Elementary – Lesser Evils e Flight Risk
13/11/2012, 09:35.
Gabriela Assmann
Reviews
Elementary trouxe dois bons episódios para continuar mantendo o nível da série. A novidade fica por conta que a CBS escolheu Elementary para ir ao ar depois da final do Super Bowl. Eu confesso que fui pega de surpresa. Acho que a série tá longe de merecer tal honraria.
Mas vamos falar sobre os episódios. Não gostei muito de Lesser Evils, pois achei que o caso não foi surpreendente. Eu esperava algo nesse sentido. Acho que o mais interessante foi a maneira como trataram os “anjos da morte”. Gosto dessa problematização sobre os assuntos polêmicos que eles fazem em Elementary. O mesmo já havia ocorrido em Child Predator quando problematizaram o abuso infantil e a relação da vítima com seu abusador.
Ao tentar convencer todos de que o caso não era simplesmente uma morte de causa natural, mas sim um assassinato, Holmes parece uma criança mimada e birrenta e rendeu momentos engraçados para o episódio, como a hora em que ele joga água no chão.
Outro ponto interessante e que merece destaque foi a atuação de Watson nesse episódio. Ela mostrou que a medicina, embora esteja um pouco adormecida nela, ainda se faz presente. Foi bacana descobrir um pouco mais do passado dela e ver como isso mexe muito com ela. Parece que ter abandonado a medicina ainda não é algo muito bem resolvido para Watson. Mas o fato dela ser médica ajuda e muito na resolução dos casos. Watson tem sido cada vez mais importante na parceria com Holmes e acho isso muito legal.
Gostei muito de Flight Risk. A meu ver foi um dos melhores episódios da série até aqui. A história base está sendo expandida o que tem dado novos rumos além do caso, pura e simplesmente, embora o caso também tenha sido bem legal e surpreendente. Uma cena do crime improvável e diferente da cena do acidente que estava sendo investigado. E teve um bom espaço para que o detetive mostrasse porque é tão genial. Notar a areia diferente no meio de uma praia foi simplesmente algo que só Holmes é capaz de fazer.
O personagem novo que apareceu já ganhou mil pontos comigo. Fiquei com dó da Watson, mas foi engraçada a peça que pregaram nela. Ela toda feliz achando que ia conhecer o pai do Holmes e ele nada mais era do que um ator. Além do que a conversa rendeu. Watson ficou intrigada e acabou indo atrás, descobrindo que Holmes também tem amigos, embora as relações dele com as pessoas sejam um pouco diferentes.
Por fim, descobrimos o nome da mulher que partiu o coração do nosso amado detetive. Parece que transformaram a misoginia do Holmes original em decepção por conta de um coração partido. Quem será Irene e o que será que ela fez para que Holmes entrasse em depressão e passasse a se drogar?
Espero ansiosa para ver qual vai ser a reação do Holmes com a Watson agora que ela falou para ele que sabe da Irene. Aguardo ansiosa pelas cenas dos próximos capítulos.










