TeleSéries
Review: Lost – He’s Our You
06/05/2009, 10:15.
Thais Afonso
Reviews
Lost
Série: Lost
Episódio: He’s Our You
Temporada: 5ª
Número do Episódio: 95 (5×10)
Data de Exibição nos EUA: 25/3/2009
Data de Exibição no Brasil: 4/5/2009
Emissora no Brasil: AXN
A relação entre Benjamin Linus e Sayid Jarrah sempre foi uma das mais interessantes de Lost. Ambos carregam algumas da ações mais condenáveis entre todos os personagens de Lost em suas costas e tiveram a presença da violência em suas infâncias, o que provavelmente moldou a facilidade com a qual cometeram assassinatos. Porém, Ben e Sayid tinham propósitos diferentes, emoções e sentimentos distintos e certamente seus conflitos eram sempre intrigantes de assistir.
A interferência e manipulação de Ben foi vital para que Sayid, já traumatizado pela morte da mulher que amava, se tornasse ainda mais amargo e desiludido consigo mesmo. E apesar de eu achar que pelo que nos foi mostrado o ódio de Sayid está um pouco fora de proporção (Linus certamente já infernizou mais a vida de outras pessoas), é de se compreender que Ben o tenha marcado tão profundamente que ele tivesse que imaginar a possibilidade de terminar com sua existência antes que ele pudesse crescer e se tornar o homem que fez com que Sayid conhecesse a si mesmo, e se defrontasse com uma visão de si que ele despreza.
Porém, era impossível imaginar a influência que Sayid poderia ter em Ben. E se tem algo que me entristece em He’s Our You é a possibilidade de que o desespero de Sayid apenas o empurre do abismo que ele vinha encarando por algum tempo. O tiro que Sayid dá no jovem e ainda inocente Benjamin, um pobre garoto abusado pelo pai e deslumbrado pela possibilidade de se ver livre das constantes agressões, não é apenas perverso sobre Ben. É perverso também para Sayid, que se liga indiretamente às ações futuras de Linus, através de uma pequena bala que tem o potencial para dar início a tudo, desde o genocídio da Dharma até os assassinatos realizados por Sayid com a maquinação de Ben, e que se nós acreditarmos no que Ilana diz (e eu não estou certa de que podemos) são a principal causa do retorno de Sayid à Ilha.
Infelizmente, tirando a fascinação de ver esses dois importantes jogadores travando embates separados por 30 anos, mas que partilham tantas características (o fato de um ser onisciente e o outro ignorante, principalmente), o episódio não me interessou tanto. Talvez eu tenha me desacostumado por completo do modelo tradicional de episódio, mesmo que os modelos alternativos não tenham durado tanto assim, mas eu senti que havia algo de arrastado e extremamente cansativo em He’s Our You.
Mesmo estando curiosa para saber como Sayid eventualmente se viu naquela situação, algemado em um avião que carregava todos os seus companheiros de ‘fuga’, sabendo o que lhe iria ocorrer e sem ter feito tal escolha, eu simplesmente ficava esperando que os flashbacks acabassem tão logo quanto possível. O fato de eu ter achado a Zuleikha Robinson totalmente desinteressante também não ajudou. A Ilana certamente é uma aparição intrigante, mas eu deveria estar ansiosa para vê-la em cada minuto de tela e descobrir o que ela está escondendo, e eu não consegui me importar menos.
Já William Sanderson tem um caso que é totalmente o oposto de Robinson. Eu me senti atraída pelo sua personalidade excêntrica e misteriosa imediatamente, mas o torturador Oldham é concebido de maneira tão vaga e aparece tão rapidamente, que até o aparentemente talentoso Sanderson fica em uma situação complicada. Não tem nada ali para ser explorado, e é o meio para um fim irrelevante, já que as confissões de Sayid são desacreditadas em segundos e não tem efeito algum.
Para terminar, tenho que comentar (sempre) sobre as minhas pessoas favoritas, Juliet e Sawyer. Eu acho que a essa altura talvez seja cedo para afirmar, mas parece haver uma certa dificuldade em fundir o grupo dos deixados para trás e o Oceanic 4 de maneira orgânica na trama. Talvez a intenção seja exatamente mostrar o quanto Jack e Kate não pertencem ali (o Hurley até que está bem adaptado) e que por consequência, suas presenças também colocam os lugares dos demais na comunidade em xeque. Sawyer parecia perdido dentro da storyline de Sayid e até a teimosia do iraquiano me pareceu um pouco forçada e sem explicação. Era como se eles tivessem a ideia do tiro, e tivessem que inventar qualquer coisa para o resto do episódio, desde que conseguissem carregar a trama até aquele ponto.
Então a única cena realmente interessante de Sawyer foi a votação para executar ou não Sayid, em que o extremamente paranóico Radzinsky acaba mencionando algo sobre Ann Arbor. A cidade é onde fica a Universidade de Michigan e de acordo com a Lostpedia foi onde estudaram os fundadores da Dharma, Karen e Gerald DeGroot e onde provavelmente fica o quartel general das operações Dharma.
Ainda assim, eu nunca me canso de ficar reparando nas nuances das performances de Josh Holloway e Elizabeth Mitchell. Mitchell precisou de uma cena para passar toda a perturbação de Juliet em relação ao aparecimento do Kate, Jack, Hurley e Sayid. Eu só não digo que os dois são os grandes nomes dessa temporada, porque Terry O’Quinn e Michael Emerson tem feito um ano fantástico. E só não digo que foram os melhores do episódio, porquê o jovem Sterling Beaumon está aterrador como a versão adolescente de Linus. Um dos maiores acertos de casting de toda a série. Já Naveen Andrews esteve bem, até porque eu não me lembro de ele algum dia ter atuado mal na série, mas sinto que já vi performances bem mais impressionantes dele.
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Beaumon realmente me dá medo cada vez que ele aparece e consegue ser a versão diminuta de Michael Emerson com perfeição. Não consigo ver outro garoto no lugar para fazer o pequeno Ben.
realmente temos q louvar os produtores na escolha do pequeno Ben, ele tem o mesmo impacto que o michael emerson consegue. é impressionate.
De todos os episodios deste ano que vi, esse realmente foi o mais arrastado, porém os outros é que estão muito bons ou este que é fraco?
O episódio foi realmente arrastado,não gostei nem um pouco da caçadora de recompença,mas não lembro até agora de um episódio que me fez ficar de queixo caido literalmente como esse final me fez fazer,fiquei chocada com o tiro que Sayd deu no pequeno Ben,acho que fiquei muito chocada porque ele tinha acabado de ser agredido pelo pai e principalmente por ser uma criança,mas aguardo ansiosa pra ver o que vai resultar de tudo isso.
“Zuleikha Robinson totalmente desinteressante”
Thais, só compreendo sua afirmação por ser você uma mulher, pois por Crom e Mitra! Aquela mulher é fenomenal, Pulo(Roma)que o diga.
Sayd me deixou grilado com esse papo de missão, logo ele um cara tão eficiente, o mais natural seria se unir aos demais, mas vai saber…
E agora é que o bixo pega, o guri morreu? se morreu, como fica a linha do tempo?
Falando em linha do tempo…aproveito pra convidar a todos a prestigiarmos o novo filme de JJ Abrams, Star Trek, dia 08/05.
Vida longa e próspera a todos!
Fiquei também chocado com a cena final.
Cheguei a imaginar que o Sayid fosse tentar algo contra o Ben, mas não pensei que chegasse ao extremo.
Minha grande preocupação com o final desse episódio estava na possível quebra da regra temporal de Faraday. Matar o pequeno Ben Linus violaria todos esses princípios.
Felizmente, os roteiristas entendem muito bem disso, e saberão lidar com as repercussões desse infanticídio.
Gostei da atuação de Sterling como o pequeno Ben, e também de Jon Gries, como o pai Roger Linus.
Também acho que Sayid chegou ao final de sua jornada na série. Não há mais para onde o personagem possa ir nesse ponto, a não ser para a cova.
LOST é tão bem planejada, executada, atuada e produzida que tem o poder de transformar uma trama “absurda” e diálogos como “Eu já estive nesta ilha. Cheguei de avião, passei cem dias aqui e encontrei diversas estações da DHARMA. Eu vim do futuro.” em coisas plausíveis.
Elizabeth Mitchell não poderia estar mais carismática. Desde que vi Juliet na estréia do 3º ano me apaixonei pela personagem, e depois do episódio “One of Us” – que sedimentou seu contexto no enredo – aí não teve mais volta.
E, por fim, eu concordo com o restante do pessoal em duas coisas: o Naveen sempre foi competente em cena, mas sua atuação poderia ter sido um pouco melhor em determinadas cenas. E o pequeno bem foi mesmo magistralmente selecionado. Aquele garoto transmite um misto de frieza e vulnerabilidade impressionantes.
Acima eu quis dizer: “o Pequeno Ben foi mesmo magistralmente selecionado”…
Viva a pressa!
Finalmente voltei a ADORAR um epi de Lost !
Do sétimo ao nono eu tinha só gostado 😀
mas esse final foi super !
Thais, concordo plenamente com você sobre o episódio. Também achei arrastado e também tive a impressão que tentaram arranjar uma história pra fazê-los chegar até a cena final. Mas depois de tantos episódios bons numa só temporada, acho que dá pra perdoar um não tão bom assim.
A cena do Sayid atirando no Ben me deixou chocada. Será que foi isso que fez o Ben se tornar a pessoa que é, ou será que foi uma mudança no destino? Ele tá morto? Ele tá vivo? Se bem que em LOST ninguém está realmente morto ou realmente vivo. Nunca sabemos. Talvez na Series Finale eles nos apresentem uma lista de quem está realmente vivo, quem está realmente morto e os no meio do caminho né…
E eu tenho pena do Sayid. As mulheres que ele ama/se interessa, ou morrem ou estão a fim de sacaneá-lo. É compreensível tanta raiva no coração.
Eu só não digo que os dois são os grandes nomes dessa temporada, porque Terry O’Quinn e Michael Emerson tem feito um ano fantástico[2]
Realmente. Esse quarteto está arrasando. E o pequeno Ben também.
Vocês já viram o vídeo do Michael Emerson lendo uma história infantil com a voz do Ben? É muito hilário. Pena terem tirado o vídeo do youtube.
Sei que levar um tiro na ilha não quer dizer morrer, principalmentes para aqueles que um dia serão lideres do outros, vide lock, que levou um tiro de Ben e depois já tava numa boa. deve ser um tipo de teste da ilha para os futuros lideres, e acho que Ben no futuro instigou Sayid com os assasinatos e aquela declaração de que esta no sangue justamente para levar o tiro no passado. Afinal Ben tem sempre tudo planejado, e com a opção do plano B.
Vou entregar o ouro: *** censurado por conter spoiler ***
“Thais, só compreendo sua afirmação por ser você uma mulher, pois por Crom e Mitra! Aquela mulher é fenomenal, Pulo(Roma)que o diga.”
Sério que ela esteve em Roma, César? Tá vendo? Ela é tão memorável que eu nem me lembrava.
“Gostei da atuação de Sterling como o pequeno Ben, e também de Jon Gries, como o pai Roger Linus.”
Eduardo, esqueci totalmente de mencionar o Jon Gries e não deveria ter esquecido porquê sou fã dele desde The Pretender, e lembro que da primeira vez que vi o episódio fiquei saltitando de alegria com a aparição dele. Mas o grande episódio de destaque dele é mesmo o próximo, e eu vou tentar não me esquecer de mencioná-lo.
“Elizabeth Mitchell não poderia estar mais carismática. Desde que vi Juliet na estréia do 3º ano me apaixonei pela personagem, e depois do episódio “One of Us” – que sedimentou seu contexto no enredo – aí não teve mais volta.”
Somos dois. E olha que estar em cena com o Holloway e conseguir tirar minha atenção dele não é algo fácil.
“E eu tenho pena do Sayid. As mulheres que ele ama/se interessa, ou morrem ou estão a fim de sacaneá-lo. É compreensível tanta raiva no coração.”
Verdade. A Ilana foi praticamente uma reprise daquela outra mulher de The Economist (cujo nome não consigo lembrar), só que ela mostrou as garras muito mais rápido.
Quem era o Jon Gries em The Pretender que eu não lembro?
Ilana: não simpatizei com ela. Para mim tanto faz quanto tanto fez ela existir.
Pequeno Ben é fantástico! Incrível como os dois Bens roubam as cenas ^_^.
Não esperava por aquele final e é isso que tanto gosto em Lost!
Juliet sempre gostei dela,também sempre achei que uma atriz como Elizabeth Mitchell deveria ser mais bem aproveitada na série.
E parafraseando a Mica,
Ilana: não simpatizei com ela. Para mim tanto faz quanto tanto fez ela existir.
Pequeno Ben é fantástico! Incrível como os dois Bens roubam as cenas ^_^.
“Quem era o Jon Gries em The Pretender que eu não lembro?”
O Mr. Broots, parceiro da Parker e do Sydney.
Sobre o personagem Sayid, tenho dúvidas que sua história tenha chegado ao fim.
Pois achei o mesmo do Sawyer quando ele matou o pai de Locke, e olha onde esta Sawyer hoje.
Lembrei!!!! Thanks, Thais.
Espero que o mesmo aconteça com o Sayid, Anderson. Nunca fui lá muito fã dele e não sinto a menor falta quando ele não aparece, mas não gostaria que o personagem se tornasse inútil na trama. Espero que ele se reinvente e fique mais conectado à coisa toda.
Ainda bem que tiraram o spoiler antes de eu ver sem querer (porque sempre acontece comigo)… esse povo não aprende que aqui é só pro pessoal que acompanha pela TV? Povo besta!
Bom, quanto ao episódio, fiquei muito surpresa com o final, mas imagino que o Ben não tenha morrido, pq senão estraga a linha do tempo do Faraday, como já falaram… aliás, deve ser por isso que o Sayid só deu um tiro no garoto… provavelmente se ele tentasse dar mais algum tiro, não ia ter bala, ou algo assim, porque não era o momento dele morrer…
E esse Ben em miniatura realmente é muito bom, ótima escolha dos produtores.
Se ‘Maquiavel’ Linus já era maquiavelesco por causa do tiro, praque ‘fazer’ o Sayid voltar para dar o tiro….?
Se ele é maquiavelesco mesmo antes do tiro, o tiro somente serve para que o Sayid realize do que é capaz, mesmo diante duma criança…
Não teria sido mais ‘supernanny’ ‘educar’ o pequeno vilão com amor, carinho e fraternidade para que ele não viesse a ser maquiavelesco???
No fim, todo episódio me serviu para que eu visse como o Sayid poder adotar o sobrenome Linus na hora de decidir quem vive e quem morre.