DOR! Talvez o penúltimo episódio desta terceira temporada possa ser resumido desta maneira. E mais uma vez cada decisão, cada ação e cada acontecimento do episódio acabaram deixando boquiabertos os fãs da série.
O episódio foi nominado em razão da música (sensacional, por sinal) sobre a vitória esmagadora da Casa Lannister sobre a Casa Reyne – e que foi mencionada por Cersei em Second Sons -, porém o foco do mesmo são os maiores rivais dos leões, os Starks. E mais uma vez nós também vivemos cada uma de suas emoções, em um dos momentos mais tristes de Game of Thrones.
Sangue, finalmente sangue!

Vou começar pela parte indolor do episódio. Estou protelando voltar a tocar na ferida.
Tomar Yukai se tornou o principal objetivo de Daenerys após conseguir seu exército, e ela não demora a conquistar o que quer. Com a ajuda de Daario – seu mais novo fiel escudeiro – a mãe dos dragões triunfa novamente. As cenas de luta de Verme, Jorah e Daario contra o exército de Yukai são brutais, e apesar de breves, deixaram os fãs mais ávidos por sangue bastante felizes. Mas confesso que senti falta dos dragões. Acho que os bichinhos estão loucos para tostar alguém. Pena que aparições recorrentes não são comportadas pelo orçamento de GoT.
Um tanto quanto desnecessário no desenvolvimento da história é o “envolvimento” entre Daario e Daenerys. Em um único episódio, o guerreiro já matou seus aliados e declarou seu amor por ela. Sem contar que em toda cena ele fica olhando para a khaleesi com aquela cara de quem diz “quero te levar para minha cama?”. Resumindo: nós, homens, entendemos muito bem Jorah desdenhar do cabeludo.
Fugindo novamente

Se Jon Snow começou a temporada como um desertor da patrulha da noite, ele agora também é um desertor dos selvagens (esse rapaz é pior que torcedor do Barcelona, vive mudando de camisa). Mais uma vez Jon foi posto à prova pelos selvagens, que exigem que o bastardo de Ned tire a vida de um velhinho inofensivo. Obviamente, o bom coração dele o impede, e mais uma vez o corvo precisa contar com a sorte para se salvar. Brann, que está há poucos metros do irmão, utiliza suas habilidades de warg e acaba controlando os lobos, que dilaceram alguns selvagens. Enquanto isso, Snow foge, sob o olhar decepcionado de Ygritte. Eu espero que no próximo episódio Snow retorne, e que seu legado não seja apenas o uso da língua.
Aliás, achei ótimo que a história do Brann se desenvolveu. Foi tocante a despedida do principezinho Stark de Osha e Rickon. E de quebra ainda descobrimos que seus poderes vão além de controlar animais, já que ele consegue entrar na mente de Hodor e silenciá-lo.
Resta saber o que os irmãos Reed, Hodor e Brann encontrarão além da muralha, e no que o encontro com o corvo de três olhos auxiliará à Brann. E torcer para que o caminho de Osha e Rickon seja tranquilo, o que parece ser bem improvável.
A noite é sempre mais escura antes do amanhecer

“Mostre a eles como é perder o que amam”. Fortes são as palavras ditas por Catelyn ao seu filho, que busca o conselho da mãe ao traçar o plano de tomar Rochedo Casterly, lar dos Lannisters. Com a benção da Tully, Robb vai feliz ao casamento que unirá ao seu o exército de Walter Frey, já pensando na tomada do Rochedo. Porém, o Rei do Norte desconhece – assim como nós – que caminha para uma armadilha articulada por Tywin.
O massacre de Robb e de seu exército não poderia ter sido mais doloroso, cruel ou brutal. E tudo começou com a forte e devastadora cena na qual Talisa é esfaqueada no ventre. Tudo isso depois de imaginarmos o pequeno Eddard andando à cavalo, auxiliado pelo pai. Sim, uma morte com requintes de crueldade.
Depois, foi a vez de Robb morrer. Mas não sem antes ver a mulher morrendo em seus braços. Cat, em um último ato de honra e desespero, ainda tenta negociar com Frey, mas a mais sofrida das personagens de Game of Thrones não tem sucesso na empreitada.
Depois de perder o marido, ficar sem notícia das filhas, ver o pai morrer e acreditar que os filhos caçulas foram assassinados, Cat ainda precisou presenciar a morte do primogênito. O grito de dor de Catelyn é tamanho que reacendeu os debates acerca da indicação de Michelle Fairley ao Emmy de melhor atriz coadjuvante. E ela realmente deu show na cena. Impossível não se emocionar no adeus para a mais forte e sofrida dama de Westeros. A garganta cortada foi a dela, mas o coração dilacerado era nosso.
Sim, estou devastado, também. Mas quero crer que a mensagem principal deste episódio não foi o fim dos Starks, que eles não são os novos Reyne. Porque a vingança virá, afinal de contas Aria e Brann carregam pelos Sete Reinos a bandeira dos lobos.
Só nos resta torcer, então, para que o olhar de dor da pequena Stark represente uma passagem. Para que ela, assim como Brann, possa alçar voos ainda maiores. Para que eles sigam o exemplo de bravura do irmão e ergam-se contra a barbárie de Westeros.
Que venha o fim desta terceira temporada, que ele seja épico e grandioso. E que nos emocione como este episódio.