TeleSéries
Review: Grey´s Anatomy – The Becoming
16/06/2008, 10:31.
Simone Miletic
Reviews
Grey's Anatomy

Série: Grey’s Anatomy
Episódio: The Becoming
Temporada: 4ª
Número do Episódio: 73 (4×14)
Data de Exibição nos EUA: 8/5/2008
Data de Exibição no Brasil: 9/6/2008
Emissora no Brasil: Sony
Se eu disse que The Piece Of My Heart foi um episódio de retomada, The Becoming mostra que o caminho pode ser longo, afinal, o desvio na estrada foi grande e não dá simplesmente para virar na estrada e voltar na contramão, por mais que isso esteja se tornando bastante comum neste país.
Mas, por mais que a gente precise de mais episódios para voltar ao ponto em que Grey’s Anatomy conseguia te fazer rir e chorar em um episódio só, as coisas mais irritantes saíram de cena: Cristina volta a ser Cristina e Bailey tem a oportunidade de mostrar porque sempre foi a melhor para o cargo de chefe dos residentes. Ainda teve a psicóloga, Dra. Wyatt, indo direto ao ponto e colocando Meredith para pensar, George continuando em sua retomada para deixar de ser o personagem mais chato da televisão, um paciente com história para fazer pensar que não te mata de tédio e uma greve de enfermeiras causada por Sloan.
Começando por Cristina: ainda não sei qual a minha cena preferida. Se é a que Cristina larga Hahn e sua frescura de lado e acaba cantando “Like a Virgin” enquanto abre cadáveres (preferida e assustadora, pode ser?) ou quando ela fala para Richard tudo aquilo que eu queria que ela falasse nesse tempo todo em que ficou correndo atrás de Hahn como um cachorrinho. Poxa, não só ela sabe de sua competência como todos em volta. Não é segredo para ninguém que Burke só continuou sendo um cirurgião graças a ela. E aí se ressaltou algo que eu não tinha me ligado: era função de Richard e Bailey identificar o que estava acontecendo, já que ali ainda é um hospital escola e as atitudes de Hahn não são justificáveis, apenas prejudicam Cristina.
A foto de Burke num jornal, recebendo um prêmio médico, foi a gota da água que faltava para Cristina finalmente tomar uma atitude e, espero, as coisas mudarem na relação dela com Hahn.
Já Bailey deu um show de atitude ao enfrentar as enfermeiras de frente, afinal, Sloan nunca se passou por bom moço e se transaram com ele foi escolha pessoal. Alguém no review passado escreveu que Shonda está mais para séries de temática adolescente e, sinceramente, têm horas que aquele povo do hospital realmente pareceu um monte de adolescente sem responsáveis por perto. Mais um motivo para não levarem Addison embora, afinal, no meio de tanto médico, ela era a que, muitas vezes, segurava essa onda adolescente dos demais.
E Bailey andava meio perdida. Se a greve de enfermeiras não serviu para mais nada, serviu para isso, para que ela tivesse a oportunidade de mostrar que ainda tem gente grande na casa.
Meredith e Derek continuam com sua pesquisa médica e perdem mais um paciente. O paciente, um fuzileiro gay, tem de enfrentar bem mais que o tumor, tem de enfrentar estar apaixonado por um colega e não poder assumir isso. Tem que enfrentar seu pai olhá-lo como se ele fosse menos homem por causa disso. E todo esse conflito toca o coração de Meredith e serve de paralelo para como ela anda processando seus sentimentos. E, como Dra. Wyatt bem disso, ela não vai ser feliz enquanto Derek estiver com Rose. Simples assim.
Fico na torcida de que não diminuam esse crescimento dela. Eu sou parte do pessoal que acha que ela e Derek devem ficar juntos. Mas, nesse tempo todo, enquanto ele pula que nem um desesperado na barca de Rose e foge de ficar sozinho, ela procurou ajuda, ela cresceu, ela enfrentou a dificuldade de trabalhar lado a lado com ele. Pareceria-me falso ela, agora, pular de cabeça com ele naquele sonho de casa com cerca branca e varanda. Ele também precisa crescer. Espero que a volta deles seja mais natural, espero que ele também reconheça seus erros.
Os sinais são de que ela vai fazê-lo. Depois de seis semanas com Rose ele finalmente transa com ela. E fica pensando em Meredith. Ele sabe que algo está errado.
Até Hahn conseguiu ganhar um pouquinho, vejam bem, quase nada assim, de minha simpatia. Ao mostrar que ela tem alguma sensibilidade quando assume ter ficado magoada com Callie. Que foi a pessoa mais estranha da noite. Não sei o que a assusta mais: não ter percebido que Hahn poderia estar gostando dela ou estar gostando de Hahn mais do que gostaria (péssima construção de frase, eu sei).
George acabou tendo a linha cômica da noite, ao sair pedindo a todos que preenchessem os questionários sobre as pessoas do hospital com quem cada um transou. Ele se torna o interno do chefe e não fica confortável com isso. Acho que, em realidade, o personagem ainda procura afinal qual é sua função ali, já que de garanhão do hospital ele não tem nada. Justamente por isso: please, please, que ele não durma com Lexie também.
Alex teve um ótimo episódio, também. Sendo médico, olha que coisa. Sem A Psicótica por perto, sem arrancar a roupa de alguém, sem ser o bad boy, mas sendo um médico que toma decisões arriscadas para salvar uma paciente e que sabe que o bem estar dela é mais do que simplesmente não pegar uma doença qualquer, mas sim estar se sentindo feliz e motivada.
Izzie? Sei lá eu… Não consigo pensar agora em nenhum motivo para citá-la, a não ser a declaração da atriz (reproduzida aqui no TeleSéries, leia aqui) de que se retirava da competição do Emmy. Helloooo, lindinha, se liga! Se não tinha uma história que justificasse sua candidatura não se candidatasse. Como o Paulo Antunes bem colocou, sucesso demais, muito rápido, pode fazer mais mal que bem.

Músicas do Episódio:
“Carmella (Four Tet Remix)” com Beth Orton
“Like a Virgin” com Sandra Oh (oras, eu tinha que citar)
“Mansard Roof” com Vampire Weekend
“Know When To Walk Away” com Jay Clifford
“Brightest Hour” com The Submarines
“Only Yesterday” com Taken By Trees
“Good Arms vs. Bad Arms” com Frightened Rabbit
Simone Miletic está substituindo interinamente o colunista Eric Fernandes.
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Ai Si, eu adorei o episodio, A Cristina cantando(eu cantei junto admito), a Meredith com seu “ele está com a Rose”, o George como interno do chefe, A dra Bayle se sentindo mal por não ser tão sexy…..Adorei o desabafo dela…..e melhor ela dando bronca nas enfermeiras e admitindo que deu quem quis(concordo com isso).
Mais o bom mesmo foi o Sloan falando da Bayle – que é a melhor médica e a mais distinta do hospital e não tem nada de bom a falar dele……(nessa conversa,ele resolveu pensar com a “cabeça certa”)E se achando um canalha(o Derek foi pior canalha que ele)
Vamos ver se continua nessa boa fase Grey’s.
Adorei o texto 🙂
Parabéns Si
Depois da Meredith e da Bailey, aquela psicóloga agora é minha personagem favorita. Nos proximos três episódios(o ultimo será duplo) a Meredith percebe seu problema e consegue se curar para que a forma que ela volta pro Derek seja justificável, e não apenas porque o público quer.
Meredith, a psicóloga, Bailey e Cristina estiveram ótimos, o resto é o resto!
Definitivamente a psicologa está dando um show, e quando no final do episódio ela diz pra Meredith que tudo que ela estava dizendo era uma besteira, que o fuzileiro morreu e o amor da vida dele ficou só esperando na sala ao lado sem fazer nada e isso era péssimo, e que o mesmo estava acontecendo com a Meredith, foi uma comparação incrível. Enfim, adorei o final do episódio, mostra mesmo a tensão da Meredith com a psicóloga e como a Meredith está começando a crescer pessoalmente. Gostei bastante do episódio.
Esse, para mim, foi o episódio “menos bom” da volta pós-greve, mesmo assim ótimo. Só achei que a parte médica deixou a desejar, ok, tá lá só pra servir de metáfora mesmo, se for além, maravilha, mas não é um pré-requisito, mas achei os casos meio clichês e forçados. Tirando isso e a Izzie, foi tudo ótimo!
Adoro a psicóloga da Meredith (já percebeu que elas até se parecem?rs). Adoro esse ar meio adolescente de Grey’s, torna as coisas mais leves, sem ser brega (E a Callie já disse uma vez que todos os médicos jovens tem 17 anos, pq se dedicaram tanto a estudar que não tiveram tempo para crescer). Adoro o George, mas ele andava chatinho mesmo, agora tudo indica que ele voltará aos bons tempos. Adorei o discurso da Yang, estava precisando. Gosto cada vez mais do Mark.
Meredith cresce, Derek nem tanto, ele continua covarde e sem assumir seus sentimentos, mas eu sou partidária do casal e acabei aceitando o desfecho, mas podia ser melhor mesmo.
A Bailey dando o sermão nas enfermeiras com o Sloan ao lado, foi ótimo, valeu pelo episódio. E o casal gay, lindíssimo.
“Helloooo, lindinha, se liga! Se não tinha uma história que justificasse sua candidatura não se candidatasse. Como o Paulo Antunes bem colocou, sucesso demais, muito rápido, pode fazer mais mal que bem.”
Essa frase sua é pra ter sentido?
Ela não se candidatou e depois “descandidatou”. Ela simplesmente não enviou fita alguma. Não se candidatou desde o início.
Oi. Simples assim.