Criador de ‘Revenge’ responde perguntas sobre a season finale da 1ª temporada

Data/Hora 25/05/2012, 21:44. Autor
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A season finale de Revenge intitulada Reckoning foi ao ar nos Estados Unidos na última quarta-feira, dia 23, pelo canal ABC. Com cliffhanger atrás de cliffhanger, muitas perguntas ficaram matutando nas cabeças dos fãs da série. Para ajudar a saciar a curiosidade de quem acompanha Revenge o site EW.com entrevistou o criador do seriado, Mike Kelley. Ele também deixou escapar algumas informações sobre a sequência da história que será acompanhada na segunda temporada. Leia os trechos mais interessantes da entrevista com Keeley.

Entertainment Weekly: O que você estava pensando quando escreveu a season finale?

Mike Kelley: Eu não estava certo sobre o que eu queria revelar no final da temporada e não tinha certeza se eu queria falar para os telespectadores sobre a mãe de Emily. Eu queria deixar essas revelações para a próxima temporada, mas eu acho que ao contar a história de Revenge, que toda a vez eu tento alongar, pareceria falso. Então eu decidi confiar no nosso trabalho em manter o ritmo da sequência da história e revelar tudo no final dessa temporada. Nós definitivamente esperamos manter esse ritmo.

Entertainment Weekly: Falando sobre a mãe de Emily, que foi uma grande revelação e nós não sabemos muito sobre ela. O que você está pensando sobre quem vai interpretar esse personagem? O que você pode nos dizer sobre ele?

Mike Kelley: Nós queremos a atriz perfeita para este papel. Eu realmente queria alguém formidável como a Madeleine (Stowe, que interpreta Victoria Grayson). O que você vai descobrir sobre essa mulher que é mãe de Emily são as circunstâncias da separação das duas e as questões psicológicas profundas envolvidas, que eu acho que vão ser muito divertidas de se explorar. Já a Emily vai começar a ver alguns problemas psicológicos da mãe em si própria. Então ela vai se questionar sobre quem ela é, que parte do DNA tem interferência nas escolhas da vida dela e como ela vai seguir em frente com isso. Se a mãe não vai fazer parte da vida dela ou será alguém que vai desapontá-la e machucá-la.

Entertainment Weekly: Há uma conspiração muito maior acontecendo. Você sabia que estava trabalhando em direção dessa conspiração?

Mike Kelley: Nós definitivamente sabíamos que isso ia se desenrolar muito mais e vamos continuar durante a 2ª temporada. Não queremos ser repetitivos, nós precisamos de novas descobertas, novas e sinistras reviravoltas e novos vilões. Então nós sabíamos que tínhamos algo grande em jogo e vai ser muito divertido revelar que o envolvimento de Emily com o que está para acontecer na 2ª temporada não foi por acaso. Existe um monte de coisas acontecendo, um grande plot e Emily faz parte disso. Ela vai se tornar mais louca do que nunca e, com a ajuda de Nolan, pretende fazer algo significativo para derrubar uma força grande, má e intocável.

Entertainment Weekly: Amanda está de volta. Como Jack pode não perceber que ela está brincando com ele?

Mike Kelley: O Jack vê o melhor nas pessoas e nós queremos que ele seja um centro da moral. Ele não é um idiota, ele sabe que com Amanda tem sido complicado, mas a última coisa que aconteceu antes dela fugir foi que ela disse a ele que o amava. Ele tem inúmeras questões para pensar e o bebê é uma delas. Se ele estava dormindo com ela não há razão para ele não acreditar que o bebê é dele. Ele é o tipo de cara que vai fazer a coisa certa.

Entertainment Weekly: Em relação a suposta morte de Victoria Grayson na explosão do avião. Quando você soube que ia trabalhar com essa questão?

Mike Kelley: Eu sabia que eu queria um cliffhanger com Victoria, mas não estava certo sobre os detalhes. Eu comecei a pensar em como seriam os sete últimos episódios, entre o 1X16 e o 1X22, com o homem de cabelo grisalho e toda a conspiração envolvida. Eu queria fazer um acidente de avião parecido com o primeiro e isso ficou poético de diversas maneiras. Para ela pegar o avião era como ir de encontro ao seu destino. Eu não queria que ela fosse levada à sua morte, eu queria que ela abraçasse seu destino, que o papel que ela desempenhou levasse ela para esse lugar terrível. Nós pensamos muitos sobre isso, exaustivamente, mas estávamos tão ocupados escrevendo que não tivemos a chance que queríamos para trabalhar isso.

Entertainment Weekly: Devemos nos perguntar se Victoria realmente morreu? Poderia ter sido uma morte simulada de alguma forma? Parece insano matar um dos melhores personagens da série.

Mike Kelley: Isso é parte do show. As pessoas devem ouvir seus instintos porque eles estão focados nos personagens, mas existem voltas e reviravoltas e eles amam ser surpreendidos. O que todo mundo espera que aconteceu aquela noite não foi completamente relatado. Que tal isso?

Entertainment Weekly: Ashley estava destinada a ter uma participação tão grande no seriado? No início ela parecia ser um personagem sonolento.

Mike Kelley: Eu tenho trabalhado com Ashley (Ashley Madekwe interpreta Ashley Davenport), e sei o quanto ela é uma atriz abrangente. Eu odiaria perder uma oportunidade dessas e deixar o personagem dela indefinido. Por um longo tempo eu estive esperando pelo momento certo. Nós tivemos um pouco ocupados com Emily, então por isso demorou um pouco.

Entertainment Weekly: Sammy morreu no episódio da última semana e os fãs querem saber a história por trás disso. Vai ter um novo cachorro? Sammy morreu por causa de toda a conversa sobre a sua idade?

Mike Kelley: Bem, duas coisas. Eu perdi meu cachorro este ano, tinha 14 anos e foi muito emocionante pra mim. Todas as coisas que Jack dizia para Sammy foram praticamente as mesmas de quando deixei meu cachorro ir. Isso era algo realmente emocional que eu queria compartilhar com as pessoas. As pessoas ficaram muito devastadas, o que me surpreendeu, mas não ficaram irritadas porque a morte faz parte da vida. A segunda coisa é que eu queria que a performance da morte de Sammy fizesse Jack e Emily ficarem juntos. Infelizmente Sammy não estava por perto para morder Amanda e jogá-la na água, mas se tivesse vivo, ele teria feito isso, eu tenho certeza. Isso é uma brincadeira, mas escutem, eu sempre quis que o cachorro fosse um elo para manter os dois juntos. Na televisão, sempre que um cachorro morre, um filhote nasce em seguida.

Entertainment Weekly: Então, o que você está pensando para a 2ª temporada?

Mike Kelley: Bem, obviamente nós temos questões a responder. Algo que funcionou muito bem na 1ª temporada foi passar para um evento dramático futuro e depois mostrar como chegamos lá. O público confia em nós para contar uma história sem enrolá-la por 100 anos. Então eu acho que vocês podem esperar que as questões serão respondidas e vamos criar muitas outras. Podem esperar um grande evento para a abertura da 2ª temporada. Esse é meu plano agora, eu reservo o direito de mudar meu pensamento. Nós voltamos a trabalhar com os escritores na próxima semana e eu quero saber o que todo mundo pensa. Todo mundo já teve a chance de sentar e pensar e eu quero saber o que eles pensam, se há uma idéia melhor.

Entertainment Weekly: Você tinha dito que pode acontecer um casamento ou mesmo uma morte na abertura da 2ª temporada. Isso ainda é possível?

Mike Kelley: É sim.

Com informações do EW.com.

‘Animal Practice’ ganha nova protagonista

Data/Hora 25/05/2012, 14:48. Autor
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JoAnna Garcia (Better With You e Privileged) foi escolhida para substituir Amy Huberman como a protagonista de Animal Practice. Huberman foi substituída da nova comédia da NBC por razões criativas. O elenco também conta com Justin Kirk no papel do Dr. George Coleman, um veterinário que adora animais mas normalmente odeia seus donos. Animal Practice estreará na fall season americana.
A atriz, que foi vista pela última vez em Royal Pains, fará o papel de Dorothy, ex-namorada de George e diretora do hospital veterinário.
Com informações de TVLine

Girls – The Return

Data/Hora 25/05/2012, 00:33. Autor
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Série: Girls
Episódio: The Return
Temporada:
Número do Episódio: 01×06
Data de Exibição nos EUA:20/05/2012

Pra quem não conhece, Girls é uma dramédia da HBO que acompanha a vida de 4 garotas em Nova York. Se você logo pensou em Sex and the City está enganado. Aqui as protagonistas mal têm dinheiro pra pagar o aluguel e lutam pra conseguir emprego, se virando com o que aparece. A série foi criada por Lena Dunham, que apesar de eu nunca ter ouvido falar antes, parece ser alguém que já fez alguma coisa importante (em uma pesquisa rápida, descobri que ela fez um filme independente que foi bem aceito em festivais). Ela também interpreta Hannah, a mais estranha das garotas, que mantém uma “espécie” de relacionamento com Adam, um cara que não faz literalmente nada da vida (ele é carpinteiro e ator, mas você só descobre isso na Wikipédia). Na verdade, apesar de estarem sempre experimentando todas as posições do Kama Sutra, ele não sabe que existe uma relacionamento entre eles. A colega de quarto de Hannah é Marnie, que sempre reclama que o namorado é muito presente e que se sente um pouco sufocada. Em outro apartamento moram Shoshanna, que luta para perder a virgindade, e sua prima Jessa, inglesa que trabalha de babá e provavelmente terá um caso no estilo Presença de Anita com o pai das crianças. Até o momento vimos Hannah perdendo a mesada que ganhava dos seus pais, conseguindo um emprego em que era apalpada por seu chefe, descobrindo que tem HPV e perdendo o emprego. Marnie é dispensada pelo namorado quando este descobre, através do diário de Hannah, que ela não gosta tanto dele assim. Desesperada, ela implora pra voltar, e quando ele acaba cedendo, ela termina de novo. Shoshanna, por enquanto, apenas “quase” perdeu a virgindade, mas o garoto desistiu de ir adiante quando descobriu a sua situação. Jessa descobriu que estava grávida, ou já chegou grávida em Nova York (não ficou muito claro), agendou um aborto, faltou ao seu próprio aborto, mas acabou perdendo o bebê. A série é recheada de cenas de sexo, seios da Lena Dunham, diálogos rápidos e inteligentes e um pouco de humor. Vale pra quem gosta de séries sem muita história que mostram como é a vida na Big Apple.

Feita a introdução, necessária, vamos ao episódio. Ah, e à boa notícia: vocês acompanharão review do seriado por aqui, a partir de hoje.

Esse episódio não pareceu um episódio de Girls. Não fosse pelas cenas de sexo, um desavisado poderia tranquilamente achar que se tratava de outra série. Na verdade, esse episódio mal pareceu uma série. Mais pareceu um daqueles filmes em que a protagonista super descolada da cidade grande, volta pra sua cidade natal no interior, acha todo mundo muito bocó, parado no tempo, e no final descobre que tem muito daquele lugar. A diferença é que aqui, em momento algum, ela se sentiu à vontade. A cena em que ela tenta repetir com o farmacêutico as esquisitices que ela pratica na cama com o Adam deixou claro o quão diferente ela é de todas aquelas pessoas.  Acho que o objetivo dessa história toda foi tentar justificar um pouco a personalidade da Hannah através da sua origem. Os pais não sabem muito bem o que fazer em relação a ela e, provavelmente, nunca souberam. Até mesmo na decisão que eles tomaram em conjunto – de não sustentá-la mais – cada um teve um motivo diferente. Enquanto o pai esperava que ela percebesse que ela não conseguiria ser uma escritora nunca, a mãe queria que ela tivesse inspiração com a dificuldade, uma história pra contar.

A história da menina que quer ir pra Los Angeles virar dançarina serviu como metáfora da vida da própria Hannah. Sabe aquela colega de trabalho que tem mal hálito e fica falando de quem tem mau hálito? Tipo isso. Provavelmente se alguém tivesse lido os seus textos, teria feito as mesmas observações que ela fez a respeito da dança. O próprio pai questionou o seu talento como escritora. Na verdade, ela descrevia a si mesma quando falava como seria a vida da garota em L.A., morando em um apartamento sujo, se sentindo com medo, sozinha e estranha o tempo todo. Mas mesmo sabendo que é isso que a cidade grande reserva pra todo mundo, ela não caberia mais numa cidade pequena com aquelas pessoas e toda aquela tranquilidade.

A conversa com o Adam no final foi bastante interessante. Ao mesmo tempo em que ele demonstra total desapego, quando diz que não teria problema nenhum se ela falasse da noite de sexo que teve com outro cara, ele diz que sente falta dela. Apesar de reclamar que vai ter que levantar da cama quando ela pede que ele diga o que vê pela janela, ele obedece. O tão pouco que ele oferece pra ela parece bem maior do que toda a atenção que ela recebeu durante a noite toda do farmacêutico.

De forma geral, eu gostei do episódio. Esperava um pouco mais de humor, por ter sido escrito com a colaboração do Judd Apatow. Estranhamente, este foi o episódio menos engraçado até agora. Espero que eles foquem também nas outras personagens. Seria legal saber a origem dessas meninas, e como elas se tornaram quem são hoje.

Agora, é esperar pelo próximo episódio. Até lá!

[REVIEW] House – Everybody Dies

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Terminou. Parecia que esse momento não ia chegar nunca. Eu não queria que chegasse. Sabe aquela primeira série da sua vida? A primeira que você realmente acompanha semanalmente, aquela que faz você começar a se tornar um fã de seriados? Muitos tiveram essa experiência com Friends, Lost, Arquivo X, entre outras. A minha foi com House. A série estava na segunda temporada, assisti um episódio na TV e foi amor à primeira vista. Desde então seis anos se passaram, mais de 100 episódios; vi a série no seu auge, vi todo mundo ser fã de House. Vi também muita gente começar a abandoná-la, entendia a mudança, mas não entendia por que aquelas pessoas não gostavam mais daquela maravilha. Infelizmente vi a série ser considerada por muitos irrelevante, afinal, depois de oito anos, ainda eram poucos os que realmente amavam o seriado. Nesses seis anos vi séries melhores, vi séries que me emocionaram mais, vi séries que me divertiram mais, mas não vi nenhuma série que criou em mim o carinho que tenho por House. E essa série foi capaz de me emocionar sempre que quis, lembro de passar o resto do dia com um aperto no coração depois de episódios como Wilson’s Heart ou Help Me, do jeito que nenhuma outra série conseguia me deixar.

E assim chegamos a 21 de maio de 2012, o dia em que a série mais importante da minha vida acabou. Espero conseguir compartilhar com vocês um pouco do que foi a experiência de assistir à Everybody Dies, um episódio simples e genial, feito para quem é fã da série. Digo isso, pois provavelmente quem abandonou a série em algum momento vai achar o final meio decepcionante, mas quem seguiu com House durante as oito temporadas com certeza se apaixonou pelas sensações que esse episódio trouxe.

Sendo mais racional, foi um episódio simples. Nada muito marcante para o fim da série. Não foi um House de drama pesado como o que nos acostumamos a ver quando a série encerrava suas tramas, ou até como vimos na temporada passada, em episódios como After Hours. Foi um episódio que encerrou a série de uma maneira simples, bonita e eficaz.

Everybody Dies é primeiramente um grande estudo da mente de Gregory House, com o nosso amado protagonista preso num prédio em chamas, alucinando com todas as pessoas que já passaram por sua vida. Kutner, o seu funcionário que se suicidou; Amber, a namorada de Wilson que morre no acidente de ônibus ao qual House sobrevive e depois aparece na mente do médico por uma temporada inteira; Cameron, a médica apaixonada por House, que foi tão importante em seus anos de série; Stacy, a sua esposa lá das duas primeiras temporadas (fazendo um papel que provavelmente seria de Cuddy caso Lisa Edelstein tivesse aceitado participar do episódio). Todos passam pela mente de House para conversar com o doutor à beira da morte. Cada um com a sua particularidade, estudando as atitudes de House ao longo dos anos. É uma reafirmação da vida que o médico levou por tanto tempo, coisas que já lhe foram ditas em outras situações, mas que dessa vez contam com uma diferença: a condição da única pessoa com quem House se importa de verdade, seu amigo Wilson.

House está sendo egoísta mais uma vez, afinal, qual o seu motivo para continuar vivendo? Ele está indo para a cadeia, abandonando seu amigo em seus últimos meses de vida, perdendo seu emprego e sua equipe, não restaria mais nada. Na conversa com Stacy, House deixa claro como sabe que está sozinho no mundo, falando que a vida que ela está tentando lhe mostrar (com uma esposa, filhos e etc) é impossível, pois não existe mais ninguém em sua vida. O que muda tudo é Wilson.

House pode ter criado uma relação com Cuddy durante a série, mas de verdade, a única pessoa que realmente sempre esteve lá para ele foi Wilson. Seu melhor amigo em todas as situações, para tudo que House precisou Wilson estava lá, durante oito anos. Uma relação de amizade única e especial, a melhor trama que David Shore podia ter escolhido para terminar a série. House não se importa nem com ele mesmo às vezes, e já mostrou isso várias vezes, mas Wilson é a pessoa que pode mudar House. Descobrir que o amigo está morrendo é o maior baque que ele pode sentir. Sem Wilson ele não tem ninguém. E é exatamente pela única pessoa que importa em sua vida que House resolve não realizar um último ato de egoísmo. É na verdade um imenso ato de solidariedade. House finge a sua morte para ficar livre de tudo e assim poder passar os últimos cinco meses de vida com seu amigo. “Eu estou morto, como você quer passar os seus últimos meses de vida?”. Ele dá a sua vida para poder ter um final feliz com Wilson.

House fingir a sua morte ainda é uma última grande homenagem de David Shore às histórias de Sherlock Holmes, que tanto inspiraram o seriado. A famosa história onde Sherlock finge sua morte só deixando uma pista para Watson é agora reencenada por House e Wilson.

Depois de tanto tempo no ar, House não era mais uma série que precisava de um episódio final para fechar muitas tramas ou responder perguntas. E é exatamente a simplicidade do fim que deixa Everybody Dies tão bonito. Nós não sabemos o que House vai fazer depois que Wilson morrer, mas também não precisamos saber. Sabemos que House continua vivo por aí, fazendo sabe-se lá o que, mas de qualquer jeito a série encerra deixando seu protagonista vivo para sempre. A imagem da morte de House não vai existir em nossas mentes, estamos livres para imaginar como foi o restante da vida do melhor médico que a televisão já viu.

O clima do episódio é construído por uma sequência de emoções diversas. Ao começarmos a assisti-lo já temos a tensão de House alucinando em um prédio pegando fogo, e disso segue a nostalgia de ver tantos personagens que fizeram parte dessa história. Depois o drama aumenta com House chegando perto do suicídio, seguida da cena da suposta morte após encontrar o olhar desesperado de  Wilson pela janela. Esse é o momento da explosão de lágrimas no episódio, quando você pensa “Eles realmente tiveram a coragem de matar o House”, e entra em desespero na mistura desse drama com mais uma dose de nostalgia ao ver o restante dos personagens falando em seu funeral. Taub, Thirteen, Masters, Foreman, Adams, Park, todos em frases curtas descrevendo como House mudou a sua vida. Como aquele chefe ranzinza e odioso mudou a sua vida para melhor. Mas aí o celular toca. Quando o celular começa a tocar as lágrimas começam dar lugar a um sorriso. Uma última e maior pegadinha para o médico mais brincalhão que já vimos. Num episódio chamado Everybody Dies, na verdade tivemos um grande Everybody Lies.

Ao contrário do que imaginávamos, o fim da série não vem com uma morte, mas sim com uma brincadeira. Os dois opostos que sempre estiveram presentes em House, o drama e a comédia. Se as lágrimas voltam a aparecer no fim, elas são de alegria. Para quem já viu House passar perto da morte, sofrer com alucinações, ir para o hospício, ir para a cadeia, quase morrer ao realizar uma operação em si mesmo, entre tantas outras situações onde o drama e as dificuldades predominavam, o fim se torna uma libertação, um último suspiro de alegria. Depois de tudo que passamos nesses oito anos, a amizade predominou. A música final (indicada por Hugh Laurie para os produtores) é perfeita. “Aproveite a vida enquanto você pode”, ou como diz House no início do episódio, “Você nunca viu A Sociedade dos Poetas Mortos? Carpe diem!”. Ao longo da série House vai abandonando várias coisas em busca de libertação; além dos vícios e dos relacionamentos, é marcante como House abandona Cuddy no fim da sétima temporada, tirando o peso daquele romance que trouxe mais tristezas do que alegrias. E agora, após abandonar quase tudo, House abandona literalmente a sua vida, mas em busca da felicidade.

E ainda não é só a felicidade de House que marca um episódio que traz a morte no nome. Todos mereceram seu final feliz. Taub, que batalhou tanto contra a tristeza em seu tempo na série, finalmente feliz com suas filhas e em paz com as mulheres; Cameron, que sofreu tanto até não aguentar mais a equipe, agora feliz com um marido e filho, e ainda trazendo um último golpe de nostalgia com aquela foto da primeira equipe de House em seu computador, lá onde tudo começou; e enfim Chase, que se tornou tão importante para a série, o único que foi da equipe de House desde o início, que teve a sua vida marcada em tantos momentos, que aos poucos se tornou um “jovem House”, que nessa temporada cresceu tanto se tornando um dos melhores coadjuvantes da série, conseguindo carregar tramas sozinho, sendo decisivo em uma grande virada nesta última temporada ao ser esfaqueado e causar um dos melhores momentos do ano discutindo com House. Chase se tornou o principal médico e melhor personagem da equipe, e nada mais digno do que encerrar a série assumindo o posto de House. “Robert Chase M.D.” marcado na porta da sala do setor de diagnósticos, ele com certeza aprendeu com o melhor.

Enfim, esses foram os últimos 43 minutos de House. Vai ser estranho não ter mais essa série para acompanhar daqui pra frente. Mas é com um sorriso no rosto que House nos deixa após fazer parte de nossas vidas por tanto tempo, provavelmente a depressão por ter perdido essa série vai bater em alguns dias, ou até mesmo na próxima fall season, quando todas as suas séries favoritas estiverem voltando, mas House não. E isso faz parte, mas posso dizer que fui feliz pelo tempo em que acompanhei a série, e o final digno que era tão merecido aconteceu. Todo mundo morre, mas House vai viver pra sempre no coração de quem teve a sua vida tocada pela série.

Adeus, House. Obrigado por tudo.

Enjoy yourself, it’s later than you think

Colaboração especial de Lucas Paraizo

Confira nossos especiais sobre os coadjuvantes inesquecíveis, os casos bizarros e os episódios memoráveis da série.

‘Grimm’ – um balanço da temporada

Data/Hora 24/05/2012, 23:46. Autor
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Quando Grimm estreou, na fall season passada, a série definitivamente não havia mostrado a que veio, sendo daquele tipo de séries “mais do mesmo”. Ouvi muitos comentários do tipo “isso é muito Buffy” ou “que cópia barata de Supernatural”. De fato, os efeitos mal produzidos e o jeito de conduzir a história acabavam inferiorizando a série, principalmente frente a fãs que já estavam acostumados a assistir as aventuras dos irmãos Winchester. Mas eu continuei dando uma chance à Grimm e não me arrependi.

A série começou com o Detetive Nick Bukhardt vendo sua tia morrer e logo depois começando a ter uma série de visões que o levaram a descobrir que seus ancestrais faziam parte da linhagem dos Grimm – uma espécie de caçadores que tentavam manter a ordem entre os humanos e as criaturas mitológicas que andam disfarçadas entre nós. Em meio a episódios desconexos e criaturas para lá de esquisitas, produzidas por péssimos efeitos especiais, a série começou a crescer e apresentar um roteiro mais construído, embora eu ainda achasse as historinhas meio bobas.

Quando Grimm de fato começou a centrar em seus personagens, a história começou a ficar mais envolvente. Nick tinha um dilema a enfrentar – além de caçar os monstros que sempre caiam em seus casos policiais, ele tinha de decidir se contava ou não para Juliet (sua namorada) sobre seu passado e suas visões. A moça ficou em perigo devido a suas batalhas, foi salva e tudo mais. O rapaz resolveu pedi-la em casamento e levou um não na cara. A verdade é que Nick tinha um segredo obscuro que Juliet desconfiava. Ninguém é boba o suficientepara ser enganada assim. Mas a gente passou a torcer para que Nick encontrasse o seu caminho e pudesse conciliar o seu legado com o seu namoro (que vamos combinar, não apresenta quase química nenhuma, mas mesmo assim, chama uma torcida). Mas o que ainda falta em Grimm é um pouco mais de expressão do protagonista David Giuntoli. Ele tenta, mas realmente não convence.

Haviam episódios soltos, desconexos e – confesso – às vezes entediantes. Às vezes Grimm me dava até sono. Mas sabe quando você assiste uma série em que nada dá certo, mas mesmo assim você pensa “Poxa, ela tem potencial! Quem sabe melhora?”. E não é que melhorou? Eu não sei o que houve, mas de algum jeito as histórias passaram a ser mais cativantes. As criaturas que Nick enfrentava não eram à toa, sempre tinham uma ligação. E na verdade, era o que os espectadores da série queriam. Afinal, estávamos vendo uma série de um criador de criaturas que não fazia nada além de ser um policial. E é exatamente esta evolução que foi uma das coisas que valeu a pena na segunda metade desta temporada. Grimm estava realmente apresentando agora o que era ser um ‘Grimm’. Nick não estava mais nos casos por engano, e suas pesquisas no velho trailer não eram mais aleatórias. O seu passado começou a ser explorado de um nível bem mais interessante. E o Detetive Bukhardt começava a ser agora um verdadeiro caçador de criaturas – com direito a usar armas históricas e tudo. Claro que ele não conseguiria fazer nada disso sem a ajuda de seu parceiro Monroe.

Monroe foi outro personagem cativante na história de Grimm, e eu não dava nada por ele. Foi um personagem que de inicio achei sem graça, e nada cativante. Mas a sua amizade com Nick evoluiu de tamanha forma que o nosso Grimm praticamente já não caça mais monstros sem ele. O que me irritava era que Nick só lembrava-se dele na hora do aperto, colocando-o como um quebra galho. Mas o próprio detetive viu que estava além disso. Foi preciso o pontapé de Juliet para levá-lo até a sua casa. O episódio em que Monroe vai jantar com Juliet e Nick é bem engraçado. A conversa de como se conheceram não coincidindo as informações foi hilário. Hoje, para mim, o personagem já é indispensável, e todas as suas cenas são bem legais. Ponto para a série, afinal tudo que ela precisa é ter um personagem cativante. E ao contrário de Monroe, o parceiro de Nick consegue ser o mais sem graça de todos. Hank não é carismático, tem cenas chatas e sinceramente não faz falta nenhuma na série. Até neste arco- final. em que ele teve um destaque maior, para mim ele foi totalmente dispensável. Mas nem tudo funciona em uma série, não é verdade?

A reta final de Grimm apresentou uma história bem consistente. Os últimos episódios foram recheados de ação e histórias conectadas. Nick estava assumindo de fato o posto de um Grimm. Como disse, começou a usar armadilhas, armas mitológicas e o principal – parou de pensar como um policial e começou a pensar como Grimm. E ainda fomos introduzidos a um pouco de seu passado, que agora parava de funcionar em torno de Tia Mary. Nick se preocupava ainda pelo caso da morte de seus pais ser mal resolvido. E quando ele percebe que toda história de seus ancestrais está envolvida, a coisa começa a ficar boa. E o final da temporada de fato, foi um dos melhores episódios. Tivemos o retorno de Adalind – que havia perdido seus poderes graças a Nick. E ela estava ali por vingança e nada melhor que realizar isso prejudicando Juliet. A bruxa, que ainda pode fazer umas coisinhas sem seus poderes, preparou uma porção e que através de seu gato a arranhou e passou o feitiço. Quando Nick descobre que a loira esteve no consultório da amada, ele entrou em pânico e o resultado não foi outro – ele acabou contando para ela toda a verdade. Mas as coisas saíram de controle, e ela pareceu não acreditar em uma palavra dele. Afinal, quem iria acreditar? Mas o Grimm ainda tinha uma carta na manga – seu amigo Monroe. Levá-la para ver o Wolf se transformar era a única maneira de fazê-la acreditar. A moça desmaia antes de ver o feito, e é levada para o hospital. E depois de ser deixada pelo namorado por lá, acorda com os olhos todos pretos. O feitiço de Adalind a transformou em uma Wensen também? Este é um dos ganchos que, confesso, estou curioso para saber!

Além disso, Akira Kimura o homem por trás da morte dos pais de Grimm está em Portland. Atrás das famosas moedas que moveu um arco da temporada de Grimm, o personagem foi atrás de praticamente todos os principais. E depois de andar, andar e andar, acabou se deparando com Nick. Tiveram uma luta bem bacana, que confesso, curti! O Grimm não teve medo da briga e meteu uns bons socos no inimigo, além disso, se vingando pela morte de seus pais. Mas o que todos não esperavam era o gancho maior – a misteriosa mulher de preto que vinha rondando a história (e que surgiu do nada), apareceu lá, apunhalou Akira e se revelou – sim, a mulher era a mãe de Nick. E agora? Grimm descobriu que sua mãe está viva, como fica? E Juliet, em que se transformou? E como fica Hank, que agora desconfia destes seres mitológicos?

Apesar de alguns episódios fracos, Grimm se firmou como uma boa série, teve uma temporada legal, e, creio eu, que já criou uma base de fãs que aguardam ansiosos a segunda temporada. E se me perguntarem, recomendo como um bom passatempo, ainda mais para aqueles que gostam dos contos literários que sempre estavam referenciados em algum caso da semana. E que venha a próxima temporada!

‘Community’: elenco recebe memorando com orientações sobre a substituição de Dan Harmon

Data/Hora 24/05/2012, 14:37. Autor
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Após a demissão de Dan Harmon do comando de Community, o estúdio Sony Pictures Television tomou medidas para minimizar o impacto da notícia na mídia. O Hollywood Reporter divulgou um memorando com uma mensagem enviada ao elenco e membros da equipe da série. O documento vazado inclui sugestões de como lidar com questões inevitáveis sobre a saída do showrunner. Confira abaixo:

Equipe Community,

Com as notícias da última noite circulando na imprensa, sobre David Guarascio e Moses Port serem os novos showrunners/produtores executivos de Community, e já que os membros do elenco terão entrevistas nessa semana, eu queria transmitir algumas mensagens que esperamos serem úteis para o elenco, assim que aparecerem questões que, sem dúvida vão surgir. Eu sei que David e Moses vão falar diretamente com todos, mas sei que alguns dos atores gostariam de alguma orientação sobre o tema.

Eu vi alguns dos tweets que saíram e ficamos contentes que todos eles expressaram seus sentimentos de forma rápida, e esperamos que a notícia perca um pouco de força ao longo do próximo dia, especialmente se não estamos perpetuando o tópico de qualquer forma.

Nós estamos acompanhando a cobertura da conversa e daremos a volta se sentirmos que é necessário repensar nosso plano ou nossa mensagem. Por favor, deixem-me saber se vocês tiverem qualquer dúvida.

Por que Dan saiu da série?
Não estamos cientes sobre o por que das mudanças de equipe mas sempre serei grato por Dan e seu trabalho na série, e o desejo apenas o melhor. Também estamos animados por poder voltar à programação da NBC na fall season e estamos ansiosos para trabalhar nesses episódios.

Você sabia que Dan ia sair?

Não, nós não somos consultados sobre isso. Estou triste por vê-lo sair mas ansioso para começar nossos próximos treze episódios de Community.

Você foi consultado pelo canal ou pelo estúdio a respeito dessas mudanças?
Não, eles não nos consultaram, mas estamos ansiosos para trabalhar com David Guarascio e Moses Port na nova temporada de Community.

Quais são os planos para a próxima temporada?
É um pouco cedo para dizer neste momento, mas estamos ansiosos pelas histórias que nossos personagens terão em setembro.

O estúdio confirmou sexta-feira passada que David Guarascio e Moses Port would iriam substituir Dan Harmon como showrunners de Community. Dan Harmon postou em seu tumblr sobre sua demissão.

‘Pan Am’ pode ter segunda temporada na Amazon

Data/Hora 24/05/2012, 10:05. Autor
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Quase duas semanas após a ABC cancelar Pan Am  oficialmente, os fãs da série podem ter esperança de uma segunda temporada para a trama. Isso porque, segundo o site Deadline, a Amazon estaria em contato com o estúdio pro trás do seriado, a Sony Pictures Television, para acertar a continuidade da Pan Am em transmissão virtual, via streaming.

Se o acordo for adiante, a Amazon entra para o grupo das empresas digitais com séries originais em sua programação, assim com Netflix que trará episódios inéditos de Arrested Development no próximo ano e pode também  ressuscitar Jericho

Pan Am retrata o cotidiano de um grupo de pilotos e aeromoças de uma importante empresa de aviação em plenos anos 60.  O seriado foi aclamado na Europa onde conquistou recentemente o Golden Rose um prestigiado prêmio de televisão do Festival Rose d’Or como melhor série do ano, o que poderia motivar a Sony a embarcar na proposta da Amazon e deixar o seriado decolar novamente, agora exclusivamente através da Internet.

Nos EUA, o drama já exibiu seu último episódio. Aqui no Brasil, você pode acompanhar a série pelo canal Sony, toda sexta-feira, às 21h.

Informações Deadline.

BBC HD estreia semana que vem no Brasil trazendo Sherlock

Data/Hora 23/05/2012, 23:27. Autor
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Sherlock
Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (23/5) em São Paulo, a BBC Worldwide Channels anunciou o lançamento do canal BBC HD, que marca a entrada da conceituada emissora de TV britânica no Brasil. O canal estreia no país já no próximo domingo, dia 28 de maio, inicialmente na operadora de TV paga NET (no canal 531).

O canal vai trazer ao Brasil um pouco de tudo que a BBC produz, reunindo série dramáticas, documentários, programas de atualidades e entretenimento e história natural, em alta definição.

Para os fãs de séries, a chegada da BBC ao país é um desejo antigo – as atrações do canal, premiadas internacionalmente, chegavam de forma esparsa no país, em diferentes canais, especialmente depois que o antigo People+Arts, atual Liv, deixou de exibir shows da BBC como Doctor Who, Torchwood e Dupla Identidade.

A primeira série nova a estrear na BBC HD será Sherlock, vencedora de três prêmios BAFTA (inclusive o de melhor série drama em 2011). O seriado, assinado pelo premiado produtor Steven Moffat (Coupling, Jekyll), atualiza o personagem Sherlock Holmes para os dias atuais. Até o momento o show teve duas temporadas, com três episódios de 90 minutos cada. O canal deve exibir no país ainda as séries Wallander e Luther, entre outras.

Com informações da BBC Worldwide Channels Latin America.

‘Person of Interest’ – um balanço da temporada

Data/Hora 23/05/2012, 22:29. Autor
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23 episódios muito bons. Uma trama bem desenvolvida. Uma baita média de audiência. Esse é Person of Interest, suspense de produção executiva de J.J Abrams e roteiro de Jonathan Nolan. A produção é aquele tipo de série que fisga o telespectador e não solta mais. Uma mistura quase que perfeita de Identidade Bourne com Minority Report (claro, bem menos Sci-fi), Person of Interest é tudo aquilo parece ser: eletrizante, por suas cenas de ação bem feitas; e envolvente, pela inteligência de suas tramas. Mantêm seus telespectadores felizes, afinal, ela promete e cumpre, em grande estilo. E, além disso, somos brindados com os twists, que nos fazem quase pular do sofá, de tanta surpresa e excitação.

O grande trunfo dessa primeira temporada com certeza foram as tramas bem elaboradas, que apesar disso são de fácil entendimento (alguém ousaria pedir mais? É simples de entender, e ainda assim é complexo. Quase um paradoxo). A boa qualidade e o desenvolvimento do seriado não foram comprometidos pela estratégia “um caso diferente por episódio”. Isso, em uma época no qual os “procedurals” se perdem na estrada da vida, é uma grande coisa. E pasmem: são raras as pontas soltas após os cerca de 43 minutos de cada episódio.

Outro ponto alto de Person of Interest são seus personagens, deliciosamente misteriosos, o que aguça a curiosidade do telespectador. A começar por Harold Finch, interpretado por Michael Emerson (eternamente Ben Linus), que é um bilionário genial, inventor da Máquina que aponta quais serão as pessoas envolvidas em atos violentos – é de tirar o fôlego não saber se a pessoa apontada é “do bem” ou “do mal”. O maniqueísmo da coisa toda cai muito bem no seriado. Depois de um acontecimento dramático que levou à morte seu melhor amigo, Finch decidiu fazer justiça “com as próprias mãos”. E é aí que entra na história John Reese.

Reese, interpretado por Jim Caviezel (ou, se preferir, JC ou Jesus), é um ex-agente das Forças Especiais do Exército Americano, e também ex-agente da CIA, que era dado como morto. Só que enquanto pensavam que ele tinha partido dessa para uma melhor (?), ele na verdade vivia como mendigo pelas ruas de Nova York. Assim como Finch, a reviravolta em sua vida também se deu pela morte de alguém importante para ele – Jéssica.

Mas quem acha que essa similaridade bastou para aproximá-los está bem enganado. A princípio eles foram demasiadamente estranhos um com outro, mas com o passar dos episódios começaram a criar uma confiança mútua, uma espécie meio sui generis de amizade. Pode-se, inclusive, dizer também que eles dividem um belo “bromance”, que atinge seu ápice nos episódios Super e Baby Blue (eles ficaram lindos cuidando da bebê, não?).

Outro personagem de destaque é o do detetive Lionel Fusco, um policial corrupto que é chantageado por Reese e acaba virando a primeira conexão da dupla dentro da NYPD. Ele tem como missão atrapalhar a investigação de Detetive Carter, muito determinada em descobrir quem está por trás dos acontecimentos que rodeiam Nova York. Carter, também ex-militar, foi provavelmente a única pessoa que chegou perto de “capturar” Reese, mas em outro excelente twist da série – mesmo que um pouco previsível – ela se torna mais uma importante aliada dos dois, quando é apontada pela máquina no episódio Get Carter. Primeiro, ela finge ajudá-los, mas arma para Reese, que quase é morto (ambiguidades, suas lindas). E sua redenção acontece justamente quando ela o ajuda a fugir, salvando sua vida, no episódio Number Crunch.

Como se não bastassem os excelentes episódios de tramas únicas, o seriado também trabalha com a “trama da temporada”. Em uma jogada um tanto quanto corajosa, a trama principal não é mostrada logo no início da temporada, mas sim no episódio de número 7, Witness. Nesse episódio é apresentado Charlie Burton, um professor que teve seu número apontado pela Máquina. Mais tarde descobre-se que ele é, na verdade, Carl Elias, o vilão, líder da máfia da cidade de Nova York. Com uma inteligência comparável a de Finch (esses embates de mocinho e bandido à la Walter Bishop e David Robert Jones são sempre ótimos) e um “pequeno” exército de contatos, as vezes parece que ele poderia estar relacionado a vários casos dentro do seriado. Elias é citado em alguns episódios antes de fazer sua aparição em carne e osso, como no episódio Mission Creep. Mas, depois do episódio Witness sua trama foi deixada meio de lado.

E quando acreditávamos estar prontos para, finalmente, fazer algumas críticas ao seriado -em relação ao plot esquecido – surpresa! Lá estava Elias novamente, só que desta vez, ele aparece só no finalzinho do episódio Risk, em uma cena pequena, mas de um impacto sem igual, onde se mostra responsável pelos acontecimentos do episódio. Depois disso, é inevitável imaginar quantos outros casos tiveram relação com Elias, direta ou indiretamente. E como vilão bom é vilão preso (mas depois de aprontar muito), Elias seguiu seu destino, sendo subtituído por outras pessoas a fim de fazer vilanias pela big apple (quem sabe alguém do alto escalão do Governo, pra deixar as coisas mais tensas?).

Além doa vilões, e das tramas pessoais de cada episódio, ainda é trabalhada a questão do interesse de Reese em saber de toda história sobre o passado de seu “empregador” – curiosidade ou ainda a relutância em confiar completamente em Finch? E Finch gosta de manter seu passado no passado, e em segredo. Person of Interest tem esse elemento de pequenos plots recorrentes.

E depois de uma temporada impecável, um episódio final daqueles. Mesmo. Ação, telespectadores sem fôlego. Com direito à twist e gancho, como todo seriado que se preza – e voltará para mais uma temporada – deveria fazer. Agora, só nos resta indagar qual o destino de Finch, e quais as manobras de Reese para trazer o parceiro de volta. Pena que setembro está tão longe.

No meio de tantos aspectos positivos fica difícil falar do seriado sem parecer tietagem. Se você ainda não viu (e está se afogando em spoilers), deve estar achando que tudo isso é bom demais pra ser verdade, mas o fato é que a alta audiência do seriado está aí pra provar a qualidade do mesmo. Afinal, são poucos os seriados que tem a PIOR audiência na casa dos 11milhões e encerram a temporada com mais espectadores do que começaram. Então, quem vem? Se você ainda não assistiu, achou o que fazer até a próxima Fall Season retornar. Você não vai se arrepender.

*Texto produzido por Mayra Gonçalves e Mariela Assmann

Tim Guinee participará de ‘Homeland’

Tim Guinee irá participar da segunda temporada de Homeland, que estreia em 30 de setembro nos Estados Unidos. O ator já participou de The Good Wife, interpretando o investigador Andrew Wiley.

Detalhes sobre sua participação estão sendo considerados secretos, mas era de conhecimento que o canal estava procurando alguém para o papel de chefe de gabinete de Brody.

Confira aqui algumas novidades e o promo da 2ª temporada da série.

Homeland é exibida no Brasil pelo canal FX.

Com informações do TvLine.

[VÍDEO] Confira dois sneak peaks de ‘Pretty Little Liars’

Data/Hora 23/05/2012, 17:35. Autor
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O drama teen Pretty Little Liars volta com episódios inéditos somente dia 5 de junho, mas o canal ABC Family está adiantando algumas informações para os fãs. Depois de divulgar a sinopse oficial do primeiro episódio da terceira temporada e imagens dos bastidores da série, o canal agora liberou dois sneak peeks.

Confira abaixo:


Fonte: TvLine

Ator de ‘Fringe’ não retornará como regular na quinta temporada

Data/Hora 23/05/2012, 16:19. Autor
Categorias Notícias

O ator Seth Gabel, que interpreta Lincoln Lee em Fringe, não irá retornar como regular para a quinta temporada da série. Em uma entrevista recente para o TVLine, Anna Torv falou sobre a possibilidade do colega retornar ao show: “Eu acho que não veremos Lincoln novamente. Não a menos que nós possamos ir para o outro lado.” comenta a atriz, se referindo ao fato de a ponte para o outro universo ter sido fechada no episódio final da quarta temporada.
No entanto, alguém ligado à produção de Fringe não descarta uma participação do ator em algum momento dos 13 episódios da nova temporada.

Lembrando que o sci-fi foi renovado para a quinta e última temporada, que deve estrear na fall season americana.

Fonte: TvLine

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