The Following – The Curse
Carrollismo. A religião de Carroll ganhou um nome, escolhido por Debra, enquanto a agente fazia uma avaliação minuciosa dos vestígios deixados pelos seguidores de Carroll, no local de treinamento descoberto pelo FBI. Segundo Debra, o nível mais alto de Carrollismo é o suicídio, como aconteceu com Charlie. Segundo a agente, a religião, se é que podemos chamar a adoração a Carroll de religião, tem referências em diversas outras religiões, diferentes versões de pós-vida e níveis de paraíso, crenças islâmicas, mórmons e até cientologia.
Independente da força das crenças envolvendo a religião de Carroll, The Following se encontrava em um momento de sua história em que Ryan Hardy precisava reagir e Carroll devia cometer um erro. Não chegou a ser um equilíbrio de forças, mas depois de The Curse, Ryan está mais confiante e Joe enfraqueceu. Outro fator importante para Hardy, e que ele ainda nem descobriu, é que Roderick está mais perto dele que de Carroll, e isso elevou as expectativas do público para o próximo episódio, Havenport.
Enquanto isso, The Curse foi muito eficiente em manter a audiência ligada no episódio. Foi engraçadíssimo acompanhar Joe “empacado” ao escrever o perfil emocional de seu herói e ter que ligar para Ryan como se estivesse ligando para um amigo, para pedir ajuda na sua história. Mais tarde, Joe consegue arrancar de Hardy a verdade sobre como aconteceu a morte de seu pai. No final do episódio, ainda descobrimos que foi Ryan o responsável pela overdose que matou o assassino de seu pai, pouco tempo depois.
The Curse também teve ótimos desdobramentos individuais dos personagens coadjuvantes. Mike finalmente voltou à ativa, após ter parado no hospital no ataque que sofreu no oitavo episódio da temporada, Welcome Home. Mike voltou diferente, após quase ter sido morto, e chegou a preocupar Ryan e Debra. Foi violento, além do necessário em alguns momentos, e ainda sim acabou novamente quase morrendo, dessa vez pelas mãos do próprio Joe. Não podemos culpá-lo por estar um pouco traumatizado.
Jacob assumiu seu lado “quero ser um assassino” e virou um dos homens da linha de frente de Carroll. No entanto, no final do episódio, talvez um pouco tocado pela conversa com Debra, acaba ligando para seu pai. Já Roderick anda cada vez mais desprestigiado e seria muito interessante ver ele abandonar o barco e entregar Joe nas mãos de Ryan. Claire já tentou persuadi-lo e no próximo episódio Roderick vai trabalhar com Hardy, a poucos metros de Mike reconhecê-lo. Emma e Claire finalmente se pegaram no tapa, literalmente. Joe foi ignorado pela ex-mulher e acabou caindo nos braços de Emma novamente. Já temos quase um distorcido retângulo amoroso na série.
The Following vai ao ar nos Estados Unidos nas segundas-feiras, às 21h, pela Fox americana. No mesmo dia, uma hora mais tarde, a NBC exibe a série de ficção científica Revolution. Coincidentemente eu faço as reviews para os dois seriados aqui no TeleSéries. Em uma coincidência maior ainda, em The Curse o FBI descobre uma parceria que Joe firmou com um homem ligado à milícia e amigo de Roderick. O engraçado é que o homem responsável pelos reforços advindos da milícia no grupo de Joe se chama Daniel Monroe. Em Revolution, existe a Milícia Monroe, que tomou conta de parte dos Estados Unidos, depois que a energia elétrica desapareceu do planeta. Coincidência?
Curiosidades à parte, The Following vai apontando para seus últimos episódios na temporada. São 15, de acordo com o anúncio logo na estreia da série. Assim sendo, temos mais três episódios para conhecer o final da primeira temporada da melhor estreia do ano na televisão americana. Pelo menos vai ser difícil alguma série bater a sequência de ótimos episódios que The Following conseguiu construir. No início de março, a série já teve garantida a sua segunda temporada pela Fox. Agora resta aguardar ansiosamente os últimos episódios e torcer que Ryan e Joe proporcionem uma season finale apoteótica. Alguém tem dúvida de que eles conseguem?
14/04/2013, 22:27.







