Chegou o dia de nos despedirmos da 8ª temporada de Grey’s Anatomy. Essa temporada linda que fez reacender o amor pelo seriado, e que foi uma verdadeira homenagem aos seus fãs e às primeiros anos da série.
E, como não poderia deixar de ser, o encerramento da temporada foi muito bom. Sim, eu adorei o episódio. Vi uma comoção nas redes sociais, pessoas afirmando que essa foi a pior season finale de todas. Que o roteiro foi ruim, que o episódio ficou sem final e o gancho utilizado foi ruim. Discordo veementemente de tais opiniões. E essa review é, tmabém, para explicar o porquê da minha opinião.
Desde a 2° temporada de Grey’s, no famoso episódio-bomba, temos certeza de uma coisa: a série não é UM drama. A série é O drama. Isso significa que deveria existir uma categoria própria pra Grey’s Anatomy – o drama do drama. E logo nos descobrimos outra característica marcante de Shonda: ela faz os personagens sofrer, e mais, ela mata nossos personagens favoritos. Sempre foi assim, e sempre será. Na cabeça da Rainha do Drama saída de ator significa, constantemente, morte. Por que ela gosta de drama. Quanto mais dramático melhor. Então, não é surpresa a morte de um dos personagens mais amado pelos fãs. Lexie se foi. Ela não seria a minha escolha, obviamente. Pra começar eu teria mandado a April no avião, pra mim ela que deveria ter morrido. Talvez, Avery. Ou, no máximo, Teddy. Nunca a Lexie. Mas a Chyler Leigh, segundo informações que rodam por aí, na web, pediu pra sair, para se dedicar a um novo projeto. Aí é dar munição para a Shonda, que juntou a fome com sua vontade de comer.

E a cena da morte foi muito bem feita. Mesmo. A atuação da Chyler foi perfeita, ela se despediu em grande estilo. Foi muito, muito triste. Na verdade, foi quase desesperador. E por isso a cena foi tão boa. Ela ganhou o devido destaque na hora da morte. O que significa que Shonda gosta dela. Senão ela só mandava um ônibus passar por cima dela (piadinha infame).
Claro que xinguei Shonda até a miléssima geração. Especialmente porque se ela pretendia matar Lexie, não devia ter dado falsas esperanças para os nossos corações shippers. Eu estava plenamente convencida que Slexie vivaria casal novamente ainda nessa temporada. Não foi assim que o destino – leia-se drama bitch – quis. E isso tornou tudo mais triste – e inaceitável também; mas somos fãs e infelizmente, nos cabe aceitar as decisões que os escritores fazem, já que reclamar também não adianta. Ou abandonar a série, e não conheço ninguém que pretende abandonar Grey’s por causa desse episódio.
E eu, do alto do meu romantismo, espero um final poético. No melhor estilo Romeu e Julieta, já que achei tão bonito o discurso “de despedida” do Mark pra Arizona. Sei lá, seria uma forma de redenção da Shonda, pra mim. Se outro ocupante do avião morrer, em setembro, creio que deva ser ele. Lexie o estará esperando.
Eu gostei muito do discurso de Yang, sobre bombas, ônibus atropelando amigos e tiroteios. Ela falou um pouquinho do que nós, fãs, pensamos. O Seattle Grace Mercy é realmente um atrativo para a morte. E curti que ela conseguiu manter a calma – embora procurasse feito louca pelo tênis – e dar a volta por cima. Depois de uma 7ª temporada de estresse pós-traumático, Yang conseguiu assumir o controle em uma situação de caos.

Mer também esteve muito bem (à propósito, uma grande atuação da Pompeo). É claro que ela se desesperou. Mer é uma pessoa cheia de perdas, na vida. Mas ela conseguiu colocar as ideias em ordem, fazer uma série de procedimentos em Derek e em Mark, e os dois devem sua vida à ela, principalmente. Foi desesperador ver ela chorando pela irmã, achando que o marido estava morto e ainda dizendo pra Cristina que ela continua sendo sua “person”. De cortar o coração, profundamente.
Arizona, que era a principal aposta dos fãs para ir para a terra dos pés juntos, sobreviveu. E apesar de estar enxergando o próprio osso e cuspindo sangue, ela também manteve o controle e até acalmou o piloto do avião. E suas palavras para Mark, sobre sua família, foram belas. Acho legal que ela, depois de todos os problemas que os dois enfrentaram, seja a pessoa que está ali por Mark, nesse momento tão devastador pra ele.
Antes de comentar as outras tramas do episódio, preciso dizer que adorei a forma como a transição de cenas foi feita, mostrando o hospital e a mata. Mostrou a posição antagônica de ambos, a calma conflitando com o desespero.

Gostei da trama da Teddy, e do desfecho que deram pra ela. Gostei mesmo. Não acho que foi desperdício de tempo de episódio ou coisa assim. A redenção dela veio naquele discurso sobre lealdade, pra Owen. Embora eu ainda ache que o Owen não agiu totalmente correto (agora, achei louvável ele demití-la, mas ficar sem checar os recados foi mancada!), Altman supervalorizou a situação toda, compreensivelmente. Foi ótimo vê-los novamente como amigos, e sentirei falta da Teddy na próxima temporada – se não houver reviravolta nenhuma e ela não decidir ficar. A beleza do final do episódio é justamente essa: tudo pode acontecer quando setembro chegar. E adoro surpresas.
Não gostei do tempo que dedicaram à Bailey e Ben. Pra mim foi excessivo. Fico triste em ver Miranda reduzida à um personagem secundário. Mas fiquei feliz que, aparentemente, os dois acertaram os ponteiros e na próxima temporada não haverá mais mimimi.
Callie e o Chief serviram como o alívio cômico do episódio – ainda acho que Callie ficou “cômica” demais. Esses momentos eram necessários pra que conseguíssemos secar as lágrimas antes de recomeçar a chorar. Mas é óbvio que as tramas que eles estavam envolvidos eram de menor importância.
Em April e Jackon nem prestei muita atenção, só sei que eles falaram sobre amizade. E curti bastante a cena da ligação do Alex, explica bem a motivação dele pra sair. E talvez explique o porquê dele ficar, na 9ª temporada – minha aposta.

No final das contas, um episódio “inacabado”. Um ótimo cliffhanger (gancho é exatamente isso, minha gente. Final sem final), na minha opinião. Além de deixar as perguntas “quem mais morrerá?”, ainda deixa a pessoa pensando “quem permanecerá na próxima temporada?”. E como reagirão os outros médicos, quando soberem? Ótimas perguntas, pra mim. E que deixarão todos os fãs ansiosos pela season premiere da próxima temporada.
Finalizando, preciso dizer que adorei escrever pra vocês sobre meu seriado favorito, especialmente sobre essa8ª temporada, que foi o renascimento da série. Obrigado a todos pela companhia. Até a nona temporada, pessoal!
P.S.: críticas abaixo em 3…2…1!