Quanto mais eu me envolvo com uma série, mais fico frustrada com algumas situações. Isso reflete na minha falta de vontade em escrever sobre o assunto. Sabe quando é melhor ficar calada para não falar demais?
Sinto em dizer que meu período de silêncio acabou. Não tem nada a ver com a melhora no meu humor, mas porque sinto necessidade de compartilhar isso com vocês.
Estou decepcionada com Bones.
Fiquei algumas semanas sem fazer reviews da série por causa disso. Minha expectativa nunca condizia com a realidade. Nunca. Então eu via as pessoas comentando “que episódio incrível! Meu Deus, Bones é a melhor série do mundo”, e só por consideração à essas pessoas, resolvi ficar quieta. Mas quando eu fico assim, é quando eu tenho mais à dizer.
The Maiden in the Mushrooms não foi diferente, menos que já não tinha expectativa alguma.

Altos
A cena final no Founding Fathers fez meu coração bater mais rápido. Já não me lembrava quando tinha sido a última vez. A referência da Brennan ao sexo ainda me incomoda, já que essa parte da relação deles é igual ao tal do caviar, que a gente só houve falar… mesmo assim, me fez dar um sorriso, ainda tímido, mas reconfortante. Provavelmente, a única coisa realmente bacana do episódio.
Tenho que pontuar que também gostei da continuidade na história da pobreza do Jack. Mas ainda acho que ele está aceitado isso muito “numa boa”. Cadê o cientista louco que vai atrás de justiça onde quer que for? Enfim, as cenas dele com o Finn ainda são divertidas, mesmo quando a gente percebe que estão ali apenas para alívio cômico.

Baixos
Brennan está regredindo? Ela passa um episódio inteiro aprendendo a não ser competitiva, se preocupando se Christine vai herdar essa traço dela, e faz todo esse alarde sobre a filha ter mordido outra criança, sendo que isso é impossível – é a filha dela, ela é excepcional. Toda essa piração me incomodou um pouco. Brennan sempre foi sem noção das coisas, mas era não era maluca. Nem existe mais os hormônios da gravidez para explicar tal comportamento. Para alguém que sempre foi tão racional, o que ela tem feito está fora de qualquer consideração.
Falta de envolvimento com o caso. Até a juíza bêbada não conectou com o Booth.
Angie hackeou a escola da Chris. Brennan fez um molde da mordida da menina. O que era pra ser engraçado foi ficando cada vez mais estranho.

Caso
– Oi Hart, cadê o nosso arquivo de casos intrigantes?
– No mesmo lugar de sempre, Stephen. Você está pensando o que eu estou pensando?
– Sim! Vamos usar algum. Porque, sabe como é, estou sem muita vontade de pensar.
– Tem esse aqui, olha. Um corpo foi encontrado coberto por cogumelos…
– Mmmm…
– Mmmmm…?
-Mmmm…. interessante. Gosto de cogumelos!
E assim nasce mais um episódio de Bones. [ABERTURA]
– Agora, Hart. O que faremos? Precisamos de um bom motivo para o assassinato.
– Hahahaha, meu amigo. Chama o Dean Lopata. Quero que ele escute uma coisa.
[DEAN CHEGA NA SALA]
– Dean, Stephen, quero informar algo muito importante para a nossa série. Não precisamos de um bom motivo para o assassinato. Inferno, não precisamos nem de um bom caso! Tudo o que precisamos é de pistas engenhosas e cenas fofinhas entre o que eles, o povo barulhento, chamam de B&B.
– Oh, obrigado, mestre, pelo esclarecimento.
– Não há de quê. Ah, desculpe por ter usado a palavra “inferno”, canadenses não fazem essas coisas.
Casais
Acredito que Jack e Angie formam um dos casais mais sólidos da TV. Vou dizer isso em todas as minhas reviews, porque se eu for falar de B&B, mexe muito com as minhas emoções.
Terei que dizer que eu amo muito os dois, que eles são meu OTP (aprendi esses dias o significado disso, muita preguiça do mundo, mas esta review está preguiçosa…), que além de tudo são bonitos, e já falei que amo? Amo tanto que às vezes não consigo ver que os dois mal têm se olhado, que as conversas parecem um pouco forçadas e jogadas no vento… que as cenas de carinho parece um esforço mútuo dos dois, mas mesmo assim ainda são fofas.
É muita mistura de sentimento, não sei lidar. Não sei lidar com mordidas durante o sexo que não vemos, beijos que não vemos, declarações de amor que nunca veremos.
Sempre disse que Bones não precisa imitar as séries adolescentes da CW, onde os adultos agem como crianças, mas também não estou assistindo uma regravação de Golden Girls. Está difícil, apenas. A temporada está acabando, cadê o desejo, a paixão entre B&B? O drama?
Casais… por enquanto fico com Jack e Angie.

The Maiden in the Mushroom
A padaria do Hart Hanson acaba de oferecer mais uma iguaria saindo quentinha do forno da Fox. Com direito a baunilha e cerejinha no topo. Mas para quem está querendo um belo de um merengue, essa sobremesa, apesar de ainda ser deliciosa, não ganharia nenhum concurso gourmet. Muita metáfora para um episódio, só? Em claro português, mais do mesmo. Não que o mesmo seja ruim, mas está se tornando cansativo.
Em uma temporada que tinha tudo para ser uma das melhores de Bones, não consigo deixar de pensar que eles estão jogando fora essa oportunidade. Daqui a alguns episódios o oitavo ano termina, por isso, a adrenalina deve aumentar, ao menos na season finale. Talvez eu venha aqui e dê cinco estrelas para o roteiro, fale da direção do Boreanaz e como a Emily estava impecável, e que mal posso esperar para o hiato acabar e setembro chegar… mas aí terei deixado para trás esta temporada, que está terminando sem deixar um grande legado.
Por que três dias depois de ver este episódio, mal consigo lembrar da vítima, do caso, e só o que me vem a cabeça é a última cena, mas Bones não é feita de últimas cenas, ela é feita de um todo.
Até o próximo episódio. Sei que se nada der certo, ao menos verei o bumbum do David Boreanaz.