Gotham – Selina Kyle

Data/Hora 03/10/2014, 23:12. Autor
Categorias Reviews

thumb image

Série: Gotham
Episódio: Selina Kyle
Número do Episódio: 1×02
Exibição nos EUA: 29/09/2014

Após um ótimo episódio piloto, Gotham apresenta uma continuação que pode ser considerada, pelo menos, em um nível abaixo de sua premiere. Como o próprio título já diz, esse segundo capítulo direcionou-se mais para a personagem Selina Kyle (Camren Bicondova), orfã de rua que se envolve no plot principal.


Gotham pode ser considerada uma série diferente das demais por alguns motivos, e, um deles, é a questão de vários, vários personagens mesmo que têm que ser colocados durante os quarenta minutos. Até mesmo por isso, a princípio, cada episódio levará o título de um deles. Porém, a dificuldade, é relacioná-los e não criar diferentes plots desconexos e que não há alguma relação importante entre eles. E, infelizmente, ocorreu nesse capítulo.

Como, por exemplo, a aparição de Fish. Sua aparição foi algo que não acrescentou à história, e seu plot secundário com Falcone foi bem aquém do esperado. Além do que, a atriz Lili Taylor exagera bastante na sua atuação, soando por vezes forçada no papel. O mesmo ocorre com Edward Nygma, o Charada, cujo trabalho no episódio não durou mais do que trinta segundos e só serviu para como um ‘oi, eu estou aqui’.

Por outro lado, outros fatores funcionam muito bem em Gotham. A interpretação de Ben Mckenzie é um ponto alto, e sua química com seu parceiro, Harvey Bullock, está ótima. Os dois conduzem o plot principal com atuações de destaque, e nos momentos que Selina aparece, a mesma também convence – a atriz mirim parece confortável no papel, pelo menos, a princípio.

Ainda espera-se mais um pouco para ver o desenvolvimento de Bruce, são poucas as aparições do garoto; entretanto, sua relação com Gordon ainda renderá momentos importantes e intensos para a trama. Mas, ao menos, uma de suas técnicas para enfrentar seus medos já foi vista e foi algo positivo para o episódio. E o que dizer de Pinguim? Apesar de suas aparições ainda não possuírem relação com a trama principal, o personagem já se mostra um dos mais interessantes e que se destacam.

Por fim, a ambientação e caracterização de Gotham City continuam excelentes. O produtor, Bruno Heller, conseguiu expressar perfeitamente uma cidade num clima sombrio e com uma atmosfera mais ”dark” – a fotografia é excelente e o figurino é excepcional. Ainda há muito a se apresentar, e, se os plots forem bem amarrados e correlacionados, a série continuará como uma das melhores dessa Fall Season.

Primeira imagem oficial de ‘Daredevil’ é divulgada

Data/Hora 03/10/2014, 23:06. Autor
Categorias Notícias

thumb image

Daredevil, nova série da Marvel que contará a história do Demolidor, ganhou sua primeira imagem oficial. As gravações da série da Netflix ocorrem na cidade de Nova York, onde será rodada por completo. O diretor Steven DeKnight (Spartacusassumiu o cargo de roteirista no lugar de Drew Goddard. Confira a imagem abaixo:

Daredevil

O elenco de Daredevil — Charlie Cox (Matt Murdock), Elden Henson (Foggy Nelson) Vincent D’Onofrio (Wilson Fisk) e Deborah Ann Woll (Karen Page) — estará presente na New York Comic-Con no próximo final de semana. Os atores estarão frente a frente com o público pela primeira vez, e além disto, irão autografar uma arte da série feita pelo lendário artista Joe Quesada.

Daredevil estreia em 2015 na Netflix.

Com informações do /Film

 

Criadores de ‘Twin Peaks’ podem ter apontado retorno da série pelo Twitter

Data/Hora 03/10/2014, 22:34. Autor
Categorias Notícias

thumb image

Uma das séries mais excêntricas dos anos 1990 pode estar voltando à TV. Por meio de dois tweets idênticos e simultâneos, os criadores de Twin Peaks, David Lynch e Mark Frost, podem ter dado um sinal de alerta aos fãs da série.

 

 

”Queridos amigos do Twitter: Aquele chiclete que vocês gostam irá voltar em grande estilo! #cafémuitobom”. A frase escrita por ambos faz referência ao vídeo abaixo, enquanto a hashtag faz alusão ao que o agente especial do FBI Dale Cooper (Kyle MacLachlan), o protagonista da série, dizia a respeito de sua bebida matinal. Apesar de serem relacionados à série, os tweets não significam um comunicado oficial de retorno.

A trama da série seguia a história de uma estranha cidade, a Twin Peaks, e a investigação do assassinato de uma estudante do colegial. A série teve duas temporadas, e foi ao ar entre 1990 e 1991 no canal ABC.

Com informações do E! Online

 

HBO divulga trailer e pôster do último ano de ‘The Newsroom’

Data/Hora 03/10/2014, 21:54. Autor
Categorias Notícias

thumb image

A última temporada de The Newsroom ganhou seu primeiro trailer. Além disso, a HBO divulgou um pôster do terceiro ano da série, que vai ao ar em novembro. Assista ao vídeo abaixo:

”Toda história precisa de uma palavra final” é a frase que estampa o pôster do último ano do drama de Aaron Sorkin.

The Newsroom

A terceira e última temporada de The Newsroom estreia no dia 9 de novembro, domingo, na HBO. A série é transmitida pelo canal no Brasil e nos Estados Unidos.

Com informações do TV Line

Chicago Fire – Wow Me

Data/Hora 03/10/2014, 21:45. Autor
Categorias Reviews

thumb image

Série: Chicago Fire
Episódio: Wow Me
Número do Episódio: 3×02
Exibição nos EUA: 30/09/2014
Nota do Episódio: 4.3

Wow me! Wow me! Era o que eu pensava em todo episódio da série até aqui. E Chicago Fire, finalmente, conseguiu! Não me lembro de ter gostado tanto da série quanto agora. Não me lembro de dois episódios seguidos tão bons quanto os que foram apresentados. E, por último, não lembro de querer elogiar tanto a série num texto quanto agora e eu, realmente, espero que essa empolgação dure bastante. A série dos bombeiros realmente começou com o pé direito e entregou mais um bom episódio carregado de uma carga dramática exemplar.

Seguir em frente não é fácil e a série está mostrando (de novo) como a morte de um amigo pode influenciar as pessoas de várias maneiras. Lá no piloto, quando vimos a morte de Darden, experimentamos aquela sensação de um formigueiro desorientado, mas isso logo passou. Com a morte de Shay, entretanto, as coisas foram muito diferentes e a influência do acontecimento na rotina do batalhão foi muito mais sentida.

Apesar da situações clichês que envolvem a perda de algum personagem, tenho que admitir que Chicago Fire está sabendo lidar direitinho com a situação, sem forçar demais a barra. Severide encontrou conforto na bebida e demorou um bom tempo para admitir, em voz alta, que a amiga faz muita falta. Os pequenos crossovers com Chicago PD continuam e Erin foi o ombro amigo da vez. Ombro amigo que, convenhamos, deveria ser o de Casey. Achei que ele tem sido um pouco negligente com a situação real do amigo e foi preciso que Herrmann desse aquele toque para que ele se ligasse que Severide precisa de ajuda. Isso não mudou em nada os acontecimentos desse episódio, mas espero que a relação dos dois fique cada vez mais próxima e convincente.

Casey tá no centro dos conflitos internos de Severide e Gaby, mas com a moça as coisas são um pouco diferente. Atendendo ao pedido feito no episódio passado, Casey pediu Dawson em casamento (de novo) e dessa vez foi uma coisa inesperada e fofa, como um bom pedido de casamento precisa ser. Gaby precisa dividir seu interior entre ser feliz com Casey, tentar esquecer sua culpa pela morte de Shay e, ainda, se preocupar com seu futuro como bombeiro. Essa história dela como membro efetivo de um outro batalhão ainda promete muita coisa porque empecilho é o que não está faltando – mas não vou me prolongar nisso porque é melhor esperar acontecer.

Mills foi o grande susto do episódio, pois ficou perto dos minutos finais por alguns instantes. Só resta saber, agora, se o ligeiro apagão do rapaz ainda é uma sequela da explosão do episódio anterior ou Mills tem algum problema sério. Se for algum problema que, por um acaso, precise de ajuda familiar, Peter agora tem para quem correr. Ou não, já que dispensou a família do avô paterno quando descobriu o preconceito sofrido por seus pais.

A ideia do Molly’s II continua de pé e eu mal vejo a hora de ver o resultado do food truck de Cruz. Mas enquanto esses momentos de felicidade não chegam, vamos sofrendo até o próximo episódio.

GLAAD realiza estudo sobre o crescimento da representatividade LGBT na TV

Data/Hora 03/10/2014, 20:52. Autor
Categorias Notícias

thumb image

A Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação) — ou simplesmente GLAAD — divulgou o resultado do Where We Are On TV, um estudo que a organização não governamental realiza anualmente para analisar as representações da comunidade LGBT, das mulheres e de outras minorias na televisão. Segundo a pesquisa, o número de personagens LGBT aumentou consideravelmente em 2014.

De 813 personagens regulares de séries do horário nobre, 32 são LGBT. Isto significa que houve um aumento desde o ano passado, quando esta quantidade era de 26 personagens. Entretanto, uma margem de 96% ainda não se identifica como pertencente ao grupo.

O canal Fox foi o que mais introduziu gays, lésbicas e bissexuais na TV aberta, com 6,5%, o que mostra um aumento de 1,1% em relação ao ano passado. Ou seja: dos 153 personagens de suas atuais séries, 10 são LGBT. Logo em seguida vem a ABC, com 4,5%, ou nove em cada 201. Já a NBC mostrou um avanço em relação a 2013, uma vez que 3,8%, ou sete de 183, de seus personagens são identificados como LGBT — ano passado, a emissora apresentava apenas 1%. A rede CBS apresentou 3,2% em relação a 1,9% do ano passado, ou seis a cada 186 personagens. Contudo, o canal The CW deu um grande passo para trás: no início da última temporada o canal apresentava 3%, e hoje, não possui nenhum personagem LGBT (recorrentes não são incluídos no estudo).

A TV a cabo, que é conhecida por dar mais liberdade a personagens LGBT e à temática de uma forma geral, também registrou um aumento em relação ao último ano. Enquanto em 2013 o número de personagens era de 42, em 2014 subiu para 64. A HBO teve, mais uma vez, a maior média de aumento, com um total de 25. Todavia, a última letra da sigla, que representa os transgêneros, ainda não é representada por nenhum personagem — tanto na TV aberta, quanto na a cabo.

O estudo indica que as mulheres continuam perdendo visibilidade no horário nobre, sendo representadas por apenas 40% dos personagens. Em 2012 a representação era de 45%, em 2013 caiu para 43%, o que indica que foi um declínio gradual. Outras etnias também cresceram: 13% negros, 8% latinos, 4% asiáticos e 2% miscigenados. Vale lembrar que uma boa parcela da população norte-americana é latina (16%, segundo o censo mais recente dos EUA), o que assinala uma discrepância na representatividade desta comunidade na TV. Também foi analisado o percentual de pessoas com algum tipo deficiência, indicando 1,4% dos personagens, incluindo pelo menos um regular deficiente.

A GLAAD foi fundada em 1985, na cidade de Nova York, em resposta à cobertura difamatória e sensacionalista da epidemia da AIDS. A partir de então, a organização tornou-se mundialmente conhecida por monitorar o tratamento que a mídia dá à comunidade LGBT e pela luta contra a homofobia. Vários artistas, heterossexuais e homossexuais, dão suporte à organização.

Com informações da EW

 

Faking It – You Can’t Handle The Truth or Dare

Data/Hora 03/10/2014, 17:26. Autor
Categorias Reviews

thumb image

Série: Faking It
Episódio: You Can’t Handle The Truth or Dare
Número do Episódio: 2×02
Exibição nos EUA: 30/09/2014

Outra semana e outro ótimo episódio de Faking It. A cada episódio que passa eu fico mais impressionada com a belezinha que a série é. O roteiro é sério mas não é chato. As piadas são fáceis mas não idiotas. Bandeiras são levantadas e ensinamentos são repassados, e tudo isso com a maior naturalidade do mundo. Well done, MTV. Você me surpreendeu positivamente.

Dito isso, vamos a You Can’t Handle The Truth or Dare, no qual Karma e Amy resolveram fazer uma noite das garotas para tentar retomar a amizade. É comovente ver o empenho das duas em voltar à normalidade, e ao mesmo tempo é engraçado e dolorido. Engraçado porque as situações nas quais as duas acabam se colocando são impagáveis (Amy usou “fazer xixi”, mas deveria ter dito “tomar um banho frio”). Dolorido porque voltar para o normal significa sofrer: ou por ter o amor negado ou por estar negando o amor. Situaçãozinha difícil a delas.

Além disso, fica aquele gostinho amargo na boca. Ao mesmo tempo que torcemos pra que as coisas voltem ao normal, também temos certeza de que não deixa de ser ingenuidade delas achar que tudo se resolverá tão rapidamente.

Talvez o único que consiga ver bem a situação toda é o Shane, e ele bem que avisou que as coisas ficariam estranhas entre elas. E justamente para evitar isso Amy acabou chamando Lauren para participar do final de semana Karmy. Sério, Amy? Além das coisas ficarem estranhas, isso aconteceu com audiência. Ideia genial.

E Lauren, sabedora de que o convite tinha sido motivado por pena e justamente para evitar que Amy e Karma ficassem sozinhas, resolveu propor um jogo EMOCIONANTÍSSIMO de verdade ou consequência.

Faking It - You Can't Handle The Truth or DareKarma, inocentezinha, escolheu consequência. E Lauren tratou de mostrar que não estava para brincadeira quando propôs que ela beijasse Amy. Um beijo longo e de língua. Só que não foi dessa vez que vimos as garotas se beijando pra valer, já que Karma trapaceou – verdade OU consequência, senhorita. Não verdade e/ou consequência – e acabou escolhendo verdade (e tendo que responder, na cara da Amy, como foi o sexo com Liam. AWKWARD). E a coisa só degringolou, já que Amy e Karma não queriam “perder” para Lauren e tentaram expor o segredo da loira “malvada” para Leila e Elizabeth – que apareceram com suas camisetas Karmy e foram as fangirls shippers mais fofas do mundo.

Claro que a coisa não ia acabar bem, e quando Lauren pegou bem pesado Amy fez beicinho e disse que não queria brincar mais. No final das contas a única vantagem do jogo da “verdade ou consequência” foi que Amy e Karma conversaram e tentaram colocar um limite nas suas interações: dormir na mesma cama pode, mas de conchinha já é demais. É legal que elas definam limites. Talvez ajude a lidar melhor com a situação (ah, Karma, trocar de roupa na frente da Amy também não tá podendo!).

Mas nem só de final de semana de garotas foi feito o episódio. Liam e Shane também tiveram alguns momentos de tela. E eles valeram a pena por causa de Shane e de Theo, o garoto novo. Liam

Não sei se vocês concordarão comigo, mas o preconceito que o Shane sofreu no bar só mostrou o quão idiota o Liam é. “Com licença, é hora do meu amigo tomar a medicação dele”. Não, eu não comprei a história de que ele tentou preservar os sentimentos e a integridade física do Shane. Theo mal conhecia o Shane e se portou de forma diferente. Não estou dizendo que o enfrentamento físico é o caminho para resolver essas situações. Sou uma pacifista, e acho que o enfrentamento físico usualmente não é resposta pra nada. Mas me pareceu que o Liam se sentiu envergonhado pela situação, enquanto que o Theo pensou apenas em proteger o amigo que estava sendo ameaçado.

Sim, eu sei que minha ideia do Liam não é muito boa. Mas a cada episódio que passa ela piora mais e mais. A Karma errou com ele? Sim. E o Shane também. Mas ele está SUPER overreacting. A mentira que a Karma contou pra ele foi quase uma mentira do bem. Ela TRANSFORMOU A VIDA DA MELHOR AMIGA DELA EM UM INFERNO só pra conseguir a atenção dele. E mais: se ele não fosse um idiota que quer transar com lésbicas a mentira não teria colado. Então não consigo sentir dó dele e nem me sensibilizar com o coração cheio de pregos. DESCULPA.

Dito tudo isso, preciso dizer que adoro o Shane. Ele tem tiradas muito engraçadas e lida com o preconceito de uma forma muito madura. E não quer mais ficar escutando histórias sobre alimentar o lobo bom ou o lobo mau. You go, Shane!

Na próxima semana, brasileiras aparecerão na Hester High School. E Katie Stevens – cuja família é portuguesa – vai gastar o português tentando arrumar uma namorada sexy para Amy. Quem já está esperando insanamente a próxima terça-feira? o/

Faking It - You Can't Handle The Truth or Dare 3P.S.1: a cena da discussão do triângulo amoroso Bella-Edward-Jacob foi fenomenal, especialmente quando Lauren percebeu que ela se aplicava ao triângulo formado por Amy-Karma-Liam e fomentou a discussão, encerrando a cena com um “estamos falando de Twilight mesmo?”. Muito amor pela Lauren e seu sarcasmo.

P.S.2: agora Lauren também sabe do segredo da Amy. E foi interessante ver como as duas estão interagindo melhor, de forma mais amistosa. Amy conseguiu fazer Lauren se abrir, e agora suas amigas já sabem que ela nasceu intersex. Cena fofa e bonita de se ver. Espero que o processo de transformação das duas em irmãs seja constante e interessante!

‘Chosen’ será disponibilizada pela Crackle em outubro

Data/Hora 03/10/2014, 15:22. Autor
Categorias Notícias

thumb image

A Crackle, rede multiplataforma de conteúdo de vídeo gratuita para o usuário, estreia em outubro a primeira temporada da sua série original Chosen, protagonizada por Milo Ventimiglia (Heroes) e Chad Michael Murray (One Tree Hill). Todos os seis episódios da primeira temporada estarão disponíveis gratuitamente para a audiência no endereço www.crackle.com.br.

Chosen é um thriller psicológico que  conta a história de Ian Mitchell (Ventimiglia), marido, pai e advogado, que acorda certa manhã e encontra uma misteriosa caixa em sua porta contendo uma arma carregada e a foto de um desconhecido com instruções para eliminá-lo dentro dos próximos três dias – ou algo lhe acontecerá. A primeira temporada da série é composta por seis episódios de meia hora, recheada de ação e reviravoltas chocantes.

Com informações cedidas por assessoria de imprensa.

Scandal – Randy, Red, Superfreak and Julia

Data/Hora 03/10/2014, 10:34. Autor
Categorias Reviews

thumb image

Série: Scandal
Episódio: Randy, Red, Superfreak and Julia
Número do Episódio: 4×01
Exibição nos EUA: 25/09/2014
Nota do Episódio: 4.1

Depois de uma terceira temporada um tanto quanto confusa, com muitas reviravoltas, algumas mortes e com muitas histórias paralelas e personagens sem função, acho que Shonda resolveu aparar todas as arestas e já começamos o novo ano de Scandal resolvendo um monte de problemas e dando novos ares a série.

O primeiro, e maior problema, a ser resolvido seria a saída de Columbus Short, que chegou a ser preso devido uma briga de bar. Por esse motivo – ou não -, logo depois foi anunciado seu desligamento da série. Confesso que realmente achava seu personagem, Harrison Wright, um tanto quanto desnecessário. Até tentaram introduzir uma história promissora de terrorismo, que envolvia a mãe de Oliva Pope e a sexy Adnan, mas com uma temporada já cheia de escândalos, esse plot acabou não rendendo e passou uma impressão de um rascunho muito mal feito de Homeland.

E qual a solução mais óbvia que titia Shonda usaria para tirar Harrison da história? Matando-o. Mas dessa vez sem requintes de crueldade (como foi com a de James e que mesmo depois de tanto tempo ainda estou tentando me recuperar daquele fatídico episódio), foi até bonito e teve um contexto bem interessante para história (vou falar disso mais pra frente). Com isso, todo esse plot foi desmanchado (aleluia) e de acordo com Papa Pope, Maya, a.k.a Mama Pope, também já tinha sido “tomada conta” – seja lá o que isso for.

Porém, vamos abrir um parêntese e deixar claro que mesmo com tudo isso, esses personagens podem voltar no futuro, inclusive o Harrison! O seu enterro foi de caixão fechado, não vimos o corpo e isso pode ter sido uma grande encenação para salvá-lo. Ok, posso estar soando um pouco (muito) paranoico, mas em se tratando de Shonda Rhimes e suas reviravoltas, tudo é possível.

Em que lugar do mundo estará Olivia Pope?

Depois de ter ameaçado fugir no final da segunda temporada e desistido, parece que Olivia finalmente resolveu seguir os conselhos de seu pai e foi para bem longe. E levou a tiracolo Jake, já que o moço tinha se tornado um monstro depois de assumir chefia da B613. Eles se refugiaram em Zanzibar, um arquipélago de ilhas paradisíacas da costa da Tanzânia. Olivia virou Julia e os dois viviam felizes e contentes num dos lugares mais lindos do mundo. Só que isso não por muito tempo.

Julia recebe uma carta e mesmo contra a vontade de Jake, ela abre e acaba descobrindo a morte de Harrison. Muito abalada, ela resolve voltar à Washington para prestar uma última homenagem ao amigo.

Superfreak

Quando chega a sede da OPA, Olivia não reconhece seu escritório. Enquanto caminhava pelas salas, dividíamos, eu e Oliva, o mesmo sentimento: vazio. Confesso que foi muito estranho ver aquele lugar tão silencioso. Para sua surpresa, e não a minha, quem descobriu seu paradeiro foi Quinn. Então ele leva Olivia para um tour e descobrimos o que aconteceu com os outros gladiadores.

Randy

Huck agora é um atendente em uma loja de eletrônicos. Ainda mais esquisito, ele paralisa ao ver sua antiga chefe e amiga. Depois de tudo que sofreu nas mãos da B613, ele sempre contou com Olivia para mantê-lo no eixo e fiquei imaginando como seu psicológico ficou ainda mais abalado depois de encontrar com sua família no final da temporada passada. Sentindo-se abandonado, ele não quis saber de papo furado, só se ela estava ali para ficar ou de passagem.

Red

A segunda parada foi a grande conhecida de Olivia, Casa Branca. Era lá que Abby estava, ocupando o antigo posto de Pope, o de secretária de impressa. O encontro das duas foi o ponto alto do episódio, pelo menos pra mim. Abby não economizou nas palavras e falou umas belas verdades na cara de Olivia, culpando-a pela morte de Harrison e principalmente por ter deixados todos os outros gladiadores na mão.

Parece que já vimos esse filme umas 100 vezes.

E dentro da Casa Branca as coisas pareciam caminhar sob controle, a medida do possível. Todos se recuperando de suas perdas: Cyrus de James, Melie de Jerry e Fitz de Olivia. Conhecemos Lizzie Bear, porém sua participação foi muito rápida e não sabemos muito bem o que ela vai aprontar ao longo da temporada. Contudo, pelo que foi mostrado, podemos esperar ótimos embates entre Bear e Beene.

Melie, como era de se esperar, não está nada bem depois da morte do filho. E tudo ainda fica pior quando ela descobre que Olivia está de volta. Em uma conversa sincera, regada a cereais e uísque, descobrimos que o presidente tentou tirar sua vida depois dos acontecimentos do final da temporada passada.

Jake faz uma visita surpresa para David com o intuito de cobrar uma atitude, já que arriscou sua vida dando os arquivos secretos da B613 e até agora ele não tinha feito nada. E aparentemente vai continuar sem fazer, já que Rosen foi nomeado por Fitz para Procurador-Geral.

Olivia, achando que passaria ilesa por D.C, foi chamada para resolver um escândalo. Confesso que esse plot era até interessante, mas com tanta coisa acontecendo, foi o menos importante para o episódio. Ele só serviu para mostrar, mais uma vez, como as pessoas são baixas e fazem tudo pelo poder.

Olivia e Fitz

O encontro mais esperado do episódio aconteceu bem no final. Apesar de achar que a relação dos dois está um pouco chata, ela é uma dos dramas centrais e não podia ficar de fora. Enquanto Olivia discursava sobre o poder feminino, eles se cruzavam e se viam depois de tanto tempo. Muito bonita a cena e é inegável que os dois têm muita química, até pela troca de olhares.

s04e01_602

Mas agora vamos resolver logo isso que já está ficando muito chato!

Are we gladiators or are we bitches?

Depois de todos esses acontecimentos, os gladiadores se reuniram para dizer o “último” adeus à Harrison.

s04e01_493

E alguém tinha dúvida que Olivia não ia voltar pra ficar?

Queria agradecer à Mariela por ter me cedido Scandal e peço desculpas pela demora para liberar o texto. Ontem, 02/10, foi ao ar lá nos EUA o segundo episódio, intitulado The State of the Union e depois de uma semana um tanto confusa pra mim, vou colocar os episódios em dia e consequentemente os textos. Espero vocês muito em breve. Até lá!

A fall season 2014 está cheia de… ESTILO!

Data/Hora 03/10/2014, 01:59. Autor
Categorias Estilo

thumb image

A fall season 2014 teve início nas últimas semanas na TV americana e, desde então, a vida de muita gente tem sido uma loucura para tentar acompanhar o maior número de estreias possíveis. Acho outubro um mês de euforia para quem gosta tanto de séries quanto de cinema, uma vez que, não bastasse a temporada de outono na televisão, esta também é a época em que os filmes de terror mais aguardados estreiam nas telonas (é Halloween!).

Como em outubro do ano passado, as bruxas foram tema da coluna Estilo, esse ano resolvi pegar leve. Acompanhei várias estreias “mais adolescentes” na atual fall season e, para os amantes de moda, como eu, que também já viram essas atrações, tenho certeza que o alarme fashion apitou diversas vezes. Algumas séries nem são tão consistentes assim, mas os figurinos, definitivamente, estão caprichados.

Não é só isso. Quando iniciamos a coluna Estilo, aqui no TeleSéries, há mais de um ano, a ideia era abranger a palavra num sentido amplo: estilo de roupa, de vida, decoração, etc. Uma coisa que tem me chamado a atenção nas séries novas é que o estilo de vida do século 21 – e, em especial, as redes sociais – tem sido bastante explorado, ocupando espaço de personagem principal mesmo. Por isso, separei três séries estreantes que, provavelmente, irão agradar os fãs de estilo, no sentido mais amplo da palavra.

selfie2

A primeira delas é Selfie. Eu, particularmente, não me encantei tanto assim com a atração da ABC, mas achei o tema pertinente. Na série, a Karen Gillan – a eterna Amy Pond, de Doctor Who – dá vida a uma jovem viciada em redes sociais, que vê sua reputação desmoronar depois de um incidente no avião em que viajava – e, claro, todos a bordo tinham um celular para registrar o momento. Depois disso, ela recorre a um expert na área de marketing (Jon Cho) para ajudá-la a melhorar a imagem – e, consequentemente, se desapegar da web.

O tema é, provavelmente, um dos mais discutidos nos últimos meses já que as pessoas passam cada vez mais tempo checando e “alimentando” as redes sociais com fotos de comida, sapatos e o que estiver na frente. Eu sei que todo mundo se diz imune a esse mal, mas esse discurso só sustenta até alguém tentar tirar a força o celular da sua mão. Aí, a coisa pega!

selfie1

Na série cômica, Eliza (Gillan) é uma menina que está sempre impecavelmente vestida – afinal, nunca se sabe quando surgirá uma oportunidade para a próxima foto. A Karen Gillan é, provavelmente, a ruivinha mais linda da TV mundial – que me perdoe Marina Ruy Barbosa – e os cabelos longos estão perfeitos na atração. Imagino que ela tenha feito alongamento, pois, não faz muito tempo, ela precisou raspá-los para integrar o elenco do filme Guardiões da Galáxia. O que chama a atenção mesmo são as meias-calças da personagem. Eliza prova que dá para variar usando a mesma estampa. Na imagem acima, a personagem escolheu meias de poá – ou bolinhas – totalmente distintas; uma mais séria e sensual e a outra lhe deu ares (e pernocas) de bonequinha de pano, divertida.

Selfie vai ao ar a partir de 8 de outubro, às 20h, no Warner Channel Brasil.

manhattanl1

Na comédia romântica Manhattan Love Story, Analeigh Tipton (do filme Crazy Stupid Love) interpreta Dana, uma moça meiga, recatada, e recém-chegada a Nova Iorque. Na grande cidade, ela vai cair nas garras do garanhão convicto Peter (Jake McDornan), que pode se transformar em príncipe encantado por causa do amor.

O conceito da série é totalmente clichê, os personagens foram criados sob fortes estereótipos, mas, ainda assim, a gente consegue reconhecer alguns de nossos sonhos e inseguranças através da protagonista. Para começar, Dana se sente totalmente insegura diante das redes sociais. Depois de um primeiro encontro com Peter, ela preenche imediatamente seu status como “solteira” numa espécie de Facebook fictício. Avisada pela amiga, que considerou o ato falho, ela muda para “em um relacionamento sério”. Muito rápido, afinal, foi só um encontro. Ela muda o status de novo. De novo. E de novo. Quem nunca, né?

O sonho de construir uma carreira de sucesso numa grande cidade do mundo também deve ter passado pela cabeça de muitos. E, de preferência, que ele venha com uma história de amor digna de filme.

manhattanl3

Se a série abusa dos clichês, por outro lado, ela capricha no visual e tem ares de 500 Dias Com Ela. O fato de se passar em Nova Iorque ajuda a produção a ficar bonita, é verdade. Combinado a isso, estão os figurinos românticos de Dana. A personagem é o cúmulo da delicadeza. Tem a pela claríssima, olhos azuis, cabelos loiros e perfeitamente ondulados, além da fala baixa e tímida. Cardigãs e vestidos florais fazem o guarda-roupa da moça.

manhattanl2

Peter é um moço descolado. Gosta de camisas jeans e xadrez, estrategicamente desaboatoadas, e jaquetas. O cabelo é bagunçado e a barba é deixada por fazer. Quem já viu a série, vai concordar comigo: ele é irresistível! A verdade é que, mesmo de camiseta furada, ele pareceria sexy. Sei que é apenas uma questão de gosto, mas nunca me senti atraída por caras muito engomadinhos, que usam terno e gravata até para dormir. Nada como um visual intencionalmente desarrumadinho…

Manhattan Love Story ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

redb1

A outra série é Red Band Society. A atração narra o cotidiano de um grupo adolescentes em um hospital nos Estados Unidos. Basicamente, ela mostra que é possível, sim, ser feliz e aproveitar a melhor fase da vida mesmo diante das restrições que a saúde lhes impõe.

redb2

Uma das personagens que se destacam é Emma (Ciara Bravo). A menina sofre de distúrbios alimentares e nós acompanhamos a luta dela para ganhar peso. Não é de hoje que esse tema vem sendo discutido e, com certeza, ele continua em pauta. A aparência “perfeita” ainda é o objetivo de muitas jovens, principalmente em tempos de redes sociais. Emma tem um visual que a gente chama de indie – ou alternativo – com o chapéu coco, camisa social e casaquinho sobreposto. Cardigãs listrados e camisetas com mensagens engraçadas também têm vez no closet dela.

A dramédia não tem data marcada para chegar à TV brasileira.

Destaques na TV – sexta, 3/10

Data/Hora 03/10/2014, 01:00. Autor
Categorias TV Brasil

thumb image

Sexta-feira chegou! confira os destaques de hoje e tente se divertir.

No final de temporada de Ray Donovan, Mickey (Jon Voight) inventa um novo plano. Enquanto isso, Abby (Paula Malcomson) fica dividido entre Ray (Liev Schreiber) e Jim ( Brian Geraghty).

Atingidos por um desastre e quase derrotados, Scott (Tyler Posey) e seus amigos se reúnem para uma última tentativa de derrotar Nogitsune e seus Oni. É assim que chega ao final a temporada de Teen Wolf.

Nikita chega ao final de sua segunda temporada e na segunda-feira estreia a inédita terceira temporada.

No The Ellen Degeneres Show, os convidados são as atrizes Anna Faris (Mom) e Janel Parrish (Pretty Little Liars) e o cantor Kenny Chesney. Já no The Tonight Show, os convidados são os atores Matthew Broderick e Nathan Lane e o músico Robert Plant.

Agora confira os demais destaques na TV.

GNT
The Ellen Degeneres Show – 14h
The Tonight Show com Jimmy Fallon – 0h

+GLOBOSAT
Pablo Escobar – O Senhor do Tráfico – 21h

WARNER
Nikita – 13h11 (ep 2×23) SEASON FINALE
Mike & Molly – 20h (ep 4×19) / 20h25 (ep 4×20)

SONY
Baby Daddy – 14h (ep 2×10) – exibição diária
How I Met Your Mother – 17h30 – 2 episódios seguidos de segunda à sexta
Teen Wolf – 21h30 (ep 3×24) SEASON FINALE

AXN
Helix – 22h (ep 1×09)

ID
Hawaii 5-O – 11h54 no ID SD (canal 139 na NET) e às 13h54 no ID HD (canal 639 na NET) – reprise da 3ª temporada diariamente

HBO
Masters of Sex – 22h (2×09)
Ray Donovan – 23h (ep 2×12) SEASON FINALE

MAX*e
The Knick – 21h (ep 1×07)

MTV
Gilmore Girl – 11h (exibição de segunda a sexta 1ª temporada)
Smallville – 12h (ep 6×19 à 6×22)
The Vampire Diaries – 15h

GLOBO
Dupla Identidade – 23h14 (ep 1×03)

SBT
Chaves – 18h
Supernatural – de sexta para sábado – 4h15 – 8ª temporada
Animais Políticos – de sexta para sábado – 5h

RECORD
Plano Alto – 23h30 – minissérie
Alphas – 0h30 – (ep 1×03)

VIVA
Malhação – 13h (de segunda a sexta)
Carga Pesada – 23h10
Dancin’ Days – 0h (de segunda a sábado)

Bom final de semana!

Castle – Driven

Data/Hora 02/10/2014, 22:29. Autor
Categorias Reviews

thumb image

Série: Castle
Episódio: Driven
Número do Episódio: 7×01
Exibição nos EUA: 29/09/2014
Nota: 4.6

É um lindo dia de sol, com algumas nuvens soltas pelo ar: Hamptons está em festa. Havia chegado, então, o dia que você estava esperando e ansiando há muito tempo. Tudo deveria caminhar perfeitamente, afinal, a história de vocês dois já havia tropeçado em pedras suficientes ao longo dos anos. Você ri, se olha no espelho, está linda. O telefone toca. Surpreendentemente uma voz desconhecida ecoa pelo telefone e lhe dá a pior notícia que você poderia escutar: o homem da sua vida acabou de ter o carro despencado em um barranco. E o que deveria ser o dia mais feliz vivido por você, se tornou, em questão de segundos, uma corrida contra o tempo, o impulso, a dor e, sobretudo, contra o medo.

Quando o telefone tocou, no final de Better or Worse, e a imagem de Beckett observando o carro de Castle queimar surgiu na tela, eu fiquei extremamente desapontada com o desfecho que uma temporada ótima daquela havia recebido. No entanto, eu já deveria ter aprendido, com anos e anos de experiência com Castle, que nessa série nada é em vão e até o ruim, o fraco, pode ser justificável no futuro. Foi o que aconteceu nessa season premiere e eu vou dizer uma coisa pra vocês: Driven lacrou a vida e mostrou o porquê dessa série ser a queridinha do meu coração.

Castle - driven 01

Permito-me  dizer que, com certeza, esse foi um dos episódios mais dolorosos e sofridos para Beckett. A procura, a dúvida e o medo a deixavam à beira de um colapso nervoso e por várias vezes eu a vi surtar, querendo despejar no mundo – e em quem mais estivesse pela frente – a injustiça que havia pairado sobre a sua vida. Aliás, vida essa que nunca foi fácil, nem simples, mas que com força e determinação, teve os problemas enfrentados e batidos. Contudo, como lidar com o sumiço do seu noivo/amante/amigo no dia em que os dois iriam selar no papel o que já estava escrito desde sempre?

Simplesmente não lidando. Cada vez que Beckett recebia uma informação sobre Castle, e depois voltavam para o mesmo ponto, era mais um resquício de lucidez que ia embora. A dor que a rasgava por dentro já podia ser percebida na maneira em que conduzia as investigações e em como ultrapassava limites até mesmo desconhecidos por ela. E eu via a nossa detetive sempre envolvida em um círculo vicioso: desespero, alívio, preocupação. Foi assim quando ela descobriu que Castle não estava dentro do carro que havia pegado fogo, mas logo em seguida pensou que ele seria esmagado junto com a SUV. Nada mais fazia sentido, e se as coisas já não estavam boas, ficariam bem piores depois: por que Castle pagaria Cardano para esmagar a SUV, como apareceu no vídeo?

“Ou há um lado secreto dele que ninguém conhece. Nem mesmo você”

Sério, eu queria dar um soco naquele cara do FBI quando ele disse isso. Beckett já estava com uma dificuldade enorme em lidar com toda aquela situação e, quanto mais parecia que Castle estava escondendo algo dela, mais caótica ficava a cabeça da detetive. E quando digo caótica, é no pior sentido possível: ela chegou ao ponto de perguntar para Martha se Castle estava com dúvidas em relação ao casamento. Meu coração sofria com cada suspiro pesaroso que ela soltava, com cada cara de dor ao ter que lidar com questões difíceis de ser respondidas. E quando Esposito surgiu atrás dela com um café – ação que por anos e anos Castle executou de maneira brilhante e sedutora -, por um segundo Beckett achou que tudo tinha voltado ao normal, até que a realidade, sem pedir licença, entrou arrasando qualquer ponta de felicidade.

Após dois meses de buscas, para felicidade geral da nação de Beckett, Castle é encontrado em um quase cosplay do filme Náufrago (Wilsoooon): desacordado dentro de um barquinho no meio do oceano. E engana-se quem pensa que os problemas do casal estariam resolvidos, já que ao mesmo tempo que Castle não lembrava (ou não queria lembrar) de nada, Beckett tinha, bem frescas na memória, todas as pistas que indiciavam Rick como o próprio mandante do seu sumiço. Mas é aí que entra aquela velha história da confiança que é preciso ter num relacionamento, aquele tiro no escuro que, mesmo você sabendo que pode não pegar em lugar algum, é preciso ser disparado. Beckett não estava, há dois meses atrás, vestida de noiva e o esperando em Hamptons à toa. Ela sabia quem ele era, o conhecia como mais ninguém, a convivência de anos tinha feito seu trabalho bem direitinho. E contra todas as provas – vídeo, cabana, dinheiro sacado -, Beckett decidiu enxergar o que não era visível aos olhos.

tumblr_nctyh7u94b1qkaczro2_r1_500

O abraço dos dois foi quase que uma redenção: as perguntas ainda estavam sem resposta, mas o coração de Beckett pode suspirar aliviado como se ela finalmente voltasse para casa após uma longa – e torturante – viagem. E, nesse ponto, é que vemos o caminho que a sétima temporada vai trilhar ao longo dos episódios. Baseado em uma confiança mútua, a qual é sustentada pela capacidade de amar o outro apesar de qualquer muro construído, Castle e Beckett vão, dia após dia, fazer o que fizeram com o caso de Johanna: ir o mais fundo possível, contra qualquer coisa que vier, para descobrir quem realmente foi a mente por trás daquilo tudo. O casamento, talvez, seja adiado mais um pouquinho, e eu juro que não reclamo. Que história de amor real não teve seus capítulos – muitas vezes estendidos – de conflito e sofrimento?

Achei uma das melhores estreias de Castle de todos os tempos. Envolvente, dinâmica e um belo teste para corações fracos, ela fez muito bem a ponte da resolução do caso de Johanna para o novo plot da sétima temporada. Como sempre, o roteiro segue sem buracos e a história mais verídica impossível. Eu sei que fica chato sempre dizer aqui o quanto Stana Katic arrasa no que faz, mas é meio que impossível. Metade do crédito do episódio vem dela que soube expressar tão bem as emoções, fazendo com que os 42 minutos se tornassem os 42 minutos mais sofríveis da minha vida. Que essa não seja a última temporada de Castle e que seja doce a experiência de ter, por mais um ano, a companhia de Kate, Rick, Espo, Ryan, Lanie, Martha, Alexis e Gates nas noites de segunda-feira. Até semana que vem =)

Ps1: essa mania da Stana de tirar o cabelo pra lavar tá demais. Sou super apegada ao cabelão e estou sofrendo 🙁

Ps2: achei bacana a forma que exploraram a reação dos meninos frente às pistas que sugeriam ser Castle o mandante do próprio “sequestro”. Espo, como sempre, o mais emotivo e Ryan sempre tentando enxergar o melhor.

Ps3: foi muito simbólico Beckett usar o quadro que antes servia para organizar as pistas do caso de Johanna como um auxílio ao desespero de não conseguir encontrar Castle. Fiquei um pouco abalada, talvez muito <3

« Textos mais antigos | Topo da Página | Textos mais novos »