
Série: Castle
Episódios: An Embarrassment of Bitches
Temporada: 4ª
Número do Episódio: 4×13
Data de Exibição nos EUA: 23/01/2012
Que delícia foi An Embarrassment of Bitches. Ele conteve todos os elementos que fizeram os fãs se apaixonarem pelo seriado: ação, diversão aos montes, momentos fofos, tensão, romance. E trocas de olhares. Muitas trocas de olhares.
Quando Francisco Pilar, famoso juiz de uma competição canina é morto, todos pensamos no dono de um concorrente preterido como potencial suspeito, não?! Mas e se uma estrela de reality show – Kay Cappuccio – é vista deixando os aposentos da vítima durante a “janela do tempo da morte”, começamos a mudar de ideia.
A partir daí, suspeitas de que a vítima seria paranóica, descobertas de câmeras ocultas e canis secretos, paparazzis sendo interrogados, uma nova raça de cães sendo aprimorada, “espionagem industrial”, uma família de traficantes argentinos e treinamento de cães farejadores de droga. Um cão farejador de drogas que farejou … um perfume com essência de papoulas. Que espirrou acidentalmente no criminoso, o namorado/agente da estrela.

É claro que o assassino foi bastante óbvio, mas me deliciei com cada passo que levou até ele. Penso apenas que Justin Hartley (Oliver Queen/Arqueiro Verde) poderia ter sido melhor aproveitado. Não concordam, fãs de Smalville?
Quem foi muito bem aproveitada foi Hilarie Burton (a Peyton de One Tree Hill), que esteve maravilhosa como Kay Cappuccio. Leve, engraçada. Os momentos de flerte dela com Espo, com sua cadelinha, do “ele pode me ver sem minha maquiagem” e do desabafo sobre ser apenas a pessoa solitária que deve fazer compras e sorrir – a famosa “pobre menina rica” – foram ótimos. É inegável que o personagem foi construído com base em algumas estrelas de realitys – talvez na mais famosa delas, Kim Kardashian. Enfim, apesar de toda a superficialidade da estrela, o personagem é adorável. Rendeu bons momentos.

Bons momentos que também sobraram na NYPD. Cada vez funciona melhor a dinâmica entre os detetives e seu agregado. Ri demais do momento “vamos resolver as coisas como homens”. Também achei delicioso constatar que Cappucio não surtiu em Castle o efeito que outras mulheres bonitas já causaram – o único “deslize” foi o comentário sobre o local para esconder a câmera, depois do qual o escritor foi prontamente fuzilado por um olhar mortal de Beckett. Aliás, os “comprometidos” Rick e Ryan praticamente nem notaram Kay. O mesmo não se pode dizer do “Dr.” Esposito (você freqüentou a escola de Medicina, Espo? Ri demais).
Javier estava particularmente engraçado nesse episódio. Kay mexeu com a cabeça – e com os hormônios – dele. Confesso que no início do episódio cheguei a pensar que Esplanie estava de volta, já que aquele climinha de implicância fofinha estava no ar. Mas depois percebi que as coisas não seriam tão rápidas assim. E Javi se jogou de cabeça no fetiche de paquerar uma estrela de TV – e ser “correspondido”. A cara dele, ganhando um beijo na bochecha, foi impagável. Pena que Lanie não estava por lá, pra sentir aquele ciuminho saudável que aceleraria o processo de volta. Mas, creio que teremos mais um casal em breve em Castle.

Ou seriam dois? Tá bom, tá bom. Eu sei que estou me precipitando, novamente. Mas uma garota – shipper – pode sonhar, não!? Por que, me respondam… alguém aí já viu alguma “pegada na mão” mais tensa e cheia de vontade do que a protagonizada por Castle e Beckett? O que foi aquilo, pessoal?! Se uma cena assim já é pra se abanar, o que faremos quando The Blue Butterfly for ao ar, em 06/02/2012? Romance e “pegação” em clima noir? Estou me preparando desde já.
Outra coisa que amei a dinâmica entre Castle e Beckett, em função da “guarda compartilhada” do Royal. Ri muito, e fiz alguns “awwww”. E fiquei pensando que tudo isso poderia ser a prévia para quando eles tiverem filhos. Alguém aí tem dúvidas que Kate será, realmente, o “bad guy” dos – eventuais – filhos do – futuro – casal? E foi tão divertida e fofa a cena na qual os dois decidem que não podem continuar compartilhando Royal, e decidem fazê-lo escolher. Ponto para Cappucio.

E por falar em filhos, Alexis continua na sua jornada rumo à Universidade (aparentemente, Ashley tá morto e enterrado). A partida dela é cada vez mais iminente. O que isso significará para o show? Molly Quinn aparecerá ainda menos? E que conseqüências a partida da filha trará para Castle, tão ligado à menina? É esperar para ver. Mas creio que o escritor ficará mais vulnerável. Tão vulnerável que cogitou comprar um filhotinho para mimar. Alguém sabe quem poderia suprir a carência de Castle?
Enfim, mais um bom episódio de Castle. Poderia ser chamado de filler? Acho que sim. Mas foi um filler daqueles saborosos, de comer, se lambuzar, e pedir mais.
Até fevereiro, pessoal!
P.S.1: nenhuma menção ao casamento de Ryan. Tá certo que não é necessário. Mas não dava pra incluir uma palavrinha sequer?
P.S.2: Stana Katic é uma mestra da expressão facial. Cada vez mais, a detetive Beckett desenvolve uma forte comunicação não-verbal. AMEI a expressão de Kate quando os paparazzi confundem Castle com Jason Bateman.
P.S.3: outras cenas que precisam ser citadas: Esposito e Beckett fugindo dos Pastores Alemães, e a terapia de Royal. Ri demais!