Gente que nunca está satisfeita. Essa sou eu! Nunca pensei que diria isso, mas senti falta da Shaw. Achei que ela apareceu de menos. Qual a medida certa? Não tenho a mínima idéia. Mas gostei da parceira dela com a Root. Quem sabe? Faltou também um pouco mais do Fusco e (por que não?) um pouco mais de Elias.
Embora o episódio tenha focado na lavagem de dinheiro feita pela HR, e com isso recolocado a entidade criminosa em foco, foram os instantes finais que mais me chamaram a atenção, pois me parece que Root está certa: a Máquina não a recrutou por acaso. E a pergunta que me faço é: qual a reação que ela terá com a ausência de Root?
Parece-me que Root estava certa também quanto à motivação de Finch para aprisioná-la. Talvez não seja ciúme, mas com certeza não pode ser somente a desculpa de que ela é perigosa, pois, se pensarmos por aí, Shaw também o é. Na verdade Root é um incômodo por que não pode ser controlada, nem por Finch, nem por Reese, nem por Shaw. A não ser que ela se proponha a sê-lo. E ela somente se deixa controlar pela Máquina.
O que incomoda é sua devoção e a reciprocidade em atenção e confiança que parece receber em troca. Se pensarmos bem, a Máquina criou um canal de acesso para se comunicar com ela. E, em relação a Finch, a criatura superou o criador e isto pode ser inúmeras coisas: incompreensível, impossível, impensável, ou…inaceitável. Porque, então, o controle escaparia às mãos e à compreensão humanas.
As diversas perguntas que envolvem as recentes ações da Máquina pressupõem um salto no escuro, que instala um conflito entre racionalidade e fé. Finch e Root. Este, talvez, seja um conflito a ser explorado pela série.
Por outro lado, mais um episódio com uma convergência na ação. Desta vez, sem a interferência direta da Máquina. De um lado Reese e Shaw tentando proteger o dono do CPF da vez e, de outro, Carter investigando a HR. E justamente quando eu estava me acostumando com Laskey e ele percebendo os reais interesses da HR, é pego no fogo cruzado entre Carter e Terney.
Talvez a morte de Laskey possa ser emblemática para se pensar algumas possibilidades para a série. O despertar da ingenuidade sendo recompensado com a morte. Talvez a Máquina tenha evoluído a tal ponto que não lhe baste identificar o perigo, mas lhe seja necessário eliminá-lo, e na sua onisciência, tenha decidido que seu papel é maior do que o de simples coadjuvante. Mas essa é apenas uma possibilidade. Assim como novas ações dos Vigilantes.
O próximo passo deve ser o conflito com a HR, já que, aparentemente, Carter descobriu o chefe da entidade criminosa. Mas não chegamos nem à metade desta temporada e, no ritmo acelerado de Person of Interest, é perfeitamente plausível se pensar que os personagens irão trafegar (como o foram na primeira e segunda temporadas) por tramas mais sutis e menos óbvias do que a simples resolução de casos adequados ao seu argumento central. E (quem sabe?) aumentar a complexidade de suas tramas paralelas.
No sétimo episódio desta temporada, faço meu ato de contrição. Person of Interest volta, episódio após episódio, a ser a série pela qual me apaixonei.