
Série: Castle
Episódio: Kick the Ballistics
Temporada: 4ª
Número do Episódio: 4×04
Data de Exibição nos EUA: 10/10/2011
Quando eu fiquei sabendo que a trama de Kick the Ballistics envolveria o serial killer 3XK (do episódio 3XK, o 3×06), imediatamente me animei. Isso porque adoro os episódios nos quais a trama envolve serial killers (sim, eu si que isso é sombrio e estranho).
Então, vocês devem imaginar que fiquei um pouco decepcionada com o resultado desse 4° episódio. Isso por que a trama de Kick the Ballistics não foi sobre o 3XK, mas sim sobre a arma do Ryan, que ele levou quando deixou o detetive e Castle para trás, em um quarto de hotel. Pouco avanço tivemos na trama do assassino.

Isso significa que estou dizendo que o episódio foi ruim? Não. Gostei – bem – mais do episódio do que de Head Case. Só que esses dois últimos episódios exibidos me deixaram com a estranha sensação de que falta algo. Como se algum elemento essencial de Castle estivesse faltando. Vocês podem estar pensando: “como assim? Foram exibidos apenas quatro episódios e ela já vai criticar?”. Se for esse o caso, acalmem-se. Porque não estou criticando, de fato. Até porque é cedo demais, sim. E porque nenhum dos quatro episódios exibidos foi ruim (dois deles achei excelentes). Estou apenas explicando o porquê das últimas reviews não estarem tão elogiosas como de costume. É, eu fiquei muito mal acostumada depois do alto nível da 3ª temporada.
O ponto alto de Kick de Ballistics, pra mim, foi a forma como Castle, Beckett, Ryan e Esposito trabalharam juntos, apoiando-se mutuamente. A cena na qual a Iron Gates manda Ryan pra casa deixou bem evidente a união do grupo. A cereja do bolo foi ver Becket batendo a porta na saída. O brinde do final também foi bem tocante. Enfim, adorei a dinâmica do grupo. Trabalharam completamente afinados.
Também me agradou muito ver mais cenas entre Ryan e Beckett. Gosto da dinâmica deles, e não é de hoje. E naquele momento, acho que a detetive era a melhor opção de parceria para Ryan, já que ela é quem vive – e supera – mais dramas no exercício da profissão. Ficou bem claro que Esposito estava ali, pronto para auxiliar no que fosse preciso. Mas creio que Ryan precisava Beckett podia oferecer melhor: o apoio irmão.

Também gostei bastante da forma como Castle agiu. O drama de Ryan era iminentemente policial: “minha arma, a qual eu nunca deveria ter “perdido”, foi usada para matar uma inocente. E agora?”. Portanto, Castle estava automaticamente meio de fora da situação. Mas ainda assim ele permaneceu por perto, não levou a conduta de Ryan pro lado pessoal e esforçou-se para “pensar como policial”. Inclusive analisou muitas fichas de prisioneiros atrás do receptor da arma de Ryan. Achei tão lindinho ele chegando na delegacia todo afobado e gritando “eu sei quem o assassino é”. Bonito de se ver.
Quanto ao assassinato da jovem, confesso que tive um único pensamento: “é agora que vão conectar o 3XK ao caso e ele irá aparecer?”. Então, minha mente não acompanhou com precisão todas as reviravoltas do caso. Mas, vamos lá!
A vítima da semana foi Jane, uma jovem que trabalhava como monitora, e foi morta com resíduos de droga na roupa por alguém que a conhecia e a deixou rezar antes de morrer.
Finn, o ex-namorado desprezado com histórico envolvendo drogas, apesar de aparecer desolado em um vídeo, tinha um álibi. Seth, o “traficante” que importunava Jane, era na verdade um detetive – com métodos questionáveis – da Narcóticos, que pressionava a vítima para obter informações da família Lee, possivelmente envolvida com a máfia chinesa. Ou seja: os suspeitos eram um beco sem saída.
Mas nem tudo estava perdido, em meio às reviravoltas do caso. Castle conseguiu ligar a arma de Ryan à Chang/Philip Lee, desafeto – e depois “amigo” de 3XK na prisão. E os detetives descobriram que Philip, avisado pelo ex-namorado de Jane que ela iria fugir com seu novo namorado – Ben Lee -, matou a professora e namorada do irmão, como forma de impedir a fuga.

Depois de conversar com Ryan, Ben decidiu auxiliar a polícia, e Philip acabou preso – em uma cena bem melodramática, com direito a um embate tenso entre os irmãos Lee e à música instrumental.
Adorei que Philip acabou entregando algumas informações de 3XK para Beckett, em troca da redução na pena. Mas que Castle, com a sabedoria que lhe é peculiar, alerta Kate para a armadilha. É, para deleite de Beckett, Castle realmente está pensando como um policial de verdade. Nosso garoto está crescendo!
Antes de finalizar, preciso dizer que a noite foi de Kevin Ryan. Ou melhor, de Seamus Dever. Se Ryan esteve perfeito no episódio, Seamus esteve na interpretação. Realmente, fez por merecer o destaque que recebeu.
Agora, é aguardar pela semana que vem. Com a certeza de que tempos mais divertidos nos esperam. Quer saber por que? Então assista isso!
P.S.1: Martha participou de poucos momentos, mas foi o suficiente. Como sempre, o papo dela com Castle deu o suporte de que o filho necessitava.
P.S.2: Esposito ganhou o prêmio de “melhor amigo para sempre” com sua interpretação na biblioteca. Sem mais.
P.S.3: Aparentemente, Alexis está tentando melhorar sua imagem para se recandidatar à vaga em Stanford – ou outro lugar qualquer. Vamos ver se ela vai seguir o plano.