Nesta segunda feira esperei, como muita gente, a participação do comediante Robin Williams no Late Show de Dave Letterman, no GNT. As aparições de Williams (assim como as de Jim Carey, Julia Roberts e Madonna) no programa são imperdíveis. Na melhor tradição do show business americano, é tudo roteirizado, escrito, pensado. Chega ao nível de perfomance.
Logo na entradada, Williams fez piada sobre Letterman ser o sucessor de Oprah (que anunciou abandonar seu show daqui a dois anos… e eu torcendo pela Ellen!) e no ritmo característico de metralhadora de piadas, engatou outras, entre elas, sobre a escolha do Rio como sede das Olímpiadas de 2016.
Enquanto Chicago mandou a Oprah e a Michele Obama, o Rio mandou o quê? Strippers e meio quilo de pó.
Claro, no Brasil parece que ninguém tem senso de humor, e parece que só a gente pode fazer troça com a gente mesmo. A posição do jornalismo das nossas emissoras foi absolutamente reacionária, taxando a piada de “mau gosto” e criticando a postura de Williams. Foi APENAS uma piada. O jeito certo de responder é, obviamente, fazendo piada!
Obviamente Williams comentou um engano. Ele sabe sabe que a cocaína da boa é da Colômbia, não do Brasil. Em segundo lugar, se a gente quisesse ganhar essa bagaça com droga pesada e sexo, mandava o Calypso cantando com a Mulher Melancia. Na verdade, no final de tudo, eu fiquei na dúvida se ele estava xingando a gente ou com saudades do Brasil…
E fiquei muito do indignado, também. Como assim o Robin Williams vai lá no talk show de maior audiência dos EUA e me fala que o Brasil só tem drogas e gostosas? E a corrupção? E a violência? E a invasão de macacos? E o Jorge Vercillo? Disso aí ele não vai falar nada? Clique aqui para continuar a leitura »