White Collar – As You Were

Data/Hora 01/08/2011, 19:02. Autor
Categorias Reviews

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Série: White Collar
Episódio: As You Were
Temporada:
Número do Episódio: 3×08
Data de Exibição nos EUA: 26/07/2011

Jones, ou para os amigos C.J., esteve diante dos holofotes e, assim como Diane, não decepcionou. É um personagem que corrobora o perfil dessa série, cheio de moral e ética, capaz de sacrificar a própria felicidade por outra pessoa. É bem a cara dele terminar um relacionamento porque a namorada teria que abrir mão do emprego e não seria feliz se fizesse isso. Entregou nas mãos do melhor amigo a mulher de sua vida e não se arrepende do que fez, tem a consciência de que foi para o melhor.

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Zás, Zás e Zás: 40 Anos de ‘Chaves’

Data/Hora 01/08/2011, 18:59. Autor
Categorias Especiais

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No dia 20 de junho desse ano, Chaves completou 40 anos! É, o menino do barril que conquistou o México, Brasil e muitos países ao redor do mundo, participou da história de vida de muita gente, que hoje já bem mais “grandinho” não perde a oportunidade de assistir episódios de Chavinho e sua turma.

El Chavo del Ocho, nome original da série, teve seu primeiro episódio exibido em 1971, aparecendo como uma enquete do programa produzido por Roberto Gómez Bolaños (o criador e intérprete do menino Chaves) denominado Chespirito. No ano seguinte, o canal Televisa torna a atração um programa fixo na grade da emissora, com episódios semanais com duração de meia hora. A série se tornou um dos maiores sucessos de público e crítica, com traduções para mais de 50 idiomas e transmissões em países como China, Japão, Coreia, Portugal, Marrocos, Grécia e Angola, lançando personagens que permanecem vivos até os dias de hoje. O seriado atingiu tal nível de aceitação do público que chegou a ser assistido por mais de 350 milhões de espectadores no mundo inteiro em uma semana.

A história surgiu com a premissa de mostrar a vida de um menino humilde que mora em uma vila, onde é cercado de tipos diferentes de pessoas e vive se escondendo em um barril. A trama reflete as mazelas sociais do México, e é o oposto do que se mostrava na televisão mexicana naquele momento. O engraçado era rir de uma desgraça que estava presente no dia a dia de muita gente, não só por lá. Por isso, a identificação instantânea e gradual entre o público e o seriado. Politicamente incorreto e cheio de piadas direcionadas para a parcela popular, Chaves tornou um ‘hit’.

Aqui no Brasil, o público sempre teve um carinho especial pelo seriado. Desde 1984, a emissora de Silvio Santos, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) firmou parceria com o canal mexicano Televisa e recebeu pouco mais de 80 episódios de Chaves. E acreditem se quiser: no começo, a direção do SBT foi contrária à transmissão do seriado, mas Silvio Santos resolveu colocar um episódio piloto dentro do extinto programa Bozo, e o  sucesso foi imediato – a emissora venceu a até então líder, Rede Globo, várias vezes na audiência.No final da década de 1980, a série ganhou espaço no horário nobre, onde seguiu fazendo muito sucesso. Hoje, o canal pago Cartoon Network também exibe o seriado desde o ano passado e mantém a dublagem original exibida pelo SBT.

Os personagens

Conhecido por bordões e figurinos característico, a turma do Chaves se tornou inesquecível. Gerações inteiras acompanharam – e ainda acompanham -, as confusões da do pessoal da vila.

– Ninguém tem paciência comigo…
Chaves (Roberto Gomez Bolanõs)

Órfão atrapalhado,  vive aprontando travessuras com todos. Está sempre faminto e ama sanduíche de presunto. Na história, ele sempre menciona que vive na casa 8 da vila e se esconde sempre dentro de um barril. Toda vez que alguém pergunta ao garoto seu verdadeiro nome, ele é interrompido e não revela. Chaves é amigo de Chiquinha e Quico e vive levando cascudos na cabeça de Seu Madruga. Chavinho sempre tem piripaques e só é curado quando alguém joga água em seu rosto. Além de sanduíche de presunto, outra grande paixão de Chaves na história é a garota Paty, que faz o menino desmaiar sempre que o beija no rosto.

– Me chamou de Frederico?
Quico ( Carlos Villagran Eslava)

Mais conhecido como Quico, Frederico é filho de Dona Florinda. Seu pai, marinheiro, faleceu em uma das suas navegações após uma tempestade. Segundo Quico, seu pai não descansa em paz, e sim, em pança….. de uma baleia! Quico é desprovido de inteligência. Suas bochechas são sempre alvo de piadas de todos da vila. É um dos melhores personagens da série.

– O que é que foi, o que foi, o que é que há?
Seu Madruga (Ramón Valdéz)

Pai de Chiquinha, Seu Madruga ( na versão orginal, “Don Ramón) sempre usa roupas surradas e velhas. Seu bigode é sua marca registrada. Ele já trabalhou como vendedor de balões, entregador de lenha, carpinteiro, barbeiro, fotógrafo, leiteiro, pintor, sapateiro e muito mais, e há quem diga que o homem não gosta de trabalhar. Madruguinha, como é chamado em um dos personagens, é viúvo. Sua esposa morreu ao dar a luz. No seriado, é perseguido por Dona Clotilde, que vive fazendo júrias de amor ao homem e sempre leva bofetas da Dona Florinda. Apesar de ter percorrido tantas profissões, seu Madruga nunca tem dinheiro para pagar o aluguel ao seu Barriga.

– Pois é, pois é, pois é….
Chiquinha ( Maria Antonieta de las Nieves)

Maria Francisca, chamada carinhosamente de Chiquinha ( na versão original, “Chilindrina”) é sardenta, travessa e a mais esperta da turma. É apaixonadinha por Chaves, mas o garoto nunca dá bola para ela. A atriz Maria Antonieta também interpreta “Dona Neves” a biscavô,  ou melhor, a bisavô de Chiquinha. Dona Neves surgiu no seriado após a morte de Ramón.

– Me pague o aluguel!
Sr. Barriga ( Edgar Vivar)

Dono da vila em que os personagens moram, Barriga aparece em quases todos os episódios cobrando o aluguel dos seus inquilinos. Ele sempre ameaça despejar seu Madruga que sempre lhe deve exatamente 14 meses de aluguel, mas seu coração é maior do que sua pança. Toda vez que Senhor Barriga chega a vila, é recebido por uma pancada pelo garoto Chaves.

– Satanás, Satanás, cadê você, Satanás?
Dona Clotile ( Angeline Fernandez)

Apelidada por Chaves, Chiquinha e Quico de “Bruxa do 71”, Dona Clotilde é uma mulher prendada e excelente cozinheira. Vive tentando se aproximar de Seu Madruga, agradando-o com guloseimas e favores. Seu animal de estimação é um cachorrinho com um nome nada comum: Satanás.

– Não se misture com essa gentalha!
Dona Florinda ( Florinda Meza)

Mãe de Quico, Florinda é apaixonada pelo professor Girafales. Está sempre de bobs e menospreza todo mundo, chamando-os de “gentalha”. Está sempre arrumando confusão e é extremamente crítica e grosseira. Florinda mima sempre Quico, comprando tudo que seu filho pede. E uma última informação: é especialista em fazer café!

– Tá, tá, tá, tá, tá!
Professor Girafales ( Rubén Aguirre)

Homem educado e culto, sempre está fumando um charuto e não dispensa seu chapéu. Tem um relacionamento indefinido com Dona Florinda e sempre a presenteia com um buquê de flores. Na escola, ele sofre com as travessuras de Chaves e sua turma.

É que eu quero evitar a fadiga…
Jaiminho ( Raúl Padilla)

Tangamandapiano, Jaiminho é um carteiro que vive querendo evitar a fadiga. Em todos os episódios aparece empurrando sua bicicleta e com sua bolsa de cartas nas mãos. O personagem passa para a fazer parte do elenco da série em 1979, com a saída de Quico e Seu Madruga.

– Conta tudo pra sua mãe, Quico!
Pópis (Florinda Meza)

Sobrinha de Dona Florinda, Pópis é fanha (dublagem genial) e sempre está junto de sua boneca Serafina.

– Ai meu estômago, ai meu estômago…
Nhonho ( Edgar Vivar)

Filho de Seu Barriga, Nhonho é muito esperto. O menino demonstra ser uma pessoa bem generosa com a turma, mas sua generosidade acaba quando o assunto é comida. Nhonho sempre se recusa em dividir seus “pequenos lanches” com os amigos.

Chaves fora do seriado

O sucesso de Chaves não se limitou a televisão. No Brasil foram lançados cinco livros sobre a série. Um dos mais conhecidos é Chaves: Foi sem Querer Querendo de autoria de Luis Joly, Paulo Franco (diretor do SBT) e Fernando Thuler. Foi o primeiro livro sobre o seriado que trouxe entrevistas com os atores, fãs, humoristas e diretores de televisão que explicam o sucesso da série. Além de livros, Chavinho também invadiu o mundo dos videogames. É possível encontrar o Street Chaves, baseado no jogo de luta Street Fighter, CS Chaves, um mapa para counter-strike 1.5 e 1.6 que é constituído pela vila do seriado e o Super Magro World, paródia do game Super Mario World, mas agora, o heroi é o Seu Madruga. De 1990 até 1996, a editora Globo lançou a revista em quadrinhos do seriado. Na área de animação, o desenho Chaves foi exibido pelo SBT a partir do início de 2007.

A turma do Chaves, hoje.

O Canal BBC Mundo entrevistou os atores do seriado para saber o que eles fazem atualmente. Maria Antonieta de las Nieves, hoje, está com 60 anos e continua interpretando Chiquinha em seu próprio show. Carlos Vilagrán, com 67 anos, se apresenta como Quico em vários shows de circos e é comentarista esportivo na imprensa americana. Bolaños, casado com Florinda Meza, vive na cidade do México e continua escrevendo muito, mesmo aos 82 anos de idade. Está supervisionando a criação de um desenho em 3D sobre o seu outro personagem, Chapolin Colorado, que deve estrear em 2012. Já sua esposa, tem trabalhos como diretora e produtora de peças de teatro e novelas. Edgar Vivar contou a reportagem que tem dificuldades para convencer o público de que ele consegue interpretar outros personagens. Já o ator Rubén Aguirre, o professor Girafales, sofreu um acidente de carro em 2007 e passa por sérios problemas de saúde e financeiros.

Novidades de Chaves no SBT

No mês de agosto, o Sistema Brasileiro de Televisão completa 30 anos no ar, e para comemorar esse aniversário, a emissora preparou uma série de novidades. Entre elas, temos especiais com a série Chaves.O apresentador Carlos Massa (Ratinho) viajou até o México e passou um dia com Bolaños e Florinda. A matéria deve ser exibida em breve em um especial e vai mostrar como é a casa e o dia a dia de “Chaves” e “Dona Florinda”. Outra super novidade é que a partir dessa segunda, 1 de agosto, a emissora, a partir das 18h em rede nacional, vai exibir EPISÓDIOS INÉDITOS DA SÉRIE! Após 17 anos de exibição no SBT, a emissora vai exibir cerca de 10 episódios jamais vistos na televisão. Atenção: quando você estiver assistindo ao seriado Chaves no SBT, e no  canto da tela aparecer as letras EP, significa que você está assistindo a um “episódio perdido”. Os fãs aguardam ansiosos pelos episódios inéditos. Fiquem ligados!

Destaques da Semana – Brasil – 1/8 a 7/8

Data/Hora 01/08/2011, 10:36. Autor
Categorias TV Brasil

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Chegamos a agosto. E tem novidades chegando em vários canais: Fox, FX, A&E, Sony… Fique atento aos destaques e a vontade para ajudar postando um comentário (sabe como é, é tanta coisa acontecendo que eu acabo esquecendo!

Segunda, 1/8

Modern Family - Eathquake
A primeira estreia da semana é Modern Family. Obviamente, a série ganha uma exibição com aquele jeito estúpido da Fox de ser: depois de segurar a estreia da segunda temporada por 10 meses, o canal decidiu exibir o seriado com quatro episódios em sequência, das 22h até à meia-noite. O terceiro episódio (das 23h), tem a presença de Nathan Lane – que foi indicado ao Emmy de Melhor Ator Convidado justamente por uma série de participações na série. O episódio 2×03 ganhou review da Tati Leite (leia aqui) e também inspirou a coluna de Gastronomia da Naomi (leia aqui). Clique aqui para continuar a leitura »

Produtor de ‘Secret Circle’ pode deixar a série

Data/Hora 31/07/2011, 08:45. Autor
Categorias Notícias

Dois meses após se juntar à equipe de Secret Circle, o produtor executivo Richard Hatem deixa a série alegando diferenças criativas. O outro produtor executivo, Kevin Williansom (que também trabalha em The Vampire Diaries) reescreveu o roteiro original de Andrew Miller e está liderando o time de produtores, que conta também com Leslie Morgenstein e Gina Girolamo.

Uma fonte próxima à produção da série disse que “Kevin tem uma visão, e eles não conseguiam juntar suas ideias com criatividade”.Antes dele, havia outras duas produtoras que escreveram o roteiro original com Andrew Miller, Elizabeth Craft e Sarah Fain, mas elas saíram depois que o roteiro de Kevin foi escolhido para o episódio piloto.

Richard Hatem estava no painel de Secret Circle na Comic-Con semana passada, ao lado de Kevin Willianson, Andrew Miller e dos atores Britt Robertson, Phoebe Tonkin, Thomas Dekker e Natascha Hendstridge.

Secret Circle é baseada nos livros de L.J. Smith, Secret Circle estréia dia 15 de setembro, às 11 da noite na CW, depois da estréia da terceira temporada de The Vampire Diaries. A série conta a história de Cassie, vivida por Britt Robertson, uma jovem que se muda para uma cidade nova e descobre não só que é uma bruxa e faz parte de um pacto secreto, mas que é a chave que vai liberar uma batalha centenária do bem contra o mal”.

Gastronomia – Borrego ao curry e massa putanesca de NCIS

Data/Hora 31/07/2011, 08:24. Autor
Categorias Gastronomia

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O agente do NCIS Leroy Jethro Gibbs é um ex-marinheiro – ou, como ele diz, “uma vez marinheiro, sempre marinheiro”, não importa o que faça depois. Ex-franco atirador, meio ‘cowboy’, um tipo durão que fica à vontade com um bife suculento e uma cerveja na mão, no máximo um hambúrguer e uísque puro servido no vidro de geleia em que guarda pregos no porão. Gibbs foi casado quatro vezes e compartilha uma ex-esposa com o agente do FBI Tobias Fornell. Às vezes, quando as jurisdições se cruzam ou a necessidade dita, Gibbs e Fornell trabalham juntos, como foi o caso no episódio Short Fuse [o terceiro da oitava temporada, exibido nos EUA em 5 de outubro de 2010].

Jethro Gibbs:

“O que é isso?”

Tobias Fornell:

“É arroz.”

Jethro Gibbs:

“Pensei que ia trazer cheeseburgers!”

Tobias Fornell:

“É cordeiro ao curry do Punjab Express.”

Jethro Gibbs:

“Nós dois concordamos que detestamos esse lugar.”

Tobias Fornell:

“Concordamos, mas recebi cupons de desconto pelo correio.”

Jethro Gibbs:

“Bem, você pediu picante ou suave?”

Tobias Fornell:

“Atômico.”

O Punjab é uma região da Índia; o curry, carê ou caril é uma mistura de condimentos muito utilizada em países asiáticos como Tailândia e Índia. Então, usando minhas incríveis habilidades de dedução baseadas nos fatos investigados, eu me arrisco a supor que Gibbs e Fornell provaram um pouco da cozinha indiana nesse episódio de NCIS. E nem precisei usar o espectógrafo da Abby.

A Índia é um país que não consome carne bovina, por isso a presença do cordeiro nesse prato é canônica. Cordeiro é filhote de ovelha e em algumas regiões do Brasil é conhecido como borrego, com sabor mais forte e levemente adocicado e consistência macia. O cordeiro ao curry ou lamb curry é um prato que mistura as cozinhas indiana e inglesa [o Império Britânico colonizou a Índia, lembra da Companhia das Índias Orientais? Eles queriam as tais especiarias, os condimentos].

NCIS - Short Fuse
A receita: Cordeiro ao curry

Ingredientes para 6 pessoas ou 4 famintos
1 kg de lombo de cordeiro em cubos
1/2 de xícara [chá] de óleo
4 cebolas roxas grandes fatiadas finamente
4 a 5 cm de gengibre fresco sem casca e picadinho
2 pimentas dedo-de-moça sem sementes, picadas
4 a 6 dentes de alho esmagados e picados
2 colheres [chá] bem cheias de curry em pó
1 copo de iogurte natural
2 latas de tomates pelados picados [ou de 6 a 8 oito tomates grandes maduros sem pele nem sementes]
sal

Modo de fazer

Numa panela wok ou frigideira grande aqueça o óleo e coloque as cebolas para dourar bem, mexendo sempre – pode passar um pouco, se quiser, isso dá um gostinho diferente. Junte o gengibre, as pimentas, o alho, misture bem, adicione o curry, misture, misture, agora a carne e os tomates, misture mais um pouco. Que bom exercício para queimar calorias antes de comer, não? Prove e acerte o sal e deixe cozinhando até que a carne esteja macia – de 10 a 15 minutos, depende do fogão. Junte o iogurte, misture de novo e pronto. Um arroz branco basta para acompanhar, mas não chame o Gibbs.

Regule a quantidade de curry conforme a marca que você encontrar no supermercado ou na lojinha de produtos japoneses/indianos perto da sua casa, porque não há um padrão. Existem tabletes japoneses que são vendidos em embalagens de cores diferentes de acordo com o “ardume”, um bom vendedor saberá explicar a diferença. No caso do curry em pó o risco de encontrar uma marca atômica é bem menor. Atômico mesmo, do jeito que mostraram no episódio, só se acrescentar as sementes das pimentas tipo chili.

O chef inglês Jamie Oliver executa a receita numa ordem diferente e até criou uma musiquinha pra ela, espia lá no YouTube.

NCIS - Short Fuse

Jethro Gibbs:

“Italiana?”

Tobias Fornell:

“Si! Pasta alla puttanesca. Receita da minha avó.”

[Gibbis prova o molho com o dedo e Fornell bate na mão dele.]

Tobias Fornell:

“Espere eu terminar.”

Jethro Gibbs:

“Qual é a ocasião?”

Tobias Fornell:

“Estou tentando granjear um favor [curry favor, no original].”

Não sei se fui só eu, mas ri muito quando o Fornell disse que a receita que ele estava preparando era da própria avó porque a tradução literal de pasta alla puttanesca é “macarrão à moda da prostituta”. Pra nós que falamos um idioma derivado do latim [assim como o italiano o é também] é quase óbvio, mas angloparlantes não devem perceber a graça.

Diz uma lenda popular que a origem do nome se deve ao fato de que este é um prato feito com ingredientes fáceis de encontrar em todas as casas [de boa e de má reputação] e é rápido de fazer, por isso era a refeição preparada pelas prostitutas entre seus afazeres. Claro, essa é apenas uma das versões da história, existem outras bem menos picantes. De certo é a origem italiana e a época [meados do século 20, perto de 1950].

NCIS - Short Fuse

A receita: Massa Puttanesca

Ingredientes para 4 pessoas
500 g de macarrão tipo penne
1/2 xícara de azeite honesto [vale chamar o azeite de extra-virgem no molho puttanesca?]
6 filés de anchova em conserva, picados
2 dentes grandes de alho, amassados e picados
2 latas de tomates pelados [ou de 6 a 8 tomates grandes maduros sem pele nem sementes], picados em pedaços grandes
1 colher [chá] de orégano
2 colheres [sopa] de alcaparras escorridas
10 azeitonas pretas em fatias
sal

NCIS - Short Fuse

Modo de fazer

Separe 1 colher de sopa de azeite e reserve. Coloque o resto do azeite e as anchovas numa panela e cozinhe em fogo baixo mexendo sempre, até o peixe desmanchar. Adicione o alho e refogue por alguns segundos [10 a 15]. Junte os tomates e aumente o fogo para médio, acertando o sal a seu gosto [atenção: as anchovas, alcaparras e azeitonas já são salgadas]. Quando o molho começar a ferver abaixe o fogo e deixe apurando de 20 a 40 minutos até que o tomate se separe do óleo. Dá tempo de fazer uma função.

Essa parte da receita pode ser feita com antecedência e reservada na geladeira.

Ferva 3 litros de água com 2 colheres de sopa de sal grosso e coloque o macarrão para cozinhar. Aqueça o molho, junte o orégano, as alcaparras, as fatias de azeitona e a colher extra de azeite e misture o macarrão cozido. Os tomates ficam pedaçudos mesmo.

Ah, sim: penne vem do latim penna ou pena em português. A parte do corpo que combina com a receita é pene, com um N só.

NCIS - Short Fuse
O episódio

A dinâmica Gibbs/Fornell me lembra da dupla Jack Lemmon e Walter Matthau, de certa forma. Oh, céus, acabei de cometer uma citação cinematográfica alla DiNozzo, não foi? Mas é a impressão que me dá. É diferente da relação mestre/aprendiz que Gibbs tem com McGee e DiNozzo, da relação aprendiz/mestre que tem com Frank, ou da relação ambígua que tem com o diretor Vance. É uma relação entre iguais, e o fato de terem se casado com a mesma mulher reforça essa impressão. No primeiro episódio em que Fornell apareceu disseram que não se conheciam antes, mas no decorrer da série criaram um histórico diferente. Os diálogos reproduzidos neste post demonstram bem isso.

No mais, um episódio OK.

Leverage – The Hot Potato Job

Data/Hora 29/07/2011, 23:36. Autor
Categorias Reviews

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Série: Leverage
Episódio: The Hot Potato Job
Temporada:
Número do Episódio: 4×05
Datas de Exibição nos EUA: 24/7/2011

Esse foi um daqueles episódios que no conjunto eu não curti tanto mas que teve seus momentos divertidos. Talvez seja porque o anterior foi tão perfeito que criei expectativas muito altas.

O caso da semana era resgatar uma batata “especial” por ser enriquecida com vitamina A, que uma empresa estava tentando utilizar para aumentar seus lucros quando a pessoa que a criou tem como objetivo usar seu experimento para ajudar sem ter lucros por isso.

Paralelo a isso Nate e Sophie continuam ‘amigos com benefícios’ mas tenho cada vez mais certeza que Sophie está usando o seu melhor para convencer Nate que não há problema entre eles se envolverem romanticamente sem precisar ser ela a afirmar isso. Parker e Hardison continuam adoráveis e Eliot pouco fez além de resmungar muito.

Foi um episódio para a Gina Bellman brilhar, essa que é a verdade. Sophie precisou improvisar em seu disfarce e se apresentou como uma responsável por segurança e para isso ‘incorporou’ Eliot. Foi muito engraçado quando ele se dá conta que ela está falando com o timbre de voz dele. E ficando todo irritadinho.

Outra cena boa foi Nate usando um grupo de crianças para conseguir retirar a batata da empresa. Um dos meninos acaba se mostrando muito esperto e fica direto na linha de ação e acaba amigo de Hardison.

No final, a braço direito do CEO da empresa em que eles se infiltraram é inocentada e Hardison tenta avisar Nate que isso poderá ser um problema para eles mas não tem sucesso porque Nate e Sophie mais uma vez escaparam para namorar e o líder do time não levou o celular junto com ele. Se isso terá algum desenvolvimento mais tarde eu não saberia dizer.

Allan Ball desmente rumores sobre o fim de ‘True Blood’

Data/Hora 29/07/2011, 22:14. Autor
Categorias Notícias

E tudo não passou de rumores. Ao menos é o que garante o criador e roteirista de True Blood, sobre o seu suposto afastamento da série a partir da quinta temporada. Apesar de ter dito que  gostaria de reavaliar seu futuro após o termino da temporada atual, Allan Ball declarou que pretende continuar na série. “Eu desejo ficar. Fazer a série está sendo a coisa mais divertida que já fiz em toda a minha vida”.

Os rumores sobre a saída do roteirista e o possível fim de True Blood começaram no mês passado, quando Allan disse que estava no meio de negociações para a 5ª temporada, mas não tinha certeza se iria fazer parte da equipe a partir disso. Então, vários sites começaram a especular se a série iria ser renovada, já que Alan Ball assinou um contrato com o  canal HBO para fazer parte da produção de outros programas.

A emissora confirmou a quinta temporada de True Blood, e Ball já está decidindo os rumo do seriado. Ele afirmou que ele e os outros roteiristas já estão quebrando a cabeça para novas histórias.

A temporada atual está sendo transmitida nos Estados Unidos pela HBO aos domingos, sempre às 22h. Aqui no Brasil, a série estreiou a quarta temporada no dia 10 de julho, e vem sendo exibida na HBO também aos domingos, no horário das 21h.

Fontes: Inside Tv e Deadline

Damages – I’d Prefer My Old Office

Data/Hora 29/07/2011, 21:41. Autor
Categorias Reviews

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Série: Damages
Episódio: I’d Prefer My Old Office
Temporada:
Número do Episódio: 4×03
Datas de Exibição nos EUA: 27/7/2011

Ellen retornou para o escritório de Hewes e se recusou a usar a sala que pertenceu ao Tom. Começo falando sobre assunto não só porque tal recusa dá nome ao episódio mas por achar uma cena importante. Porque será que Ellen recusou? Por respeito ao Tom ou por medo de ter o mesmo destino que o amigo?!

Chris descobre que a sua viagem para o Afeganistão não foi por acaso e acaba sendo ameaçado pelo próprio amigo. Durante depoimento via satélite – autorizado após uma grande atuação de Ellen – ele nega tudo que disse a ela mas passa uma mensagem para amiga que encontra dificuldades em saber o que ele queria dizer.

Eu não sou advogada e nem juíza mas só eu achei que era um tanto óbvio que eles estava sendo ameaçado?! Ele em nenhum momento olhou para a câmera. O tempo todo deu suas respostas com a cabeça abaixada e sem a menor confiança. Senti falta de uma cara mais desconfiada do juiz.

Ao encerrar o depoimento descobrimos que a ameaça não era direta ao Chris mas sim a um amigo dele, o que faz todo sentido porque o personagem não parece ter medo de morrer a ponto de se sujeitar a mentir. No final o amigo de Chris é morto sem o conhecimento dele.

Jerry continua, ao que parece, tramando para garantir que a empresa continue a lucrar com a guerra. Pelo menos é o que fica aparente ao sabermos que ele mantém alguém em cárcere e o fato de que mais uma bomba está sendo preparada. Dessa vez tendo como alvo Patty e seu escritório.

No entanto a parte que gostei mais no episódio foi a busca de Patty pelo filho e os flashbacks nos mostrando pistas do destino de Michael. Aparentemente ele fugiu porque a mãe o viu quando ele tentou matá-la. Porém não me surpreenderia se fosse algo além disso. O fato é que Michael de alguma maneira parece ter conseguido ganhar algum dinheiro e pareceu emocionado (mesmo que muito pouco) ao ver a filha de longe. A questão é: porque ele voltou? Apenas para buscar a filha ou para terminar uma vingança contra a mãe?!

Rookie Blue – In Plain View

Data/Hora 29/07/2011, 21:35. Autor
Categorias Reviews

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Série: Rookie Blue
Episódio: In Plain View
Temporada:
Número do Episódio: 2×06
Data de Exibição nos EUA: 28/07/2011

Em In Plain View, vimos praticamente toda 15ª trabalhando junto. O grande problema do episódio, assim como o de toda a temporada, foi deixar bem em segundo plano alguns personagens que poderiam render histórias interessantes. Nesse episódio Swarek, Traci e Shaw estavam lá, mas não foram decisivos para o andamento da trama. E o que falar sobre a Noelle?

Mas é preciso ressaltar que o caso da semana foi interessante, já que envolvia alguns elementos clássicos de seriados policiais, como investigações sobre drogas e falhas no serviço de proteção à testemunha. Mas, apesar disso, a trama policialesca não prendeu minha atenção. E aqui faço a ‘mea culpa’. Confesso que fiquei tão envolvida com todos os dramas psicológicos e com a trama da traição do Luke, e tão ansiosa para ver os desdobramentos do sentimento de rejeição da Jo, que fiquei bem mais atenta a trama amorosa desse episódio. Então, pra mim, o maior êxito desse episódio foi, através de seus dramas emocionais, delinear os rumos de nossos ‘rookies’, indicando para onde irá essa segunda metade de temporada.

Em In Plain View, o caso a ser desvendado foi o da morte de um informante da polícia. Apesar de estar envolvido na investigação de um grande caso, ele recusou proteção policial. Apesar disso, os detetives estavam de olho em seu paradeiro, e Barber ficou preocupado com seu sumiço. Ele reaparece, mas morto.

Os elementos na cena do crime acabam conduzindo Swarek e Traci até a casa de duas garotas, local onde é encontrada a arma do crime. As garotas são detidas. Como uma delas é namorada do criminoso responsável pela morte do informante da polícia, ela é colocada sob proteção policial. E tal tarefa coube a Rossati e MacNally.

Enquanto isso, Epstein e Gail lidavam com uma criança que, encontrada sob uma pilha de escombros, era a única testemunha do assassinato do informante. Mas logo que fica evidente que o principal problema do garoto não é o fato de ter testemunhado o crime, e sim o porquê de estar sozinho nas ruas. Gail e Dov descobrem que o garotinho tem um difícil relacionamento com os pais adotivos. E que seus pais usam de métodos pouco ortodoxos para proteger os filhos. No final das contas, Gail convence o menino a retornar para casa, afirmando que, apesar de tudo, seus pais o amam.

E mais uma vez, assim como no caso da mulher presa no episódio passado, vimos os dramas dos policiais serem abordados através do caso. Nessa semana, pudemos perceber que a relação complicada de Gail com a mãe foi indiretamente retratada no drama do menino. Gail também tem uma relação não convencional com a mãe, que cobre muito da filha, e quer ditar seus rumos profissionais.

E por falar em Elaine Peck, gostei de sua participação. Agora que a conhecemos, podemos entender melhor Gail, seus conflitos e sua personalidade. Especialmente a mudança de atitude da Gail da 1ª temporada para essa atual. Agora, Peck achou nos colegas uma família diferente da que estava acostumada. Creio que isso foi decisivo para que ela se tornasse menos ácida e, de certa forma, mais humana.

Mas o ponto alto do episódio foi, sem dúvida, a interação entre Jo e MacNally. A detetive Rosati estava claramente descontente de ser tratada por Luke como um acidente de percurso. E nós bem sabemos o que uma mulher com o orgulho – e o coração – ferido é capaz de fazer.

 

E era evidente que confinar Andy e Rosati em um ambiente cheio de tensão, com uma testemunha descontente, não iria acabar bem. Tenho pra mim que Jo colocou a caixinha de fósforos do hotel no qual dormiu com Luke no lixo, na frente de Andy, propositalmente. É claro que MacNally ligou os fatos na hora, e confrontou a detetive. E a postura de Rosati, de manter o silêncio, acabou sendo a confirmação que Andy precisava.

Apesar disso, as duas continuaram trabalhando juntas até o final do caso, embora existisse aquele elefante na sala. E trabalharam bem. Mas, no final das contas, não conseguiram convencer a garota de 17 anos à testemunhar, já que ela preferiu acreditar nas mentiras do namorado e mudar os fatos para protegê-lo. E, embora Jo esperasse essa fragilidade emocional de Andy, não foi isso que vimos.

MacNally, no final do episódio, abandona Luke, e ainda lhe dá o recado: colocou de volta a aliança de noivado no lugar onde tinha achado. Agora, resta saber onde essa história irá parar.

P.S. 1: a relação entre Dov e Gail me confundiu um pouco nesse episódio. Antes, eu tinha certeza que eles estavam pendendo para o lado do “mais que amigos”. Agora, tenho sérias dúvidas se eles não estão desenvolvendo uma relação de irmãos. O jeito é aguardar os desdobramentos dos próximos episódios.

P.S.2: achei hilário e fofo o comportamento de Chris perto da sogra. Primeiro, tratando-a como se estivessem no churrasco de domingo. E depois, demonstrando todo seu carinho e sua lealdade à Gail – e até correndo o risco de prejudicar sua carreira -, ao avisar à Superintendente que a namorada não estaria disponível para posar ao lado dela. Ganhou pontos comigo.

Breaking Bad – Thirty-Eight Snub

Data/Hora 29/07/2011, 14:42. Autor
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Breaking Bad

Série: Breaking Bad
Episódio: Thirty-Eight Snub
Temporada:
Número do Episódio: 04 x 02
Datas de Exibição nos EUA: 24/07/2011

Esse episódio me fez lembrar de Lost, mas calma, ninguém viu luz alguma e não há candidato a nada. O que eu lembrei foi de uma expressão que era muito usada quando um episódio da série era mais fraco: “típico episódio de transição”. Lembro que foi engraçado um dia que alguém disse: “mas essa série só tem episódio de transição?”

No entanto, Breaking Bad é um pouco assim. Cada episódio é um pequeno pedaço de algo que vai se construindo aos poucos, para culminar em algo tremendamente explosivo. É uma série com o ritmo perfeito, onde a lentidão não é ruim e a ação chega nos momentos ideais.

Falando agora do episódio, ele foi marcado pelas reações de três pessoas: Walt, Jesse e Mike. Três homens ligados ao assustador Gus e todos perfeitamente cientes do que ele é capaz. Já adianto que, de longe, a que mais gostei foi a de Jesse Pinkman, que comprou uma nova aparelhagem de som e, junto com os amigos, inicia uma festa louca, repleta de drogas, bebibas e pizza.

Breaking Bad

A festa só é interrompida brevemente pela visita de Andrea, que tem o tipo de conversa que gosto de ver na série, pois mostra o lado bom de Jesse Pinkman, uma vez que ele está ciente que o dinheiro que deu para ela pode ser usado em drogas, mas quer acreditar que Andrea fará diferente. Muito boa a cena!

Por fim, depois de uns três dias a festa finalmente acaba, mas Jesse ainda insiste para os amigos continuarem com ele. Quando os dois vão embora, Jesse senta ao lado da caixa de som e tudo fica claro. Por causa dos últimos acontecimentos, Jesse não suporta mais o silêncio. Simplesmente perfeito!

Já o protagonista da série resolveu comprar uma arma para “defesa”, e procurou ninguém menos do que Bobby Singer. Que o sujeito era especialista em todo tipo de criatura sobrenatural eu já sabia, mas não estava ciente de que nos intervalos das caçadas de Dean e Sam Winchester o sujeito vendia armas com numeração raspada por aí.

Breaking Bad

Perdão, mas por assistir muitas séries e filmes, não consigo evitar essas associações quando vejo o ator de um lugar trabalhando em outro, portanto, não poderia evitar a piadinha com a participação do ator Jim Beaver, de Supernatural.

O fato é que Walt compra uma arma, pequena para tentar passar despercebido, e está querendo encontrar-se com Gus. Não, ele não quer apenas se defender, mas fazer o mesmo que foi feito com Gale: atacar antes de ser atacado. No entanto, no laboratório Mike lhe diz que ele nunca mais verá Gus, mas o químico não desiste e vai até a casa do chefe, mas recebe um telefonema de Mike, advertindo-o para que se afaste. A obsessão de Walt em matar Gus está tão grande que ele quase mata Tyrus, o substituto de Victor.

Breaking Bad

Determinado, Walt procura Mike no bar, deixando claro em palavras o que próprio já deve pensar desde a morte de Victor: ele também não está seguro. Sim, pois nas cenas de Mike nesse episódio, aparecendo no bar com olhar preocupado, deixaram bem evidentes sua preocupação, mostrando que seu espanto diante da morte de Victor foi algo como: “poderia ter sido eu”.

No entanto, ao menos inicialmente, a idéia de Walt não é bem recebida por Mike, que agradece a bebida oferecida com uma sequência de socos e chutes no químico. Apesar disso, ainda acredito que ele será um aliado importante.

Entre os outros personagens, tivemos Skyler tentando comprar o lava-rápido, procurando colocar em prática a idéia de lavagem do dinheiro do marido, mas o dono do estabelecimento está magoado com Walt e a tarefa não será das mais fáceis. Já Marie continua sofrendo com a condição do marido e, não sei se foi só comigo, mas me deu a impressão de que ela vai trair Hank com o rapaz da fisioterapia. Vamos ver, mas seja como for, a cena do policial caminhando até o quarto foi excelente e muito forte.

No mais, duas coisas engraçadas, a insistência de Hank em dizer “não são pedras, são minerais” me lembraram muito o “não são pedras, são aerolitos” do episódio clássico do Chapolin e me fazia rir toda vez que ele dizia. E, claro, o comercial hilário de Saul passando na Tv, com direito a explosão de avião e tudo.

The Big C – Cats and Dogs

Data/Hora 29/07/2011, 10:51. Autor
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Série: The Big C?
Episódio: Cats and Dogs
Temporada:
Número do Episódio: 2×05
Datas de Exibição nos EUA: 25/7/2011

Sean:

Não tenha pressa de crescer, ok? Eu seu que faço parecer que a vida adulta é simples, mas acredite em mim, não é nenhum mar de rosas.

Sean sendo a voz da razão é algo assustador. Tudo bem que durante o episódio tivemos mais do Sean destemperado de sempre porém tenho que admitir que ele soube lidar como uma certa serenidade com o problema que o sobrinho arranjou e sequer precisou de ajuda.

Adam está com os hormônios enlouquecidos e como a namorada decidiu que precisa esperar e ele não quer mais se envolver com a menina do colégio – não por respeito a namorada mas sim porque a garota grudou no pé dele – acaba tendo a idéia brilhante (ßsarcasmo) de chamar um prostituta com o dinheiro que a mãe dele deixou para pizza.

O filho de Cathy não tinha noção do “pedido” e acabou contratando uma prostituta especialista em práticas sadomasoquista. Apesar de parecer ter se divertido até certo bom, Adam não tinha dinheiro para pagar o serviço completo e precisou pedir ajuda ao tio que por sua vez também não tinha dinheiro e resolveu o problema entregando um vaso da namorada como pagamento e ameaçando de denunciar a prostituta porque Adam é menor de idade.

Cathy preocupada com a falta de dinheiro e vendo que o marido estava com dificuldades de entender que ele precisava de qualquer emprego o quanto antes, resolve pegar algumas jóias para empenhar/vender. Lee a acompanha e os dois escapam de um assalto ao terem uma crise de risos quando o ladrão questiona se eles querem morrer.

Ao perceber o que fez, Cathy entra em pânico e Lee a convida para ir a casa dele. Os dois conversam sobre a vida e ela pela primeira vez em tempo tem com quem desabafar. E o melhor, alguém que tem uma boa noção do que ela está passando. No entanto, Cathy se assusta quando Lee faz um carinho em seu rosto porque entende como um flerte. Lee ri dela e revela que é gay.

Eu fiquei um pouco dividida com essa questão. Não que eu achasse que Cathy deveria ter algo com Lee. Eu simplesmente amo a relação dela com o Paul. A questão é que não pude deixar de pensar que os roteiristas procuraram o caminho mais simples como se não pudesse existir um laço de amizade entre Lee e Cathy se o personagem fosse heterossexual.

Paul no final do episódio após perceber que não conseguiria um emprego no cargo que estava habituado aceitar trabalhar de vendedor numa loja de eletrônicos. A felicidade de Cathy de perceber que o marido resolveu agir no lugar de esperar foi visível, mostrando que eles estão em sintonia mesmo quando não parece.

Torchwood: Miracle Day – Dead of Night

Data/Hora 29/07/2011, 10:30. Autor
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Série: Torchwood
Episódio: Dead of Night
Temporada:
Nº do Episódio: 4×03
Data de Exibição nos EUA: 22/07/2011

A história de Miracle Day começa a ser desvendada naquele que é, para mim, o episódio que mais tem a cara da Torchwood que eu aprendi a amar nesses últimos anos. E, talvez por isso, gostei bem mais de Dead of Night do que dos episódios anteriores. Por algum motivo ele me lembrou da primeira temporada. Creio que tem a ver com o desenvolvimento dos personagens. Foi impossível não lembrar a época que Gwen começava a entrar na loucura que é fazer parte de Torchwood. Os créditos vão para Jane Espenson, que soube trabalhar as novas aventuras ao mesmo tempo em que aproximava à série ao que ela sempre foi.

Uma boa ideia mostrar as diferenças culturais e linguísticas entre os Estados Unidos e o Reino Unido por meio de conversas divertidas entre Gwen e Esther. Além de poder rir das situações e diálogos, ainda tirei algumas dúvidas de certas expressões que teimam em fugir da minha memória. Mas sem dúvida nenhuma, o diálogo que mais gostei foi de Gwen e Rex enquanto ela dirigia. É nisso que dá dois turrões discutindo.

Por falar em Rex, a interação do agente com Jack tem melhorado a cada episódio. Continua me incomodando a arrogância de Matheson, mas ele tem se enturmado com a dupla britânica e acredito que em algum ponto ele até poderá se tornar um membro efetivo da Torchwood aos meus olhos.

O que não engoli muito bem foi Rex e a Dra. Juarez na cama. Nada contra a cena, muito pelo contrário. Foi de muito bom gosto e a forma como mesclaram com Jack e o barman ficou muito bonita, o problema é que foi muito repentina (e contribuiu para que eu lembrasse do quanto odiava aquela imagem de arrogância sedutora que o personagem de Mekhi Pipher tinha em ER). Tão repentina, que quando eu assisti à cena, perguntei aos amigos se Rex já conhecia Juarez anteriormente ou se a conheceu quando se acidentou. Não que sexo casual e inesperado seja algo tão incomum assim, mas diante da situação, ficou parecendo forçado e muito conveniente para o uso que a história teria a seguir para a Dra. Juarez.

Muito mais sentido fez a cena de Jack com o barman. Tudo bem que a cena do sexo em si poderia ter sido suprimida sem a menor diferença para o desenrolar da história (tanto que no Reino Unido ela não será exibida), no entanto foi bom observar como Jack tem reagido à sua súbita mortalidade. É bem verdade que foi uma busca desesperada por afeto e contato humano – e o desabafo íntimo com Gwen ao telefone foi tocante e triste ao seu próprio modo – mas ao mesmo tempo foi o marco inicial para o retorno da velha personalidade de Jack. Não será de uma hora para outra, mas sinto que as coisas ficarão menos sombrias para o nosso bom e velho capitão.

Ainda não sei exatamente onde mora a lealdade de Jilly Kitzinger, se ela está por dentro das verdadeiras maquinações ou não (minha aposta é a de que está enterrada até o pescoço na lama toda e, se não estiver, ficarei bem decepcionada), mas gosto da personagem e sua ruivice toda na tela. E tudo o que trouxer mais tempo em cena para a Dra. Juarez tem o meu aval. Eis uma personagem que eu gostei desde que apareceu pela primeira vez. E ela não decepcionou até agora. É inteligente, pensa rápido, adapta-se às situações e, pode ser meio improvável que justamente a médica que atendeu Rex quando o agente sofreu o acidente seja uma das pessoas procuradas por Jilly Kitzinger para fazer parte de um grupo um pouco diferenciado de médicos nesta nova situação mundial, mas eu relevo em nome do andamento da história.

Muito bom vermos Gwen indo a campo, usando as lentes (seu último pedacinho de tecnologia resgatada de Torchwood 3 – confesso que fiquei um pouco triste quando a ouvi dizendo isso…mais alguém sente falta de Myfanwy?), entrosando-se com Esther e Rex e espionando o tal encontro promovido pela Phicorp. Por outro lado, não tão bom foi vermos Jack abordando Oswald e gravando as declarações do assassino. Esse desespero que o Jack vem sentindo me dá uma aflição tão grande que cenas assim me parecem exageradas, embora perfeitamente compreensível diante de tudo o que Jack já passou.

O ponto positivo dessa conversinha entre os dois foi a confirmação de que Oswald não sente qualquer tipo de remorso (alguém acreditava mesmo que ele sentisse!?) e que gostaria de poder morrer, enquanto Jack está sendo corroído pela culpa, solidão e agora, a mortalidade.


O que não entendo é como qualquer pessoa de bom senso pode acreditar que um ser patético como Oswald Danes pode servir de relações públicas para um caso como o apresentado pelas indústrias farmacêuticas. Não faz sentido! Não há qualquer tipo de ligação entre o pedófilo assassino e remédios. E por que eu devo acreditar que o público terá empatia com um homem que estuprou uma garota para logo em seguida matá-la, simplesmente porque ele sobreviveu à injeção letal e foi colocado em liberdade (nem mencionarei os inúmeros absurdos dessa tal liberdade) e chorou diante das câmeras?  Somos mesmo tão ignorantes e fracos de mente que corremos o risco de cairmos nessa tolice?

E como finalmente toquei no assunto dos remédios, ainda estou pasma. Se a imortalidade foi engendrada por uma companhia farmacêutica querendo obter lucros com remédios sem prescrição eu terei um ataque. Porque é sem dúvida alguma o enredo mais mequetrefe que alguém poderia bolar.

Inadmissível pensar que o Governo aprovasse uma lei liberando a medicação sem prescrição médica. Uma medida como esta já levaria ao caos no estado normal das coisas, com todo mundo morrendo direitinho, imaginem em uma situação esdrúxula como a imortalidade? Porque, sou obrigada a me repetir, as doenças continuam progredindo, as pessoas envelhecendo, os membros se deteriorando, a única coisa que não acontece é a morte. Então, pensar em uma população correndo às farmácias a cada dorzinha é assustador – e viciante, provavelmente.

O povo não sabe o que tem, qual a melhor medicação, o que faz mal ou que faz bem, e nem sempre o que aparentemente te cura, não te mata ainda mais rápido com algum efeito colateral. E ainda há a problemática das bactérias se fortalecendo e criando resistência à medicação, o que levaria as pessoas a procurarem por outros remédios ou a caírem nos hospitais com doenças sem novas curas estabelecidas, e assim haveria a superlotação e o surgimento agressivo de doenças há muito controladas ou mesmo doenças sequer vistas.

Não enxergo onde está a vantagem neste quadro, nem mesmo para uma empresa como a Phicorp. Eles têm a vantagem inicial, já que aparentemente sabiam do excesso de vida que assolaria o planeta e se prepararam com medicação em tonéis (supondo que não sejam os verdadeiros responsáveis pela nossa condição, porque essa ideia seria tão ridícula que não quero nem aventar a possibilidade), mas não têm como garantir que realmente sairão ganhando dessa nova situação legal. O povo não toma uma única medicação. As pessoas não são exatamente fiéis a uma indústria farmacêutica ou a um tipo de remédio. O povo compra o que é mais barato, o que foi recomendado pelos amigos, e sempre acaba mudando em algum ponto, seja porque não faz mais efeito, seja por quaisquer outros motivos. E, se o roteiro tiver o mínimo de bom senso, uma lei absurda como a da liberação de medicação nunca passaria pelo Congresso.


Nossa esperança é a de que, com certeza deve ter alguma maquinação alienígena por trás de tudo (é Torchwood, afinal de contas). O que faz lembrar-me do primeiro episódio de The Sarah Jane Adventures (saudades), que também contava com uma invasão utilizando-se de uma grande indústria.

Uma coisa que chamou a atenção de Jack e que provavelmente é importante e deve ser observada com mais cuidado e esta vivacidade dos mortos. Os nossos imortais não são como Jack, que se curavam. Eles continuam defeituosos, mas cheios de vida e consciência, sendo-lhes negado qualquer tipo de descanso reparador. Qual o objetivo de cobrir-nos de imortalidade, não nos dotar de regeneração, e ainda assim espalhar em cada humano uma vitalidade excessiva e inexplicável?

Gostaria de dizer que são por essas dúvidas que voltamos a cada semana assistir a série, mas não é nada disso, pelo menos não comigo. Eu volto religiosamente porque quero saber mais dos personagens e suas motivações. Se tiver uma ótima história sendo desenvolvida enquanto isso, muito melhor. Mas sou sincera ao dizer que tenho sentido falta de um toque mais alienígena à coisa toda. Tudo está muito pé no chão, cheio de problemas empresariais, conspirações financeiras e engodos governamentais. Está na hora dos nossos amiguinhos espaciais espaço darem às caras e dizerem a quê vieram. Só assim para a Torchwood s/nº fazer o que sabe fazer de melhor: proteger a humanidade da ameaça que vem do espaço.

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“It’s bigger inside!”

Fui obrigada a rir com a referência à TARDIS (de Doctor Who).

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