Novas Séries: Conheça ‘I Hate My Teenage Daughter’

SINOPSE:

I Hate My Teenage Daughter conta a história de Annie e Nikki, duas mães solteiras e melhores amigas que, quando percebem que suas filhas estão se tornando as “meninas malvadas” da escola – as mesmas meninas de quem elas foram alvos em sua época de ensino médio – decidem tomar uma atitude e consertar o que está errado em  Sophie e Mackenzie.

PERSONAGENS:

Annie – Foi criada em uma casa ultra rigorosa e super religiosa, por isso permite que sua filha faça tudo o que ela não pôde fazer. Mãe de Sophie.

Nikki – Além de não ser popular, era gordinha na época da escola. Hoje em dia, é uma bela sulista que, como a amiga, deixa a filha fazer o que bem entender. Mãe de Mackenzie.

Matt – Ex-marido de Annie, quer ser um bom pai, mas não sabe como o fazer.

Jack – Irmão de Matt, é uma figura paterna para Sophie. Sua intromissão na família só não irrita Annie porque ela tem uma queda por ele.

Gary – Ex-marido de Nikki. Ele tenta ajudar a criar Mackenzie, mas seu péssimo relacionamento com Nikki faz essa tarefa mais difícil.

TRAILER LEGENDADO

FICHA TÉCNICA

PRODUÇÃO
Bonanza Productions, Inc.
Warner Bros. Television

CRIADORAS
Sherry Bilsing-Graham
Ellen Kreamer

PRODUTORAS EXECUTIVAS
Sherry Bilsing-Graham
Ellen Kreamer

DIRETOR
Andy Ackerman

ELENCO
Jaime Pressly como Annie
Katie Finneran como Nikki
Kristi Lauren como Sophie
Aisha Dee como Mackenzie
Eric Sheffer Stevens como Matt
Kevin Rahm como Jack
Chad Coleman como Gary

Estreia nos EUA: 30 de Novembro
Emissora: Fox
Gênero: Comédia
Duração: Meia-hora
Exibição nos EUA: Quartas-feiras, 22h30
Facebook Oficial: I Hate My Teenage Daugther
Twitter Oficial
: IHMTDFOX

Castle – Kill Shot

Data/Hora 28/11/2011, 21:29. Autor
Categorias Reviews

thumb image

Série: Castle
Episódio: Kill Shot
Temporada:
Número do Episódio: 4×09
Data de Exibição nos EUA: 21/11/2011

Kill Shot foi todo de Stana Katic. A atuação segura da atriz foi o destaque do episódio.

Mas, mais do que para evidenciar a qualidade de atuação de Stana, para mim, Kill Shot serviu para demonstrar quanta coisa mudou em Castle. A trama da noite foi muito bem construída. A história do ‘sniper’ criou tensão e drama na medida certa, e abriu caminho para que Kate discutisse mais sobre o seu trauma, e, finalmente, reavaliasse alguns conceitos e posições.

Saber que pessoas estavam sendo alvejadas, assim como ela, fez da policial durona uma pessoa perturbada. Sim, perturbada. Pelo Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A similaridade do caso investigado com seu drama recente fez com que a doença se manifestasse, com força. Kate, abatida, ainda tentou que o estresse ocasionado pelo trauma não interferisse na sua vida, na sua missão de proteger pessoas. Ela começou o episódio negando que os acontecimentos estivessem lhe atingindo pessoalmente, ou mexendo com seu psicológico. Tentou passar firmeza para os colegas, e para ela mesma. Negou, para si, e para os outros. Mas, o TEPT estava ali, e, evidentemente, não a abandonaria sem deixar algumas marcas.

Com o desenrolar dos fatos, foi ficando cada vez mais evidente sua incapacidade de lidar com a trama do atirador. Continuou negando para os outros – inclusive para o terapeuta. Mas já não conseguia negar para si mesma. A cena da bebedeira foi muito bem feita, os efeitos visuais transmitiram uma dramaticidade tresloucada que deixou tudo no tom perfeito. Assim como também foram muito bem feitas, e bem impactantes, a cena do corredor (embora eu esperasse mais dela) e a cena da entrada na delegacia.

A terceira fase foi a de aceitação e enfrentamento. Kate enfrentou, ainda que forçada, o seu medo, seu trauma. Assim, reconheceu, também para os outros, a situação de fragilidade que estava vivendo. E, aceitando e reconhecendo, teve forças para sair daquela situação, envolver-se na investigação, e ser peça chave na solução dos crimes.

O final do episódio foi a cereja no bolo do processo de aceitação. Depois de uma longa jornada, de três temporadas e “meia”, Kate decidiu que não quer mais viver sob a sombra do trauma do assassinato da mãe. Ela está pronta para seguir adiante. Com todas as implicações que esse “seguir adiante” pode trazer. Talvez, até um prenúncio de envolvimento caskett.

A pergunta que não quer calar: quanto afetará Beckett a notícia de que Castle esconde informações sobre o assassinato de Beckett-mãe? Seguramente, a revelação irá causar uma profunda ruptura entre a dupla. Quanto Beckett regredirá, quando souber? A notícia lhe fará voltar a ser “obcecada” pelo assassinato? Muitas perguntas, poucas respostas, inúmeros indícios. Embora não tenha certeza de muita coisa, posso afirmar categoricamente: veremos tempos felizes. Mas, antes da felicidade definitiva, haverá muito drama. (Me senti uma vidente charlatã. Mas precisava dizer isso!).

Mas nem só de Beckett foi feito Kill Shot.

Castle também demonstrou que mudou bastante. Ele se portou de forma muito madura em Kill Shot. Reconheceu sua incapacidade em ajudar, de forma efetiva, Beckett. Soube ler muito bem os sinais que Beckett emitia e, embora muito preocupado com as reações de Kate, respeitou o espaço da parceira, buscando em Esposito o apoio que ela necessitava. Mas, principalmente, permaneceu por perto, para auxiliar no que fosse preciso.

E também descobri, assistindo Kill Shot, que Iron Gates não me incomoda mais – tanto. É claro que nosso relacionamento com ela nunca chegará perto do que tínhamos com o Captain. Que ficamos todos um pouco órfãos com a sua partida. Mas não podemos negar que ela cumpre bem o seu papel. E achei interessante ver que a reação da capitã foi de proteger a população da cidade, em primeiro lugar. O drama pessoal de Beckett passou praticamente batido por Gates. Fosse Montgomery o capitão, sabemos que as coisas teriam sido bem diferentes. Beckett teria sido superprotegida, afastada do caso. E, quem sabe, não confrontaria o próprio medo.

Mas se Castle e Gates auxiliaram Beckett – cada um a sua maneira – quem foi decisivo para a saída de Beckett do fundo do poço foi “Javi”. Por ter passado por um trauma semelhante, Esposito foi quem melhor leu a companheira, e ofereceu exatamente aquilo que ela precisava. Se empenhou ao máximo para desvendar o caso – utilizando-se de seus conhecimentos militares – e forçou Beckett a enfrentar seus fantasmas para, finalmente, exorciza-los. A cena na qual ele força o confronto entre Kate e a arma “que a alvejou” foi ótima. Muitos pontos para Katic e Huertas.

Alexis, apesar de ter aparecido pouco, foi muito importante na solução do caso. Graças à ela, foi possível desvendar a questão dos bonequinhos deixados pelo sniper.

Ryan, Lanie e Marta, apenas estavam ali, para lembrarmos que eles existem e fazem parte da série. Mas, não há do que reclamar. Se tem uma coisa que tem sido positiva nessa quarta temporada é o destaque alternado que os personagens tem recebido. As luzes dos holofotes estão contemplando a todos.

Semana que vem vai ao ar Cuffed, o último episódio do ano. E ele promete muitos momentos Casckett. Certeza que iremos gostar.

Destaques da Semana – Brasil – 28/11 a 4/12

Data/Hora 28/11/2011, 09:44. Autor
Categorias TV Brasil

thumb image

Chegamos ao final de novembro. Repletos de atrações pra seguir na TV. Leia a coluna, monte sua programação e deixe seu comentário!

Segunda, 28/11

Grimm - Piloto

A última estreia do mês é Grimm, no Universal Channel. O seriado se inspira nos contos de fadas dos irmãos Grimm para criar uma narrativa moderna e fantástica. No centro da ação está o detetive Nick Burkhardt (David Giuntoli, com passagem por Privileged), que descobre ser um dos últimos integrantes de uma sociedade secreta que precisa proteger a humanidade de criatura sobrenaturais. O episódio piloto vai ao ar às 21h, com reprise à meia-noite. Clique aqui para continuar a leitura »

Modern Family – Punkin Chunkin

Data/Hora 27/11/2011, 22:18. Autor
Categorias Reviews

thumb image


Série: Modern Family
Episódio: Punkin Chunkin
Temporada: 3
Número do Episódio: 3×09
Data de Exibição nos EUA: 23/11/2011

Dunphy-Pritchett reunidos para o Dia de Ação de Graças. Não foi dos melhores momentos mas Modern Family mesmo quando não é muito bom, é acima da média. Tá de bom tamanho. Clique aqui para continuar a leitura »

O sanduíche de turducken que deixou Dean Winchester chapado em Supernatural

Data/Hora 27/11/2011, 19:51. Autor
Categorias Gastronomia

thumb image

Brandon:
“Sopa de cobra e salada dupla para o Garibaldo, TDK Slammer para o Boneco Ken, e um coração saudável para o tio esquisitão.”

Eu não acompanho Supernatural com frequência, mas de tanto conviver com pessoas que vêem e discutem os episódios acabo meio por dentro dos temas principais. Foi por isso que assisti ao episódio How To Win Friends and Influence Monsters [o nono da sétima temporada, exibido nos EUA em 18/11/2011 – veja a review de Juliana Baptista publicada aqui].

O que me atraiu de cara, antes mesmo do episódio começar, foi a referência literária ao clássico de autoajuda “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” de Dale Carnegie, publicado em 1937. O livro apresenta dicas para melhorar a comunicação interpessoal no dia-a-dia e no ambiente de trabalho, melhorando suas perspectivas profissionais.

Tudo a ver com o atual momento do personagem Dean Winchester, portanto.

Estou bincando, na verdade a referência do título tem a ver com o Dick Roman.

Dean Winchester:
“Oh, isso é um sanduíche ótimo!”

Bobby:
“O que você pediu?”

Dean Winchester:
“Novo Pepperjack Turducken Slammer – por tempo limitado.”

Bobby:
“Um monte de pássaros enfiados uns dentro dos outros. Não deviam brincar de Deus desse jeito.”

Dean Winchester:
“Aí, não me olha torto ao lado dessa salada de galinha chinesa, tá? Isso tá incrível, é a perfeita combinação das melhores três aves comestíveis.”

Depois que o episódio começou, outra coisa prendeu minha atenção: o sanduíche do Big Gerson’s. Eles comiam com uma expressão tão satisfeita que não deu pra evitar a vontade de provar a mesma coisa! Trata-se de um sanduíche de turducken, um peru recheado com pato recheado com galinha [de turkey + duck + chicken]. Não encontrei tradução em português, então chamei de perupatolinha, com a sílaba TÓ aberta.

Aves dentro de aves assadas podem ser rastreadas até o Império Romano, milênios atrás – e isso não é um exagero. Há descrições de assados com até dezessete espécies diferentes umas dentro das outras. O perupatolinha popularizou-se nos EUA graças ao futebol americano, quando o comentarista esportivo John Madden levou um para a cabine de TV e destrinchou-o ao vivo durante a transmissão de um jogo. Depois ele ofereceu um perupatolinha para o time que vencesse o tradicional jogo do Thanksgiving e a partir daí a população norte-americana associa o perupatolinha ao feriado de Ação de Graças.

No episódio de Supernatural a carne do sanduíche recebeu um ingrediente secreto que bloqueava a capacidade do ser humano de sentir empatia ou importar-se com o próximo. Atendendo à solicitação da Juliana Baptista e da leitora Bianca Mafra, eu não utilizarei tal ingrediente na receita de hoje.

Bobby:
“Tem uma galinha estranha no TDK Slammer, não tem?”

Sam Winchester:
“É.”


A receita – Turducken

Ingredientes:
1 peru de 7 a 8 kg
1 pato de 3 a 4 kg
1 galinha de 1,5 a 2 kg
1 xícara [chá] de açúcar mascavo
1 xícara [chá] de sal
3 litros de água gelada mais 7,5 litros de água
3 cenouras
3 talos de salsão
um punhado de salsa
1 colher [chá] de alecrim
2 folhas de louro
4 grãos de pimenta do reino
4 dentes de alho
1 cebola grande cortada ao meio
450 g de farinha de rosca, temperada
225 g de manteiga
2 xícaras [chá] de caldo de turducken
óleo vegetal

Modo de preparo:
Retire os pacotes de miúdos das aves e lave-as sob água corrente. Enxugue com um pano de prato.

Desossando:

Coloque a ave na tábua com o lafo do peito para baixo.
Faça uma incisão ao longo da espinha, pelo lado direito ou esquerdo do osso.
Com a ponta da faca, vá cortando a carne para separá-la dos ossos até alcançar as asas e as coxas.
Ao chegar às asas e coxas, puxe-os e corte pelas juntas, seguindo o corte pelo peito.
Repita o procedimento do outro lado.
Ao chegar ao osso de quilha [o “externo” da ave], separe a pele do osso com cuidado para mantê-la intacta.

As etapas a seguir devem ser executada na galinha e no pato, mas não no peru [que deverá manter os ossos das asas e coxas intactos].

Vá cortando a carne ao redor do osso da coxa como se estivesse descascando. Como a galinha e o pato ficarão por dentro, não vejo necessidade de manter coxas e asas com o formato original, pode abrir como fez com as costas.

Encontrei um vídeo demonstrativo excelente no YouTube em http://www.youtube.com/watch?v=m0gSAyFjl0E.

Apenas no caso do peru acho melhor ter um pouco mais de capricho, se pretende servi-lo inteiro… Se vai logo fatiá-lo antes de servir então a aparência não será problema.

Não descarte as carcaças e miúdos.

Temperando a carne

Dissolva o açúcar e o sal em água gelada. Mergulhe as aves e acondicione tudo em um recipiente tampado na geladeira até o dia seguinte. Certifique-se de que estejam completamente cobertas pela água temperada, acrescentando mais se necessário.

Caldo de turducken

Em uma panela grande coloque 7,5 litros de água, as carcaças, cenouras, salsão, o maço de salsa, alecrim, louro, pimenta, alho e cebola. Ponha um escorredor de macarrão ou a parte furada de um cuscuzeiro ou panela de vapor sobre a panela, para manter os ingredientes mergulhados, não boiando. Ponha um peso, se necessário.

Leve ao fogo alto até ferver e então reduza para fogo baixo por seis horas, mexendo de vez em quando. Retire a espuma que se forma com uma escumadeira. Coe e reserve o caldo resultante em um recipiente tampado. Espere esfriar e guarde na geladeira até o dia seguinte. Retire a camada sólida de gordura que se formou, antes de utilizar o caldo.

Retire as aves da geladeira e deixe alcançarem a temperatura ambiente.

Prepare o recheio

Aqueça a manteiga com 2 xícaras [chá] do caldo de turducken até que esteja quase fervendo. Desligue e acrescente a farinha de rosca, misturando bem. Deixe esfriar.

Montando o turducken

Coloque o peru na tábua com o lado da pele virado para baixo. Salpique pimenta do reino moída e alho em pó e cubra com uma camada de 1 a 2 cm da farofa.

Posicione o pato sobre o peru com o lado da pele para baixo. Salpique pimenta do reino moída e alho em pó e cubra com uma camada de 1 a 2 cm da farofa.

Posicione a galinha sobre o pato com o lado da pele para baixo. Salpique pimenta do reino moída e alho em pó e cubra com uma camada de 1 a 2 cm da farofa.

Puxe as laterais da galinha para fechá-la ao meio, repita a operação com o pato e o peru. Use espetos longos para mantê-los fechados, se necessário, com o cuidado de deixar a ponta acessível para retirá-los depois de amarrar o peru, ou peça ajuda para um par de mãos extras.

Agora vem uma operação médica: com a ajuda de espetos, feche todas as cavidades do peru. Amarre com barbante de algodão em intervalos de 5 cm, apertando bem.

Assando o turducken [ufa!]

Preaqueça o forno em 260º C. Unte uma assadeira e posicione o turducken com o peito para cima. Unte o peru com óleo e leve ao forno. Após 20 minutos, baixe a temperatura para 110º C e deixe assando por nove a dez horas, banhando-o a cada hora no molho que se solta.

Deixe-o repousar pelo menos meia hora antes de servir; uma hora, se quiser fatias firmes. Retire todos os espetos e o barbante, separe asas e coxas e fatie o turducken.

O sanduíche de turducken

Você tem duas opções: a primeira é fazer um sanduíche com fatias de turducken, alface, tomate e cebola e acompanhamento de molho [gravy].

A segunda é fazer um bolo de carne: moa as carnes [cruas] das três aves separadamente [a proporção é 1:1:1], tempere com sal e pimenta e misture farinha de rosca e um ovo cru a cada uma. Em uma assadeira untada, monte camadas na seguinte sequência: peru por baixo, pato no meio e galinha por cima. Enrole igual a um rocambole de 10 a 12 cm de diâmetro, embale em filme plástico e refrigere por uma hora, até ficar firme. Corte fatias de 2 cm de largura e grelhe na chapa.

Sirva em pão de hambúrguer com fatias de tomate e cebola, folhas de alface e molho [gravy].

Notas pessoais: quem diria que um sanduíche seria a primeira receita com grau de dificuldade mais alto desta coluna? Eu geralmente sou a favor do produto 100% caseiro, mas nesse caso acho que vale a pena entregar as aves para o açougueiro desossar. Isso elimina mais da metade do trabalho.

Ao lidar com as aves, não as mantenha todas fora da geladeira enquanto desossa, se for fazê-lo em casa. Guarde as que não estão sendo desossadas e use facas bem afiadas. Comece pela galinha e deixe o peru para o fim, assim eventuais erros de iniciante ficarão ocultos.

O pato costuma ter muita gordura, você pode remover um pouco se quiser – mas não toda. Mantenha os rabinhos das aves.

Programe bem as etapas em relação ao horário do jantar, em alguns casos é necessário começar os preparativos dois dias antes. A farofa de farinha de rosca pode ser substituída por farofa de farinha de mandioca temperada, tem umas ótimas no mercado brasileiro – coisa que não se encontra no comércio ianque.

Se possível, use termômetros culinários para conferir a temperatura interna durante o cozimento: é recomendável que alcance 72° C.

Se achar que está tostando por fora antes de cozinhar por dentro, cubra com papel alumínio mas sem fechar completamente.

A galinha e o peru têm carne branca, enquanto o pato tem carne escura. Ao fatiar, o efeito lembra o dos bolos mármore, com círculos concêntricos brancos e escuro e o anel de recheio.

Talvez seja necessário retirar o caldo que se forma na assadeira se for em muita quantidade e interferir no processo de assar o perupatolinha. Reserve o excesso para preparar um molho de acompanhamento com os miúdos das aves [veja a receita no post do Natal da família Walsh publicada aqui].

Guarde o caldo feito com as carcaças das aves e os vegetais para fazer sopas ou guisados.

O turducken serve 25 pessoas e é uma boa ideia para variar a ceia natalina.

Acompanha fritas.

Colírio: Damian Lewis

Data/Hora 26/11/2011, 14:27. Autor
Categorias Colírio

thumb image

Dizem que se acontece três vezes é porque é verdadeiro. Me apaixonei por Damian Lewis em Band Of Brothers, a segunda vez foi em Life, agora em Homeland. Três vezes. Não posso mais negar.

O britânico quarentão não tem uma beleza clássica, mas é praticamente impossível resistir aos seus olhos azuis. Clique aqui para continuar a leitura »

Fringe – Wallflower

Data/Hora 24/11/2011, 23:27. Autor
Categorias Reviews

thumb image

Série: Fringe
Episódio: Wallflower
Temporada:
Número do Episódio: 4×07
Data de Exibição nos EUA: 18/11/2011

Preciso começar a review pedindo desculpa pelo atraso para disponibilização da mesma. Essa semana, algumas questões pessoais impediram que eu assistisse o episódio mais cedo. Mas, agora que episódio está assistido, vamos à review!

Wallflower encerrou a exibição de Fringe nesse princípio de Fall Season. Agora, episódio inédito apenas em 13 de janeiro de 2012, data da exibição de Back to Where You’ve Never Been. A esperança é que saiam alguns vídeos promocionais do episódio, para apaziguar nossa sede por novas teorias.

Wallflower foi um episódio diferente de And Those We’ve Left Behind. Se esse episódio foi ótimo, cheio de conexões e novas revelações, aquele foi bem menos emocionante, e sem grandes surpresas. Mas com um senhor cliffhanger no final.


A trama foi centrada em Olívia, ou quem quer que ela seja. Sobre como é difícil pra ela fazer conexões com outras pessoas, sentir as coisas de um modo “normal”. Aí surge o grande questionamento do episódio: o cortexiphan ministrado na infância – e recentemente – alterou a forma como Olivia sente? E mais. Que tipo de habilidade os testes deram à loira?

E o caso da semana, do U-Gene, ou Eugene, teve bastante relação com o drama de Olivia. Ambos sentem-se, de certa forma, deslocados do ambiente em que vivem. Sentem-se diferentes e, por isso, menos importantes do que o são na realidade. E esse sentimento de “abandono”, ou rejeição, é que fez Eugene sair matando pessoas. Para tornar-se iguais aos demais, ser visto e lembrado. Olivia continuará sua luta para encontrar “seu lugar no mundo” – que ela está começando a crer que é ao lado de Lee. Eugene encerrou sua jornada. Feliz, por ter sido visto e notado pela mulher amada.

Quando Olivia ofereceu ajuda à Eugene, ele disse que só receberia essa ajuda por que os militares teriam algum interesse nele. E isso abre brecha para perceber que o caso é o mesmo com Nina Sharp. As intenções dela em manter Liv por perto não foram as melhores, ao que tudo indica.

Pra mim, o mais relevante do episódio foi perceber que nesse universo – seja ele o A remodelado, ou um C – a Massive Dynamic também tem “o rabo preso”, e que Nina Sharp não é a mãe substituta carinhosa e ideal. A partir de agora, creio que cada vez mais a MD vai ser relacionada aos casos, como a causadora dos problemas enfrentados pela divisão Fringe.

Outro que ganhou bastante destaque no episódio foi Lee. Ele está tentando encontrar uma forma de viver na nova cidade, adaptar-se aos casos com os quais tem trabalhado. Gosto da interação de Lincoln com Peter, acho que eles têm funcionado bem juntos. E, embora goste mais de Lee a cada episódio, ainda acho que o destaque que ele tem recebido nessa temporada é muito grande. Poderia ser menor.

Agora, vamos aos coadjuvantes do episódio.

Peter tem uma babá. Apesar de ter auxiliado a divisão Fringe, ele continua sendo tratado como um evento Fringe. Isso o desgosta um pouco, mas seu maior foco é descobrir como voltar pra casa – e shippar Olivia com Lee, inclusive dando dicas fashion pro “concorrente”.

E aqui chego em um ponto que muito tem me incomodado. Nós tínhamos certeza de que as coisas tinham mudado. Só que boa parte da audiência acreditava que as alterações produzidas no Universo A eram um mero reflexo da ausência de Peter. A tese do universo C ganhou força após a percepção, por parte de Peter, de que havia retornado para o local errado, e aquele não seria “o seu universo”. E Peter continua com a mesma convicção. Contudo, a opinião dos fãs divide-se cada vez mais, e algumas pessoas abandonaram prontamente a tese do universo C, ainda que não saibam explicar o porquê desse abandono (será que a utilização excessiva da cor azul nas cenas realmente quer dizer alguma coisa?). Estou achando tudo muito confuso, e o nome do próximo episódio não ajuda a clarear minhas ideias. Enfim, são muitas dúvidas, muitas falhas no meu raciocínio. Espero que com os novos elementos que serão introduzidos nos episódios seguintes, as coisas se tornem um pouco menos complexas.

Outro que fez apenas uma “participação especial” no episódio foi Walter. Pela 1ª vez em muito tempo tivemos pouco de Walter. Muito pouco. Estávamos todos acostumados com John Noble dando show, semana após semana, que preciso confessar que senti falta das loucuras e surtos do cientista maluco. Mas é bom dar um “descanso” pra imagem de John. Assim, quando ele voltar aos surtos costumeiros, eles serão ainda mais deliciosos e impactantes.

Astrid continua como coadjuvante. Gostava muito mais da interação da agente no laboratório, diretamente com Walter. Embora ache interessante a proposta dela sair a campo, não consigo compra-la. Sinto falta da relação de companheirismo entre Walter e Astrid. Embora haja alguns vislumbres de amizade nessa nova realidade, passa longe do relacionamento fofo que os fez entrar nessa lista.

O glyph code da semana foi David. E, mais uma vez, as teorias sobre o código são muitas. Tem gente relacionando com os códigos das semanas anteriores, e apostando no retorno de um personagem da 1ª temporada. Prefiro ficar com a palavra isoladamente. David, em hebraico (a origem do nome) significa querido, amado. E, de certa forma, vários personagens demonstraram a necessidade de serem queridos nesse episódio, especialmente Eugene. Então, vou ficar com essa opção de interpretação, embora não descarte nenhuma outra.

Por todos esses motivos, achei Wallflower um episódio mediano. Longe de ser ruim, mas a milhas e milhas de me empolgar. O que me empolgou? A promo do próximo episódio! Que esse 4×08 seja maravilhoso, como foi o 3×08 (Entrada, um dos meus favoritos). Sei que é pedir demais, mas um fã pode sonhar. Até janeiro, pessoal!  

P.S.: A audiência do último episódio do ano foi de cerca de 2.88 milhões de espectadores. Não, você não leu errado. É isso mesmo. O desespero pelo cancelamento do seriado, mais uma vez, tomou conta dos “Fringemaníacos”. Mas, para acalmar o coração dos fãs, a Warner Bros, produtora da série, anunciou que ainda é cedo para dar o seriado como cancelado, já que o retorno com Fringe vem de outras formas. Agora, é esperar pra ver, torcendo.

Série Virtual – Outsiders – Unleash

Série: Outsiders
Episódio:
Unleash
Temporada:

Número do Episódio:
1×07

CENA 01 – SALA DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE

JULIA atravessa a sala onde JOEY está assistindo TV.

JULIA: Liga pra Cathleen. Temos trabalho essa noite. Eu vou pro campo.

JULIA sobe as escadas com pressa.

 

CENA 02 – THE ALLEY – NOITE

[MÚSICA DE FUNDO – DIRTY LITTLE SECRET, THE ALL-AMERICAN REJECTS]

CATHLEEN está servindo uma mesa com muitos garotos. Eles falam alto e nas mesas ao lado há mais garotos. A lanchonete está cheia. ZACK passa por ela, apressado, com uma bandeja em cada mão.

ZACK: Mesa 12 está sem ketchup.

CATHLEEN: Deixa comigo.

Ela anda rapidamente pela lanchonete. Ouvimos um bipe e ela tira o celular do bolso da calça. A câmera foca o aparelho onde se lê uma mensagem. “Trabalho novo. Essa noite. Esteja aqui o mais rápido possível”.

CATHLEEN: Você só pode tá brincando.

ZACK: [Voice over] Cathleen!

[Música fade out]

 

CENA 03 – SALA DE PESQUISA DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE

JOEY está conectando alguns cabos a um dos três computadores sobre uma mesa. No resto da sala vemos mais duas mesas com três computadores sobre cada uma delas. Nas paredes há mapas, quadros brancos e uma tela grande plana. JOEY circula sua mesa e senta em frente aos monitores. Ele digita algumas coisas no teclado. Ouvimos o toque da campainha.

JOEY: Droga.

O garoto sai da sala que dá para a sala de treinamento. Ele atravessa o tatame, saindo da sala e chegando à sala de estar.

 

CENA 04 – SALA DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE

JOEY abre a porta revelando KENNEDY muito bem arrumada.

KENNEDY: Hey. A Cathy tá ai?

JOEY: Ainda no trabalho.

KENNEDY: Droga.

JOEY olha para trás, visivelmente ocupado, mas KENNEDY apenas troca seu peso dos calcanhares para as pontas dos pés algumas vezes. Ele coça a cabeça e esvazia os pulmões.

JOEY: [contrariado] Você quer entrar e esperar?

KENNEDY sorri de orelha a orelha e entra.

KENNEDY: Que bom que ofereceu.

JOEY fecha a porta como se a ação requeresse muito esforço. Quando ele chega à sala KENNEDY já está no sofá.

JOEY: Você quer beber alguma coisa. Água, suco?

KENNEDY: Não, obrigada. Não posso demorar muito. [ela checa o celular] Nem a Cathy. Melhor ela chegar logo ou vamos perder a última sessão.

Ele senta no sofá ao lado dela, mas um pouco afastado.

JOEY: [franze o cenho] Vocês vão sair hoje?

KENNEDY: Sim. Tem essa inauguração de um cinema perto da faculdade.

JOEY: Ah…

KENNEDY: [sem graça] A gente te convidaria, mas—

JOEY: Vocês não querem.

KENNEDY: Não, é só que—

JOEY: [sorri] Vocês não querem.

KENNEDY fica sem graça.

JOEY: Não tem problema, Kennedy. Eu provavelmente não ia achar muito divertido ver vocês levando cantadas de universitários no escuro enquanto estou sendo obrigado a assistir um filme de garotas. E, a propósito, não sei se Cathleen vai poder ir.

KENNEDY forma uma expressão indignada e levanta do sofá.

KENNEDY: [irritada] Fala sério! Por que não?!

JOEY parece meio assustado com o tom da garota e se encolhe no sofá.

JOEY: [gaguejando] É só que… hum… a Julia… a gente meio que tinha que… organizar a sala de treinamento dela há algum tempo… hum… e o prazo acaba hoje à noite. Ela fica realmente irritada quando a gente não faz o que ela manda.

KENNEDY: [indignada] Você só pode tá brincando! Por que a maldita Hannover não me avisou isso?

JOEY: Na verdade eu acabei de falar com ela. Acho que ela não tinha lembrado.

KENNEDY encosta no sofá como se desmoronasse.

JOEY: Não é culpa dela. Vocês podem ir ao cinema amanhã.

KENNEDY: Não tem nada a ver com isso. Eu nem queria ir pra esse cinema idiota.

JOEY: Então por que você tá tão chateada?

KENNEDY: É só… Ultimamente ela tá tão… [suspira] Tá acontecendo alguma coisa com ela que eu não sei?

JOEY se faz de desentendido.

JOEY: Não. Claro que não.

KENNEDY: Porque ela me diria, certo?

JOEY: Com certeza!

KENNEDY: Sou a amiga mais próxima dela.

JOEY: Claro que é!

[MÚSICA DE FUNDO – STRAIGHTJACKET FEELING, THE ALL-AMERICAN REJECTS]

KENNEDY reflete por uns momentos e JOEY a olha intrigado.

KENNEDY: Mas alguma coisa… alguma coisa mudou e eu não to sabendo o que é. Eu só… queria que ela conversasse comigo. Ela nunca foi tão aberta assim sobre a vida dela, mas pelo menos a gente conversava sobre algumas coisas. Mas agora… ela tá tão distante. E eu… [triste] às vezes eu preciso de alguém pra conversar. Talvez eu… talvez eu tenha feito alguma coisa e—

JOEY: Hey, hey!

JOEY se aproxima dela.

KENNEDY: Não é sua culpa.

JOEY: Como você sabe?

KENNEDY: Eu só… eu simplesmente sei.

KENNEDY o olha nos olhos por uns instantes e de repente parece perceber que é JOEY quem está ali. Ela se recompõe e sorri, sem graça.

KENNEDY: Meu Deus, olha o papel de idiota que eu tô fazendo.

JOEY: Não tem problema.

KENNEDY: Não. Você é o Joey. Você é o Joey e eu não deveria ter esse tipo de conversa com você.

JOEY define o maxiliar e engole a seco, se afastando dela no sofá.

JOEY: É, acho que não. [levanta] Então, se você já tiver terminado… eu tenho trabalho a fazer.

Ela olha para ele meio espantada com o tom.

KENNEDY: Claro.

Kennedy pega rapidamente a bolsa e se dirige à porta ainda com semblante entristecido. Joey caminha para sala de treinamento com passos de elefante.

[Música fade out]

[MÚSICA TEMA – LATE GREAT PLANET EARTH, PLUMB]

 

CENA 05 – SALA DE PESQUISAS DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE

CATHLEEN entra com pressa na sala. Ela ainda está com o uniforme do The Alley.

CATHLEEN: [ofegante] Já cheguei, já che–

JOEY levanta o dedo interrompendo a garota. Ele está em sua mesa cercado por computadores e tem um fone no ouvido e um microfone perto dos lábios.

JOEY: Continua nessa direção por mais duzentos metros. Você deve encontrar uma sala adjunta à parede interna norte.

CATHLEEN: [impressionada] Adjunta? Quem diria que o Ehlios poderia fazer milagres com seu vocabulário.

JOEY olha para CATHLEEN com uma expressão de tédio. Ele aperta um botão e o mantém pressionado.

JOEY: Já devia estar aqui há vinte minutos. Você não faz idéia de como ela tá irritada com você!

CATHLEEN caminha até sua mesa.

CATHLEEN: Lido com isso todos os dias. Tenho certeza que aguento, Joe.

A garota senta e coloca o fone anexado ao microfone nos ouvidos.

JOEY: A Lester teve aqui atrás de você.

CATHLEEN solta um suspiro cansado.

CATHLEEN: Maldição! Ela vai me matar por ter furado mais uma vez.

JOEY: Ela tava bem chateada. [fecha a expressão] Mas não quis falar muito sobre o assunto.

CATHLEEN: Essa vida vai me custar mais um grupo de amigos.

JOEY olha pra ela com pesar.

CATHLEEN: Hey, nós temos trabalho pra fazer. Deixo você sentir pena de mim depois que a gente tirar o traseiro da Julia de seja lá onde ela se meteu dessa vez. Você pode até fazer tranças no meu cabelo.

JOEY sorri e balança a cabeça em negativa.

JOEY: As plantas estão no WP3. E, acesse o satélite da Hellertech. Vamos ficar de olho na movimentação dos soldados.

CATHLEEN: [digitando] Então, qual é o plano?

JOEY: Julia acabou de roubar o uniforme de um soldado raso e está indo pro gerador.

CATHLEEN: O velho disfarçar e infiltrar? [risada irônica] Vocês são tão originais.

JOEY: Não é como se a gente tivesse muito tempo pra bolar o plano. Ela mal revisou as plantas da base.

CATHLEEN: Não se preocupa. É a Julia. Ela vai sair ilesa daquele lugar antes que a gente fale “Cluckty Cluck Cluck day”.

JOEY: [sussurra] Espero que sim.

CATHLEEN: Então vamos! Me intere dos fatos.

 

CENA 06 – EXT. BASE WHITE PINE – NOITE

JULIA está vestida com um uniforme camuflagem e anda apressada, mas sem levantar suspeitas, ao lado de um muro.

JOEY: [Voice over] Agora ela está indo para o gerador.

Ela chega ao vértice do prédio e vê, adjacente ao muro, um pequeno quarto. JULIA tira um cartão do bolso.

JOEY: [Voice over] Uma vez lá dentro [Julia entra na pequena sala] ela plantará o detonador.

Dois homens munidos de uma Colt cada um riem. O primeiro soldado é gordo e baixinho, enquanto o segundo é bem magro e aparenta ter passado dos 40 anos.

SOLDADO 1: “…e se você acha que eu vou aceitar ordens de mulher…”. Então McFlynn dá uma joelhada nas partes que ele tanto ama e o que dizem é que ele caiu quase desmaiado de tanta dor! [riem alto] Ela então abre as calças dele e tira uma faca do seu bolso. “Eu acho que vou ter que nos igualar então”.

Os dois riem alto.

SOLDADO 2: Estou te dizendo, Jeff, Jessica McFlynn foi a melhor coisa que aconteceu nessa base em muito tempo.

SOLDADO 2 coloca as mãos a frente do corpo fazendo menção a seios e os dois riem ainda mais alto, soltando um uníssono “Yeah”. JULIA se aproxima deles.

JULIA : Hey, caras.

Os dois olham pra ela e a câmera subjetiva mostra que no lugar de JULIA eles vêem um homem.

JEFF: O que está fazendo aqui, Danny? Não devia estar na torre nordeste?

A câmera mostra os três, e é JULIA quem continua falando com eles.

JULIA: É, mas um dos holofotes parou e o sargento me pediu pra vir dar uma olhada no gerador.

JEFF: Ah cara, você sabe que não posso deixar ninguém de patente inferior entrar ali [aponta para uma porta]. Você tem que trazer pelo menos um sargento. Porque não trouxe seu sargento?

JULIA: [sem graça] Eu não posso trazer o sargento porque a verdade é que… eu estive ali ontem à noite, Jeff.

Os homens se entreolham em surpresa.

JULIA: É, cara. Eu tava lá dentro com… Jessica [os dois arregalam os olhos] em ela meio que esqueceu sua… roupa íntima. Então eu preciso pegar de volta, cara, ou eu tô na rua. Já pensou se alguém acha?

Os dois se entreolham e de repente começam a rir.

JEFF: [irônico] Ok, Bill, eu dei um fora na Angelina Jolie ontem.

Eles continuam rindo.

JULIA: Vamos cara, quebra esse pra mim? Juro que fico te devendo. E outra, vocês nem precisam acreditar. A prova está lá dentro.

Eles parecem analisar a proposta.

JULIA: Eu mostro pra vocês.

JEFF suspira em rendição e começa a tirar o molho de chaves do bolso.

JEFF: [desapontado] Essas coisas nunca acontecem no nosso turno.

JULIA sorri.

 

CENA 07 – SALA DE PESQUISAS DA MANSÃO LIEFIELD – NOITE

CATHLEEN e JOEY continuam em suas mesas.

JOEY: A criatividade feminina me assusta.

CATHLEEN: A mente masculina me assusta.

JOEY sorri e CATHLEEN franze a testa, focando-se em seu monitor.

CATHLEEN: Agora, isso é estranho.

JOEY: O quê?

CATHLEEN: No mapa das linhas de força da base.

JOEY digita algumas coisas e, em seu monitor, linhas vermelhas tomam a planta da base.

CATHLEEN: Dá uma olhada em cima. Na parte direita.

JOEY: [parecendo entender] Sela 17.

CATHLEEN: Exatamente. Agora me diz, por que diabos, em uma base onde tudo é controlado por eletricidade, haveria uma sala – apenas uma – onde os cabos elétricos nem se aproximam?

JOEY, intrigado, afirma com a cabeça enquanto encara seu monitor.

JOEY: Saca só no satélite as leituras de calor. Ok, os pontos laranja são os soldados, mas tá vendo esse grande ponto vermelho onde a Julia está?

CATHLEEN: O gerador emanando calor.

JOEY: Exatamente. Agora na sela 17 tem um ponto do mesmo tamanho, mas totalmente frio…

CATHLEEN: [afirma com a cabeça] O gerador reserva inativo. Vai ver a sela não tem linhas de energia para prevenir um curto circuito, ou algo do tipo.

JOEY: É uma possibilidade. O gerador é subterrâneo e o único cabo saindo de lá também parece estar inativo. Leva energia até o centro de distribuição do outro lado. [franze a testa] E que diabos é isso?

CATHLEEN: O quê?

JOEY: Canal 9 do satélite. Esse troço faz tantas coisas que eu fico perdido. São umas linhas azuis estranhas oscilando em volta do gerador principal.

CATHLEEN vasculha alguns papéis.

CATHLEEN: Aqui. Freqüência 9: Sonar de campos elétricos.

JOEY: Qualquer dia Ulisses vai conseguir fazer esse satélite ler pensamentos.

CATHLEEN: [sorri] Não precisa. Nós temos a melhor pra isso.

 

CENA 08 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE

Total escuridão e um barulho alto de motor. Uma porta se abre trazendo luz ao local. Jeff tateia a parede a as luzes se acendem. Julia olha em volta, impressionada. A câmera subjetiva mostra uma grande sala com maquinário pesado que chega quase ao teto. As máquinas formam um corredor no centro da sala e outros dois, rente às paredes.

Bill se treme ao entrar na sala.

BILL: Cara, eu odeio entrar aqui dentro. Me arrepio todo.

JULIA: Eu também. Que estranho.

JEFF: Nos disseram que esse trambolho cria um forte campo elétrico ao redor quando tá funcionando. Ar carregado. Se você der muita sorte dá pra ver até umas faíscas elétricas no ar de vez em quando.

BILL: Então… onde vocês ficaram?

JULIA: Acho que vocês vão ter que me ajudar a procurar na sala inteira.

BILL E JEFF: [juntos, rindo e afirmando com a cabeça] Yeah!

Os homens riem e dão tapas nas costas de Julia, jogando-a um pouco pra frente. Ela rola os olhos sem que percebam.

JULIA: [mexendo o ombro] Eu procuro do lado de lá.

Os três se separam e JULIA vai para um dos corredores rente à parede. As máquinas a encobrem da visão dos soldados.  Ela tira um dispositivo do bolso, menor que a palma da sua mão.

JULIA: [sussurra] Acho que você vai precisar de uma ajuda pra acabar com isso tudo aqui.

JULIA começa a tatear o maquinário e olhar em volta procurando algo.

JEFF: [off] Hey, Danny! Que cor que é?

JULIA: [desinteressada] Hum… vermelha!

BILL E JEFF: [juntos em off] Yeah!

JULIA se permite uma gargalhada baixa e sorri. A câmera a mostra abrindo um painel e revelando uma tela sensível ao toque. Ela abaixa e tira uma tampa no pé de um dos maquinários. Vemos muitos fios. Ela escolhe um dos mais grossos e começa a desgastá-lo com uma faca. JULIA levanta e pressiona a tela em diferentes pontos. A câmera a mostra pressionar um local onde diz “Abastecimento de Emergência” e nesse momento o barulho do maquinário se intensifica pelo aumento da produção de energia.

CORTA PARA:

JEFF: [para Bill ao seu lado] O que é esse barulho?

BILL: Isso é um gerador, Jeff. O que você queria? Canções de ninar? Só continua procurando.

CORTA PARA:

JULIA volta a abaixar e vemos o cabo que ela havia desgastado faiscar perigosamente. Ela coloca um explosivo dentro da máquina e fecha a tampa.

JULIA caminha atravessando o corredor central e vemos BILL e JEFF de costas procurando em baixo de ferramentas. Ela vai até o outro maquinário e coloca mais um explosivo. O timer acende marcando cinco minutos e o display começa a regredir. JULIA circula o maquinário e instala rapidamente mais duas minas.

Ela olha em volta e pega uma flanela suja de graxa do chão. JULIA se aproxima dos dois soldados.

JULIA: Hey, caras. Achei.

Ela levanta a flanela imunda. CAM subjetiva mostra os soldados vendo uma calcinha vermelha de renda na mão de DANNY. Eles parecem hipnotizados. JEFF levanta a mão para pegá-la, mas JULIA a afasta.

JEFF: Vamos, cara. Eu só quero dar uma olhada.

JULIA finge ponderar por alguns instantes.

JULIA: Só lembrem depois o grande amigo que eu sou.

BILL: [desesperado] O melhor!

JULIA entrega a flanela e os dois começam a virá-la de todos os lados.

JEFF: [sem graça] Eu posso…?

Ele menciona seu nariz.

JULIA: [indignada] Não, cara! Eu não vou deixar você cheirar a calcinha da minha garota! Como que você ainda pede isso?

JEFF: [atrapalhado] Não, cara. Me desculpa… me… me desculpa, mesmo.

JULIA: A não ser que…

Os dois sorriem.

JULIA: Tem essa aposta rolando na muralha leste. Os caras não acreditaram que eu peguei a Jess. Eu tenho que ir lá mostrar isso antes da refeição da meia noite, só que meu sargento já deve ter notado minha ausência então…

BILL: [receoso] Ah, cara, a gente não pode sair daqui. E se alguém aparecer?

JULIA: Vamos, Bill. Vai ser só cinco minutinhos. Além disso, você sabe que ninguém nunca aparece aqui. Por que acha que a Jess escolheu esse lugar?

Eles se olham receosos.

JEFF: Bill, ele realmente é a primeira pessoa que vem aqui em semanas. A gente sempre fica sozinho a noite toda. Por que você acha que nos colocaram aqui? Porque é trabalho fácil. Quer dizer, olha pra gente.

JULIA olha apreensiva para o relógio. O cronômetro marca 3m12s.

JULIA: Vamos, Jeff, vocês não são tão ruins assim. E pensem bem, vocês vão ser os caras com a calcinha da Jess.

Bill finalmente abre um sorriso sacana.

BILL E JEFF: Yeah!

JULIA: [já irritada] Tá, tá, tá. [joga a flanela pra eles] Divirtam-se.

JEFF afunda o rosto na flanela suja. JULIA faz uma cara de nojo. JEFF levanta o rosto da flanela, revelando-o todo sujo de graxa. JULIA contém o riso enquanto BILL puxa a flanela da mão de JEFF e faz o mesmo. JULIA respira fundo e consegue fazer seu rosto tomar uma expressão séria.

JULIA: [puxando a flanela] Já tá bom. Não abusem.

JULIA toma um momento para olhar para os dois soldados com o rosto sujo de graxa.

JULIA: Agora cumpram sua parte do trato e levem essa belezinha [levanta a flanela e balança no ar] para o soldado Smith na muralha leste.

JEFF: Você é o melhor, Danny.

Os dois soldados com os rostos sujos pegam a flanela e saem da sala. JULIA olha para o relógio e sai com rapidez da sala de maquinário.

 

 

CENA 09 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE

Julia espera os soldados saírem da sala e tranca a porta.

JOEY: [Voice over] Você tem menos de um minuto e meio pra chegar ao laboratório.

JULIA: [nervosa] Eu sei, eu sei. [se força a pensar] Aqueles tarados não estavam nos meus planos.

CORTA PARA

CATHLEEN digita velozmente no teclado. O computador mostra a planta da base com linhas de cores diferentes aparecendo a cada clique da garota. Ela para num mapa com linhas marrons.

CATHLEEN: Achei. Sistema de esgoto.

CORTA PARA

CATHLEEN: [Voice over] No canto esquerdo à porta.

JULIA vê uma bancada com um monitor de vigilância no local. Ela arrasta o móvel revelando um alçapão no chão de madeira. Ela o abre, entra, desce alguns degraus e o tranca por dentro. CAM subjetiva mostra um corredor úmido com muitos canos nas paredes. O local parece ser uma galeria de esgoto.

CATHLEEN: [Voice ver] Corre!

[MÚSICA DE FUNDO – CURSED, CHRISTOPHER BECK]

JULIA começa a correr velozmente.

CATHLEEN: [Voice over] Rastrea–

JULIA aperta um botão em um dispositivo em sua cintura.

CORTA PARA

Um ponto amarelo começa a brilhar e se mover na tela do computador.

CATHLEEN: Obrigada.

CORTA PARA

JULIA correndo.

JOEY: [Voice over] Um minuto.

JULIA se esforça e ganha velocidade.

CATHLEEN: [Voice over] Direita.

JULIA faz a curva perfeitamente sem diminuir velocidade. Ela corre por mais uns segundos.

CATHLEEN: [Voice over] Outra vez.

Ela faz outra curva fechada e escorrega em uma poça, mas recobra o equilíbrio e continua correndo.

CORTA PARA

CATHLEEN e JOEY acompanham o ponto amarelo se aproximar na planta do quadro que leva a legenda “Laboratório de Testes.”

CATHLEEN: Só mais um pouco. Até o duto de ventilação.

JULIA expressa no rosto o esforço.

[Música fade out]

 

CENA 10 – SUB. BASE WHITE PINE – NOITE

Em uma galeria subterrânea, dois soldados jogam cartas. Ao fundo vemos um maquinário semelhante ao gerador principal. Um dos soldados bate as cartas na pequena mesa.

SOLDADO 1: Full House, otário!

SOLDADO 2: Você tá trapaceando.

SOLDADO 1: Não, você que é ruim mesmo. [ri] Quer parar ou topa perder mais cinqüenta?

SOLDADO 1 ri ainda mais enquanto SOLDADO 2 tira o dinheiro do bolso e o bate na mesa.

SOLDADO 2: Ainda te pego escondendo cart–

Barulhos de passos rápidos. Eles olham para o único corredor de acesso à galeria e pegam suas armas, colocando-as em posição. Em total silêncio, eles cruzam o corredor com SOLDADO 1 guiando o caminho. Quando o corredor termina, SOLDADO 1 levanta o punho fechado e SOLDADO 2 para de andar, apontando a Colt para o teto e encostando-se na parede. SOLDADO 1 espia rapidamente o corredor e CAM subjetiva mostra alguém em trajes militares abrindo a báscula de um duto de ventilação que sobe, sumindo no teto do corredor.

SOLDADO 1, através de sinais, conta até três e ambos rapidamente apontam a arma para JULIA com um clique característico.

SOLDADO 1: É melhor que tenha uma ótima explicação para o que faz aqui em baixo soldado.

JULIA, ainda de costas, levanta os braços em rendição.

CENA 11 – SUB. BASE WHITE PINE – NOITE

JULIA se vira lentamente. SOLDADO 2 se aproxima enquanto SOLDADO 1 continua com mira firme em JULIA.

SOLDADO 2: Quem diabos é você e ordens de quem segue para estar aqui embaixo? SOLDADO 1: Fred, eu achava que McFlynn fosse a única mulher na base.

FRED olha ainda mais sério para JULIA.

FRED: E ela é.

FRED ajeita a mira da arma.

FRED: Quero ver identificação!

JULIA: Se acalma. Está no meu bolso de trás.

A câmera mostra as costas de JULIA que possui uma faca no cinto. Ela começa a abaixar a mão lentamente–

SOLDADO 2: Não, não, não! Mãos pra cima! [sorri, malicioso] Vai ser um prazer pegá-la.

Ele levanta a mão aproximando-a da cintura de JULIA, quando um estrondo muito alto de explosão é ouvido. Um bloco de concreto do teto cai sobre SOLDADO 1, que desmaia.

[MÚSICA DE FUNDO – FAITH’S END, CHRISTOPHER BECK]

Mais pedaços de concreto soterram o soldado abrindo um buraco no teto. FRED, assustado, vira para ver o amigo no chão. Rapidamente JULIA chuta a arma e saca a faca, batendo seu punhal na nuca de FRED. O homem vai ao chão, perdendo o alcance de sua metralhadora. Ele tenta levantar, mas JULIA, rapidamente, o pega pelo colarinho e com um soco o deixa inconsciente. Toda a ação dura poucos segundos. JULIA entra pelo duto, saca uma arma com um ponteiro e atira para o teto, liberando um cabo que se prende ao fim do duto. A vemos ser içada no ar.

CATHLEEN: [Voice over] Gerador reserva em… 14 segundos. Ah, e a propósito, eu já falei que esse plano é loucura?

 

CENA 12 – EXT. BASE WHITE PINE – NOITE

Na superfície da base vemos o caos. Soldados e carros correm para todos os lados, enquanto outros tentam apagar o fogo da sala do gerador. Tenentes gritam ordens de comando. A CAM mostra uma placa onde lemos “REFEITÓRIO” e vai descendo até a entrada, onde dezenas de soldados saem correndo do local.

 

CENA 13 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE

Muitos soldados correm até uma porta onde vemos a placa “ARMAMENTO”. Um deles força a maçaneta, mas a porta não abre.

SOLDADO: É a energia! As portas estão travadas!

 

CENA 14 – INT. LABORATÓRIO – NOITE

Uma das básculas do duto de ventilação se solta e vemos JULIA com uma lanterna na boca. Firmando as mãos na borda da passagem, ela sai do duto com uma cambalhota. JULIA solta as mãos do duto e pousa no chão com o mínimo barulho.

CATHLEEN: [Voice over] Dez.

Ela olha ao redor e parece nervosa. CAM subjetiva mostra no foco da lanterna mesas onde vemos microscópios, tubos de ensaio e outros utensílios para experiências químicas.

JULIA: Não tem nada aqui!

CATHLEEN: [Voice over] O quê?! Sai daí, Solaris! Você tem 6 segundos!

JULIA pega a báscula do chão e olha para o duto por onde entrou.

CORTA PARA

JOEY se levanta nervoso de sua mesa e fica em pé ao lado de CATHEEN.

 

CENA 16 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE

As luzes do corredor se acendem em seqüência, sendo acompanhadas pelo olhar de soldados no corredor. A câmera mostra que ao lado da maçaneta de uma porta, uma luz vermelha fica azul. Nesse momento um homem com um jaleco branco abre rapidamente a porta do laboratório sendo seguido por alguns soldados. A câmera mostra o laboratório vazio e no canto da tela vemos a báscula se ajeitando discretamente no duto de ventilação. Os soldados começam a vistoriar o laboratório.

[Música fade out]

 

CENA 17 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE

JULIA esgueira-se pelo duto.

CATHLEEN: [Voice over] O quê você quer dizer com não ter nada lá?

JULIA: [irritada] Que eu vi gnomos fazendo presentes de Natal!

CATHLEEN: [Voice over] Duendes.

JULIA: [gira os olhos] Quis dizer exatamente o que disse. Não tem nada lá!

JULIA alcança o duto vertical e agarra o cabo que ainda estava preso ao teto. Ela começa a descer.

JULIA: O lugar é um laboratório químico. Provavelmente para criar armas químicas. Não tinha nada de receptor nenhum lá.

JOEY: [Voice over] Você acha que eles já transportaram o satélite?

JULIA: Não sei. Pra falar a verdade eu acho que nunca houve satélite nenhum nessa base. Os equipamentos de lá não pareciam exatamente novos e considerando que aquele é o único laboratório dessa base, eu diria que ele sempre foi o que é.

JULIA sai pela passagem do duto, estando agora novamente nas galerias de esgoto da base. FRED ainda está desmaiado no chão. Ela vai até ele e começa a amarrar suas mãos.

CORTA PARA

CATHLEEN: Espera, você tá dizendo que Robert armou isso tudo?

JULIA: [Voice over] É a única explicação que me vem à mente. A pergunta é: com que propósito?

A câmera desliza das costas dos garotos para o monitor de JOEY onde as linhas azuis agora oscilam como ondas em volta da sela 17.

 

CENA 18 – SUB. BASE WHITE PINE – NOITE

Na galeria do gerador reserva, a câmera circula o maquinário, onde um barulho ensurdecedor mostra que ele produz energia a todo vapor. A câmera vai movendo-se para cima para cima, passando através do teto e mostrando a sela acima do gerador, que contém apenas uma maca.

 

CENA 19 – INT. BASE WHITE PINE – NOITE

[MÚSICA DE FUNDO: DEVIL’S CHILD, CHRISTOPHER BECK]

A câmera foca de perto um braço em cima da maca. Todos os seus cabelos eriçam ao mesmo tempo e um barulho de desmoronamento é ouvido. Filmado de costas, o homem deitado na maca se senta rapidamente, mas não vemos sua identidade. A câmera acompanha seu lento movimento de mão e vemos um raio elétrico faiscar no ar por onde ela passou. O homem levanta e vai até a porta de sua sela. A câmera mostra a mão dele em concha. Raios elétricos dançam entre os dedos freneticamente. Ele passa a mão sobre a fechadura e um barulho característico condena que foi destravada. O homem começa a gargalhar alto.

[Música fade out]

CENA 20 – SUB. BASE WHITE PINE – NOITE

Julia dá um último puxão e o soldado altamente ferido e ainda desacordado sai debaixo da pilha de entulho. Ela o arrasta até seu companheiro de turno inconsciente. Limpando o suor da testa Julia encara a pilha de entulho que bloqueia o corredor.

JULIA: A passagem tá bloqueada. [olha para o buraco no teto] Vou ter que sair por cima.

CATHLEEN: [Voice over] De maneira alguma! Você não faz idéia do formigueiro de soldados que tá lá em cima agora. Você não conseguiria controlar a mente de todos!

JULIA: Não é como se eu tivesse o Joey aqui pra abrir uma passagem no meio desse entulho, mas se vocês tiverem outra saída, estou aberta a sugestões.

JULIA fica calada e os garotos nada respondem.

JULIA: Foi o que eu achei.

Ela começa a escalar a montanha de concreto visando alcançar a abertura no teto.

CORTA PARA:

CATHLEEN acompanha no monitor a movimentação de centenas de pontos laranja pela base.

CATHLEEN: Você vai sair no banheiro de uma das selas. Aí dentro não parece ter ninguém, mas lá fora a coisa não tá nada boa.

JOEY, em pé ao lado da garota, aperta um botão e o mantém pressionado.

CATHLEEN: Por que você cortou a comunicação?

O garoto aponta para alguns pontos azuis no monitor.

JOEY: [arregala os olhos] Têm corpos por todo o corredor.

JOEY e CATHLEEN se entreolham. A câmera foca o monitor, onde vários pontos laranja vão ficando verdes e depois azuis rapidamente.

CORTA PARA:

JULIA atravessa o buraco saindo dentro da área da ducha do banheiro. Ela abre com cuidado a porta e vemos a sela onde o homem fugiu. Um alarme insistente toca sem parar.

JULIA: Base? Base?

Silêncio. JULIA aperta o ponto no ouvido.

JULIA: Base?

CATHLEEN: [Voice over] Estamos aqui.

JULIA: Está seguro para sair?

JULIA se aproxima da porta. Do corredor, além no alarme, não vem nenhum barulho.

[MÚSICA DE FUNDO – ESCAPE, CHRISTOPHER BECK]

CATHLEEN: [Voice over] Acho que seguro não seria a palavra certa.

Julia sai da sela e parece chocada. A câmera subjetiva mostra cerca uma dúzia de soldados mortos no corredor. Vemos no chão algumas marcas da borracha dos coturnos queimados. JULIA olha pra cima e a câmera mostra todas as lâmpadas do corredor estouradas. O vermelho das poucas sirenes que restam cintilam no local.

JULIA: Quem fez isso?

JOEY: [Voice over] A gente descobre isso depois. Sai daí rápido antes que você seja a próxima!

[MÚSICA DE FUNDO – CURSED, CHRISTOPHER BECK]

JULIA corre pelos corredores onde tudo que se vê são corpos. Ela desvia e pula por alguns deles.

CATHLEEN: [Voice over] Esquerda no próximo corredor.

CORTA PARA

JOEY: [abismado] Você está a guiando através dos corpos?

CATHLEEN: [irritada] Você quer discutir ética agora, Joe? Nós temos que tirá-la de lá. Pelo menos dessa forma ela não vai ser pega.

JOEY nada responde. No monitor, mais pontos laranja vão ficando azuis com maior velocidade.

JOEY: Está no pátio.

CATHLEEN: [sussurra] Meu Deus, é um massacre.

CORTA PARA

JULIA tropeça em um cadáver e vai ao chão, dando de cara com um soldado morto de olhos arregalados. Ela se afasta rápido, pega uma das armas no chão e levanta. Ela engatilha a arma e continua correndo.

CATHLEEN: [Voice over] Estamos quase saindo.

JULIA atravessa a porta e ganha o pátio. Num cenário de terror vemos dezenas de corpos no gramado. O som da cena é abafado pela música. Do lado esquerdo, a sala do gerador emana altas labaredas de fogo, que alguns soldados tentam apagar sem sucesso. JULIA parece em choque com a quantidade de mortos e caminha lentamente através deles. A câmera mostra oficiais gritando ordens de comando. Um jipe corta caminho entre os mortos enquanto soldados empilham nele os corpos dos companheiros.

[Música fade out]

HOMEM: [voice over] Soldado!

JULIA parece sair do transe. Atrás dela vemos um tenente com a farda suja de sangue. JULIA fecha lentamente os olhos e vira para o tenente. A câmera subjetiva mostra DANNY novamente no lugar de Julia.

TENENTE: [irritado] A formação é do outro lado!

JULIA: Sim, senhor. Desculpe, senhor.

TENENTE: [irritado] Não quero suas desculpas, quero seu traseiro naquele pelotão, agora!

O homem vai até JULIA e empurra a arma contra seu peito.

TENENTE: [irritado] E segure a sua arma como um homem!

Ele passa por JULIA desviando dos corpos e ela o segue.

CORTA PÁRA

CATHLEEN: Solaris, você não pode ir por aí.

JOEY: Fala mais baixo ou vai quebrar a concentração dela.

CATHLEEN: [sussurra] Nessa direção há o que parece ser uma grande concentração de soldados.

CATHLEEN corta a comunicação com um toque no teclado e olha para JOEY.

CATHLEEN: Ela não vai conseguir enganar tantos soldados.

CORTA PARA

A câmera mostra JULIA de costas, seguindo o tenente. Ela leva à mão às suas costas onde vemos a faca. Ao firmar a mão no cabo, JULIA vê os dois soldados do jipe de recolhimento acompanhando sua movimentação. Ela solta a faca e continua andando.

O tenente vira num alojamento e quando JULIA faz o mesmo vemos um pelotão com mais de cem soldados em formação cerrada com oficiais à sua frente. A cada passo, mais soldados desviam o olhar para os recém chegados e JULIA vai ficando visivelmente tonta. A câmera gira em torno de JULIA e ela parece estar prestes a desmaiar. Um general olha para a os dois se aproximando.

GENERAL: Quem é ela?!

O tenente vira pra trás, surpreso. A câmera mostra que agora ele vê JULIA onde achava estar DANNY. O tenente saca uma pistola. A câmera mostra a visão de JULIA turvar quando quase todo o pelotão olha para ela. As vozes ficam graves e ela vai ao chão, mas não desmaia de imediato. Vemos pela visão dela os pés do TENENTE em primeiro plano, e atrás dele pares de pés correm para todos os lados e tiros são ouvidos. De repente os pés do tenente tremem com força e JULIA vê raios elétricos cobrirem-nos através de sua visão nebulosa. Ele vai ao chão e agora um par de pés descalços se aproxima de JULIA lentamente. JULIA pisca e a tela fica preta algumas vezes até que ela desmaia. Baque surdo.

CORTA PARA

A câmera mostra um aglomerado de pontos laranja se dissipar e boa parte deles se torna azul. CATHLEEN levanta da cadeira e encara o monitor com os olhos marejados.

CATHLEEN: [sussurra] Oh, Deus.

JOEY: [nervoso] Solaris, aqui é Base, responda! [silêncio] Solaris, pode me ouvir?! [irritado] Droga, Julia!

JOEY, com urgência, pega um laptop em cima da sua mesa. No monitor pontos ficam azuis como numa onda circular crescendo.

JOEY: Cathleen, pegue as chaves.

JOEY caminha até a porta, mas Cathleen continua encarando o monitor.

JOEY: [grita] Cathleen, as chaves!

A garota, saindo do transe vai até um armário e o abre. Vemos uma fileira de chaves. Ela pega qualquer uma e segue JOEY.

 

CENA 20 – EXT. MANSÃO LIEFIELD – NOITE

Um porshe cromado canta pneus na saída da garagem da mansão. Vemos CATHLEEN na direção e JOEY no carona com o laptop no colo.

CATHLEEN: Em quanto tempo chegamos lá?

JOEY digita freneticamente.

JOEY: Se corrermos, vinte minutos. [sussura] Não é o suficiente…

CATHLEEN aperta o volante.

CATHLEEN: Então chegaremos em quinze.

A câmera mostra o carro ganhando velocidade nas ruas de Naranda.

JOEY: É melhor irmos pela estrada antiga. Ser parado pela polícia não seria interessante agora.

CATHLEEN fura um sinal vermelho e um carro vira tudo para a direita. Ouvimos a buzina se distanciar.

JOEY: [põe o cinto] Não quero nem pensar como você dirigiria bêbada.

CATHLEEN não responde e se concentra na estrada.

JOEY: Direita aqui.

O carro canta pneu na curva. No final da rua CATHLEEN vira novamente e ganha a estrada de chão batido.

 

CENA 21 – INT. CARRO EM MOVIMENTO – NOITE

Uma chuva fina cai na estrada, e o barulho de teclas é o único som dentro carro. CATHLEEN parece hipnotizada pela estrada e Joey ainda tem os olhos grudados no laptop.

JOEY: Bem, o rastreador foi pro espaço.

CATHLEEN engole a seco, mas permanece calada. JOEY observa o monitor e agora os pontos laranja são raros. Ele define o maxilar e fecha o laptop, irritado.

CATHLEEN: [vacilante] Você ac– [respira] Você acha que ela está viva?

JOEY não tira os olhos da estrada.

JOEY: [sério] É claro que ela está viva.

CATHLEEN encara o amigo.

JOEY: É a Julia. E se tem alguma coisa que eu sei sobre ela é que ela sabe sair dessas situações.

CATHLEEN: Achei que tivesse dito que não a conhece.

JOEY: [respira fundo] Eu não sei quem ela foi, mas… eu sei quem ela é. E agora isso pra mim é suficiente.

CATHLEEN: [olha pra ele] Parece que a conversa surtiu efeito.

JOEY leva a mão aos cabelos.

JOEY: [negativa com a cabeça] Eu só… Eu não acredito que ele armou isso tudo!

CATHLEEn olha para JOEY nos olhos.

CATHLEEN: É por isso que não podemos confiar em mais ninguém além de nós.

JOEY olha pra frente e seu rosto é tomado pelo medo.

JOEY: [grita] Cuidado!!

CATHLEEN finca o pé no freio e as rodas travam, derrapando na estrada lamacenta. O carro patina por alguns metros até parar bruscamente. CATHLEEN e JOEY se encostam novamente no banco e olham para frente. Na luz do farol vemos alguém em trajes militares deitado no meio da estrada. Os garotos se entreolham e saem apressados indo até o desconhecido.

[Música de fundo: “A Hole In The World (acoustic)” by Thursday]

CATHLEEN o vira de frente e vemos JULIA, desacordada e com o rosto sujo de lama. Ela tem um corte no supercílio por onde sai muito sangue e seu rosto tem hematomas.

CATHLEEN: [sussurra] Meu Deus!

JOEY abaixa e pega JULIA no colo. Ela se mexe e geme quando ele a levanta.

JOEY: Sh, sh, sh. Somos nós. Nós vamos pra casa.

Os dois começam a andar até o carro.

JOEY: Está segura agora.

A música vai diminuindo de volume.

 

PRODUÇÃO EXECUTIVA
Samir Zoqh
Luciana Rocha

ELENCO
Keira Knightley como Cathleen
Riley Smith como Joey
Paul Wasilewski como Zack
Ashly Lyn Cafagna como Kennedy
Bonnie Somerville como Julia

ESCRITA E EDITADA POR
Luciana Rocha

REVISADA POR
Samir Zoqh
Rafael Schuindt

CRIADA E DESENCOLVIDA POR
Samir Zoqh
Luciana Rocha

MÚSICA TEMA
Late Great Planet Earth, Plumb

TRILHA SONORA

Dirty Little Secret, The All-American Rejects
Straightjacket Feeling, The All-American Rejects
Cursed, Christopher Beck
Faith’s End, Christopher Beck
Devil Child, Christopher Beck
Escape, Christopher Beck

A HYBRID STUDIOS PRODUCTION

DISTRIBUTED BY TELEVISION SERIES NETWORK
©2005

Série Virtual – Destination Anywhere – Invisível

Série: Destination Anywhere
Episódio:
Invisível (parte 1)
Temporada:

Número do Episódio:
1×07

CENA 1 – INT. COZINHA – DIA

A câmera mostra um relógio na parede de uma cozinha modesta. Ele marca 6:00 horas. MELISSA está vestindo um avental e com uma espátula na mão. A garota liga o rádio e sintoniza em uma estação.

[MÚSICA – WHAT I LIKE ABOUT YOU, LILLIX]

LOCUTOR: E para começar o dia com o pé direito, aumenta o som que elas estão chegando! What I like about you, das Lillix, esquenta essa manhã bonita! Lembrando a todos que estaremos sorteando dois ingressos para o show de amanhã em Oklahoma! Fiquem ligados!

A garota aumenta o som e dança ao mesmo tempo em que vira duas panquecas na frigideira.

MEL: [Canta] “Tell me I’m the only one wanna come over to night! Year!”

MEL despeja as panquecas em um prato na mesa. UM HOMEM [Noah Emmerich] aparece na cozinha e observa a garota que estava de costas, cantando, fazendo da espátula seu microfone.

HOMEM: Bom dia, filha.

MEL leva um susto e quase derruba a espátula. Ela sorrir com a mão no peito.

MEL: Oi, pai. [Baixa o som] Eu preparei o café hoje.

O homem senta-se à mesa e olha com orgulho a variedade de coisas. Há panquecas, torradas, ovos com bacon, leite, suco, geléia e uma pequena cesta de frutas.

HOMEM: Parece que alguém acordou de bom humor.

MEL: Você merece, afinal passa a semana inteira fora de casa. Precisa comer algo caseiro de vez enquanto, não acha?

HOMEM: Você esta dizendo que a comida da minha lanchonete não é saudável?

MEL: Isso mesmo. [Sorri] Você merece muito mais que isso, você merece… espera um pouco! Eu vou pegar o seu jornal lá fora!

HOMEM: [Sorrindo] Fala logo, Melissa. O que você quer?

MEL: [irônica] O quê? Eu não posso ser gentil com o meu pai?

MELISSA tira o avental.

HOMEM: Gentil você é sempre, meu anjo. Mas não às 6 da manhã.

MEL dá uma risada.

MEL: Eu pego o jornal e depois eu te falo.

HOMEM: E por que você não fala agora?

MEL: Por que você vai ficar feliz pelo jornal e as minhas chances podem aumentar.

MEL sai correndo.

HOMEM: Chances do que Melissa? Mel?

O homem balança a cabeça negativamente, mas mantém uma expressão cordial. Ele derrama cauda de açúcar em cima de algumas panquecas e se preparar para comer.

[Música fade out]

 

 CENA 2 – EXT. CASA DOS BAKER – DIA

MEL procura o jornal e não o encontra. Ela suspira desanimada e se vira para a porta quando sente algo bater em suas costas. MEL olha para baixo e vê o jornal.

MEL: Mas que…

MELISSA olha para trás e vê um garoto na bicicleta rindo.

MEL: Seu moleque!

Ela corre atrás do menino, mas ele se distancia rapidamente fazendo com que a garota desista. MELISSA nota que há algo em sua caixa de correio, ela pega a carta e olha com espanto. No envelope está escrito: “Para Melissa, com amor.”

O PAI da ruiva aparece na porta.

HOMEM: Mel! Encontrou o jornal?

A garota rapidamente esconde a carta dentro da blusa, e disfarça um sorriso, virando-se aponta par o jornal no jardim.

MEL: Ali, papai.

O homem pega o jornal, enquanto a garota permanece parada.

HOMEM: Então, vi me dizer por que tanto mistério?

MEL: Eu nem lembro mais o que era… eu, eu tenho que ir me arrumar.

MEL dá um beijo no pai, e entra. Ele a observa intrigado, com o jornal na mão.

 

CENA 3 – INT. CASA DOS BAKER – QUARTO DA MEL

MEL encosta-se na porta e olha novamente para carta.

[MÚSICA TEMA – PROMISES, LILLIX]

 

CENA 4 – EXT. ESCOLA – DIA

Um grande ônibus amarelo está estacionado em frente à escola. MEL está sentada em um dos batentes da entrada principal da escola. A garota segura a carta, parece nervosa e distraída. Ela não percebe quando Sam se senta ao seu lado.

SAM: Terra chamando Melissa.

MEL olha imediatamente para o lado, mas sua expressão não muda ao ver o amigo.

MEL: Oi, Sam.

SAM: Passei na sua casa, mas você já tinha vindo.

MEL: Desculpa, não deu pra avisar.

SAM: Ei, você não parece bem.

MEL: [Irônica] Obrigada, Sam.

SAM: Não, não foi isso que eu quis dizer.

MEL esboça um sorriso.

MEL: Eu sei.

SAM respira calmo e colo seu braço em volta da amiga, que volta a olhar para frente.

 

CENA 5 – EXT. MESMO LOCAL

[MÚSICA – IT´S ABOUT TIME, LILLIX]

REBECCA e ALEXIA estão paradas perto de uma árvore. ALEXIA procura alguma coisa na bolsa.

ALEXIA: [Sorrindo] Olha só o que eu peguei do gabinete do papai!

BECKY: Ingressos pro show?

ALEXIA: Eu disse que a surpresa era boa, não disse?

BECKY: Você roubou ingressos pro show das Lillix? Você enlouqueceu?

ALEXIA: Nossa, Becky, calma! Eu não roubei, estava lá na mesa do meu pai. Se é dele, é meu também certo?

BECKY: Não?

ALEXIA: Claro que é! Se eu pedisse, ele não me daria, então optei pelo jeito mais fácil.

BECKY: E como você pretende ir? O show é em Oklahoma!

ALEXIA: O meu pai não quis pagar para liberar o carro que o idiotinha do meu irmão fez favor de deixar aquele guarda levar. Estamos os dois sem carro até “aprendermos a ter mais responsabilidade”, pode? Meu pai disse isso na frente de toda a delegacia. Eu teria rido se o carro também não fosse meu. Então eu estava pensando se você…

BECKY: Não, não, não. Meus pais não me deixariam pegar a auto-estrada, ainda mais a noite.

ALEXIA: Então eu peço ao Matt.

BECKY: Ai meu Deus!

REBECCA se esconde atrás de ALEXIA ao ver SAM e MEL conversando.

ALEXIA: O que foi?

BECKY: Nada. Só foi reflexo.

ALEXIA olha desconfiada para a amiga e depois olha para SAM.

ALEXIA: Becky. Você por acaso estava se escondendo do nerd? Você está um pouco estranha tem umas duas semanas já, desde o dia que você e o…

BECKY: Eu já disse que não aconteceu nada.

ALEXIA: A Christy espalhou pra toda a escola que vocês pareciam bem íntimos lá no parque.

BECKY: [Revira os olhos] Quem acredita nela? [Nervosa] Né?

ALEXIA: Então por que você fica nervosa toda vez que ele está por perto?

BECKY: Não é nada disso que você está pensando. O problema não sou eu! É ele. Você lembra de como ele costumava olhar para mim?

ALEXIA: Lembro sim. Era assustador.

BECKY: Ele procurava as situações mais inusitadas para falar comigo, sempre estava por perto, gaguejava quando eu falava com ele.

ALEXIA: É, e continua assustador.

BECKY: Isso tudo acabou!

ALEXIA: E aonde você quer chegar? Isso não é ótimo?

ALEXIA olha para BECKY, que estava bem séria.

ALEXIA: Ai, Deus! Você está sentindo falta do cachorrinho?

REBECCA olha para SAM conversando com MEL, que encosta a cabeça no colo do amigo.

BECKY: Acho que ele está tento um caso com a Melissa.

ALEXIA: Antes ele do que o Matt! [Ri]

REBECCA continua olhando para SAM.

BECKY: Olha só os dois.

ALEXIA: Ela é uma vaca. Vive correndo atrás do Matt, agora está correndo atrás do seu homem! Vai lá e pega o cachorrinho só pra você, Becky Sawyer!

REBECCA olha espantada para ALEXIA.

BECKY: O quê? Você está dizendo para eu correr atrás do Samuel?

ALEXIA: Acorda! Claro que não! Ew! Eu estou dizendo para você tirar ele dela, depois joga ele fora. No canil… ou num parque, tanto faz! [Ri]

REBECCA esboça um sorriso.

ALEXIA: Quem essa garota pensa que é? Vamos Becky, eu ajudo você, e em dois tempos você só vai precisar assobiar que ele vai vim com o rabinho entre as pernas.

BECKY: Eu não sei por que sou sua amiga.

 

CENA 6 –  EXT. MESMO LOCAL

SAM passa a mão no cabelo da MELISSA. O garoto não nota que BECKY e ALEXIA estão olhando para ele. MEL levanta a cabeça e olha para SAM.

MEL: Eu acho melhor eu ir entrando. A gente se fala mais tarde.

MEL levanta-se e coloca sua mochila nas costas.

MEL: Caso você não tenha notado, a Rebecca tá olhando para cá, acho que ela vem falar com você.

SAM: [Nervoso] O quê?

MEL: Lembra dos 10 passos, não lembra? Seja sempre superior é o mais importante deles. E pare de gaguejar, é constrangedor.

SAM: Não vá! Mel.

SAM segura a mão da MELISSA, mas a garota se solta.

MEL: Sam, você não baixou a guarda para ela em duas semanas, não vai ser agora que você vai dá pra trás, não é?.

MELISSA entra correndo na escola. ALEXIA e REBECCA se aproximam de SAM. As duas começam subir a escada quando SAM se levanta. ALEXIA empurra REBECCA por cima do garoto e sai andando como se nada tivesse acontecido.

BECKY: Me desculpa!

SAM: [Preocupado] Você está bem? Quer dizer, [Sério] você está bem?

BECKY: Sim. Não foi nada.

SAM: Já que você está bem eu vou… entrar. É, entrar na escola.

REBECCA olha ao redor.

BECKY: Será que nós poderíamos conversar em um lugar mais privado?

SAM engole seco, mas se mantém firme.

SAM: Você está com vergonha de falar comigo aqui?

BECKY: Não é isso, Samuel. É só que… é que…

SAM encara BECKY esperando alguma resposta convincente.

SAM: Tchau, Rebecca.

REBECCA segura SAM pelo braço.

BECKY: Eu tenho tentado falar com você esses dias, mas você está sempre ocupado.

SAM: Pois é, pode parecer incrível para você, mas eu também tenho uma vida.

Ele vira o rosto e fecha os olhos, como se não acreditasse no que acabou de falar. REBECCA olha triste para SAM.

BECKY: Eu sei que você está com raiva de mim, mas do mesmo jeito que você achou que eu fosse diferente, eu também achei que você era diferente também. Diferente dos trogloditas que eu estou acostumada a sair, e pensei que talvez eu pudesse conhecer um lado dos homens que eu não conhecia. Agora eu sei que vocês são todos iguais.

SAM olha para BECKY com os olhos arregalados. Ele queria dizer algo, mas não conseguia.

SAM: [Pensando] Lembre dos passos! Lembre dos passos! Seja superior! Ah! Que se dane a superioridade!

SAM bloqueia a passagem da garota, que já se preparava para sair daquela situação.

SAM: Por quê que você está atrás de mim?

BECKY: Por que eu não quero que você tenha uma impressão errada sobre a minha pessoa…

SAM: Você se preocupa muito com o que os outros vão pensar de você.

BECKY: Não é verdade, eu me preocupo só com as pessoas que eu me importo.

SAM: Como a Christy?

REBECCA fica calada.

PHILL: Estou atrapalhando?

SAM fica atônito. Ele olha para o lado e vê SCOTT.

SCOTT: Tamo querendo falar com você irmãzinha.

[Música fade out]

PHILL: [Para Sam] Aê, mané. Dá pra você ir circulando?

BECKY: Deixa de ser grosso, Phillip. O Sam não vai à lugar nenhum.

PHILL olha pra BECKY como se tentasse entender a situação.

SCOTT: Deixa ele aí, Phill. É rápido.

BECKY: O que vocês querem?

SCOTT: Que você vá pra Oklahoma com a gente hoje.

PHILL: Eu não posso dirigir, nem o seu irmão.

BECKY: Vocês querem ir ao show das Lillix?

SCOTT: Isso!

BECKY: Por que vocês iriam ao show das Lillix?

SCOTT E PHILL: Garotas!

BECKY olha para os dois com cara de pena.

BECKY: O Scott sabe muito bem que os meus pais não me deixariam dirigir até lá.

SCOTT: É verdade, Phill.

PHILL: Cala a boca, Scott. [Para Becky] Inventa alguma coisa.

BECKY: Por vocês dois? Faça-me o favor.

PHILL: Eu sei que a Alexia quer ir também. Vamos nós quatro.

SAM parece impaciente.

SCOTT: Ele já fez todo o esquema.

PHILL: Isso, nós vamos até lá, eu alugo um quarto de hotel, nós dormimos em Oklahoma e voltamos de manhã cedo.

BECKY: Meu Deus! Nunca ouvi tanta besteira!

PHILL: Isso foi um não?

SCOTT: Eu falei que ela não ia topar.

PHILL: Obrigada por nada Rebecca.

BECKY: Disponha.

Os dois garotos entram na escola. SAM encara o chão.

BECKY: Você quer ir ao show?

O sinal da escola toca. O restante dos alunos corre para dentro da escola, atrapalhando a conversa dos dois.

SAM: Eu tenho que ir agora, falo com você depois.

BECKY: Okay.

 

CENA 7 – EXT. ESTRADA – DIA

[MÚSICA – ALWAYS LOVE, NADA SURF]

Um carro anda com certa dificuldade, ele salta algumas vezes antes de parar totalmente.

ANNA: [Grita] Eu não consigo!

MATT dá uma risada.

ANNA: Você quer parar de rir de mim? Eu disse pra você que eu não sabia dirigir.

MATT: A corajosa, a esperta, a astuciosa Anna não sabe dirigir? Eu não acreditei. Você era melhor do que a turma toda no auto pista!

ANNA: Verdade. Mas aqui não é um parque de diversões.

MATT: [Rindo] Lembra daquele dia que você saiu perseguindo os garotos de ré, foi hilário eu quase vomitei de tanto rir.

ANNA sorri ainda um pouco chateada.

ANNA: É melhor eu desistir, senão vamos chegar atrasados na escola.

Matt: Desistir? Chegar atrasada?

MATT dá outra risada. ANNA tira o cinto de segurança e abre a porta.

ANNA: Eu falo sério.

Ela desce do carro e abre a porta do lado do MATT. Ele tira o cinto e desce do carro. ANNA cruza os braços e ele para de rir.

MATT: Tá bom, tá bom. Eu não estou mais rindo.

ANNA sobe no carro. MATT solta um riso baixinho.

MATT: É só que você não parece com a Anna que eu conhecia.

Os dois ficam em silêncio por alguns instantes. MATT liga o carro.

ANNA: Vamos?

MATT: Vamos.

 

CENA 8 – EXT. FAZENDA – DIA

LOU olha para um carro que acabou de parar. Ela bota um chapéu de couro na cabeça e limpa as mãos na calça. A mulher franze os olhos para enxergar o motorista, mas não demora muito para que ele saia do carro.

[Música fade out]

LOU: Você aqui?

WILSON: Por que a surpresa? Vim pagar o que te devo.

LOU: Eu não quero nada de você. Faz favor? Pode ir dando o fora da minha propriedade.

WILSON: Calma, calma menina. Olha o jeito que você fala comigo.

LOU: É o melhor que eu posso fazer por você.

WILSON tira um envelope do seu terno.

WILSON: Isso aqui dá pra cobrir o valor da fiança do meu filho, e ainda sobra.

LOU encara o prefeito.

LOU: Eu não quero o seu dinheiro.

Ele insiste em dá o envelope.

LOU: Você pegue esse envelope e enfie no…

WILSON: Olha lá o que você vai dizer! Aceite logo, eu não quero que digam que eu não cumpro com as minhas obrigações.

LOU: Se eu aceitar esse envelope você vai embora, não vai?

WILSON: Só se você quiser que eu fique.

LOU pega o envelope.

LOU: Tchau, senhor prefeito.

WILSON ri.

WILSON: Tchau, Louise.

O prefeito entra em seu carro e vai embora. LOU espera o homem desaparecer de sua vista e abre o envelope. Ela vê um cheque e um bilhete com um número de telefone.

 

CENA 9 – EXT. ESCOLA – COMPLEXO ESPORTIVO – DIA

[MÚSICA – SAY IT ISN´T SO, BON JOVI]

Mostra a cidade, depois a escola. SCOTT está sentado no banco de reservas e olha para o campo desconsolado. Ele ajeita a sua tipóia e responde o gesto do treinador com a cabeça.

O treinador apita duas vezes e os alunos se sentam no meio do campo. Ele fala algumas palavras e os alunos se dispersam. MATT pega uma garrafa com água e vai até SCOTT. Ele pega uma toalha branca e observa o colega de time.

MATT: Ei, você está bem?

SCOTT balança a cabeça positivamente, mesmo assim seu rosto não esconde o quanto transtornado o garoto está. MELISSA espera o amigo sair do campo.

MEL: Matt! Aqui…

Ela está bem mais séria do que de costume.

MEL: Eu te procurei o dia todo.

MATT: O que foi que houve?

Os dois se sentam na arquibancada. MELISSA está com o rosto um pouco inchado e os olhos ligeiramente vermelhos.

MATT: O que houve? Você estava chorando?

MEL: [Negando] Uh, não! Claro que não…

MATT: Mel…

MEL: Ok. Eu estava sim. Posso te fazer uma pergunta?

MATT: Claro. Aconteceu alguma coisa?

MEL: O que você faria se seu pai te chamasse pra ir morar com ele em Nova York?

MATT: Eu mandaria ele ir…

MEL interrompe.

MEL: Está certo, eu já entendi. Mas você tem seus motivos, e se seu pai não fosse assim tão idiota quanto ele é? Se ele não tivesse abandonado você e sua mãe, quando ela mais precisou dele, mesmo sabendo que ela estava morrendo?

MATT: Mel, eu não estou entendendo.

MEL: Essa manhã eu fui até a caixa de correio e tinha uma carta da minha mãe. Eu pensei que era só mais um postal, mas quando eu abri era uma carta mesmo, com papel e várias linhas escritas.

MATT: O que tinha na carta?

MEL: Ela disse que estava em Oklahoma por uns dias e perguntou se eu não queria passar uns tempos com ela. Ela disse que estava trabalhando e…

MATT: Mel, e o seu pai?

MEL: Eu sei, Matt… Olha, eu sempre esperei que um dia a minha mãe viesse me buscar. Eu amo meu pai, mas ela é minha mãe…

MATT: O seu pai sabe disso?

MEL: Não. Eu não sei se vou contar à ele, mas de qualquer modo estou pensando em ir à Oklahoma e conversar com ela.

MATT: E como você vai para…

MATT é interrompido por uma voz estridente.

ALEXIA: [Grita] Matthew?

MATT: Oi, Alley.

ALEXIA se aproxima.

ALEXIA: Eu estava te procurando.

A garota curva-se e beijo o namorado na boca

Mel se levanta.

MEL: Eu vou pra casa.

ALEXIA: Ih, garota. Desculpa, não te vi aí.

MELISSA olha para ALEXIA e passa por ela quase a derrubando. ALEXIA se prepara para revidar, mas é segurada pelo MATT.

MATT: Qual é a tua? Você não se cansa de perseguir a Mel?

ALEXIA: Ela não presta e você não consegue ver. Além do mais, ela quem começou!

MATT: “Ela quem começou”? Não seja infantil, a Mel nem ao menos falou alguma coisa.

ALEXIA: Não é isso. Ela além de ficar dando em cima de você agora deu pra correr atrás do seu amigo Samuel. A Rebecca me contou que os dois se beijaram na frente dela.

MATT: A Mel e o Sam?

MATT dá uma gargalhada.

MATT: Não inventa coisas, Alley.

O garoto se prepara para sair. ALEXIA olha para ele com uma cara meiga, ela joga a cabeça um pouco para direita e sorrir.

MATT: Eu preciso ir.

ALEXIA: [Séria] Você tá muito estranho esses dias.

MATT: Eu sempre estou estanho pra você.

ALEXIA: Ei, calma. Não precisa me tratar assim.

MATT coloca a mochila nas costas. ALEXIA se põe na frente dele. Ele encara a garota. Ela sorri e o beija.

MATT: Alley, eu tenho que ir agora.

ALEXIA: Mas antes eu quero te pedir uma coisa.

MATT: Fala logo.

ALEXIA: Me leva pra Oklahoma amanhã? Eu consegui ingressos pro show das Lillix, ótimos lugares!

Ela tira os ingressos da bolsa e mostra para ele.

ALEXIA: Meu pai me deu. Mas o Phill não pode dirigir, e eu disse que você me levava. Você me leva, não?

MATT: Eu prometi à minha tia que ia ajudá-la na fazenda.

ALEXIA: A fazenda não vai sair do lugar dela, já o show das Lillix? Olha, quantas vezes nós temos algo de divertido para fazer aqui? Quase nunca! A sua tia vai entender, eu tenho certeza. Por favor, Matt. Por favor, por favor, por favor…

MATT: Eu vou falar com ela, se ela não se importar eu levo você…

ALEXIA pula em cima do MATT e quase o derruba.

ALEXIA: Valeu!

MATT: Eu ainda não disse que ia…

ALEXIA: Eu sei que você vai dá um jeito.

MATT: Agora eu tenho que ir.

ALEXIA: Tchau.

[Música fade out]

ALEXIA sorri e olha para o irmão, que a encara do campo. Ela mostra os ingressos ao irmão e articula “Eu vou” para PHILL.

 

CENA 10 – EXT. ESCOLA – COMPLEXO ESPORTIVO – DIA

CARTER joga sua toalha no banco, em que SCOTT está sentado. Ele pega uma garrafa de água e oferece ao garoto, que responde negativamente com a cabeça. O treinador senta-se ao lado do goleiro.

CARTER: Eu falei com o seu fisioterapeuta, ele disse que você tira a tipóia em mais duas semanas.

SCOTT: Eu sei. Quase não dói mais.

PHILL se aproxima dos dois. Ele finge está bebendo água, para escutar a conversa.

CARTER: Depois disso você ainda vai fazer algumas semanas de fisioterapia no ombro.

SCOTT olha para o treinador confuso.

CARTER: O que eu estou querendo dizer é que eu acho melhor você procurar outra atividade para você fazer, ou isso acabará prejudicando no seu boletim. Eu conversei com os seus pais e…

SCOTT: Eu não quero sair do time. Eu só sei fazer isso, treinador. Eu não tenho mais talento para nada. Que tipo de atividade eu vou fazer? Artes? Eu não sou veado pra ficar dançando, pintando flores, esses tipos de frescura.

CARTER: Eu não estou tirando você do time, Sawyer. Só estou aconselhando você à pensar em outro tipo de atividade.

SCOTT olha para baixo.

CARTER: Só quero que você saiba que tem outras opções.

JAMES CARTER passa a mão na cabeça do garoto e sai. PHILL se aproxima.

PHILL: Ei, irmão. Não fica assim.

SCOTT: Se eu sair do time, o que eu vou fazer?

PHILL: Você não vai sair do time. Eu disse pra você que vai ficar tudo bem, não disse? Você é meu camarada, se aquele treinador metido a besta pensa que pode tirar você assim ele está muito enganado. Não houve nada demais contigo, não é?

SCOTT: É…

PHILL: Você me ajudou dizendo aos meus pais que eu não tive nada com seu acidente e eu vou te ajudar com o Carter. Uma mão lava a outra.

SCOTT: O que você está pensando em fazer?

PHILL: Se ele te tirar do time, eu dou um jeito dele ser demitido ou algo assim.

SCOTT: E você pode fazer isso?

PHILL: Meu pai pode.

 

CENA 11 – INT. CASA DOS GRAHAM – TARDE

MATT entra em casa e estranha o silêncio.

MATT: [grita] Lou?

Ninguém responde. Ele entra em seu escritório e percebe que há alguns papeis em cima da mesa. MATT coloca a mochila no chão e senta-se na cadeira da tia. Ele examina cuidadosamente os papeis. O garoto franze a testa.

MATT: Isso é muito estranho.

Ele abre uma pasta azul ao lado do computador. Há mais papeis.

LOU: O que você está fazendo ai?

MATT: Tia? Eu…

LOU: Sai já daí.

MATT se levanta.

MATT: O que está havendo tia? O que são esses papeis?

LOU: Isso não é assunto para você, Matthew.

MATT: Como não tia? Segundos esses papeis… Nós estamos ferrados. E você não ia me contar?

LOU: Eu não quero que você se preocupe com essas coisas, Matt. O que você pode fazer? Você já me ajuda demais.

MATT: Não é esse o ponto tia. O que houve aqui? Eu pensei que estava tudo bem. Você comprou mais terra, estamos produzindo mais, não estamos?

LOU: Sim, estamos. Mas segundo o Will… quer dizer, segundo a prefeitura, as terras que eu comprei estão taxadas como terra… terra… terra petrolífera, algo assim. Ali não tem petróleo algum, senão eu não teria comprado pelo preço que eu comprei.

MATT: Você investiu alto naquelas terras.

LOU: E mesmo se eu as vender, eu vou ter um grande prejuízo. Eu já contratei uns advogados, eles vão resolver isso logo.

MATT: E enquanto isso você paga as taxas?

LOU: [Revoltada] É por isso que eu quero matar o Will.. o prefeito. Ele quer me ferrar, eu tenho certeza!

LOU olha para MATT, que parecia não entender o comentário da tia.

MATT: Por que ele iria querer uma coisa dessas?

LOU: O quê? [Disfarça] Ele não quer nada. Ah, eu quero saber se amanhã você pode me ajudar aqui? Eu vou passar o dia fora e preciso que você fique lá, brincando de caubói.

MATT ri.

MATT: Minha missão de vida. Está certo, eu dou uma olhada no pessoal, mas você promete não me deixar por fora desses assuntos?

LOU: Está certo, eu prometo.

 

CENA 12 – EXT. CASA DOS DANES – TARDE

ALEXIA e REBECCA olham para a moto estacionada na frente da casa do prefeito.

BECKY: Isso deve ser coisa do Phillip.

ALEXIA: Será que ele roubou uma moto?

As duas riem.

 

CENA 13  INT. MESMO LOCAL – SALA

ALEXIA: O Matt vai levar a gente, ele me prometeu.

BECKY: Bom, eu estou até gostando da idé…

REBECCA é interrompida por ALEXIA. A garota segura a amiga pela barriga a puxando para trás. As duas estão em frente ao sofá onde um rapaz, que tem o rosto coberto por um chapéu, está cochilando.

Alexia: [Sussurrando] Eu acho que achamos o dono da moto.

Becky: [Sussurrando] Aí, meu Deus! Você conhece ele?

Alexia: [Sussurrando] Não dá pra ver direito. Mas eu acho que não.

Becky: [Sussurrando] Ele pode ser um ladrão, ou um seqüestrador.

Alexia: E por que ele dormiria na cena do crime?

As duas se aproximam do rapaz. Ele se levanta, assustando as duas garotas. Alexia cobre os olhos com as mãos e começa a gritar. O Garoto [Travis Fimmel] agarra Alexia e tapa a boca dela, a garota começa a se debater. Rebecca tenta abrir sua bolsa, mas a garota está tremendo.

BECKY: Socorro!! Socorro!!

REBECCA corre pela sala.

RAPAZ: O que você esta fazendo?

BECKY: Eu vou chamar a policia! Ai, meu Deus, eu não devo satisfações a você!

RAPAZ: Não faça isso!

Ele anda em direção da REBECCA ainda segurando ALEXIA. REBECCA consegue pegar o celular. Ele solta ALEXIA que continua a gritar, e corre atrás da REBECCA. A garota, assustada, joga o celular no chão. ALEXIA pega algumas almofadas e começa a bater no loiro, REBECCA se junta À amiga e dá algumas investidas contra a cabeça do rapaz.

RAPAZ: [Indignado] Vocês estão malucas?

PHILLIP DESCE as escadas e olha para a cena com estranheza.

PHILL: Do que vocês estão brincando?

O garoto pega uma almofada;

PHILL: Meninos contra meninas?

PHILLIP joga a almofada em ALEXIA.

ALEXIA: Você enlouqueceu?

BECKY: Ele está tentando seqüestrar a Alexia!

PHILL cai na risada. O rapaz também sorrir. As duas garotas ficam sem entender. ALEXIA toma fôlego e ajeita o cabelo.

ALEXIA: Qual a graça?

PHILL: [Rindo] Ele é nosso primo.

RAPAZ: Jordan.

O rapaz estica a mão para ALEXIA, a garota aperta a mão dele com receio.

ALEXIA: Eu não sabia que você estava aqui.

JORDAN: Eu estou de passagem, não vou demorar muito.

Ele olha para ALEXIA, dos pés a cabeça.

JORDAN: Então você que é a Alexia? Ouvi falar muito de você.

ALEXIA: O quê, por exemplo?

JORDAN: Que você estudava em uma escola em Vermont.

ALEXIA: Ah. Certo. [Para Becky] Amiga, vamos?

REBECCA concorda e as duas saem da sala sem ao menos se despedir do recém chegado.

JORDAN: E ai, tampinha. Sua irmã tá uma gata, hein…

Ele pega o chapéu e coloca na cabeça.

PHILL: Ela é sua prima, seu punk.

JORDAN: De terceiro grau? Isso não é nem parente. [Ri] Gostou do meu “look” caipira? Tô igual a vocês, não estou?

PHILL fica calado.

JORDAN: [Grita] Não estou?

PHILL: Está. Está sim.

JORDAN sorri.

JORDAN: Soube que tu andou fazendo besteira esses dias… tua mãe mandou eu colar em você.

PHILL: Ótimo, agora essa… Quanto tempo você disse mesmo que ia ficar?

JORDAN sorri.

 

CENA 14 – INT. RED’S – NOITE

[MÚSICA – KISS ME, SIXPENCE NONE THE RICHER]

SAM e MATT estão sentados em uma mesa.

MATT: [Rindo] Você beijou a Melissa?

SAM: Shhhh… Quem falou isso pra você?

MATT: Então é verdade?

MATT dá uma gargalhada. SAM ri nervoso.

SAM: A Mel me disse que não era pra eu contar pra ninguém…

MATT continua rindo. MELISSA se aproxima dos dois com um copo de refrigerante. A garota se senta ao lado do MATT e começa a rir também.

MEL: [Sorrindo] O quê?

MATT: Você e o Sam se beijaram?

MEL faz uma cara de furiosa e bate em SAM, ele se esquiva.

SAM: Eu não contei!

MATT: Ele não contou, foi a Alexia quem me disse.

MATT olha para os dois. MELISSA está furiosa e SAM constrangido. MATT cai na risada novamente.

MEL: Eu fiz isso pelo Sam. A Rebecca foi lá encher a cabeça dele de coisas e se eu não tivesse me intrometido ele ia cair no conto da líder de torcida desprotegida. [Para Matt] Igual a você.

MATT: Ouch.

SAM: Eu nunca pensei que eu seria capaz de ignorar a Becky…

MATT: E por que você faria isso? Ela me disse que estava muito arrependida, me pediu teu endereço para ir se desculpar e tudo mais.

MEL: [Para Matt] Você não vai levar o Sam pro seu lado.

O celular de MATT toca.

MATT: É a Alley, volto já! Comportem-se vocês dois.

MEL: [Pra Sam] Viu só? Você quer ficar assim?

SAM sorri. MATT sai da mesa e vai atender ao telefone do lado de fora.

SAM: A Becky quase me convidou para ir ao show das Lillix hoje.

MEL: Em Oklahoma? Você vai?

SAM: Eu não sei. Eu não tenho certeza se ela quer que eu vá.

MEL: Por que você não vai e descobre?

SAM olha para MELISSA.

MEL: O quê?

SAM: Por que você quer que eu vá atrás dela? Mudou de idéia em um segundo?

MEL: [Suspira] Eu preciso de uma carona até Oklahoma.

SAM: Pra quê?

MEL: Eu preciso falar com a minha mãe.

SAM: [Grita] Sua mãe?

Algumas pessoas olham para mesa deles.

MEL: Shhh… Fala baixo. Eu recebi uma carta dela hoje. Ela está na capital. Eu preciso falar com ela.

SAM: Mas Mel…

[Música fade out]

MEL: Mas se você não quiser ir eu posso pegar um ônibus.

Sam fica pensativo.

MEL: [Sorri] Se você me levar lá eu deixo você se humilhar pra “Becky”.

 

CENA 15 – EXT. MESMO LOCAL

[MÚSICA – INVISIBLE, LILLIX]

MATT: Eu não posso Alexia! Eu não dei certeza. Quer parar de gritar?

ANNA se aproxima do MATT. Ela para na frente dele e sorri. Ele aponta para o telefone e fala “Alexia”, a garota faz cara de nojo. MATT a reprova com um olhar.

MATT: Claro que eu gosto de você! Tá bom, “eu amo”. Isso não vai resolver nada. Certo, se você quer ir vá.

MATT olha para o telefone.

MATT: Desligou na minha cara.

ANNA abraça MATT.

ANNA: Está tudo bem?

MATT: É, mais ou menos. Eu preciso ajudar a minha tia amanhã e a Alley quer ir pra Oklahoma vê o show das Lillix.

ANNA: E ela não entende que você tem que ficar? Que egoísta.

MATT: [Triste] Ela não é sempre assim.

ANNA: Eu entendo, Matt. [Fala baixo] O amor é cego.

MATT: O quê?

ANNA: Nada. Eu falei que você está certo.

MATT sorri.

MATT: Pronta pra outra aula de direção?

ANNA: [Irônica] Se eu encontrar um bom professor, que não fique rindo de mim, talvez.

MATT ri.

MATT: Quer ir à fazenda amanhã comigo?

ANNA: Matt Graham virou caubói?

MATT ri.

ANNA: Você usa espora e chapéu de couro, não usa?

MATT: Você só vai descobrir se você for lá.

ANNA: O que houve com o seu ódio por Tulsa e tudo o que envolve essa pacata vida provinciana?

MATT: Acho bom a gente não fica falando muito do passado. Eu acho legal isso daqui, você e eu juntos de novo, mas…

ANNA: Eu entendo.

Matt parece triste.

ANNA: Então caubói, eu preciso levar meu próprio chapéu?

Os dois riem. MATT coloca seu braço por cima do ombro da amiga.

 

CENA 16 – INT. QUARTO DA ALEXIA – NOITE

[Música fade out]

ALEXIA: [Grita] Eu não acredito nisso!

A garota puxa um ursinho de pelúcia da estante e joga em direção à porta e JORDAN pega.

JORDAN: Virou moda atirar coisas em mim?

ALEXIA: O que você está fazendo aqui?

JORDAN: Eu estava descendo, mas ouvi uns gritos, resolvi checar se a mocinha estava bem.

ALEXIA: Muito nobre da sua parte, seu intrometido.

JORDAN: Ih, não vem descontar seu mal-humor em cima de mim só por que brigou com o namoradinho.

ALEXIA joga outro bichinho em cima do primo.

JORDAN: Se você fosse mais educada, eu te levava na capital.

ALEXIA: Você faria isso?

JORDAN: Não me custa nada um pouco de diversão… e sua amiga vai também, não vai?

ALEXIA: A Becky? Vai. Por quê?

JORDAN: Só quero me certificar que a viagem vai valer à pena mesmo.

ALEXIA: Você é um nojento.

JORDAN: E pelo visto sua ultima opção.

ALEXIA fica calada por um tempo..

ALEXIA: [Pensativa] Se fossemos de ônibus demoraria muito. [Pra Jordan] Nós vamos depois da escola amanhã, ok?

JORDAN: Combinado.

ALEXIA: Agora você pode sair daqui.

JORDAN concorda, sorrindo ele sai do quarto e dá de cara com o PHILLIP.

PHILL: Eu também quero ir.

JORDAN: Ops… acho que não tem vaga.

PHILL: Qual é cara? Só vai você e as meninas.

JORDAN: Eu vou pensar no seu caso. Agora sai da minha frente.

 

CENA 17 – INT. CASA DOS BAKER – SALA – NOITE

DAVID SAWYER e JAMES CARTER conversam na sala, SCOTT observa tudo da escada.

CARTER: Eu não posso mantê-lo no time. Eu sinto muito.

DAVID: Droga. Você tem certeza?

CARTER: Eu não sei quando ele vai poder jogar. Pode levar semanas, pode levar meses.

DAVID: É uma pena, o garoto só sabe fazer isso.

CARTER levanta-se.

CARTER: Eu acho que ele pode descobrir algo mais. Eu sinto muito.

DAVID: Muito obrigado pela visita.

SCOTT observa os dois homens se despedirem. REBECCA senta ao lado do irmão.

BECKY: O que houve?

SCOTT: Me tiraram do time.

SCOTT sobe as escadas correndo.

SCOTT: Ele vai se arrepender.

REBECCA olha para o irmão, mas ele fecha a porta do quarto com força. A garota desce até a sala e liga a TV.

REPÓRTER: [TV] É a primeira vez de vocês aqui em Oklahoma?

TASHA: [TV] Sim, e estamos muito ansiosas por estar aqui.

DAVID: Quem são essas?

BECKY: Lillix.

REPÓRTER: [TV] E qual é a expectativa de vocês para o show de amanhã?

LACEY: [TV] As melhores possíveis.

KIM: [TV] Vamos detonar Oklahoma!

O telefone toca. REBECCA vai atender.

 

CENA 18 – INT. QUARTO DA ALEXIA

Alexia: Prepara as suas coisas, amiga. Vamos para Oklahoma amanhã depois da aula.

 

CONTINUA

ELENCO
Jonathan Bennett como Matthew Graham
Natalie Portman como Anna Mackenzie
Mena Suvari como Rebecca Sawyer
Lindsay Lohan como Melissa Baker
Austin O´Brian como Scott Sawyer
Joseph Gordon-Levitt como Samuel Wood
Kate Bosworth como Alexia Danes
Brad Renfro como Phillip Danes
Marisa Tomei como Lou Graham

ATORES CONVIDADOS
Noah Emmerich como Karl Baker
Greg Kean como David Sawyer
John Wesley Shipp como James Carter
Todd Field como Wilson Danes
Travis Fimmel como Jordan

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Heather Locklear como Carol Sawyer
Spencer Breslin como jovem Matthew Graham
Keaton Tyndall como jovem Anna Mackenzie

MÚSICA TEMA
Promises por Lillix

TRILHA SONORA

What I Like About You por Lillix
It’s About Time por Lillix
Always Love por Nada Surf
Say It Isn’t So por Bon Jovi
Kiss Me por Sixpence None The Richer
Invisible por Lillix

ESCRITO POR
Clara Lima
Sarah Lima

DIRIGIDO POR
Clara Lima

GRÁFICOS POR
Clara Lima

CRIADO POR
Clara Lima
Sarah Lima

DISTRIBUIDO POR
TVSN

® 2004-2006

Canal Glitz vai exibir Hart of Dixie, nova série de Rachel Bilson

Data/Hora 23/11/2011, 21:48. Autor
Categorias Notícias

thumb image

Hart of Dixie, com Rachel BilsonUma das séries novas mais elogiadas da temporada, o drama Hart of Dixie, já tem canal de exibição no Brasil. O grupo Turner América Latina anunciou nesta quarta-feira que a série será exibida em 2012 no Glitz, seu canal de entretenimento e estilo de vida.

A série é estrelada por Rachel Bilson (a Summer de The O.C..), que faz o papel de uma média de Nova York que resolve se mudar para uma pequena cidade do Alabama. No elenco do seriado estão ainda Scott Porter (Friday Night Lights), Jaime King (Gary Unmarried) e Cress Williams (Prison Break).

A série, no entanto, deve demorar para chegar – a estreia no Brasil está prevista apenas para maio. Hart of Dixie fará parceria na grade do Glitz com outro seriado jovem, Gossip Girl, que deve ter sua quinta temporada exibida a partir de abril.

Para saber mas sobre Hart of Dixie, leia a nossa review do primeiro episódio da série.

O Glitz é distribuído no Brasil pelas operadoras de TV paga Net, Sky, GVT TV, Oi TV, Via Embratel e Telefônica TV Digital.

Com informações da Turner América Latina.

Two and a Half Men – Frodo’s Headshot e A Fishbowl Full of Glass Eyes

Data/Hora 23/11/2011, 20:53. Autor
Categorias Reviews


Série: Two And A Half Men
Episódios: Frodo’s Headshot e A Fishbowl Full of Glass Eyes
Temporada: 9ª
Número dos Episódios: 9×09 e 9×10
Datas de Exibição nos EUA: 14 e 21/11/2011

Frodo’s Headshot foi um episódio muito bom e focado apenas em Alan. Certamente todo mundo ficou com dó quando ele saiu da “Clínica de Stress” e tudo começou dar errado na sua vida: Jake diz que engravidou Megan, Walden começa a namorar Lyndsey quando Alan estava internado, Herb descobre que Alan é o pai da filha dele com Judith e depois de tudo isso, ainda é expulso da casa de Walden e tem que ir morar num depósito porque Evelyn não o acolhe.

O bom do episódio é que todo o elenco participou e pudemos ver cenas engraçadas, por exemplo, quando todo mundo quer convencer Alan que a Clínica de Stress na verdade é um hospício. Ou Evelyn imitando um sotaque super esquisito para fingir que é uma empregada para não abrir a porta para Alan.

Duas coisas me deixaram feliz com esse episódio: Jake apareceu mais que 30 segundos e a filha da Judith, que pra mim era uma lenda, finalmente deu as caras! Ela é uma fofa!

Walden:

É impressão minha ou a filha do Herb e Judith se parece muito com o Alan?

As risadas de Berta foram as melhores! Toda vez que acontecia alguma “tragédia” com Alan, ela ria descontroladamente.

Alan

O que é engraçado?

Berta:

Pra você? Nada! Hahahahaha

Mas ainda bem que tudo não passou de um sonho que Alan teve enquanto estava internado. Então ele retorna e tudo está em seu devido lugar. Errado. A casa toda está reformada, tudo tecnológico, luzes com comando de voz, exatamente como estávamos esperando. Alan acaba se sentindo um pouco deslocado, já que todas as coisas de Charlie se foram e os comandos de voz da casa não respondem à sua voz, só a de Walden!

Já no episódio A Fishbowl Full of Glass Eyes, Walden está tentando sair com uma moça que ele conheceu no supermercado e superar o fim de seu casamento de uma vez por todas. Já Alan está tentando lidar com as contas que não param de chegar, mas não tem dinheiro e não tem coragem de pedir emprestado para Walden.

Alan começa a penhorar suas coisas para conseguir um pouco de dinheiro, mas o problema é que ele não tem nada de muito valor. Na loja de penhores, ele descobre que as abotoaduras que Evelyn lhe deu em sua formatura, na verdade são falsificadas e não são de diamantes como ele sempre achou. E quando leva um vaso de cristal que ele surrupiou da casa de Judith depois do casamento, ele tem a proeza de derrubá-lo no chão.

Já Walden vai sair com a moça do supermercado e Alan o convence a ir sem aliança, então ele a entrega para Alan e avisa que a aliança é feita de platina e ródio, os metais mais caros do mundo (que eram pra simbolizar o quanto o amor dos dois era valioso – ai que lindo, gente!).

Alan volta à loja de penhores para avaliar o anel, mas não tem coragem de vendê-lo. Walden resolve pedir a aliança de volta depois que seu encontro não dá certo, Alan a entrega e Walden atira a aliança no mar. A cara de Alan é a melhor! Walden entra e Alan se atira no mar para tentar achar a aliança. Muito boa a referência à O Senhor dos Anéis, quando Alan pega a aliança pela primeira vez, faz cara de doido e fala “my precious”.

Com esse episódio percebemos que a relação entre Alan e Walden está forte e eles já estão agindo como irmãos. Walden diz não se importar em ajudar Alan, mas ele insiste em estabelecer limites e até começar a pagar aluguel (que atrasará vários meses). Bridget nem dá mais as caras na série, mostrando que o destino do seu personagem é sumir de vez da série. E  Jake dá as caras em alguns momentos, mas mesmo assim continua apagado na trama.

Chuck – Chuck Versus the Business Trip

Data/Hora 23/11/2011, 13:05. Autor
Categorias Reviews

thumb image

Série: Chuck
Episódio: Chuck Versus the Business Trip
Temporada: 5
Número do Episódio: 5×04
Data de Exibição nos EUA: 18/11/2011

Melhor episódio até aqui. Daqueles que no final me fez pensar pela primeira vez “ah, que pena que faltam poucos episódios para série acabar”. E fazia tempo que eu não sentia isso. A sensação que tenho é que ao contrário do que temia teremos mais uma vez um bom final para série e isso é um alívio.

Morgan sobreviveu a tentativa de assassinato porém, para que a CIA retire a ordem precisa ter o Intersect removido. Isso feito ele pode voltar para sua vida normal. Acontece que Decker contratou The Viper um “super assassino-espião” que ninguém sabe a real identidade impedindo que a ordem seja cancelada. Claro que essa era a intenção de Decker o tempo todo.

Chuck e Sarah precisam se infiltrar na festa dos melhores funcionários da Buy More para impedir que Morgan seja assassinado. E para isso é necessário que Bartowski assuma o lugar de Morgan. Toda essa parte é bem tranquila e até um tanto óbvia. The Viper não era quem eles prenderam e eles precisam voltar a Buy More para impedir que Morgan seja morto.

Morgan por sua vez está tentando convencer Alex a perdoá-lo e acaba salvando a vida da ex-namorada. Paralelo a isso temos Lester tentando fazer com que Jeff volte ao normal mas só consegue que o amigo o mande para a prisão por tentativa de assassinato.

A grande virada do episódio acontece nos minutos finais. The Viper entra em contato com Decker (ou Decker é quem entrou em contato) e diz que precisa terminar o que começou. Ganha então carta branca mas com um pequeno detalhe, não pode matar Sarah e nem Chuck, o que reforça a ideia que a escolha de Walker para cuidar de Bartowski também não foi por acaso. E que ambos são mais importantes do que imaginam. Casey está ouvindo tudo – inclusive quando The Viper inclui Alex na lista das pessoas a serem mortas por saber sua real identidade – e elimina todos. Decker então aparece na casa dos Bartowski com uma ordem de prisão em nome de Casey, que com certeza estava esperando por isso. E aí, bom, e aí que a série entra num breve hiato com tantas outras nesse período e teremos que esperar até o dia 9 de dezembro para saber como Casey se livrará dá cadeia.

Destaques cômicos do episódio: Casey se vingando de Morgan contando o final de Star Wars e Morgan “curtindo” seus últimos momentos com o Intersect.

« Textos mais antigos | Topo da Página | Textos mais novos »