmera mostra a mulher colocando várias fotos de crianças e de ambientes, de forma desconectada, em cima da mesa. Close no rosto de JULIA. De repente os papéis começam a flutuar tomando várias direções e param no ar, foto por foto vão se encaixando paralelamente uma a outra. JULIA as observa e abre um sorriso de satisfação.
JULIA: Bingo.
CENA 6 – EXT. NARANDA HIGH – DIA [MÚSICA DE FUNDO – SPACE, BY SOMETHING CORPORATE]
KENNEDY vem andando pelo campus do colégio.
CATHLEEN: [off]Lester!
Vemos CATHLEEN vestida de frente única e uma mini saia, um par de botas cano alto. A imagem parece entrar em tempo slow, alguns rapazes olham pra CATHLEEN, que tenta se exibir sexualmente apelativa. A câmera dá um close no rosto de CATHLEEN e vai descendo até chegar em ângulos moralmente duvidosos.
KENNEDY: Vai ter show da Beyoncé na cidade ou eu to perdendo alguma coisa, Cathleen? São oito da manhã e você já está maquiada pra guerra. Aliás, que marca é esse lápis de olhos que você tá usando?
CATHLEEN apenas sorri enquanto elas atravessam as portas duplas, entrando no colégio. Pelo corredor muitos garotos não tiram os olhos dela. Alguns assobiam e outros gritam. CATHLEEN dá uma voltinha antes de continuar a andar e os gritos se intensificam. Um deles sacode uma nota no ar.
KENNEDY: [indignada] Hey! [apontando] Isso é um colégio e não o Moulin Rouge.
Cathleen continua andando, ignorando Kennedy, que segura seu braço e a encara nos olhos.
CATHLEEN: Qual é o seu problema?
KENNEDY: [séria] Qual é o meu problema? Acho que muita Oprah e Cosmopolitan mexeram um pouco em seu comportamento. Você chorou. E eu nunca tinha visto isso antes, Cathleen. Não sei por que, mas tive a leve impressão que você não tava muito bem com o que aconteceu naquela lanchonete.
CATHLEEN: E você tem PhD em psicologia amorosa, né? Uma garota mimada que nem se sente segura o bastante pra revelar que está namorando um nerd. [irônica] Oh, veja que grande coincidência, este nerd por acaso mora com a Satine aqui. [apontando] E veja só se não é ele que se aproxima. [séria] Vê se cresce antes de querer dar lição de moral, ok?
Cathleen sai andando.
[Música fade out]
A câmera mostra JOEY se aproximando, distraído. Close no rosto de KENNEDY que parece apreensiva. A câmera dá uma volta em 180º no corredor. KENNEDY começa a se esbarrar com várias pessoas que transitavam pelo local. Ela vê uma porta entreaberta e, impulsivamente, passa por entre a mesma. Ao fechar os dizeres “Banheiro dos Professores” toma a tela.
CENA 7 – EXT. NARANDA HIGH – DIA ZACK e EHLIOS estão no pátio, sentados em um banco.
EHLIOS: Mas, de qualquer forma poderíamos ficar na casa da árvore no quintal do Marius até que o Kenny resolva tudo no rancho com o pessoal da seguradora. Não dá nem pra tentar ficar lá em casa. Está completamente inabitável.
ZACK: Mas o que me intriga é como tudo isso aconteceu. Não foi simplesmente um fogo caseiro. [triste] O incêndio acabou com quase tudo.
EHLIOS: Primeiro os bombeiros disseram que pode ter começado [lançando um olhar para Zack] devido a Wafflemaker.Acho que deveríamos ter jogado aquela coisa fora há décadas atrás. A outra hipótese era que alguma fagulha provocada por um aumento de energia mais o ar seco nessa época do ano, também pode ter ocasionado o incêndio.
ZACK: Eu não sei. Pode dizer que tenho mania de perseguição, mas eu não acho que um aparelho daquele tamanho conseguiria destruir uma casa.
ZACK parece desconfortável por alguns segundos e EHLIOS percebe.
EHLIOS: [desconfiado] Você sabe de alguma coisa que eu não sei, Hayes?
ZACK: Provavelmente não é nada.
EHLIOS vira-se mais de frente para ZACK.
EHLIOS: [desconfiado] O quê não é nada?
ZACK: Foi só um comentário que o chefe dos bombeiros fez–
EHLIOS: O que foi?
ZACK: Olha, não vamos transformar isso tudo em uma grande coisa, tá?
EHLIOS: O que foi, Zack?!
ZACK encara EHLIOS por alguns momentos.
ZACK: Ele disse algo sobre como você tinha tido sorte porque não havia nenhum botijão de gás ligado ao fogão na hora do incêndio. Que se houvesse uma explosão todo o segundo andar teria desabado sobre você.
EHLIOS parece reflexivo por alguns segundos.
ZACK: Eu disse a ele que tinha tirado o botijão vazio essa manhã e que só levaria um novo quando chegasse do trabalho. A questão é que…
EHLIOS encara ZACK novamente.
ZACK: … eu não tirei o botijão de gás de lá. Você tirou?
EHLIOS engole a seco e balança a cabeça em negativa.
CENA 8 – INT. NARANDA HIGH – DIA KENNEDY, em passos rápidos, se desloca sorrateira por entre os armários, olhando por todos os lados ao mesmo tempo, como se procurasse por algo.
JOEY: [off] Kennedy?
KENNEDY retorna o olhar e vê JOEY vindo em sua direção.
KENNEDY: [ríspida] O que você pensa que esta fazendo? Estamos em ambiente publico.
JOEY: [franzindo a testa] Que bicho que te mordeu?
KENNEDY: O bichinho da razão.
JOEY: [coçando a cabeça] Como?
KENNEDY: [seca] Eu disse, cai fora!
KENNEDY continua a caminhar rapidamente e JOEY só a encara. CATHLEEN aparece ao seu lado. Ela pega no ombro dele.
CATHLEEN: Joey, sabe aquela velha história, de que populares e perdedores nunca se misturam?
JOEY: O que tem?
CATHLEEN: Pense nisso.
CATHLEEN sai, deixando-o pensativo por alguns segundos. Logo seu semblante se torna triste.
CENA 9 – INT. QUARTO DESCONHECIDO – DIA Um lugar pequeno, escuro e bagunçado, preenchido por um velho beliche e algumas caixas. A porta se abre, e DEVON entra, acompanhado de ZACK e EHLIOS. Os garotos não se mostram muito animados com a vista.
DEVON: Isso aqui costumava ser meu depósito. Da última vez que mudei sobraram muitas coisas. Acho que o beliche vai os ser bem útil.
Os garotos se olham, desconcertados.
DEVON: Bem, está a disposição. [tocando no ombro de Zack] Não esquenta, vocês vão ficar bem.
ZACK: Valeu mesmo.
DEVON sai do quarto. ZACK e EHLIOS andam pelo local, observando. Analisando tudo.
EHLIOS: A casa da árvore era mais arejada.
ZACK: Eu estou preocupado.
EHLIOS: Esquece a Hannover, temos problemas mais sérios.
ZACK: [girando os olhos] Com os documentos de Sarah sobre os outros que se perderam no incêndio. Eu também não achei os desenhos criptografados.
EHLIOS: Ela vai arrancar a nossa cabeça.
Zack empurra o colchão da cama de cima, testando a resistência.
ZACK: Bem, vai se ajeitando aqui. [Ehlios o olha entediado] Ou não. Tanto faz. Eu tenho que ir no correio, avisar pra entregar as correspondências aqui…
CENA 10 – INT. AGÊNCIA DOS CORREIOS – DIA ZACK se dirige diretamente a um guichê próximo dali.
ZACK: Olá, Brown.
BROWN: Zack, eu sinto muito pelo que aconteceu, garoto.
ZACK: Ainda é… [olhando no relógio] 1:30. Por acaso existe alguém que ainda não saiba?
BROWN: Bem, todos sentimos muito. [pegando algo numa gaveta] Se tiver algo que eu possa fazer para ajudá-los…
ZACK: [sorri] Obrigado, Brown, mas nós estamos bem.
BROWN estende um pequeno envelope para ZACK.
BROWN: Isso chegou hoje para Sarah.
Ele o entrega um telegrama.
CENA 11 – EXT. LOCAL DESCONHECIDO – DIA A câmera mostra ZACK tirando um cartão do bolso, close no cartão. Vemos números inseridos no mesmo. ZACK retira um celular de sua mochila e começa a discar os números do cartão.
Em cena ouve-se sonoras de um telefone chamando e de repente um sinal de linha liberada.
ZACK: Código de Acesso, área NN002.
HOMEM: [Voice over] Um momento.
Ruídos de uma conexão sendo estabelecida são ouvidos em cena.
HOMEM: [Voice over] Você poderia olhar para torre do relógio à sua esquerda, por favor?
ZACK, meio confuso, olha pra torre.
HOMEM: [Voice over] Oh, Zack, é você? Como conseguiu esse número de acesso?
ZACK: A Sarah deixou um cartão comigo em casos de emergência. [olhando em volta, desconfortável] Recebi seu telegrama. Você está aqui em Naranda, Kenny?
HOMEM: [Voice over] Não, menino do interior, meu trabalho é como um diretor de um reality show… só que real.
ZACK: Parece trabalhoso.
KENNY: [rindo] Mas, tem suas vantagens… [interrompendo] Meu Deus! O que houve com o Rancho?!
ZACK: Pegou fogo, Grande Irmão, e com eles alguns documentos de Sarah. Ainda não sabemos o que provocou o incêndio e estamos de mãos atadas com a ausência de Sarah.
KENNY: [Voice over] Meu Deus! [aterrorizado] A casa virou cinzas e escombros. [quase gritando] Vocês estão bem?!
ZACK: Sim. Ehlios teve algumas queimaduras nas pernas, mas você sabe que ele cura rápido.
KENNY: [Voice over] Okay, estou depositando em sua conta mil e qui–
ZACK: Nem pense nisso, Kenny. Esse dinheiro é doado por todos para a manutenção dos equipamentos de monitoramento. Ele não é nosso.
KENNY: [Voice over] Zack, você precisa pelo menos de dinheiro para um hotel.
ZACK: Ehlios e eu ficaremos em um quarto nos fundos da lanchonete até que Sarah volte. Eu tentei entrar em contato com ela, mas no hotel pra onde liguei disseram que ela já havia ido embora.
KENNY: [Voice over] Eu também estou tentando estabelecer contato há mais de uma semana. Pensei que ela já estivesse de volta ao país. Já é a terceira semana que não temos notícia da pequena Anna Montoya.
ZACK: [preocupado] Você ainda não achou os Montoya?
KENNY: [Voice over] Estou tentando, Zack, mas eles não reportaram, mudaram de casa e não deixaram rastros para trás.
Zack vira-se em direção da torre, um pouco irritado.
ZACK: Então ao trabalho, Kenny. Estamos falando de uma garotinha aqui!
A linha fica em silêncio por uns instantes.
KENNY: [Voice over] Eu temo já ter passado muito tempo para acharmos alguma coisa. [pausa] São três semanas, Zack.
ZACK passa a mão nos cabelos, preocupado.
ZACK: Continue tentando entrar em contato com Sarah. Diga que ela precisa voltar ao país com urgência, mas não mencione o Rancho. Não quero que ela chegue aqui enfartada. Assim que ela aparecer nós poderemos ir pessoalmente encontrar os Montoya.
KENNY: [Voice over] Entendido.
ZACK: Se precisar de qualquer outra coisa, ligue para esse celular.
ZACK fecha o aparelho e se afasta rua abaixo.
CENA 12 – EXT. RANCHO JONES – DIA A câmera focaliza a fachada da casa. Vemos que a parte da frente está destruída, mas a parede do fundo da casa e do lado direito ainda estão de pé. Ela desce aos poucos, revelando JOEY e EHLIOS, parados em frente, olhando para a casa. Eles permanecem assim por vários segundos.
EHLIOS: [sem desviar o olhar] Que merda.
CENA 13 – INT. RANCHO JONES – DIA EHLIOS e JOEY sobre os escombros da casa. Eles estão sérios, analisando os estragos do incêndio. Boa parte da casa está destruída.
EHLIOS: Cara, to me sentindo no 11 de Setembro.
JOEY: Lá foi muito pior, acredite. Aqui ainda tem alguma coisa em pé.
EHLIOS: Tadinha da minha casinha.
JOEY: Por que você não usou seus poderes pra sair logo da casa?
EHLIOS: Eu não consigo atravessar corpos com alta temperatura. Sarah disse que é algo relacionado com moléculas super excitadas.
JOEY ri brevemente e EHLIOS olha para o amigo, girando os olhos e logo solta uma risadinha forçada e irônica.
ZACK: [Off] Que estrago.
EHLIOS: Jura? Aonde?
ZACK: Ehlios, eu acho que temos problemas.
ZACK olha pra JOEY por uns instantes.
EHLIOS: O cara se ofereceu pra ajudar. Ele é aliado.
ZACK toma mais um momento, mas volta-se para Ehlios.
ZACK: Kenny disse que não consegue encontrar a Sarah e agora aparentemente temos um desaparecimento pra cuidar.
EHLIOS: Desaparecimento?
ZACK: Duas semanas atrás uma família não reportou na checagem mensal. Semana passada Sarah me disse ao telefone para tentar encontra-la, mas eu e Kenny não saímos da estaca zero. Estamos entrando na terceira semana e Kenny ainda não conseguiu localizar a família da pequena Anna.
JOEY se assusta ao ouvir o nome. Os garotos percebem.
EHLIOS: Tudo bem, cara?
JOEY balança a cabeça, afirmando, tentando se recompor rapidamente.
ZACK: Joey, não preciso dizer que isso aqui é assunto particular, certo?
JOEY: Claro, não se preocupa. Eu… Eu não vou me meter. Isso é coisa de vocês e… Eu entendo. Claro. Sem problemas.
ZACK concorda com a cabeça e olha em volta.
ZACK: Agora, vejamos, como podemos colocar esta casa no jeito?
EHLIOS: Hmmm, derrubando o resto e construindo outra?
CENA 14 – INT. THE ALLEY – DIA [MÚSICA DE FUNDO – YOU MAKE ME FEEL, JEREMY TOBACK]
A câmera mostra ZACK servindo algumas mesas, ele observa que JULIA esta sentada numa das mesas folheando um jornal.
ZACK: [sério] Em que posso servi-la?
JULIA: [dando um meio riso] Olá, Zack. [olhando o cardápio]: O tempo anda meio quente por aqui, não?
ZACK: Depende pra quem tiver sentindo calor. Já escolheu?
JULIA: [pensativa] Acho que um capuccino seria ótimo. Quente e amargo como a vida. [encara o garoto] Você não acha?
ZACK: [anotando] Pelo visto você ouviu as notícias.
JULIA: Sim, fui informada do incêndio pelo Joey, mas parece que a Cathleen estava tentando fingir o dia todo que não estava preocupada com a noticia, o que me leva a perguntar se houve algo que eu precise saber?
ZACK: Você não sabe?
JULIA: [revolvendo os cabelos] Não pela sua mente. A Sarah soube colocar um perfeito bloqueio em você.
ZACK: Ninguém precisa bloquear nada em mim. Eu não tenho nada a esconder de você.
JULIA: O quê? Não me diga que você tem bloqueio natural?
ZACK apenas olha para ela.
JULIA: [balançando a cabeça positivamente] Impressionante. Bem raro achar um de vocês. Em toda a minha vida eu apenas conheci mais uma pessoa com bloqueio natural. Era um agente melhor eu devo admitir… Mas não terminou muito bem.
Eles dois se encaram por mais alguns momentos.
JULIA: Não que eu esteja desmerecendo o trabalho que a Sarah fez com vocês dois, acho brilhante esta estratégia de servir mesas e invadir bases em horários de folga.
ZACK: [sério] Você poderia ser mais direta?
JULIA: [respirando fundo] Tudo que estou dizendo que às vezes vocês precisam de uma certa ajuda. Eu conheço a Sarah há muitos anos, e não gostaria de ver nenhum dos dela passando por necessidade.
A câmera mostra a mulher tirando um envelope de sua bolsa e jogando o envelope em direção a ZACK.
JULIA: Isso é uma pequena ajuda, pra reparar os estragos que o incêndio fez no rancho. Quando a Sarah retornar de sua viagem eu acerto com ela.
ZACK: E o que te leva a crer que eu vou aceitar esse dinheiro?
JULIA: [séria] Pense bem garoto. Acho que você e seu amigo não têm para onde ir nessa cidade e nós dois sabemos que seria muito desconfortável se você estivesse como hóspede na mansão, então apenas aceite o dinheiro e vá para um hotel, antes que os ratos do balcão te comam durante a noite. Agora traga o meu café.
ZACK apenas a encara por alguns segundos pegando o envelope consigo e indo a direção ao balcão, enquanto em close a mostra JULIA sorrindo, sinceramente, e tapando a visão de seu rosto com o jornal.
CENA 15 – INT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE No quarto de CATHLEEN, JOEY anda de um lado para o outro, nervoso. CATHLEEN está na cama, observando entediada.
JOEY: Eu preciso saber. Eu preciso saber.
CATHLEEN: Por que você não pergunta pra eles? Não é mais fácil?
JOEY: Desculpa, mas eu ainda não cheguei a este limite da indiscrição.
CATHLEEN gira os olhos, ainda calada. JOEY olha pra ela, e senta na cama a seu lado.
JOEY: Cathy, você sabe que eu te adoro, né?
CATHLEEN: Eu não vou fazer isso.
JOEY: Mas é o único jeito! E vai ser fácil pra você. Por favor, você sabe como isso é importante.
CATHLEEN: Joey, você que resolve os seus próprios problemas. Eu já tenho os meus. É assim que a natureza funciona, se acostume.
A expressão do garoto endurece e ele encara CATHLEEN.
JOEY: [seco] Okay, Vamos falar sério agora.
CATHLEEN o encara, entediada.
JOEY: Você tem duas escolhas pra lidar com seu problema com o Zack: continuar dando uma de vaca insensível com quem quer te ajudar, ou deixar de ser covarde. Ou seja, se desentocar dessa casa, voltar a ser a antiga Cathy e conversar com ele.
Eles ficam se encarando por alguns segundos. CATHLEEN abre um sorrisomalicioso.
CATHLEEN: E a verdadeira Cathleen não era uma vaca insensível?
JOEY pondera e abre lentamente um pequeno sorriso.
JOEY: Bem, eu sobrevivi até hoje.
CATHLEEN pega um travesseiro e joga em JOEY.
CENA 16 – INT. NARANDA HIGH – DIA EHLIOS esta amarrando os cadarços de seus tênis surrados, e a câmera mostra CATHLEEN vindo em direção do garoto que ao se levantar se depara frente a frente com ela.
EHLIOS: [sem jeito com a proximidade] O que você quer?!
Num impulso, CATHLEEN o abraça.
CATHLEEN: Oh, meu Deus, por que a vida é tão horrível? [choramingando] Uma hora você está bem e na outra você está mal. E o pior é não saber o que está acontecendo consigo mesma, não saber o que fazer, e nem pra onde ir. [dando leves socos nas costas dele] É horrível, cara. Horrível.
EHLIOS continua calado, estarrecido. CATHLEEN o solta. Há lágrimas nos olhos, mas ela abre um sorriso amplo.
CATHLEEN: Valeu pela força.
Ela sai, normalmente, enquanto EHLIOS continua observando, totalmente confuso.
CENA 17 – INT. MANSÃO LIEFIELD – DIA JOEY está sentando diante do computador do quarto de CATHLEEN. Em tela podemos ver escrito os dizeres “zona de busca” e “insira os dados que deseja obter”. A CAM mostra JOEY encarando CATHLEEN, que está deitada em sua cama lixando as unhas.
JOEY: [sério] Você tem certeza que esse é o nome?
CATHLEEN: [sem parar de lixar as unhas] Absoluta, honey. Ou você quer que eu durma com ele pra descobrir mais coisas?
JOEY: [torcendo os lábios em desconforto] Diminui na ironia, Cathy.
JOEY escreve o nome “Anna Montoya” na central de dados e rapidamente várias informações são mostradas em tela.
JOEY: Parece que o pai dela é um recém contratado da Hellertech. Foram transferidos de Los Angeles para o Novo México há pouco tempo. Eu preciso de uma foto.
JOEY puxa mais alguns informes no sistema e clica em cima de um arquivo relacionado a exames médicos da família. CATHLEEN levanta da cama e vai observar o monitor por cima do ombro dele.
JOEY: Parece que a garotinha sofre de sérios distúrbios sociais e eles frequentemente iam pra Vegas se consultar com o especialista.
JOEY clica e agora a foto da menina [Abigail Mavity] aparece na tela. Ele fica pálido e catatônico olhando a foto.
CATHLEEN: E? Joey? [sorrindo esperançosa] É ela?
JOEY: [sorrindo] Sim. É ela.
Eles encaram o monitor em silêncio por alguns segundos. CATHLEEN coloca a mão sobre o ombro do amigo.
CATHLEEN: E não parece com você…
JOEY lança um olhar afiado para CATHLEEN.
CENA 18 – INT. THE ALLEY – DIA No apertado quarto de empregados, EHLIOS tenta virar o colchão de um dos beliches. Ele o faz e constata que o outro lado está manchado e rasgado. Ele respira fundo, entediado. E volta o colchão como estava antes. ZACK se aproxima.
ZACK: Tem jeito?
EHLIOS: Pelo menos não está reduzido á cinzas.
ZACK: [sério] Como é que você consegue fazer piada com esse tipo de coisa?
ZACK senta no beliche e passa a mão nos cabelos. EHLIOS o observa por alguns instantes, e se senta do lado dele.
EHLIOS: A Hannover é mesmo uma destruidora, né? Cara, eu acho que ela é meio doida…
ZACK: Você não tem nada melhor pra fazer, não?
EHLIOS: [triste] Ei, cara, não vai ficar assim. Ela não te merece.
ZACK não diz nada, só respira fundo, ainda cabisbaixo. EHLIOS o observa por um tempo e sai do quarto.
CENA 19 – INT. MANSÃO LIEFIELD – DIA Vemos um amplo escritório, bem decorado. Ao longo de todas as paredes uma estante fechada rodeia o local, dando um ar claustrofóbico. Nas paredes vemos um material creme cobrindo-as, um isolamento acústico. Close na porta que se abre e vemos JULIA entrando. A mulher tem um semblante preocupado no rosto. Ela tranca a porta e passa uma tranca manual acima da fechadura.
JULIA atravessa o local, passando por uma cadeira e indo até uma câmera de vídeo posicionada em frente a ela. LIEFIELD aperta um botão no aparelho e se senta na cadeira.
Ela olha parar o chão e se mantém em silêncio por alguns momentos, mas logo encara a câmera com uma expressão decidida.
JULIA: [séria e sem vacilar] Dezembro de 2005. As coisas se complicaram mais do que o previsto. Cathleen parece estar se envolvendo cada vez mais com Hayes apesar dos meus esforços para impedir as conseqüências desse relacionamento. Nesse ponto eu não sei mais se há um caminho de volta ou se seria justo uma intervenção minha em algo que tenho ciência não possuir empecilhos que surtam efeito. Ontem à noite eu… [respira fundo] eu recuperei os desenhos restantes que estavam na posse de Sarah. Ela deve voltar de sua viagem à China nos próximos dias, mas não acredito que Alan consiga voltar com ela. Junto aos desenhos foram por mim encontrados alguns documentos sobre a movimentação dos seus protegidos. [ela engole seco e parece escolher as palavras] Joey… Joey vai achar– [ela recobra seu semblante centrado] Joey vai achar Anna e não há nada que eu possa fazer para impedi-lo. Prevejo que as coisas ficarão ruins, muito ruins depois desse encontro, mas não vejo formas de evita-lo sem levantar suspeitas. Você é Julia Liefield, mora em Naranda, Nevada, com Cathleen Hannover e Joseph Campiti.
JULIA encara a câmera por alguns segundos, incerta.
JULIA: [quase sussurrando] Tenta não estragar tudo dessa vez.
A mulher levanta-se e desliga a câmera. Ela retira a fita e coloca-a dentro de uma VHS. JULIA se dirige a um dos armários e o abre. Vemos que há dezenas de fitas dentro dele e todas elas estão rotuladas com datas. JULIA coloca a fita e tranca o armário.
CENA 20 – EXT. NARANDA HIGH – DIA KENNEDY caminha apressadamente olhando os quatro cantos, quando avista JOEY vindo em sua direção.
JOEY: Kennedy espera.
KENNEDY acelera o passo o garoto começa a se apressar também. A garota então começa a correr em direção ao seu carro.
JOEY: Por que você ta correndo?
KENNEDY: Exercícios?
JOEY: Mas você tá de salto alto!
Eles chegam ao carro e JOEY vira a garota pelo braço, confuso.
JOEY: Por que você tá fugindo de mim, Lester?
KENNEDY: [ofegante e irritada] O que eu já te falei, Joey? Para de ficar perto de mim em publico! Eu já disse! Uma coisa é eu trocar uns beijinhos com você no beco do The Alley outra é eu sair de mãos dadas pelo corredor do colégio na frente das minhas amigas…
JOEY: Olha, eu não to com tempo pra ficar discutindo agora. Eu preciso de seu carro emprestado.
KENNEDY: [sem prestar atenção] Eu sei que nós temos um lance meio animalesco mas foi você quem concordou com os termos desde o… [balançando a cabeça] Como é que é?! Meu carro?! Nunca!
JOEY: [girando os olhos em tédio] Você tem duas opções: ou me empresta o carro ou eu conto pra todo mundo do nosso rolo.
KENNEDY: [pasma] O quê? Você está me chantageando?!
Ela começa a dar tapas sincronizados com as palavras no ombro de JOEY.
KENNEDY: Você… está… me… chantageando?!
JOEY: [esfregando o braço] Aiii!!
KENNEDY: [aponta, indignada] Você não faria isso! O que você ganha contando isso pra todo mundo?
JOEY: [contando nos dedos] Perco meu título – totalmente sem fundamento – de nerd, presencio com satisfação a cara de bunda do Ben Tyler, ganho respeito da ala masculina do colégio por ter pegado a maior “pegadora” de Naran–
KENNEDY: [irritada] Chega! E pra onde diabos você quer ir com o carro?
JOEY: [sorrindo] Vegas.
KENNEDY: [assustada] Vegas?
CENA 21 – EXT. RUA DESCONHECIDA – DIA EHLIOS anda apressado, carregando ZACK pelo braço.
EHLIOS: Tô te dizendo, você precisa ver com os próprios olhos o que o Billy’s está fazendo com as rosquinhas.
ZACK: [confuso] E quem liga pra malditas rosquinhas?
EHLIOS: Zack, onde está sua destreza empresarial? Temos que ficar perto dos inimigos. Se foi o Marlon Brando que disse isso, então deve ser verdade.
CENA 22 – EXT. RODOVIA DESCONHECIDA – DIA Vemos um carro se deslocar velozmente por uma rodovia recortada por um grande deserto.
CENA 23 – INT. CARRO EM MOVIMENTO – DIA A câmera mostra JOEY no volante e KENNEDY no lugar do carona.
KENNEDY: [olhando pra Joey] Sabia que eu podia dar parte de você na policia? Isso em alguns estados é caracterizado como seqüestro.
JOEY: [sem tirar o olho da estrada, apenas sorri] E o que você diria pra polícia? Que você fugiu com uma cara que você tinha um lance meio animalesco?
KENNEDY: [irritada] Não use minhas palavras contra mim, Campiti. Minha eloqüência é uma das minhas principais características pessoais.
JOEY: [irônico] Tô percebendo. Você não calou a boca desde que saímos de Naranda, há umas 2 horas atrás.
KENNEDY: [sarcástica] Há-há-há! Você acha mesmo que eu ia ficar em Naranda e não saber o que você ia fazer em Vegas com meu precioso, luxuoso e altamente confortável carro? Alias, por que você não pegou um dos vários carros da sua mãezinha?
JOEY: [seco] Tô de castigo.
KENNEDY: E você ainda pergunta por que eu não quero ser vista com você em público.
CENA 24 – INT. BILLY’S – DIA [MÚSICA DE FUNDO – NOTHING IS GOOD ENOUGH, AIMEE MANN]
Eles entram no local, e ZACK fica parado de repente. Na câmera subjetiva, ele vê CATHLEEN, sentada em uma mesa mais a frente, tomando um café, cabisbaixa.
ZACK olha sério para EHLIOS.
EHLIOS: Eu soube que ela esteve vindo aqui desde o barraco de vocês dois.
ZACK: Suas piadas andam perdendo a graça.
EHLIOS: Sei o que você tá pensando. Eu também não sei o que me deu, mas por mais que eu a odeie, eu prefiro ver a Cathleen feliz do que você infeliz.
ZACK: Você muda de idéia rápido, hein.
EHLIOS: Eu sei, fazer o quê. Nem sempre eu sou um sábio. E se você gosta dela, vai fundo, cara. Também não acho que ela seja indiferente à você. E se é assim, o resto de bom senso que me sobrou vai me manter longe de atrapalhar isso. [empurrando-o] Anda, vai!
ZACK se aproxima da mesa. CATHLEEN o vê, e desvia o olhar, desconfortável. ZACK se senta a sua frente, ela continua olhando para o lado.
CATHLEEN: Novo sistema de marketing, recolher clientes dentro do concorrente?
ZACK: Você não acha que a gente precisa conversar?
CATHLEEN balança a cabeça em negativa.
ZACK: Mas eu acho. Cathleen, não entendo direito como tudo isso chegou até aqui. Uma hora você tava quebrando copos e na outra eu estava contando os minutos pra ver você quebrando os copos…
CATHLEEN: Legal, vou anotar isso na minha lista de “métodos de conquista”.
ZACK pega na mão dela. O olhar duro dela vacila por um instante, mas logo volta a ser imparcial.
ZACK: Chega de ironia, ok? Eu não sei o que você sente, e não sei o que vai acontecer com a gente. Mas seja o que for, eu vou estar pronto.
Eles ficam se olhando, calados.
ZACK: Você acha que nós podemos dar certo um dia?
CATHLEEN desvia o olhar. Ela chama o garçom e pede a conta. Ela o paga e se levanta. ZACK só a observa.
CATHLEEN: [se levantando] A gente se vê por aí, ok?
Ela passa ao seu lado e ZACK segura a sua mão. Ela para. ZACK se levanta, e a encara nos olhos.
ZACK: Você não respondeu a minha pergunta.
CATHLEEN se aproxima, dá um beijo em seu rosto.
CATHLEEN: [sussurrando no seu ouvido] A gente se vê por aí.
Ela sai, enquanto ZACK permanece lá, parado.
CENA 25 – EXT. RUA DESCONHECIDA – DIA O carro passa por uma rua de subúrbio, lentamente.
CENA 26 – INT. CARRO EM MOVIMENTO – DIA [MÚSICA DE FUNDO – KISS ON ME, TYLER HILTON]
JOEY ainda dirige o carro enquanto KENNEDY mantém os braços cruzados e uma expressão de birra. Ele olha pra ela e depois pra estrada. Pouco depois olha pelo canto do olho e pra estrada novamente. KENNEDY continua emburrada. JOEY ri da namorada.
KENNEDY: Qual é a graça? Tem algum palhaço na estrada?
JOEY tira as duas mãos do volante em rendição e logo depois as coloca de novo.
KENNEDY: E então, vai me dizer alguma hora o que a gente ta fazendo aqui? Se for alguma namorada sua que quer esfregar na minha cara, eu juro que você vai sentir o quão confortável é viajar no porta-malas.
JOEY: [rindo] Na verdade eu prefiro o banco de trás.
Ela imita o garoto apenas mexendo a boca, com ironia.
JOEY: [rindo] Porque você com tanta raiva, afinal? Eu achei que uma viagem clandestina com um lindo namorado para Vegas fosse algo desejado por 90% das garotas.
KENNEDY: Pois me encaixe na minoria, querido. Eu só vou gostar de um seqüestro o dia que Kiefer Sutherland vier me resgatar. [brava] E pode começar a abrindo o bico. O que diabos estamos indo fazer em Vegas?
A expressão de JOEY fica séria, quase triste.
JOEY: [respira fundo] Você poderia simplesmente…
JOEY balança a cabeça, em confusão.
JOEY: Olha, eu precisava do seu carro, ok? E precisava que alguém viesse comigo. Eu prometo que você estará na sua cama quentinha o mais rápido possível. Sã e salva. Mas por agora você pode simplesmente confiar em mim?
KENNEDY: Eu estava tentada a te torturar pra você me dizer a verdade, mas você é realmente muito bom em chantagem emocional.
Eles ficam em silêncio por alguns segundos e KENNEDY parece desconfortável quando abre a boca para falar algo, mas a fecha novamente. A garota gira os olhos pra si mesma.
KENNEDY: Olha… [suavemente] eu já percebi o quanto é difícil pra você se abrir. Você, Cathleen e Julia, para uma não-família, são parecidos até demais, se quer saber minha opinião. Mas… [ela olha para Joey] Seja o que for… Quero que saiba que também pode confiar em mim.
JOEY: [magoado] Posso? Há algumas horas atrás você fugiu de mim na rua, Kennedy, e agora está aqui pedindo para confiar em você. [engole a seco com os olhos fixos na estrada] Às vezes você parece duas pessoas completamente diferentes.
KENNEDY fica em silêncio, cabisbaixa. JOEY olha pra ela de canto de olho.
KENNEDY: [irritada] Não se preocupe, eu não vou chorar.
JOEY esvazia os pulmões e olha para o alto como se estivesse com raiva de si mesmo.
JOEY: Eu não queria te magoar. Eu simplesmente… Eu só não te entendo as vezes. [ele finalmente olha para a garota] Mas de alguma forma estranha e contraditória eu precisava de você sentada nesse banco hoje.
Nem um dos dois fala nada por alguns segundos. KENNEDY franze o cenho.
KENNEDY: Isso não soou Cathy-Zack-drama-rama demais, não?
JOEY: [respirando aliviado] Com certeza! [sorrindo] Foi sem querer.
KENNEDY sorri e é retribuída pelo garoto. Ela coloca a mão sobre a perna dele e ele coloca a mão por cima da dela, entrelaçando os dedos.
KENNEDY: [sorrindo] Não vamos fazer isso de novo. Mas… Minha oferta ainda tá de pé. Você sabe… Aquela sobre confiar em mim.
JOEY a encara, indeciso por alguns segundos. A garota levanta as sobrancelhas e sorri. O garoto respira fundo.
CENA 27 – EXT. RUA DESCONHECIDA – DIA [MÚSICA DE FUNDO – YUME NO NAKA, KARE KANO THEME]
JOEY encosta o carro e olha por alguns segundos para a casa. O garoto expira pesado e olha para o banco do passageiro. KENNEDY sorri para ele.
KENNEDY: Está na hora.
JOEY continua olhando para ela. JOEY respira sonoramente e seu maxilar está definido.
KENNEDY: É ela, Joey. [sorri] É ela.
JOEY: [passou a mão nos cabelos] Espero que você esteja certa. [quase implorando] Você vem?
KENNEDY sorri e toca a mão do namorado.
KENNEDY: Claro.
Os dois saem do carro e KENNEDY o acompanha enquanto ele avança lentamente pelo caminho que leva do portão à varanda de entrada da casa. Os dois param por um momento e KENNEDY entrelaça os dedos nos de JOEY.
JOEY: Aqui vamos nós.
O garoto fecha os olhos e aperta a campainha. Nervoso, JOEY começa a bater o pé no assoalho de madeira. Alguns passos abafados são ouvidos do lado interior da casa.
MULHER: [em off de dentro da casa] Eu já desci, querido.
A porta se abre revelando uma bela mulher [Kristin Davis]. Ela sorri para os dois.
MULHER: Posso ajudá-los?
JOEY: [voz trêmula] Sim…
JOEY olha para KENNEDY rapidamente e depois para a mulher, mexendo-se no mesmo lugar, desconfortavelmente. KENNEDY levanta as sobrancelhas, encorajando-o.
A minissérie britânica Sherlock, que adapta as aventuras dos personagens dos livros do Sir Arthur Conan Doyle para os dias atuais, divulgou um vídeo promocional com imagens da nova temporada.
A segunda temporada estreia no dia 1º de janeiro no Reino Unido pela BBC One e terá em seu total três episódios.
A série é estrelada pelos adores Martin Freeman (Simplesmente Amor) e Benedict Cumberbatch (Desejo e Reparação), que insterpretam Dr. Watson e Sherlock Holmes, respectivamente. A produção é inglês, e os episódios são gravados na cidade de Londres e em Cardiff.
A comédia The Big Bang Theory já divulgou a data do seu centésimo episódio. Uma marca considerável hoje em dia. A série de Chuck Lore, que atualmente está na quinta temporada exibirá o episódio número 100 no dia 19 de janeiro, entitulado The Recombination Hypothesis.
Detalhes sobre o episódio foram divulgados durante o evento de comemoração que juntou o elenco, produtores e pessoas envolvidas com o seriado no Centro de Ciências da Califórnia, em Los Angeles. O Cocriador da série revelou ao site americano The Hollywood Reporter como surgiu a ideia para a história desse capítulo especial. “Nós fomos lá atrás e assistimos ao piloto e conversamos sobre ele e tentamos fazer um 100º episódio que se conectasse emocionalmente com o piloto. Nós queríamos voltar à relação que iniciou a série, que é a atração de Leonard pela Penny e seus sentimentos mais doces. Foi onde tudo começou e nos parecia uma forma de fechar o círculo neste 100º episódio ao explorar isso novamente”.
A atriz que interpreta a Penny, Kelly Cuoco, resumiu o episódio em “criativo”. Ela também disse que é uma história bem diferente do que já foi feito antes e que os telespectadores ficarão intrigados até o final.
No Brasil, o episódio ainda não tem data para ser exibido pela Warner Channel.
Não vou mentir. Tenho problemas sérios com a atuação (a falta dela) do Brandon Routh. Não costumo ser muito chata com esse tipo de coisa até porque Chuck não é Shakespeare. Acontece que a importância de Shaw para a trama é grande e o ator deixa muito a desejar. Estou falando isso porque durante o episódio algumas coisas pareciam novidade para mim porque eu simplesmente apaguei o personagem da mente a ponto de não lembrar que a criatura tinha um Intersect na cabeça.
Todavia o episódio foi muito bom, mas muito bom mesmo. E a trama faz sentido dentro da história contada até aqui com exceção da revelação final sobre a Sarah ter um bebê, se é que ela realmente teve um bebê porque isso pode ser um truque de roteiro.
O beijo entre Chuck, vestido de Papai Noel, e a General Beckman foi muito engraçado. E o fato do Stan Lee ser um agente da CIA explicaria muita coisa nessa vida. Não é verdade? (risos). Mesmo no momento mais dramático, quando Shaw está prestes a atirar em Chuck, vê-lo ser salvo pela irmã mais velha, que ataca o vilão com uma panela foi muito divertido. Pelo menos para quem assistiu Tangled.
Yvonne Strahovski cresceu muito como atriz nesses últimos anos. E se durante um tempo Sarah parecia estar na série só para enfeitar, nada mais justo que nessa reta final ela ganhe ainda mais destaque. O episódio foi dela. Toda cena em que esteve presa a atriz conseguiu passar a agonia necessária.
Por um momento eu acreditei que Casey pudesse morrer e fiquei angustiada. Afinal ainda faltam sete episódios para o final. No último podem matar o elenco todo (mentira, não podem) que está tudo bem (mentira, não estará nada bem) mas agora não é o momento. Lindo ele deixando recado para a filha no ursinho e, depois, no final quando já está tudo bem, além de dizer que a ama pede para ela dar uma chance ao Morgan. Reconhecendo que o rapaz tem seu valor.
Aliás, como bem disse o Chuck, foi o Morgan quem salvou a Sarah no final das contas. Se tem um personagem que ganhou meu respeito nesses últimos anos foi ele. Eu odiava a existência do Morgan e rezava para ele morrer mas com o tempo ele foi me ganhando. A ponto de em alguns momentos eu gostar mais dele que do próprio Chuck.
Com relação a história do passado da Sarah acredito que deve ser realmente algo muito grave para ela sequer ter contado para Chuck. E isso deve ser a deixa para trazer uma pequena complicação para o casal antes do “felizes para sempre” como é comum na maioria das história de amor dos seriados. Nada pode ficar perfeito durante muito tempo. Sempre tem um esqueleto no armário para acabar com a harmonia do casal.
Ressaca de cerveja e peru e de reprises de Esqueceram de Mim? Bom, más notícias. Na telinha tem pouca coisa pra se assistir esta semana. Confira:
Segunda, 26/12
Na Fox, os dinossaruos de Terra Nova entram de férias – novos episódio só a partir de 9 de janeiro. Na Sony também não tem CSI, Private Practice e Grey’s Anatomy No AXN, um filme vai ao ar no horário de Criminal Minds.
No Universal Channel, 21h, reprisa o segundo episódio de Grimm. Na Warner também só tem reprises – Mike & Molly (20h, 2×02), Suburgatory (20h30, 1×02), The Mentalist (21h, 4×02) e Chuck (22h, 4×05). O canal Sony Spin, também se rendeu a reprises e vem com antigos de 90210 (21h, 4×01) e Switched at Birth (22h, 1×01).
No Globosat HD, 22h, episódio 2×08 de Mafiosa – acredito que seja a season finale. No Multishow, 23h, episódio 12 de Oscar Freire 279.
No Studio Universal, está prevista a exibição de Ringer às 22h – possivelmente reprise, mas convém checar.
Terça, 27/12
No canal Cinemax, 20h15, temos o sétimo episódio de XIII: The Series e, às 21h15, o sétimo episódio de Charlie’s Angels – o episódio do remake de As Panteras é o último da série exibido nos EUA (mas pra semana que vem está prevista a exibição de um episódio inédito lá fora, o último gravado antes do cancelamento do seriado). No I-Sat, 20h30, tem Raising Hope (1×19).
No Globosat HD, reprises de Fear Itself (21h) e Oscar Freire 279 (às 22h). Às 22h30, o canal exibe o terceiro episódio de Bloodletting & Miraculous Cures.
Na Fox, o terror de American Horror Story dá lugar a exibição do filme Titanic. Já na Sony, Revenge não vai ao ar e, em seu lugar, é exibido o filme A Feiticeira.
Na Warner reprises de The Big Bang Theory (20h, episódio 5×02), 2 Broke Girls (20h30, episódio 1×02), Person of Interest (21h, 1×02) e Fringe (22h, 4×02). No Universal Channel, 22h, reprisa o episódio 13×02 de Law & Order: Special Victims Unit. No canal Liv, às 22h, reprisa o segundo episódio de Last Man Standing . Já How to Be a Gentleman acabou de vez, e no lugar, às 22h30, o Liv passa a reprisar a sitcom Mad Love. No Sony Spin, 21h, Melissa & Joey reprisa (1×06).
Quarta, 28/12
No Space, 21h, episódio 7×07 de The Closer. No Globosat HD, 21h30, tem o episódio 2×03 de Less Than Kind.
Hoje não tem Glee na Fox. Nem CSI:Miami na Sony. Nem Weeds e The Glades no A&E.
Mas tem reprises de Two and a Half Men (Warner,20h, episódio 9×02), The Secret Circle (Warner, 21h, episódio 2), Combat Hospital (AXN, 21h, 1×08), Hawaii Five-0 (Liv, 22h, 2×02) e Satisfaction (GNT, 0h15 da quinta-feira, 3×04).
Quinta, 29/12 e Sexta, 30/12
Por razões particulares não foi possível atualizar a coluna.
Sábado, 31/12
O ano tá acabando, mas no AXN não tem folga. Às 18h, o canal encerra a quarta temporada do procedural In Plain Sight. O episódio mostra Mary (Mary McCormack) viajando para Miami para proteger um testemunha, às vésperas do casamento da irmã.
Na Sony, tem maratona de Top Chef, das 19h às 23h.
Domingo, 1/1
O ano começa sem exibição de seriados inéditos neste dia 1º.
Não recebemos release da Warner, mas o canal anuncia que irá exibir esta noite episódios inéditos de algumas de suas comédias à partir das 20h. A conferir!