TeleSéries
Review: Pushing Daisies – Pigeon
08/05/2008, 10:30.
Simone Miletic
Reviews
Pushing Daisies

Série: Pushing Daisies
Episódio: Pigeon
Temporada: 1ª
Número do Episódio: 4
Data de Exibição nos EUA: 24/10/2007
Data de Exibição no Brasil: 1/5/2008
Emissora no Brasil: Warner
Acho que o principal a se comentar desse episódio é que ele é o primeiro em que as particularidades de Ned e Chuck não são o foco principal da ação, mas sim o caso a ser resolvido pela dupla e pelo investigador Emerson. É claro, ainda nos são mostrados novos aspectos da relação dos dois ou da vida de Ned, mas vemos um cuidado especial em não entregar só mais um caso, em entregar uma boa história.
Dois momentos eu simplesmente não consigo esquecer: quando Ned, inadvertidamente, acaba por tocar a pomba e ele e Emerson ficam parados encarando o esquilo, que seria a provável vítima do prazo de um minuto e quando Ned se controla para não segurar Chuck quando ela cai no apartamento. É engraçado ver como Ned se “conforma” com seu destino, como ele o aceita e como isso já se tornou tão automático para ele.
O começo de episódio nos mostra mais um pedacinho da infância de Ned após a descoberta de seu dom: um solitário menino, afastado dos demais na escola, ele encontra carinho em seu cão Digby, o qual ele não pode tocar. Até mesmo a aceitação desse senão pelo próprio Digby parece algo natural. Ned e seu dom não são uma aberração, não na maneira como o roteiro demonstra.
A mola motora da história do episódio é uma pomba em vôo suicida contra a vitrina da loja de tortas, bem na direção da mesa em que Ned e Chuck conversavam sobre as particularidades do relacionamento dos dois.
Olive, que corre em desespero para salvar o passarinho, acaba por encostá-lo na mão de Ned e fica feliz pelo aparente salvamento. Já Ned e Emerson começam a fazer a contagem regressiva para a morte do “substituto”. Emerson mostra medo de não haver relação entre tipos e tamanhos dos seres revividos e seus “substitutos”. Mas aprendemos que existe algum tipo de relação sim, tanto que Ned começa a temer pela vida de um esquilo na calçada (um esquilo no meio da calçada? Só em Pushing Daisies!).
Ao invés do esquilo, uma nova pomba morta. Ao olharem para os céus eles ainda conseguem ver um avião entrando na lateral de um prédio. Parênteses: eu acho interessantíssimo esse misto de passado e futuro do seriado, que impossibilitam que você identifique em que época a história se passa. Um seriado atemporal.
Apesar de Emerson estar lá para levar Ned para o necrotério, atrás de um novo caso, a possibilidade de lucrar com esse novo acidente coloca o estranho trio no apartamento atingido, onde Chuck quase cai, para desespero do ciumento Ned, que é obrigado a assistir outro homem salvando sua princesa.
Os dois casos acabam se entrelaçando, de um modo bastante peculiar: o aparente suicídio a ser investigado por Emerson foi, em realidade, um assassinato, ocasionado pelo mesmo homem que salva Chuck da queda e que se passa por dono do apartamento atingido.
O rapaz, em realidade, é um fugitivo da cadeia, em busca de um tesouro guardado por seu colega de cela em uma escada dentro de um moinho. Onde mais essa história lhe pareceria plausível?
E a pomba suicida? Pois bem, ela é um pombo correio, responsável por levar a trazer mensagens entre o companheiro de cela do fugitivo e seu amor, que morava em um moinho. Após a morte do verdadeiro dono da pomba, o companheiro de cela cumpriu o prometido de continuar escrevendo para a amada dele, sem saber que esta já havia sido substituída por sua filha.
É claro que Olive também apronta das suas: resolve levar a ave ferida para a casa das tias de Chuck, já com a intenção de denunciar a mentira daquela que roubou o coração de Ned. Mas a pobre Olive não consegue ser realmente má. Ela se apega às duas mulheres ao fazer as entregas das tortas especialmente feitas por Chuck com o remédio homeopático para depressão.
Na hora H, Olive, que carregou a pobre pomba pelo episódio todo e cantou uma linda música (Birdhouse in You Soul) a fim de inspirar Viv, acaba dando a dica para que Chuck não entre no moinho a tempo de encontrá-las. Para mim, ela esteve até mais bonita neste episódio.
Ao final do episódio, quando vemos Lem e Elsita (o casal improvável do condenado e a mulher do moinho) ainda insistindo em seu amor, mesmo com ele voltando para a prisão, vemos também Chuck e Ned dando mais chance ao seu amor: a fim de amenizar as saudades que Chuck sente de suas tias e de sua vida, Ned instala toda uma criação de abelhas no telhado do prédio da loja de tortas.
E Ned e Chuck seguem juntos, entre beijos com filme plástico, danças com roupa de apicultor e um carro com proteção plástica.
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Adorei esse episódio!
Gosto de como Pushing Daisies retrata “corações solitários”. kakakaka
Olive: dá uma pena dela… ela gosta tanto de Ned.
Para mim, as quintas são especiais: depois de quase uma semana com as correrias do dia-a-dia, assistir Pushing Daises é renovador para se preparar para o fim de semana (e ainda tem House!). Achei interessante você mencionar a atemporalidade da série (apesar de ter alguns elementos que nos fazem lembrar dos anos 50)é algo marcante mesmo.
E como o Tomaz mencionou, a série fala de corações solítários. Até mesmo o Ned e a Chuck, em seu amor ‘intocável” são solitários…
TENTEI GOSTAR DA SÉRIE, JURO!
MAS, NÃO CONSEGUI…
KARINA
Alguem percebeu que ele toca a Olive e nada acontece com ela? Não entendi…
Excelente episódio, sempre no maravilhoso nível “Pushing Daisies” de ser.
Camila, nada acontece porque a Olive nunca morreu.
(frase esquisita mas é isso mesmo)
Camila, a Olive nunca morreu, o Ned nunca precisou ressulcitá-la, por isso ele pode tocar nela. Ele não pode tocar a Chuck porque ela já morreu uma vez. Entendeu?
Como sempre, amei o episódio. Pusshing Daisies é a melhor série do momento.
Karina, eu também não consegui gostar de Pushing Daisies. E olha que eu tentei!
Um ótimo episódio.
Melhor cena: Ned, Emerson e o esquilo!
Haha, concordo, Luciano, essa foi a melhor cena. E adoro o Emerson. O melhor personagem e o mais engraçado da série na minha opinião.
Camila, ele só não pode tocar os “recussitados”, como o Digby e a Chuck. De resto não tem problema nenhum.
Finalmente, aprendi a gostar da Chuck. Ou talvez seja ela quem melhorou no decorrer dos episódios mesmo ^_^.
Achei tão fofinha a história de amor do condenado e da filha da outra mulher. E foi tão legal saber que ele não era um assassino no final das contas…
Pushing Daisies é uma gota de refrigério nas minhas quintas 😀 (que agora tem um sabor especial graças a O Quarto Oculto, mas isso não vem ao caso).
Particularmente amei a cena do Ned e da Chuck dançando (mas eu nunca faria isso no alto de um prédio. Medo aterrador de alturas). É claro que não sentir a pele do outro é um inconveniente, mas finalmente poder tocá-la, mesmo dentro do traje de apicultor deve ter sido maravilhoso.
Adoro Pushing Daisies! Acho esta a melhor série em exibição atualmente! E este foi um dos melhores episódios (foi tão Amelie Poulan), aliás, a cada novo episódio é melhor que o anterior. Eu assisto até as reprises.
Realmente a série é atemporal e dá uma enorme sensação de Amelie Poulan!
Eu gostei da série, embora não ache A melhor!
[…] Postado no Maio 12, 2008 de Simone Miletic Tem review do episódio Pigeon de Pushing Daisies aqui e review do episódio 3rd Life de Criminal Minds […]
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[…] review do episódio Pigeon de Pushing Daisies aqui e review do episódio 3rd Life de Criminal Minds […]
Adorei esse episódio e adoro o modo como Ned e Chuck burlam as dificuldades e se mantém juntos, sem aquela choradira de novela mexicana, e com modos criativos e hilários
Obrigada pelas respostas! É que não assisti ao primeiro episódio, nao tinha entendido essa parte.
Estou gostando muito deste seriado!
Essa série é muito chata!!! E as boas é que são canceladas !
me apaixonei por essa série, muito tocante! espero que dure por mais tempo!!! nunca vou esquece-la!!!!!!!!