E o programa começou com tudo para as últimas batalhas!
Definida a primeira batalha do time de Lulu Santos: Rafael Furtado – Don’t Look Back in Anger (Oasis), que só não virou a cadeira de CL – vs Nando Motta – Nós (Cássia Eller), que virou apenas a cadeira de Lulu. E eles batalharam ao som de Eleanor Rigby. Foi um ótimo número, adorei ver um rock de verdade no programa. Achei que Rafael conseguiu mais amplitude e que o Nando, que me pareceu um pouco abaixo do tom, ou pareceu menos que o Rafael, que poderia estar acima do tom. Mas Lulu escolheu Nando Mota. E Rafael foi salvo por Brown, que falou tudo: não sei como Lulu dispensou o Rafael. Brown usou com o cantor o último peguei, agora só Daniel e CL tem a possibilidade de salvar alguém.
Após, a batalha do time do Daniel, Swellen Pimentel – que nas audições as cegas interpretou a canção Ovelha Negra (Rita Lee) e preteriu Lulu (provavelmente porque foi o programa fora de ordem e não se podia mais escolher o Lulu) – batalhando contra Rubens Daniel – I Won’t Give Up (Jason Mraz), que apesar de ter virado também a cadeira de CL, bizarramente escolheu o Daniel. E a batalha rolou ao som de Segundo Sol (Nando Reis), que marcou na voz da excelente Cássia Eller. Achei que o tom de Rubens ficou melhor na música que a voz de Swellen, em alguns momentos soando como a Cássia. Já Swellen fez uma apresentação competente, mas contida.
Apesar da ótima apresentação de Swellen, não tinha dúvidas de que Daniel escolheria Rubens e que Swellen não seria salva, e foi o que aconteceu. Uma boa cantora, mas abaixo do número da maioria dos qualificados e com poucos ‘pegueis’.
Aí veio o team Brown, com dois participantes que honestamente eu não teria selecionado nas audições as cegas. Tanta gente boa que não ficou e tanta gente boa que foi selecionada para batalhas difíceis e Brown deixa uma batalha dessas. Mas enfim, a batalha se deu entre Angelo e Ângel – que nas audições cantaram Raiz de Kuntakintê (música própria), e só Brown virou a cadeira para eles – vs Herli Dias – que nas blinds cantou Essa Tal Liberdade (Só para Contrariar) e que também só virou a cadeira de Brown. Tanta gente que virou mais de uma cadeira saindo do programa e uma que virou apenas uma prosseguindo. Nada legal.
Não gostei do número. Preconceitos a parte, realmente não gosto de sertanejo, mas achei o número ruim ao som de Vidro Fumê (Bruno e Marrone). E falo só do número mesmo, para nem entrar no mérito da música! Dito isso, para mim o Herli foi o menos pior. E a opinião dos outros técnicos também foi essa. Mas como com CB tudo pode acontecer. E qual não foi meu choque quando Brown salvou Angelo e Ângel! Ainda mais chocante foi o que veio na sequência: Herli não ficou nem um segundo fora e foi salvo pelo Daniel. Então ao invés de termos um candidato que não devia ter passado nas blinds, agora temos dois! Parabéns Daniel!!! Novamente usando muito bem o peguei!
Para não irmos longe e falarmos dos candidatos que saíram no primeiro programa e poderiam ter permanecido, falarei apenas de Swellen, que foi eliminada um número antes e é superior aos dois que acabaram de avançar. Uma pena.
O programa prosseguiu com o time de Brown. E foi a última batalha do time, com apenas um peguei disponível, o de CL (que inclusive estava sumida no programa até então). Batalharam, ao som de One (U2) e Isn’t She Lovely (Steve Wonder) – a intenção do mashup foi boa, mas a execução dele não me agradou muito -,. Nenê Oliveira – que havia cantado Love Song (The Cure) e que virou a cadeira de Brown no último segundo – contra Elias Moreira – que nas blinds foi de Human Nature (Michael Jackson) e foi um dos últimos candidatos na disputa que virou 4 cadeiras.
Achei ele melhor, ainda que não tenha me agradado tanto quanto nas cegas. Já Nenê, que achei pior, achei melhor que nas cegas. Mas, apesar disso, escolheria Elias. E aí o programa evoluiu e pela segunda vez um dos técnicos palpitou. Lulu informou quem escolheria. Algo raro na nossa edição. E Brown escolheu Nenê, o que me levou a crer que CL salvaria Elias. Apesar disso ele acabou sendo eliminado do programa. Nenhum absurdo, mas novamente não me conformo como Herli (apenas para usar de exemplo) foi salvo e não Elias!
Aí, para mudar a panorama do programa, após uma batalha com dois participantes que viraram apenas uma cadeira, vem o time de Lulu com uma batalha entre Rully Anne – que com a aspereza e rouquidão de sua voz fez virar as quarto cadeiras ao som de Don’t Stop Believin (Journey) – e Júlia Tazzi – que virou todas as cadeiras ao som de Lady Marmalade (Patti LaBelle).
Gostei do número pela apresentação das duas cantando Girl on Fire (Alicia Keys), mas como dueto achei trágico. Bom, pelo menos Gaby Amarantos reconheceu que foi a harmonização mais difícil. Mas as duas tem um vozeirão, e a escolha difícil para Lulu Santos. Novamente os técnicos opinaram, dessa vez, CB palpitou que escolheria Rully. Mas achei que Júlia soube escolher bem os momentos e marcou sua voz, como falou a Gadu.

Com o talento de Rully e a perspectiva de encantar mais na fase ao vivo, me parecia que ela seria a escolhida. Mas se a decisão seguisse a lógica dos técnicos palpitando, Júlia seria a escolhida. E no fim deu Rully. E, para encerrar os ‘pegueis’ CL salvou Júlia, que segue no programa. Achei justo.
E por fim, após o número de Lulu com CB, começaram as apresentações do time de CL. Como elas ficaram pro final, os pegueis haviam se encerrado. Espero que tenha sido apenas opção da edição, pois senão os participantes do time de Claudinha foram prejudicados.
Aí CL armou a batalha de Maylssonn – que só não conquistou o Daniel nas blinds ao som de Separação (Exaltasamba) – vs Xandy Monteiro – foi selecionando ao som de Desafio (Soweto), e CL foi a única que o escolheu. E a batalha se deu ao som de Adeus, América (João Gilberto).
Não sei se eu não estava num bom dia, mas mais uma vez não me agradou o número. O fato é que quando tem número onde os participantes cantam muito junto, não funciona! E foi o que aconteceu, na minha opinião. Portanto, gostei que Lulu espinafrou o número e a teimosia de meter os trejeitos do inglês na música em português.
Gostei mais de Xandy, exatamente porque me pareceu cantar mais e fazer menos firula. Mas, como era o dia de me contrariar, CL escolheu Maylssonn e Xandy saiu do programa. Contudo, apesar da minha própria opinião, não achei nenhum absurdo.
Seguindo no time da Claudinha, vem Janaína Cruz – que cantou a difícil I’ll Always Love You (Whitney Houston) e virou apenas a cadeira da CL nas audições – contra Débora Cidrack – que estragou Stronger (Kelly Clarkson), e além da CL ainda conseguiu virar a cadeira de CB. MEDO. Foi o sentimento que eu tive ao ouvir que ela iam cantar Titanium (David Guetta), em especial de Débora Cidrack!
Olha, vontade de nem comentar. Nem o inglês, nem o número. Só vou dizer que meu medo foi fundado! Apesar disso os técnicos aplaudiram de pé!
Não teria nenhuma dúvida aqui e ficaria com Janaína. Mas durante a explicação de CL de que Débora havia perdido o pai recentemente, e falando com Janaína em tom de despedida, a minha dúvida cresceu. E realmente CL escolheu Débora para prosseguir, mantendo a minha sina de errar os meus últimos palpites.
E a última batalha do programa foi ao som de Aquele Abraço (Gilberto Gil), entre Alessandra Crispin – que se apresentou inicialmente com A Ordem é Samba (Jackson do Pandeiro) e apesar de se destacar ao fazer o som de uma cuíca com a boca, só virou a cadeira do seu técnico – vs Kaio Deodato – que nas cegas cantou Um Amor Puro (Djavan), que virou as cadeiras de Brown e Daniel e preferiu o sertanejo.
E logo de cara Alessandra, mais uma vez, usou da sua cuíca bocal, roubando a cena enquanto Kaio cantava. Semelhante ao que Lucy fez com sua sanfona. Já havia gostado muito de Alessandra nas cegas e não entendi como ela só virou uma cadeira. Achei que Kaio tentou chegar no tom de Alessandra e usou dos trejeitos americanos que eu tento critiquei. E Lulu também criticou o tom, que achou que prejudicou Kaio, deixando clara sua preferência por Alessandra.
Para mim Alessandra dominou a música do começo ao fim. Já havia comentado isso nas cegas, que em alguns momento ela lembra Elis, e mais uma vez soou assim. E sem muitas surpresas Alessandra prosseguiu.
Achei que ficaram MUITOS participantes para a fase ao vivo (36!), ainda mais para um programa exibido apenas uma vez por semana. Acho que devia ser apenas dois roubeis por técnicos. E vocês, o que acham? Como nem tudo são críticas, apesar de não gostar dos números dessa semana, gostei mais da edição e da participação do palco, com os técnicos mais opinativos nas escolhas dos participantes – até Daniel se meteu a palpitar!
E agora os times ficaram da seguinte forma:
Team CB
O fortíssimo Rodrigo Castellani, bem roubado do time de Lulu; Lucy Alves, uma das favoritas minhas e talvez do programa como um todo; Bruna Barreto, também brilhantemente roubada do time de Lulu Santos; Heverton Castro; Marcos Lessa; o último roubei (mais uma vez muito bem roubado) do time do Lulu, Rafael Furtado; a dupla Ângelo e Ângel; e Nenê Oliveira, que evoluiu bastante das audições para batalha e levou a vaga de um competidor que virou 4 cadeiras!
Team CL
O emotivo Guto Santanna, roubado do time de Lulu Santos; Jullie; o talentoso Sam Alves e as potentes e fortes Bruna Goés, Khrystal (roubada de Brown) e Gabby Moura; o outro roubo do time de Lulu, Júlia Tazzi; Maylsson e a estridente Débora Cidrack.
Team Daniel
A forte Cecília Militão; Gustavo Trebien, roubado do time da CL; Marcela Bueno; o péssimo roubo do time do CB, Samya; Ana Lonardi; Anne Marie; Rubens Daniel; Herli (ex-team CB)o seu último – e novamente péssimo – roubo; e por fim Alessandra Crispin.
Team Lulu
Os três roubos: Amanda Amado, a bela e talentosa Carina Menitto – ambas roubadas do team CL – e a dupla que emocionou Lulu, André e Kadu, roubados do time Daniel; Dom Paulinho; a rockeira Luana Camarah; Luciana Balby; o habilidoso cantor de chuveiro Pedro Lima; Nando Motta e a aspereza e força de Rully Anne.
Veja que o time de Lulu era tão forte que a maioria dos roubados eram seus candidatos. Apenas UMA participante de Lulu saiu, a ótima Bruna Borges. Notem que nos roubos de CL e de Brown segue um pouco atrás e, Daniel, com o time mais fraco, só teve UM roubo, a dupla sertaneja que emocionou Lulu. E, como se não bastasse, Daniel usou muito mal o peguei e segue com o time menos forte.
Outra curiosidade; quase todos os eliminados foram mulheres. Apenas Elias, Kaio e Xandy (que batalhou com outro homem), do time dos meninos, se despediram do programa.
E agora quem são os favoritos? Quem tem mais potencial para seguir em frente e se tornar A Voz do Brasil de 2013?