Primeiras Impressões – ‘State of Georgia’

Data/Hora 03/07/2011, 21:29. Autor
Categorias Preview, Reviews


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Raven-Symoné, um nome que não escuto desde os meus 14 anos quando eu ainda assistia As Visões da Raven e The Cheetah Girls. Mas é claro que essa fase passou e isso não sou eu que afirmo, e sim a própria atriz protagonizando a sua primeira personagem fora da Disney. Depois de Ashley Tisdale com Hellcats, vemos outra atriz do canal do Mickey tentando a sorte em uma série, e no estilo que ela já está acostumada a atuar: a comédia.

Quando soube da série, a história por si só não me atraiu muito. O enredo é sobre uma jovem chamada Georgia que sonha em ser atriz e resolve tentar a sorte em Nova York morando na casa de sua tia.. Mas foi exatamente a presença de Raven que me chamou a atenção para a série. Demorei um pouco para ligar State of Georgia à atriz, já que a personagem não compartilhava, como de costume, o nome da atriz.

A primeira impressão é de que estamos vendo a Raven da Disney, pois Georgia possui aspectos semelhantes a personagem: a alegria contagiante e o sonho de ser uma estrela. Mas é claro que nessa série, ela tem mais liberdade para  mostrar cenas mais ousadas, como uma na qual a aspirante a artista aparece jogando charme para o diretor do musical.

Em relação às piadas, posso dizer que foram bacanas – apesar  de um pouco forçadas. Mas isso ocorreu devido ser um episódio piloto. A personagem da tia – que em minha opinião é uma pessoa totalmente desmiolada – foi uns dos destaques. Como alguém aconselha a sobrinha a usar o seu dote físico para conseguir um papel no musical?  Outra personagem que me chamou atenção foi a melhor amiga da Georgia– que é nerd, nada atraente e tem sua própria meta a ser atingida.

A série não pode ser comparada aos sucessos como Friends ou The Big Bang Theory, mas eu indicaria para aquelas pessoas que não tem nada para fazer e que querem relaxar por alguns minutos. Foi bom rever Raven-Symoné de novo as telonas, pois ela sempre foi uma atriz talentosa. Desejo à ela boa sorte com a nova série!

White Collar – Dentist of Detroit

Data/Hora 03/07/2011, 20:51. Autor
Categorias Reviews


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Serie: White Collar
Episódio: Dentist of Detroit
Temporada:
Número do Episódio: 3×04
Data de Exibição nos EUA: 28/06/2011

Às vezes é pra dar um descanso ao mote da temporada, em outras é porque a trama principal não consegue sustentar todos os episódios, mas escolher focar em um personagem diferente a cada semana pode ser muito bom. Semana passada o episódio foi centrado em Diana, bem mais sério e se tratava não só de resolver um caso de colarinho branco, mas prender alguém capaz de atrocidades maiores.

E essa semana fomos presenteados com um episódio mais leve, apesar de também prendermos mais um criminoso. Eu digo mais leve porque tudo que envolve Mozzie é assim e, com ele não tem como não rir.

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Rookie Blue – Might Have Been

Data/Hora 03/07/2011, 20:40. Autor
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Série: Rookie Blue
Episódio: Might have been
Temporada:
Número do Episódio: 2×02
Data de Exibição nos EUA: 30/06/2011

E veio o segundo episódio de Rookie Blue, que confirmou muito do que eu falei aqui na semana passada. Houve, inegavelmente, um amadurecimento dos personagens, embora não de todos.  Outra coisa que se confirmou é que as histórias dessa segunda temporada estão sendo mais bem conduzidas. E estou gostando do espaço que eles estão dando para os personagens: quem não apareceu tanto na estréia da temporada, teve mais destaque nesse episódio.

O episódio começou com os policiais atendendo um chamado em uma boate. E foi esse chamado que originou todas as tramas desenvolvidas no episódio: os casos de agressão doméstica e de venda de drogas. Apesar do final de ambos os casos serem, até certo ponto, previsíveis, achei interessante a forma como eles se desenvolveram, especialmente o caso das drogas.

Esse caso da venda de drogas no interior da badalada boate de um ex-policial foi o centro do episódio, e rendeu os melhores momentos de Might Have Been. Andy e Gail estiveram ótimas trabalhando disfarçadas (muito melhor do que na última vez, na qual se disfarçaram de prostitutas).

 

Outro ponto positivo do episódio foi mostrar que o caso não se resolveu em uma noite. Muitas vezes, quando assistimos seriados policiais, ficamos com a impressão de que tudo é fácil de resolver, por mais complexo que o caso seja. Em ‘Rookie’, foram necessárias três noites de trabalho sob disfarce para se chegar à uma conclusão. E fiquei com a impressão que a história do ex-policial Murphy ainda tem como render mais, já que, pelo discurso de Shaw, fica claro que não serão obtidas provas contra ele (vocês já notaram que em toda série policial usam esse gancho de ex-parceiro criminoso? Apesar de batido, achei interessante a introdução da temática, já que deixou Shaw, que é um bom personagem, mais em evidência).

Um dos pontos altos do episódio, como bem anotado por Swarek no final do mesmo, foi que Andy agüentou o tranco e não se revelou, nem sob pressão. É interessante notar o crescimento de MacNally. Na 2ª temporada, ela tem sido peça chave na solução dos casos. Na 1ª temporada, constantemente, era ela que colocava tudo em risco. Espero que esse crescimento continue.

O outro caso do episódio foi conduzido por Dov que, mais uma vez, ultrapassou a barreira entre policial e cidadão. Na 1ª temporada ele já havia feito isso inúmeras vezes. Mas, dessa vez, parece que as conseqüências serão mais sérias, já que ele foi colocado sob supervisão. Como ele mesmo falou no final do episódio, não importa se ele estava mesmo certo sobre a personalidade violenta do namorado da vítima, ele não deveria ter agido como agiu. Agora, nos resta esperar para ver se Epstein aprenderá a manter-se mais distante dos casos, ou se continuara agindo sob impulso, motivado pelo seu grande coração (sinceramente? Acho que é da personalidade dele ser assim).

Enfim, gostei desse episódio. Se continuar assim, essa 2ª temporada promete muito mais que a 1ª.

PS: mais uma vez, a interação entre Andy e Swarek proporcionou ótimos momentos no episódio. É muito divertida a forma que eles tem de demonstrar o carinho um pelo outro: através de sarcasmo, ironia e longas trocas de olhares carregados de significado.

PS2: achei interessante a forma como inseriram histórias para serem desenvolvidas no decorrer da temporada. Noelle deixou evidente que tem algo por trás da sua decisão de não correr atrás do posto de sargento (seria o bebê que ela quer desde o início da série?). Também precisa ser explicado o rompimento de Luke e Joe, já que todo mundo fala muito do quão maravilhosos eles eram juntos, e ainda não ficou evidente o porquê do término (embora tenhamos recebido uma pista de que a culpa foi dela). E ainda fomos premiados com um ‘revival’ de Trace e Barber. Viram? Ainda tem muita coisa boa pra vir por aí!

Ah, e o próximo episódio promete muita tensão. Curioso? Confere a promo legendada aqui

Falling Skies – Prisoner of War

Data/Hora 01/07/2011, 22:34. Autor
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Série: Falling Skies
Episódio: Prisoner of War
Temporada:
Nº do Episódio: 1×03
Data de Exibição nos EUA: 26/06/2011

Falling Skies continua daquele jeito, nem quente nem frio. Inclusive, lembrei-me neste momento de uma passagem do Apocalipse que diz ‘assim, porque és morno e nem és frio nem quente, estou a ponto de vomitar-te da minha boca’. Pois é, Não me entendam mal, eu não odiei o episódio, apenas o achei sem graça. Tudo era muito requentado e óbvio demais. Mas eu sou rata de filme/série alienígena e pós-apocalíptico (exceção aos zumbis, que não me apetecem), então para ter algo surpreendente tem que ser realmente inovador. Gostaria de saber o que os novatos no gênero estão achando da série. Pelo puro amor ao debate, seria interessante uma discussão com aqueles que estão entrando neste mundo agora.

Mas de volta (ou entrando finalmente) ao episódio, o objetivo é resgatar Ben. E pela primeira vez há alguma chance de sobrevivência para as crianças resgatadas, já que até então todas as que tinham o arreio alienígena entranhado em suas costas morriam no momento da retirada ou logo após a extração.

O médico responsável pela cirurgia é ninguém menos que Michael Harris, o homem que sobreviveu a um ataque dos skitters enquanto a mulher de Tom morreu. Não tenho certeza se o drama entre os dois era realmente necessário (porque é tão manjado e esperado esse tipo de recurso, que já deu sono de vê-los juntos na primeira cena), mas pelo menos me fez refletir um pouco.

Tom culpa Harris por ter fugido e deixado a sua esposa para trás, precisando se defender sozinha dos alienígenas. Harris diz ao professor que se ele sente necessidade de achar um culpado, então a culpa é do próprio Tom, que era a pessoa escalada para ir naquela missão, mas que estava tão cansado que a esposa foi no lugar. E eu me pergunto, alguém tem realmente culpa? Bom, os alienígenas, mas não é este o caso discutido.

Eu gostaria de dizer que eu seria toda altruísta e ficaria do lado do meu amigo no momento de uma fuga, mas a verdade é que eu não sei como eu agiria. Se me perguntassem agora, friamente, eu diria: ‘ficar e talvez ajudar o amigo a sobreviver e muito provavelmente morrer na tentativa ou fugir e garantir minha vida e torcer pro amigo também conseguir sobreviver? Com certeza fugir e viver’. A verdade é que heroísmo pode ser muito bonito na teoria, mas para a morte não há volta. Desculpem aos que discordam ou me acham muito egoísta, mas friamente analisando, minha vida tem mais importância para mim do que qualquer outra no mundo. No calor do momento eu confesso que não sei como reagiria, afinal, nada melhor do que uma situação difícil para descobrirmos lados novos de nossas personalidades, mas sendo bem sincera, não posso condenar Harris por ter fugido.

Assim como é impossível condenar Tom por ter sobrevivido. Tudo bem, a esposa dele estava no seu lugar naquele dia, mas isso não quer dizer que ele é culpado da morte dela. Acho que nesta guerra na qual eles estão engajados, não se deve acumular culpas e picuinhas. O objetivo é sobreviver, colocar os skitters para correr e retomar o planeta. Se para isso for preciso mudar a personalidade, engolir o orgulho, aprender a conviver com quem não se suporta, que assim seja. Minha vida vale mais do que tudo, mas a continuidade da raça humana vale (talvez) ainda mais.

O que não consigo entender é o motivo pelo qual os alienígenas capturaram os adolescentes. Só para usá-los de mão de obra barata? Parece tão pífio. E o que querem com aquelas ferragens? A série nos dá a entender que haverá algum grande evento e que os alienígenas estão construindo alguma coisa grandiosa e de grandes proporções, mas o povo não está fazendo um trabalho muito bom em nos deixar preocupados com os acontecimentos ou cheios de expectativas. Aliás, preocupados com qualquer coisa, porque por enquanto eu não daria a mínima se qualquer um dos personagens morressem, com exceção, talvez, de Tom.

E por falar em Tom, o que foi aquela luta dele com o skitter? Se todos os alienígenas forem como aquele, pergunto-me como fomos subjugados tão facilmente. Ou será que ele se deixou capturar? Aquela cena final com o filho de Mike foi feita para deixar o povo com a pulga atrás da orelha.

Achei legal que o filho resgatado tenha sido o de Mike e não o de Tom. É claro que a coisa foi feita desta forma para que o filho de Mike seja a criança controlada pelo skitter (e talvez até morra) e não Ben, e para que Tom ainda tenha um propósito na série, mas mesmo assim gostei da forma como as pessoas reagiram, em especial Tom. Tudo bem que assim que possível ele voltou para buscar Hal (acho que eu teria reagido como o garoto naquela hora que reviu o pai) e agora fará o impossível para resgatar Ben, mas foi especial vê-lo aceitando o fato de ser outra criança salva – afinal, todos têm os mesmos anseios ali – apoiar o colega e nem querer matá-lo por colocar todos em risco ao se expor daquela forma (inclusive, Karen foi capturada porque Mike se descontrolou).

As técnicas dos alienígenas também tem se mostrado cada vez mais humanas, como bem o demonstrou o assassinato do restante do grupo ao qual pertencia o filho de Mike. Eu tenho cá comigo que esse povo vinha estudando nós humanos há muito, muito tempo.

As tentativas de alívio cômico ficaram por conta de Pope. Eu digo tentativa, porque não funcionaram (quem realmente estava interessado naquela conversa sobre frango, feijão e temperos?), embora Pope seja um dos personagens mais interessantes e agradáveis de ver. Inclusive, deixe-me retificar uma afirmação que fiz logo acima: eu sentiria falta de Tom e de Pope caso um dos dois morresse.

Agora resta-nos esperar pelo desenrolar dos acontecimentos. O que fará o skitter? Qual será a função de Harris na história? O que fará Pope agora que se integrou à resistência? Tom conseguirá resgatar o filho (e todas as crianças do grupo)? E Karen? Será que sai alguma história interessante dessa captura da garota? E principalmente, será que desenvolverão melhor os personagens a ponto de eu me importar com algum deles?

Leverage – The Long Way Down Job

Data/Hora 29/06/2011, 23:21. Autor
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Série: Leverage
Episódio: The Long Way Down Job
Temporada:
Número do Episódio: 4×01
Exibição nos EUA: 26/6/2011

Eu comecei a assistir Leverage esse ano. Sendo um pouco mais exata, há apenas alguns meses. Sou da opinião que quando você assiste uma série em ritmo de maratona sua percepção será diferente daqueles que acompanham a série conforme ela vai sendo exibida. Demorei um pouco a gostar (menos da Parker, gostei dela imediatamente) porém quando me apeguei assisti a terceira temporada tão rápido que tive tempo de sofrer a espera por novos episódios. E finalmente a 4ª temporada chegou.

Nate: Okay, pessoas, vamos lá roubar uma montanha.

Parker: De novo.

Nate: O que?

Parker: De novo. Nós já roubamos uma montanha há dois anos.

Nate: Sério?

Eliot: Bem, tecnicamente, foi um resort nas montanhas, não uma montanha mas, sim.

Hardison: Você estava muito bêbado também.

Usando uma expressão em inglês digo que Hardison estava ‘on fire’ nesse episódio. Aldis Hodge roubou todas as cenas que participou. Estava engraçadíssimo. E cresceu muito como ator nesse período.

No trabalho da semana a equipe precisou partir para as montanhas porque a evidência que precisavam para um caso – que o Nate aceitou sem ao menos consultá-los como Sophie fez questão de pontuar – estavam em algum luga no meio do acampamento no “topo” de uma montanha. Provavelmente na posse do marido desaparecido da cliente.

Hardison era o mais desesperado com toda a situação e não estava nenhum um pouco confortável com o clima congelante. Parker, a princípio, parecia a mesma criança deslumbrada de sempre pronta para qualquer coisa e parecendo não perceber o perigo que corria. Elliot, com todo seu mau humor, tentando fazer tudo da melhor maneira possível e chamando atenção de Nate que parecia não perceber o perigo que colocou a sua equipe.

Uma das coisas que chamou atenção foi ver Sophie ter que improvisar sem nenhuma grande troca de roupa. Mostrando que ela é boa mesmo no que faz e não precisa criar personagens mirabolantes para aplicar um golpe.

Outro destaque foi a reação de Parker ao encontrar o corpo de Alan Scott (Eric Stolz). Ela ficou visivelmente abalada ao pensar na possibilidade de morrer sozinha. É nítido que a reação dela tem muito mais a ver com ela que com Scott. E mostra como ela mudou muito desde o início da série.

Sophie e Nate conversam sobre terem passado a noite juntos e acertam que nunca mais isso acontecerá (ta bom) e que está tudo bem entre eles. Sophie diz que ele pode passar a chamá-la pelo nome verdadeiro mas Nate se recusa porque isso faria com que os outros descobrissem o que aconteceu (e poderia apostar que todo mundo sabe o que aconteceu). E assim nós continuamos sem saber o nome dela. Maldade!

Parker: Você sabe que nada mais será normal, certo?

Hardison: Sabe, minha avó costuma dizer que normal é aquilo que funciona para você. Todos nós lidamos muito bem com a situação.

Parker: Eu deveria conhecer sua avó.

Hardison: Yeah, deveria. Ela é tão le…não. Espera. O quê?

Acredito que não precisamos ter dúvidas que Parker finalmente resolver experimentar pretzel, não é mesmo? A felicidade no rosto de Hardison e a dificuldade dele em disfarçar que está ainda mais apegado a ela foram óbvias desde o início do episódio. E a forma como os dois se abraçam quando ela aparece, melhor dizendo, como ela o abraça deixou mais na cara ainda. O melhor momento foi o diálogo final entre eles. Eu adoro que ela sempre o pega de surpresa no meio das conversas e que ele só entende o que ela ta querendo dizer quando é tarde demais.

A trama da temporada também foi lançada. Quem será que colocou escutas no apartamento? E com que intenção? Eles fizeram tantos inimigos ao longo desses quatro anos que fica complicado arriscar.

Pretty Little Liars – My Name is Trouble

Data/Hora 29/06/2011, 22:18. Autor
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Série: Pretty Little Liars
Episódio: My Name Is Trouble
Temporada:
Número do Episódio: 2×03
Data de Exibição nos EUA: 28/06/2011

Hanna: É como a Alisson dizia: “Você não está mentindo, só predizendo a verdade.”

Eu assisto Pretty Little Liars crente que no próximo episódio não tem como inventar mais alguma mentira, que alguém vai colocar as meninas na parede e sem escapatória vão confessar seus “crimes”. E todas as vezes eu me surpreendo.

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Law & Order: Criminal Intent – To the Boy in the Blue Knit Cap

Data/Hora 29/06/2011, 21:55. Autor
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Série: Law and Order Criminal Intent
Episódio: To the Boy in the Blue Knit Cap
Temporada: 10ª
Número do Episódio: 10×08
Data de exibição nos EUA: 26/06/2011

Minha primeira reação quando o episódio começou foi dizer “meu Deus, é o Dawson”, seguida de uma crise de riso. James Van Der Beek trabalha muito bem. Arrisco a dizer que ele é um bom ator mas não importa o que ele fala para mim ainda é difícil olhar para ele e não pensar no personagem que o marcou (pelo menos até aqui) e olha que eu nem morria de amores pelo Dawson.

Para completar o episódio tem como pano de fundo a história da briga pela invenção do Facebook e o personagem de James é para lá de parecido com o personagem do Justin Timberlake em The Social Network. Parece até que Van Der Beek assistiu ao filme para buscar a essência do personagem (e ta muito melhor no papel que o Timberlake, é bom frisar). Claro que não é tudo igualzinho ao filme/história. Até porque não houve morte por conta do processo.

As vítimas são os gêmeos que estariam processando a criadora do site a acusando de ter roubado a idéia. Ela por sua vez afirma que não houve roubo e que a idéia do site lhe ocorreu no dia que conheceu o seu agora namorado no parque. E que tudo que fez foi criar uma maneira de localizá-lo pois não tinha sequer o nome dele.

No decorrer das investigações Goren percebe que provavelmente um irmão matou o outro e que eles precisariam procurar por dois assassinos. É muito engraçado quando a Dra. Rodgers diz para Goren que por mais que isso a irrite ela é obrigada a reconhecer que mais uma vez ele tem razão que não foi a mesma pessoa que matou os irmãos.

Descobre-se então que a criadora do site estava tendo um caso com um dos gêmeos e que ele era contra o processo. Ele havia avisado a ela que o irmão iria até a empresa tentar buscar provas e que iria tentar impedir. Quando Danielle chega encontra o amante/namorado morto e o irmão dele próximo. Ao tentar se defender – já que o assassino parte para cima dela – ela o mata usando uma tesoura.

Apesar de toda a trama a princípio ser baseada na disputa pelo site tudo serviu apenas como um deixa para o verdadeiro tema a ser lançado pelos roteiristas. A história discutia o verdadeira amor e até que ponto isso era possível. Temos então Goren de volta a terapia e após ter a confirmação que não precisará deixar o ser cargo mas que precisa lidar com seus problemas de raiva. Ele decide então continuar o tratamento com a mesma psiquiatra apesar dela sugerir outros profissionais.

Quando ele deixa o consultório ele encontra Eames o esperando e pela primeira vez em 10 temporadas Goren chama a parceira pelo primeiro nome: Alex. É visível a felicidade dele e depois a decepção por perceber que ela está ali apenas para levá-lo ao local de mais um crime. No entanto fica no ar pelas expressões de ambos que no final das contas parece que temos uma casal surgindo mesmo que isso só aconteça no último episódio. Puxando na memória não recordo de sequer cogitar a hipótese dos dois como um casal mas gostei da maneira como foi feito e até torço para que dê certo. E para completar estamos sendo presenteados com cenas do início da série a todo tempo.

—–

Quando eu escrevi a review eu não sabia que esse era o último episódio. Achei que iria entrar em hiato por conta do feriado 4 de julho. Resolvi checar e para minha surpresa vi que tinha cometido um erro de cálculo.
Criminal Intent merecia um final melhor. Foram 10 anos de uma série de qualidade que foi além da franquia. Não foi um episópdio ruim mas não foi um final de série digno. Os fãs mereciam mais e os personagens também.
A impressão que ficou foi que intenção havia já que os episódios deixaram várias pontas mais que não houve dinheiro e/ou vontade de continuar por pelo menos mais dois episódios para um encerramento mais digno. Sentirei falta de Goren e Eames.

The Big C – Losing Patients

Data/Hora 29/06/2011, 11:36. Autor
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Série: The Big C
Episódio: Losing Patients
Temporada: 2×01
Exibição nos EUA: 27/6/2011

The Bic C gera controvérsias por ser categorizada como comédia. No entanto não pode ser acusada de não ter humor. Humor negro também humor. Lidemos com isso. A série parece que manterá sua qualidade nessa segunda temporada. Laura Linney está perfeita como de costume. John Benjamin Hickey continua sensacional também.

Cathy continua firme na sua decisão de lutar contra a doença e conta com o apoio do marido e do filho. Adam parece estar lidando bem com a condição da mãe, bem até demais na visão dos pais que tem dificuldades de entender que pelo menos nesse momento tudo que o menino precisa é viver a vida dele. E que não é necessário – pelo menos não enquanto ele acreditar que seja – visitas ao psiquiatra.

Durante as suas alucinações, Cathy vê a amiga Marlene, o que não deixa de ser um presente para o público que pode continuar acompanhando a excelente atuação de Phyllis Somerville, e descobrimos que ela não contou para Sean que tem câncer.

Sean parece feliz com Rebecca e o bebê que está por vir. Claro que do jeito dele. No lugar de morar dentro da casa que era de Marlene ele dorme numa barraca no quintal. No entanto a tranqüilidade dele vai embora quando descobre pela namorada que a irmã está doente. Os dois tem uma briga feia como de costume e Cathy diz que nesse momento a única coisa com a qual ela quer se preocupar é em ficar curada e que não tem mais tempo para o irmão.

A parte mais engraçada do episódio é a sequencia em que Cathy vai com o marido comprar maconha e depois os dois juntos fumando. Durante a “viagem” ela acaba revelando que o médico a beijou e o marido tem dificuldades de dizer o quão está irritado com a revelação porque está tão chapado que só consegue rir. Porém no final do episódio ele vai até o Dr. Mauer e ele dá um soco na cara e diz que ele deve se afastar de Cathy. Outra situação hilária é o cachorro que “morreu” duas vezes. Muito fofo o bichinho.

No próximo episódio Alan Alda, um dos meus atores prediletos, dará início a sua participação na série como o novo médico de Cathy. Laura Linney + Alan Alda contracenando. Não preciso de mais nada.

PS: Senti falta da Andrea.

True Blood – She’s Not There

Data/Hora 28/06/2011, 22:56. Autor
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Série: True Blood
Episódio: She’s not There
Temporada:
Nº do episódio: 4×01
Data de Exibição nos EUA: 26/06/2011

Apesar da minha decepção homérica com a terceira temporada da série, eu estava bem ansiosa com o início desta nova, embora a má experiência que tive anteriormente deveria servir de exemplo. Não sei bem explicar o motivo, mas True Blood é meio viciante, mesmo quando o que estou vendo não me agrada.

Para voltar a me ambientar com todo o universo dos vampiros resolvi reler os livros de Charlaine Harris (a recomendada série The Southern Vampires, que deu origem à True Blood). Embora a autora já tenha lançado 10 livros sobre Sookie Stackhouse, no Brasil foram publicados devidamente traduzidos apenas 05 até agora. E foram pouquíssimo divulgados, o que é uma infelicidade, já que os livros realmente valem a pena.

O quarto livro – Dead to the World, que aqui recebeu o nome de ‘Procura-se um Vampiro’ – é o que serve de inspiração para esta quarta temporada de True Blood. E quando eu falo ‘inspiração’ estou querendo dizer realmente isso. A série segue sim um padrão que a localiza dentro de cada livro de Charlaine Harris, mas inúmeros acontecimentos já a distanciaram da história dos Vampiros Sulistas da literatura. Por isso tentarei ser objetiva e não ficar comparando livro e série de TV, embora, admito, não será uma coisa muito fácil. Inevitavelmente passei o episódio inteiro pensando “como eles podem ter feito isso com a história!?”

Esta temporada inicia exatamente onde a anterior termina: com Sookie sendo transportada para o mundo das fadas (só de falar isso já me dá dor de estômago). Mas se para Sookie apenas minutos se passaram, para o resto dos mortais um ano e meio já se foi e todos acreditavam que a garota tinha morrido. E apesar de para Sookie tudo estar igual (o que é uma pena, pois a personagem é a que mais precisava de mudanças, em especial se livrar dos seus sentimentos doentios por Bill Compton), para o restante dos personagens muito mudou.

Jason virou um policial responsável (posso dizer que gostei muito dessa mudança de Jason? Ele sempre foi um dos personagens que mais me incomodava na série e vê-lo um pouco mais maduro e demonstrando seu carinho pela irmã me deixou muito feliz), Tara passou a namorar mulheres e tem pulado de cidade em cidade sem assumir a própria personalidade, Sam parece que reencontrou seu foco ao se aproximar de outros shapeshifters (eu amo Sam desde o início, mas tenho a sensação de que os roteiristas deliberadamente quiseram destruir a personalidade dele na temporada passada. Espero que se redimam dos seus erros), Andy viciou-se em V, a comunidade vampírica tenta se afirmar perante a sociedade humana depois do fiasco Russell Edgington diante das câmeras de TV, Arlene ganhou o bebê do qual tanto tentou se livrar (e fui só eu que notei que o garoto é a cara do ator que fez o Renè?), Jessica e Hoyt vivem uma vidinha tranquila de casados (e continuam sendo o casal mais bonito desta série) e, as duas coisas mais importantes: Eric comprou a casa de Sookie (porque jamais deixou de acreditar que ela voltaria e, principalmente, porque quer a telepata para si) e Bill destronou Sophie-Ann e tornou-se o novo Rei de Louisianna (além de demonstrar uma certa aspiração a cargos políticos e influentes).

Talvez essas mudanças tenham seus efeitos positivos na série. Muita coisa diferente pode sair dessas novas vidas que o povo tem levado e se os roteiristas tiverem um pouco de competência, não recairão nos mesmos erros das duas temporadas anteriores. Infelizmente para mim, não confio muito na competência do pessoal da produção.

 

Minha maior tristeza é a presença constante de Bill. Eu sei que disse que tentaria não comparar livro e série de TV, mas se tinha uma coisa que eu amava no quarto livro era justamente o fato de Bill mal aparecer nele. Depois de Sookie terminar o relacionamento dos dois, o vampiro viajou para o Peru e lá ficou durante todo o desenrolar dos acontecimentos e só dá as caras novamente bem no final. Infelizmente esse primeiro episódio já mostrou que Bill estará bem ativo na temporada, já que agora é o Rei e, pior, está acima de Eric na hierarquia vampírica. Ninguém merece ter que agüentar isso. Inclusive, o que um vampiro que já deixou bem claro que odeia o que é, que mantém a expressão constante de sofrimento por sua natureza, pode querer no papel de Rei?

Já a história das fadas é outro ponto nevrálgico. Desta vez eu admito, não conseguirei ser imparcial nas minhas opiniões, porque vi toda a cena xingando o que fizeram com as fadas. A boa nova é que a guerra entre as facções ainda existe e está mais ativa que nunca.  Podem até falar dos efeitos especiais xinfrins, mas eu gostei da perseguição à Sookie e ao seu avô.

As más novas são muitas: o plano ridículo de capturar pessoas com sangue de fadas e mantê-las naquele estado idílico, a aparência horrenda das fadinhas, o fruto dourado brilhante que mantém os humanos drogados e felizes, a aparição relâmpago do avô de Sookie – cuja falta nunca foi sentida por mim – só para vê-lo morrer logo em seguida, os poderes de Sookie serem capazes de ferir a fada chefe daquela facção (supõe-se que os poderes da garota advêm do seu sangue de fada, correto? Mesmo assim ela é só parte fada, então como pode ter mais poder que uma fada completa?), mas principalmente, a história absurda que Bill contou de que Sookie esteve desaparecida por estar tratando de assuntos de vampiros. Essa foi a desculpa mais mequetrefe que eu já vi e, desculpem os que discordam, mas Sookie deveria ter pensado numa explicação melhor, pois ninguém seria capaz de perdoá-la depois de fazê-los passar o que passaram durante um ano e meio pensando que ela estava morta.

Mas o episódio valeu a pena por ver a interação de Pam (de longe uma das melhores personagens de True Blood) com Jessica (e com as câmeras de TV…a cena da gravação da entrevista foi talvez a melhor do episódio inteiro), de Jessica com Hoyt, e em especial de Eric com Sookie. O vampirão ganhou ainda mais pontos comigo por ter comprado e reformado a casa da garota, sem falar da sua afirmação de que nunca desistiu dela. Quem sabe agora Sookie acorda e percebe que Bill já era e só o Alan Ball não aceitou isso.

Sobre as bruxas, nem sei o que dizer. Foram terríveis. Se houve um ponto onde esse episódio naufragou foi nessa história das bruxas. Muito ruim. Eu já dispensava o Lafayette ser bruxo, mas se tenho que engolir a idéia, tudo bem, ainda mais se isso me garante Jesus na série, mas precisava mesmo ter aquela cena ridícula com a ave? E pior ainda, com o vampiro Eddie? Nunca eu me colocaria em um círculo de magia com uma mulher com aquele jeito não confiável. Nunca mesmo. Ela tem cara de encrenca na certa.

Não gostei mesmo deste núcleo e falo com todas as letras: esperava mais de um coven bruxo. Isto está cheirando aquela orgia desmedida e sem sentido da segunda temporada. Uma boa idéia mal executada.

Mas esperemos os próximos episódios. É como eu disse, True Blood é viciante, mesmo quando é assumidamente ruim.

Luther – Episódio 2

Data/Hora 28/06/2011, 18:07. Autor
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Série: Luther
Episódio: Episódio 2
Temporada:
Numero do Episódio: 2×02
Data de exibição na Inglaterra: 21/06/2011

A cada episódio fica mais difícil escrever sobre Luther. A série é de uma complexidade e simplicidade que fica impossível não ser redundante e passar linhas e linhas exaltando o talento dos seus roteiristas e do elenco.

Tudo parecia bem definido sobre como seriam esses últimos episódios. A trama estava traçada e havia um assassino em série a ser derrotado, além dos fantasmas do protagonista. Contudo fomos presenteados com mais uma reviravolta. O que parecia ser a trama principal foi resolvido nesse episódio.

Primeira coisa a pontuar é: Ripley está vivo. Sofreu muito nas mãos do psicopata mas sobreviveu. E o melhor é que ele escapou sozinho. Foi sensacional a escolha dos roteiristas em mostrar que não foi apenas por camaradagem que Luther o trouxe de volta. Ripley é um ótimo policial e foi fundamental para a prisão do assassino. O serial killer tinha a intenção de matar as crianças que ele seqüestrou em um ônibus escolar mas o talento de Luther e Riley conseguiu impedi-lo. Como as séries inglesas nem sempre trabalham com o final feliz (ou o final mais simples) eu chega a pensar que pelo menos uma das crianças morreria.

E a trama que parecia ser secundária ganhou status de principal. Eu quase caí da cama quando o Luther tem um prego enfiado em uma das mãos pelos responsáveis da rede de prostituição da qual Jenny fazia parte. Ele falando com calma, tentando negociar, com a mão pregada na mesa. Uma cena muita tensa e bem feita que me deixou muito nervosa.

Alice apareceu bem pouco. Sabemos que ela fugiu da prisão graças a ajuda de Luther e ela resolve procurá-lo para que juntos possam fugir. Ele diz a ela que não vai e decide que ficará para ajudar Jenny. Resta saber como Alice vai lidar com isso. Mesmo Luther não tendo qualquer envolvimento romântico com Jenny, que ele faz questão de deixar claro para Alice, acredito que ela (Alice) não lidará muito bem com isso.

Covert Affairs – Begin the Begin, Good Advice e Bang and Blame

Data/Hora 26/06/2011, 12:48. Autor
Categorias Reviews


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Covert Affairs tem sido um grande desafio para mim. E cito o termo desafio no modo benéfico, pois escrever sobre a série foi um presente, já que eu sou viciado em tramas paralelas. Alguns podem afirmar que a série é somente mais uma história de uma personagem que trabalha contra o crime organizado e tem que lidar com a sua vida pessoal e ao mesmo tempo com a profissional. Mas eu afirmo com a maior certeza que Covert Affairs é mais do que isso.

A história basicamente fala sobre Annie Walker, a nova funcionária da CIA que foi contratada pelos seus amplos conhecimentos em diversas línguas. Ou pelo menos ela pensava. Ela descobre que na verdade, tudo não passava de um plano para que a CIA conseguisse capturar Ben Mercer, o amor da vida de Annie e o antigo espião da companhia que se desvinculou da empresa para trabalhar por si próprio.

Eu não afirmaria que a série é similar há 24 horas pelos envolvimentos da vida pessoal com a profissional, mas eu diria que ela consegue transmitir os seus momentos de drama e os seus momentos de ação. Annie Walker seria uma heroína dos dias atuais ao tentar se disfarçar de funcionária de museu para que a sua família não descubra e assim, não corra perigo. Certamente, o diferencial da série seria a introdução dos personagens na vida de Annie e a forma com que essa interação pode afetá-la. Mesmo ela sendo uma espiã, isso não a torna vulnerável as emoções, principalmente pelo fato dela ser nova no ramo. Ela precisa aprender a separar a sua vida dupla e esse foi o seu maior teste ao assistirmos ao último episódio da primeira temporada. O seu maior temor veio à tona, quando a vida de espiã começou a afetar a sua vida pessoal.

Particularmente quando eu assisti aos cinco minutos finais da temporada me senti completamente sem ação ao perceber o que havia acontecido com Ben Mercer. Passei por difíceis 11 episódios para finalmente ver Annie se reconciliando com o seu amor verdadeiro. Assistindo o seu triste passado com o ex-espião. E simplesmente, depois de uma longa jornada, um tiro muda tudo. Será que Ben morreu? Será que Arthur deixou de ser o diretor da CIA? Sem mais delongas, falaremos sobre a segunda temporada, mas especificamente dos três primeiros episódios.

No primeiro episódio, Begin the Begin, de modo a deixar o telespectador com mais ansiedade, as cenas foram realizadas em cima da dúvida deixada no final da temporada anterior referente à morte de Ben Mercer que, particularmente, achei bem bolada. Principalmente a cena seguinte quando ele aparece de cadeira de rodas. Eu simplesmente achei que ele havia perdido os movimentos das pernas. Mas é claro que isso foi totalmente tirado de questão, quando ele e Annie fogem a serem mortos pelos inimigos de Ben.

O que eu mais gosto de “pós-primeira temporada” são as novidades, isto é, não estamos sujeitos a ficar acompanhando o personagem para descobrir mais sobre quem ele é. Agora, queremos acompanhá-los para descobrir o que irá acontecer com eles nessa nova temporada, como o exemplo da relação de Arthur e Joan. Após as exposições da jornalista Liza Hearn sobre o passado de Arthur, a Comissão Interna da CIA está investigando o caso, o que pode acarretar em sua futura demissão. Para assumir o seu cargo, Joan, sua esposa, foi alertada previamente do que poderia acontecer e ela seria requisitada a ficar no lugar do marido. Porém ambos resolveram enfrentar o problema juntos. Entre nós, a relação dos dois no começo da temporada anterior era uma das piores. Os ciúmes de Joan ou os problemas enfrentados pela hierarquia da CIA, não me chamaram a atenção. Porém, quando eles se reconciliaram e resolveram trabalhar juntos comecei a achar interessante essa perspectiva desse relacionamento, pois nada assim foi mostrado na série. Então, por enquanto, estou gostando dessa trama.

Como sempre, os diálogos de Covert Affairs são muito rápidos, devido à série adotar um caso a cada episódio. Adoro quando a atriz Piper Perabo (Annie Walker) tem que interpretar uma personalidade distinta de sua personagem para abordar os suspeitos. Até hoje, sua melhor interpretação foi a de ser uma prostituta no primeiro episódio da temporada anterior. Nenhuma outra interpretação superou essa. Veremos se nessa temporada isso mudará. E falando em sarcasmo, outro ponto que acho muito interessante da série é referente ao personagem Auggie. É incrível como todas as séries que abordam pessoas com cegueira, procuram explorar o problema de modo dramático e triste. Porém, Auggie retrata o seu conflito com tanto humor, que às vezes, até eu me sinto desconfortável com as piadas, apesar de serem ótimas. Nesse episódio, por exemplo, ele falou uma que tenho que citar: “Pedi para um amigo de um departamento imitar a sua caligrafia, pois achei que eu não faria muito bem”. Gosto muito do ator Christopher Gorham, o inesquecível Henry de Ugly Betty. Tenho que dar meus parabéns para a interpretação desse personagem que é totalmente distinto aos outros que ele já fez.

E para finalizar esse episódio, uma relação que se tornou mais intensa e bacana, foi à relação de Joan com Annie. No inicio era algo mais profissional, porém quando a revelação de Ben vem à tona, Joan acaba, de certo modo, se identificando com o problema de Annie. Mesmo que sua situação não seja similar, Joan passa por problemas difíceis quando sua vida privada e profissional se unem e ela tenta ajudar Annie a superar isso. É uma amizade diferente, que não deixa de ser bacana na série.

Em Good Advices, a série explora o país considerado a capital da moda: Paris! Não entendo muito do assunto, mas devo dizer que nesse episódio o lado feminino de Annie é citado, mesmo que brevemente. Além do mais, temos novamente a ilustre participação do ator Oded Fehr, interpretando o concorrente de Annie, Eyal. Na primeira vez que assisti o episódio que ambos são obrigados a trabalhar juntos, foi um dos melhores episódios da série, inclusive um dos meus favoritos. A parceria dos dois além de engraçada traz a trama um ar de amizade profissional, isto é, mesmo ambos trabalhando para agências diferentes e lutando para conseguir a missão, eles se relacionam bem. É nessas cenas, que esquecemos que Ben Mercer existe na vida de Annie. As cenas de ação nesse episódio também foram bem feitas, pois o espaço de Paris foi bem explorado.

Falando em situações engraçadas, vi Joan Campbell numa situação que nunca imaginei. Ela é convocada a ser júri, por ser obrigatoriedade nos EUA e acaba passando por problemas embaraçosos quando sua solicitação na CIA é requisitada com certa urgência. É claro que dei muitas risadas quando a júri a chamava de “número nove” sem desconfiar que na verdade, ela não trabalhava em um banco.

E por último, temos a relação de Annie com Danielle Brooks, a sua irmã. Em minha concepção, a relação que é mostrada de Annie com a família é feita de modo muito superficial. Acho que os roteiristas poderiam explorar melhor esse relacionamento em questões das mentiras de Annie e dela ser uma suposta funcionária do museu, afinal de contas, a série não se trata somente de resolver casos da CIA. Mas, tenho que confessar que em todas as cenas em que Danielle aparece são especiais por elas representarem que a família estará sempre presente na vida de Annie. Não importa a circunstancia.

Finalmente em Bang and Blame, vemos como a manipulação do pai de Jai o está afetando. Até agora, não descobri ao certo o que ele está fazendo na série, além de estar incomodado por não ter um espaço mais amplo na agência, ou pelo fato de seu antigo companheiro o ter traído. Talvez eu não goste do personagem pelo fato de também não gostar do ator que o interpreta. Desde Heroes, o ator Sendhil Ramamurthy vem me desapontando em termos de interpretação. Seu personagem simplesmente não se encaixa em nenhuma trama, e para piorar, o mesmo foi promovido para regular o que eu, pessoalmente, não encontrei razões para que isso ocorresse.

Enquanto isso, Annie acaba voltando para a Fazenda, algo que me deixou muito contente, afinal de contas, seu treinamento apareceu de modo breve no começo da temporada anterior e eu queria muito que houvesse alguma trama em cima disso. Os roteiristas aproveitaram o fato de Annie não ter terminado seu treinamento para aderir a uma missão que pode acabar com a sua carreira. As cenas de ação simplesmente supriram as minhas expectativas. Principalmente a cena da luta entre Annie e Corey em pleno ar! Tenho que confessar que não esperava que ele fosse o culpado, pois eu estava desconfiando de Emerson pela sua brutalidade e sua auto exigência nos treinamentos. É claro que a história do treinador também deu um toque especial ao episódio quando ele afirma que estava tentando constituir uma família após décadas a deixando em segundo plano. A série mesmo um pouco repetitiva quando se trata da vida pessoal dos personagens em relação aos seus trabalhos, não se mostra cansativa. Os pontos altos da série são exatamente esses problemas e isso não a torna mais chata. Ao contrário. Os roteiristas estão aproveitando muito bem essa questão de modo benéfico.

Também não deixaria de comentar outro tópico que mostrou que esse episódio foi o melhor da temporada até agora. As cenas de Auggie com Annie são, como eu diria, cenas “obrigatórias” para cada episódio, pois elas tornam o episódio gostoso de assistir. E esse episódio não foi diferente. Foi bacana ver Auggie trabalhando em ‘campo’ com Annie, principalmente na cena em que o treinador pega Annie mexendo com suas coisas e Auggie aparece sem camisa afirmando que ‘aquele quarto era o único com sofá’.

Para completar a análise do episódio, uma nova relação surge na vida de Annie Walker: Scoot, o doutor. Tudo bem que aquela história das filhas de Danielle terem batido a cabeça foi uma desculpa para introduzir o novo interesse amoroso de Walker. E também achei que o convite para sair foi muito rápido. Porém, não me importei com o fato, devido ao diálogo no hospital ter sido único, onde ambos tinham conhecimento na área médica e também pelo fato de que eu não queria que Annie ficasse com Jai (tudo bem, a minha desaprovação pelo personagem é pessoal, infelizmente não consegui ser parcial nessa questão).

Em suma, vimos como Covert Affairs evoluiu ao longo dos episódios e como as tramas estão cada vez mais envolventes e interessantes. Parabéns aos roteiristas e aos atores (principalmente para Piper Perabo e Christopher Gorham).

PRIMEIRA OBSERVAÇÃO: Em Begin the Begin, achei meio contraditório o Ben estar em uma cadeira de rodas com dificuldades para andar e de uma hora para outra, sair correndo que nem um animal atrás de sua presa.

SEGUNDA OBSERVAÇÃO: Em Bang and Blame, fiquei com medo da Joan no começo do episódio quando ela aparece na janela andando pelo corredor com aquele olhar “Preciso falar com você Annie”.

TERCEIRA OBSERVAÇÃO: O marido de Danielle saiu da série?

QUARTA OBSERVAÇÃO: A introdução da série também mudou. Agora todos os personagens regulares aparecem (Por que o ator que interpreta Ben Mercer não foi colocado como regular?).

Franklin & Bash – Bro-Bono

Data/Hora 26/06/2011, 11:36. Autor
Categorias Reviews


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Série: Franklin & Bash
Episódio: Bro-Bono
Temporada:
Número do Episódio: 1×04
Data de Exibição nos EUA: 22/06/2011

Após a decepção com o cancelamento de Raising the Bar talvez eu estivesse com as expectativas altas a respeito de uma nova série estrelada por Mark-Paul Gosselaar e, por isso, acabei cobrando muito de Franklin & Bash. Felizmente, após um piloto razoável, vieram episódios divertidíssimos para mostrar que a série é maravilhosa desde que você simplesmente aproveite, curta o bom humor, a camaradagem dos protagonistas e o desenrolar mais esquisito de casos simples – mas inteligentes.

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