Divertido, instigante, dinâmico. Number One Fan veio embalado pelo ritmo do episódio anterior e trouxe tudo o que eu queria ver – e aposto o que vocês também. A premissa já era boa por si só: nós iríamos descobrir o que faria Beckett depois de ser despedida e como ela voltaria à NYPD, ou melhor, se voltaria de imediato. Nós não só tivemos a resposta, como pudemos assistir a mais um episódio onde uma fã entra em ação e mexe com os nervos dos personagens – e com os nossos, é claro. Eu não sei vocês, mas quando rola um perigo extra a história fica ainda mais interessante. E é exatamente por aí que a quarta semana de Castle fez eu me apaixonar de vez por essa sexta temporada.
Começando com uma cena caseira daquelas que faz a gente querer lamber a tela do computador e botar esse shipper dentro de um potinho, o episódio dessa semana se iniciou com Beckett acordando desempregada e Castle acordando – ou dormindo, ou dois, não sei. E, como se não bastassem as dúvidas dela, a detetive ainda teve que enfrentar um café ruim, um agregado folgado que entra quase pelado no quarto, uma enteada que trouxe o agregado folgado para dentro de casa e isso tudo, meus amigos, na mesma manhã. O que com certeza salvou a manhã da moça foi o acordar ao lado do Castle, ou seria melhor dizer, do sugar daddy?

Mas deixando o coraçãozinho shipper de lado, Beckett estava preocupada e curiosa, e eu também. A forma que ela faria o seu retorno à NYPD era o que mais me deixava apreensiva e eu nem sequer imaginava que ela se daria da forma que ocorreu. Aliás, quem aqui pensou que iríamos tropeçar em mais um episódio onde uma fã roubaria a cena? Depois das mortes ocorridas semelhantemente às histórias do livro de Castle, lá nos primórdios da série, em Flowers for Your Grave, e do serial killer obcecado por Nikki Heat, em Tick, Tick, Tick…/Boom!, eu jamais imaginaria que logo nesse início de sexta temporada nós veríamos isso de novo. E mais, que isso seria um step para Beckett voltar a trabalhar na NYPD – mesmo sem estar trabalhando de fato.
Contudo, Emma Riggs, a nossa fã da vez, é um pouco diferente das outras histórias que já vimos: a moça diz ser inocente, mas faz todos presentes em um consultório dentário de reféns. Até aí, tudo bem, paradoxo em Castle já é algo normal. A peculiaridade foi quando Emma diz só falar com o escritor de best seller que todos nós conhecemos bem. Nervosismo a parte, a história foi fundamental para que o episódio ficasse bem redondinho e cheio de significação. Beckett, por ter o noivo em um quase cárcere e por ter ideias e pistas valiosas, consegue permissão para trabalhar no caso, mesmo que não oficialmente. Os ventos do poder (capa) no cabelo da detetive já anunciavam o que seria dito lá no final do episódio: ela está de volta, bitches!
Além da volta prévia de Beckett ao departamento, o caso de Emma proporcionou ao Castle entrar em ação e junto com ele o seu, o meu, o nosso tão amado colete escrito “writer”. E eu adoro quando ele entra diretamente na cena, confronta algum bandido, ou simplesmente mete o nariz aonde não é chamado, porque isso com certeza irá trazer para o episódio uma dinâmica maior, um envolvimento diferenciado por nós, fãs, que não desgrudaremos os olhos da tela enquanto o nosso baby boy não sair da zona de perigo. Aliás, falando em perigo, quem é que não gritou quando Castle levou um tiro? É o segundo tiro em quatro episódios. Cada vez mais acho que o tio Marlowe quer testar quem aqui vai no cardiologista com frequência.

Depois do susto sempre vem um cheeseburger! Não, brincadeirinha. Depois do susto tomado, e por ser salvo pelo seu, o nosso, o meu tão amado colete, as quatro cabecinhas pensantes se juntam ao detetive que ri de tudo e que não nos interessa o nome, para solucionar o caso e descobrir se Emma é ou não inocente. Mesmo sem ser dita uma sequer palavra sobre, Beckett estar lá entre eles era um alívio e alegria que estavam presos dentro do peito. Não foi preciso uma sequer palavra para que eu notasse a felicidade de seus companheiros, Ryan e Espo, e até da Gates em tê-la no departamento. Pode parecer forçação de barra da minha parte, mas casos em que eles trabalham juntos, como o dessa semana e o da semana passada, sempre são mais cativantes.
Talvez a parceria de anos influencie, talvez as mentes se completem, talvez haja muito mais ali do que eu possa pensar e refletir agora, mas o que eu sei é que o lugar da Beckett é ali, em casa. E eu não via a hora que ela fosse admitida de vez, para que todo episódio fosse assim: com um gostinho de lar doce lar.

Agora Beckett está de volta, e não se esqueçam que o Castle também. Depois de uns três episódios – o que eu julguei rápido, até – tentando arrumar a casa, a sexta temporada tira do foco a questão da escolha profissional da detetive e como isso iria prosseguir ao longo dos episódios, e voltará os olhos ao que, presumo eu, seja o outro gancho deixado pela premiere: a aceitação do pedido.
Acho que veremos, de agora em diante, como o casal lidará com essa nova fase do relacionamento, conciliando sempre trabalho-tempo-família, e como eles vão caminhar para um casamento – quem sabe até não teremos uma conversa sobre bebês? Castle e Beckett ainda têm muito o que conversar, ainda mais pelas circunstâncias e meio no qual o pedido foi inserido na última temporada, mas tenho total certeza de que no final, quando chegar a hora de por o vestido branco, nenhuma questão vai ter sido deixada para trás. E eu espero você aqui, semana que vem, para que a gente possa compartilhar de mais um passo dado por Caskett. Até!
PS1: Beckett voltou, Castle voltou e, finalmente, Lanie também!
PS2: Pi é extremamente folgado. Eu o julguei, logo assim que ele apareceu na série, um vetor a mais para que Castle pudesse mostrar sua relação com Alexis, mas por enquanto o agregado só serviu para nos arrancar boas risadas. Acho que ele pode ser uma grande arma para diversificar os temas abordados nos episódios e eu espero muito que ele seja usado para tal.
PS3: Vocês repararam como Caskett estava em sincronia? Eram sorrisos no mesmo tempo, balançadas de cabeça ritmadas igualmente e caras e bocas idênticas. Assim vocês me matam.