Rookie Blue – Monster

Data/Hora 13/08/2011, 21:12. Autor
Categorias Reviews


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Série: Rookie Blue
Episódio: Monster
Temporada:
Número do Episódio: 2 x 08
Datas de Exibição nos EUA: 11/08/2011

E a 15ª Divisão foi colocada sob quarentena. Graças à isso, tivemos um pouco mais de cada um dos personagens nessa semana, e algumas questões pendentes desde o início da temporada foram abordadas.E também foi dado um encaminhamento para o final definitivo de Luke e Andy.

Logo no início de Monster ficou bem evidente que MacNally estava com problemas para superar o seu rompimento com Luke. Ou melhor, superar a traição do ex-noivo. E expulsar o casal apaixonadinho da porta da loja de conveniências foi a prova de sua raiva com o mundo. Tudo isso sob o olhar atento de um atencioso Swarek. E foi na loja de conveniências que a dupla (quem sabe casal, em breve?) prendeu o “Smurf Ranzinza”, suspeito de um assalto à banco.

Enquanto isso, Gail e Traci conduziam para a delegacia um asiático aparentemente bêbado (que deixou sua marca no cabelo de Peck). Mas, logo, os oficiais e detetives perceberam que bebedeira não era o problema de Lee, e o encaminharam ao hospital, devidamente acompanhado por Traci – e pelo casal de paramédicos que estava mais interessado em discutir a relação.

Como ninguém sabia nada sobre a doença de Lee, toda a 15ª Divisão foi colocada sob quarentena: Traci no hospital, e os demais na própria delegacia. Só ficaram de fora Luke, que não estava trabalhando; e Dov, que estava em um encontro com Sue, a garota do esquadrão anti-bombas.

E, em quarentena, sobrou muito tempo para nossos oficiais. Enquanto uns jogavam pôquer e comiam pizza, Noelle decidiu ter uma conversa definitiva com Frank. E graças a essa atitude de Williams descobrimos que eles jantam juntos todas as sextas. Mas ainda não temos certeza do ‘status’ do relacionamento, embora eu tenha ficado com a impressão de que nem eles sabem. Por isso, foi um pouco precipitado Noelle já ir falando sobre filhos, sem nem dar chance de resposta para Best. Agora é aguardar para ver como o Sargento vai se comportar.

Andy, Sam e Jerry (esses dois últimos nos intervalos entre um jogo de pôquer e outro) continuaram investigando o caso do “homem azul” . E Andy teve a ideia de Chris voltar a interpretar um personagem no qual ele se saiu muito bem na primeira temporada: o de prostituto. Chris é colocado na cela com o ladrão, e acaba sendo ele que extrai uma informação que ajuda no desenvolvimento das investigações: James acreditava não estar roubando, mas apenas pegando de volta algo que o banco tinha lhe tirado. E com a ajuda de Luke (sério que ninguém, além da MacNally, podia falar com ele no telefone?), Dov e Sue (que estava toda animadinha em não ver pessoas explodindo), conseguiram descobrir que o ladrão se tratava, na realidade, de um cliente do banco, que havia perdido a casa após ficar desempregado. E acabaram prendendo sua parceira de crime, também: a esposa, que não conseguiu fugir com o dinheiro roubado, por que não conseguiu deixar nem o marido – e nem a casa – no passado.

E enquanto alguns investigavam, outros surtavam e sofriam. Foi interessante ver a situação de Traci que, no hospital, sem saber se viveria ou não, sofria com a possibilidade de separar-se do filho Leo. Mas angustiante mesmo foi ver Gail, sempre meio malvadinha, ser a vítima da vez, e surtar horrorres com a possibilidade de morrer infestada pelo vírus misterioso. E, mais uma vez, a fofura de Chris (tá certo que foi um pouco de estupidez também), ao invadir a área de isolamento para diminuir a angústia e o medo da namorada, me ganhou. E, pelo menos por enquanto, parece que os roteiristas desistiram da troca de casais no melhor estilo “amigo fura-olho”, o que muito me agrada.

Mas, no final das contas, a doença que vitimou Lee não era contagiosa, e todo mundo saiu são e salvo. E, para o final do episódio, os roteiristas guardaram um cena especial para os ‘shippers’ Sandy: Swarek se oferecendo para ser o saco de pancadas de Andy. Tenho impressão que essa troca de socos entre Swarek e MacNally vai ser decisiva para Andy superar o término com Luke. E acho que, em breve, Sandy vai render cenas ainda melhores. Só nos resta torcer que essas cenas venham ainda nesses 4 episódios que encerram essa temporada.

Covert Affairs – World Leader Pretend

Data/Hora 13/08/2011, 21:04. Autor
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Sempre tive dificuldades em escrever sobre o final de alguma coisa. Pode ser filme, série ou até mesmo um livro, o final deve acabar com todas as pendências deixadas no decorrer da história. No caso de uma série, além disso, o final deve abrir um leque de amplas possibilidades para uma próxima história. E esse  é o caso de Covert Affairs.

Aprendi muito com essa série. A história me levou desde paisagens exuberantes até a países com uma vasta cultura e beleza. Encontramos velhos personagens, como Eyal, que mais uma vez, entrou numa competição acirrada com Annie para conseguir o direito de finalizar a missão proposta por sua agência. Conhecemos novos personagens, como Reva, uma pessoa totalmente oposta a Auggie, mas que possui o mesmo sarcasmo e gosto por tecnologia que ele. Choramos com a morte do Doutor Ransay, o antigo professor de Walker, que guardava grandes segredos sobre o seu passado. Foram tantos momentos de alegrias e tristezas que afirmo que a série cresceu vastamente e isso é um orgulho tanto para os criadores, quanto para nós que acompanhamos semanalmente a história da CIA e de seus agentes.

No início do episódio, Annie decide contar de uma vez por todas sobre sua segunda vida para Danielle. Será que eu fui o único a ficar sem palavras quando ela tentou contar para sua irmã e simplesmente disse que a amava e a abraçou? Todos ficaram em silêncio naqueles 10 segundos que foram quase horas. É difícil contar algo que você escondeu por dois anos e ainda achar que tudo ficará bem. Logo Danielle, uma mãe tão carinhosa e meiga que quer somente que a sua irmã seja feliz e que suas filhas tenham do bom e do melhor, seria capaz de perdoar a sua irmãzinha de tê-la enganado por dois anos? Poxa, até eu me senti triste pelo fato de Danielle e suas filhas terem ido ao cinema, enquanto Annie lutava contra o tempo para descobrir a verdade sobre o envenenamento de seu amigo. Nesse momento, vemos uma perspectiva de tantas coisas que Annie se sacrificou para que o país continuasse a ser como sempre foi: evoluindo. Quando foi a última vez que Annie realmente teve um dia de descanso sem se preocupar com a CIA? Fora algumas saídas casuais e momentâneas, a espiã sempre esteve diante de problemas e brigas contra os malfeitores, deixando de lado a família e até mesmo a chance de ter um relacionamento que não fosse passageiro.

O doutor era um par perfeito para a nossa heroína. Da mesma forma que Annie, Scoot era um pessoa que vivia em função de salvar a vida de cidadãos. Quem não queria que Annie contasse toda a verdade para ele e depois o abraçasse e simplesmente dissesse que precisava de seu apoio para sustentar todos os problemas de sua vida? Simplesmente seria errado. Se Annie fizesse isso, ela não seria ela mesma. Annie se tornou uma pessoa forte ao longo dessas duas temporadas. Se tornou uma pessoa corajosa, capaz se viver sozinha e de enfrentar qualquer tipo de problema e no final, fazer o seu trabalho como sempre fez. A missão desse episódio pode ter sido uma desculpa para falar sobre confiança, mas mostrou também as conseqüências da mesma. Um espião nunca deve confiar em uma pessoa totalmente, exceto se ela for da sua família. No momento em que a confiança já não faz parte do dicionário familiar, como aconteceu nesse episódio, o jeito é continuar a andar pelo caminho da vida e deixar o tempo fazer o seu trabalho. Danielle entendeu que ser um espião o obriga a deixar de lado coisas importantes, mas como mãe, Danielle deveria proteger suas filhas e com Annie morando ali, um de seus inimigos poderia fazer a sua família como refém.

Em relação aos conflitos secundários, Jai passou dos seus limites em relação a CIA. Joan lhe da à oportunidade de crescer no departamento de modo mínimo e o próprio resolve seguir os caminhos do pai. Já que suas ambições não são concretizadas, sua decisão em prejudicar as missões contando tudo o que sabe para a jornalista Liza Hearn o torna o novo vilão da série. Além disso, tivemos uma cena um tanto interessante com Arthur. Pela primeira vez, o presenciei lutando a favor de sua mulher. Sempre houve aqueles conflitos de chefe/marido, mas Joan havia feito tanto por ele. Ela merecia receber o crédito e acabar de vez com essa burocracia entre os departamentos de segurança.

E o que será que vem pela frente? Annie está mais sozinha do que nunca. Seus problemas aumentam cada vez mais e isso a fortalece, mas a distancia das importâncias da vida. Qual o objetivo de se trabalhar muito e no final das contas, não poder usufruir de momentos com as pessoas que conhecemos? Será que esse trabalho vale mesmo à pena? Pra essa pergunta, nem mesmo o nosso cego sabe a resposta.

The Glee Project – Believability

Data/Hora 12/08/2011, 16:36. Autor
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Série: The Glee Project
Episódio: Believability
Temporada:
Número do Episódio: 1×08
Data de Exibição nos EUA: 07/08/2011

Confiabilidade. Esse foi o tema da oitava semana de The Glee Project, que já começou testando a capacidade vocal de Alex, Damian, Hannah, Lindsay e Samuel, os cinco concorrentes que sobreviveram ao jogo, já que a proposta do dever de casa da semana não era uma apresentação em grupo, mas solos de True Colors, mundialmente conhecida na voz de Cyndi Lauper.

Para julgar a performance da canção e o poder que os candidatos tem de fazer acreditar, de entrar num personagem, ninguém além de Jenna Ushkowitz seria recomendado. Além de Tina ter cantado essa música em Glee, a atriz interpreta uma personagem que, por um bom tempo, interpretou uma personagem.

Apresentações feitas, Jenna elogiou a voz de Alex, a doçura de Damian, o poder teatral de Lindsay e o quão Samuel é incrível. No entanto, foi Hannah com sua energia contagiante que ganhou destaque no vídeo de The Only Exception, da banda Paramore. Para Hannah, que ganhou pela primeira vez uma sessão particular com o mentor da semana, fazer The Only Exception era fácil, já que fala de amor e de um amor platônico, o que Hannah viveu por Damian no ‘campus’ do The Glee Project.

Sem coreografias, a semana cobrou mais da atuação e do canto. Nos vocais com Nikki, Hannah não transmitiu muito sentimento, enquanto Damian precisou ser mais suave. Samuel precisou demonstrar mais confiança e Alex, para entrar no personagem do clipe, relembrou a morte do pai, o que fez ele, Nikki e os espectadores chorarem. Assim, ele ganhou pontos com Nikki, já que nunca tinha feito algo simples e de coração. Lindsay, por sua vez, se forçou demais em tentar transmitir emoção e também chorou, com saudades de casa.

Nas gravações, os competidores tinham que trabalhar a atuação como nunca tinham trabalhado antes. Hannah cantava apaixonada por Alex, que cantava apaixonado por Damian, que cantava apaixonado por Lindsay, que cantava apaixonada por Samuel, que cantava apaixonado por Hannah. Assim, os jurados seriam capazes de analisar a atuação com a confiabilidade de cada um. Mas Hannah estava distraída e cantando para outra pessoa…

Alex não se mostrou “apaixonado”, já que sua personagem foi montada num sentimento de tristeza. Damian, que nunca dançou, resolveu mexer as sobrancelhas durante as gravações. Lindsay teve sua atuação elogiada, mas não conseguiu fazer com que os jurados sentissem algo. E o olhar de Samuel, pela primeira vez, atrapalhou sua performance, já que não demonstrou o nervosismo de um adolescente apaixonado. O vídeo ficou muito bom, muito emocionante. Daqueles que fazem nossos olhos lacrimejarem.

Hora de revelar os três piores. Hora de livrar só dois candidatos da apresentação para Ryan Murphy. Damian com sua atuação e Alex com sua simplicidade conseguiram se livrar da temida apresentação de última chance.

Hannah cantou Back To December, da Taylor Swift. Uma música que não valorizou tanto sua voz, mas Ryan disse que Hannah ganha pontos por ser a cara do seriado.

Lindsay cantou Maybe This Time, do musical Cabaret. Para quem não tinha noção da música, Lindsay deu um show. Ryan elogiou a performance e ainda disse que Lindsay está no mesmo patamar vocal de Lea Michele. Porém, e sendo muito sincero, o criador de Glee disse que não torce por Lindsay, que não vê nela uma excluída, uma ‘loser’. Mas Lindsay mostrou uma face que nunca tinha mostrado: uma Lindsay heroína, que veste uma armadura de “perfeição” para mostrar o quanto é boa, mas que por dentro, é uma Rachel Berry.

Samuel cantou Animal, do Neon Trees. Ryan achou Sam o mais sem conexão de todos e ainda disse que se ele tivesse cantado com vulnerabilidade, talvez parecesse um membro do ‘New Directions’. E ainda abordaram a questão da religião e de como seria curioso uma personagem que fosse conservador, já que Samuel também defende sua fé.

Contudo, a decisão final é de quem é mais talentoso. E, apesar de Hannah render uma personagem que agradaria o público, que tivesse cara de ‘loser’, o talento dela não foi capaz de bater o talento de Lindsay e Samuel. E a maldição das ruivas que ganham o dever de casa eliminou Hannah. Ela saiu da melhor experiência de sua vida com a sensação de ter acordado de um sonho, mas com a certeza de que coisas muito boas virão pela frente.

A próxima semana será a ultima rodada antes da final. Restam quatro participantes lutando pelo mesmo objetivo: ser um ‘loser’. A competição está no fim, porém muitas coisas ainda vão acontecer.

Teen Wolf – Formality

Data/Hora 12/08/2011, 12:24. Autor
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Série: Teen Wolf
Episódio: Formality
Temporada:
Número do Episódio: 1×11
Data de Exibição nos EUA: 08/08/2011

Sabe aquela vontade que se tem de gritar muito quando um episódio foi excelente? [o famoso ‘WTF’ para os mais íntimos]. Pois então, com Formality você só tem essa vontade nos 7 minutos iniciais e nos 40 segundos finais.  O restante do episódio foi um belo de um ‘filler’, mas que nos trouxe inúmeros momentos agradáveis.

Nesse décimo primeiro episódio, Kate decide revelar à Allison boa parte das verdades por trás da família Argent e neste momento começamos a notar o porquê desse capítulo não possuir apenas saldo positivo; afinal, toda essa revelação familiar poderia muito bem ter sido ocultada dos nossos olhos, pois chegou até a trazer certo desconforto. Esse incômodo veio da atuação sofrível de Crystal Reed quando está dirigindo seu carro e seu diálogo vergonhoso com o Sheriff Stilinsky. Dou também um cartão vermelho para a trama de Kate que chega a dar sono de tão ‘boring’. Mas vale dizer que mais uma vez fiquei contente com o trabalho de edição realizado nesses ‘flashbacks’ de Allison [não poderia ser de todo injusto e não parabenizar um trabalho tão bem executado].

Toda essa decepção precisava ser recompensada de alguma forma e os roteiristas definitivamente acertaram em cheio ao abordarem, de forma sutil, o segundo maior questionamento desta temporada: quem ou o que é o veterinário e patrão de Scott McCall? Após o episódio passado, certamente esse foi o tópico de maior discussão dentre os fãs da série ‘teen’; e o que mais me agradou foi o fato de termos tido apenas uma “palhinha” do que ele pode fazer. O diálogo entre Peter e o veterinário foi tão intenso que fez com que grudássemos os olhos na tela só para perceber o alfa sendo desafiado; e de quebra descobrimos que cinzas da montanha são o “condimento” necessário para impedir que os lobisomens ultrapassem certo território.

“Let me be as clear as possible. We are closed!”

Acho que é simplesmente impossível alguém não ter amado esta cena; a cadeira se despedaçando antes mesmo que tocasse o veterinário foi, de fato, a melhor cena do episódio. E agora, nos resta especular ainda mais sobre sua identidade. Chego a cogitar a possibilidade de ele ocupar um cargo maior na hierarquia “licantrópica”, mas como já disse; seriam apenas especulações.

Após esses momentos tensos e ternos [lembrando do maravilhoso diálogo entre mãe e filho], precisávamos de um pouco de humor, que, felizmente, nunca falta nos episódios de Teen Wolf.

Começamos com a desnecessária, porém divertida cena do Scott tentando passar a noite em claro protegendo sua pseudo-namorada. Como eu disse, muito engraçada, mas tão descartável quanto as lamentações da garota em relação à origem de sua família. O interessante mesmo foi o show de chantagens que vimos com a delicada persuasão de Scott para que Jackson fosse o par da garota Argent [o “mauricinho” até pode ser um sujeito desagradável, mas tem um tino para o humor que é o máximo] e o empurrãozinho que Allison deu para que Lydia desse uma chance a Stiles.

E em se tratando de Stiles; que felicidade ele nos trouxe quando colocou pra fora tudo o que sentia e pensava por Lydia. Há algum tempo não sinto tanta alegria em ver um casal junto [na verdade senti saudades de Seth e Summer na saudosa The OC]. Infelizmente, desta vez não foi Stilinsky que roubou a cena cômica do episódio e sim Scott [para a nossa surpresa] quando tirou Danny para dançar em uma bela estratégia de não ser expulso do baile pelo treinador. Essa mereceu uma salva de palmas pela originalidade.

Agora voltando ao papo sério, estranhamente, me sensibilizo com essa fixação do Jackson em ser transformado; é lindo ver como os roteiristas inseriram nas entrelinhas de sua trama a realidade de milhares de jovens que buscam uma aceitação em determinado grupo que julga ser superior. Esse empenho em ser o que não é muitas vezes traz consequências desagradáveis para outros ao seu redor; neste caso, Lydia acabou tornando-se vítima da obsessão de seu ex-namorado.

Quando a vimos no campo procurando pelo ‘playboy’, já era de se imaginar que coisa boa não aconteceria; o que me satisfez nesse momento foi a coragem de Stiles em enfrentar Peter pela garota que ele ama e diante de tal situação, ainda ser fiel à McCall e seu mentor, levando até o limite, a negação de que sabia algo a respeito do paradeiro de Derek. Amizades como essa muitas vezes fazem com que eu me sinta tão desleal aos meus amigos; não sei responder qual seria minha reação em situação semelhante.

Tomando como base o episódio anterior que foi simplesmente fantástico, exatamente por dar início as revelações e ‘cliffhangers’ necessários para uma ‘season finale’ decente, esse Formality deixou sim a peteca cair ao dar demasiado foco no romance de Scott e Allison. Concordo que ambos precisavam de um desfecho para decidirem se ficariam ou não juntos novamente, mas a declaração de amor de McCall talvez tenha sido utilizada de forma prematura, pois quando achávamos que o casal ficaria em paz, por pelo menos alguns episódios, o pai da garota estragou tudo e fez com que Scott se transformasse diante da namorada [ou deveria continuar dizendo, ex namorada]; o que provavelmente trará ainda mais drama para a relação.

Enfim, é sabido que relações com muitos altos e baixos durante uma mesma temporada podem vir a irritar os telespectadores, porém, em se tratando de relacionamentos, há sempre muita discussão independente do caminho que os roteiristas determinam. Colocando na balança, diria que o episódio foi bem positivo ao levantar mais poeira a respeito da identidade do veterinário; ao mostrar um desenvolvimento na relação de Lydia e Stiles; ao dar um caminho a ser explorado para a obsessão de Jackson.

Só continuo me questionando se é saudável para o futuro da série focar tanto a ‘season finale’ na relação entre Scott e Allison, em detrimento da batalha entre os caçadores e suas caças. Basta termos esperança para que nesta reta final Teen Wolf não se perca no clichê e se torne mais uma série sobre uma relação entre uma humana e algo sobrenatural.

Pretty Little Liars – Save The Date e Picture This

Data/Hora 12/08/2011, 12:23. Autor
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Série: Pretty Little Liars
Episódio: Save The Date e Picture This
Temporada:
Número do Episódio: 2×08 e 2×09
Data de Exibição nos EUA: 02/08/2011 e 09/08/2011

Save the Date foi bem chato, tanto que pra escrever essa ‘review’ dupla tive que assistir novamente o episódio porque não me lembrava do que tinha se passado. Fato é que a série perdeu o elemento suspense tão necessário para funcionar e, com isso, perdeu também a lógica – o que torna os episódios cada vez mais maçantes. Costumava ser excitante, mas está difícil de engolir o roteiro. Não é que eu espere um grande suspense, ou que eles revelem quem matou Alisson agora, mas eu espero um pouco mais de lógica.

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Warehouse 13 – 3… 2… 1…

Data/Hora 11/08/2011, 18:28. Autor
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Série: Warehouse 13
Episódio: 3… 2… 1…
Temporada:
Número do Episódio: 3×05
Data de exibição nos EUA: 08/08/2011

Saudações, ‘Warehousers’! Já estou começando esta ‘review’ MEGA feliz, porque a H. G. Wells está de volta. Ok, ela esteve de volta somente nesse episódio, mas eu já me animei. Enfim, vamos ao que interessa.

O episódio foi muito bom, e até lembrou um pouco a primeira e a segunda temporadas da série, pois o foco desta vez foi somente na dupla principal de agentes. Coitado, o Steve é tão mosca morta que já usaram a desculpa de que ele está de licença para afastá-lo da série esta semana. E se Steve está fora do Depósito, Claudia volta para os computadores, onde é bem mais a cara dela. Para completar, tivemos vários ‘flashbacks’ de épocas bem diferentes, o que combina bastante com Warehouse 13. Resumindo: episódio perfeito.

Um artefato com formato de chifre, chamado “A Trombeta de Josué” e cujo poder é desintegrar qualquer coisa que está em sua mira quando acionado, vem sendo alvo de pesquisas por parte de agentes do Depósito em duas épocas diferentes, mas ninguém obteve sucesso. Tudo começa em Londres, 1893, na época do Depósito 12, quando H. G. Wells era agente. Logo depois, o artefato é visto em Ohio, no ano de 1962, e então permanece desaparecido, até que nos dias atuais as pessoas voltam a ser desintegradas da mesma maneira.

Como o pessoal do Depósito 13 ainda não sabia o que era o artefato, decidem libertar (temporariamente) a H. G. do limbo onde ela está, para tirarem informações da pobre mulher. Aliás, libertam somente uma projeção holográfica dela, que fica guardada dentro de uma esfera (sério, isso me lembrou muito Pokémon, quando eles abriram a bolinha e ela saiu de dentro… ok, parei). Mais eficiente do que pesquisar no Google, foi perguntar para a H. G., que já sabia exatamente do que se tratava e contou toda a história do tal chifre para Pete, Myka, Artie e Claudia.

Na história de H. G., ela conta que criou um foguete (temos uma grande vencedora da corrida espacial então?), mas que precisava de uma fonte de energia. Então o parceiro dela, sem ela saber, usou o tal artefato para dar energia ao foguete e o mandou pelos ares. O foguete cai em 1962 e o chifre desintegra um homem cujo filho era fanático por assuntos espaciais. Pete, Myka e Wells vão, à procura de pistas, até onde o chifre apareceu em 1962 e acham uma revista em quadrinhos, que os leva ao (hoje velho e totalmente pirado) filho do cara que morreu em 1962.

Daniel, o tal filho do cara, ao invés de enrolar papel alumínio na cabeça (??) e brincar de astronauta, construiu uma super antena parabólica que ao invés de pegar 842367486 canais de TV a cabo, tem a intenção de se sintonizar com os ETs (??²). Como fonte de energia e arma, ele usa o tal chifre, para que possa mandar um alô aos homenzinhos verdes e matá-los por supostamente terem abduzido seu papai. O problema é, que a antena está mirada para um estádio com um monte de gente. Então, graças à inteligência da Myka, ela liberta Wells da bolinha para que ela convença o Daniel a não matar ninguém. Acaba que o Daniel pensa que ela é uma ET (pelo menos é o que parece, haha) e não mata ninguém. Depois dessa confusão todas e de gerações, o chifre é levado para o Depósito. Aleluia!

 

Missão cumprida e de volta ao Depósito, é hora de dar tchau para a H. G, embora bem lá no fundo, todo mundo esteja com dó de guardar a moça na “pokébola” (ok, isso ficou estranho), porque ela provou que está toda arrependida e tal. Mas como regras são regras, ela vai para o tal limbo.

Sinceramente, eu acho que a H. G. ainda volta para mais algumas missões. A mulher é extremamente inteligente, vivenciou o passado, é uma enciclopédia sobre artefatos e agora se arrependeu. Além do mais, é bem mais interessante do que o Steve (que até agora não serviu de muita coisa na série). Acho que reclamei tanto dessa coisa da série se focar em duas duplas de agentes, que minhas preces foram atendidas nesse episódio, só pode. Hahaha.

P. S. [1]: Sério… Alguém aí sentiu alguma falta do Steve?

P. S. [2]: Só continuo sentindo falta dos vilões que foram mostrados no comecinho da temporada. Acho que esqueceram deles, tsc.

True Blood – Cold Grey Light of Dawn

Data/Hora 11/08/2011, 18:23. Autor
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Série: True Blood
Episódio: Cold Grey Light of Dawn
Temporada:
Nº do Episódio: 4×07
Data de Exibição nos EUA: 07/08/2011

Não sei o que dizer desse episódio de True Blood, sinceramente não sei. A situação não vai bem quando o que mais te mobiliza em um episódio é a interação de Alcide e Debbie Pelt (por quem passei a torcer e esperar que as coisas dêem certo, embora não veja a utilidade dos dois na aparente história da temporada).

Não, estou mentindo, outra coisa me mobilizou mais do que qualquer outra cena nesta temporada: Jessica indo ao encontro do sol. Meus pobres nervos ficaram em frangalhos, embora, não acredite que os produtores tenham coragem de matar a melhor personagem da série e a mais querida do público.

E por falar em ir ao encontro do sol, bem que poderia ter sido Bill e não Jessica, não? Quero dizer, foi muito mais impactante com a ‘baby vamp’ na guilhotina, mas se querem eliminar alguém, que eliminem Bill, pois ele voltou a desfiar os seus já famosos mimimi. Que cara chato! Até Jessica, recém transformada, já percebeu que não dá para fingir que se é humano quando se é um vampiro. Lá dentro, bem no fundinho, as coisas mudaram, a forma de ver a vida mudou e os instintos básicos também. Só o chorão do Bill não consegue aceitar isso.


Mesmo assim, as cenas entre criador e criatura foram muito legais. Jessica consegue fazer qualquer cena com qualquer personagem mais interessante.

De resto, nada de excepcional. Não foi um episódio ruim, mas não trouxe nada que me prendesse enquanto assistia. Sookie e Eric, por exemplo. Eu venho esperando pela união do casal há… bem, desde que a serie começou, e quando finalmente aconteceu não poderia ser mais sem graça. A cena de sexo dos dois no episódio passado foi bonita, mas a continuação nesse foi tão despropositada e cansativa que eu olhava e pensava “blah, blah, blah, próxima cena, por favor?”. Os dois conversando na cama depois foi muito mais empolgante do que vê-los nus marcando território. Há algo muito errado com isso.

Errado também é o súbito sentimento profundo de Sookie por Eric. Sim, eu sei que ele mudou – infelizmente, porque não gosto muito deste Eric – mas a paixão da garota por ele não foi muito repentina? Até meia semana atrás ela odiava o chão que ele pisava.

Estou sendo impertinente. Não é que eu não goste deste Eric, é que ele é muito mosca morta sem as suas memórias, e um Eric que não é o Eric de verdade, não me atrai. E, querendo ou não, tenho a mesma dúvida que ele: Sookie continuará se importando com o vampirão depois que voltar a ser ele mesmo?

Tara é outra que nem bem tinha se recuperado do fundo do poço (de “agradabilidade” por parte dos fãs) e já chafurdou na lama novamente. Desculpem, mas Tara não precisava ficar em Bon Temps, abandonar a namorada e muito menos vir com esta desculpinha furada de que todo mundo próximo a ela acaba morrendo e por isso não poderia continuar com a garota. Pam a ameaçou (com razão, diga-se de passagem)? Pois bem, saia de perto do radar da vampira pelo maior tempo que conseguir e seja feliz até o seu dia e dos seus chegar. Todo mundo vai morrer um dia, seja pelas mãos de um vampiro, de um humano normal ou de causas naturais. Cansei desta personagem.


E afinal, não era Lafayette o bruxo? Então por que Antonia recrutou Tara? Ou ela também tem poderes e eu não lembro (não duvido, minha memória não é das melhores)? E por que todas as outras bruxas atenderam ao conclame? Todos têm um ódio assim tão profundo pelos vampiros ou simplesmente estavam a fim de fazer algumas bruxariazinhas? Ou foi mais um caso de providência divina criada pelo roteirista? Porque o propósito aqui é exterminar uma raça inteira, não apenas colocar um feitiço em alguém.

A história da Antonia também está muito mal contada. Ou melhor, muito providencial. Pouco provável que o espírito da bruxa tenha ficado vagando por aí por mais de 400 anos e justo agora tenha aparecido em busca de vingança. E menos provável ainda é ela ser a única necromante que já existiu e que dominou vampiros. Toda esta história cheira muito mal. Mas tem o seu lado positivo que é estarmos livres de Marnie. A mulher era muito estranha. Sou muito mais a Antonia.

Mais uma vez não comentarei sobre Andy. Não sabem o que fazer com o personagem, deixem de usá-lo, mas não fiquem destruindo-o sem dó nem piedade. Eu poderia passar sem este vício do xerife por V. Mais inútil à trama, impossível.

E já que o assunto é inutilidade, se não era para transformar o Jason em pantera, então por que gastaram o nosso precioso tempo com a história medíocre dele com o povo de Hotshot? Se ainda o tornassem um ‘were-panther’ eu até engoliria, mas não vejo motivos além de tentarem estragar outro personagem que começava a achar o seu rumo dentro da série.

Agora decidiram uni-lo à ‘baby vamp’, o que me deixa morrendo de medo, porque não sou exatamente fã de Jason e esta atração desenfreada não em agradou nem um pouquinho. Quero ver Jessica em maior contato com o seu animal interior (embora eu a ame com Hoyt), mas preferiria que deixassem essa atração dela e de Jason para trás.

Outro que não empolga é Sam e sua história com Tommy. Eu continuo amando Sam, mas não me importaria nem um pouquinho se ele mandasse Tommy e seus amigos ‘shiffters’ para o outro lado dos Estados Unidos e passasse a interagir com algum núcleo mais interessante, como o da Arlene ou de Sookie e os vampiros.

E por falar em Arlene, qual será a do fantasma que aparece para o bebê? Será ela má ou na verdade protege a criança? Eis uma coisa que me deixa curiosa.

Bom, a temporada já ultrapassou a metade do número de episódios e descobrimos esta semana que a série está oficialmente renovada para uma quinta temporada. Então agora só nos resta esperar pelo fim e torcer para que as mentes criadoras coloquem os pés um pouquinho mais no chão e não estraguem personagens e histórias que aprendemos a gostar.

Rizzoli & Isles – Don’t Hate the Player

Data/Hora 10/08/2011, 20:57. Autor
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Série: Rizzoli & Isles
Episódio: Don’t Hate the player
Temporada:
Número do episódio: 2×05
Data de exibição nos EUA: 08/08/2011

Semana passada, minhas suspeitas se confirmaram, e a TNT renovou Rizzoli & Isles para sua terceira temporada e ainda encomendou mais três episódios para a temporada atual, como noticiamos aqui. Mas essa não foi a única boa notícia da semana. A outra foi que o seriado manteve o ótimo nível dessa 2ª temporada, e os roteiristas nos presentearam com outro bom episódio.

Logo no início do episódio – mais uma vez super leve e divertido, um novo “jogador” foi adicionado à série: Tommy Rizzoli. O problemático irmão caçula de Jane e Frankie apareceu, para alegria de Angela e Maura, e um certo desgosto de Jane.

Em Don’t Hate the Player, Jane, Maura, Frankie e Kosak investigaram a morte de um ex-viciado em drogas contratado para auxiliar Manny Vegas – a estrela dos Boston Pilgrims, time de beisebol de Boston. E muitos eram os suspeitos, e suas jogadas para se manter incógnitos.

E quando o que parecia ser um homicídio se tornou um duplo assassinato, o empenho dos investigadores precisou redobrar para a captura do criminoso. Isso porque Manny Vega, aquele que teria mais motivos pra matar seu “instrutor da reabilitação”, morreu em um acidente de trânsito – mas não antes de ser sistematicamente envenenado. E como Vega morreu “limpo”, uma nova linha de investigação passou a ser seguida.

Achei as investigações, mais uma vez, bastante interessantes. E, novamente, Isles foi o destaque da área, na minha opinião. Todo o subsídio para as ações de Rizzoli e Kosak foi fornecido por Maura e sua técnica apuradíssima. Com base nas informações da autópsia, os suspeitos foram sendo descartados.E, no final das contas, Frankie e o lixo encontrado por ele acabaram sendo vitais para a solução dos crimes.

O criminoso não era Vega – o drogado em recuperação. Muito menos Philip ou Gina Young – o ex-casal que brigava pela gestão do clube. Nem mesmo o chefe de segurança que manipulou as provas e encobriu o crime. Nessa semana, o culpado foi o jogador simpático (e bonito) que convidou Jane para jantar – e que, assim, nos propiciou uma das cenas mais engraçadas do episódio: a troca de roupa entre Rizzoli e Isles.

Mais dois crimes solucionados, e mais um criminoso preso. Ah, e um possível criminoso inocentado. Sim, eu estou falando de Tommy, o temperamental – mas boa gente – caçula da família Rizzoli. Ele até gritou inexplicavelmente com o veterinário – que quase agrediu -, mas no final das contas não era o responsável pelo furto dos móveis de Maura. Quem sabe, depois desse desfecho, Jane não dá uma chance de regeneração ao irmão?  Afinal, não é fácil ser “a ovelha negra” da família do Oficial e da Detetive Rizzoli (e os cachorros, bons julgadores de caráter, gostam dele).

Nesse episódio, assim como em Sailor Man, os roteiristas conseguiram introduzir vários momentos divertidos na trama, o que deixou Don’t Hate the Player com um ritmo mais ágil. Assim, apesar dele não ter sido um episódio de ação, foi um ótimo episódio. Agora, é aguardar pelas emoções de Rebel Without a Pause, que contará com a participação especial da ótima Jacqueline Bisset como a mãe de Maura. Já estou ansiosa.

P.S.1: a produção da série tem escolhido muito bem os atores para as participações especiais. Colin Egglesfield  (All My Children e Melrose Place) fez um ótimo trabalho como Tommy Rizzoli. Espero que ele torne a participar da série.

P.S2: o ‘plot’ do assassinato de um jogador de beisebol foi excelente. Assim, os roteiristas puderam explorar muito bem as bizarrices, superstições e inimizades existentes em um vestiário. Adorei.

Torchwood: Miracle Day – The Categories of Life

Data/Hora 09/08/2011, 23:29. Autor
Categorias Reviews


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Série: Torchwood
Episódio: The Categories of Life
Temporada:
Nº do Episódio: 4×05
Data de Exibição nos EUA: 05/08/2011

Com Categories of Life, Torchwood: Miracle Day chega à metade da sua temporada. E não disse ainda a quê veio.

Eu geralmente sou uma pessoa otimista. Posso reclamar bastante, criticar mais do que as pessoas normalmente gostariam, mas mesmo assim sou bastante otimista. Sempre acho que pode e vai melhorar, que miraculosamente a série alcançará o seu maior potencial, etc, etc, etc. Por isso que vejo tanta série ruim. Alguma coisa dentro de mim sempre acredita que há algo que faça o esforço valer a pena. E é mais ou menos o que eu venho sentindo com esta nova temporada de Torchwood. Não é que a série esteja no seu melhor desempenho, eu é que sou otimista e persistente. Ou talvez seja em memória aos velhos tempos, à época que eu amava tanto esta série que mesmo já tendo assistido a temporada inteira, ainda acordava todas as quartas-feiras às 3h da manhã para reassistir ao episódio (quando passava na extinta People & Arts) e escrever a resenha com tudo fresquinho na memória.

O caso é que Torchwood está indo ladeira abaixo sem obstáculos. Tenho medo de onde isso vai dar. A série nunca teve o pé muito firme na realidade (pelo menos na nossa realidade, o que era o seu charme), mas ela era consistente consigo mesma, com o seu universo e suas loucuras e isso se perdeu. Acho que Russell T. Davies despirocou. E Jane Espenson não ajudou muito com seu roteiro completamente impraticável.

O que sabemos da temporada até agora?

– Jack e Gwen eram fugitivos e foram capturados pela CIA e extraditados para os EUA;

– Rex e Esther eram agentes da CIA e foram incriminados por terem se aproximado da Torchwood;

– Esther tem uma irmã com problemas psicológicos e a denunciou por maus tratos aos filhos;

– Rex tem pai e não se dá com ele;

– O pai de Gwen está doente e ela voou para Gales na tentativa de resgatá-lo das mãos do Governo;

– Rex e a Dra. Juarez se envolveram sexualmente;

– Vera Juarez se tornou um membro interino da Torchwood (que, segundo Rex, não existe mais, é só um nome que eles usam para se referir ao seu pequeno grupo, o que, devo dizer, é a decadência da decadência);

 

– Jilly Kitzinger se aproximou de Oswald Danes e de Vera Juarez e os colocou no meio dos acontecimentos, mas, embora ela aparente ter alguma importância (tanto que foi abordada por um homem misterioso durante o episódio), até agora nada aconteceu que corrobore esta sensação;

– Oswald Danes sobreviveu à pena de morte, tornou-se popular, pediu perdão na cena mais sem credibilidade da história e, não sei por qual motivo, a Phicorp resolveu usá-lo como garoto propaganda do Dia do Milagre;

– Existe um inimigo misterioso, antiquíssimo, que conhece Jack Harkness, é responsável pelo milagre e se comunica com seus subordinados geralmente por um telefone onde aparece a imagem de um triângulo;

– Ninguém mais morre, exceto Jack Harkness, que sabe Deus o porquê virou mortal (quem terá esse tipo de poder, quando nem mesmo o Doutor tem a menor ideia de como reverter o ponto estático que é Jack?);

– A Phicorp, uma mera indústria farmacêutica, tinha conhecimento do milagre e vinha se preparando para o grande dia e agora está por trás das Categorias de Vida que foram instauradas ao redor do globo;

– Já que ninguém morre, os países do mundo decidiram por categorizar os vivos em três estágios: 1) os que deveriam estar mortos, 2) os que estão doentes ou machucados, mas tem solução, 3) os saudáveis.

– As pessoas classificadas como estágio 1 são encerradas em um contêiner e incineradas.

 

Não sei se sou apenas eu, mas tenho a sensação de que em cinco episódios foram desenvolvidas bem menos coisas do que antigamente se desenvolvia em um único. A história não anda, nada se esclarece e, embora eu entenda a necessidade de conhecermos melhor o novo terreno e a nova equipe, isso poderia muito bem acontecer ao mesmo tempo em que a história caminha. Não é preciso parar tudo só para vermos alguns relances das personalidades da nova Torchwood.

E Categories of Life extrapolou as raias do absurdo. Carece de bom senso aquele que acredita que o público vai comprar uma história tão pouco embasada como esta que querem nos vender. Não posso acreditar que uma mulher como Vera Juarez, aparentemente chefe do setor cirúrgico (ou pelo menos da Emergência), que tomou as rédeas para si no painel que freqüentou, não saberia em tempo real qual a decisão que o seu painel tomou. E mais inadmissível ainda é tentarem nos empurrar a ideia de que os governos do mundo todo instaurariam uma medida tão drástica como as Categorias da Vida assim, da noite para o dia.

Não estamos falando apenas em categorizar quem está vivo e quem supostamente está morto, mas sim em tirar pessoas dos hospitais (onde muitas eram bem tratadas) em tempo record e levarem-nas para acampamentos militares sem quaisquer estruturas. Não faz sentido!

Outra coisa sem sentido é vermos aquelas pessoas vivas, mas em estado vegetativo nos contêineres. Pelo que me lembro, uma das afirmações de Jack no episódio passado era a de que as pessoas estavam mais vivas do que o normal. Tivemos bons exemplos, como o homem que explodiu e teve a cabeça arrancada, mas continuou consciente, a mulher que foi esmagada e os olhinhos continuaram lá, piscando, muito vivos… por que então essas pessoas nos contêineres eram tratadas como mortas? Quero dizer, eu entendo a necessidade de incinerar os que não têm mais volta (queimados sem recuperação, membros – em especial a cabeça – arrancados, doenças terminais e tão contagiosas que a própria sobrevivência é um fardo para a pessoa), mas a maioria das situações tem volta dado o tempo necessário para a cura. Rex é a prova viva disso. Muitas vezes perdemos as pessoas não porque a doença ou o ferimento é incurável, e sim porque é tão agressiva a invasão que nosso corpo não tem tempo hábil de se curar. Agora temos todo o tempo do mundo. Incinerar indiscriminadamente é absurdo. Compreensível que alguns grupos defendam esta atitude, mas todos os países do mundo? E ainda colocarem a Phicorp por trás dos ‘acampamentos’ para onde os doentes foram transferidos? Não faz sentido! E, desculpem-me, mas eu não tolero ser tratada como idiota por produtor de tv que acha que está fazendo um roteiro sério.

E o que dizer da morte da Dra. Juarez? Tudo bem, admito, eu fiquei chocada. Era a nova personagem que eu mais gostava na série e pela importância que vinha demonstrando nos episódios eu me perguntava o porquê de não aparecer nos créditos de abertura. Agora entendi. Ela foi queimada viva. E pelo motivo mais besta que eu já vi. Como uma personagem inteligente como ela não foi perceber o desequilibro do homem com quem falava? Ficou cutucando onça com vara curta, é claro que saiu machucada. Ela tinha sim que denunciá-lo, mas confrontá-lo ali em um ambiente fechado, em um acampamento onde ele era a maior autoridade foi loucura total. E ela continuou insistindo, mesmo após ter recebido o primeiro tiro. Onde estava a roteirista com a cabeça quando escreveu esta cena? Aliás, este episódio inteiro? Nada foi coerente ali.

 

E já que estou falando de incoerência, posso muito bem mencionar Gwen e sua tentativa de resgatar o pai. Gwen tem sido a melhor personagem desta temporada, mas ela foi muito amadora em toda esta história. Primeiro sai dos EUA com passaporte falso (não sei quais contatos usou para conseguir um tão rápido) para salvar o pai, quando no episódio passado Esther levou uma bronca por ter contatado a família. Hipocrisia é pouca por aqui. Então chega lá e vai bater boca com atendente de fila, como se rodar a baiana funcionasse em algum lugar desta terra. Como obviamente não chegou a lugar algum, infiltrou-se na maior facilidade no acampamento (neste ponto eu perdôo, porque afinal, Torchwood sempre fez desses malabarismos absurdos mesmo, a diferença é que antes usavam de toda a autoridade da Torchwood) e estava tão avoada que sequer viu o pai ali deitado. Não faço ideia de como Rhys levou um caminhão até o lugar certo (acho que ele está fazendo o transporte dos contêineres, não?), mas a fuga foi tão atrapalhada que era óbvio que o pai acabaria tendo outro infarto. E agora o bom velhinho foi reclassificado como nº 1, ou seja, incinerador nele. Gwen nunca foi tão amadora na vida, nem mesmo quando era amadora.

O que nos leva de volta à velha história das categorias de vida. Como assim classificar o homem como 1 por ter sofrido um infarto? Se ele for operado e não tiver risco de morte, ele vai se recuperar tranquilamente…a menos que falte oxigênio no cérebro etc e tal. Não dá para levar a sério uma classificação dessas.

E por fim, mas não menos importante, Jack (o nosso herói recém promovido a coadjuvante de luxo) foi buscar ajuda de Oswald Dane para desmascarar a Phicorp. Até tu Brutus? E eu aqui, reclamando do amadorismo da Gwen, tadinha. É claro que Danes usou da informação de Jack em benefício próprio. O que mais Jack esperava?

 

E aqui estamos nós, cinco episódios depois e sem saber ainda absolutamente nada. Quem está por trás do milagre? Qual o seu envolvimento com Jack? Porque a Phicorp é com certeza apenas o laranja. E por que eles escolheram justamente Oswald Danes, um pedófilo assassino condenado para ser o seu porta voz?  Qual a função de Jilly Kitzinger nesta história toda? E principalmente, para que fazer do mundo imortal, se vocês vão colocar qualquer um no incinerador?

Preciso de um pouco de sentido na minha vida.

E para os fãs, peço desculpa por achincalhar o episódio, mas como fã eu mesma, dou-me ao direito de mostrar meu descontentamento e exigir ser tratada como um ser inteligente. Sempre amei Torchwood e seguirei firme e forte assistindo à série, mas se não fosse Torchwood e eu não tivesse uma relação de carinho e prazer com ela já de longa data, não sei se teria paciência para voltar semana após semana diante da falta de consistência que me tem sido apresentada.

Agora, é como eu disse, eu sou otimista e persistente, então vamos esperar por um pouco do brilhantismo que já vimos que RTD pode fazer quando realmente quer e não deixa seu ego ser maior do que o mundo.

Covert Affairs – Sad Professor

Data/Hora 07/08/2011, 22:49. Autor
Categorias Reviews


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Um agente morreu. Na CIA, quando um agente morre, o departamento entra numa espécie de depressão, pois a quantidade de mortes é contada por ser algo raro e triste. Em Sad Professor, um personagem secundário que apareceu no primeiro episódio da primeira temporada, Dr. Ramsay, que foi um ex-professor de Annie, é morto. Achei incrível como a série pegou um personagem que achamos que só serviu para discorrer sobre uma cena, se tornar o foco de um episódio inteiro dedicado a questão de mentir para proteger aqueles que você ama. Nunca imaginei que aquele professor era um espião. Fiquei até pasmo quando a Joan chamou Annie falando que a morte havia sido de alguém que ela conhecia. Pensei que tinha sido o Ben! Tudo bem que eu não quero que ela fique com ele, mas se ele realmente morresse nesse episódio, perderia uma das principais tramas de Covert Affairs.

Fiquei com muita pena de Sofia, mulher de Ramsay. As cenas em que ela apareceu lembrando a vida que possuía com o marido, além de tornarem a história mais verídica, fizeram com que Annie percebesse que aquilo poderia acontecer com ela. Como ficaria Danielle nessa situação? Não é à toa que nessa temporada os roteiristas estão trabalhando em cima das mentiras de Annie relatadas à família para encobrir o seu trabalho. Danielle está cada vez mais desconfiada da irmã, chegando ao ponto de pegar o carro e segui-la. É claro que foi hilário ver ela com aqueles óculos escuros tentando não ser descoberta. Ficaria surpreso se Annie não conseguisse ver a irmã a seguindo, quer dizer, ela é uma espiã.

A questão é que vemos a perspectiva de todos os personagens em relação ao envolvimento da família na vida de espionagem e nesse caso, voltamos à velha história da vida pessoal e profissional se unirem. Muito engraçado quando o Auggie disse que teve que comprar um ‘X-Box’ para fazer as pazes com o irmão após contar toda a verdade sobre sua vida de espião. Além disso, tivemos a revelação de como Annie ingressou na CIA, que achei mais do que fundamental ser citada.

Bom, esse foi o penúltimo ‘review’ da série nesse ano, pois na semana que vem teremos o último episódio da temporada. Como será o desfecho dessa história? Será que teremos a tão aguardada cena em que Danielle descobre toda a verdade sobre Annie? Vamos aguardar…

ÚNICA OBERVAÇÃO: É impressão minha que Auggie ficou com um pouco de ciúmes em descobrir que Annie está namorando o Scoot?

Haven – Sparks and Recreations

Data/Hora 07/08/2011, 22:46. Autor
Categorias Reviews


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Série: Haven
Episódio: Sparks and Recreations
Temporada:
Número do Episódio: 2×04
Data de exibição nos EUA: 05/08/2011

Jogo de Beisebol. Um típico passatempo americano. Uma tradição completamente comum. Mas estamos falando em Haven, lembrem-se. Então, coisas estranhar iriam acontecer. E não tardou para que o campo de jogo fosse atingido por várias descargas elétricas, causadas por um dos problemáticos habitantes da acolhedora cidadela do Maine.

E não bastasse o fato de lidarem com um habitante que estava distribuindo descargas elétricas pela cidade, Audrey e Nathan ainda precisavam trabalhar com o “problema” de outro habitante: o prefeito da cidade, super carismático e persuasivo.

Com a morte do prefeito, Chris, seu filho, um “anti-social de carteirinha”, herda o dom da popularidade, o que causa alguns problemas na investigação. E aqui preciso fazer uma pausa pra comentar o quão hilário foi ver Nathan caindo de amores por Chris.

E, enquanto Nathan e Audrey corriam atrás do culpado pelos problemas com a eletrecidade, Duke e Ivy buscavam pistas sobre o tatuado misterioso que está destinado a matar do dono do bar mais badalado da cidade. Achei interessante a dinâmica entre o ex/atual casal. A forma como ele abordaram os irmãos Teagues foi bastante interessante, assim como o jeito que tentaram enganar um ao outro atrás das pistas sobre a família Rasmussem.

Esse foi outro acerto do episódio, na minha opinião. Retomar a trama do assassino tatuado. Os avanços foram mínimos, e não esclareceram muita coisa, mas serviram como um aviso dos roteiristas, do tipo “ei, não esquecemos da trama do Duke. Em dentro de alguns anos vocês verão outras pistas por aí”.

Quanto ao desfecho do caso da semana, achei bem apropriado. Considerei imprevisível, até, o que não costuma acontecer em Haven. E teve a toda especial aparição do nosso reverendo do Mal, que apareceu para dar uma tumultuada na legião de pecadores que habita Haven.

Por tudo isso, gostei de Sparks and Recreations. É claro que foi um episódio totalmente estilo caso da semana, pelo menos quanto à trama da Lucy. Mas o caso foi envolvente, e funcionou bem a dobradinha Duke/Ivy. Agora, resta esperar a boa vontade dos roteiristas de desenvolverem a trama principal do seriado outra vez, torcendo para que nesse meio tempo sejamos premiados com episódios com bons casos policiais.

P.S.1: gostei do Dwight, o cara que limpa as coisas. Como nunca pensei que Haven tivesse um “faxineiro”, responsável por deixar toda a sujeira embaixo do tapete e os esqueletos bem guardados nos armários?

P.S.2: me agradou, também, a participação de Jason Priestley. E Chris foi uma boa adição ao seriado. Sem contar que sua aparição – e seu convite para checar fitoplânctons – pode fazer com que as coisas entre Audrey e Nathan deslanchem de vez – ou subam no telhado de uma vez por todas.

Teen Wolf – Co-Captain

Data/Hora 07/08/2011, 22:42. Autor
Categorias Reviews


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Série: Teen Wolf
Episódio: Co-Captain
Temporada:
Número do episódio: 1×10
Data de exibição nos EUA: 01/08/2011

Sometimes the people closest to you, are the ones holding you back the most

Após alguns eventos do episódio passado (a paranóia de Jackson com seu machucado na nuca; a revelação da identidade do lobisomem alfa; e não tão relevante, porém divertidíssimo, a descoberta da homossexualidade de Danny), confesso que fiquei bastante animado e até ansioso com o que veria neste décimo episódio que pela ‘preview’ se mostrava bastante promissor. Acredito que felizmente tivemos um saldo extremamente positivo ao fim de Co-Captain; houve a ação necessária, um roteiro bastante agradável e, sim, um momento romântico que Scott precisava desesperadamente.

Mas vamos comentar parte a parte, não é mesmo. Para que haja certa coesão em minha exagerada emoção (positiva) no fim deste episódio.

Já começo dizendo que fiquei muito feliz pelo episódio ter se iniciado com o fim da partida de lacrosse, pois não sou muito fã do esporte e seria apenas uma forma deles ocuparam preciosos segundos da série. Agora convenhamos, esse vestiário está protagonizando momentos maravilhosos na série; o local é um labirinto por si só e permite o uso de momentos bastante sombrios; se bem que a essa altura do campeonato, utilizá-lo em todos os episódios fará com que em breve os momentos sombrios se tornem previsíveis e monótonos. Não foi o caso agora, felizmente. Jurava que a qualquer momento Peter Hale apareceria (em sua forma humana), mas para a minha surpresa e espero que para de muitos, foi Derek que primeiramente se apresentou como o mais novo aliado de seu tio.

Sinceramente, achei muito repentino e suspeito essa lealdade de Derek para com seu tio Peter Hale; quem é que em sã consciência perdoaria o assassinato da própria irmã em questão de uma hora? Até o momento não compreendi e muito menos aceitei. Porém, por meio do ‘flashback’ que Scott teve sobre o passado de Peter (que aliás teve uma edição muito competente), pudemos perceber que foram, na verdade, as decisões de Kate que o tornaram no psicótico vingativo que estamos conhecendo agora.

Ainda em se tratando de Peter; apesar de previsível, sua decisão em sair com a Sra. McCall nos proporcionou o momento mais tenso e ao mesmo tempo mais cínico do episódio; eu até queria rir, mas não conseguia. A criação do personagem Peter Hale foi brilhante e uma adição mais que bem vinda e positiva para Teen Wolf. A passagem em que Scott atende a porta e Peter lhe dá uma lição de moral:

Se me permite interromper sua lista das 5 coisas mais ameaçadoras, por um momento, tente lembrar que estive em coma por 6 anos. Não acha que eu gostaria de jantar com uma linda mulher? Ou talvez, acha que vim com uma ideia, de como seria fácil convencê-lo a ser parte do bando se sua mãe também for

Só por este momento o episódio já merecia cinco estrelas, mas os roteiristas nos presentearam com inúmeros momentos relevantes e prazerosos (dos quais, alguns, infelizmente, não poderão ser abordados nesta ‘review’ para não torná-la entediante e excessivamente longa e descritiva).

Mas voltando o foco para Scott, achei muito maduro seu discurso para Stiles e Jackson sobre ele não poder proteger todo mundo o tempo todo. É um trabalho árduo uma vez que ele é um lobisomem e não um vampiro que pode correr extremamente rápido e chegar onde quiser em um piscar de olhos. Sua vida social foi praticamente dizimada quando foi transformado e esse drama tem sido muito bem trabalhado ao longo desta temporada, em minha opinião. Sua maturidade em assumir a responsabilidade nos momentos de perigo só nos mostra o quão bem  o personagem vem sendo construído; sempre que posto a prova, suas decisões  me parecem certas. Sua brilhante ideia em fazer Stiles acidentalmente bater no carro de Peter a fim de salvar a Sra. McCall das presas e garras de Tio Hale nos rendeu no mínimo boas risadas (o que não é de nos surpreender já que Dylan “Stiles” O’Brien estava no comando; com seu ‘timing’ impecável para o humor).

Agora, Jackson! Faça-me o favor de não protagonizar outra cena tão vergonha alheia como a que fez ao praticamente implorar pela sua vida aos pés de Derek. Foi um deleite presenciar esse momento, porém é de sentir muita vergonha que alguém que se mostra tão valente e destemido se torne num chorão. Como sempre, desde o início da temporada criei certa antipatia pelo personagem, pois o cara é o tipo que sempre estará praticando o ‘bullying’ sem qualquer remorso. E concordo plenamente quando Derek diz “aposto que não teve um dia em toda a sua vida que você não tenha sentido medo de algo”, pois pessoas como Jackson só querem acreditar que são bem vindas neste ou naquele círculo, quando na verdade são a escória.

Esta penúltima passagem foi igualmente intensa e pôde trazer, acredito, a performance mais convincente de Tyler “Derek” Hoechlin nesta temporada quando diz a Jackson o quanto insignificante ele é. Mas já que o foco agora está em Derek, porque não dizer o quanto estou confuso com suas intenções. A princípio se mostra uma ameaça; então se revela um guardião e professor para Scott; no começo deste episódio nos dá a entender que sua lealdade mudou de lado, mas então quando seu protegido é baleado, fica todo preocupado. Fico me questionando se esse interesse é só pelo fato de querer McCall no bando ou se realmente sua preocupação é fraternal.

Por último quero comentar sobre a sonolenta, mas não menos importante, ‘plot’ de Alisson neste episódio. Após descobrir que Scott realmente fez tudo o que fez na escola apenas para protegê-la, a garota pôde ter certeza de que o sentimento que existe entre eles é real; mas isso não quer dizer que seja sincero. Na verdade, creio que é difícil encontrar uma relação tão bem balanceada. A ex-namorada de Scott começou o episódio mostrando que dará mais uma chance para o mais novo capitão do time, mas isso estava fadado acontecer uma vez que a garota não pára de ter sonhos eróticos com o menino lobo todas as noites; sonhos estes que me trouxeram até calafrios (que bela montagem fizeram para representar esse desejo que ela ainda mantém por McCall).

Para ajudar a trazer ainda mais transtornos para a vida amorosa do casal “Scottson”, Alisson descobre ainda mais segredos sobre sua família e podemos dizer que começa a compartilhar com sua amiga Lydia, que acredito que ainda fará seu nome ser lembrado por algo (ainda não me esqueci de quando os professores estavam dando os perfis dos alunos e ao falar de Lydia, a descreveu como uma garota extremamente inteligente que age sempre com um propósito). Só me pergunto se com a cena que encerrou este episódio – a revelação da existência de lobisomens feita de Kate para Alisson -, a cumplicidade entre essas duas garotas continuará a mesma.

Mas se a intenção dos roteiristas ao exibirem essa cena no final era nos fazer discutir o assunto, eles não poderiam ter escolhido pior. Digo isso porque, pelo menos para mim, não me importa saber, no momento, como a sobrinha de Kate lidará com a revelação que sua tia fez; mas sim entender o que o chefe de Scott, o veterinário, quis dizer quando revelou ao seu funcionário que só cuida de cães e gatos em 90% do seu tempo. O que será, então, que ele faz nos demais 10% de seu tempo? Eu poderia ficar especulando durante parágrafos e parágrafos, mas prefiro não arriscar. Já foi cogitado, e muitos acreditaram na possibilidade (inclusive eu), que o veterinário pudesse ser o Alfa, mas agora que sabemos que Peter Hale é o tal lobisomem que assassinou inúmeros figurantes durante toda a temporada, resta perguntar: quem é o veterinário que salvou a vida de Scott McCall?

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