Review: Lost – LaFleur

Data/Hora 22/04/2009, 11:30. Autor
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Lost - LaFleurSérie: Lost
Episódio: LaFleur
Temporada:
Número do Episódio: 93 (5×08)
Data de Exibição nos EUA: 4/3/2009
Data de Exibição no Brasil: 20/4/2009
Emissora no Brasil: AXN

LaFleur foi o último dos episódios destinados a preencher lacunas, uma trilogia muito proveitosa começada com 316. Apesar de seus dois antecessores trazerem informações e cenas muito mais relevantes para o panorama geral da série, foi desse oitavo episódio que eu mais gostei. E embora ambas as jornadas de Jack e Locke tenham me emocionado, foi a vida de Juliet e Sawyer nos anos 70 que mais profundamente me tocou.

Talvez eu sempre tenha gostado de James Ford, mas foi ao começo da terceira temporada que minha admiração pelo sulista e seu intérprete Josh Holloway se pronunciou. O bad boy com o passado trágico sempre foi uma figura atraente, e um dos poucos protagonistas originais que evoluiu com o tempo.

Enquanto John vivia um relacionamento conturbado e milagroso com a Ilha, Sawyer experimentou uma experiência similar com as pessoas ao seu redor. Solitário, desconfiado e cínico, James teve que tentar muito para criar laços com as pessoas. Aproximar-se às vezes parecia excruciante, e infelizmente, muitas vezes sua falta de fé na natureza humana provava-se sábia. Porém à medida que suas dificuldades em deixar as pessoas entrarem no seu coração gradualmente diminuíam, sua sensibilidade em perceber quando as pessoas estavam emocionalmente envolvidas com ele tornou-se mais aparente. E provavelmente por sua própria história, sua relutância em magoa-los também.

Em Left Behind (3×15), Hurley diz a Sawyer que na ausência de Jack, Kate e Sayid, ele é a coisa mais próxima que os Losties possuíam de um líder. Bom, eu acho que essa máxima é apenas parcialmente verdadeira agora. Depois de lutar para proteger o grupo quê ficou com ele, de escanear com ajuda de Jin cada centímetro da Ilha à procura de John e dos demais amigos desaparecidos por três anos e de agir em prol da paz e segurança da vila dos Outros, ganhando assim a confiança dos trabalhadores da Dharma, eu considero que mesmo com a presença do trio citado acima, mais Locke e Ben (mesmo que em um tempo diferente) na Ilha, James Ford, agora conhecido com Jim LaFleur, é o melhor líder que os Losties poderiam desejar. Ele é forte e determinado, esperto, altruísta e transpira humanidade por cada poro. Se relembrarmos a primeira temporada isso parece irônico, mas ele provou ser a pessoa com quem os demais sobreviventes podem sempre contar. E é por isso que ele é o meu personagem favorito (e porque eu reclamo tanto quando ele é subaproveitado).

Foi impossível eu não me emocionar com Josh nesse episódio. Sua habilidade para atuar se tornou impressionante. E sua atenção aos detalhes e sutilezas de seu personagem me faz colocá-lo no rol dos grandes atores de Lost. É só observar o breve e discreto sorriso que ele dá quando Goodspeed lhe diz que seu grupo mandou ele dirigir suas perguntas à Sawyer, porquê ele era o capitão do navio (uma excelente metáfora, vale apontar), exatamente como ele tinha orientado. Ou como seu rosto se ilumina ao saber que o bebê de Amy sobreviveu, ou como sua expressão se enche de tristeza ao saber que Paul era na verdade seu marido.

Mas a cena que realmente rendeu lágrimas de felicidade da minha parte (literalmente, eu tive que ir no banheiro lavar o rosto) foi a seqüência em que Sawyer pede a Juliet que fique na Ilha por ele, seguida pela cena em que eles trocam juras de amor.

Eu fui Sawyer/Kate durante os primeiros anos, torcia muito por eles. Assim como torci por Jack e Juliet. Mas os produtores decidiram colocar Jack e Kate juntos fora da Ilha, e eu acabei aceitando eles como casal (depois de algum tempo). E comecei a torcer por Sawyer e Juliet, e o motivo não foi apenas a química visível entre os atores. Como eu escrevi em uma das minhas reviews, todas as pessoas em quem James e Juliet confiaram no passado os traíram de alguma maneira. Ambos foram reféns de circunstâncias alheias as suas vontades, jogados em um mundo assustador e sombrio (Sawyer muito antes de sequer pisar na Ilha, ainda em sua infância) e tiveram que endurecer para sobreviver. Ambos fizeram coisas duvidáveis e acabaram se tornando assassinos, matando em dois atos de desespero separados e distintos, mas que ecoam tão pungentemente entre si. Unidos por um passado feio, feridas profundas e o sentimento de abandono, eles encontraram conforto e segurança um no outro. Então foi com deleite que eu testemunhei eles se tornaram amigos, confidentes e agora amantes.

Por isso, o fim desse episódio me deixa temerosa. Eu sabia que iria acontecer há dois episódios atrás, mas depois dos quarenta primeiros minutos de LaFleur, não teve como não ficar com o estômago embrulhado. Parece-me que Kate e possivelmente Jack também chegam para balançar o estilo de vida Peace, Love and Understanding em que Sawyer e Juliet conseguiram finalmente se assentar depois de anos de horror. Eu até entendo que Sawyer fique balançado por Kate, seria estranho se ele não ficasse, mesmo depois de ele afirmar que já a esqueceu. Mas a idéia do retorno do quadrado amoroso realmente não me apetece.

Lost - LaFleurApesar do quão entretida eu estava por Sawyer e Juliet, e pelas sensacionais performances de Josh e Elizabeth Mitchell (especialmente quando ela finalmente consegue fazer um parto na Ilha onde ambos criança e mãe sobrevivem!), LaFleur teve outros pontos igualmente fascinantes. Eu estou tentando não quebrar minha cabeça com a inserção dos Losties nos anos 70 e na Iniciativa Dharma, mas será que é por isso que Kate, Jack e Hurley necessitavam voltar? Porquê na verdade eles estiveram lá nos anos 70 e sua presença é parte da história daquele lugar, e da estrutura dos acontecimentos daí em diante? Eu não ficaria chocada em descobrir que a presença de Christian e sua relação com a Ilha são conseqüências da presença de Jack e não o contrário como nós sempre pensamos. Ou em ver que a misteriosa voz narrando os números malditos e transmitida através dos rádio é a do próprio Hurley. Ou se de fato Adão e Eva se provarem um casal que nós já conhecemos.

Eu sempre fui fascinada pelos Outros e talvez seja esse o motivo de eu ter gostado tanto da terceira temporada. A idéia por trás da Dharma, dos hostis e da guerra entre eles sempre foi fascinante, e apesar de não ser muito revelador em relação ao quê aconteceu, cada segundo de anos 70 de LaFleur valeu a pena. Ver Charlotte correndo pela vila ainda criança, descobrir que Horace Goodspeed era o líder da expedição, conhecer novos membros da Dharma… Será que Benjamin também está correndo por aí? Desde o começo dessa temporada eu estava martelando a possibilidade de a mulher do passado de Ben que supostamente Juliet lembra (algo que Harper menciona em The Other Woman) seja a própria Juliet, e isso está parecendo mais provável que nunca, não? E o que aconteceu com Olivia, a professora da escola da vila com quem Horace estava quando conhece Ben e seu pai? Eu sempre pensei que ela fosse a Senhora Goodspeed, mas agora sabemos que essa era Amy.

E para finalizar essa review, tem a aparição breve e de costas da estátua de quatro dedos. Há muita especulação se a estátua não seria de Anúbis. Considerando os hieróglifos espalhados por toda a Ilha, eu acho que é uma teoria válida. Não seria incrível se descobríssemos que a Ilha foi primariamente habitada por um Faraó exilado? A descendência Egípcia explicaria bastante sobre os Outros, até mesmo a maquiagem de Richard Alpert ou porque eles falam latim (a minha melhor referência em história romana é, bom, a série Roma, mas o Império Romano dominou o Egito por um tempo, certo?).

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  1. anderson - 22/04/2009

    Lost é também uma série de personagens fortes. Esse episódio é típico dakeles quem centram no desenvolvimento pessoal e nos mostra a força de um bom roteiro.
    Cena linda tb foi akela q faraday reconhece Charlotte criança, o seu olhar foi tocante.
    Alguem uma vez disse: Jack o homem da ciencia, Locke homem da fé e Sawyer o homem do Coração. concordo!

    E daki pra frente os episódios ficam alucinadamente AINDA melhores.
    😀

  2. Ricardo - 22/04/2009

    O que me deixou feliz neste ep é a sensação que os produtores sabem o que estão fazendo. Lost caminha para um desfecho com um mínimo de coerência.

    Sawyer é grande personagem, a felicidade dele com a nova vida ficou evidente. Sair da ilha é mau negócio para ele.

    O casal Sawyer e Juliet é perfeito. Duas pessoas que sofreram muito, encontram a felicidade juntos

  3. geraldo - 22/04/2009

    Pior episódio de uma série cansada.

    Cancelem isso !

  4. neto paes - 22/04/2009

    Meio nada a ver o comentário mas, eu achei hilário o Sawyer chamando o Alpert de “cara com rímel”.Eu semprei achei que os olhos dele fossem daquele jeito e não que ele realmente usasse rímel…huahuahua

  5. Eduardo - 22/04/2009

    Com esse episódio, já dá para ver com clareza o rumo que esse fim de temporada deve tomar. Não que eu vá soltar ele antecipadamente…

    Mesmo assim, percebe-se que Cuse e Lindelof já estão colocando as peças no lugar e Lost já entrou em sua reta narrativa final. Os mistérios começam a serem resolvidos, mesmo que nem sempre de forma aberta. As diferentes partes da história deverão ser fechadas e resolvidas durante o restante dessa temporada, e toda a próxima. Mas com certeza, ainda ficará bastante coisa a resolver, no final de duas horas, em maio de 2010.

    Bela estréia na direção para o editor Mark Goldman, com mais um roteiro primoroso de Elizabeth Sarnoff, sempre deixando a evolução dos personagens em primeiro plano no enredo.

  6. Thais Afonso - 22/04/2009

    “Alguem uma vez disse: Jack o homem da ciencia, Locke homem da fé e Sawyer o homem do Coração. concordo!”

    Foi o Doc Jensen, colunista de Lost da EW, na sua review de LaFleur. Realmente é uma frase lindissima, quase poética e extremamente correta.

  7. Renata S. Braga - 22/04/2009

    Sou apaixonada pelo Sawyer desde a primeira temporada e sempre torci po ele e pela Kate, mas agora, depois deste episódio(maravilhoso!) já começo a pensar diferente. E parabéns para Thais Afonso, pois seu review está ótimo.

  8. Flávia - 22/04/2009

    Só que Jack se tornou também ele um homem de fé…

  9. marília - 22/04/2009

    Primeiro, que grande review. Poxa, um dos melhores que eu já li da série toda. Pq vou te dizer, as vezes as pessoas acham que só que curtem lost são os geeks-amantes de teorias ou os dwights da vida.

    Eu, particularmente, acho legal a mitologia da série, os argumentos, a loucura toda(como dizem meus pais) mas tô longe de ser fanática. O que atrai é realmente a construção da história e personalidade dos personagens.

    É saber que essas pessoas estão interligadas, porque devem estar, pois que são tão complementares.

    é ver o sawyer desabrochar (lafleur – dã) dessa maneira. é ver a cara do jack ao rever seu “rival” e no lugar que ele lutou tanto pra ir embora.

    nunca gostei da juliet. sempre achei que jack e kate tinham de ficar juntos e continuo achando. o que mudou é que agora, gosto da juliet, com o sawyer especialmente.

    agora, alguém podia fazer um recap com as informações que já se tem até aqui, porque tô perdidinha com a cronologia dharma, outros, avião, outros…

    tbm concordo muito com a frase do rapaz!!!!

    @LilaLilu

  10. anderson - 22/04/2009

    Obrigado Thais Afonso, tava com preguiça de ver quem foi, agora foi devidamente referenciado!

  11. marcia - 22/04/2009

    Goatei muito desse episódio.A cara do sawyer,quando vê a Kate é demais!

  12. Thaís - 22/04/2009

    Definitivamente: i want to be lost with Sawyer!!
    Essas covinhas dele são demais!!!

  13. Claire - 22/04/2009

    Amei esse episódio!Gosto do Sawyer desde o início(e não é só pq ele é gato!),sempre achei um personagem interessante…acho que ele e a Juliet tem tudo a ver..ele parecia tão bem adaptado,até feliz com a nova vida e ao lado de Juliet…agora com a chegada de Kate e Jack,vamos ver…e falar sobre o review da Thais é chover no molhado rsrs

  14. Tati Leite - 22/04/2009

    Sawyer sempre foi o motivo de eu insistir com a série. Não porque ache Lost ruim. A série é boa mas teve um momento que começou a me cansar. Só que Sawyer, além das covinhas, sempre me chamou atenção porque ele lia. No momento que vi o personagem com um livro nas mãos pensei: esse cara é legal. E as referências nerds dele são ótimas também.

    Nunca gostei dele com a Kate, aliás, minha opinião sempre foi que Lost perdeu muito tempo num triângulo chato e sem sentido no lugar de trazer personagens mais interessantes e histórias melhores. Aí apareceu o Ben, a Juliet… e quando eu vi estava assistindo de novo e sem tédio.

    E realmente já estava na hora de Sawyer ganhar um destaque maior. E quem não gosta dele, ‘I’m so Sawyer!’ rsrsrs

  15. Cesar Adriano - 22/04/2009

    Apesar de interessante e divertido, viagem no tempo é uma furada. JJ está fazendo isso no novo Star Trek e aqui está levando a coisa a níveis altíssimos.

    Como fica agora linha temporal de Lost? Morando nos anos 70, Sawyer não pode mais ser o mesmo cara do futuro, os demais também, a vigem de avião não pode mais acontecer.

    No novo Star Trek, ao voltar ao passado, o viajante cria uma realidade alternativa, um universo paralelo, e com isso não interfere na linha de tempo de onde ele veio. Mas em Lost parece que tudo é diferente, é mais parecido com o filme De volta para o futuro.

    “Alguem uma vez disse: Jack o homem da ciencia, Locke homem da fé e Sawyer o homem do Coração. concordo!”

    Sem querer desmerecer a ótima frase acima, mas isso também é a alma de Star Trek caros amigos:

    A lógica/ciência de Spock, a emoção/humanidade/fé do Dr. Mckoy(Magro) e o homem que equilibra tudo isso e toma as decisões, James T. Kirk.

  16. Patrícia - 22/04/2009

    Cesar Adriano, na verdade, o Faraday explicou que essas viagens no tempo não influenciam o que vai acontecer no futuro, o tiver que acontecer, acontecerá, então é diferente de “De volta para o futuro”, já foi discutido isso por aqui…
    Eu acho que vai acontecer alguma coisa pra eles voltarem pro tempo real deles em algum momento, ou não, sei lá…

    Thais, parabéns pela review, nem tinha gostado tanto assim do episódio, mas depois de ler aqui, mudou meu ponto de vista, hehehe!

  17. anderson - 23/04/2009

    Quando vão entender que as viagens no tempo em LOST são tratadas de modo diferente do que ja fizeram em Heroes, Star Trek, Elo perdido, De volta pro futuro , Chapolin etc??
    Acho que tem muita gente q nao assiste mais a série e ouve falar em viagem no tempo e mete o pau por lembrar do que outras séries ja fizeram nesse tema.

  18. bia mafra - 23/04/2009

    Bem, comentarios a parte. se nao gosta de serie, para de assistir e deixa a gente comentar em paz. se ve, eh porque ela nao eh tao ruim quanto gosta de dizer.
    o episodio foi o mais fraco para mim, mas a cena final valeu. e agora, o que vai ser daquele quarteto amoroso? cheguei a ficar com pena da juliet, personagem que sempre achei meio chato, apesar de fazer um otimo contraponto ao sawyer. escrevendo, percebi que gosto mais dela agora com sawyer do que com jack, com jack ela sempre me soava um pouco falsa.

  19. fabio fontana - 23/04/2009

    1 – Legal ver que a série se encaminha para um final minimamente coerente. Não precisa ser 100% coerente, pois é ficção e se pode perdoar certas “forçações” para gerar algo interessante.
    2 – Contudo, não dá para entender viagem no tempo passado sem reflexo no presente. Se já foram, como não sabiam ontem e nem sabem hoje?? Difícil!
    3 – Difícil é aturar fãs que não aceitam críticas sobre a série ou episódios. Frases tipicamente nazistas como “se não gostam, não assistam!” são provas que a emoção ou a falta de percepção dominam mentes fracas. Devia haver liberdade para todos e não somente para os proprietários da razão!
    4 – Eu achava que Lost rumava para as profundezas do caos, diante da falta de resposta das temporadas passadas. Heroes sofre hoje com isso e Cuse e Lindelof mostraram que tinham cartas escondidas para resolver mistérios, mostrar novas emoções e encerrar a série com competência. Vamos acabar chorando quando ela terminar.

  20. Cesar Adriano - 23/04/2009

    Olha, da minha parte, gosto de analisar esses detalhes mais técnicos, que humanos em Lost e o fato de não concordar, ou entender, algumas coisas, não quer dizer que não gosto de Lost, acompanho essa bagaça deste o 1 episódio no AXN e se fiquei firme no inicio da 3 temporada, me considero um fã.
    É que essa questão da viagem no tempo “diferente” me incomoda mesmo, afinal, ela se tornou o item principal na estória, e estou curioso pra saber como isso vai se encaixar.
    O Faraday é legal, mas me parece meio “enrolão” as vezes. (é uma brincadeirinha OK!).

  21. Aline - 24/04/2009

    Muito bom esse episódio! Mas normalmente os episódios centrados no Sawyer são muito bons. Ele e Locke são meus personagens preferidos.

    Bom, quanto a Suliet, já sabia que iria rolar e que seria nesse episódio graças as centenas de milhares de icons no Livejournal. Então estava doida pra ver esse episódio pra saber como tudo aconteceria. E eu até gostei dos dois. Eles parecem estar bem felizes e a cena que ele dá a flor à ela e eles trocam juras de amor foi bem bonitinha. Mas aí tem que ser considerada duas coisas:

    1. Josh Holloway tem a capacidade de ter química com qualquer coisa que tenha pernas.

    2. É bom ver o Sawyer feliz depois de ter passado por tantas tristezas na vida.

    Mas sinceramente não acho que esse casal vingue. Toda a história entre Sawyer e Kate é muito mais interessante e muito mais verossímel. Todo esse papo que ele já a esqueceu e blah blah blah é cascata. É muito mais fácil fingir que esqueceu e tentar ser feliz do que ficar sofrendo com a partida dela. Mas foi só ela voltar e dar um meio sorriso pra ele e já vimos que é ela quem ele realmente quer. Pra mim Sawyer e Juliet estavam só brincando de casinha pra fugir do tédio, uma vez que não tinha mais ninguém tentando matá-los a cada 20 minutos.

    Eu só tenho medo que esse novo casal acabe por apagar a Juliet. Ela é muito mais que um dos lados de um quadrado amoroso. Espero que ela continue badass.

    Alguém mais se incomodou em ver o Sawyer com tantas camadas de roupa e cabelinho penteado? E os personagens não pronunciarem Fleur corretamente?

    “Alguem uma vez disse: Jack o homem da ciencia, Locke homem da fé e Sawyer o homem do Coração. concordo!” [+1]

    Thais, review ma-ra-vi-lho-sa como sempre. Sua eloquência é impressionante 😉

  22. Ana Maria - 25/04/2009

    Uau! Tive a impressão oposta da Thaís…quando via o episódio, pensei: esse é mais um daqueles atores-lindinhos que parecem só ter uma cara, de preferência amarrada-fechada como aquela loura do CSI-Miami.

    Aliás, os roteiristas de Lost já encheram o saco com esses vais-e-vens..ainda bem que não passa da 6ª temporada, já deu tudo que tinha que dar!

  23. Jorge - 27/04/2009

    Free speach for everybody…
    A série desperta… razões e emoções variadas, isso já a faz boa.
    Viagens no tempo são uma espécie de fascínio nosso, como voar. Seja em “De volta para o futuro” ou em “StarTrek” deve sempre haver a primeira viagem, aquela da qual o ‘passado’ foi sem participação do viajante. E é sempre esta que é mostrada. Como se eu, ou você, fosse para o passado agora, pela primeira vez.
    Mesmo que os fatos mais importantes aconteçam mesmo assim, sempre algo muda: a minha percepção da própria vida, por exemplo (mesmo que eu deixe de existir antes de nascer, nasça e o ciclo se repita).
    Ó, desde que faça ‘coerência’ na realidade criada, fico satisfeito. Prefiro StarTrek e StarWars (ficção às claras) do que ‘Três Irmãs’ se teleportando depois do jornal local, mesmo que aquilo faça parte daquele contexto… pô, que sejam os ‘Mutantes’ logo.

  24. Marlene Freitas - 29/04/2009

    MFreitas – 29/04/09

    Cadê o review de “Namaste”??? O episódio foi exibido segunda-feira 27/04 e até agora nada????

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