Once Upon a Time – True North

Data/Hora 20/01/2012, 11:04. Autor
Categorias Reviews


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Acho incrível como a série retrata a questão familiar de modo tão intenso. Presenciamos em várias cenas crianças ou adultos que foram órfãos. A ausência paterna e materna é algo que flui nos episódios e sinceramente, não torna nenhuma parte cansativa. Ao contrário, é importante expormos o fato de que humanos não são como objetos que podemos descartar no lixo e depois continuar a vida como se nada houvesse acontecido. Existem consequências em nossos atos e é dessa forma que a história de João e Maria foi introduzida no episódio dessa semana.

Primeiramente devo dizer que as cenas entre Mary e Emma são incríveis. É muito interessante como mãe e filha se tratam sem saberem o que realmente são uma para a outra. É muito bacana como o senso materno de Mary se pôs diante dos problemas em que Emma estava passando como achar uma saída para os irmãos perdidos, que inclusive se mostraram realmente duas pessoas unidas que cuidam uma da outra. Diria até que Maria é um reflexo de Emma e por isso essa missão se tornou mais desafiadora para a nossa heroína.

Não poderia deixar de comentar o fato do pai de Henry ter sido finalmente citado no episódio. Quem será o homem que juntamente com a Esperança deram origem a um menino cheio de fantasia? O mais engraçado é um estranho aparecer do nada em Storybrooke após o caso ser eclodido. Óbvio demais ou um tanto intrigante?

É claro que mesmo tendo questões importantes na realidade, no mundo da fantasia tivemos uma ótima laçada com o conto de fadas perante o conflito de Branca de Neve com a Evil Queen. Colocar em xeque João e Maria para a casa de doces para acharem a maça envenenada que dará um fim a Branca de Neve se tornou algo conveniente e adequado. É claro que senti saudades daquela velha história de marcar o caminho com doces, mas não reclamaria já que os escritores conseguiram interpolar o desfecho continuado do mundo da fantasia para com o mundo da realidade. Devo dizer também que daria tudo para ver um abraço do pai com os filhos, mas a cena logo foi cortada me deixando na vontade.

Como nos outros episódios, Once Upon a Time me surpreendeu com a sua chamativa história utilizando recursos conhecidos que não tornam a série clichê, mas um show empolgante de se assistir. Basta agora descobrirmos quem será esse homem misterioso. Será que o Ben de Covert Affairs está a procura de uma nova missão?

Vídeo – Once Upon a Time – Promo legendada do episódio 1×10: 7:15 A.M.

Data/Hora 16/01/2012, 18:36. Autor
Categorias Notícias, Spoilers


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A ABC exibe, no próximo domingo (22/01/2012), nos Estados Unidos, o 10° da temporada de estréia da aclamada Once Upon a Time.

Em 7:15 A.M., um estranho chega à Storybrooke, despertando a atenção de Regina e Emma. E veremos desdobramentos na história entre Snow White/Mary Margaret e Prince Charming/David.

Curioso? Assista o vídeo a seguir, legendado pela equipe Insanos (@inSanosTV) e não deixe de comentar sobre suas expectativas:

Retrospectiva 2011 – Os melhores do ano


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2011 não foi lá um dos melhores anos para o mundo dos seriados. Entre novatas e veteranas parecia ser preciso um toque de mágica e inovação para salvar a programação do marasmo.

A Equipe do Teleséries escolheu o que teve de melhor no ano passado – salvando a TV de um ano desastroso.

Once Upon a Time

Once Upon a Time -  The Heart is a Lonely Hunter
Espelho, espelho meu: existe série mais fofa na atualidade do que Once Upon a Time? Não, não existe. Once Upon a Time estreou no final de outubro nos EUA, toda direitinha e repleta de contradições: parece ao mesmo tempo o seriado mais original da TV desde Pushing Daisies; e ao mesmo tempo tem uma aura de clássico, como se já estivesse há muito tempo em nossas vidas. A ideia de transportar os contos de fadas pros dias atuais funciona tão bem que até seu formulismo (narrar um trecho de um conto por semana, meio com um flashback semanal de Lost) não incomoda. Adam Horowitz e Edward Kitsis, dois roteiristas de Lost, acertaram em cheio nas primeiras setes semanas da série e o elenco, ancorado numa trinca de boas atrizes, manda bem. Jennifer Morrison não tem uma personagem tão cheia de nuances como a Cameron de House, mas leva com competência seu primeiro papel como lead actress. Lana Parrilla, depois de meia dúzia de séries ruins, ganhou um papel complexo, que a permite desenvolver o potencial que mostrava nos anos 90 quando surgiu na cultuada Boomtown. E Ginnifer Goodwin tem a beleza e a sensibilidade que o papel de heroína romântica exige – sim, ela é a atriz mais linda da TV na atualidade, o que é uma grata surpresa pra quem se acostumou a vê-la em personagens tão distintos em séries como Ed e Big Love. (Paulo Serpa Antunes)

The Vampire Diaries

O que mais gosto em The Vampire Diaries é o roteiro amarradinho, sem falhas e com uma mitologia inteligente, bem atual, por mais irônico que isso seja, e ousada – um simples triângulo amoroso adolescente envolvendo bruxaria, vampiros, fantasmas, híbridos e todos os seres sobrenaturais possíveis. Se isso não bastasse, a série chega ao seu terceiro ano sem mostrar nenhum sinal de cansaço, muito ao contrário, surpreendendo cada vez mais. Pra mim a grande sacada da primeira parte exibida em 2011 é a inversão dos papeis de protagonista e antagonista da série, uma transformação, aliás, muito bem construída desde o início. Paul Wesley vivia um Stefan quase in-crível, sua ética, moral e amor incondicional por Elena era um ponto de conflito para os fãs, e agora ele interpreta um Stefan sem escrúpulos, com um sorriso debochado na cara e sem deixar o amor por Elena ser abafado. Ao passo que Damon passa de vilão para herói. Paralelo a isso, a maneira como o roteiro costura as tramas dos personagens secundários à trama principal é sensacional, quem diria que Tyler seria tão importante hoje, dois anos atrás não é? Trilha sonora impecável, atores bons (Joseph Morgan arrebentando como Klaus) e com um roteiro inteligente, por isso, The Vampire Diaries não fica devendo pra outras séries, tá sendo uma das poucas que vale a pena na TV. (Lara Lima)

Boardwalk Empire, 2ª temporada

Meu primeiro pensamento foi escrever sobre Chicago Code: a série que ninguém viu mas deveria ter visto. Também pensei em Homeland, Boss e Justified mas acabei optando por Boardwalk porque a série conseguiu manter a qualidade na sua segunda temporada mas ao mesmo tempo não teve nenhuma grande mudança na sua maneira de contar a história. E isso não é uma tarefa fácil. Apenas no último episódio da temporada é que temos um grande acontecimento daqueles que faz a audiência pensar: como vocês irão se virar agora? Para em seguida, ao repassarmos tudo que foi contado até aqui ver que a decisão foi extremamente coerente por mais dolorosa que pareça. A série também tem o mérito de saber lidar muito bem com a mistura entre personagens reais e ficcionais. Soma-se a a oportunidade do Steve Buscemi mostrar seu talento fazendo um papel diferente do qual estamos acostumados a ver. (Tati Leite)

American Horror Story

Desde o início eu sabia que assistiria American Horror Story porque ela tinha aquela cara de projeto diferente que geralmente chama a minha atenção, mas em nenhum momento coloquei fé em Ryan Murphy. É bem verdade que o produtor/roteirista teve grandes ideias ao longo de sua carreira (Popular, Nip/Tuck, Glee), mas ele é muito mais conhecido por destruir suas séries após inícios espetaculares do que pela qualidade que impingiu nos primórdios de tudo. E por isso fui para o tudo ou nada com AHS e fiquei surpresa e infinitamente grata por ter recebido uma temporada maravilhosa. A série é bizarra e explora com maestria inúmeros clichês do terror/suspense e, ao contrário da fama de Murphy, começou capengando e depois cresceu de tal forma que só pude me colocar de pé e aplaudir. Personagens carismáticos (e outros odiosos), atores competentes e um enredo que funcionou como ninguém imaginaria que fosse capaz. E o melhor de tudo? É uma série de temporadas fechadas, independentes umas das outras, o que impede que uma sequência ruim manche a qualidade estrondosa do que já foi visto até aqui. Uma grata surpresa esta entregue por Ryan Murphy, com certeza. (Mica)

Sons of Anarchy, 4ª temporada

A série retornou já com uma cena que fez acelerar o coração: os membros de SAMCRO saindo da penitenciária e retornando para Charming em formação. Era quase uma mensagem: OK, pagamos o preço pelo que o roteiro fez na temporada anterior, agora voltemos ao nosso lar, ao que fazemos melhor. Porém, assim como se diz que quem viaja nunca volta a mesma pessoa, também  a cidade não é a mesma de quando o Clube saiu em cruzada no ano passado [ou catorze meses antes, de acordo com a cronologia da série].
Para lidar com as ameaças externas e internas, SoA precisou não apenas de um, mas de dois episódios duplos e mais um episódio extra: além de lidar com o velho inimigo Hale, agora prefeito de Charming, o Clube depara-se com o novo Xerife, que inclui o elemento racial na mesa de discussão; com o Assistente da Promotoria Federal interpretado por Ray McKinnon; com os aliados do cartel mexicano [Danny Trejo e Benito Alvarez, em participações saudadas pelos fãs]; e, principalmente, com o desabamento interno da estrutura do Clube. Sons of Anarchy entregou histórias que mantiveram o espectador na ponta da cadeira, ansioso pelo próximo episódio. Foi uma temporada em que eu chorei, gargalhei, tive vontade de pegar personagens no colo e de espancar outros. Kurt Sutter escancarou que a inspiração para a trajetória do personagem central é mesmo o trágico príncipe Hamlet, de William Shakespeare, e Jax Teller foi movido pelas ações de todas as pessoas importantes à sua volta, às vezes de anos atrás. Resta saber se na próxima temporada ele passará a agir também, em vez de reagir, e como isso afetará a dinâmica da série. Promete muito! (Lu Naomi)

Homeland

Uma trama dúbia, bem construída, que prende a atenção do início ao fim. Um elenco afinado, que interpretou brilhantemente os papéis (destaque absoluto para Clarie Danes). Surpresas, reviravoltas, descobertas, tensão. Tem muita série por aí sobre agências do governo e seus agentes. E Howard Gordon e Alex Gansa conseguiram trazer novos e deliciosos ares à Langley. E tudo isso explorando um tema meio gasto: a guerra ao terror e o medo que ela plantou nos corações e mentes americanos. E, contrariando aqueles que achavam que o plot se esgotaria quando o suspense mocinho/bandido terminasse, o seriado ganhou novo fôlego com uma finale de 90 minutos, que traçou os caminhos da 2ª temporada. Por todos esses motivos, e outros mais, desejamos, em coro: vida longa para Homeland, a melhor série de 2011. (Mariela Assmann)

The Good Wife


É tarefa árdua para mim explicar o que torna The Good Wife tão superior as demais séries, especialmente a segunda metade da segunda temporada, com a qual fomos agraciados no começo de 2011. É difícil explicar a sensação catártica que Great Firewall me proporcionou, por exemplo, enquanto ainda sendo o show racional que conhecemos, ou como esse mesmo episódio recorre a uma artimanha clichê, mas ainda assim não me senti enganada com a revelação final. Não sei elaborar o porque da briga entre Kalinda e Alicia ter me afetado tanto, ou o breve relacionamente da última com Will ter me deixado tão contente (apesar de eu ter sido abertamente #teamMr.Big na primeira temporada). O combo de diálogos excelentes, atores soberbos, situações envolventes, perfosnagens fasciantes, e um tom sóbrio, pé no chão, mas ainda assim com parcelas perfeitas de drama e comédia só podem ser devidamente apreciados assistindo ao show. Se você ainda não assistiu ainda, assista. Mas realmente invista seu tempo, pois as pessoas em TGW são complexas e reais, e demora um tempo para conhecê-las e amá-las, mas depois que isso acontece, é impossível não querer passar seu tempo com Alicia, Will, Diane, Kalinda, Eli e os demais. (Thais Afonso)

Grey’s Anatomy, 8ª temporada

Grey’s Anatomy se destacou como nunca nesta primeira parte da oitava temporada. Após exibir um fraco enredo durante a sexta (com exceção do tiroteio que encerrou a temporada) e sétima temporadas, a série de Shonda Rimes voltou com tudo este ano.  Temos de volta o destaque para os protagonistas Meredith, Alex e Cristina, que estiveram apagados nos últimos dois anos. E com isso, o retorno dos tempos áureo da série. Em 2011, Grey’s apresentou casos médicos cativantes e muita emoção, o que, para mim, colocou a série novamente no patamar de melhores do ano. Shonda Rimes conseguiu mostrar que a série ainda tem muito fôlego. Prova disso foi a confirmação que o seriado está renovado para a nona temporada, com a permanência de quase todos os protagonistas. “Vida longa a Grey’s”.  (Anderson Narciso)

Game of Thrones

Quando uma série nova estréia na HBO dois pensamentos vêm em minha mente: Superprodução e sexo. Parece que o alto grau de compromisso com a realidade faz com que séries como Game of Thrones encontrem na HBO um lar promissor. Não faltou riqueza nos detalhes com o figurino, cenários impressionantes e atores competentes, além de muita pele nua e cenas ousadas. A série é uma adaptação do livro de George R. R. Martin – uma adaptação impecável que agradou aos leitores e críticos – e levou a primeira história da saga para as telinhas. O que a série também levou foram diversos prêmios, garantindo a honra de ser aclamada e também renovada para a segunda temporada. (Maria Clara Lima)

CSI Las Vegas, 12ª temporada

Há anos atrás eu defendia neste mesmo Teleséries que CSI merecia uma indicação ao Emmy ou ao Globo de Ouro que nunca vinha – dificilmente um seriado procedural policial as recebe – como a melhor série de drama da época. O tempo passou e eu nunca imaginei o quanto CSI poderia afundar com um protagonista sem carisma e tramas sem charme e foi fácil ver o fim do seriado nas telas. E daí vem a surpresa de seu renascimento, de sua reinvenção: ninguém imaginava ser possível, ninguém conhece renascimento parecido. Mas foi: Ted Danson nos trouxe um novo supervisor de equipe em tudo diferente de Grissom e ao mesmo tempo tão parecido, por nos parecer tão natural sua liderança. Russel, personagem de Danson, parece não somente ter impressionado aos fãs, mas também aos roteiristas, que recuperaram aquele tanto de bizarro e único que as luzes da cidade de Las Vegas tinham pra nós nos primeiros anos. E eu voltei a aguardar ansiosa por aquela “sacada” antes dos créditos, como antigamente eu fazia. (Simone Miletic)

 

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Veja também a nossa lista de Piores do Ano.

Once Upon A Time – Desperate Souls

Data/Hora 12/01/2012, 09:29. Autor
Categorias Reviews


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Depois de ver o caçador morrer, fiquei um período um pouco pasmo e ao mesmo tempo, eu tentei entender alguns aspectos da série que apesar de não explicados estão explícitos: Regina sabe que ela é a Evil Queen? Será que sua maldição afetou a todos, exceto ela? Muitos mistérios ainda para serem esclarecidos e não é à toa, já que é nítida a presença das jogadas utilizadas em Lost.

Nesse episódio temos a pós-morte do caçador envolvendo a influência sobre os personagens perante o ocorrido. Apesar de uma grande maioria continuar com suas vidas normais, Emma, que sentia um amor fluindo dentro de si por ele, tenta continuar o trabalho de xerife. Mas quando tudo parecia calmo, Regina decide contratar um novo xerife e inicia uma nova guerra contra ela.

Algo que realmente achei interessante foi o fato de Henry ter perdido a vontade de continuar com o seu plano contra Regina. Ele se sentia tão empolgado que aquilo poderia mudar realmente a vida das pessoas, que acabei me deparando com algo realmente óbvio: de onde surgiu a ideia de que aquelas pessoas poderiam ser os personagens de seu livro? Simplesmente surgiu do nada ou de algum modo, aconteceu uma situação que lhe abriu os olhos para essa possibilidade? Muitas questões estão aparecendo e de certo modo despertam ainda mais a curiosidade e a motivação para continuar acompanhando a série.

Mas o que realmente roubou a cena durante o episódio inteiro foi conhecer a história de Rumpelstiltskin. Um homem pobre que não tinha coragem de lutar contra a guerra e que resolve pegar o poder do Senhor das Trevas para conseguir salvar o seu filho dos cavaleiros que o queriam levar para a guerra contra os ogros. É perceptível o surgimento do rompimento do mal e da luxúria sobre os homens. O que o homem não faz nesse mundo para adquirir poder? Esse foi o preço que o nosso Sr. Gold pagou para adquirir tamanha força. Mas será que valeu a pena? O que aconteceu com o seu filho depois disso que o tornou tão frio em relação às outras pessoas? Será que toda a sua humilhação o levou a dar a oportunidade às pessoas para conseguirem o que quisessem em troca de algo que ele queria para aumentar seu poder? Sua história ainda não acabou.

E da mesma forma que os contos de fada, Emma tentou mostrar para Henry que o bem sempre vence o mal. E foi exatamente isso o que aconteceu. O que nos aguarda para os próximos episódios? De que modo essa maldição será finalmente quebrada? Será que a prefeita conseguirá destruir de vez a esperança dos contos de fada? A única coisa que sabemos é que no próximo episódio Emma estará perante a duas crianças perdidas chamadas João e Maria. Familiares os nomes, não acham?

Once Upon a Time – The Thing You Love Most

Data/Hora 03/11/2011, 13:27. Autor
Categorias Reviews


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Esperei ansiosamente por este episódio, pois o piloto me deixou com muitas expectativas pelo que viria a seguir. The Thing You Love Most tratou exclusivamente sobre sacrifícios e o que você estaria disposto a fazer para conseguir algo que tanto quer. Nesse caso, o lançamento da maldição precisava de algo valioso. Até que ponto a Evil Queen chegaria para lançar a maldição contra o mundo mágico dos contos de fada? Ela deveria matar a coisa que ela mais amava: seu pai, Henry. Sim, o filho de Emma Swan, é o pai de Regina, a nossa bruxa má. Fiquei impressionado com a revelação, pois é perceptível a questão do renascimento. Emma é a esperança, a filha da Branca de Neve que gerou um filho que foi o pai da Evil Queen. Não é loucura pensarmos na grade familiar e as complicações que haverá após todas essas revelações chegarem à tona na cidade de Storybrooke? Os receios, as discussões as aceitações?

O episódio também relatou o processo intenso que levou a maldição, ou seja, pudemos ver uma perspectiva maior sobre a Devil Queen, o lado humanizado da personagem. Ela simplesmente queria ser feliz. Ela amava algo com todas as suas forças, mas quando Branca de Neve tirou o amor dela, a dor e as lágrimas escorreram sobre sua face. O que ela mais queria era que Branca de Neve sentisse o que ela sentiu. A dor e o sofrimento acumulados dentro si. E por isso, a maldição se tornou a única forma desse desejo se tornar realidade.

Consegui captar muito simbologismo na série também. Nas cenas de Storybrooke, as representações podem ser consideradas ótimas sacadas para quem realmente entendeu a jogada. Como por exemplo, o momento em que Emma decidiu ir embora, era como se a esperança tivesse indo embora. Pois, mesmo sendo algo clichê, a esperança é a única forma de combater a maldade, e com Emma indo embora, Regina ganharia essa batalha que por sinal, começou de forma bem sutil. A heroína e a vilã começaram a medir esforços nesse episódio e eu gostei muito, pois esse lance de ‘your turn’ torna a batalha ainda melhor. É claro que não estamos falando de uma luta de espadas e magias, mesmo a luta entre as bruxas terem sido bem legais, estamos falando de uma briga mais real e simbológica. É aquela história de colocarmos o arroz com o feijão, para depois acrescentarmos os outros componentes do prato.

Também não deixaria de comentar a questão da imaginação infantil. A criança é uma representação do futuro, da esperança do mundo. Quando presenciamos uma criança dizer que acredita em magia, em castelos encantados, nos sentimos tão bem, pois são coisas boas e quando tiramos isso de uma criança, é algo que me deixaria de consciência pesada, como ocorreu no episódio. Às vezes a nossa realidade é tão ruim, que eu queria continuar acreditando em seres encantados.

A série continua ótima, pois umas das melhores coisas que ela transmite é aquela velha essência de fantasia que tínhamos quando criança. Agora, só me levo a crer que a maldição ainda está lançada, mas como sabemos, a esperança é a última que morre.

‘Revenge’ é a série nova favorita da temporada


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Poster de Revenge
O TV Guide realizou uma pesquisa ao longo das últimas semanas para saber qual a série estreante que mais agradou. A competição foi acirrada, mas um campeão surgiu.

Revenge, da rede ABC, foi eleita a melhor série nova da temporada segundo os leitores do site. O drama de mistério, que conta a história de uma jovem (interpretada por Emily VanCamp, de Everwood e Brothers and Sisters) que retorna para Hamptons em busca de vingança contra o povo ligado a condenação injusta de seu pai, recebeu um índice de aprovação de 78% dos participantes da pesquisa. A série estreia no dia 22 de novembro no Brasil, no canal Sony.

Logo atrás de Revenge, apareceram Person of Interest e New Girl, com índices de aprovação de 73% e 71%, respectivamente.

Também foram bem as séries Terra Nova (66%), 2 Broke Girls (65%), Unforgettable (63%), Ringer (61%) e Once Upon a Time (60%).

Já na lista dos mais odiados, estão o reality show H8R e as séries How to Be a Gentleman, Charlie’s Angels e Man Up!. Tirando a última série citada, todas as outras já foram tiradas de seus respectivos horários.

Você concorda com essa pesquisa ? Comente sua opinião.

Com informações do TV Guide.

Primeiras Impressões – ‘Once Upon a Time’

Data/Hora 31/10/2011, 22:07. Autor
Categorias Opinião, Preview


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“Era uma vez…” nos faz lembrar tanta coisa, não é verdade? Daquela época em que éramos levados a um universo encantado, onde víamos fadas e princesas em perigo, enquanto os príncipes corriam em seus cavalos, matavam o vilão e salvavam a mocinha. E por fim, se casavam e viviam felizes para sempre. Não era bacana não se preocupar com nada e simplesmente viajar naquela magia que era os contos de fada? Foi assim que eu me senti assistindo a Once Upon a Time.

A série relata a história de uma mulher solitária chamada Emma (Jennifer Morrison, ex-House), que é paga para encontrar pessoas e descobrir suas mentiras. Em seu aniversário, ela deseja não passar a data especial sozinha, e como o destino nos traz surpresas, aparece em sua porta uma criança que ela havia doado há 10 anos: seu filho, Henry. Ele afirma que ela era a mulher que salvaria os personagens de contos de fadas que estavam presos em nosso mundo.

O interessante do episódio piloto é que presenciamos dois acontecimentos ocorrendo. Enquanto Emma se depara com a situação complicada em lidar com um filho que ela nunca quis, vemos como toda a complicação com os personagens encantados se desenrola. Desde o casamento de Branca de Neve com o Príncipe, até a maldição da bruxa que fez com que todos os personagens fossem levados para o mundo humano e ficassem aprisionados lá. A lenda diz que quando a filha de Branca de Neve completasse 28 anos, a batalha final se iniciaria e ela salvaria todos os personagens.

Como era de se esperar, vemos como os personagens encantados estão fixados na história. Adorei a forma com que a personagem principal, Emma, se depara com a antagonista, a bruxa, em seu mundo humano: a mãe adotiva de Henry. Além disso, ela é prefeita da cidade onde todos os personagens estão aprisionados. Apesar da maldição, nenhum deles se lembra de nada, então vivem como se fossem humanos. Branca de Neve se torna a professora de Henry que também cuida de pessoas doentes, e por culpa do destino, um de seus pacientes é o príncipe que está em coma, devido à luta que teve contra os soldados da bruxa para salvar sua filha da maldição.

Não deixaria de comentar também que adorei como o um dos sete anões, precisamente o Zangado, ficou em nosso mundo como um ladrãozinho irônico. Acho que esse personagem nos trará muitas risadas e cenas hilárias. A Chapeuzinho também ficou bem moderna com aquele cabelo com mechas vermelhas e a Vovó virou dona de uma pensão na qual Emma resolve ficar hospedada para ficar perto de seu filho.

Apesar de não termos muitas informações sobre a vida de Emma, já que sua introdução foi realizada bem superficialmente, achei o piloto brilhante e considero que a série tem muito potencial para prosseguir em frente.

Em suma, Once Upon a Time é uma série que recomendo para aqueles que adoram histórias clássicas e que queiram relembrar como era bom viajar num mundo onde o mal sempre era vencido. A maldição da bruxa havia parado o tempo para que todos os personagens ficassem presos em nosso mundo, mas com Emma hospedada na pensão da Vovó, o relógio da cidade voltou a funcionar.

* * *

Once Upon A Time estreou no dia 23 de outubro nos EUA, pela rede ABC. Foi a série nova de maior audiência da temporada: 12,8 milhões de telespectadores.

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