Duas semanas depois do centésimo episódio e eu ainda estou na adrenalina. Acho que vocês também, não é? E foi nessa adrenalina misturada com a expectativa pelo novo episódio que recebi The Fast and the Furriest nessa segunda-feira. Claro que a gente sempre espera uma sequência de bons episódios e é claro que em Castle essa espera não é em vão. Afinal, não é todo dia que a gente encontra um Pé-grande por aí.
O episódio começa com uma mulher, com o rosto misteriosamente desfigurado, que rendeu, ao longo do episódio, especulações nada convencionais de quem possivelmente seria o assassino. Logicamente, todas as teorias que fogem do comum saem da cabeça do Castle e dessa vez não seria diferente. Aliás, essa mente fértil que ele possui é uma das melhores características do personagem. Acredito que quando o Marlowe decidiu escrever o personagem, ele quis fazer um homem forte, mas com um espírito de menino ainda preso naquele corpo e tem conseguido manter essa direção ao longo desses quatro anos. Não é a toa que o Castle, após a falha (óbvio), tentativa de interagir com o gorila, põe a culpa do assassinato no animal. E não para por aí.
A investigação corria normal, mesmo com Castle e suas ideias mirabolantes, até que novas evidências são encontradas, o que leva o nosso escritor a um novo suspeito: o Pé-grande. Claro que nessa hora eu comecei a rir. Porque você sempre acha que a mente do Castle já voou o bastante, mas aí vem um outro episódio e te mostra que ela pode ir além. E eu não sei o que é pior: as teorias absurdas ou eu que sempre (aposto que vocês também, admitam) acabo acreditando, nem que seja um pouco, no que ele diz.

Porém, se tem uma pessoa que bate o pé para as ideias dele, essa pessoa é a Beckett. E antes de qualquer coisa, eu já quero deixar por escrito o quanto eu amo esse embate, quase que involuntário, que ocorre entre os dois quando a missão é descobrir quem tem a razão. Desde o piloto da série nós descobrimos que ambos possuíam gênios fortes e diferentes, o que deixaria margem para anos e anos de provocação. E essa “guerrinha” que a Beckett faz para desbancar as ideias do Castle e as desvencilhadas que ele tem para mostrar que sua teoria é a certa sempre aprimoraram os episódios. Sem falar nas viradas de olho que a Beckett faz, tentando mostrar por fora a indiferença quando, por dentro, está achando a coisa mais fofa do mundo. Kate, eu já descobri o seu segredo!
Mas deixemos essa descoberta de lado e voltemos ao episódio, porque é no meio dele que os 42 minutos – pelo menos para mim -, valeram mesmo a pena.

Na semana passada, eu tinha comentado que poucas vezes a rotina do casal havia sido abordada desde o início do relacionamento e parece que o Marlowe andou lendo a minha review. Eu nunca, em nenhum momento, desde que comecei a assistir Castle, esperei uma cena como essa no meio do episódio. Então vocês já podem imaginar como foi a minha reação ao ver a Beckett surgindo, pela porta do quarto, de blusão e shortinho, deitando na cama do Castle e tendo uma conversa típica desses casais que vivem juntos há anos. E, novamente, como eu havia mencionado na semana anterior, a abertura que ela vem tendo às questões emocionais é cada vez maior, o que faz meus olhos brilharem ao ouvir coisas assim: “Existe um inexplicável e misterioso fenômeno que eu acredito. Nós”.
Vale ressaltar também que todas as cenas que há esse envolvimento emocional do casal sempre são tratadas e construídas com afeto e atenção aos mínimos detalhes, e isso dá para perceber quando assistimos o resultado. Essa é a melhor forma de um diretor mostrar o quanto se importa com o público que está do outro lado da telinha e que acompanha, fielmente, o desenrolar da série. Sou grata por isso e tenho certeza que todos são também.
Mas como nem tudo são flores, e em Castle o que não falta é gente e situações para atrapalhar o momento do casal, finalmente descobriríamos quem estava roubando a comida de Castle. E quem seria? A empregada? Os “super ratos”? Pé-grande? Não, Alexis! Como se já não bastasse a surpresa, ele ainda implantou uma armadilha na geladeira – coisa típica da mente fértil e conspiradora que ele tem. E eu não o perdoaria, pelo menos não até ter aquela conversa que ele sempre tem de pai para filha e que ocorreu no final do episódio. Momentos em que ele lida, diretamente, com questões que envolvem a Alexis sempre mexeram com os fãs e espero que isso nunca se perca nas próximas temporadas (que nós teremos, claro).
Depois de eu ter me acabado de rir com a Alexis parecendo um integrante do filme Avatar, ainda tinha fôlego para rir do Castle tentando se comunicar com o possível Pé-grande e com ele e Beckett caindo na armadilha no meio da floresta. Juro para vocês que assim que eles caíram, a primeira coisa que veio na minha mente foi: ela vai dar um jeito de sair de lá e, obviamente, esse jeito vai ser subindo no Castle. E não é que eu acertei? Aliás, subir no Castle para escapar de um lugar já não é novidade. Quem não se lembra de Cuffed? Tsc, tsc.
Algemas a parte, a jovem Anne tem seu assassino descoberto e ele era, de longe, muito diferente do Pé-grande. Mais uma vez Castle tem sua teoria destruída quando descobrem que o Dr. Meeks era quem andava por aí caracterizado do animal, o que não irá impedir o surgimento de mais ideias mirabolantes. Assim como os zumbis não pararam o Castle, o que é um Pé-grande, certo?
De fato, The Fast and the Furriest foi um episódio bom, super engraçado e com uma cena caskett linda que valeu os pontos que atribuí para Castle essa semana. Acho que nessa reta final, tirando Still e a season finale, o restante dos episódios serão assim; descontraídos, leves e, espero eu, com cenas que encham nosso coração “shipper” de alegria. Deixo aqui com vocês mais um beijo com luz que a ABC nos proporcionou e até semana que vem!
