Bones – The Bod in the Pod
23/11/2012, 22:02.
Maria Clara Lima
Reviews
Um corpo foi achado, um crime resolvido, nesse meio tempo, Brennan e a turma discutiram sobre o caso, amor, entre outras coisas. Esses são os elementos essenciais de Bones. Não há como negar que a sensação de estar em casa, daquilo que é reconhecível, torna a série bem mais original do que as pessoas dão crédito. É Bones sendo Bones.
Mas às vezes, só às vezes, me pego questionando se temperar a fórmula já consagrada não tornaria a série melhor do que já é, e foi exatamente isso que The Bod in the Pod fez. Bones continuou sendo Bones, mas com uma cena de abertura diferente, sem estranho achando um corpo, com cenas de outros shippers e um caso onde o maior desafio era ligar o assassino à vítima.
Há alguns textos, reclamei de que esse formato já amarradinho impedia os roteiristas de serem criativos na linha do enredo, mas não é que nesse episódio, que tinha tudo para ser chatinho, conseguiu mostrar algo interessante, que a série é original, e esse é um dos motivos para amar Bones.
Altos
Dizem por aí que o elenco de Bonesé um peso morto. Com toda a certeza desse mundo, quem pensa dessa maneira nunca viu a série. Confesso que às vezes me incomodo com o tempo “roubado” de B&B, mas aí logo percebo o quanto os squints, Hodgins e Angela, Cam, Caroline são tão adoráveis.
Nesse episódio, foi possível dosar bem o tempo de todo mundo. Adorei ver um pouco mais de Hodgela, eles fazem muita falta. A Angela e seus comentários bobos me fazem sorrir. Já a Cam e seus risos bobos me fazem ter mais um motivo para amar Bones. Ah, e não tem como não falar do mais novo casal da série. Eu aprovei, com apenas uma ressalva, mas aprovei. Mas comento sobre isso depois.
Outro ponto alto do episódio foram os elementos “reconhecíveis” encaixados exatamente em lugares perfeitos no enredo, foi legal ouvir aqueles comentários da Angela… “Você não é divertida”, e a Cam logo rebateu, com um riso irônico. “Não é o que ele diz”. Isso foi tão segunda temporada.
Já o Hodgins fazendo experiências no laboratório com o Arastoo foi tão quarta temporada. Já a Brennan e o Sweets discutindo sobre psicologia, às avessas, foi um chamada para o segundo ano da série. As piadinhas da antropologista e a explicação lógica logo após ela entender a graça da anedota é tão adorável. “É engraçado porque…” O que também é adorável é vê-la falando outras línguas e sua “modéstia” sem igual… E dizem por aí que a série deixou de ser como antes.
Dizem também que B&B não tem mais química, e que o casal foi um erro. Então me explica como os dois gritam “amor” só de olhar um para o outro? Reclamam de que eles não se beijam, posso dizer que os dois têm uma química tão forte que mesmo eles estando em continentes diferentes ainda assim estariam ligados. Mas concordo que a falta de beijo me chateia um tanto. Não porque é preciso disso para mostrá-los como um casal, mas é que eles são um casal tão lindo e merecem o pacote completo.
Aliás, vamos apostar se vai ter ou não vai ter beijo no episódio que vem? Sei que a minha amiga Cynthia Vital votará no mais belo e sonoro “não”, mas há de se ter um pouco de otimismo. Eles são o meu principal motivo para amar Bones.
Baixos
Tirando a parte “romântica” da série, ou a falta do romance, acho que o episódio fez uma performance sólida, consistente e forte. Ou seja, foi um bom episódio, e os “baixos” aqui são meros detalhes.
Casais
O namoro de Cam e Arastoo só foi um mistério para os fãs da série porque Hart e Nathan deram com a língua nos dentes. Isso é ruim? Para mim sim. Não houve uma introdução no romance dos dois, nem uma resolução para a relação entre Paul e a legista.
Aquela desculpa sobre o médico ser ginecologista da Michelle já tinha sido resolvida, já que Paul não atendia mais a filha da Cam. Achei pobre esse “fim” dos dois, e do jeito que a Cam falou dele para a Angela.
Camastoo foi um jogo arriscado, pois ninguém sabia como a química entre os dois é forte. Aprovei o casal, apesar de ter essa ressalva quanto o desenvolvimento do amor entre os dois.
Outro casal que vale a pena comentar é Hodgela. Que coisa mais bonita ver os dois no topo do Jeffersonian. Sendo apenas eles. A artista e o cientista maluco.
Já B&B… amo o fato deles serem um item, de morarem juntos e serem parceiros no trabalho. Amo o fato do amor deles ser tão grande que todo o tipo de demonstração de carinho me parece barata demais para acompanhar esses dois. Mas o que eu amo mais é que as cenas de casal de B&B são verdadeiras. Perfeitas.
Por isso, vou reforçar a minha campanha para mais pegação. Casais apaixonados por 50 anos ainda se beijam, tocam no rosto, e caem na breguíce uma vez ou outra. Então, por favor.
The Bod in the Pod
Se me pedissem para listar três motivos para você amar Bones, eu seria piegas, e diria que não há motivos para isso, apenas amo. Mas quando me pego pensando que estou diante de uma série que conquistou seu formato, tem atores ótimos e uma das mais belas histórias de amor e crescimento pessoal da televisão, bom, é uma boa resposta, acho.
A morte do Lucky só me fez lembrar que oito temporadas depois não há motivos para ser fã dessa série, ou há vários? Ah, é apenas amor.
Fico por aqui, Boneheads!
Gotcha!


















