TeleSéries
Review: CSI – Empty Eyes
28/05/2007, 08:00.
Thais Afonso
Reviews
CSI

Série: CSI
Episódio: Empty Eyes
Temporada: 7ª
Número do Episódio: 159
Data de Exibição nos EUA: 29/3/2007
Data de Exibição no Brasil: 24/5/2007
Emissora no Brasil: Sony
Eu fiquei um tanto quanto abalada da primeira vez que vi esse episódio. Primeiramente, eu sou bailarina, o que talvez tenha favorecido a minha empatia imediata para com as vítimas. Aliás, a cena inicial em si lembrou muito às vésperas de um espetáculo que eu apresentei recentemente, em que eu e minhas amigas andávamos pelos lugares com maquiagens horrorosas no rosto, discutindo sobre pés (essa, aparentemente, é uma obsessão comum a todas as dançarinas). Em segundo lugar a retratação dos crimes, que tiveram um conotação muito real e forte, e maneira como fomos apresentados à carnificina sofrida por aquelas garotas, através das perspectivas dos CSIs, mas principalmente de Sara e Warrick, em quem o crime teve um efeito muito pessoal, foi construída de maneira comovente.
Já que mencionei Sara e Warrick, os dois tem estados um tanto quanto apagados nessa temporada. Já era hora dos dois terem intenso envolvimento com uma investigação. Os roteiristas deveriam ter dado participações mais fortes para os dois, e os dois provam isso com duas atuações magníficas. A Hodges também foi dada a oportunidade de explorar um segmento mais dramático, e sua pequena, mas muito bem feita parte, conferiu mais complexidade ao técnico sem noção que já é querido de muita gente, eu inclusa.
Allen MacDonald merece parabéns por seu excelente trabalho nesse roteiro, e por saciar meu saudosismo pelas temporadas iniciais de CSI. Quem assistiu a primeira temporada provavelmente conseguiu associar o reconhecimento que Sara faz pela sombria cena do crime com a chegada de Grissom ao local de um homicídio quádruplo em Blood Drops. No mesmo Blood Drops, a Sara também tem um envolvimento muito emotivo com a vítima. Também tivemos Catherine se voltando a sua especialidade, análise de sangue, que tem feito muito pouco ultimamente. Eu também não posso deixar de mencionar que amo ver o grupo reunido.
Por outro lado, os dois roteiros encontram-se em extremos opostos quanto a motivação do crime e o criminoso em si, característica que as temporadas em que eles estão inseridos em si parecem ter. Na primeira, tínhamos crimes mais pessoais, já nessa sétima, tivemos dois serial killers (o assassino das miniaturas e o dentista de Sweet Jane), o assassino do soldado em Toe Tags, uma gangue, e agora Marlon Frost, ou seja, uma grande quantidade de crimes impessoais, cujos alvos eram pessoas inocentes.
Talvez por isso a temporada tenha sido tão pesada. Em qualquer lugar do mundo, qualquer pessoa pode se identificar com o medo da morte pelas mãos de um estranho, sem motivo algum, só por estar no lugar errado, na hora errada. Uma sociedade amedrontada as vezes se torna uma sociedade de olhares vazios, mas é sempre aquele que mata sem motivo que perde sua alma, sua humanidade. Infelizmente, isso não é desencorajamento pra muita gente e o mundo está cheio de Marlons Frost. Que pelo menos, o destino permita que sejamos presenteados como a Cammie, que nas palavras de seu ex-namorado:
Died knowing kindness.
ou
Morreu conhecendo a bondade.
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Ótima review, Thais. Adorei esse episódio. Já tava na hora do Warrick e da Sara terem destaque em um epi. A superexposição do Nick já estava cansando. É por isso que eu sinto falta das primeiras temporadas. Todos apareciam da mesma forma, mesmo qdo se focava na Catherine, os roteiristas sempre davam um jeito de encaixarem todos.
Tb adorei a cena do Hodges dando a notícia à mãe de uma das garotas, foi bom ver um outro lado dele. E tudo se tornou mais horrendo por causa do final, em que o assassino diz que não sentiu nada. Saber que o crime, essa barbaridade foi banal, é chocante. Infelizmente, isso não acontece só na ficção.
Um episódio clássico de CSI. Sombrio, angustiante e, como foi ressaltado, reunindo a turma em torno de um mesmo crime. Horrível saber que tudo ocorreu praticamente por acaso. De dar medo e muita raiva do maníaco.
Thaís, Parabéns! Muito bem descrito o episódio!
Achei que os personagens estavam mais angistiados, mais doloridos, neste episódio. O crime os afetou de forma carnal. Havia dor. Um episódio sombrio e forte. Nem as habituais tiradas da equipe ocorreram.
Uma temporada perfeita.
Thaís…deixa de ser preguiçosa e escreve mais ai pra gente. Seus textos são ótimos. Ao contrário de alguns que se limitam a descrever o episódio (não tô reclamando – eu até gosto quando perco o episódio), seus textos são bem elaborados e envolventes. Muito bom!
E esse episódio foi sensacional. Adoro quando os CSI estão em aparente perigo. A cena do inicio da Sara com a vitima me lembrou àquela da Cathy, num episódio da 2ª temporada, eu acho, quando ela encontra o suspeito do crime dentro de um armário e grita que o suspeito ainda está lá. São episódios tensos, que te deixam grudado na telinha.
Esse é um episódio e tanto, sombrio e cruel, daqueles que fazem a nossa alma entrar pela agulha. Muito bom review. A cena do Hodges é excelente, deu para ver que ele é um bom ator e precisa de mais chances para mostrar o seu trabalho. Certamente, as cenas da Sara e do Warrick também foram muito boas. A cena do Warrick com a avó da vítima é muito especial pq remete ao passado dele que sabemos mto pouco. Este episodio me fez lembrar também um pouco o guns drop da 6a temporada, aquele em que o Nick achou a garotinha. Ele e Sara tiveram um desempenho maravilhoso.
Thata, “uau”
Ótima review, Thaís. Captou bem o espirito do episódio. Adoro esses episódios mais sombrios e de ver toda equipe trabalhando junta.
Thais,
Parabéns pelo review.
Agora, um curiosidade: por que mesmo quando as cenas dos crimes já estão isoladas pelo polícia, os CSIs continuam a usar lanternas dentro dos quartos e demais cômodos de uma casa; não seria melhor acender a luz.
Tudo bem, a fotografia do episódio, com esse tipo de iluminação, realmente fica bonita, mas o recurso é usado à exaustão ao longo do seriado.
Eu acho que tem um episódio que o Griss diz que é pra ver o mesmo que o assassino e as vítimas viram, ou algo assim.
Quincas, isso tb é usado na vida real. Pelo menos lá nos EUA. Vi um documentário em que eles explicam que é para ver a cena do crime por um outro ângulo, diferente do normalmente visto pelo assassino, e assim pegar algum fio solto que ele tenha deixado passar. Por isso que mesmo num quarto claro, por ex., eles apagam a luz.
Ótimo Review mesmo Thais, mas tem uma coisa que ficou inexplicada neste epi, porque o assassino se cortou, remorso não foi, pra ser pego também não acredito, ele iria matar mais até ser pego. Isso ficou sem explicação. Acho que cabia um ep duplo para explorar mais todos os ângulos.
Thaís, Vanessa, obrigado pelas respostas.
Abraços.