
Série: Smallville
Episódio: Luthor e Icarus
Temporada: 10ª
Número do Episódio: 10×10 e 10×11
Datas de Exibição nos EUA:
Negação. Esse é o estado em que me encontro. Se eu começar a fingir que não sei onde estamos, talvez, como em um passe de mágica, meu desejo se torne realidade. E o que eu mais quero é que essa temporada passe o mais devagar possível. Cheguei a comemorar o hiatus, assim, teremos mais tempo para nos acostumarmos que já estamos caminhando para o fim.
Não deveria ser assim, 10 anos é muito tempo. Tempo demais para muitos desistirem no caminho e os poucos que restam pedirem para que tudo isso acabe logo. Meu coração está dividido, talvez seja bom que acabe agora.
Não, não é! Como eu posso querer que acabe a série depois de Luthor e Icarus? Não tem como. Por isso, continuo em negação, e vou fingindo que estamos apenas no começo e não no fim.
Vamos as reviews, antes que eu fique depressiva.

Luthor
Duvido muito que isso seja genialidade deles, roteiristas e produtores de Smallville. Conseguir amarrar uma história que leve aos Luthors em plena décima temporada, quando nem Lex e nem Lionel estão por perto é… genialidade ou um golpe de sorte. Acredito no acaso mais do que qualquer outra coisa agora, apesar de alguns fatores me intrigarem.
Por exemplo, porque Tess Mercer é ruiva? Sabemos que a Cassidy é loira, será que eles já pensavam nela como uma Luthor lá na oitava temporada? Ou seria apenas estilo? E os clones do Lex do projeto Cadmus que rolam desde quando? Quinta temporada? Os clones foram pensados como uma alternativa para o futuro? Na oitava temporada quando Rokk disse que Chloe não existia? Isso seria um prelúdio de que ela se ‘apagaria’ logo mais? Quando Dr. Fate alertou Chloe estaria ele vendo que ela se sacrificaria?
Tudo isso me intriga, mas é só pensar nos imensos buracos que aparecem na história que eu fico com a possibilidade de um belo golpe de sorte, e tudo o que não tem explicação passa a ser no mínimo aceitável.
Exemplo? Lutessa passa a existir, ela é uma Luthor, e assim ela recebe sua herança: um objeto kryptoniano que controla a realidade do universo. Lutessa esconde de Clark sua verdadeira identidade. Clark fica com raiva e aciona o objeto.
E de repente, tudo sai dos eixos, até aquela pegação toda da Tess Real com o Clark Alternativo. Que diabos!
Mas apesar da pegação dos dois, o episódio tem um propósito nobre. LEX LUTHOR! Serviu para provar que só uma mente malígna pode criar um montro assassino e egoísta como Alexander. Serviu também para dar redenção a Tess! Apesar de uma Luthor, ela tem o coração no lugar – assim espero.
Mas além disso, serviu para mostrar a vesatilidade de Tom Welling, sobre isso comento depois.
Sinceramente, não gosto de histórias sobre Universos Alternativos. É muita fisíca para a minha cabeça, e há sempre a possibilidade de buracos gigantescos e possibilidade infinitas. O que será que aconteceu com Clark Luthor? Lois Lane-Queen? Oliver choramingão? Nunca saberemos.
Sabemos somente que Lionel está entre nós! E quem adorou o final de Luthor, levante a mão!

Icarus
Lois Lane, quer se casar comigo?
Aí o episódio acabou. Ou eu desmaiei. Não lembro!

Para o Alto e Avante
Ultraman!
Tess e Clark estavam muito bons nesse episódio. Adorei a interação deles, mas que fique bem claro: se afastem da boca um do outro, ahn?!
Senhor Thomas Patrick Welling, parabéns pelo diploma de formatura da Acadêmia de Atores do Canadá. Depois de anos, o senhor aprendeu algo. Seu lindo!
Noivos! Eles estão noivos!
Liga da Justiça, Legião, vem, vem! Adoro quando o episódio está cheio de super-heróis. Alaina Huffman, meu coração é teu!
E essa história de Checkmate, Darkseid, ahn? Promete muito!
Coquetel de Kryptonita
Luthor? Nada. Adorei o episódio, o tom sombrio, a direção, a tuação de todos.
Icarus? Sim. Eu queria mais emoção. Foi um episódio com grandes acontecimentos, mas não foi grandioso. Pecou pela humildade. Pôxa, onde já se viu fazer um pedido de casamento sem trilha sonora de banda emo, sem grandes expectativas? Sem carvão sendo transformado em diamantes, sem orquestra? Que diabos, Smallville!
E o Slade? Já se foi? Quem será o próximo vilão? Eu já estava me acostumando com o mau velhinho em Metrópolis. Já foi, e cedo demais.

Na minha opinião, Luthor foi bem melhor do que Icarus. Teve mais ação, mais paixão. Mas vou deter esse último comentário ao 11º episódio, só porque ele foi especial.
Algumas coisas me chamaram atenção, a primeira é o sentimento de união que a turma tem agora. Apesar de um tanto brega, a cena da festa do noivado passou isso, todos juntos e mais fortes. E sabe o que a Clara gosta quando assiste Smallville? Heróis, heróis por todos os lados. Por isso eu apreciei muito mais a cena na qual o Oliver leva uma surra na rua, do que a do noivado em si.
Também gosto de ver a Lois investigando. Apesar de Smallville romper com todas as regras de ética no jornalismo. Lois Lane repórter é o que me faz gostar da série. Eu gosto do envolvimento dela com a história da lei contra os Vigilantes, mas ainda acho que ela poderia ser mais ativa. E certo, Slade estava ‘possuído’ pela besta, mas Lois é faixa preta em um monte de coisa, não justifica a surra que ela levou.
Mas o xodó do episódio foi mesmo o Gavião Negro. Carter Hall, seu fofo. Obrigado por salvar Lois Lane, descanse em paz.
Não foi um episódio ruim, apensar poderia ter sido melhor. Agora é se preparar para o retorno da série em janeiro. Aliás, do retorno de muitas coisas, não é fãs de uma certa personagem?
Só espero que a cena final de Icarus não nos leve a uma lavagem cerebral ou algo do tipo. Isso seria uma violação aos Direitos Humanos.
Luthor resolveu 9 paradoxos temporais e Icarus levantou 8 voos.
Icarus foi escrito por Genevieve Sparling e dirigido por Mairzee Almas.
Luthor foi escrito por Brian Miller e dirigido por Kelly Souders.