Eu sei. Você está cansado das séries de zumbi. E-eu sei… você também está farto das séries baseadas em história em quadrinhos. Eu nem preciso comer seu cérebro para saber disso! Mas, ainda assim, insisto: se você não viu, dê uma chance a iZombie, nova atração do canal CW inspirada na HQ homônima do selo Vertigo, da DC Comics. (nem venha me dizer que você está cansado da CW, eterno adolescente! ;-])
Se, por um lado, o seriado se aproveita de dois ingredientes já banalizados na cobiçada fórmula do sucesso – os zumbis e os quadrinhos -, por outro, possui elementos que dão um gostinho especial e até nostálgico à receita. Primeiro, porque a série tem os mesmos criadores da “queridinha” Veronica Mars (vai dizer que o nome “Rob Thomas” não faz seu coração palpitar?). Depois, que a talentosa atriz neo-zelandesa Rose McIver (Power Rangers R.P.M.) está mais sexy do que nunca com seus cabelos “louros platinadíssimos” para interpretar a protagonista da atração, a morta-viva Liv Moore (e você nem vai reparar nas olheiras profundas). Mas não é deste estilo cheio de personalidade que irei tratar.
Nem mesmo falarei da melhor amiga dela, Peyton, uma advogada mega estilosa vivida pela estonteante Aly Michalka (Hellcats). Isso sem mencionar o ex-namorado de Liv, o fofinho-lindo-tudo-de-bom Major, papel do charmosíssimo Robert Buckley (ouço daqui os suspiros de vocês, fãs de One Tree Hill). Mas… não! Não é sobre ele que irei comentar. Desculpa, gente.
Apesar desse elenco super competente e bonito, é outra coisa que tem me chamado a atenção na série: a casa da Liv! Daí você pensou, “Cruzes! Tinha que ser logo a casa de um zumbi? Que atmosfera pesada, que pessoa sinistra…”. Pois fique sabendo que a casa da Liv é das mais encantadoras e suaves possíveis. Quer ver?

Para começar, a porta de entrada da casa possui um vitral que dá um ar super retrô ao lugar. Além disso, o abajur, a maçaneta da porta e até o interruptor possuem um charme, digamos, todo antigo.

Dá para perceber que Liv e Peyton – com quem ela divide o imóvel – não economizam quando o assunto é mobília. Muitos quadros e objetos decorativos ocupam o ambiente, e, por vezes, ele parece, sim, meio bagunçado e poluído. A estante de gesso embutida na parede, com duas lâmpadas em cada prateleira, é provavelmente o que a sala tem de mais elegante.

Outra ideia criativa é a escada ao canto da imagem. Com a ajuda de alguns livros colocados horizontalmente entre o espaço de um degrau e outro, ela virou uma pequena estante improvisada. O tapete felpudo contrasta com os outros móveis rústicos do ambiente, e o puff substitui a mesa de centro – uma boa opção para quem gosta de receber muitos amigos em casa, é mais um lugar para servir de assento. Emendada à sala, fica uma discreta cozinha, com a ilha de madeira na parte central.

Logo ao lado, a mesa de jantar é feita de madeira de demolição e as cadeiras são de fibra sintética. A luminária pendente, bem ao centro, é parecida com os abajures espalhados pela sala.

Acima da lareira, ao invés dos convencionais quadros e fotos, Liv colocou um espelho, dando originalidade à decoração.

Embora os tijolos vermelhos aparentes nos remetam ao clássico da arquitetura nova iorquina, a série se passa do outro lado do mapa dos Estados Unidos: em Seattle, município bastante chuvoso da Costa Oeste americana. A produção, no entanto, acontece a pouco mais de duzentos quilômetros dali, na cidade canadense de Vancouver (provavelmente como estratégia para a redução de custos). Os tijolos aparentes são, definitivamente, um charme, assim como os pilares entre um ambiente e outro. Mas é o banco colocado abaixo da janela que dá conforto ao lugar.
Na história, Liv era uma médica brilhante prestes a se casar. Um dia, ela é convidada para ir a uma festa e um ataque inesperado acontece. Liv é transformada em zumbi, deixa o noivo e começa a trabalhar no departamento de autópsias da cidade, onde pode obter cérebros humanos – sua principal fonte de energia – com maior facilidade. Mas, ao ingerir o cérebro de alguém, ela também adquire, momentaneamente, a personalidade e memória da vítima falecida, ajudando a resolver diversos casos de polícia (já teve gente reclamando da “semelhança” com Pushing Daisies, acredita?). Certa vez, ela consumiu o cérebro de um pintor… O resultado? Um quadro novo para a sala!

Já o quarto de Liv é mais caótico do que a vida dela, com coisas espalhadas para todo o canto. O que chama a atenção é que a cabeceira da cama também é de madeira, material que prevaleceu em todo o apartamento.


Valeu a visita, não? Caso queira saber mais, confira aqui a opinião do TeleSéries sobre o programa ainda inédito no Brasil.