TeleSéries
Review: Criminal Minds – Limelight
16/05/2008, 10:00.
Simone Miletic
Reviews
Criminal Minds

Série: Criminal Minds
Episódio: Limelight
Temporada: 3ª
Número do Episódio: 58 (3×13)
Data de Exibição nos EUA: 23/1/2008
Data de Exibição no Brasil: 9/5/2008
Emissora no Brasil: AXN
Não diria que Criminal Minds teve um episódio excelente, se pensarmos no formato que ele deveria ter, mas foi um episódio de nos deixar intrigados e nos fez, mais uma vez, pensar que, muitas das vezes, a loucura das pessoas aparentemente normais pode ser tanto ou mais perigosa que a loucura dos bandidos fichados, dos loucos oficiais.
Na Pensilvânia, dois rapazes compram em um leilão as peças abandonadas em um depósito cujo aluguel parou de ser pago. Entre os muitos objetos encaixotados são encontrados desenhos de mulheres sendo torturadas e páginas e mais páginas descrevendo como as torturas seriam feitas e como os equipamentos seriam montados.
Rossi, na BAU, recebe pelo fax cópias das anotações encontradas, enviadas pela agente responsável pelo escritório local do FBI. Por que enviar para Rossi? Porque ela sente que o conhece, já que leu todos os livros dele. O primeiro sinal de que algo não terminaria muito bem.
No local, Rossi e Reid analisam as muitas caixas cheias de descrições de tortura e desenhos, mas nada encontram de concreto no sentido de comprovar que tais coisas pertenciam a um assassino real. Ao dizer isso para a agente Jill Morris, que lhe enviou as pistas, ela não fica feliz. Na esperança de fazê-los mudar de idéia ela entrega à Rossi uma amostra de cabelo. Agora, me respondam, por que ela teria guardado isso apenas para o último minuto? A impressão que tive de armação, acho, foi a mesma de Rossi, mas nesse momento ele não demonstra isso e resolve chamar o time para a cidade.
A equipe tem de analisar as provas disponíveis nas caixas e no depósito: Reid procura uma assinatura que identifique o assassino, enquanto Prentiss e Morgan disputam entre si quem encontrará provas mais significantes. O perdedor paga o jantar. Gostei desse momento de descontração entre os dois. Como também gostei quando, mais tarde, Reid, Prentiss e Morgan comem juntos em um restaurante local e acabam falando do estranho comportamento de Jill. Remeteu-me ao dia em que os três começaram a traçar o perfil de Rossi. Essa meio disputa, esse fato de falarem dos outros os torna mais humanos, mais próximos.
Também achei muito bom quando Prentiss e Morgan começaram a montar o perfil do desconhecido a partir dos desenhos e pertences de infância que encontraram no local. Era algo de que eu realmente andava sentindo falta no seriado.
As pistas encontradas acabam sendo muitas: época de nascimento, tipo, como desenvolveu suas fantasias, qual sua profissão, como ele chega até as vítimas. Mas, ainda mais importante, eles encontram vestidos de diferentes tamanhos. Tais vestidos seriam os troféus dos crimes cometidos, usados para reviver o prazer obtido com a tortura. Logo em seguida, em uma cena do desconhecido com um vestido azul, vemos que a equipe acertou em sua descoberta.
Mas é Jill Morris que acaba sendo o ponto focal do episódio, devido a sua megalomania. Não sei se é o melhor termo, mas cheguei a ficar arrepiada com a agente que não mede esforços por seu sucesso.
E os momentos nos quais ela demonstra suas intenções não são poucos: quando fica escolhendo que nome usar para designar o desconhecido (O que rendeu um dos melhores momentos para mim, ao JJ responder na lata que eles não têm a intenção de transformar assassinos em mitos. Eu não tinha idéia de que esse era o motivo de chamá-lo de Desconhecido durante todo o caso); quando dá a coletiva de imprensa ao saber da existência de outras vítimas; quando fala “perfeito” ao imaginar que ela pode matar mais e de maneira mais rápida.
Uma cena ótima é quando Hotch vai repreendê-la pela coletiva e ela não se lembra dos nomes das vítimas de um assassino que ela mesma cita, mostrando que Hotch tem muita razão ao achar que ela pode se tornar um problema.
Outra cena é quando ela procura por Rossi para se desculpar, mas acho que, na realidade, ela só buscava por apoio, procurava por alguém que dissesse que ela não estava errada. Mas não foi assim, Rossi fala que, realmente, ele foi um dia quanto ela, mas magoou muita gente pelo caminho e que esse é um caminho errado. Ele também mostra que não é nada bobo e fala que sabe que a amostra de cabelo que ela entregou era dela.
Voltando ao caso: a assinatura encontrada por Reid (choques elétricos) permite que Garcia localize outras vítimas. A coletiva de imprensa também não ajuda, a delegacia vira um inferno no dia seguinte, mas um casal que assistiu a coletiva tem razão em estar lá: sua filha é uma das últimas vítimas do assassino.
A vítima seguinte acaba sendo uma repórter do The Chronicle, Katrina Townsley, presente na coletiva de Jill. Como a equipe já havia identificado, ele agora pega mulheres em duplas. E, com Katrina em mãos, ele a usa para chegar em Jill e as duas acabam nas mãos do assassino. Jill é obrigada a assistir a tortura da repórter.
Garcia consegue, com dados de Reid e Morgan, localizar o endereço do desconhecido e eles chegam ainda a tempo de salvar Jill e prender o assassino. Mesma sorte não teve Katrina.
No hospital, Rossi ainda tenta conversar com Jill, mostrar a loucura que ela fez, indicar o caminho correto. Mas a agente, que não esboçou reação ao saber que a jornalista estava morta, sai do hospital diretamente para falar com a imprensa. Ela não aprendeu nada com a experiência que teve.
Lucille Maud Montgomery:
Nós pagamos um preço por qualquer coisa que conseguimos ou tiramos desse mundo, e, embora seja bom ter ambições, isso não torna mais barato o preço a se pagar.
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Si!!!!!!Que mulher(a agente)doida essa meu deus…..parecia ela a psicopata da vez…..deu medo 🙂
Sobre o episodio, como desde do inicio me cheirou a armação talvez por isso não tenha gostado tanto, sei lá.
Esse episodio deixou um bom arco para um outro não deixou?
A resposta da JJ e do Hotch foi tudo…(deveria ter colocado a agente no lugar dela).
Excelente episódio, do nível dos das temporadas – porque pra mim este terceiro ano ainda está devendo.
Adorei a Jill, ela precisa voltar para mais episódios. Excelente trabalho da Andrea Roth, que por sinal ficou completamente diferente com o cabelo pintado de castanho.
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Eu também adorei esse episódio. Eles fizeram muito bem mudando o foco, destacando Jill Morris. Ela realmente deu mais arrepios do que o assassino.
Também gostei muito. Foi um dos melhores.
A agente me pareceu mais louca que o assassino.
O episódio foi legal mas nesta temporada não me lembro de nenhum episódio muito marcante.
opa, sou mais uma na lista dos que acharam que a agente jill foi a “unsub” da vez.
😆
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Também gostei muito deste episódio.Tenho que assistir mais Criminal Minds.
Si, gostei foi do review, porque de tão fraco que achei o episódio já nem me lembrava dele. Muito previsível.
Si não, Simone. Ato falho. Olha a intimidade!
Regina… Tem problema não. A gente fica intimo mesmo.
Paulo: também tô achando a temporada muito irregular. Eles estavam prometendo tanto…