
Hoje começa nos EUA a segunda metade da sexta temporada de Bones e tem muita gente abandonando o barco. Podemos dizer que os que assistem Bones por causa de Booth e Brennan estão decepcionados, os que assistem por causa dos fabulosos casos também não estão encontrando muitas razões para se ligar na série, e os que assistem por causa dos dois elementos estão querendo no mínimo chorar. Ah, mas se você gosta de Bones por causa dos estagiários, Hodgins & Angela, Camille… bom, você também não deu muita sorte.
O final da temporada passada sinalizou algo bom, que poderia ter acontecido, mas não aconteceu. E continuidade nunca foi o forte de Bones mesmo, mas isso nos supreendeu. E qual é o balanço dessa temporada? Bones não agradou em nada, e eu resumiria esses 9 episódios em 1, e aproveitaria o o tempo precioso para não tornar a série medíocre.

Casos
Não sou uma antropologista forense, mas posso jurar que o primeiro caso do ano eu poderia desvendar sozinha. O menino que morreu mas não morreu em The Mastodon in The Room não era motivo para afundar a carreira de Camile nem mesmo para trazer toda a trupe de volta. A série já começou com o pé esquerdo e a tão esperada cena da fonte, onde Seeley e Temperance iam finalmente por os pontos nos is não passou de um belo balde de água fria.
O casal morto em The Couple in The Cave foi lamentável, o motivo foi forçado e o mistério envolvendo o assassino foi difícil de engolir. Pobre casal improvável, não precisam morrer.
Mas nada pior do que o caso Jersey Shore. O homem matou o “cabeça-de-vento” só por causa das humilhações? Cuidado América, algo terrível está para acontecer, se as pessoas começarem a matar umas as outras por coisas assim. Não chegou nem a ser engraçado tanta caricatura.
E se eu pensava que o episódio das larvas voadoras tinha sido ruim, eis que surgiu The Body and the Bounty. O que era… identificar e ter sorte para que alguém use a arma do crime na minha frente, porque eu sou uma gênia e eu sou muito bom em meu trabalho e assim chegaremos até o assassino. Ora, vamos!
Talvez o problema esteja em eu querer que todos os casos sejam dignos de um Sherlock! O que dizer de um caso simples e chato como o da doutora em The Doctor in the Photo? Esse é um episódio que eu tenho que dedicar um paragrafo só, mas logo adianto: chato!
Dentre todos assassinatos e ossos analisados, o que eu mais gostei foi o caso do episódio The Shallow in the Deep. Não pelo assassinato do ‘michê’, mas pelo belo trabalho de identificação da escrava Amelia Rose. É isso mesmo, tirar do superficial, algo mais profundo.
Casais
Hodgins e Angela são na verdade o único casal da sexta temporada. Mas a história deles não está envolvendo. Nem a gravidez tornou os dois mais visíveis. Não sou daquelas pessoas que acham que casal bom é casal separado, mas por favor, deem a eles uma história!
Sweets e Daisy, vocês não são engraçados, nem ao menos atrativos. Não desperdicem meu tempo.
Booth e Hannah. Vou citar o saudoso monstrinho da Mutant Enemy: Grr Argh!
Booth e Brennan é o que podemos chamar de casal fadado a Síndrome da Gata e o Rato. Para quem não conhecesse essa Síndrome, vou explicar. Nos anos 80, havia uma série chamada Moonlighting – conhecida aqui no Brasil como A Gata e o Rato. A essência da série é o casal Maddie e David. Detetives, amigos, e futuros amantes. O que aconteceu com eles? Ficaram juntos, e a série morreu. Desde então, criadores e roteiristas de séries sentem que se o casal principal de suas séries ficarem juntos, o cancelamento está próximo. Por isso, a maioria deixa o final feliz apenas para o último episódio, ausentando qualquer culpa de fracasso os pombinhos. E se o casal tem o FBI envolvido na história, não precisa nem relembrar da Síndrome Arquivo X. Em resumo, fãs de B&B, vocês estão encrencados.
Sinceramente, acho que uma série perde muito quando o principal atrativo é um casal que não funciona. Disso nós temos um monte. Então para tornar Bones diferente que tal fazer esse casal funcionar? Sem enrolações ou beijinhos no episódio final. Posso dá uma ideia ao Hart Hanson? Jogue! Seja um jogador! Ignore as estatísticas e Síndromes! Mate a Hannah! Há tantas minas terrestres por ai. Tantas.

Estagiários
Desde que o Zac foi embora, os estagiários dão um toque diferente à série. Sei que os Bonemaníacos são loucos pelos Zac Addy, mas eu não. Eu odeio aquela cara de peixe dele. Para mim, os estagiários são um show a parte. Mesmo assim, esse ano eles ficaram muito apagadinhos, e quem robou e cena foi o Mister Science Dude. Incrível!
The Doctor in the Photo
O grande episódio não foi grande, mas foi bom. Bom o bastante pata ver a Emily Deschanel atuar. Não, não estou dizendo que ela não faça isso, já que Temperance é uma construção perfeita. Mas em todos esses anos, Emily teve poucas oportunidades de mostrar seu potencial, e ao vermos a centrada Dra. Brennan seguir seu coração, foi uma ótima maneira de terminar a primeira parte do sexto ano.
Eu gostei e não gostei. Gostei, claro, de finalmente ver a Brennan seguindo seu instinto e deixando a obsessão pela racionalidade um pouco de lado. Mas não quero que desconstruam o personagem, e essa racinalidade e falta de impessoalidade que a torna não legal. Mas se foi preciso o mundo virar de cabeça para baixo para que ela finalmente admitisse seus sentimentos, eu aceito.
O legal foi ver as pequenas pistas ao longo da temporada. O que me incomodou foi ela não verbalizar o que estava sentindo. Isso foi feito nesse episódio. Toda a angustia e o link perdido com a humanidade foi recuperado como um soco no estômago. De surpresa e bastante doloroso.
O que não gostei foi do caso em si, e da completa imbecilidade do Booth. Espero que cresça um pouco de juízo na cabeça desse agente do FBI.
Expectativas
Quando a quinta temporada terminou, as possibilidades eram muitas. Agora, só resta uma: fazer com que as pessoas não deixem de ver Bones. Apesar de não ter sido uma das melhores, Bones é Bones, e isso significa muito. Significa que é uma série boa, com uma ótima equipe, roteiristas decentes e de quebra tem o David Boreanaz e a Emily Deschanel. Então as espectativas são boas. Franco-atirador, a corveira, elevadores parados no meio de um tempestade… tire tudo da manga, senhor Hanson. Porque agora é tudo ou nada!