O que dizer sobre The Tiger in the Tale? Que foi um episódio sensacional? Que Bones e Booth estavam ótimos? Que o caso foi super interessante? Se eu falasse isso estaria mentindo. O quarto episódio dessa temporada não foi ótimo e nem foi ruim, B&B pareciam conectados e ao mesmo tempo vazios, e o caso da semana, nem me lembro de certo… mesmo assim, assisti ao episódio cinco vezes em um dia.
Vou falar de The Tiger in the Tale , mas antes, preciso declarar que estou completamente apaixonada por essa série. Paixão boba, adolescente, quase pueril. Animada, sem grandes expectativas, apenas vivendo pelo momento. E assim está bom demais.
Essa paixão não carece de explicações, nem justificativas. Finalmente entendi o real sentido de “fangirlismo” e de um tal de “fandom”. É um estado de graça, na dose certa. Sei que muitos se sentem assim. Elogios para a Emily, muitas fotos do Boreanaz, discussões sem fim em chats…bem, sem fim, também.
Para os que estão neste estado, tudo fica mais fácil. Mas não vamos esquecer que tem muita gente bem aborrecida com a série, depois de uma sétima temporada um pouco desanimadora. Para esses, peço calma. Apenas calma, e talvez uma segunda chance.
Pois bem, é assim, meio boba e apaixonada, que ainda consigo ver o lado bom dessa “crimédia”. Mas ao mesmo tempo, não posso ignorar as falhas de um episódio que poderia ter sido bem melhor. Mas vamos falar de The Tiger in the Tale?

Altos
O que tornou esse episódio emocionante foi a criatividade e talento dos protagonistas (isso mesmo, Boreanaz tem talento, ao menos para chacoalhar as coisas).
Fazer um ‘filler” ser bom só foi possível porque o elenco de Bones faz isso ser muito fácil. Todo mundo se conhece tão bem, que flui. O TJ faz ciência ser engraçada, a Tamara e suas falas divertidas, a Angie, querida como sempre… mas esse episódio mostrou como a química entre Booth e Brennan, Emily e David, grita e faz a diferença no final das contas. Ah, se química pudesse gritar… eles fariam muito barulho.
Essa sinergia foi o que funcionou para o episódio. Sem isso, não teria sido nem bom. Uma das cenas que mais gostei foi quando o Booth chamou a Brennan de “animal raro e bonito”, como um tigre. Estou voltando a gostar dele… parece que o personagem tem tentado ser mais compreensível e demonstrar mais carinho pela parceira.
Sempre critiquei a mania do Booth de ser a donzela má compreendida quando algo estava tenso entre o casal, mas nessa temporada, ele, ao menos, tenta entender as atitudes dela.
A cena final mostrou isso. Ele não deixa suas crenças, mas encoraja as crenças dela. Mas além disso, o que foi aquela sacudidinha do Boreanaz e a risadinha da Emily?

Aliás, porque a Emily é assim tão perfeita? Esses dias vi o piloto da série, engraçado notar como ela tinha pouca experiência em 2005. Agora, ela é uma atriz completa, entende o personagem, suas limitações, paixões, desejos. Dou um sorriso para cada pausa que ela faz ao falar, ou da puxadinha no canto da boca quando ela acha graça de algo, o modo que ela aponta o dedo indicador para mostrar algo com precisão, ou quando ela olha rapidamente para cima quando precisa ponderar. Acho que estou sempre sorrindo quando a Emily aparece na tela.
Devo pontuar que a tal cena do tigre foi realmente bonita. Foi linda por causa dela. Porque ela sabe dosar cada emoção e mostrar como uma personagem que aparentemente é distante de todo mundo, é ao mesmo tempo tão humana. Isso é ter total controle do que está fazendo, isso é talento.
Ah, não posso esquecer que hoje (11/10) é o aniversário da Emily Erin Deschanel. Se hoje, nós, fãs de Bones, somos felizes, isso deve-se ao seu trabalho sério e sua sensibilidade por vida. Somos felizes apenas por ela ser ela é. Aliás, só de tê-la na série é mais do que o suficiente para gostar um pouco, ao menos.

Baixos
Esse episódio foi um “filler” por definição. Não acrescentou em quase nada para a série. B&B então… Sem contar que não se colocar um episódio desses antes do hiato. Cadê o apelo para que o telespectador fique com vontade de ver o próximo?
Nem todo mundo que ainda assiste Bones,é uma pessoa barulhenta e sem senso de direção na vida (como eu)! Além disso, o episódio era tão “filler”, que não se encaixava nem no meio do recheio. Tudo me pareceu meio artificial. Só não foi um episódio ruim pelos bons momentos que o salvaram.
Onde está a Christine, por Deus? Estou começando a pensar que a sétima temporada foi uma “temporada sonho” e que a menina não existe mais. Sei que é complicado ter um bebê no set, e que é complicado colocar cenas com a criança na série. Mas aquele “baby talk” em cima da mesa é simbólico demais para disfarçar a ausência da criança. Além do quê, Brennan é mais de primeira viagem, o desapego com a criança aconteceu muito rápido. Além do que a menina é um bebê exemplar, pois não chora, não fica doente, não mama, não faz coisa nenhuma. Ou seja, não existe.
Além disso, o que foi aquela conversa sobre morar junto e compromisso entre o Booth e o Sweets? Claro que morar junto é um compromisso sério, muito sério. Na hora fique confusa… o que é sério para o agente do FBI considerar um compromisso? Aquilo foi ele dizendo que morar junto com a Bones foi assim… natural? Para com isso, morar com alguém que se ama é muito mais do que uma simples facilidade como quiseram vender. O que agora me faz questionar um pouco o significado do relacionamento de B&B… são namorados? namoridos? O que está havendo? Ah, se forem fazer um filler, ao menos façam um com o foco em assuntos que nunca mencionamos… como RELACIONAMENTO!
Para finalizar os pontos baixos dessa história, volto a falar da falta de relevância para o desenvolvimento dos personagens. Tenho elogiado tanto a evolução deles, que me senti um pouco ofendida com a pouca profundidade da história. Não que a matança de animais seja banal, mas…
Como o Sweets pode ter simplesmente percebido que não queria ficar com a namorada na porta da casa deles? Ele passou anos dessa maldita série se arrastando atrás da antropologista, e agora? Oh meu Deus! Não gosto dela, mas fiquei com dó.
E aquela cena absurda de Hodgela andando na rua e ooops… olha lá, Sweets e Daisy. Mas…

The Tiger in the Tale
Foi no geral divertido. Apesar de bobo em sua substância, nos rendeu bons momentos. Esse episódio, se for lembrado, será como o “episódio do tigre”, que nos proporcionou uma das cenas mais fortes da Emily Deschanel. Sabendo o real significado de sua luta pelos direitos dos animais, pudemos ver muito da atriz nesse episódio.
Fora isso, a história do tigre serviu para livrar o Sweets da Daisy. Coloquei o momento como algo bom do episódio, e confesso que me incomodou não me sentir incomodada com essa casal durante as cenas deles. Não sei se foi pelo término do namoro ou se simplesmente eles estavam mais “engolíveis”.
A história do traficante de animais não me levou para as alturas, mesmo assim, terminei o episódio com um sorrisinho no rosto. É paixão, já era! Se até um “filler” foi assim tão Bones, imagina quando resolverem parar de desperdiçar episódios! Espero que eles caprichem mais no próximo.
Fiquem com as cenas do próximo capítulo – que será um dos extras da temporada passada!
Até novembro, boneheads! =) Espero que até lá, quem ainda não viu a série veja, e possa também celebrar a oitava temporada com todos nós.