Warehouse 13 – Insatiable

Data/Hora 25/09/2011, 20:54. Autor
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Série: Warehouse 13
Episódio: Insatiable
Temporada:
Número do Episódio: 3×10
Data de exibição nos EUA: 19/09/2011

Ei Warehousers! Quem gosta de zumbis e de The Walking Dead provavelmente adorou este último episódio. Confesso que achei totalmente sem noção essa coisa de um artefato transformar as pessoas em zumbis… Mas cá entre nós, esses episódios cheios de tensão são os melhores.

Pele meio azul/verde, fome exagerada, canibalismo, baixa temperatura, grunhidos e agressividade ainda continuam sendo os sintomas de sempre nos zumbis de Warehouse 13. A única diferença é que ao invés de as pessoas virarem mortas-vivas por serem mordidas, a transmissão acontece quando elas deixam gorjetas em um pote de vidro mágico. O dono do potinho é um cara que tem um carrinho de lanches e que está todo feliz porque estão deixando mais gorjetas, então nem reparou que seus clientes viraram zumbis da noite para o dia.

Paralelamente a isso, Claudia resolveu dar atenção para um artefato-profeta muito retardado que diz que todo mundo vai morrer. Então agora ela acha que também vai morrer. E, por estar acreditando nisso, acaba ficando totalmente estabanada e colocando a própria vida em perigo. Sorte que a Leena (a coitada está tão apagadinha nesta temporada, não acham?) alertou a Claudia a tempo de ela parar de maluquices e aceitar entrar para uma banda de rock e ter um affair com um dos integrantes.

Mas voltando ao que interessa, Artie e Pete se desesperam para achar a cura dos zumbis quando Myka (que deu gorjeta para o tal cara dos lanches) começa a virar uma zumbi louca também. E antes que a parceira devorasse alguém, Pete recorre ao método nada ortodoxo de quebrar o artefato assim que o encontra. O método é claro que funciona, mas foi um milagre o Artie não ter brigado… Se bem que o chefe ranzinza agora está todo calmo e feliz depois que adotou o totó Trailer (mal gosto pra nome, mas fazer o que).

Problema resolvido, mas nem todo mundo está feliz. Lembram do Steve Jinks? Pois é, eu disse que ele voltaria, não disse? Mas a questão é que ele não voltou para o lado certo. Após ser chutado do Depósito 13 pela Sra. Frederick e estar sem dinheiro, sem futuro e sem nada, o rapaz foi procurado pelo lado negro da força. E como ele ainda está meio irritado com o que houve, parece que resolveu dar ouvidos às propostas do grupo rival. Será mesmo que o Steve que era tão fofinho vai ficar malvado? É uma pena, mas admito que será interessante ver isso.

P. S. [1]: Será que agora a Claudia vai ter um namoro não-problemático? Coitada.

P. S. [2]: Os Regentes do nada deram uma sumida de novo, e os vilões continuaram aparecendo no final. O episódio foi muito interessante, mas essa enrolação está cansando um pouco, tsc. E detalhe que a temporada está no fim…

Fringe – Neither Here Nor There

Data/Hora 25/09/2011, 19:15. Autor
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Série: Fringe
Episódio: Neither Here Nor There
Temporada:
Número do Episódio: 4×01
Data de Exibição nos EUA: 23/09/2011

Mais de quatro meses de espera. Tempo de muitas teorias – algumas malucas, outras nem tanto – por parte dos fãs, e de muita ansiedade. E meses com uma grande pergunta ecoando na mente: onde está Peter Bishop?

Foi com a missão de responder essa pergunta que Fringe retornou para sua quarta temporada, no último dia 23. E os roteiristas não decepcionaram os fãs. Clique aqui para continuar a leitura »

Grey’s Anatomy – Free Falling e She’s Gone

Data/Hora 24/09/2011, 22:30. Autor
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Série: Grey’s Anatomy
Episódios: Free Falling e She’s Gone
Temporada:
Número dos Episódios: 8×01 e 8×02
Datas de Exibição nos EUA: 22/09/2011

A sétima temporada de Grey’s Anatomy foi controversa. Teve ótimos episódios, episódios de qualidade sofrível, e teve um “evento musical”. Teve, também, e de longe, a menor média de audiência de uma temporada do seriado. Muita coisa importante aconteceu, e é importante relembrar algumas delas, agora: Adele Weber tem Alzheimer; Meredith adulterou o estudo clínico de Derek para Adele não receber placebo; Karev, com medo de perder o cargo de residente-chefe, entregou a colega; Derek e Meredith decidiram adotar a fofa Zola; Yang está grávida e pretende abortar; Derek e Owen não concordaram com as atitudes das esposas e decidiram “abandoná-las”. Todos esses acontecimentos deixaram uma gama de questões a serem respondidas por Shonda Rhimes. Mas nossa principal pergunta era: a criadora do seriado ainda conseguiria acertar a mão e fazer uma grandiosa 8ª temporada, com histórias sólidas? Clique aqui para continuar a leitura »

Breaking Bad – Salud

Data/Hora 24/09/2011, 21:00. Autor
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Série: Breaking Bad
Episódio: Salud
Temporada:
Número do Episódio: 04×10
Data de Exibição nos EUA: 18/09/2011

Problemas fiscais, aula de química e um reencontro entre pai e filho. Teve tudo isso no episódio da semana, mas a grande surpresa do episódio veio mais uma vez de Gustavo Fring.

Comecemos por Skyler White que, temendo ver seu nome envolvido em uma investigação da Receita Federal, resolveu utilizar o dinheiro de Walt para resolver os problemas financeiros de Ted. Eu dei essa idéia no review anterior, mas não imaginava que envolveria Saul Goodman e é sempre bom revê-lo na série.

O advogado já começa acreditando que aquilo era uma péssima idéia, mas segue em frente. Ele diz para Ted uma história muito furada de uma tia-avó européia de Ted, que teria lhe deixado mais de US$ 600 mil. Olha que ótimo, exatamente o dinheiro que ele precisava para acertar seus impostos, certo? Bem, errado. Saul não quer dizer “eu te disse” para Skyler, mas descobre que a primeira coisa que o sujeito fez com o dinheiro foi comprar um carro novo.

Diante disso, ela procura Ted e tenta convencê-lo a usar o dinheiro da maneira correta, mas tudo que ele quer é revitalizar seu negócio. Com a teimosia dele, Skyler acaba confessando que o dinheiro veio dela. As repercussões disso eu nem consigo imaginar.

E o que Walt achou disso? Bem, Skyler tentou falar com ele, mas não conseguiu. Ele estava em caso, repleto de analgésicos, depois da briga com Jesse. O sujeito ficou tão mal que levou Walt Jr. a visitá-lo. Um parenteses, a reação desanimada de Junior diante do carro novo foi muito engraçada.

Aqui tivemos momentos ótimos entre pai e filho. Walt cai em lágrimas, colocando para fora toda a culpa que sente e, mesmo sem dizer a verdade, tem um momento emocional autêntico com o Walt Jr., tanto que o rapaz fala que lembrar-se do pai machucado e meio dopado nem era muito ruim, justamente por esse momento. Um detalhe é que Walt, pouco antes de dormir, chama o filho de Jesse. Isso, além de mostrar que seu parceiro de crime realmente significa muito para ele, me deixou pensando que poderia ser uma semente para a verdade ser revelada para Junior.

Bom, e quanto a viagem de Jesse ao México? Ela ocorre logo na introdução do episódio, com ele, Gus e Mike partindo em um avião monomotor. Lá tive a primeira surpresa, pois Jesse estava bem amedrontado e quando o Morris O’Brian, que deixou a CTU em 24 Horas para virar químico do Cartel, começou a questionar as habilidades dele, pensei que o rapaz iria colocar tudo a perder. Pelo contrário, ele tomou as rédeas e ainda disse que o laboratório era tremendamente mal-cuidado, mandando limparem tudo. Destaco aqui um diálogo entre o químico do Cartel e Jesse:

Quem você pensa que é?

Sou o cara que seu chefe mandou para mostrar como se faz, e pelo jeito que cuida daqui, não é surpresa.

Jesse diz isso e um pouco mais, é claro, mas esse começo da frase já dá uma idéia da atitude dele, que produziu um sorriso orgulhoso de Gus e Mike. O rapaz então cozinha, o que vira um grande evento no local, e consegue um produto de qualidade. Todos comemoram e um dos homens do Cartel diz que será o primeiro de muitos, já que Jesse vai ficar.

Claro que Jesse não gosta nem um pouco da idéia, mas Mike lhe garante que todos os três vão voltar ou nenhum deles. O trio se reúne com Don Eladio, que continua com sua atitude amistosa e ao mesmo tempo ameaçadora. Excelente construção de personagem, devo dizer.

Nesse momento, o Don vê um presente de Gus em cima da mesa. Pensei na hora que poderia ser uma arma contra ele, mas um de seus capangas assinala com a cabeça, demonstrando que era seguro abrir. Ali tinha uma bebida de excelente qualidade, que Eladio faz questão de compartilhar com todos os seus comparsas, fazendo questão de Gus beber primeiro, claro. Com todos bem, eles chama mulheres e começam a festejar.

Mesmo diante disso, fiquei pensando que a bebida estava envenenada e que Gus tinha se imunizado de alguma forma, até porque ele toma um remédio pouco antes da reunião. Estava certo, só não sei se Gus se imunizou, porque ele vai ao banheiro vomitar e não está muito bem, mas os homens todos caem envenenados, tirando um dos capangas, que Mike elimina à moda antiga.

Na fuga, Mike ainda é baleado, cabendo à Jesse a missão de levar todos em segurança para fora dali. Excelente cena! Excelente episódio!

A postura submissa de Gus diante de Don Eladio estava me incomodando, principalmente com o que conhecemos dele até aqui. Por isso, foi ótimo vê-lo virar a mesa da forma que só ele poderia e ainda foi digna a justiça poética de Eladio terminar na piscina onde Max, o irmão de Gus, encontrou seu fim.

Two and a Half Men – Nice to meet you, Walden Schmidt

Data/Hora 24/09/2011, 19:46. Autor
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Two and a Half Men - Nice to meet you, Walden Schmidt

Série: Two and a Half Men
Episódio: Nice to Meet You, Walden Schmidt
Temporada:
Número do Episódio: 9×01
Data de Exibição nos EUA: 19/9/2011

Charlie Harper está morto e nós teremos que aprender a lidar com isso. Confesso que fiquei muito chateada com a saída do Charlie, afinal, ele era o centro da série: a casa era dele, as piadas mais espertas vinham dele, Alan e Jake só estavam lá porque ele os aceitou em sua casa e por aí vai!

Quando soube que Ashton Kutcher iria entrar no lugar do Charlie fiquei um tanto quanto decepcionada já que não gosto da atuação de Kutcher e por ter assistido durante muitos anos That 70’s Show, sempre o associo ao personagem Kelso, o bobão da turma que só serve para todo mundo dar algumas risadas.

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Spooks – Série 10, Episódio 1

Data/Hora 24/09/2011, 12:04. Autor
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Spooks - Episódio 10x01
Série: Spooks
Episódio: Série 10, Episódio 1
Temporada: 10ª
Número do Episódio: 10×01
Data de Exibição na Inglaterra: 18/09/2011

O arco final de episódios da série de espionagem britânica não poderia ter outro personagem central senão aquele que veio a se tornar seu personagem mais significativo ao longo destes 10 anos. A trama traz velhos rostos e segredos do passado que retornam para assombrar o agente veterano do MI5. Clique aqui para continuar a leitura »

Glee – The Purple Piano Project

Data/Hora 23/09/2011, 18:52. Autor
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Série: Glee
Episódio: The Purple Piano Project
Temporada:
Número do Episódio: 3 x 01
Datas de Exibição nos EUA: 20/09/2011

Esse primeiro episódio da terceira temporada de Glee, assim como a ‘premiere’ do ano anterior, desperta em mim aquela mesma sensação que eu costumava ter na primeira semana de escola. Aquele clima de que, apesar de tecnicamente o ano ter começado, você não está de fato engajado ainda pela situação, não tem nenhuma intenção ainda de se comprometer seriamente, e que tudo o que lhe é mostrado é apenas uma apresentação. Tudo muito leve, vagamente superficial, como se não fosse para valer ainda.

É claro que, tirando a ocasião de o primeiro episódio da temporada ser um piloto, é muito raro que ele de fato seja uma ótima mostra do que uma série tem de melhor. E, sendo justa, The Purple Piano Project não foi um episódio ruim. E passou longe de ser um dos momentos mais frustrantes da série (como o Britney/Brittany que marcou a segunda exibição da temporada passada). Mas foram quarenta e cinco minutos que chegaram bem perto de serem medíocres. E particularmente, para uma pessoa como eu, para quem a inabilidade de Glee de reter um mínimo de coesão foi de uma distração para um fator totalmente insuportável e que levou a total desistência, teria sido bom se o episódio fosse um pouquinho mais memorável.

Houveram, contudo, é claro, elementos que me agradaram, e o principal desses elementos é provavelmente a razão pela qual eu não classifiquei essa ‘premiere’ como mediana e totalmente esquecível. Na temporada passada, se tem um arco que eu constantemente elogiei foi a crescente cumplicidade entre Kurt e Rachel. E aqui, os dois tornam o episódio inteiro mais especial apenas com sua amizade, seu companheirismo, e seus divertidíssimos diálogos.

Eu não me importaria nenhum pouco em ver um ‘spin-off’ da dupla em Nova York, mas quem estava informado dos rumores durante o hiato sabe que a ideia foi considerada, anunciada e logo depois engavetada, assim que o anúncio da saída dos dois e Cory Monteith começou a causar revolta entre os fãs, e o resultado foi uma bagunça de relações públicas que eu duvido que tenha tranquilizado muita gente.

Mas eu concordo com a avalanche de “Vamos pensar nisso quando chegarmos lá” que se seguiu da boca de toda e qualquer pessoa envolvida com Glee subsequentemente. O importante é que, por agora, mesmo tendo que dividir o show com tantas outras storylines, o plot da luta de Kurt e Rachel para chegarem juntos a Nova York e ao sucesso no showbiz é certamente a parte mais cativante da série.

Lea e Chris tem ótima química, e dos momentos mais cômicos aos mais sérios, eles conseguem extrair ótimas performances um do outro. A maneira como os dois enfrentam juntos o choque de realidade na reunião de futuros candidatos à faculdade de sua escolha, NYADA, foi para mim um daqueles momentos que realçam o melhor de Glee.

Por mais que a série seja sobre aceitação e sobre como todo mundo é especial a sua maneira, eu adoro os momentos em que Glee assume que há, de fato, um mundo muito grande fora da bolha usual do show e que às vezes, ser o seu melhor nem sempre é de fato, ser o melhor. Eu achei o efeito visual dos ‘clones’ de Rachel e Kurt muito bons, mas o principal ali era que, sim, os dois personagens sempre superestimaram o quão únicos e especiais eles são. Há muita gente com o talento e a técnica, e muitos dos Glee Clubbers terão destinos como o que Quinn previu para si mesma na temporada passada: acabar em Lima, com um emprego aceitável e uma família, e uma vida mediana que, dependendo do quanto as pessoas se prenderem aos sonhos não realizados, pode acabar não sendo feliz.

Mas isso não importa, pois como os roteiristas martelam nas nossas cabeças desde o começo da série, Glee é sobre a jornada. E é sempre adorável ver duas pessoas que amam estar em um palco e não querem desistir dessa felicidade e se conformar. Talvez esses sonhos não se realizem, mas a jornada? O apoio mútuo no carro, a performance descompromissada e divertida dos dois, os pequenos momentos de amizade? Eu assistiria mil horas disso.

Além do arco de Kurt e Rachel, não houve muita coisa acontecendo com os demais personagens jovens, apesar da montagem expositiva do começo quase ter dado uma impressão diferente. Os roteiristas se certificaram de, como prometido, deixar bem claro quem deve se formar ao final do ano e quem ainda não, justificaram a saída de alguns atores e atualizaram alguns detalhes. Mercedes agora tem outro namorado, porque Chord Overstreet se recusou a renovar seu contrato e aparentemente os produtores estão realmente obcecados com a ideia de Mercedes não ficar solteira. Mike e Tina terão que se separar no fim do ano. Finn não sabe o que fazer e Brittany, mesmo se for do último ano, provavelmente não irá se formar.

Dos Glee Clubbers remanescentes, o retorno de Quinn foi provavelmente o que tinha mais para ser apresentado, apesar de estar contando os dedos para essa fase de rebeldia acabar. Dianna é uma ótima atriz, e acho que ela fez bem a sua parte; dá para ver que Quinn está perdida, e passando por uma crise de identidade, e que ainda não está pronta para retomar seus velhos papéis apesar de claramente sentir saudades do clube, mas eu estou prevendo que esse será um daqueles plots que duram cinco minutos, especialmente com o retorno de Shelby, e por consequência, Beth, semana que vem.

Santana também não teve nada de muito interessante acontecendo até o ponto em que foi suspensa do clube por Will, mas ela continua uma das minhas personagens favoritas. Santana sendo menos bitch não teria graça nenhuma, e apesar de Naya Rivera interpretar muito bem o quão dividida ela está, eu espero que antes de voltar para o glee ela pelo menos possa aprontar bastante.

E por fim tivemos a mudança de lado de Blaine, que saiu do colégio particular e foi para uma escola supostamente bem pobrinha de uma maneira que não dá para acreditar que os pais dele permitiriam, especialmente porque ele foi para Dalton por causa de bullying e não é como se McKinley fosse a escola mais segura e agradável do planeta nesse departamento, Mas o casal que ele e Kurt formam é uma fofura e agora é torcer para que essa realocação signifique que o Darren Chris não vai mais cantar cinco solos por episódio.

Porém, como nem tudo são flores, o episódio mostra claramente que a série continua a não saber o que fazer com Will, Emma e Sue, a última sendo particularmente criminoso, porque Jane Lynch é tão talentosa e carismática que por muito tempo ela conseguiu elevar o texto. Mas não mais. Eu genuinamente acho (em parte por causa de spoilers) que essa trama da eleição pode acabar chegando a lugares interessantes, e certamente eu apreciei a maneira como a decisão de usar sua implicância com as artes (e, em especial, com o Glee Club e Will) como uma plataforma foi um oportunismo brilhante, e não uma ação lunática por princípio.

Eu tenho ótima memória, contudo, e lembro muito bem que a decisão de Sue de concorrer tinha a ver com a maneira como o governo cortou os benefícios da irmã dela, algo que ela queria corrigir. É claro que agora a plataforma pró-deficientes parece totalmente esquecida, e o fato de que ela tinha decidido se tornar uma pessoa mais madura e concentrar seu desdém e raiva em coisas mais merecedoras que um bando de crianças também.

O discurso de Sue na TV foi ótimo, e me dá esperanças de que a série ainda possa fazer coisas interessantes com a personagem, mas a maneira como ela continua a ser aquela caricatura patética de vilã o resto do tempo me irrita, e francamente, prejudica muito a qualidade do show. Seria melhor não ter a Sue, do que ter esta versão dela, por mais que Lynch seja sensacional.

Para completar, temos um ‘update’ no relacionamento de Will e Emma que não podia ser mais vergonhoso. Ou sou só eu que acha esse arco dos problemas sexuais dos dois nauseante?

A essa altura, eu ficaria bem feliz se a Coach Beiste, a Shelby e o Burt Hummel fossem os únicos adultos presentes nessa série, porque os três principais foram reduzidos a essas criaturas incômodas e de quem eu não consigo mais gostar nem nos seus melhores momentos (Will suspendendo Santana sendo um deles). Se há algo que eu espero desesperadamente que mude ao longo da temporada, é o desenvolvimento desses três.

De resto, apesar do episódio ter me deixado com a impressão que descrevi no primeiro parágrafo, pelo menos ele não criou uma bagunça ou me deixou pronta para abandonar o barco de novo. E isso talvez já seja meio caminho andado.

Os Números Musicais:

  • We Got the Beat – Honestamente, uma das coisas que sempre me faz rir em Glee são essas ideias que Will tem de que essas performances “espontâneas” são legais. Se eu estivesse na escola e um grupo de alunos começasse a cantar, dançar e subir nas mesas, eu os acharia tão idiotas quanto todo mundo, e certamente não sairia correndo para me inscrever no Glee Club. Uma briga de comidas daquela provavelmente estaria fora de cogitação (eu estudava com pessoas minimamente educadas), mas uma dose tão forte de vergonha alheia provavelmente resultaria num nível razoável de ridicularização, não importando o grau de afinação das pessoas. A música é divertida, e é sempre bom ver Naya e Heather tendo solos, mas não é nada que eu vá ficar ouvindo incessantemente.

  • Ding-Dong! The Witch Is Dead – Já falei um pouco do número. Achei que ele teve a dose de descompromisso perfeita: só dois amigos se divertindo juntos, felizes com seus planos para o futuro e confiantes nos seus talentos. A interpretação dos dois foi ótima, e eu adoro o momento no final quando eles sentam no palco um do lado do outro. Fez a dupla parecer realmente como os jovens que eles devem ser.
  • It’s Not Unusual – O episódio não poderia passar sem Darren ter seu solo, né? Foi uma performance boa. Darren tem uma ótima voz e muito carisma, e ele não erra mas, comparativamente, foi o número musical mais fraco do episódio.

  • Anything Goes/Anything You Can Do – Meu número favorito! Eu adorei como o papel que eles escolheram para a vice vencedora do The Glee Project, Lindsay, e acho que apesar de ser uma aparição mínima, ela foi excelente. Harmony era tão passivo-agressiva, que até cantando e sorrindo você conseguia senti-la intimidando Rachel e Kurt. E bom, eu adoro sapateado, adoro Anything Goes, e achei que Anything You Can Do foi uma ótima música para o mash-up justamente por ser extremamente passivo-agressiva. Eu acho que esse tipo de antagonismo serviria Glee muito melhor que as ofensivas ridículas da Sue, até porque esse tipo de competição é algo que é muito mais real. E que eles consigam criar um momento tão rico para o arco dos dois protagonistas, e ainda terem vocais perfeitos e uma coreografia sensacional? Nesses momentos é que eu lembro porque eu ainda insisto com Glee!

  • You Can’t Stop the Beat – Eu li que algumas pessoas não gostaram do começo alterado da música, mas eu adorei. Essa é minha música favorita da trilha de Hairspray, mas eu achei que a mudança ficou incrível, graças a um vocal inspirado da Lea Michele. Fiquei querendo que a coreografia fosse um pouco mais empolgante, porque na peça é quase uma explosão de energia, mas foi o segundo melhor número da noite e pelo menos empolgou um pouco (Curiosidade: Matthew Morrison fez parte do elenco original da produção de Hairspray na Broadway. Ele originou Link, o papel que viria a ser do Zac Efron no filme).

Modern Family – Dude Ranch e When Good Kids Go Bad

Data/Hora 22/09/2011, 23:16. Autor
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Série: Modern Family
Episódios: Dude Ranch e When Good Kids Go Bad
Temporada:
Número do Episódio: 3 x 01 e 3 x 02
Datas de Exibição nos EUA: 21/09/2011

A duas vezes vencedora do Emmy de melhor comédia está de volta. Foram 2 episódios seguidos, mas que poderiam ter passado separados sem problema algum. Provavelmente foi mais uma decisão “técnica” que criativa.

Apesar das tramas centrais diferentes, em ambos temos Mitchell e Cam lidando com a decisão de adotar ou não adotar outro bebê. No primeiro episódio Mitchell fica em dúvidas porque tem medo de não saber lidar com o novo filho – os dois decidiram por um menino – por nunca ter conseguido entender/lidar com um comportamento típico masculino. Ele chega a dizer que gostaria de poder ensinar ao filho tudo que seu pai ensinou a Claire.

No segundo episódio o problema é a Lily que não lida nada bem com a ideia de ganhar um irmão. Confesso que de primeira estranhei a nova atriz. Estava muito acostumada a(s) menina(s) anterior(es) mas fica claro que a decisão da troca foi muito acertada. Após rever o episódio eu me diverti muito com a “nova” Lily. A pequena atriz é uma gracinha e diz suas falas direitinho e no tempo certo. Não tive como não gargalhar cada vez que ela demonstrava a irritação com o irmãozinho que nem chegou. Sem contar na hora que ela empurra e “cura” o filho da amiga dos pais.

Voltando ao primeiro episódio, temos a participação de Tim Blake Nelson (O Brother, Where Art Thou?) como um ‘cowboy’ que serve de guia para a família no rancho e passa o tempo todo colocando apelidos e dando em cima da Gloria que está “surda” e não percebe nada durante um bom tempo. Porém o destaque desse episódio foi Ariel Winter. A atriz estava ótima com todo o “drama” de ter tido o seu primeiro beijo roubado. Acredito que Winter terá um maior destaque nessa temporada porque ela está crescendo com a personagem. É comum os roteiristas usarem essa mudança nos textos. Vide Alyssa Milano que nos tempos de Who’s the Boss? teve um episódio que tratava da escolha do seu primeiro sutiã (para o “trauma” da atriz que diz ter chorado ao receber o roteiro).

O segundo episódio já pode ir para lista de um dos melhores da série. Continuando o “drama” de adotar ou não adotar, Cam e Mitchell precisam lidar com Lily e a “raiva” que ela tem do irmão que ainda nem chegou. No início a culpa sempre é do Cameron. Tudo porque Mitchell acredita que Lily tem problemas de aceitar a mudança por ser muito ligado ao pai mas ao levá-la na escola descobre que a filha tem problemas em dividir e vê que talvez o problema seja ele. As cenas de ‘flashback’ mostrando tanto a relação do dia-a-dia entre Cam e Lily, e as cenas de Mitchell e Lily foram hilárias.

Paralelo a isso temos Gloria tendo que lidar com o fato de Manny ter roubado o colar de uma amiga do colégio. Como o menino nunca dá problemas ela briga com o diretor do colégio e o acusa de preconceito, mas Jay percebe que tem algo errado e acaba fazendo o enteado confessar o “crime”.

Gloria decide ir com o filho a escola e fazer que ele confesse o que fez, mas acaba desistindo, arromba o armário da aluna, joga o colar dentro e faz Manny jurar que não contará nada para Jay. Claro que no final das contas o menino não aguenta a pressão e conta.

Uma coisa que gostaria de destacar é que a atuação da Sofia Vergara está mais caricata que no início da série. É uma pena porque ela consegue fazer “menos”. Na cena em que Jay tenta fazê-la confessar que Manny não assumiu a culpa a atriz fala num tom de voz bem mais moderado, tem uma atuação mais contida, e está ótima.

Se no primeiro episódio Claire está irritante (de um jeito bom porque essa é a função da personagem) no segundo ela está ainda pior. Enquanto ela faz compras com marido no supermercado, Phill se distrai flertando com uma mulher muito bonita e acaba fazendo a esposa cair no chão. Acontece que ele não percebe que a culpa foi dele e passa o dia zoando a cara dela.

Claire que odeia estar errada, acaba conseguindo a imagem da câmera de segurança do supermercado para provar que estava certa porém acaba apenas deixando mais claro o quanto tem necessidade de estar certa em tudo. E percebe que isso é uma “herança” do pai.

Cameron e Mitchell acabam decidindo que irão adotar mais um bebê, mas a revelação para a família não sai como o esperado, deixando Cameron irritado. Não consegui segurar o riso com ele correndo para colocar a música escolhida para a ocasião e o Phill identificando que a música faz parte da trilha de Footloose.

Para finalizar gostaria de destacar que nos dois episódios os personagens fazem menção a vários acontecimentos das temporadas anteriores, o que é sempre legal. Gosto quando a série destaca a sua continuidade mostrando que nada foi apresentado em vão.

The Big C – The Darkest Day

Data/Hora 22/09/2011, 00:05. Autor
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Série: The Big C
Episódio: The Darkest Day
Temporada:
Número do Episódio: 2 x 12
Datas de Exibição nos EUA: 19/09/2011

Cathy e a família começam a se preparar para passar o natal na Itália sem Andrea, que escolheu passar o natal com Myk. Uma sucessão de acontecimentos acaba fazendo com que a viagem não aconteça.

Dr. Sherman leva Cathy como convidada em uma de suas turmas. Ela se irrita com a maneira fria que os alunos tratam o assunto e desabafa falando que o paciente precisa que o médico o olhe nos olhos e não quer ser tratada apenas como ‘o câncer’. Aproveita para dizer para o médico que Lee é uma pessoa, não apenas um experimento.

Falando em Lee o episódio que marca a despedida do personagem. Cathy mais uma vez precisa lidar com a morte de um amigo. Foi diferente da morte da Irene porque dessa vez Cathy teve a chance de se despedir.

Adam descobre que Poppy mentiu e o pai dela está morto há 2 anos. Ele confronta a amiga mas ela acaba o fazendo pensar ao dizer que quando a mãe dele morrer espera que ele tenha um amigo ao lado dele porque vai precisar.

Eu já desconfiava que o relacionamento de Andrea e Myk não iria terminar muito bem, mas não esperava que fosse tão triste. Paul descobre que o amigo na verdade precisa que Andrea case com ele para não precisar deixar o país. Ele exige que Myk conte a verdade para a menina mas no lugar disso o garoto resolve apressar o casamento.

Quando Paul vê Andrea vestida de noiva, pronta para ir casar, ele acaba revelando a verdade para a revolta da menina, que o acusa de estar feliz com o que aconteceu. No final vemos Andrea ligando para a polícia para denunciar o namorado.

E a situação de Paul fica complicada no trabalho quando é selecionado para fazer um teste que acusar se há ou não drogas em seu organismo.

Para não dizer que tudo foi tristeza no final do episódio Sean reaparece trazendo ao menos um pouco de alegria para a irmã.

Castle – Rise

Data/Hora 20/09/2011, 20:03. Autor
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Série: Castle
Episódio: Rise
Temporada:
Número do Episódio: 4 x 01
Datas de Exibição nos EUA: 19/09/2011

No dia 16/05, fomos todos “nocauteados” por Knockout, a ‘season finale’ da ótima 3ª temporada de Castle (perdão pelo trocadilho, não pude evitar!). Foram mais de 4 meses de espera. Meses nos quais os fãs procuraram lidar com a falta de novidades da melhor maneira possível: revendo seus episódios favoritos e conversando com outros fãs nas redes sociais. O dia 19/09 foi se aproximando, e surgiram alguns vídeos promocionais que deixaram todos ainda mais ansiosos por Rise. Clique aqui para continuar a leitura »

True Blood – And When I Die

Data/Hora 20/09/2011, 17:41. Autor
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Série: True Blood
Episódio: And When I Die
Temporada:
Número do Episódio: 4 x 12 (Season Finale)
Datas de Exibição nos EUA: 11/09/2011

A temporada de True Blood finalmente chegou ao fim. E eu me atrasei mais uma vez e por isso peço desculpas. Inclusive, se não me desculpei ao longo das semanas por toda a minha demora, peço agora. Desta vez só fui assistir ao episódio inúmeros dias depois e, por conseqüência, a resenha demorou ainda mais do que o normal. Mas aqui estou eu, compartilhando com vocês a minha visão do final esdrúxulo que True Blood trouxe para todos nós nesta quarta temporada.

Por incrível que pareça, eu gostei do episódio. Ele foi completamente dispensável e até ridículo em algumas partes, mas mesmo assim agradável de assistir, leve e descomprometido. Se você esquecesse a temporada inteira (e o fato dele ser o ‘season finale’) dava até para se divertir. E, para ser bem sincera, acho que foi o primeiro em muito tempo que não passei xingando todo mundo o tempo inteiro e nem sequer quis matar meia dúzia. Mas tudo bem, porque o episódio tratou de eliminar as pessoas por mim, sem que eu precisasse ter um ataque apoplético como acontecia geralmente.

Creio que And When I Die funcionou justamente por ser tão desconectado com toda a temporada. Ele parecia estar vagando sozinho no mundo, tentando mostrar que fazia parte da série, mas sem se ligar a ela de verdade. Ou será que fui só eu que tive esta sensação?

Seja como for, algumas coisas não tem mais volta. Jesus está morto (e eu senti de verdade a sua morte), Nan se foi (é legal ver Bill agindo como vampiro e rei, mas achei desnecessário matar Nan) e Tara não está mais entre nós. Eu nunca gostei de Tara, mas fui obrigada a sentir compaixão pela garota que deu a vida para salvar a amiga.

O que não gostei nadinha foi de terem usado Debbie para isso. Eu sei que no livro ela vai até a casa de Sookie e tenta matar a telepata e por isso acaba morta, mas é como eu disse lá atrás: nos livros Debbie é insuportável, elegante e sem caráter, mas na série ela estava muito longe de ser essa pessoa. Não gostei mesmo do fim que deram para ela. Pior ainda foi ver Alcide dando uma de bom moço com Sookie no Merlotte’s. Santa hipocrisia, Batman!

Por outro lado, fiquei felicíssima de vermos Sam trabalhando de novo e acertando as coisas com Sookie (embora me incomode esta falta de confiança que os dois tem um no outro na série. Eles estão tão distantes que nem parecem mais os grandes amigos de outrora).  E por incrível que pareça, também gostei do funeral de Tommy e da aparição da Sra. Fortenberry. Por mim teria dado cabo da outra ‘shifter’ e sua filha, mas não posso ter tudo o que quero, não é?

O pior mesmo ficou por conta da história tola de Marnie, Antonia e os espíritos ancestrais. Creio que todo mundo se perguntou o motivo de Holly não ter feito nada antes, se tinha essa carta na manga.

Desculpem os que gostaram, mas não achei de bom tom revermos a vó de Sookie (que parecia completamente maluca – coisa que ela não era – com aquele cabelo esvoaçante e camisolas) e tampouco acrescentou qualquer coisa à história essa ladainha de Marnie. Se serviu de alguma coisa foi apenas para Nelsan Ellis brilhar (porque ele é muito bom) e para me entristecer pela morte de Jesus.

Arlene esteve magnífica, como sempre. Atualmente é uma das minhas personagens preferidas. E só eu fiquei feliz de rever Renè? O cara não prestava, mas eu gostava dele. Que vergonha!

O caso é que ele me deixou com a pulga atrás da orelha com Terry. Não estou muito confiante de que desta história sairá alguma coisa interessante (e não gostaria que vilanizassem Terry), mas tenho que admitir que sou completamente apaixonada por Scott Foley, e mesmo que sua história seja terrível, nada que tenha o ator na tela pode ser assim tão ruim que eu não possa aproveitar a sua presença.

E contra toda a minha expectativa, gostei muitíssimo da interação de Jessica e Jason neste episódio. Cá entre nós, os dois no sofá foram muito mais interessantes de ver do que todas as cenas de Sookie e Eric juntos. E linda a fantasia da ‘baby vamp’ (aliás, quase todas as fantasias que apareceram no episódio estavam muito legais).

Mas o que eu gostei mesmo foi dela ter aberto o jogo com Jason. Jessica não está pronta para um relacionamento estável e tão humano neste momento de sua nova vida. Acho que o seu tempo com Hoyt foi necessário para ela se adaptar à sua condição, mas agora que já sabe exatamente o que (e quem) é, precisa abrir suas asas e voar. Essa conversa entre os dois colocou um pouco de coerência nessa loucura toda que foi o súbito interesse de Jessica por Jason durante a temporada.

Também me sinto feliz por Andy. O Xerife chegou ao fundo do poço com esta história do V e acho que até os produtores perceberam, pois fizeram Andy se desintoxicar rapidinho. Espero que no futuro o usem com mais sabedoria e parem de tentar criar histórias paralelas que não trazem benefício algum para a série.

E antes de finalizar preciso externar minha solidariedade à Pam. Muito justa a indignação da vampira e perfeita a sua cena (mas qual não é!?).

A temporada terminou deixando duas informações importantes:

1) Sookie deu um basta na sua relação com Eric e Bill, a despeito do que sente pelos dois. Minha esperança é a de que ela se mantenha firme em sua decisão, pois ficou claro que ambos os vampiros são muito mais interessantes como personagens quando a loirinha não está envolvida em suas cenas e motivações. E, diga-se de passagem, a própria Sookie brilha muito mais quando os dois não estão por perto. Só me pergunto quanto tempo isso vai durar.


2) Rei Russell escapou. Imagino que a fuga tenha deixado uma horda de fãs satisfeitos, mas não eu. Nunca suportei o rei e por mim deveria ter morrido e não sido aprisionado. Mas o que não se pode remediar, remediado está. Resta torcer para que dêem cabo dele logo na próxima temporada.

A propósito, qual será o foco daqui para frente? Nenhuma das opções que apresentaram até agora parece muito empolgante, mas sempre é possível inventarem algo novo e instigante. Fico na expectativa para coisas grandiosas, porque sou assim, tenho esse pequenino defeito que é sempre acreditar que pode melhorar.

Haven – Who, What, Where, Wendigo?

Data/Hora 20/09/2011, 12:29. Autor
Categorias Reviews


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Série: Haven
Episódio: Who, What, Where, Wendigo?
Temporada:
Número do Episódio: 2 x 10
Datas de Exibição nos EUA: 16/09/2011

E mais uma vez aqui estou eu, com o coração dividido, tentando escrever a ‘review’ de Haven. Tenho gostado dos episódios exibidos nas últimas semanas. De alguns, até gostei bastante. Mas não dá para ignorar o fato de que Haven não atende ao propósito de desvendar os enigmas criados pelos próprios roteiristas – baseados minimamente na obra de Stephen King. E uma hora toda essa enrolação, ou melhor, toda essa ausência de um ‘plot’ definido, cansa. E eu cansei.

O que amei: o retorno dos irmãos Teagues. Vocês sabem que sou fã dos velhinhos simpáticos. E acho que tudo fica mais bem explicado quando eles estão presentes, inclusive velhas histórias indígenas de espíritos comedores de gente. Mesmo quando o papel deles é quase que figurativo, acho importante a presença deles.

Who, What, Where, Wendigo? foi um bom episódio? Sim. Mas teve apenas uma frase relacionada ao “caso Duke”. Quanto à história de Lucy, apenas mais do mesmo: aquela velha indagação de Audrey “quem sou, de onde venho e para onde vou”.

Nessa semana Audrey e Nathan resolver seguir, sozinhos, atrás de um “serial killer”. Como Audrey afirmou, depois do caso na delegacia, eles podem confiar apenas em algumas poucas pessoas. A expedição deles incluiu apenas o pai do garoto perseguido pelo assassino, Dwight (que estava expondo sua vida em razão do sofrimento causado pela morte da filha) e os Teagues. Duke foi chamado, mas, traindo seus amigos, apareceu na floresta com o reverendo do mal e seus capangas.

Achei interessantes as cenas na floresta. Talvez por que cenas desse tipo sempre surtem em mim um efeito de “suspense”. Fiquei com a impressão constante que o tal Wendigo surgiria a qualquer momento para devorar algum dos “expedicionários”.

Quando a noite caiu, as coisas ficaram ainda mais tensas. Duke, em uma conversa mais dura com Audrey, garantiu que nunca passaria de verdade para o lado de Driscoll, e afirmou que estava apenas tentando descobrir que mistério o envolvia, e o porquê dele ser tão importante para os planos do reverendo. Até levei fé no papo dele, mas no final do episódio tive a certeza de que a lealdade dele não está bem definida.

A expedição noturna apenas reafirmou o que já sabíamos: Driscoll quer exterminar os problemáticos. E Audrey temeu que ele tivesse começado por Nathan. Mas Wuornos estava a salvo, e havia encontrado duas garotas Wendigo. Elas estavam se alimentando apenas de animais, então não eram as causadoras das mortes e dos ataques. O problema era a irmã do meio, que estava descontrolada, e contava com a ajuda do namorado – o garoto ‘perseguido” pelo ‘serial killer’ – para atrair as vítimas para a floresta.

Dwight, preso em uma armadilha para ursos, sugeriu que a Wendigo caçula o matasse para saciar sua fome. Mas a menina depositou toda sua fé no “viking” loiro e apenas adormeceu. Dwight conseguiu se livrar da armadilha e salvar as garota. Momento piegas que não pode faltar em Haven.

E, após revelar para Duke que sua missão é proteger a cidade – missão na qual seu pai havia falhado -, Driscoll foi capturado pelo garoto apaixonado. A problemática Wendigo não conseguiu matar o reverendo e o libertou. Então ele partiu para cima da menina. Para proteger a garota, Audrey atira no reverendo. Não na perna, como manda o protocolo. Nem no ombro, como desejava Nathan. No meio do peito. Para matar.

Foi o fim do líder do grupo de perseguidores dos problemáticos (a não ser que Haven incorpore elementos de The Walking Dead). Mas eu acho que, pela mágoa e raiva de Duke contra Audrey, ele é um ótimo candidato a assumir o posto.

No final das contas, Audrey e Nathan acabaram mais sozinhos do que começaram. O que é péssimo, já que o pior ainda está por vir.

Para finalizar, resta comentar que a audiência ultrapassou dois milhões de espectadores, a melhor da temporada – e uma das melhores de todo o período de exibição do seriado. Portanto, ainda há esperança de renovação para Haven. Agora, quanto a esperança de vermos nossas respostas respondidas …. que ela descanse em paz.

P.S.1: e eu ainda consegui ficar pensando em mais uma pergunta: como Lizzie morreu. E como isso afeta Dwight?

P.S.2: as garotas Wendigo encontraram um novo lar. Um abatedouro de bois. Eca.

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