Falling Skies teve uma segunda temporada interessante, mas não chegou a ser uma grande inspiração da série. A esperança para seu terceiro ano ficou nas costas do novo alienígena que surgiu na última cena da season finale da temporada passada. A curiosidade sobre a nova espécie acabou no último dia 9 de junho, quando a série extraterrestre da TNT estreou a terceira temporada nos Estados Unidos. Já no dia 14 de junho Falling Skies também chegava nas telinhas brasileiras. Apesar do novo alienígena ser a grande atração do retorno da série, a terceira temporada aterrissou com inúmeras outras surpresas.
Sete meses se passaram no mundo devastado pela invasão alienígena, a busca pelo paraíso perdido de Charleston se encerrou com final feliz, o grupo se estabilizou e até presidente Tom já foi eleito. Agora, a série pula para outro status. Sua história será trabalhada sem viagens e caravanas, o grupo vai tentar reerguer um país e derrotar os alienígenas invasores com a ajuda de – vejam só! – outros alienígenas. A “mistura de espécies” ficou interessante e deve render muitos frutos para a história da TNT. Os Volm, representados pelo elegante alienígena Cochise, chegaram na Terra oferecendo ajuda aos humanos, armas e tecnologia. Entre os principais “presentes” está uma máquina que permite que a doutora Anne possa tirar os arreios das crianças pegas pelos skitters sem efeitos colaterais nos pacientes. Isso significa que não haverão mais crianças com espinhos brilhantes e habilidades duvidosas.

Falling Skies também chega com bom ritmo no roteiro. Já nos dois primeiros episódios surge um traidor entre a “comunidade” de Tom, o bebê Mason nasce e dá arrepios em Anne, Tom é presidente, Arthur Manchester é morto pelo traidor do grupo, Hal inicia On Thin Ice imobilizado em cima de uma cadeira de rodas e termina Collateral Damage caminhando, Ben virou “Benji”, alienígenas participam juntos de reuniões de estratégicas sobre ataques, conhecemos os Volms e também os novos aliens do mal, os superdróides. A série também ganhou um personagem muito rico, um cientista agorafóbico, que mal enxerga sem óculos e entende tudo de energia elétrica e radiação. Doutor Roger Kadar é interpretado por Robert Sean Leonard, o doutor James Wilson de House.
A season premiere dupla apresentou boas cenas de ataques, surpreendeu em muitos momentos, como no plano criado para destruir o combustível dos Espheni. Vale ressaltar que os novos aliens estão muito bem produzidos, principalmente considerando o baixo nível dos efeitos especiais nas duas primeiras temporadas da série, onde Falling Skies ficou devendo muito nesse sentido. Pelo menos no que deu para perceber nos primeiros episódios dessa temporada a produção pode investir mais nos efeitos especiais.

O roteiro também está mais envolvente, principalmente considerando que a temporada recém está em seu início. Além do traidor, a grande discussão de toda a comunidade de Charleston, dentro ou fora do Governo Mason, é a confiança nos Volm. Eles estão sendo fundamentais para a vantagem que os humanos estão impondo nos Espheni, mas a que preço? Eles lutam pela liberdade ou pretendem se apoderar da Terra após exterminarem os Espheni com a ajuda dos humanos? As dúvidas pairam sobre as cabeças de todos, mas a guerra no momento não apresenta outra alternativa.
A terceira temporada de Falling Skies também chega com a família Mason em peso – os guerreiros Mason – e aumentando com a chegada do bebê assustador Alexis Denise Glass-Mason. Muito medo do bebê Mason. Já “Papa Bear” ou Dan Weaver tem posto de coronel e continua no comando de guerra junto com Tom. A filha de Weaver acaba até reencontrando o namorado, Diego, que tinha sido arreado pelos skitters. Tom ganha uma nova assistente, Marina Peralta, mas perde Arthur Manchester já no início da temporada. A trupe de Pope continua como um dos núcleos mais divertidos da série, mas ainda seguem rebeldes e sempre prontos para aprontar alguma contra Tom. Enquanto isso não acontece, Pope, Lyle e Crazy Lee permanecem lutando firme e forte ao lado dos humanos e Volms. Tector se afastou do grupo dos batedores e está mais próximo do núcleo principal de soldados, ao lado de Hal, Weaver, Maggie e Tom. Boa parte do exército também segue no grupo, fazendo parte fundamental do Governo Mason.

Falling Skies teve algumas obviedades. Até bebê de Anne sabia que Arthur ia ser morto quando Tom não pode parar para conversar com ele sobre os 12 suspeitos finais de serem o traidor. Tom correu para o nascimento do mais novo Mason e Arthur partiu para sua última cena na série. Sempre é uma pena a perda de um ator como Terry O’Quinn em qualquer elenco, mas acredito que a história não será comprometida, ao contrário, a morte de Arthur vai criar mais expectativa para a captura do traidor.
O novo alienígena se instalou na Terra e a série da TNT com assinatura de Steven Spielberg voltou firme com a sua terceira temporada. Os dois primeiros episódios e as cenas prévias dos próximos acontecimentos conseguiram deixar muita curiosidade sobre o desenrolar da história de Falling Skies. O novo alienígena não é nem de longe o mais interessante no retorno do seriado, o que mostra que a série já conseguir produzir uma linha interessante de roteiros e plots intrigantes para serem desenvolvidos. Quem é fã de Falling Skies deve estar satisfeito com seu retorno e sugiro que se programe para não perder nenhuma cena dessa nova temporada. Até a próxima review. Tick, tick, boom!
PS: Sim, o cabelo do Matt está inspirador… inspirado no Neymar, só pode. Coitada da criança, não é a tôa que saiu detonando bombas por aí.