15 razões para ‘Grey’s Anatomy’ encerrar na décima temporada
23/08/2013, 17:40.
Mariela Assmann
15 Razões, Colunas e Seções
A pessoa está vivendo, lépida e fagueira, quando repentinamente descobre que uma das atrizes mais importantes do seu SERIADO FAVORITO anunciou que está partindo. E em algum lugar entre a dor e o choque o cérebro começa a cogitar que seria melhor Grey’s Anatomy encerrar logo. O coração, entorpecido e dolorido, se recusa a pensar em tal possibilidade. Afinal de contas, ninguém quer ver o seu seriado favorito ter um fim.
Depois de um longo embate entre razão e emoção – leia-se após pesar prós e contras -, sai vencedora a razão. No chão, jaz um coração esfarrapado, agonizante. E, no papel, se consolidam 15 razões (algumas bem sérias, outras nem tanto. Afinal, precisamos buscar o riso no meio do desgosto pelo fim iminente.) para que Grey’s Anatomy encerre no final da próxima temporada.
E aí estão elas:

15 – Vários membros importantes do elenco se foram… e fazem falta.
T.R. Knight, Katherine Heigl, Isaiah Whashington, Kate Walsh. Eles começaram no seriado lá na primeira temporada e foram debandando com o passar do tempo. E assim como Eric Dane e Chyler Leigh, que entraram em Grey’s Anatomy na segunda e na terceira temporada, respectivamente, cada um teve o seu motivo para deixar (ou ser tirado) da série. Mas para nossos corações saudosos, não importa a razão da saída. O importante é o vazio – que não pode ser preenchido, na maioria dos casos – que a ausência dos personagens trouxe para nossas vidas seriadoras. E com o passar do tempo, cada vez mais atores foram partindo. Novas despedidas virão, não nos enganemos. Ou seja, quanto antes Grey’s Anatomy acabar, menos choro e ranger de dentes teremos que presenciar.

14 – Não precisaremos assistir a matança de mais personagens queridos
George ‘007’ O’Malley. Lexie Grey. Mark Sloan. Ou Adele Webber, Denny Duquette e Henry Burton. E até mesmo Harold O’Malley e Susan Grey. Todos poderiam figurar na lista de personagens queridos que assistimos morrer – das mais variadas formas. Conhecedores do ímpeto homicida de Shonda que somos, temos a certeza de que mais mortes virão por aí. O fato é que quanto menos episódios existirem, menos mortes serão (ou não, a bitch é meio imprevisível). Ainda assim, seria de bom tom torcermos para Grey’s Anatomy acabar logo. E, é claro, para que Rhimes não seja muito sádica no series finale.

13 – Não ficaremos mais na expectativa da Addison voltar à Seattle
Ela é uma bitch, ninguém pode negar. Mas é daquelas vadias que não conseguimos odiar. Pelo contrário, acabamos amando. E por mais que ela tenha retardado por uma longuíssima temporada o retorno de MerDer, todo mundo queria ela de volta em Seattle (especialmente porque a personagem perdeu suas características mais legais em Private Practice). Com o encerramento de Grey’s Anatomy, nossos corações esperançosos receberam um merecido descanso, e poderemos todos seguir a vida aceitando que a bitch, no final das contas, nunca voltou para o lugar ao qual pertencia. Ah, isso sem falar na chance de Addison voltar para o episódio final. Encerra logo, ABC!

12 – Os novos personagens não conseguiram substituir à altura os antigos
Os internos originais cairam rapidamente nas nossas graças e acompanhamos com atenção e muito amor suas aventuras. Mas George encontrou um ônibus no meio do caminho, e Izzie sofreu um sumiço “repentino” causado pelas decisões (completamente equivocadas, diga-se de passagem) de sua interprete. Os três mosqueteiros restantes cresceram e já são atendentes, e na tentativa de nos fazer criar laços emocionais com novos personagens, vários foram sendo introduzidos. Alguns já como residentes (Avery e April), outros como internos (o novo quinteto introduzido na nona temporada). E por mais que tenhamos simpatizado com alguns personagens (Avery e April, especialmente), acho que não chegamos ao ponto de amar nenhum. O caso fica ainda mais grave se levarmos em consideração que os dois personagens mais queridos que foi introduzida no decorrer da série já se despediram (maldito avião!) e que Hunt não é unanimidade, o que nos faz sentir, de tempos em tempos, saudade de Burke. Enfim, por mais que os novos personagens sejam legais, eles não são os originais. Querem razão maior que esta?

11 – Não precisaremos continuar assistindo à indecisão de April sobre o parque de diversões
Gostei da roda gigante. Não gostei da roda gigante. Gostei da roda gigante. Não gostei da roda gigante. Essa ladainha já durou mais de uma temporada. E provavelmente se estenderá até o fim dos dias de Grey’s Anatomy, já que a culpa e o prazer duelam barbaramente no íntimo de Kepner. Tia Shonda bem que poderia abreviar nosso sofrimento colocando um fim no seriado. Dói demais ver April negar uma voltinha no carrossel do Avery.
10 – Colocar um ponto final no nosso medo de ver Katherine Heigl voltar para o seriado
Sei que serei apedrejada nas ruas. Mas, vamos lá. Serei sincera. Um dos maiores motivos para Grey’s Anatomy encerrar nessa temporada é impedir o retorno da loira desertora para os sets de filmagem. Izzie finalmente deixou de ser um fantasma na vida do Karev, mas Heigl anda toda serelepe para voltar às telinhas (já que praticamente flopou nas telonas). Vai que a bondade se instala no coração de Shondão e ela decide dar uma chance para Katherine? DEUS ME LIVRE. Na décima temporada, provavelmente não há riscos dessa catástrofe, já que Heigl tem um novo projeto. Mas nas futuras, quem sabe? Então, empacotem câmeras e claquetes. E saiam correndo.

9 – O estoque de tragédias na manga de Shonda está terminando
Ela já fez uma médica segurar uma bomba dentro de um paciente e na sequência explodiu uma ala – e vários membros do esquadrão anti-bombas – do hospital. Já fez um trem descarrilar e um restaurante desabar em pleno dia dos namorados. Fez uma balsa se acidentar e a mesma médica que segurou a bomba ficar entre a vida e a morte após um afogamento (isso tudo enquanto sua mãe morria). Fez um ônibus atropelar um residente. Fez um marido enlutado virar atirador e matar vários médicos, traumatizando outros eternamente. Criou um câncer cerebral, apendicite, transplante de fígado, gravidez extra-uterina. Fez um avião cheinho de médicos cair. Ah, e antes disso, fez uma ambulância também ocupada por médicos se acidentar. Fez um carro – ocupado por médicas, PASMEM! – entrar na traseira de um caminhão e um bebê e sua mãe quase morrerem. Fez uma perna se perder – isso, sem falar de um tênis. Acho que vocês já entenderam o espírito da coisa: o que ainda falta Shonda fazer? Nada. Ou coisas ainda piores, o que nos leva a próxima razão para desejar que Grey’s Anatomy encerre ao final da próxima temporada.

8 – Evitar o choque e a estupefação com as novas tragédias que Rhimes está preparando
Ela é criativa, isso ninguém pode negar. E isso é potencialmente perigoso. Afinal de contas, não queremos ver Derek devorado por um peixe gigante carnívoro em uma de suas viagens de pesca. Ou Sofia, Bailey e Zola sequestrados pela cuidadora da creche, que na verdade é a filha de um paciente que morreu em virtude de um pano esquecido no pulmão. Ou ainda alguém perder um braço depois de uma explosão causada por um objeto voador não identificado que tenta pousar no heliponto do GSMH. Por que em se tratando de Rhimes, se Grey’s Anatomy se prolongar, isso tudo acabará acontecendo, eventualmente. Melhor sermos poupados de tais desgostos.


7 – Poupar a Callie de uma terceira traição
Callie se casou com George. E O’Malley traiu a ortopedista com Izzie (na pior decisão criativa da vida de Shonda Rhimes). O casamento não foi pra frente, e depois de se divertir por muito tempo com Sloan – e por algum tempo com Erica Hahn – a morena resolveu “dar uma nova chance” pro matrimônio. Afinal de contas, ela encontrou Arizona, a mulher da sua vida. Só que OPS, Arizona resolveu passar algumas horas quentes com Lauren na sala de descanso, e eis que Callie foi traída pela segunda vez. Pelo jeito, Rhimes não quer deixar Torres ter um relacionamento fiel e feliz em paz. Então, antes que uma nova traição aconteça, embale os equipamentos, crew!
6 – O contrato dos membros “originais” está terminando
Os dinossauros de Grey’s Anatomy estão em extinção. Precisamente, restaram seis espécimes: Ellen Pompeo, Chandra Wilson, Patrick Dempsey, James Pickens Jr., Justin Chambers e Sandra Oh. A última já comunicou que não renovará o contrato. Os outros cinco ainda não se posicionaram oficialmente, mas Patrick – já há algum tempo – vem sinalizando sua vontade de deixar de interpretar Derek Shepherd. A verdade é que Grey’s Anatomy poderia até continuar sem algum dos seis membros do elenco original, mas ficaria bem capenga. Antes que novas baixas sejam anunciadas, é preferível que o seriado acabe.

5 – Não precisaremos decorar o novo nome do hospital
Seattle Grace. Seattle Grace Mercy West. Grey Sloan Memorial Hospital. Shonda gosta de usar sua criatividade para, além de tramar acidentes e mortes cabulosas, brincar com o nome do nosso hospital favorito. Antes que os sócios precisem esvaziar os bolsos para mudar mais uma vez o nome do hospital – e mudar copos de café, jalecos e até mesmo guardanapos -, é melhor desligar as câmeras. A saúde financeira dos todo-poderosos donos do GSMH agradece.

4 – Não precisaremos ver Meredith com Alzheimer e Derek careca e viciado em cocaína
O mapeamento genético de MerDer foi (in)conclusivo: ela pode ter Alzheimer, ele pode ficar careca e desenvolver o vício em cocaína. Por favor, Drama Queen. Antes que Mer esqueça de Derek, Zola e Bailey, e Derek deixe pra trás o cabelo que o fez ser o Mc Dreamy, coloque um ponto final no script de Grey’s Anatomy.

3 – Nossos corações não suportam mais casais se separando
Meredith e Derek. Burke e Yang. Izzie e Karev, e Denny, e Karev mais uma vez. Meredith e Derek, novamente. Callie e George. Callie e Arizona: uma, duas vezes. Yang e Hunt, pelo menos umas três vezes, pelas minhas contas. Lexie e Karev, Lexie e Avery. Avery e April e seu eterno puxa-e-frouxa. Sloan e Lexie, a mais dolorida das separações: eles morreram separados, mesmo depois do “eu te amo”. E isso sem mencionar mais um sem número de casais que se separaram: Chief e Adele, Bailey (já divorciada) e Ben, Addie e Derek (YAY) – e Mark. E por aí afora. O Seattle Grace, além de referência médica, sempre foi referência em pegação nas salinhas de descanso. E em casais se-separando-e-reatando-e-se-separando-e-reatando-mais-uma-vez. Já que sonhar ainda é de graça, acho que veremos todos os nossos ships (ou pelo menos os que ainda sobrevivem) juntinhos e felizes nessa temporada. E então, Grey’s Anatomy encerra durante o “e reatando”. Antes da nova leva de “se separando”. Pra nos poupar da dor.

2 – A disponibilidade de Shonda para tocar Grey’s está ficando limitada
Grey’s Anatomy lançou Shonda Rhimes ao estrelato. E cada vez mais projetos estão surgindo envolvendo o nome da toda-poderosa da Shondaland. Além de emprestar seu nome como produtora executiva para alguns projetos, a criadora do nosso xodó resolveu se aventurar na área da “ficção” política. E eis que Scandal virou um fenômeno, e inclusive conquistou duas indicações ao Emmy. O fato é que embora Rhimes continue fazendo um ótimo trabalho com Grey’s Anatomy (e a 8ª e a 9ª temporada são provas disso), seu tempo para o seriado está cada vez mais escasso. É melhor que GA acabe antes que vire o plano B de Shonda.
1 – Sandra Oh está deixando a série
Como deixar “my person” para trás? Como continuar assistindo o seriado sem uma das coisas mais legais e bonitas dele: a amizade entre Mer e Yang? Já pensei muito sobre o assunto, e acho que é impossível. Cristina fará a maior falta. E será realmente muito difícil assistir a qualquer cena sem pensar em como Yang seria badass e nas piadinhas irônicas que ela faria. Não queremos viver em um mundo sem as gêmeas esquisitas. Não queremos assistir um seriado sem danças loucas na sala regadas à tequila (e daí que isso não acontece faz tempo? Precisamos TER essa possibilidade). E, por Deus, não queremos saber o que será de Meredith sem ter alguém para ajudá-la a esconder o corpo, caso um “acidente” aconteça. Essa é a mais forte das razões. Muito provavelmente, a única realmente verdadeira e do fundo do coração. Grey’s Anatomy deve se encerrar com a partida de Sandra. Porque GA sem Cristina, não é GA.

*Agradecimentos especiais à Ana Botelho, que me ajudou a achar as 15 razões. E lembrem-se, isso tudo é uma grande brincadeira. Ou não 😉






