O que esperar da segunda temporada de ‘Person of Interest’

Data/Hora 26/09/2012, 21:33. Autor
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A queridinha da audiência da última temporada, Person of Interest volta amanhã, dia 26/09, para sua segunda temporada, nos EUA. Como sabemos que a ansiedade dos fãs é muita, resolvemos dar uma ajudinha e relembrar o que aconteceu na temporada de estréia da série – confira aqui o balanço de temporada – e antecipar o que vem por aí.

Em Contingency, primeiro episódio desta segunda temporada, Reese, além de procurar por Finch, que, no final da temporada passada, foi raptado por Root, tem que lidar com um novo CPF, já que a “máquina” nunca para. Carter e Fusco irão se juntar a ele na busca por Finch. O episódio foi descrito por Greg Plageman, um dos produtores da série, como uma verdadeira montanha-russa, em referência ao nível de ação que se poderá ver na história, que contará ainda com a participação de Ken Leung, companheiro de Michael Emerson em Lost.

Person of Interest é o resultado de um casamento perfeito: a criatividade de J. J. Abrams, um mago da produção de  histórias originais; e a perfeição dos roteiros de Jonathan Nolan, observável em cada detalhe com que ele constrói um único episódio ou nas inter-relações que estabelece entre um episódio e outro, conduzindo a desfechos surpreendentes.

Witness é um bom exemplo desta qualidade impagável dos roteiros de Nolan. No sétimo episódio da série, a máfia russa, a polícia e Elias (que pretende assumir o crime organizado em Nova York), tentam encontrar Charlie Burton, professor de história e suposta testemunha de uma execução. Charlie é também a pessoa que Reese tem que proteger. A chave do episódio é a figura de Elias: filho ilegítimo de um dos líderes da máfia, que busca se vingar do pai, que o rejeitou. No final do episódio,  é revelado que Charlie Burton é, na verdade, Elias, e Reese se auto-recrimina por ter salvado a vida de uma pessoa que, supostamente, pode vir a colocar muitas outras em perigo. Mas, o mais relevante é que, no decorrer do episódio, Nolan nos deu pistas de que Charlie era Elias: primeiro quando este faz referência aos diversos lares adotivos por que passara, depois, quando ficamos sabendo que indicara O Conde de Monte Cristo como leitura obrigatória para seus alunos.

É nos detalhes e na paciência com que constrói uma boa história que reside a marca de Jonathan Nolan. Porque aqui os detalhes são pura sedução: eles não revelam, insinuam. E de tal forma que, no final, ou você tem aquela sensação de um vazio no estômago, tamanha a surpresa, ou a impagável satisfação de dizer “eu tinha certeza … !”.

Toda a primeira temporada foi um entrelaçamento de quatro grandes arcos: a perseguição da CIA e do FBI a Reese; a formação e o desmantelamento do RH (grupo de policiais corruptos); a ascenção e a prisão de Elias e a ameaça representada por Root. Junte-se a isso a construção da identidade dos personagens principais: de Reese e Finch através de flashbacks, de Carter e Fusco, à medida que se envolviam com os dois primeiros, e todos os seus 23 episódios, sem excessão, serão indispensáveis.

O que esperar da segunda temporada?

Os mistérios em torno da suposta máquina que revela os CFPs, ainda não se esgotaram; a morte de Nathan, amigo de Finch, não foi explicada; ouso dizer que ainda veremos Elias mais uma vez. Isso somente se nos ativermos ao que sobrou da primeira temporada. Se somarmos a incrível capacidade de Jonathan Nolan de retirar sucessivos coelhos da cartola, sem perder o fio da história, as expectativas podem atingir a extratosfera.

Um desses possíveis coelhos retirados da cartola, pode ser o personagem de Julian Sands (24, Smallville), descrito como um diabólico inimigo de Reese. Ou a revelação de mais uma trama, paralela ao relacionamento de Finch e Grace (Carrie Preston, noiva de Finch na série, esposa de Michael Emerson na vida real), já que se sabe que pelo menos um dos episódios será dedicado ao relacionamento dos dois.

Enfim, agora é acompanhar a segunda temporada e nos deliciarmos com as histórias incríveis criadas por Nolan. E não esqueçam de passar no TeleSérie para conferir as reviews dos episódios. Esperamos vocês.

Primeiras impressões – Ben and Kate

Data/Hora 26/09/2012, 21:20. Autor
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Cativante: não existe palavra melhor pare definir Ben and Kate. E não existe porque a série é daquelas que consegue conquistar o coração de qualquer um só com o piloto e faz o telespectador  suspirar a cada cena bonitinha.  A Fox acertou na aposta de fazer uma série redondinha, sem muita novidade e repleta de clichês, mas que pode ser considerada uma das melhores estreias da comédia nessa fall season.

Mas como a história de dois irmãos pode ser assim tão deliciosa de se ver? Simplesmente pelo fato de que a relação entre irmãos é algo que nunca entenderemos de fato. Nesse caso seria: como um irmão que cresceu fisicamente mas continua com o intelecto de uma criança de oito anos pode se dar tão bem com sua irmã que foi obrigada a amadurecer precocemente para cuidar do irmão e ainda por cima  é mãe solteira?

Ben é um completo idiota que só aparece na casa da irmã quando lhe convém e um dia decide ir morar com com Kate para ajudar a criar sua sobrinha Maddie que, aliás, é uma das coisas mais bonitinhas da série e promete várias risadas nos próximos episódios.

As cenas de comédia de típico humor pastelão têm uma ótima harmonia com as cenas de drama e isso deixa a série bastante equilibrada e mostra que Dana Fox (New Girl, Children’s Hospital) além de acertar no roteiro, acertou também  nos personagens, principalmente  Ben que  é levemente inspirado em seu irmão mais velho. BJ e Tommy, melhores amigos dos protagonistas também prometem algumas cenas hilárias.

Dá pra gastar 25 minutinhos do dia pra se deliciar com esses personagens que farão de nossos dias um pouco mais divertidos.

Três atores são escalados para ‘Family Tree’, da HBO

Data/Hora 26/09/2012, 18:44. Autor
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A nova série da HBO Family Tree, que tem direção e produção de Christopher Guest (Os Grandes Músicos, Os Quase Heróis), acaba de ganhar três atores no elenco.

Fred Willard (Everybody Loves Raymond), Michael McKean (Laverne & Shirley) e Ed Begley Jr. (St Elsewhere) foram anunciados como participantes da atração. O primeiro ator a ser escalado para a série foi Chris O’Dowd (Bridesmaids), que dará vida ao protagonista Tom Chadwick.

Family Tree conta a história de um homem que acaba de perder o emprego e a namorada e, por isso, começa a investigar a história de sua família. Quando herda uma caixa misteriosa de uma tia que nunca viu pessoalmente, ele mergulha em um mundo de histórias e personagens inusitados referentes ao seu passado.

Begley Jr. interpreta Andy, tio de Tom. Willard será Mike, um vizinho do protagonista, e McKean é o patriarca da família, Keith.

A produção se trata de um “mockumentary”, gênero que mistura documentário e ficção.

Com informações do TV Guide.

Fãs de ‘The Walking Dead’ poderão viver a experiência de estar no meio de um apocalipse zumbi

Data/Hora 26/09/2012, 16:55. Autor
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“Não, você não está na sala assistindo, você está vivendo isso”

Com esta chamada, a Universal Studios Hollywood/Orlando anunciou sua mais nova atração  do Halloween Horror Nights, um evento que se transformou em uma tradição para inaugurar a temporada oficial do Dia das Bruxas nos Estados Unidos nos últimos 20 anos.  Segundo os responsáveis pela atração, que contou com a ajuda dos produtores da série para ser desenvolvida, os visitantes poderão passear por cenários e locais construídos com o objetivo de colocá-los dentro do universo de The Walking Dead, segundo os passos de vários dos personagens principais e, é claro, com direito a muitos sustos pelo caminho.

O percurso de cerca de 10 minutos começa no hospital em que o protagonista da série desperta e descobre que está cercado por mortos-vivos e a partir daí cerca de 30 atores ficam responsáveis por proporcionar aos visitantes a sensação de estar no meio de um apocalipse zumbi.

The Walking Dead – Universal’s Halloween Horror Nights  estreou no dia 21 de setembro e continuará até o dia 31 de outubro, noite do Halloween tanto nos parques da Flórida (Orlando) como no da Califórnia (Los Angeles).

Assista ao vídeo gravado por um visitante da atração:

Com informações do AMCTV.com

Peter Jackson revela interesse em dirigir episódio de ‘Doctor Who’

Data/Hora 26/09/2012, 16:28. Autor
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Peter Jackson, diretor da trilogia O Senhor dos Anéis  disse que estaria disponível para dirigir um episódio de Doctor Who, caso a ideia de filmar a série britânica na Nova Zelândia vá adiante.

A possibilidade ganhou força após Matt Smith, o 11º ator a interpretar o viajante do tempo da série da BBC afirmar em entrevista ao Waikato Times que planeja começar uma campanha junto aos produtores da série para que contratem Peter Jackson e filmem o episódio em sua terra natal.

A ideia não parece tão fora da realidade quanto as histórias da série cult, uma vez que o próprio Jackson se mostrou disposto a ajudar com a campanha:

“Sou um grande fã de ‘Doctor Who’, e acho o trabalho de Matt fantástico. Digam o local e a data que estarei lá!”

Jackson, que chamou o sétimo Doutor (Sylvester McCoy) para trabalhar em O Hobbit, até possui entre os itens de sua coleção uma peça do guarda-roupa da série (usada pelo próprio McCoy).

Se vai acontecer ou não dependerá agora dos produtores. A porta está aberta.

Com informações do portal Stuff.co.nz.

White Collar – Vested Interest

Data/Hora 26/09/2012, 16:24. Autor
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O que mais marcou o episódio anterior de White Collar, Gloves Off, foi a briga entre Peter e Neal e eu realmente achei que a coisa era séria. No entanto, os dois não conseguem ficar muito tempo bravos um com o outro. Na realidade Neal ficou de cara com Peter por uma coisa que o agente fez para ajudá-lo e esse tipo de situação é fácil de ser perdoada entre amigos, principalmente quando o motivo de tanto aborrecimento resolve aparecer em seguida: Sam.

E notícia ruim deste episódio ficou por conta justamente de Sam. Além de desapontar minhas expectativas sobre o desenrolar da sua história, Sam decepcionou também a Neal. Peter novamente foi fundamental e descobriu que o pai de Neal estava se passando por Sam e enganando o filho. Eu temia esse tipo de desenvolvimento porque é solução um tanto óbvia e já vinha sendo especulada, mas talvez a série consiga dar um andamento bom para essa situação. Afinal, White Collar é mestre em trabalhar assuntos que parecem comuns, mas que acabam tomando direções interessantes.

Ainda tento manter a fé em White Collar, mas cheguei a ficar com medo que o episódio acabasse antes de Peter desvendar quem era a pessoa que estava se fazendo passar por Sam. Ainda bem que isso não aconteceu, pois o olhar de Neal para Sam ao descobrir a verdade valeu o episódio inteiro e se encarregou de deixar os fãs se roendo de curiosidade para a volta do seriado. Como será que Neal vai reagir? Como você reagia no lugar dele? Dá vontade de abraçar o coração de Neal, mais forte que o super power colete à prova de balas TGV-6, do dr. Drugov.

Quem não decepciona e sempre merece um destaque é Mozzie e ele estava hilário ameaçando Sam com um saca-rolhas, mas quem ganhou a cena dessa vez foi seu rato Percy – lembrei do Percy do Harry Potter, irmão do Roni que era dono do ratinho Perebas. Com a ajuda de Percy, o rato, Neal conseguiu enganar Peter e usar o FBI para descobrir quem está atrás de Sam. Gostei da edição e do ritmo das cenas mostrando o planejamento e a ação do “golpe” de Neal em Peter. Mas melhor ainda foi a atuação de Percy deixando Jones aterrorizado, não é a toa que seu dono é Mozzie.

Apesar de termos um rato nas participações especiais as melhores cenas foram da birra de Neal com Peter. Sim, porque a briga virou uma birra. A cena inicial da máquina de café foi ótima, Neal fez questão de recusar o café de Peter, mas depois ele compra café na rua. Mais tarde, Neal ainda tenta se servir de café no FBI sem Peter perceber. Duas crianças. Peter precisa de muita paciência para lidar com Neal, e ninguém consegue fazer isso tão bem quanto ele. A birra toda foi para o espaço quando o agente assumiu que aceitou o acordo inicial de parceria com Neal por gostar dele e por perceber que o que fascinava Neal nos golpes não era o dinheiro e sim o desafio.

As brigas e birras constantes de Neal e Peter nesta temporada não preocupam tanto. No entanto, ao contrário das primeiras temporadas de White Collar, os casos deste quarto ano têm deixado a desejar, muito pelo tempo que demanda a trama secundária da série, que trata do passado de Neal. Neste episódio não foi diferente, apesar da ótima cena de Neal salvando Peter no meio do tiroteio a resolução do caso foi mais rápida e simples do que os casos iniciais da série.

Me lembro de episódios em que ficava angustiada porque terminavam rápido demais, os cerca de 40 minutos passavam voando. Tenho saudade dessa sensação ao assistir White Collar. Apesar da série estar ainda em um bom nível, estou com saudade daqueles episódios arrasadores. Talvez se os casos começarem a se cruzar mais com o desenvolvimento da trama de Neal a série consiga mais ritmo. Parodiando um pouco o que Peter disse sobre Neal, talvez eu não tenha sempre confiança em White Collar, mas sempre terei fé.

White Collar volta com o episódio 11 da quarta temporada só em janeiro de 2013. Até lá os fãs da série podem comemorar a recente renovação do seriado para uma quinta temporada de 16 episódios. Mesmo o atual ano de White Collar não sendo do mesmo nível dos anteriores o canal USA continua apostando no drama de Jeff Eastin. Os fãs de Tim DeKay também podem comemorar, o ator está confirmado em uma participação no seriado Body of Proof. Matt Bomer também não ficou para trás, rumores afirmam que o ator está sendo sondado para interpretar o personagem Christian Grey no filme baseado no recente sucesso literário 50 Tons de Cinza.

Boas notícias rondam White Collar durante esse hiato da série. Espero que em janeiro Peter e Neal voltem com tudo para os últimos episódios da temporada e façam o que normalmente a série consegue fazer muito bem, uma season finale do c#@%&*.

‘Glee’: veja a cena do primeiro encontro entre Sarah Jessica Parker e Kurt

Data/Hora 26/09/2012, 16:13. Autor
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A participação da atriz Sarah Jessica Parker, em Glee, é, provavelmente uma das mais aguardadas da temporada.

Na história, Parker – conhecida por protagonizar o seriado fashion Sex and the City – vai viver Isabelle, uma editora de moda inspirada em Anna Wintour, da Vogue americana. O personagem de Chris Kolfer, Kurt, vai trabalhar para ela como estagiário. Levando em consideração a má fama da editora da vida real, o encontro fictício nem pareceu dos piores. O que acha?

Glee vai ao ar todas as quintas-feiras, pelo canal Fox dos Estados Unidos. A participação de Parker já vai ser transmitida amanhã, 27 de setembro.

Com informações do The Hollywood Reporter.

Morre o cantor Andy Williams, conhecido pela música ‘Moon River’

Data/Hora 26/09/2012, 15:49. Autor
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Notícia triste para os amantes de música e fãs de programas antigos. Morreu ontem, 25 de setembro, nos Estados Unidos, o cantor Andy Williams, famoso por cantar Moon River, que era tema de abertura do show de variedades da NBC, The Andy Williams Show (1962-1971), ganhador de 3 Emmys.

O cantor tinha 84 anos e lutava contra um câncer na bexiga.

A canção Moon River não foi escrita por ele, mas tornou-se sua grande marca após interpretá-la numa cerimônia do Oscar, em 1962. Audrey Hepburn cantava a música em uma das cenas do filme clássico Bonequinha de Luxo.

Em 1990, Wlliams comprou um teatro na cidade de Branson, Missouri, e deu ao local o nome de Moon River Theater. Ele se apresentou lá até o ano passado.

A batalha contra o câncer foi anunciada publicamente em julho de 2012. Confira uma apresentação de Andy Williams cantando sua música mais famosa:

Com informações do Deadline.

‘The Voice’ é renovado para quarta e quinta temporadas

Data/Hora 26/09/2012, 15:29. Autor
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A terceira temporada da competição de música The Voice estreou há apenas algumas semanas na TV americana, mas o canal NBC resolveu renovar a atração por mais duas temporadas. É isso mesmo. O quarto e o quinto ano do reality show já estão garantidos.

O The Voice tem dado grande audiência à emissora NBC e a média de espectadores por episódio ultrapassa a marca de 12 milhões.

O programa tem como jurados os músicos Christina Aguillera, Adam Levine (do Maroon 5), Blake Shelton e CeeLo Green.

Vale lembrar que há menos de um mês, Aguillera e CeeLo Green anunciaram que deixarão o programa na próxima temporada. Eles serão substituídos pelos cantores Shakira e Usher. Adam Levine e Blake Shelton ficam na atração para o quarto ano, mas é cedo para saber se permanecem na quinta temporada.

O produtor do programa, Mark Burnett, já admitiu que a equipe sempre terá que lidar com a possibilidade de um dos artistas deixar o The Voice. “Ter músicos vencedores de Grammy significa que teremos que dar espaço para que eles façam suas turnês”, disse.

O The Voice é conhecido pelo formato um pouco diferente dos outros reality shows de música. Na atração, os quatro jurados – chamados coaches (ou técnicos) – ficam de costas para o participante enquanto ele apresenta uma música. Se o jurado gostar, ele aperta um botão, a cadeira vira para o palco e o competidor está no time do técnico em questão.

No último domingo, 23, o The Voice Brasil estreou na Rede Globo e, no geral, teve uma avaliação positiva. O TeleSéries publicou as primeiras impressões sobre a versão brasileira, que você confere aqui.

Com informações do Zap2it.

Primeiras impressões – The Mob Doctor

Data/Hora 26/09/2012, 12:01. Autor
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Meus leitores sabem que eu sou fã da Jordana Spiro. Meus colegas blogueiros também – por vários anos votei, solitariamente, nela como melhor atriz em comédia por My Boys nas eleições da Sociedade dos Blogs das Séries. The Mob Doctor pra mim é, portanto, irresistível: é a estreia de Jordana como protagonista de um drama em uma grande rede de TV. Infelizmente, não é nem preciso ser profeta pra dizer isto, não será desta aqui que Jordana vai conquistar multidões, assim como me conquistou.

Em The Mob Doctor, Jordana é a doutora Grace Devlin, uma jovem cirurgiã com vida dupla – ao mesmo tempo atende em um grande hospital de Chicago, trabalha por fora para a máfia, fazendo pequenos serviços para pagar dívidas contraídas do seu irmão. No piloto, estes mundos colidem quando ela é obrigada, pelo boss Paul Moretti (Michael Rapaport), a tirar a vida de um paciente que está no programa de proteção a testemunhas. Jordana está bem, não é por acaso que admiro ela, mas a questão é que sua personagem certamente não é original o bastante. A TV americana já está cheia de protagonistas assim: pessoas de personalidade, brilhantes, que colocam a vida profissional antes da particular, independentes e com um senso ético particular (do tipo que acredita que os fins justificam os meios). Lembrou de algum médico de televisão?

The Mob Doctor - Piloto

Grace tem um mentor (Zeljko Ivanek, tentando recuperar a credibilidade perdida com Heroes), uma enfermeira amiga (Floriana Lima), uma mãe que trata mal (Wendy Makkena) e um namorado que também não trata lá muito bem (Zach Gilford, Friday Night Lights), mas aparentemente não confia em ninguém a ponto de pedir ajuda, ou dividir a carga de sua vida complicada. O que mais se aproxima disto é um mafioso (William Forsythe), com quem tem um relação de afeto, quase como a de um pai. É da relação com este mafioso, Constantine, que surge o belo gancho que costura a primeira e a última cena do piloto, fechando um bom episódio, com uma boa história.

Mas pilotos não precisam ter uma boa conclusão, eles tem é que ter uma boa premissa. E é aqui que a série patina. Não creio que ver uma pessoa trabalhando para criminosos possa ser interessante o suficiente ou que uma série consiga transitar facilmente entre ser um drama médico e ser um drama de ação.

The Mob Doctor é uma produção de Josh Berman, que fez fama como produtor de CSI, mas tem sido infeliz nas tentativas de emplacar como showrunner – é o criador de Killer Instinct e Vanished e tem apenas um hit no currículo, a comédia Drop Dead Diva. O seriado é exibido pela Fox, que é o mais ousada das cinco redes americanas. A Fox gosta de arriscar nas escolhas de séries – e é das ousadias dela que costumam nascer hits como 24 Horas, House, Prison Break, Fringe. Infelizmente, The Mob Doctor não fará parte deste grupo. A série estreou mal nos EUA e nas bolsas de apostas informais está no topo da lista dos shows que serão cancelados. A série pegou um timeslot ruim, cercada pelos realities The Voice e Dancing with the Stars. Mas a culpa não é do timeslot.

The Mob Doctor anda nesta linha tênue entre o que é certo e o que é errado, bem ou mal. Pra quem assiste as séries adultas dos canais de TV por assinatura, este tipo de questão já virou passado. Pra quem assiste as séries de TV aberta, bom, talvez não seja questão de que o certo seria ser maniqueísta, ou ser simplório. A questão talvez seja apenas a de dar ao telespectador algo mais do que mais um médico quebrando regras. Jordana Spiro precisava de algo melhor para trabalhar.

The Mob Doctor - Piloto

Bones -The Partners in the Divorce

Data/Hora 26/09/2012, 11:01. Autor
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O que faz de Bones Bones? É apenas uma série policial,  uma história de amor,  uma comédia de crimes e resoluções mirabolantes. O que faz de Bones a mesma série que estreou naquela primavera de 2005? São as loucuras da Brennan, regadas ao mais alto nível de racionalidade, e claro, seu espírito livre? O complexo de bom moço do Booth e a falta de paciencia com pitadas de compaixão que ele tem com a parceira? Seriam as briguinhas divertidas e o amor proibido? A mania de conspiração do Hodgins, as tiradas da Angela, as caras da Cam, o tempo perfeito dos squints? Ou talvez os casos malucos, os diálogos sensíveis e honestos, a parte científica, as caveiras, a eterna lembrança que a vida humana é frágil.

Pergunto isso porque cheguei um dia a pensar que Bones não era mais Bones… algo incomodava, não reconhecia a série e não sabia porquê. Mas The Partners in the Divorce teve tudo o que faz de Bones, Bones. Pude perceber quais elementos estavam faltando e foi como voltar para casa, depois de passar muito tempo longe.  Sem esquecer, claro,  que a distância oferece perspectivas mais amplas, sempre.

Altos

Foram muitos os pontos altos desse episódio. Começo pelo roteiro bem cuidado, cheio de sensibilidade e referências. Uma espécie de recompensa para os mais de 7 milhões de fãs que resolveram assistir The Partners in the Divorce.

Sentia falta das aberturas divertidas e críticas. Não aquele total pastelão de alguém encontrar um corpo e sair gritando aterrorizado. Os dois mendigos atrás de algo para comer, falando da resseção e da falta de sorte me lembrou o quanto a vida humana é frágil. Certas vezes, totalmente descartável.

As brincadeiras com o corpo carbonizado chegam a ser mórbidas, mas é isso mesmo, uma vez mortos, só nos resta os ossos. Finn Abernathy se tornou meu squint preferido. Ele tem a genialidade da Brennan e o coração dócil do Booth, e consegue por em perspectiva o que talvez os dois não vejam. Adorei ter sido ele a pessoa a encorajar a Brennan a buscar ajuda. Lembro-me do episódio no qual ele foi introduzido na série, quando a única pessoa a ser honesta e direta com o jovem estagiário foi a dra. “Coração Gelado”. Foi uma troca justa – que veio declaradamente na fala de Finn sobre o prazer de trabalhar com a Bones. Diálogos sensíveis e honestos servem para ensinar que a ficção é um espelho da realidade.

B&B curtem um amor que foi “proibido” por muito tempo. As briguinhas não faziam mais parte do cotidiano dos dois, desavenças sempre, mas brigas não. Mas para entender porque a tensão foi o grande foco desse episódio, volto lá em The Parts in the Sum of the Whole, uma apresentação única dos personagens da série. Brennan era extremamente independente, distante e medrosa. Vou pontuar duas cenas que me chamaram bastante atenção no centésimo episódio: quando a Brennan vai embora no táxi e quando ela grita com o Booth e bate nele depois de ser agarrada pelo braço pelo seu futuro parceiro. A resposta para as minhas inquietações veio na explosão da doutora nesse episódio. “Você não vai me falar o que fazer, não somos casados, nós dois somos livres e eu estou bem assim”. Ela decidiu não passar a noite com o Booth por medo, por pensar que um dia poderia acordar e ter a necessidade de sentí-lo, de amá-lo. E por saber disso, saber o quanto ela estava vulnerável, e por não aceitar também que ele tivesse a palavra final em sua vida, eles começaram a brigar.

Brennan se entregou ao Booth. Se arrependeu por medo de quase perdê-lo. Se tranformou para entender melhor o homem que ela amava. Sem contar que teve uma filha dele. É muita coisa para processar. Muita coisa para deixar para trás. Sem deixar para trás.

A química entre os dois estava nitroglicerina pura nesse episódio, e claro, com o talento da Deschanel, tudo ficou mais genuíno. Uma lição clara de como ter personalidade e não se anular em um relacionamento. Você se adapta. E não é porque Booth não é necessário, que ele não será a escolha dela.

Adorei todas as cenas de B&B juntos. Investigando, interrogando, apenas sendo eles, não tenho do que reclamar. Confesso que me doeu o coração a história do carrossel, mas o final recompensou esse “pequeno” deslize da nossa geniazinha.

“King of the Lab”, “I don’t know what that means”? É Natal e ninguém me falou? Quase dei um grito quando ouvi isso. Além de achar super divertido as citações antropológicas da Brennan e a tentativa dela em fazer referência a cultura popular citando o Papaléguas.

Outra referência que me fazia falta era a mania de conspiração do Hodgins e as tiradas da Angela. Quer mais amor do que esses dois? Começo a acreditar que os personagens de Bones são os melhores da TV. Sem tirar as carinhas da Cam (alguém já fez um tumblr para ela?).

É, o Sweets virou homem finalmente, e eu gosto disso.

E é isso que faz de Bones, bem… Bones.

Baixos

Gostaria de encontrar algo de ruim nesse episódio mas não consigo. Alguém me ajuda? O que teve de ruim aqui? Sério! Vi o episódio quatro vezes e não consegui exergar nenhuma falha grande. Talvez um pouco de descuído nos efeitos especiais. Mas quem liga para isso quando você tem toda uma história baseada na perfeição?

Nem a mirabolante engenhosidade da Angela me incomoda mais. Viva as loucuras tecnológicas! Viva!

Bom, talvez a falta de grandiosidade do caso. Apesar da história do advogado ter tido bastante impacto na vida de B&B, não curto muito essa coisa de procedural, mas é assim que é.

Quero falar mal. Adoro falar mal. Por favor, Bones, deixa?

The Partners in the Divorce

Ótimo segundo episódio. Geralmente, eles ficam no limbo da mediocridade, mas nesse caso, o segundo episódio foi bem mais que isso, foi uma esforçada maneira de fazer a oitava temporada uma das melhores da série. Ou seja, continuidade.

Não acredito que essa temporada não terá episódios ruins, mas se há alguma indicação de que Bones voltou a ser Bones – com o diferencial de não ter esquecido os oitos anos dessa jornada, The Partners in the Divorce é um bom exemplo disso.

No episódio passado, falei muito de evolução e de como Bones mudou nesses últimos anos. Sei que uma das maiores críticas ao seriado é justamente por causa desse sentimento de que a série tomou caminhos adversos ficando difícil reconhecer até os personagens principais. Cito os assassinos desse episódio para revelar uma epifania que me pareceu resumir o que senti assistindo o segundo episódio:

“Todo mundo muda. Se você não acredita nisso, sinto muito”

Mudar é diferente de evoluir. Mudar para mim quase sempre soa falso, forçado e um tanto quanto prepotente. Não acredito em mudanças, e sim na evolução. Mudar é um decisão quase sempre desesperada, muitas vezes mesquinha. Evoluir é aprender com erros e valorizar os acertos. Brennan e Booth não mudaram ao longo dos anos, eles evoluíram.

Na sétima temporada, o sentimento era de que mudanças aconteceram sem ao menos haver um aviso prévio. Eram mudanças daquelas que assustam, pegam desprevinidos. Mudanças que nem todos concordaram. Como assim a Bones teve que mudar tanto pelo Booth? Isso incomodou.

Vendo agora, tudo parece mais claro. Aquilo não era uma simples mudança, era a exteriozização de perdas e ganhos que aconteceram ao longo de seis anos, catalizado pela chegada da Christine. Nesse episódio, ficou bem claro a diferença entre mudança e evolução. Bones sempre foi a Bones. Sempre será a louquinha racional que faz o que bem quer. Sendo que agora, depois de aprender a confiar, de saber o que é perder, de aceitar compartilhar e amar sem temer, essa Bones, sabe fazer coisas racionais para provar o seu amor pelo parceiro.

Bom, da próxima vez que alguém falar que Bones mudou, lembrem de que cada caminho, cada história, sem uma curva fechada, e que você só avança se souber conduzir muito bem o seu destino. Torne-se um melhor motorista, aprenda com cada buraco, cada sinal vermelho, com o tempo fica mais fácil saber se manter na trilha. Me desculpem a analogia, não sou boa com esse tipo de coisa, mas o que quero dizer é que há quase dois anos, quando comecei a ver Bones, – explico que minha atração tardia deveu-se apenas pelo meu amor doentio – ou seja viciante – pelo Boreanaz desde Angel e pelo medo da série ser uma nova Arquivo X – trauma jamais superado -, uma amiga me alertou: “confie no Hart”. Como mineira, sempre desconfiada, confesso que só agora ele está me ganhando. Acho que realmente ele sabia o que estava fazendo esse tempo todo, mesmo depois de tanta sacanagem.

A cena final, por exemplo, resume bem o que quero dizer. Ou o que tento dizer desde a semana passada. Cumplicidade não se consegue da noite para o dia, nem o amor. A Bones se sentir presa por causa da relação com o Booth é algo natural, compreendemos isso por saber que ela sempre foi uma pessoa livre. Ter um filho com o Booth acelerou muito a relação dos dois, e ter se separado dele, colocou em cheque a necessidade dela se ver ao lado dele, para sempre.

Mais uma vez, ela surpreendeu em buscar ajuda, ao tentar entender como a situação estava afetando sua vida, o seu eu. Ainda mais para alguém que nunca acreditou em psicologia, mas que confia no bom amigo Sweets para buscar outras perspectivas. Isso, amigos, não é mudar, é apenas evoluir.

Só queria dizer também que intimidade é uma M*&¨%, hã? Booth quase estragou o momento mais romântico da série. Eu disse quase, porque na verdade, química, tensão, amor, definem o que foram os segundos finais desse episódio, que é sempre uma das partes mais esperadas da semana.

Lembro também da música. Momento onde os acordes de alguma banda ainda desconhecida pela maioria se mistura com as linhas do roteiro, e faz da cena algo para ser lembrada. Em The Partners in the Divorce, Mia Dyson ficou com essa missão. Na trilha, To Fight Is To Lose passa a mensagem que parece óbvia, mas sempre é bom de ouvir: brigar nunca é a solução.

Meninos e meninas, fiquem agora o vídeo promocional do próximo episódio. E até semana que vem! “Hell or high water” – como diria o Booth.

 

PS. Alguém percebeu a referência ao “free agent” do Boreanaz? Será que ele estava se referindo a esse episódio quando tuitou aquele infame tuíte?

PS2. Obrigada, Hart, por nos ouvir (ao menos uma vez).

Parenthood – Everything Is Not Okay

Data/Hora 26/09/2012, 10:49. Autor
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O meu maior medo em relação à Parenthood é que ela seja obrigada a ceder a pressão por melhores números de audiência, introduzindo tramas rasas e caindo em lugar comum. Quando fiquei sabendo do câncer da Kristina, essa foi uma das coisas que me afligiu, mas depois deste episódio acho que novamente a série pode surpreender. Uma das coisas que mais me incomodam é personagem que descobre a doença e continua vivendo como se nada tivesse acontecido e fazendo piadas a todo o momento. A vontade que dá é pegar a pessoa pelo braço e explicar que a morte está batendo à sua porta. Nesse sentido, a série me deixou bem mais tranquilo. A rendição da Kristina diante do medo foi muito honesta. Como o próprio nome do episódio diz, não está tudo bem. Tão corajoso quanto fingir que está tudo bem é reivindicar o direito de sofrer quando é necessário. Só achei a amiga com câncer um pouco forçada, mas não acho que isso chegará a ser um problema.

O comportamento do Adam não foi menos honesto ou sincero que o da Kristina. Na verdade, acho que o episódio foi mais sobre ele do que qualquer outra coisa. Todos os conflitos dos outros membros da família serviram apenas pra mostrar que o personagem não vai poder parar sua vida pra cuidar da mulher, e que essa doença afetará não só o seu núcleo, mas todos que o circundam. E que legal foi a Amber quase sentindo orgulho por ter sido escolhida como a válvula de escape do tio. De toda a família, ela foi a eleita como aquela pra quem o Adam não precisa fingir que está tudo bem, já que ele não pode contar com a esposa ou com o pai, que sempre foram seus escudeiros.

Mas como nem tudo é só câncer, também achei bacana eles retornarem ao problema de coração do Zeek. Ao que parece, os personagens passarão bastante tempo no hospital durante essa temporada. A parte da Sarah e do Hank também foi legal. O problema que vejo na personagem é que ela parece não evoluir. Enquanto todo mundo está passando por problemas realmente sérios, ela parece estagnada em dramas quase adolescentes. Acho que ela deveria ter sido escolhida pelo câncer. Foi estranha também a parte (ou ausência dela) da Julia. Muitos podem dizer que já se passaram 6 meses desde a adoção, mas há dois episódios atrás o garoto mal olhava para ela. E de repente está tudo ok? O novo filho já está completamente adaptado à família? Acho que o caso teve uma resolução muito fácil. Espero que voltem nisso (desde que não seja com a mãe do garoto reivindicando sua guarda).

Eu sei que não é todo muito que gosta de falar de aspectos técnicos, mas queria fazer uma pequena observação sobre o trabalho da direção nessa temporada. Tudo é tão certo e tão no seu lugar, que passa a impressão de que não tem ninguém dirigindo e tudo não passa de um improviso perfeito. O roteiro ainda conta com a ajuda de uma trilha e fotografia de deixar qualquer cineasta com inveja. Parenthood está agradando. Falo sem medo de errar que é o melhor drama da TV aberta, atualmente.

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