Abertura de ‘Os Simpsons’ homenageia dubladora falecida em outubro

Data/Hora 04/11/2013, 20:11. Autor
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Nos já históricas aberturas de Os Simpsons, uma das primeiras coisas que costumam aparecer é o travesso Bart escrevendo uma frase repetidamente no quadro-negro, como castigo de sua professora a Senhora Edna Krabappel. No episódio exibido no último domingo (3), entretanto, uma criança de olhar triste escreve uma única e emocionante homenagem: “Sentiremos muito sua falta, Senhora K”.  A dubladora da personagem, a atriz Marcia Wallace, faleceu no mês de outubro devido a complicações de uma pneumonia, aos 70 anos, e esta foi a maneira escolhida para que a equipe e fãs expressarem seu carinho pela personagem.

Recentemente, a solitária professora havia se tornado a segunda esposa do vizinho da família de Homer, Ned Flanders,  estratégia usada para mexer um pouco com a rotina do programa. Anteriormente, o produtor-executivo de Os Simpsons Al Jean, havia divulgado que um personagem importante da série morreria, porém após o falecimento de Marcia, Jean se apressou em esclarecer que o referido personagem não seria a da professora de Bart. “O falecimento de Marcia não tem relação alguma, e é uma perda terrível para todos que tiveram o prazer de conhecê-la”, afirmou.

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Como os episódios de Os Simpsons  são produzidos com bastante antecedência, a Senhora K. permanecerá na série por um bom tempo. De acordo com os produtores, Wallace deixou material gravado para cerca de um ano e este período será providencial para os roteiristas prepararem uma despedida digna da saudade que a atriz deixou.

Certamente as épicas aberturas de Os Simpsons não serão mais as mesmas.

Com informações do Daily Mail

Última temporada de ‘Nikita’ ganha vídeo promocional

Data/Hora 04/11/2013, 19:32. Autor
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Nikita está perto de chegar ao fim e, por isso, a CW promete que a série irá concluir todas as tramas já desenvolvidas. A série estreia seu último ano no dia 22 de novembro, nos Estados Unidos, e ganhou um vídeo promocional para deixar os fãs ainda mais ansiosos pelo grande final.

A última temporada das aventuras da assassina que deseja destruir a organização que a recrutou terá apenas seis episódios (Wanted, Dead or Alive, Set-Up, Pay-Off, Bubble e Canceled) que irão ao ar durante seis semanas até o grande final, no dia 27 de dezembro.

Com informações do TV Line

 

Vocalista do Limp Bizkit está desenvolvendo série para a CW

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Fred Durst quer fazer muito barulho na televisão. Isso porque o vocalista da banda de rock Limp Bizkit está desenvolvendo uma série para a The CW intitulada The Noise. O drama será baseado na vida (e obra) do cantor, responsável pela criação do grupo formado por Wes Borland, Sam Rivers, John Otto e DJ Lethal. A banda protagonizou uma série de sucessos entre eles a canção My Way e Behind Blue Eyes.

The Noise conta a história de um jovem nos anos de 1990 que encontra na música um escape para a sua conturbada vida familiar. Fred Durst assume também a co-produção do seriado, já o roteiro do episódio piloto é de responsabilidade de Miles Feld. Eric Tannenbaum e Kim Tannenbaum serão os produtores-executivos, enquanto a CBS TV Studios será responsável pelo programa.

Com a banda fora das paradas musicais, Durst tem ocupado seu tempo em produções para a TV e filmes. Em 2007, ele dirigiu The Education of Charlie Banks e em 2008, se envolveu na produção de The Longshots. Essa é a segunda vez que o cantor desenvolve um programa para a TV. Em 2011, ele tentou vender uma comédia para a CBS chamada Douchebag, sobre a vida de um roqueiro e sua família. Parece com algo que você já ouviu?

Se aprovada, a série do vocalista do  Limp Bizkit deve entrar na grade da CW apenas em 2014.

Com informação do TV Guide.

The Blacklist – Gina Zanetakos

Data/Hora 04/11/2013, 17:01. Autor
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The Blacklist continua conseguindo manter boa parte do mistério que cerca sua trama principal. Isso porque apesar de nos entregar algumas respostas em quase todos os episódios, a série introduz novas – e elaboradas – perguntas, o que faz com que o ritmo eletrizante seja mantido. E Gina Zanetakos foi outro desses episódios, que nos dá certezas e as tira em velocidade ainda maior.

O tão esperado embate entre Tom e Liz finalmente aconteceu. E confesso que fiquei um tantinho decepcionada com ele. Não porque a qualidade da trama tenha sido ruim. Nada disso. É que boa parte do meu ser torcia para Tom ser, de fato, uma pessoa ruim. Esperava ver ele ameaçando ou agredindo Liz, talvez uma caçada humana, e no fim do episódio ele preso. Mas não foi essa a opção dos roteiristas que, apesar disso, nos entregaram um desenrolar interessante nesse plot. E que andou de mãos dadas, harmonicamente, com o caso da semana. Mas vamos por partes.

O episódio já começou surpreendente: Liz entregou o marido para o FBI. Claro que tal ato foi não porque acreditava que ele era o cara mau, mas sim pra ajudá-lo a se livrar das acusações. E sua fé na inocência do marido ficou evidente em boa parte do episódio, com alguns abalos bem pontuais – como quando Red revelou que Gina, a criminosa da semana, é na realidade amante de Tom. Tirando esses vacilos, ela foi 100% uma mulher de Tom, e isso deixou as coisas interessantemente tensas entre ela e Ressler – que aconselhou a “parceira” a tentar proteger a si própria.

Mas como uma boa esposa, e uma boa agente – que busca incansavelmente a justiça – Liz não poupou esforços para, ao lado de Ressler, localizar Gina e tentar descobrir qual sua ligação com Tom e, consequentemente, com a morte do agente russo. Como a trama criminosa da garota foi descoberta a tempo – Ressler tá roubando os holofotes pra ele com tanto heroísmo – e o tiro destinado a ela acabou “saindo pela culatra”, um acordo por imunidade total acabou fazendo a bandidinha revelar que ela própria deu cabo no agente russo desertor, e que Tom não tinha nada a ver com o crime.  Plus: ela revelou seu empregador – Red.

Ou seja: o tempo todo Red esteve por trás da tentativa de incriminar Tom. Inclusive foi seu amigo/capanga esquisito que entrevistou Tom em Boston – segundo Tom, que fique bem claro -, tudo para fazer com que o professor estivesse no local e na hora certos.  E é claro que Liz surtou com essa revelação e rompeu com o criminoso, mas sabemos que o rompimento não deve durar, pelo bem da trama.

Embora esperado, esse desfecho foi paradoxalmente surpreendente. Isso porque Red não dá ponto sem nó, e todo esse plano ficou parecendo um belo de um tiro no pé. Lembremos que foi ele que apontou Gina como a criminosa da semana. Se o intuito dele era trazer Liz para o seu lado, porque jogar contra o patrimônio tão descaradamente? Até agora eu vinha pensando que Red estava no topo da cadeia alimentar. Mas agora eu estou pensando que há alguém superior inclusive à ele, e que está brincando de marionete com todos os personagens.

E pra mim isso é justamente o mais genial do episódio: apesar de Tom ter sido inocentado, ainda ficou no ar um gostinho de que o pacato boa praça esconde algo grande. Quem sabe em um futuro próximo não descubramos que todas as certezas que Gina Zanetakos nos deu são na verdade mais mentiras? Eu torço por isso.

Preciso dizer ainda que fiquei surpresa ao saber que a equipe que vigia a casa dos Keen não está ali a mando do empregador do rapaz, já que questiona quem seria o articulador daquilo tudo. Quem são os companheiros do Homem da Maçã, então? Inimigos de Red apenas dando uma conferida na situação? Conhecidos do pai de Liz? Muitas perguntas, nenhuma resposta.

Outra questão bem legal, e que pode ser explorada na sequência, é que Gina ficou viva. Ou seja: se Red foi enganado, ele pode ir atrás de sua vingança. E isso seria algo definitivamente legal de se ver.

Além disso tudo, o caso da semana, propriamente dito, foi interessante. Todo esse clima de espionagem e de bombas explodindo é muito bacana. Espero, sinceramente, que The Blacklist continue assim.

Hoje a noite vai ao ar nos EUA Frederick Barnes. E o episódio promete. Então, nos encontramos na review – que prometo sair em breve. Até lá.

Primeira temporada de ‘Under the Dome’ estreia hoje na TNT

Data/Hora 04/11/2013, 16:11. Autor
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Depois do anúncio feito em setembro deste ano, finalmente, a série Under the Dome chega a televisão brasileira: a primeira temporada do romance de Stephen King estreia hoje (4) às 22h30 na TNT.

A série conta a história de uma pequena cidade que, inexplicavelmente, é isolada do resto do mundo por uma enorme e invisível cúpula. Enquanto tentam resolver o mistérios por trás da misteriosa redoma, os moradores e autoridades têm que enfrentar seus próprios medos e problemas.

Under the Dome conta com Mike Vogel (Bates Motel e The Help), Rachelle Lefevre (Boston Legal)Dean Norris (Breaking Bad), Natalie Martínez (Broken City), Britt Robertson (The Secret Circle), Alexander Koch e Colin Ford (Family Guy), Nicholas Strong (Nashville), Jolene Purdy (Gigantic) e Aisha Hinds (Cult).

O romance de King também ganhou a encomenda da segunda temporada, que terá 13 episódios e tem previsão de estreia para o próximo verão americano, em 2014. Stephen King produzirá o primeiro episódio da próxima temporada e a TNT também garantiu a transmissão dos dois anos do seriado.

Com informações da Assessoria de Imprensa da TNT.

Nova série do canal A&E conta com produção da Jerry Bruckheimer Television

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A Jerry Bruckheimer Television está se aventurando nos mares das emissoras de TV por assinatura. A produtora fechou negócio com o canal A&E para o desenvolvimento de uma nova série.

O novo projeto intitulado Harvest, que tem no roteiro Ian Sobel e Matt Morgan, conta a história de um zelador de cemitério que acaba tendo a sua vida pacata tumultuada quando o seu pai criminoso o força a entrar no lucrativo comércio de corpos. A série também terá o próprio Jerry Bruckheimer como produtor-executivo ao lado de Jonatham Littman.

A produção de Harvest marca uma rara parceria da companhia de Bruckheimer com emissoras de TV à cabo. Embora já tenha produzido para a TNT o drama Dark Blue, Bruckheimer demonstra interesse em produções maiores e veiculadas para um público maior. Mesmo assim, nessa temporada ele fechou negócio com grandes canais, como a Fox e a NBC.

Com informações do site Deadline.

TNT compra série escrita e dirigida por ator de ‘Mob City’

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O ator Ed Burns que interpreta Bugsy Siegel na nova série da TNT intitulada Mob City – que estreará no dia 04 de dezembro -, acabou de vender para o mesmo canal o piloto de Public Morals, o qual ele vai escrever, dirigir e estrelar.

A sua nova série será centrada na divisão de defesa da moral pública da polícia de Nova Iorque no ano de 1967 e contará a história dos policiais daquela época que viviam na região limítrofe da moralidade e criminalidade, enfrentando as tentações que apareciam ao lidarem com a escória da sociedade e sues vícios.

Burns, que já foi roteirista de Os Irmãos McMullen e Nosso Tipo de Mulher, interpretará Terry Muldoon, um policial que sabe que a linha entre o bem e o mal é tênue, mas que está determinado a criar seus filhos para serem honestos e bom trabalhadores enquanto lida com os vícios do mundo ao qual combate.

Public Morals também conta com Steven Spielberg, Darryl Frank, Justin Falvey e Aaron Lubin na produção executiva.

Com informações do TV Line.

Cancelamentos e renovações: como andam as estréias desta Fall Season?

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Renovações e cancelamentos

Após seis semanas do início da Fall Season 2013-2014, algumas séries que estrearam este ano já foram renovadas enquanto outras já foram canceladas. Embora o espaço de tempo pareça muito curto para uma decisão desta envergadura, alguns índices de audiência já apontam, salvo alguma mudança radical no meio do caminho, para números estáveis, de forma geral, para as séries em sua primeira temporada.

Entre renovações e cancelamentos que já se concretizaram, existem aquelas séries para as quais as emissoras ainda não tomaram uma decisão concreta.

Os gráficos abaixo trazem as médias de audiência (na demo 18-49 anos) das séries que estrearam nesta Fall Season e as médias de público das redes que as exibem. Levando-se em consideração aquela regra geral de que índices acima da média da rede levam o programa a ser renovado, índices inferiores a serem cancelados e índices próximos à média da rede são difíceis de apontarem uma tendência específica, podemos ter uma idéia de como andam as estréias desta fall season até o momento.

É bom lembrar que estamos apenas na sexta semana da Fall Season e embora a tendência seja de que os índices de audiência não sofram alterações significativas, a análise sobre o destino das séries fica condicionada ao seu desempenho durante a temporada. Portanto, se a série pela qual você se apaixonou não vai muito bem junto ao público qualificado, mas ainda não foi cancelada, vale a pena torcer para que os números mudem.

Rede ABC

Qual o próximo cancelamento da rede? Trophy Wife, Betrayal ou Once Upon a Time in Wonderland?

grafico abc estreias

Lucky 7 foi cancelada após a exibição de dois episódios. Levando-se em conta apenas índices de audiência, a decisão foi acertada uma vez que o público entre 18-49 anos é, até o momento, 60% menor que o índice de audiência médio obtido pela rede.

Embora a média de audiência de Super Fun Night esteja acima da média da rede, há duas semanas que a série fica com a marca de 2.1 pontos de audiência na demo 18-49 anos; isto significa uma audiência menor em 35% junto ao público qualificado que a sua season premiere. Super Fun Night já perdeu a parcela de público tolerável para uma possível renovação. No entanto a ABC autorizou a produção de mais quatro episódios, o que certamente é uma pista sobre a predisposição da rede quanto à série.

Trophy Wife, Once Upon Time in Wonderland e Betrayl estão na zona de cancelamento da rede. Porém a maior decepção fica por conta de Once Upon a Time in Wonderland que já estreou com índices de audiência aquém dos esperados se considerarmos que a série é um spinoff de um dos mais conceituados dramas da ABC. Das três, quem parece ter mais chances de uma possível renovação é Tropy Wife já que a ABC autorizou a produção de sua temporada completa.

Back in the Game pode não ter a mesma sorte de Super Fun Night e Trophy Wife. Apesar de Back in the Game, não ter sido oficialmente cancelada, a decisão da rede de não autorizar, até o momento, episódios adicionais, pode indicar, segundo sites especializados, que a rede efetivamente irá cancelar a série. O que seria um contrassenso, já que Back in the Game tem, até o momento, um desempenho melhor que Trophy Wife e Super Fun Night (enquanto Super Fun Night, perdeu cerca de 35% de seu público qualificado até o momento, Back in the Game perdeu apenas 18% desse mesmo público).

Marvel´s Agents of S.H.I.E.L.D.S. certamente será renovada. Com uma audiência estável em torno de 2.8 pontos na demo 18-49 anos, nos três últimos episódios, a série ainda cativa um número considerável de pessoas. Embora o programa tenha perdido cerca de 40% da audiência de sua season premiere, o público qualificado, que ainda acompanha a série, é considerável.

Rede CBS

Hostages irá sobreviver?

grafico cbs estreias

A CBS cancelou We are Men após o segundo episódio e retirou a série de sua grade de programação. Como conseqüência desta decisão a rede antecipou a estréia de Mike and Molly, que volta ser exibida a partir do próximo dia quatro de novembro.

A pergunta a ser feita é: por que We are Men foi cancelada e sobre Hostages paira um silencio total, se os índices de audiência aconselhariam o contrário?

We are Men perdia 52% da audiência de How I Met Your Mother, série que a antecedia na grade de programação da rede. Até a estréia de Mike and Molly, na próxima semana, a rede passou a exibir 2 Broke Girls seguida de The Big Bang Theory (coringa da rede), que está sendo reprisada. As duas comédias conseguem segurar 80% da audiência herdada de How I Met Your Mother. Talvez a rede tenha resolvido apostar que Hostages teria mais chances de vingar se herdasse uma audiência maior das séries que a antecedem. Além disso, Hostages conta, em seu elenco, com Tony Collete, que já concorreu ao Oscar e levou um Globo de Ouro e um Emmy Awards por United States of Tara. Hostages conta, ainda, com outro ponto a seu favor: é produzida por Jerry Bruckheimer.

Sem dúvida, contar com a assinatura de Chuck Lorre (The Big Bang Theor e Two and a Half Men) e a presença de Anna Farris, podem fazer com que Mom, que está na zona obscura entre o cancelamento e a renovação, ganhe a chance de ter uma segunda temporada.

The Craze One´s e The Millers praticamente garantiram uma próxima temporada, caso os números não se alterem. Aliás, destaque para The Millers que chegou despretenciosamente e sem grande alarde e conquistou um público estável, sendo o segundo melhor desempenho, entre as estréias da CBS, junto ao público qualificado.

Rede CW

grafico estreias cw Das três estréias da rede CW, a que está em melhor situação é The Originals não somente porque, no gráfico, aparece com um índice melhor. O spinoff de The Vampires Diaries, após a exibição de cinco episódios, mantém 90% de seu público inicial, feito difícil de se conseguir.

The Tomorrow People, apesar de ter estreado com um bom índice de audiência em se tratando da rede CW (0.9 pontos na demo 18-49 anos), perdeu 20% de seu público qualificado até o momento. Os números têm que se estabilizar para que a série permaneça em uma posição confortável.

Reign, com apenas três episódios exibidos, pode ser um dilema já que sua audiência é menor que a da rede mas maior que uma boa parte das séries veiculadas pela CW. È bom lembrar também que a CW, contra todas as previsões, renovou The Carrie Diaries, na temporada passada. Então é aguardar para ver…

Rede FOX

grafico estreias foxSleepy Hollow já foi renovada pela rede. O drama que estreou com 3.5 pontos na demo 18-49 anos, e tem conseguido segurar 80% de sua audiência inicial (2,8 pontos na demo 18-49 anos) nos dois últimos episódios exibidos pela rede, foi a única estréia da FOX a ficar com uma média de audiência superior à média conseguida pela rede.

Apesar de Brooklyn Nina-Nine e Dads terem conseguido sinal positivo da rede para a produção de suas temporadas completas, isso não significa que o perigo do cancelamento deixou de pairar sobre elas. Ao contrário, se mesmo com o incentivo da rede a audiência não melhorar o mais certo é que ambas sejam canceladas, apesar das boas críticas que Dads tem recebido.

Rede NBC

grafico estreis nbcIronside e Welcome to the Family já foram canceladas pela rede e Sean Saves the World caminha para o mesmo destino.

The Michael J. Fox Show estaria em uma posição mais confortável se fosse exibido às sextas-feiras. Embora as quintas-feiras da NBC sejam um fiasco, a rede já deu um tempo para Parks and Recreation que nas últimas semanas tem obtido o mesmo público de The Michael J. Fox Show. O show, no entanto, está naquela zona obscura, onde cancelamento ou renovação são uma incógnita. Aguardemos a decisão da NBC. Eu acredito no cancelamento, mas não se pode descartar o apelo emocional que a série desperta.

A NBC liberou a produção da temporada completa de The Blacklist  e certamente renovará o programa.

Drácula estreou com 1.8 pontos na demo, mas na sua segunda semana de exibição obteve apenas 1.3 pontos, o que significa praticamente 30% menos público que seu episódio de estréia. Observemos o comportamento do público em relação à série já que 1.3 pontos não é ruim para a sexta-feira, mas a série precisa manter esta audiência.

Drácula: audiência cai 28% na demo 18-49 anos (Audiência na TV americana 27 de outubro a 01 de novembro)

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Em uma semana em que não houveram novas estréias, os programas esportivos conseguiram os melhores índices de audiência e as redes optaram por várias reprises, vamos aproveitar para fazer uma brincadeira e observar algumas particularidades da audiência que, geralmente, não são muito comentadas.

Balanço da Fall Season

Independentemente do índice de audiência que as séries mantêm ao longo das semanas da Fall Season, há alguns números que nos contam um pouco da sua história, e, através dela, um pouco das tendências (ou, melhor dizendo, do gosto) da audiência americana, da fidelidade do público a determinada série, do desempenho de equipes criativas e showrunners etc. Eu listei sete itens, você pode pensar em outros.

Os números indicados para cada item são relativos às seis semanas da Fall Season, exceto quando se trata de um índice único (por exemplo, índices da season premiere).

– Melhor índice de audiência, junto ao público qualificado, na season premiere:

Estréia: Marvel´s Agents of S.H.I.E.L.D.S: 4.7 pontos na demo 18-49 anos.

A badalada Marvel´s Agents of S.H.I.E.L.D.S., foi a estréia que atraiu o maior público qualificado desta temporada com 4.7 pontos na demo, ou 5,59 milhões de telespectadores entre 18-49 anos, quase metade do público total que sintonizaram na ABC para ver a série, naquela noite.

Série com mais de uma temporada: The Big Bang Theory: 5.5 pontos na demo 18-49 anos.

Na sua sétima temporada os nerds da CBS continuam provando que tem uma longa vida pela frente. Foram 6,97 milhões de pessoas entre 18 e 49 anos que sintonizaram a volta da série.

– Melhor índice de audiência, junto ao público total, na season premiere:

Estréia: The Crazy Ones: com 15,52 milhões de pessoas

Série com mais de uma temporada: NCIS: 20,02 milhões de pessoas

Melhor índice, na média de audiência, após seis semanas do início da Fall Season:

Estréia: The Blacklist: 3.21 pontos junto ao público qualificado.

Embora Marvel´s Agents of S.H.I.E.L.D.S., na média de audiência na demo empate com The Blacklist,  há que se considerar que a série da ABC, em seus últimos quatro episódios, obteve uma audiência inferior a três pontos na demo, enquanto que The Blacklist mantém-se acima deste patamar.

Série com mais de uma temporada: The Big Bang Theory: 5.3 pontos na demo 18-49 anos.

Maior queda, em termos de média de audiência, após seis semanas do início da Fall Season:

Estréia: The Crazy Ones: 30% junto ao público qualificado.

Série com mais de uma temporada: The Goldbergs: 35% junto ao público qualificado.

Nestes números estão incluídos os índices de audiência obtidos na season premiere, o que às vezes eleva um pouco as médias de audiência já que, para algumas séries, há uma queda significativa a partir do segundo episódio. Se não considerarmos a season premiere de The Crazy Ones, por exemplo, sua queda de audiência seria de 40%, em relação ao público qualificado.

Maior surpresa em termos de audiência, junto ao público qualificado:

Estréia: The Millers: 3.3 pontos de audiência ( ou 4,18 milhões de pessoas entre 18 e 49 anos).

A série da CBS, chegou como quem não queria nada e conquistou um público sólido, que se mantém após a sexta semana da Fall Season.

– Maior decepção, em termos de audiência, junto ao público qualificado:

Estréia:  Once Upon a Time in Wonderland: 1.7 pontos de audiência (ou 2,15 milhões de pessoas entre 18 e 49 anos).

Depois de tantos comentários a respeito da série, os números da season premiere foram decepcionantes, mas não tão decepcionantes quanto a audiência que vem conseguindo ao longo da temporada!

– Melhor relação entre público qualificado/público total:

Estréia: The Originals: 57% de seu público total é composto por pessoas entre 18-49 anos (1.229 milhões de pessoas entre 18-49 anos para 2.130 milhões de telespectadores totais)

Série com mais de uma temporada: New Girl com aproximadamente 65% de sua audiência total composta por pessoas entre 18 e 49 anos.

Estes são apenas alguns dados que podemos levantar, além dos números que mostram a audiência média ou semanal de uma determinada série. Ainda existem outros. E todos eles nos ajudam a perceber tendências de público ou sobre cancelamento e renovação dos programas pelas redes de televisão.

Melhores desempenhos junto à audiência, na semana de 27 de outubro a 01 novembro

A primeira tabela mostra os programas que, na demo 18-49 anos, conseguiram obter índices de audiência que ainda os tornam interessantes para as redes de TV que os veiculam. Este índice situa-se em torno de 2 pontos para esta faixa etária e é cotizado com a média de audiência obtida pela rede.

Várias reprises e as transmissões esportivas diluíram a audiência esta semana razão pela qual há menos séries compondo as duas tabelas de audiência.

Audiência na demo 18-49 anos

tabela audiencia demo

Nesta semana as transmissões esportivas e o dia das bruxas alteraram a programação e influenciaram alguns índices de audiência. Portanto, não se deve estranhar a ausência de algumas séries na tabela, ou que algumas apareçam com índices muito aquém do que é o seu normal.

The Big Bang Theory (2.6 pontos na demo) e Modern Family (2.2 pontos), tiveram episódios reprisados. Marvel´s Agents of S.H.I.E.L.D.S também teve episódio reprisado, mas como seu índice de audiência na demo 18-49 anos foi de 1.2 pontos, na aparece na tabela.

As transmissão do sexto jogo da World Série pode ter influenciado os índices de CSI (1,7 pontos na demo) e Super Fun Night (1,7 pontos).

Two and a Half Men, Chicago Fire e Bones não foram exibidas esta semana.

Person of Interest (1,9 pontos), The Crazy Ones (1,9 pontos), Elementary (1,8 pontos), Shark tank (1,9), The Biggest Loser (1.8 pontos) e The Amazing Race (1,8 pontos) ficaram no limite de audiência e não conseguiram um lugar na tabela acima.

Drácula, por sua vez, com um índice de 1,3 pontos junto ao público qualificado, caiu 28% em relação à sua season premiere.

Audiência em milhões de telespectadores

tabela totalAudiência das séries da rede CW

tabela cwDesempenho das redes junto à audiência (média semanal)

grafico audiencia redes 2

As médias computadas no gráfico acima referem-se apenas à audiência obtida pelas redes de televisão com as séries ou realities shows na sua programação. As transmissões esportivas não foram computadas.

No caso da rede FOX, com as médias de audiência das transmissões esportivas, os índices seriam 2.91 pontos na demo 18-49 anos e 9,98 milhões de telespectadores totais.

Para a NBC, caso fossem computados os dados das transmissões esportivas, teríamos 2.91 pontos na demo 18-49 anos e uma média de 7,73 milhões de pessoas junto ao público total.

E pela primeira vez, nesta Fall Season, a rede CBS deixou de ocupar o primeiro lugar no gráfico relativo à média de audiência obtida na semana.

Elementary – An Unnatural Arrangement

Data/Hora 04/11/2013, 11:00. Autor
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Depois de um começo de temporada eletrizante, com episódios dignos de nota máxima, beirando à perfeição, Elementary apresentou um episódio apenas… muito bom. O capítulo de número seis da série que revolucionou Sherlock Holmes cavou a vida pessoal de um de seus personagens. Mas, dessa vez, a “vítima” foi alguém bastante inesperado: o discreto Capitão Gregson.

No início do episódio (depois de uma cena divertida em que Holmes passa um exercício à Watson na cadeia), um homem invade a casa de uma mulher e pergunta para ela onde está seu marido. A mulher, claramente preparada para agir nesse tipo de imprevisto, aciona o alarme e corre para o quarto, onde pega um revólver e atira no invasor, sem matá-lo. Foi também, com surpresa, que descobrimos que a mulher é, na verdade, a esposa de Gregson – ou, pelo menos, foi a esposa dele (outra surpresa!).

Conhecer a vida pessoal do capitão da NYPD foi bem legal, porque ele é sempre frio nas cenas, objetivo, dá espaço apenas para a resolução dos casos. De repente, a gente foi convidado a entrar não só na casa dele, como a acompanhar o casamento falido. Os roteiristas de Elementary têm uma visão muito ampla da história e sempre fico admirada com o trabalho deles, me sentindo na obrigação de citar aqui, semanalmente. Em uma das cenas, ao falar do casamento, Gragson ficou com os olhos marejados, uma coisa ultra, mega fofa! Com o Holmes emotivo, já estou acostumada. Agora, o Gregson entrou também para o clube dos homens sentimentais? Own! Essa série só tem bom partido. Ou nem tanto. Já que a esposa dele estava se separando justamente pela falta de atenção do marido, cujo trabalho requer dedicação integral. Achei esse motivo um tanto clichê, batido, mas deve haver muita verdade nisso. Ao mesmo tempo, pensei que, quando a senhora Gregson viu sua casa invadida e recebeu todo o apoio da polícia para permanecer protegida, ela não refletiu que era exatamente isso que o marido dela fazia para outras pessoas, no quanto o trabalho dele é importante, salva vidas e, por isso, mantém famílias unidas? Okay, seria mais um clichê, mas já que é para ser trivial, vamos nos jogar.

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Outra cena fofa foi aquela do final, quando Gregson levou o cachorro com aversão a homens para mulher (que sacada genial, história amarradinha) e disse que ia dar a ela o tempo que ela precisava, mas não estava desistindo do casamento deles. Mais uma vez, os olhos do policial debulharam-se em lágrimas e eu, se estivesse no lugar da esposa, teria dado um abraço e convidado para uma xícara de chá. Tadinho!

No final das contas, invadiram a casa dos Gregson por engano e o crime não tinha ligação nenhuma com eles, mas sim com um artefato roubado pelo vizinho. E isso foi frustrante, queria que tivessem abordado a vida pessoal de um personagem conhecido nosso do começo ao fim. Só por isso não vou dar nota cinco ao episódio de semana passada.

Gostei de como o Holmes se solidarizou com o Capitão, mesmo sem acreditar no casamento, e até ofereceu a Watson, caso ele precisasse de um ombro amigo. E, por favor, não sejam injustos com ele. A intenção foi das melhores. Afinal, a gente já sabe O QUANTO ele tem ciúmes da Watson e emprestá-la, assim, exige que ele goste muito da pessoa. E eu gosto muito dele. E vocês?

p.s.: só eu tenho achado que o detetive Bell anda sem função na história? Ficou totalmente de escanteio, quase um secretário do Holmes.

Sessão de Terapia – Semana 4

Data/Hora 04/11/2013, 10:19. Autor
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Segunda-feira, 16 h, Carol

A sessão de Carol foi, provavelmente, a mais emocionante da semana. Vimos que ela e Theo têm algo em comum: suprimir seus próprios problemas para cuidar de um membro da família, no caso de Carol, seu irmão Pedro, que tem graves problemas psiquiátricos. A jovem chega ao consultório agitada, pois tem que buscar o irmão que teria ido ao médico. Neste meio tempo, ela diz como se tornou responsável por cuidar dele, sendo a irmã a única pessoa que ele obedece. Também conta que tentou ir ao hospital, mas ao ver tantas pessoas fracas, carecas e debilitadas não conseguiu dar início ao seu tratamento. A estudante de arquitetura recorre à maquiagem para não levantar suspeitas sobre sua saúde e, assim, afasta quem deveria se preocupar com ela. A consulta de Theo e Carol é interrompida várias vezes por telefonemas: o irmão não está no médico, como deveria, e a mãe insiste para que ela o leve para casa, mesmo a menina respondendo que não pode. A mãe desliga enfurecida. Carol ainda não lhe contou sobre o câncer, pois ela, estressada, a impedia de falar, se negando ouvir o que a filha tem para contar. Ao levantar para ir embora, Carol desmaia, e ao ser reanimada por Theo, admite que precisa de ajuda. O terapeuta se oferece para ir ao hospital com ela e, surpresa, ela aceita. Ambos deixam o consultório e ficamos aqui, do outro lado, torcendo por esta forte personagem. Até porque, Carol, aceitar ajuda de quem se importa com você não é sinal de fraqueza, não.

Terça-feira, 09 h, Otávio

otávio - sessão 4 -TS A morte é quando ninguém mais precisa de você.

Com a afirmação acima Otávio declara sua própria sentença. Sendo desnecessário para a família e para a empresa à qual dedicou a maior parte de sua existência, para o empresário, o fim da linha chegou e o que ele e seus entes queridos esperam é que tudo acabe logo. Em casa, se sente como se estivesse no próprio enterro, graças às expressões de pena que as pessoas lhe dirigem. Lembra-se de um amigo que após ser demitido da empresa que ele mesmo havia fundado, se dedicou ao passatempo “ridículo” de fotografar, algo que o realiza, porém não serve para nada. A vida de Otávio sempre foi centrada no trabalho, então seu valor é atribuído de acordo com a utilidade das atividades que desenvolve e ao poder que tem de fazer o mundo continuar a girar. Está tomando, por conta própria, remédios para conter as crises de pânico. Ao ouvir de Theo que precisa consultar seu psiquiatra para que o tratamento seja adequado, Otávio diz: “Não se preocupe, não vou te processar”. O ex-executivo usou a história que Theo dividira para exemplificar os reveses da vida profissional para fazer uma infeliz brincadeira. Otávio não sai de casa, come quando precisa e dorme quando dá. Não sabe se retornará na próxima semana, e termina a consulta perguntando onde está sua pasta. Que pasta? A de trabalho que ele carregava como se fosse uma extensão de seu corpo. Não há mais pasta, nem trabalho, nem utilidade para este homem. Será que ele encontrará uma nova razão para viver fora do campo profissional? Theo por precaução, faz anotações após a sessão, para documentar seu trabalho no caso de problemas semelhantes ao de Breno ocorrerem.

Quarta-feira, 11 h, Paula

paula - sessão 4 -TS

A sessão de Paula esta semana foi mais curta. Ela mesma a interrompeu, inconformada com o que acabara de ouvir. As palavras do dia foram “pena” e “revolta”. Paula sentiu-se humilhada ao ouvir uma conversa do marido com um amigo ao qual desabafou que tem inventado trabalho para poder chegar mais tarde em casa. Segundo ele, desde que Paula praticamente o ameaçou a ter um filho, a vida íntima do casal teria se tornado mecânica. Mas ele faria isso pela esposa, afinal “ela já não tem mãe”. Incapaz de confrontar o marido, Paula prefere fingir que nada ouviu, prepara uma noite romântica e comunica que desistiu da gravidez. A reação de Luis foi de alívio, o que a desapontou. Na verdade, este era um teste, e o marido foi reprovado. Ela decide, então, terminar tudo. Prefere abandonar o barco antes de ser deixada de novo. Todos sempre vão embora, diz. A mãe foi. E antes que o esposo também o fizesse, saiu. E, finalmente, Theo a diz que dá ouvidos a muitas vozes, exceto à do seu lado feminino, e é esta a causa da sua revolta. Sentindo-se agredida pelas palavras do terapeuta, a advogada vai embora, sem sequer fechar a porta. Deixou claro que desta vez foi ela quem partiu.

Quinta-feira, 14 h, Daniel

dani - ana - sessão 4 - TS

Embora tenha aquele humor adolescente-sarcástico, Daniel é um personagem extremamente carismático e fácil de se identificar. Suas sessões sempre contam com a presença da mãe, Ana, e/ou do pai, João. Desta vez, Ana chega correndo e prefere conversar com Theo primeiro, já que está a caminho do aeroporto. Após a bomba da semana passada, ela decidiu viajar por 8 dias com destino à Grécia. Diz que vai tranquila, pois Dani parou de comer compulsivamente, perdeu peso, não reclama mais para acordar cedo ou para fazer as lições de casa. Dani está, apesar de tudo, feliz. O que a mãe não enxerga é que ele se tornou de um filho problemático para um garoto perfeito em uma semana, apenas. E todos sabemos que não há seres humanos sem defeitos. Ninguém se refaz das cinzas em sete dias, nem mesmo uma criança. Theo questiona se a repentina melhora no comportamento não seria uma tentativa de agradar aos pais. Afinal, se ele acha que é o responsável por todos os problemas da família, é lógico que finja estar bem. Ana rejeita a visão do psicólogo e o acusa de estar sabotando suas férias. Quando ela segue para o aeroporto, é a vez de Daniel desabafar. O menino diz que os pais lhe contaram sobre o aborto e que chegou à conclusão de que “seria ruim para todo mundo, inclusive para o bebê”, se ele viesse ao mundo. À medida em que Theo tenta fazer Dani falar mais, o menino mostra uma incontrolável ansiedade, explicitada pela insistência em ligar para os pais. Sem conseguir, ele pensa que o pai esqueceu dele, e com sua graça peculiar, debocha que talvez João tenha deixado ele no consultório para morar com Theo. Dani sente fome. Theo faz um sanduíche. Durante o lanche, os dois transmitem, pelo olhar, uma cumplicidade até agora não vista entre pai e filho. Lindo.

Sexta-feira, 17 h Dora

dora - milena - sessão 4 -TS

Sabe quando passamos a vida inteira procurando respostas e quando finalmente as temos não sabemos o que fazer com elas?

A vida de Theo  é aquela que ele entendeu quando criança e suas lembranças o puxam para este passado mal resolvido como um ímã. Theo não consegue visitar o pai doente, nem perdoá-lo por um abandono que certamente foi doloroso também para ele. Theo ainda é o menino que precisou ser forte para cuidar da mãe instável e não se permite ter raiva dela por lhe ter interrompido a infância. O adulto que, em vez de lidar com as chances que tem para encontrar a paz que tanto procura, tenta retomar sua vida a partir de onde ela aparentemente desandou. Quer reconquistar seu primeiro amor, hoje uma mulher casada; deseja poder salvar alguém, como não pode fazer com sua mãe, ajudando sua paciente das segundas-feiras, Carol e, finalmente, quer indiretamente perdoar o pai, atendendo ao pedido de Milena, mulher de Breno, desistindo do processo que abriu contra seu sogro. Enquanto isso, a saúde de seu pai piora a cada dia e nem os apelos do irmão e da filha o convencem de que o que está ao seu alcance fazer, ver seu pai provavelmente pela última vez, é o que basta. Theo ainda está no escuro consultório de Dora e guiado por ela, tateia seu caminho até a verdade que sempre negou.

Por que parecem tão claras as respostas de seus pacientes e as dele se assemelham a labirintos sem saída? Embora nos irritemos com a teimosia do psicólogo em (não) lidar com seus problemas, passamos a pensar por que escolheu sua carreira: seria para consertar as vidas dos outros no lugar da sua?

Dracula – A Whiff of Sulphur

Data/Hora 04/11/2013, 10:14. Autor
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Depois de um primeiro episódio visualmente pomposo, mas pouco energético em termos de enredo, Dracula apresentou uma segunda semana avassaladora. No excelente sentido. Em A Whiff of Sulphur (Um Cheiro de Enxofre, na tradução) Jonathan Rhys Meyes estava mais Dracula do que nunca. Se no primeiro episódio ele já  parecia ser a escolha adequada para o personagem, agora este é um fato consumado. Adorei as nunces na voz dele, como ele deixava a voz mais rouca, quase como uma serpente, nos momentos de fúria maior. Parecia que ele estava muito mais confortável com o personagem no episódio de agora.

Muito pode se dever pela qualidade do enredo que, sem dúvidas, melhorou muito. Esse segundo capítulo foi mais dinâmico, mais convincente e convidativo para que acompanhemos o terceiro, para então descobrirmos o desenrolar dessa história charmosa, instigante e imprevisível. Porque assim foi Dracula em sua segunda semana!

Ainda não consigo analisar muitos dos acontecimentos da série, porque, até aqui, conhecemos apenas fragmentos de algo maior, de uma história de obsessão pelo poder, de vingança, de conspirações. Aliás, esse é um problema na série. Por vezes, eles apresentam alguns fatos sem nos explicarem o contexto por completo e, aí, a gente fica perdido, na dúvida se esqueceu alguma coisa, se não acompanhou o raciocínio direito… Até que, vários minutos depois, a gente se depara com o restante da informação. Isso pode tornar a experiência de assistir Dracula um pouco cansativa, mas, ainda assim, as atuações tão eficientes, os cenários luxuosos e enredo sedutor fazem a série, no final das contas, valer a pena.

O Dracula da NBC é um vampiro educado, extremamente cordial com as pessoas, enquanto o Jonathan Harker é quase irritante. O vampiro dos livros é mesmo um homem refinado e, se não fosse a sede por sangue impiedosa, jamais seria um vilão. Então, até aí, a série não é diferente da obra literária. Mas essa versão ambiciosa (e engomadinha) do Harker está um tanto patética. A hostilidade dele com a Lucy não faz muito sentido e não chega a ser divertida, como deve ter sido a intenção dos roteiristas. Até pensei que corria o risco de Dracula, o vilão, virar o “mocinho”, e Jonathan, que nos livros é um homem absolutamente íntegro, se transformar no anti-herói. Depois, quando o Dracula matou aquela mulher a sangue frio, vi que não era o caso, mas, mesmo assim, o Harker tem tudo para se transformar em um daqueles personagens que a gente torce para que o Dracula mate logo e suma da história. Também torço para que o vampiro se aproxime de Mina de uma vez por todas. Não shippo os dois ainda, mas eles formariam um casal interessante, não dá para negar. Aquela cena da carruagem foi uma das mais legais do episódio, deu para notar que o Rhys Mayers e a Jessica De Gouw esbanjam química e existe certa cumplicidade no olhar. Enquanto a Mina era só sorrisos para o “empresário americano” recém-chegado, “Alexander Grayson” tinha um olhar misterioso delicioso, desses que a gente adoraria que fossem lançados para a gente.

Por falar na cena da carruagem, toda série joga algumas frases de impacto aos espectadores e todo roteirista deve viver por esse momento, o clímax de sua genialidade. Dracula apresentou uma reflexão que achei linda e que serve para o meu momento, até encheu meus olhos de lágrimas. “Em se tratando de sonhos, você pode até vacilar, mas a única maneira de realmente falhar é abandoná-los!” Isso tudo sendo dito com aquela voz profunda e olhar sedutor do Rhys Meyers. Nem preciso dizer que vi e revi mil vezes, né?

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Mais uma coisa sobre a sequência na carruagem. Quando Renfield parou a Mina na rua e Dracula abriu a porta do carro, dizendo “Bom Dia”, logo ele olhou para o céu, para nos mostrar que, apesar de ser dia, era um dia de chuva (então, tudo bem um vampiro estar na rua). Achei engraçado como foi tudo explicadinho. Depois, deu para ver que também justificava a oferta de carona à Mina, que estava à pé. Mas, com certeza, os roteiristas quiseram deixar tudo bem “amarradinho” naquela cena.

Já a relação do Dracula com o Van Helsing ainda me soa estranha. Van Helsing trazendo Dracula de volta para se unirem em um plano de vingança? Ah, por favor. O Van Helsing também tem aparecido muito pouco na série e ele é um personagem com tanto potencial. Adoro o humor que envolve a relação dele e do Dracula – ainda que, no contexto da cena, não haja nenhum humor implícito naqueles diálogos.

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Estou curiosíssima para saber como vai se desenvolver essa história de o Dracula querer andar no sol, ser como um homem normal (algo que Van Helsing acredita que ele nunca será). Também achei interessante o vampiro dizer que logo as pessoas começarão a notar a aversão dele pela luz do dia, deixou a história mais real.

Outra curiosidade: por que Mina se parece tanto com a ex-esposa do Dracula? Seria mesmo uma reencarnação? Provavelmente, sim. Caso contrário, o romance perderia um pouco do encanto.

Para finalizar, quero ser paradoxal e falar da abertura… Demais! No primeiro episódio, quando só colocaram o letreiro de Dracula na tela, pensei “Eita, que coisa mais pobre, não acredito que vai ser isso”. Mas, agora, com “tudo nos conformes”, Dracula foi charmosa do começo ao fim.

FIM.

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