Mais do mesmo. Essa é a frase que define perfeitamente Back in the Game, a nova comédia da ABC sobre uma família e sua rotina nada normal. Infelizmente, a série está longe de alcançar o sucesso de Modern Family, e consegue até mesmo ser muito fraca quando comparada à The Middle.
Na grade de programação da ABC, a série está inserida entre os dois sucessos sobre famílias da emissora mas, se os episódios seguintes forem no mesmo nível que o piloto, a série não sobreviverá por muito tempo. Até porque, acredito que os americanos não aguentarão essa overdose de comédias familiares em plena quarta-feira (dia de exibição da série nos Estados Unidos).
A premissa de Back in the Game é simples e já foi vista na TV e no cinema várias vezes e em suas diversas variações: a filha recém-divorciada que volta à morar com o pai. Mas uma premissa tão comum não significa, necessariamente, que a série deve tomar um rumo comum. Os roteiristas tinham um mundo de possibilidades mas decidiram apostar na mesmice. O piloto acaba mas a sensação de “já vi isso antes” permanece.
Terry (Maggie Lawson) é a filha recém-divorciada que volta a morar com seu pai (James Caan), um ex-jogador de beisebol conhecido como The Cannon. Os protagonistas da série dividem a cena com o pequeno Danny (Griffin Gluck) em situações de diálogos às vezes forçados, às vezes interessantes – essa última, muito pouco. Praticamente um desperdício do talento de James Caan, conhecido por seu papel de Sonny Corleone em O Poderoso Chefão.
A relação entre o trio divide espaço com situações particulares dos personagens e, no piloto, essa divisão foi bastante equilibrada. O destaque ficou no texto e não tanto nos personagens em particular. Mas o texto não é bom… Além das cenas e diálogos forçados, a série apresenta uma quantidade enorme de personagens extremamente caricatos.
Terry é a mulher que quer recomeçar a vida depois do famoso pé-na-bunda; The Cannon tem problemas com bebidas; Danny tem problemas na escola e sofre bullying dos coleguinhas; Lulu Lovette (Lenora Crichlow) é a latina espalhafatosa, uma cópia frustrada de Gloria (personagem de Sofia Vergara em Modern Family); Michael é o filho de Lulu e é extremamente afeminado.
Fora todos esses personagens, o time de beisebol repleto de perdedores é o prato cheio de personagens estereotipados. As crianças são forçadamente caricatas e isso é muito incômodo.
Resumindo, Back in the Game não agrada. Em nenhum sentido. A não ser que você esteja afim de se “aventurar” com personagens que beiram à filmes no estilo paródia, com um texto superficial e tiver tempo sobrando na agenda. Mas, família por família, opte por Modern Family.
A estreia oficial de Back in the Game acontece dia 25 de setembro, na ABC.