Prosseguindo com os trabalhos para encontrarmos “A Voz” de 2013, vamos para o segundo round das batalhas.
Começamos com o time do Lulu. Bruna Barreto – nas audições as cegas cantou Disritmia (Martinho da Vila) – vs Luana Camarah – Highway To Hell (AC/DC) -, batalhando ao som de Blues da Piedade (Cazuza). Para o primeiro duelo da noite a disputa até que teve um nível bacana, mas cantar Cazuza nunca é fácil. Achei que faltou aquela pegada sofredora do poeta, especialmente no começo! Mas a batalha teve força e uma pegada rock que compensou. Ainda assim não teve a força do primeiro número da semana passada. Achei que Bruna levou a melhor, já que infelizmente a Luana tinha o mesmo problema da Ludmila Anjos (Season 1, semifinalista do Team Brown) , de cantar em português fazendo trejeitos do inglês, o que eu acho péssimo. Apesar disso, Lulu passou Luana Camarah e Bruna Barreto não ficou nem 1s eliminada, pois já foi salva por Carlinhos Brown! Ótimo uso do ‘roubei’ por Brown, semelhante ao Lulu salvando Maria Cristina ano passado.
Ah, também gostei dos diálogos sobre a apresentação, com brincadeiras que lembram as versões estrangeiras do programa. Mas mais uma vez podiam ter pulado o berimbau do Carlinhos Brown!
No segundo número, houve uma belíssima escolha de música do Time Daniel. Try (Pink) foi cantada por Cecília Militão – que nas ‘blinds’ cantou If I Were a Boy (Beyoncé) – e por Vivian Lemos – Back to Black (Amy Whinehouse). O problema semelhante ao do primeiro número, mas ao contrário, se lá Luana cantou em português fazendo trejeitos de inglês, aqui a Vivian cantou em inglês meio Sandy e Jr. em começo de carreira, com um sotaque meio caipira! Detalhe, já achava que ela tinha feito o mesmo nas audições as cegas. E aqui tenho que concordar com a titular da coluna. Se não é para cantar em inglês com excelência, melhor cantar em português. Apesar disso o número foi bom, mas achei que ficou bem abaixo da força da música original, e em especial porque foi interpretada em outras edições de The Voice pelo mundo, em apresentações bem superiores (como pela maravilhosa Tessane Chin, nessa temporada do The Voice USA).
Gostei mais da Cecília Militão, achei ela mais natural, sem forçar tanto para alcançar as notas. E ela foi a escolha de Daniel. Mas Luiza Possi falou tudo, era uma batalha que não devia ter sido montada dessa forma, duas boas participantes se enfrentando. Depois acabam passando participantes que não merecem tanto. Mas tem outro lado que percebo esses números servem para abrilhantar o programa e para forçar os cantores bons a subirem ainda mais o nível.
Feita a escolha de Daniel, apesar do inglês a la Joel Santana (peguei pesado agora!), achei que Vivian seria roubada, ainda mais porque Lulu Santos ainda não havia usado nenhum dos 3 roubos que tem. Mas a participante acabou eliminada. Uma pena.
Depois vimos o time de Daniel novamente, dessa vez emocionando Lulu Santos. Cantando Apenas Mais Uma de Amor (que chegou a arrancar lágrimas dos treinadores adversários), duelaram André e Kadu – 24 Horas de Você (de autoria própria) – e Gustavo Trebien – I Still Haven’t Found What I’m Looking For (U2). Número maravilhoso, o melhor da noite, que emocionou, em especial pela reação dos técnicos e assistentes! É aquela coisa, você vê e ouve uma pessoa rindo e tem vontade de rir, você vê uma pessoa chorando e se emocionando e acaba se emocionando também.
Achei a primeira voz da dupla o melhor dos três que se apresentaram, mas a segunda voz não me agradou, e se fosse para analisar num todo preferi Gustavo Trebien. Mas fiquei o número todo – pela quantidade de closes que deram em Lulu Santos chorando – com a certeza de quem fosse eliminado por Daniel seria salvo por Lulu.
E foi realmente o que aconteceu, 1s depois da decisão do Daniel por Gustavo Trebien, André e Kadu foram salvos e prosseguem no time Lulu! Será que se eles não tivessem cantado Lulu teriam sido salvos pelo técnico? Será que eles têm chances de prosseguir diante da qualidade do time Lulu? A conferir. (Detalhe – primeiro peguei do Lulu.)

E finalmente veio o primeiro número do time da técnica predileta da Gabriela Assmann, Claudia Leitte. Batalharam Amanda Amado – que nas audições cantou Trajetória (Arlindo Cruz, Franco e Serginho Meriti) e Gabby Moura – Coqueiro Verde (Erasmo Carlos) -, ao som de Resposta ao Tempo (Nana Caymmi)
Apesar de Amanda Amado ter cantado em inglês nas audições, aqui não tivemos problemas e ela cantou em português com brilhantismo, sem trejeitos. Já Gabby não, mais uma vez achei que ficou com aqueles trejeitos em inglês, abrindo o “A”, que a mim não agrada. Preferia Amanda, mas CL escolheu Gabby. Só que a preterida não foi para casa e foi salva por Lulu e Daniel. O poder passou para Amanda, que agora prossegue no time do Lulu Santos.
Voltando para o time de Lulu Santos, vimos à batalha entre Guto Santanna – Por que não eu? (Leone) e Stand By Me (Beatles) -e Pedro Lima – Beautiful (Christina Aguilera) -, ao som de Baby Can I Hold You. Não gostei da apresentação de Pedro Lima nas audições e Guto achei mediano: não gostei da reação dele após as cadeiras terem virado. Honestamente, nenhum dos dois me agrada muito, por isso que acho que as vezes formar batalhas muito fortes de início acaba passando candidatos inferiores a candidatos eliminados! Exemplo, Bruna Borges (eliminada pela Luciana Balby na semana passada) é uma candidata superior aos dois e era do time de Lulu. Enfim, apesar disso preferi o Guto ao Pedro, mas qualquer um dos dois que passasse seria justo.
Achei legal essa batalha que finalmente um técnico adversário se manifestou sobre quem escolheria (o que é muito corriqueiro lá fora e acho interessante). Brown afirmou que escolheria Pedro e foi seguido por Lulu Santos, que após acenou com a cabeça concordando com Brown. E de forma bastante engraçada, Guto foi ‘pego’ pela CL que já o admirava desde as audições às cegas.
Voltamos ao time de CB, vimos uma batalha ao som de Quase Sem Querer (Legião Urbana), entre Simone Talma – nas audições cantou Tango de Nancy (Chico Buarque) – e Raíza Rae, que nas audições cantou Tão Seu (Skank). Não gostei muito do número, achei que a Simone mexeu muito na música e não me agradou. Já Raíza arriscou menos e cantou no ritmo e na harmonia original, mas se saiu melhor. Por isso ela prosseguiu e Simone foi eliminada.
Na sequência, no time Claudia Leitte, Julie – Gasolina (de sua autoria) – enfrentou Carina Mennitto – Kiss e Erva Venenosa (Rita Lee). A batalha aconteceu ao som de Super Duper Love.
Eu que estou chato ou a edição foi mega rápida mostrando o ensaio das duas? O número foi interessante, e tínhamos duas mulheres bonitas, que fizeram boas audições às cegas e praticamente não foi mostrado o ensaio. Vai entender. Isso porque o programa às vezes tem que correr, porque perdemos tempo com os números desnecessários e com alguns comentários desnecessariamente longos dos técnicos (vide Carlinhos Brown), além de comentários longos dos assistentes – achei que a Gadu falou demais nesse programa, gosto dela, mas ela não é técnica, é assistente.
Mas, mais uma vez, o nível das candidatas foi muito parelho e qualquer uma poderia ter prosseguido. E no fim as duas prosseguiram! Julie, escolhida pela Claudia Leitte e Carina salva pelo Lulu Santos, que usou os três ‘pegueis’ nesse programa.
No final das contas, infelizmente a edição segue sendo um problema. E pior, nesse programa a qualidade ainda foi inferior ao anterior, apesar de mais emocionante.

Seguimos então para outra batalha o time Brown. Dessa vez os candidatos escolhidos para batalhar foram Samya Nalani – Maracatu Atômico (Chico Scienci) – e Heverton Castro – Posso Sentir (de própria autoria) –, que duelaram ao som de Boa noite (Djavan).
Pela primeira vez vimos os ensaios os assistentes palpitando nas músicas. Seria bacana mostrar mais dos ensaios, como lá fora, pois essa parte do crescimento é importante parar criarmos um carisma pelo candidato. E porque o aprendizado é o diferencial do programa.
E essa música é linda e Heverton cantando foi bem demais. Essa batalha já foi montada e desde o início apostaria todas as fichas nele, Samya para mim nem devia nem ter sido escolhida nas ‘blinds’. E os dois têm aqueles trejeitos de cantar em português parecendo inglês que tanto falei dessa vez, mas Samya é demais, exagerada! É a verdadeira herdeira de Ludmilah Anjos.
Friso que escrevo o texto enquanto assisto o programa – um verdadeiro The Voice, porque eu escuto e não vejo os candidatos. E qual não foi minha surpresa por finalmente algum dos técnicos ter falado isso, obrigado Lulu!
E deu a lógica, Brown escolheu Heverton. Mas para o meu assombro, Daniel salvou Samya! Gastou um ‘peguei’ com uma candidata, ao meu ver, fraca.
Encerramos com mais um número desnecessário dos técnicos, dessa vez com direito a participação do apresentador Tiago Leifert. Se semana passada eu elogiei o programa pela brasilidade positiva do número de Lucy e Khrystal, dessa vez sou obrigado a criticar o lado negativo, porque que essa zona com apresentador (que nem é cantor) cantando, só no Brasil!
As últimas batalhas prosseguem na semana que vem. Infelizmente com poucos pegueis disponíveis (1 de CL, 1 de CB e 1 de Daniel, que podia ter ficado com 2 se não tivesse salvado Samya).
E vocês, o que acharam do segundo round de batalhas?