Covert Affairs – Let’s Dance
28/09/2012, 13:33.
Mario Madureira
Reviews
Quando eu insisto que quando um personagem entra num caminho de vingança, ele deve continuar, eu não digo por acreditar que a vingança deve ser feita. A dor que motiva a vingança deve ser amparada e se ter uma revanche for a única maneira de ela passar, eu dou o maior suporte moral para que a justiça seja feita! E Annie Walker se tornou minha heroína nesse quesito!
Que audácia da parte da Lena se achar superior a qualquer pessoa e ainda ter a cara de pau de pedir a Annie para se tornar um agente duplo, não é? Só mesmo ela para acreditar que pode influenciar qualquer pessoa para seguir as suas ordens. Ela pensou errado. Se ela acha mesmo, que Annie Walker, a maior patriota americana que eu já conheci, iria ceder a esse pedido, ela realmente está velha para o ‘business’. Mas a verdade é que Lena foi um grande passo nessa jornada de Covert Affairs. Se não fosse por sua traição, Annie nunca conseguiria evoluir como uma profissional e principalmente, como uma patriota. Isso a fortaleceu.
Mas é incrível como um poder de persuasão consegue mudar o destino das pessoas, não é? Vejam Dmitri, por exemplo, ele poderia ter tido uma grande carreira pela frente, mas decidiu sucumbir o amor com a traidora da Lena. Ela o persuadiu. Ela o usou. E quando precisava ir embora, ela não hesitou em deixá-lo para os russos. Interessante pensar, mas isso esta sendo a verdadeira chave para essa temporada. Escolhas. Ser um agente é um perigo mortal. Será que vale a pena largar toda a sua vida para ser um espião? Dmitri encontrou por meio da música, um novo aconchego. Mas isso havia acontecido por que ele se considerava uma pessoa pequena. Sem valor. Será que ser espiã torna Annie Walker uma pessoa importante? Será que é isso que ela sente quando está em ação?
Let’s Dance ainda conseguiu trazer aquela desenvoltura do novo sentimento que despertou no coração de Auggie e Annie. A importância de ambos estarem juntos. Será que Auggie pretende declarar o seu amor por Annie? Seria esse o momento certo? Eu acredito que não. Após conhecer Zarya, eu percebi que ainda estou naquele sentimento de luto pela morte de Simon. Escutá-la dizer que ela queria guiá-lo de volta para casa, me fez sentir que Annie poderia ter sido tão feliz com Simon. É incrível, mas os roteiristas conseguiram introduzir um personagem em uma temporada, fazer com que nos apaixonássemos pelo relacionamento sucumbido entre ele e Annie e em seguida eles o tiram de nós, deixando aquele vazio profundo que até agora não foi preenchido.
“O meu nome significa ‘estrela da manhã’ em Russo. Eu sempre quis guiá-lo para casa” Zarya Fischer.
Mas esse vazio só exista pois as duas primeiras temporadas não trouxeram uma trama bem desenvolvida como está sendo feita agora. Até o relacionamento entre Joan e Arthur está se tornando interessante. Pensei que o quesito ‘favoritismo’ seria explorado na primeira temporada, mas vemos isso com grande ênfase nessa temporada, principalmente pelo fato de Joan ser um pouco controladora e querer fazer o que ela acha melhor. É possível que ela se torne a nova chefa da CIA, quando o Arthur ganhar o emprego como Embaixador.
Lena teve o que mereceu e estou satisfeito com isso. Mas se vocês acham que Annie voltará feliz para os EUA e continuará com a sua vida sem rumo na DPD, vocês estão errados. Annie matou uma protegida da Rússia. Ela será caçada e presa. Mas sabemos que com aquele sorriso sexy, Annie consegue ser até presidente dos EUA se quiser.



