Oi, pessoas. Como prometido, eis a review de Recoil, o episódio dessa semana. E assim fico em dia com Castle, finalmente.
No final da minha review anterior, eu pontuei o problema da quinta temporada da série: a ausência de um NOVO plot para chamar de seu. Vou tentar explicar melhor o meu ponto de vista.
Pra mim, essa quinta temporada está dividida em 3 ‘fases’. After the Storm, a 1ª delas, colocou um final – bem temporário, descobrimos agora – no plot que moveu Castle por 4 anos. Cloudy with a Chance of Murder inaugurou uma nova fase. Aparentemente, o plot principal de váááários episódios a partir daí foi o relacionamento entre Castle e Beckett. Essa fase foi marcada por bons episódios (como Murder, He Wrote e Probable Cause), por episódios medianos (como Secret Santa) e por episódios bem ruinzinhos (a.k.a. Swan Song e After Hours). Depois do delicioso Significant Others, que tratou do relacionamento entre nosso casal queridinho, dois episódios perdidos no mundo. Absolutamente sem plot. Não trataram do plot anterior – o assassinato de Johanna -; não falaram do plot atual – o relacionamento casckett – e não introduziram um plot novo. Dois fillers beeeeem medianos.
E eis que depois desses episódios meia-boca, a equipe de roteiristas de Castle nos entrega Recoil, um ótimo episódio. O que me incomoda é que, mais uma vez, os roteiristas buscaram a excelência no assassinato de Johanna. Depois de After Storm, eu disse que esperava que o Senador e sua disputa com Becks demorassem a voltar à telinha. Mas não foi isso que aconteceu, e apenas 12 episódios depois, cá estamos nós, novamente. Sinto que é hora de ousar, e seguir adiante. Nenhum seriado se sustenta muito tempo no ar tratando do mesmo assunto.
Contudo, minha crítica não me cega. Reconheço que, mais uma vez, a trama morte de Johanna rendeu um episódio empolgante, bem trabalhado, com boa condução e atuações. E dessa vez, com uma inovação: Becks precisou proteger o responsável pela morte da mãe. Muita coisa pra lidar.
Stana mais uma vez esteve muito bem na atuação. Ela costuma sempre encontrar o tom exigido por esses episódios tensos e dramáticos, e é legal ver como o olhar dela é expressivo o suficiente para que uma única olhada de Beckett passe exatamente o que a detetive está sentindo. Nesse episódio, esses olhares foram vários, e de muitos tipos. Teve o momento raiva, o momento desespero, o momento tristeza. Bacana de verdade. O resto do elenco acompanha Stana, mas é sempre menos exigido que ela, dramaticamente falando, já que o grande trauma é sempre relacionado a detetive.
Gostei de ver Gates novamente, fazia alguns episódios que Iron Gates estava sumida. À propósito, bem que ela poderia participar mais do dia-a-dia da delegacia, né? Ela só aparece quando há um grande caso, para fazer piadas sobre a sogra ou fazer média com o prefeito. Ia ser legal acompanhar ela no cotidiano dos detetives.

Gostei também do tom de incerteza quanto às reações de Beckett. Ela é muito correta, e sua conduta exemplar já ficou evidente muitas vezes. Mas dessa vez era diferente, afinal o culpado pela morte da mãe dela precisava de sua proteção. E vamos combinar, quem conseguiria cumprir o dever sem nem ao menos hesitar? Cheguei a pensar que Beckett tinha queimado, de fato, a carta. E depois deu uma angustia no peito ao ver ela deixou o suspeito escapar, conscientemente. Só que a retidão de caráter falou mais alto, e Becks acabou dominando a situação. Mais, seguiu seus instintos e acabou sendo a única a perceber o verdadeiro plano para matar o Senador. No final das contas, creio que todo mundo ficou feliz por vê-la salvando a vida dele, pois ela seguiu o caminho da escolha com a qual ela podia lidar. Certamente Beckett deixaria de ser ela mesma se escolhesse seguir o outro caminho.
Agora, seu arqui-inimigo lhe deve uma, e isso deve representar algo grande. Ficou bem evidente que há uma briga entre tubarões, e é sempre bom ter uma carta na manga para usar antes de ser devorada. Agora, só nos resta esperar os caminhos de Bracken e Kate cruzarem novamente, e torcer para que dessa vez eles esteja, novamente, em lados opostos. Becks certamente esperará ansiosa por isso.
Gostei também de observar as reações de Kate e Rick ao caso, como casal. Castle encarou o Senador várias vezes, e deixou bem claro para ele que se a decisão final fosse sua, não teria sido tão piedoso. Gostei também de ver Beckett compartilhando com Castle sua insegurança. Geralmente ela esconde dele seus medos e traumas, e dessa vez ela se abriu para ele, deixou ele próximo e ciente de tudo. E, como sempre, encontrou do outro lado confiança e apoio. Rick, mais uma vez, acreditou em Becks e seguiu os seus instintos. Fofos, apenas.
Espo e Ryan foram os irmãos que eles costumam ser. Dessa vez a participação deles nem foi tããão grande, mas ela é sempre decisiva e no sentido de ilustrar lealdade e apoio irrestrito. E foi bom ver que o ‘racha’ de Always ficou, definitivamente, para trás.
Enfim, um ótimo episódio, que me fez lembrar do quão gostoso é assistir Castle, quando há uma boa história para ser contada.
Na semana que vem é o Valentine’s Day, nos Estados Unidos. E isso significa que no próximo episódio deveremos ver o primeiro Dia dos Namorados comemorado por Casckett. Momentos fofos no horizonte, pessoal. E torço para que o acompanhamento do prato principal seja um caso gostosinho. Até lá!