Castle – The Human Factor
09/05/2013, 09:41.
Ana Botelho
Reviews
Uma semana após Still e minha cabeça ainda continua em flashes. Mas diferente do que aconteceu após o centésimo, eu não tinha depositado grandes expectativas no episódio dessa última segunda-feira. Confesso que, mesmo sem grandes esperanças, The Human Factor poderia ter saído um pouco mais do “mediano” e impactado em algumas ações, já que ele tomou como função abrir alas para a season finale. Entretanto, uma importante questão foi lançada na série e eu tenho certeza que o episódio serviu para preparar o terreno para a tempestade que vem por aí.
Leve. Se existe uma palavra que possa definir todo o episódio seria essa; leve. Claro que eu não estou ignorando o final dele, que por sinal me desapontou em ‘n’ pontos, mas isso fica para daqui alguns parágrafos. A questão é que de forma branda, a gente viu Castle se encaminhar para a última segunda-feira da sua quinta temporada. Com um caso curioso, que despertou um pouco da minha atenção, o episódio trouxe umas características da série que nós conhecemos muito bem. A primeira delas é esse menino que insiste em não sair do corpo do Castle, e eu nem preciso dizer que amo o fato dessa característica não ter sido perdida ao longo dos anos – ou preciso? E vocês podem analisar isso comigo. Estamos indo para o sexto ano da série, e o Castle continua com essa mania de perder alguns minutos da sua vida brincando. A diferença é que agora (para alegria geral da nação) a brincadeira, geralmente, “esbarra” na Beckett.
Além do fato do Castle ser chamado de pervertido, o bom humor entre os dois e as “tiradas” foram outra característica, de longa data, presente no episódio. Apesar deles terem virado um casal, e consequentemente terminado com a tensão do eles vão/eles não vão, aquele embate de personalidades que eu tanto amo (e vocês também, eu sei!) continua ali, intacto. Intactas também estão as teorias absurdas do Castle, e as caras da Beckett de quem acha tudo uma grande bobeira. Quantos não foram os sorrisos bobos que dei vendo os dois provocando um ao outro? Perdi até a conta.
É nessa hora que eu diria “brincadeiras a parte”, mas não, elas não terminaram. Como eu disse, o episódio foi leve, se agarrando a algumas cenas e momentos – momentos esses que, como sempre, fazem um episódio morno valer a pena. Eu achava que a Beckett já tinha esgotado sua taxa de “troll” por temporada, desde que ela se vestiu, sensualmente (só que não), de Nebula-9 para o Castle, lá em The Final Frontier. Mas ela adora provar o quão medroso ele é. E eu adoro o resultado disso.
Antes de tudo, eu confesso que chorei de rir com essa cena, e a risada da Beckett de quem saiu vitoriosa de uma batalha não tem preço. Mas o que eu mais gostei não foi a cara de medo do Castle, tampouco o sarro tirado dele. O que me deixou encantada foi mais uma cena da rotina deles para a gente por na nossa “sacola de momentos fofos”. Uma coisa que eu percebi, e que me fez acreditar que julguei muito cedo o Marlowe por demorar a mostrar as cenas caseiras, foi o fato de que ele simplesmente foi nos dando os momentos aos poucos, como quem libera, a cada episódio, uma parte do quebra-cabeça da vida deles. O que foi infinitamente melhor, porque ainda há tanto para descobrir do dia-a-dia de Castle e Beckett quanto já foi descoberto.
Nem só de cenas fofas viveu o episódio, e nem de perto esse foi o seu propósito. Desde o começo, a presença dos federais já dava pistas do que viria pela frente. Uma questão iria ser lançada, instigada, e, por que não, fisgada. Porém, a maneira como ela foi posta na série me desapontou um pouco. Eu já tinha visto a promo, então já sabia que a Beckett receberia uma oferta de emprego na capital, mas não sabia como ela reagiria quando ouvisse. E continuei não sabendo. Acho que, para puxar uma season finale que vai tratar da problemática se Beckett aceita ou não o emprego e como Castle lida com isso tudo, a falta de debate sobre a questão nesse episódio deixou a desejar. Não que eu quisesse que tudo fosse resolvido, ou que ela já soltasse a notícia para ele, mas faltou alguém para a Beckett contar. Faltou ela dizer algo além de “não, não foi nada”.
O surgimento dessa proposta de emprego dá à série um contraste muito interessante. Na temporada passada, no exato penúltimo episódio, Marlowe deixava um gancho para a season finale, que já indicava que o casal finalmente iria dar o primeiro passo. Quando Beckett diz que a sua parede está prestes a desmoronar, já ficava bem claro que a detetive estava parando de lutar contra seus sentimentos. Agora, eu poderia dizer que a situação é inversa. Há uma semana do último episódio, Beckett se deparou com uma questão que ela, provavelmente, terá trabalho de resolver, e eu vejo da seguinte forma: de uma maneira ou de outra, uma escolha feita por ela pode fazer erguer o muro que ela demorou tanto para por a baixo. E nós sabemos que, dessa vez, ele não seria construído por ela.
The Human Factor me desapontou no final, mas cumpriu seu papel de me deixar com incógnitas na cabeça. Para a season finale, eu vou com o coração na mão e as expectativas controladas. Não acho que o Andrew vá superar Still, mas tenho certeza que ele fechará essa temporada com chave de ouro. Quanto à posição da Beckett em relação a proposta, é tudo tão incerto que não me arrisco a dar um palpite. Aliás, só posso afirmar duas coisas para vocês: que lágrimas vão cair e que, de coração quebrado ou com brilho nos olhos, eu estarei aqui semana que vem fazendo a review de Watershed, encerrando esse nosso quinto ano. Até lá!
PS1: Será que terei que pintar plaquinhas e juntar a turma para fazer um protesto em frente a ABC pedindo a presença da Lanie em todos os episódios? Come on, Marlowe!
PS2: Como senti falta dos dois atirando juntos. Mas ainda acho um perigo o Castle ter uma arma que não seja de brinquedo.







