Dracula: renovação ou cancelamento? (audiência na TV americana 19 a 24 de janeiro)

Data/Hora 27/01/2014, 16:13. Autor
Categorias Audiência

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Nesta semana, algumas séries voltaram a ser exibidas, enquanto que outras se despediram do público. Quais delas têm chance de conseguir mais uma temporada?

Estreias

The Following

A FOX estreou a segunda temporada de The Following na noite de domingo (19), após a transmissão do jogo da Liga de Futebol Americano. Ótima jogada da raposa, pois a série acabou herdando parte do público de 24 milhões de pessoas (demo 18-49 anos) que acompanharam a transmissão esportiva. O drama da FOX atingiu 4.4 pontos junto ao público alvo (ou 5,58 milhões de pessoas entre 18-49 anos) e 11,18 milhões de telespectadores totais. A partir desta semana, contudo, The Folowing passa a ser exibido nas noites de segunda-feira, e parece que conseguirá repetir o desempenho, junto à audiência, demonstrado em sua primeira temporada: 2.9 pontos na demo 18-49 anos e um público total de 7,96 milhões de pessoas. Se assim for, a FOX conseguirá manter, neste horário, os mesmos índices de audiência alcançados por Sleepy Hollow, que saiu de cena dia 20 de janeiro com a segunda temporada já aprovada pela rede.

Rake

Depois de Enlisted (exibida nas noites de sextas-feiras), outra estréia na FOX. Rake, adaptação de um programa australiano de mesmo nome, tem Greg Kinear como produtor executivo e também protagonista, na pele de Keegan Dane, um criminalista com comportamento autodestrutivo que vive às voltas com seus problemas pessoais e réus, aparentemente, indefensáveis. A season premiere, exibida na noite de quinta-feira após o American Idol, obteve 1.7 pontos na demo 18-49 anos e 6,95 milhões de telespectadores totais, índices melhores do que os de Glee, que é exibida neste mesmo horário pela FOX, mas está em hiato até 25 de fevereiro. Mas é preciso lembrar que após a season premiere a tendência é que os números sofram uma queda. A questão está em saber se essa queda será leve ou não.

Season Finale e o futuro de Sleepy Hollow, Betrayal e Dracula: cancelamento ou renovação?

Sleepy Hollow

Nesta semana também foram ao ar os últimos episódios de Sleepy Hollow, Drácula e Betrayal. Desses três programas, apenas Sleepy Hollow, como já dissemos, garantiu uma segunda temporada. A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e a saga de Ichabod Crane caíram no gosto do público americano, mantendo uma média de audiência de 2.6 pontos na demo 18-49 anos e 7,46 milhões de telespectadores totais.

Betrayal

Betrayal, exibida pela rede ABC nas noites de domingo, dificilmente será renovada. A série é responsável pelo pior desempenho da rede junto à audiência (0.89 pontos na demo e 3,45 milhões de telespectadores totais), ficando inclusive atrás de Back in the Game que, com índices médios de 1.76 pontos na demo e  6,39 milhões de telespectadores totais, foi cancelada pela ABC após a exibição de seu sexto episódio.

Dracula

E chegamos a Dracula, série cuja expectativa pela estréia só é comparável à decepção, junto aos fãs, quanto ao desenvolvimento da história. Com uma média de audiência de 1.05 pontos na demo e 3,25 milhões de telespectadores totais, o drama tem a seu favor o fato de ser exibido às sextas-feiras, quando índices mais modestos de audiência são tolerados. O problema é que, depois dos 1,8 pontos (demo 18-49 anos) conseguidos na season premiere, a série foi, semana após semana, perdendo audiência. Números aceitáveis para este dia giram em torno de 1.5 pontos na demo (com variações de até 0.2 pontos para menos) e números excepcionais beiram os 2 pontos. Assim, parece certo que Jonathan Rhys Meyers não voltará a viver o conde Drácula em uma segunda temporada da série pela NBC.

Curiosidades

Bones: sem a concorrência de Undercover Boss ( com episódio reprisado, nesta semana), Bones conseguiu o desempenho, junto à audiência, que obtinha antes da mudança de dia de exibição: 1,8 pontos na demo 18-49 anos e 7,41 milhões de telespectadores totais.

The Blacklist: na medição de audiência L+3 (três dias após a exibição do episódio “ao vivo”) a série obteve 1.6 pontos a mais junto ao público qualificado, e 5,42 milhões de telespectadores totais a mais, somando 3.9 pontos na demo 18-49 anos e 14,25 milhões de telespectadores totais.

Melhores desempenhos junto à audiência, na semana de 19 a 24 de janeiro

Para o American Idol os dados da tabela são da quarta-feira. Na quinta-feira o reality show obteve os seguintes números: 3.4 pontos na demo e 12,39 milhões de telespectadores totais.

Audiência na demo 18-49 anos

week 18 demoAs séries seguintes ficaram próximas aos 2 pontos, que é o índice de corte da tabela:

1.9 pontos: Mom, The Biggest Loser, NCIS (R), Brooklin Nine-Nine, New Girl, The Millers (R), 20/20.

1.8 pontos: Chicago Fire, Suburgatory, Law & Order: SVU, Bones.

1.7 pontos: Super Fun Night, Rake (premiere).

Audiência em milhões de telespectadores

week 18 totalAudiência das séries da rede CW

week 18 cwDesempenho das redes junto à audiência (média semanal)

week 18 grafico redesE pela primeira vez nesta temporada a CBS é ultrapassada em número de telespectadores totais.

Fonte dos dados: tvbythenumbers, tvseriesfinale.

The Blacklist – The Good Samaritan (No. 106) e The Alchemist (No. 101)

Data/Hora 27/01/2014, 14:53. Autor
Categorias Reviews

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The Blacklist voltou do hiato e a reviewer não voltou. Não foi beeeem assim a história, mas foi quase isso. Minha rotina tá mais doida do que nunca, e acabei me atrasando com a série. De qualquer forma, ao mesmo tempo que me desculpo pelo atraso, prometo assistir The Cyprus Agency (No. 64) logo e fazer a review dele ainda essa semana. Dito isso, vamos à review dos dois últimos episódios.

The Good Samaritan marcou o retorno de The Blacklist após o hiato de Natal. E foi um retorno eletrizante, como a temporada toda tem sido. E vimos, de certa forma, duas buscas distintas.

De um lado, acompanhamos Red e sua busca pelo traidor, pelo delator, pelos responsáveis por sua captura nos últimos episódios pré-hiato. E de pedaço de pão em pedaço de pão, o criminoso foi seguindo a trilha que levava à Aram. Eu confesso que suspeitei dele, já que ele é o gênio tecnológico da equipe. Mas se eu me deixei enganar com a descoberta do culpado, Red não se deixou. E com uma jogada genial – claro que Aram não se deixaria rastrear tão fácil assim – Red chega no verdadeiro culpado, que é entregue para o FBI pelo próprio Aram.

The Blacklist - The Good Samaritan

O culpado, na verdade, era Newton Phillips. O capanga e braço-direito de Red. Claaaaro que o cara foi executado, já que ele havia traído o patrão. Mas a cena chegou a ser bonita, parecia que Red não estava contente em fazer aquilo. De qualquer forma, ficou esquisito que o culpado não fosse do FBI, e por isso eu acreditei que veríamos um novo culpado em breve. E eu estava certa nas minhas desconfianças, como The Alchemist provou.

De outro lado, acompanhamos a investigação da semana. A princípio, Liz e os colegas não iriam participar de nenhuma operação, já que estavam sob suspeita de serem o informante. Mas como o “bom samaritano”, um serial killer do passado de Liz reapareceu, ela assumiu as investigações. O caso foi bastante interessante. Na verdade, todas as vítimas do criminosos eram pessoas abusivas, e o Bom Samaritano apenas reproduzia nas vítimas as lesões que elas haviam causado nas próprias vítimas. O criminoso era, portanto, a sua maneira, um justiceiro. E sua motivação era ter sido, ele próprio, abusado fisicamente pela mãe.

O cara acabou o episódio morto, já que Liz conseguiu juntar as peças do quebra-cabeça. Mas não sem uma grande ajuda de Red, é óbvio. Aliás, o nível de tapadismo do FBI é cada vez mais gritante. A Lizzie é uma especialista em perfis, mas precisou do Red pra avisar pra ela que a melhor coisa a fazer era procurar uma explicação pessoal pra conduta do Bom Samaritano. E essa dica teve que ser dada novamente em relação ao Alquimista. E duas vezes. É duro de acreditar que o FBI é tão burro assim. Quero crer que não seja.

Ah, nesse episódio Tom – eeeeeeeeeeeeeeeew – e Liz resolveram se amar novamente e tentar mais uma vez. Tudo muito lindo e feliz, só que não. Por que mesmo ele não morreu quando foi ataado? Preguiça.

The Alchemist foi outro bom episódio. Apesar do enfoque que deu pra vida pessoal de Elizabeth e de ter destruído meu ship – aquele que só eu shippo, Ressler e Keen, tão lembrados?

O caso foi muiiiito bom, mais uma vez. Na verdade deu o maior medinho de saber que vários alquimistas podem andar por aí, fazendo verdadeiros milagres e transformando “uma pessoa em outra”. E o cara era realmente um mago na sua profissão, tanto que era melhor que o Red. Imaginem a quantidade de gente morta que na verdade está viva graças ao cara? E mais: imaginem a “diversão” que Red terá ao caçar – ou fazer negócios – com essa gente toda, já que agora ele tem a listinha dos “mortos-vivos”? Não irei ficar admirada se essa história voltar a aparecer na série, dessa vez fazendo parte da caça de outros criminosos.

Além de ajudar Liz com o Alquimista, Red ainda encontrou o verdadeiro traidor. Quem diria que aquele montão de tirinhas de papel – aliás, a cena da reconstrução dos documentos me lembrou a cena de reconstrução das fotos do ótimo Argo – revelaria o nome de … Meera Malik. E que final de episódio, senhoras e senhores! Será que Red vai matar a agente? Claro que não sem ela revelar o porquê da traição antes. A propósito, estou BEM curiosa, já que ela foi a primeira suspeita descartada pelo FBI, em The Good Samaritan. Deve ter outro alguém por trás disso tudo.

The Blacklist - The Alchemist

Enquanto isso, Liz, além de correr atrás do Alquimista, viveu momentos em família com Tom. Mas a felicidade está ruindo – mais uma vez – e acho que ela logo vai ser traída pelo bonitinho e ordinário/ex-fofo Tom. É esperar pra ver, e estou na torcida. Só o que falta agora é o bebê chegar no meio desse caos todo. Ou seja: é o que deve acontecer nos próximos episódios. Quero só ver como Liz vai se virar com um bebê.

E o Ressler, ao que tudo indica, vai voltar com a ex-noiva. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! Logo agora que o casamento de Liz tá indo pras cucuias mais uma vez! Continuo torcendo pelo casal de agentes, mas a probabilidade de acontecer algo é cada vez menor.

Hoje a noite vai ao ar nos EUA The Cyprus Agency (No. 64), o último episódio antes de mais um hiato de um mês. Aposto que vai acabar DAQUELE jeito. Quais suas apostas?

Chicago Fire – Out With a Bang e Tonight’s the Night

Data/Hora 27/01/2014, 11:00. Autor
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Com Out With a Bang, Chicago Fire apresentou um episódio um tanto quanto morno. E quando digo morno, não é que ele tenha sido ruim, mas, o comparando com os episódios anteriores, ele teve um clima um pouco mais ameno, porém super importante. Importante porque mostrou bastante a relação de amizade de muitos membros do batalhão – o que, no fundo, é um dos combustíveis da série.

Shay foi o centro do episódio. Quem imaginava que o advogado que estava atrás dela queria, na verdade, entregar os documentos que mostravam que ela era a herdeira dos bens de Daryl? Fiquei bastante surpresa com tudo isso porque pensei que esse plot só serviria pra nos mostrar a intensidade da amizade de Shay e Dawson. O que importa é que a história rendeu, e rendeu muito! Com a notícia da herança, Shay foi a responsável por salvar o Molly’s que estava com os dias contados, mas agora já vê um futuro próspero. E foi por causa de Shay que nós descobrimos um pouco mais sobre a nova paramédica do batalhão. O comportamento agressivo de Rafferty é consequência de uma perda que ela teve e o seu modo de lidar com o sofrimento causado pela morte do marido. A amizade entre as duas tem tudo pra crescer e se tornar uma das coisas mais legais de ver na série.

Dawson passa por diversas situações difíceis nos treinos da academia. Em uma delas, é salva por ninguém menos que Jones e a deixa em uma saia justa: contar ou não para o Severide que sua nêmesis colou no teste? Colou mas salvou sua vida. Esse “empate” ainda promete deixar nossa candidata super confusa e fazer com que ela tente se empenhar um pouco mais nas tarefas para não ter que passar, de novo, por momentos como esse. Força, Dawson!

Casey ainda enfrenta as sequelas deixadas pela cirurgia e, finalmente, dá o braço a torcer e pede ajuda de Severide para fazer um relatório. Para quem começou trocando farpas, os dois até que conseguiram construir uma amizade verdadeira. Enquanto o bombeiro não melhora, a gente torce para que as sequelas não prejudiquem ainda mais a rotina dele, já que todo mundo vê que tem algo de errado, mas ninguém vai atrás pra ajudar.

O lado cômico do episódio fica por conta de Otis (claro!), que resolveu pedir a permissão de Severide para poder chamar Katie para sair. Após uma leve ameaça com uma serra elétrica, Severide dá a bênção ao casal e Shay já até prevê o futuro do relacionamento para Otis. São esses momentos de descontração que mostram o quão verdadeira é amizade de todos ali no batalhão.

Chicago Fire 2x13

Esta noite é a noite (interpretem como quiser)!

Chicago Fire só retorna dia 25 de fevereiro e, com um mês de hiato, é claro que iríamos ser surpreendidos com algum cliffhanger daqueles. Pra quem já estava sofrendo antecipadamente, Tonight’s the Night foi um prato cheio pr’aquela angústia e o roer de unhas que rodeiam a espera. Se você ainda não roeu todas as unhas, vamos para o que aconteceu nesse episódio.

A receita de fazer um caso que dura o episódio inteiro tem dado cada vez mais certo na série. Dessa vez, um resgate foi o responsável por um blecaute em uma região da cidade. E um blecaute é oportunidade perfeita para as gangues da região agirem como elas gostam: livres, leves e soltas.

Essa é a situação perfeita para o caos tomar conta da vizinhança e, sabendo das ameaças que os moradores poderiam sofrer, Chief Boden abre as portas do batalhão 51 para que eles possam se instalar até que a luz volte. A tentativa de instaurar a ordem no bairro dá certo até que o batalhão é invadido por um membro de uma gangue com sede de vingança pelo acidente. Severide vai de salvador a alvo nessa situação e é aí que a Detetive badass Erin Lindsay (de Chicago PD) aparece.

Chicago Fire 2x13 01

A polícia de Chicago está a postos para evitar saques e demais atos de violência durante o apagão, e Lindsay aparece para avisar que Severide corre perigo. Por conta das ameaças, o bombeiro é levado para a delegacia até a poeria baixar, até que *BOOM* somos surpreendidos por um dos melhores cliffhangers da série e a gangue acerta o calcanhar de Aquiles do bombeiro nessa temporada: Katie. Teremos que digerir essa informação por um mês e já criar diversas teorias sobre a reação do bombeiro, como será o resgate e tudo mais. Pode esperar mais um crossover por aí!

Enquanto a gente precisa sofrer com esse final, vale comentar aqueles pequenos detalhes que fazem a trama prosseguir: Otis sendo pego no flagra por Boden – e dando o troco depois -; Shay sugerindo uma noite lésbica pro futuro do Molly’s (uma ideia sensata, afinal) e Casey vendo sua recuperação ir por água abaixo com um sangramento suspeito no ouvido. Tá na hora de pedir ajuda porque a gente não aguenta mais!

Girls – Females only/ Truth or Dare e She Said Ok

Data/Hora 27/01/2014, 09:55. Autor
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Girls me pegou desde o primeiro episódio por identificação. O pulo do gato de Lena Dunhan é conseguir fazer com que situações como consumir crack em um beco de uma festa estranha ou entrar em uma caixa com televisões passando imagens aleatórias em um date com um artista pareçam familiares. É como se tudo isso não só fosse possível, mas que se encaixasse em nossas vidas, mesmo que na verdade nossa semana se resuma em entregar textos nos prazos pra não perder o emprego.

A atriz, produtora, roteirista e diretora de alguns episódios de Girls consegue captar a nossa geração tão bem que mesmo em situações esdrúxulas a gente se vê ali. Lena conhece a geração de que fala: uma geração de perfeccionistas, mas que busca a perfeição imediata. E é exatamente na crítica dessa geração que são construídos os personagens e a terceira temporada, até agora, parece ser  a corroboração disso. Ninguém consegue ser perfeito em Girls, e toda vez que chega perto de algum sucesso, leva uma rasteira. Isso porque estão sempre tentando chegar rápido demais, se cobrando demais, e pensando de menos no que fazem. Estão justamente naquela fase da vida em que só aprendem com os próprios erros, e continuam assim, errando. Dunham construiu antiexemplos e continua insistindo em que nenhum personagem de sua série deva ser admirável.

Na estreia, que contou com episódio duplo, o foco não caiu sobre Hanna, ao contrário da grande totalidade dos episódios da segunda temporada. Tivemos muito de Adam e Jessa, pra começar. O namorado de Hanna tem ganhado muito destaque desde a última temporada e ninguém tem o que reclamar sobre isso. Addam Sackler entrega muito bem o papel e seu personagem é um dos mais interessantes da série, e sem dúvida o personagem masculino mais complexo.

Na primeira cena de Females Only, Adam conversa com Hanna na cafeteria quando é abordado por uma ressentida Natalia, sua ex, acompanhada da amiga loira. A ex abandonada descarrega, sob os incentivos de sua amiga, tudo o que queria falar sobre o cara, como insultos que incluem “seu Neanderthal sociopata viciado em sexo”, e não poupa Hanna ao falar que ela terá um filho com ele, não saberá cuidar e cometerá infanticídio. Na maravilhosa sequência de discussão, que tem o tom típico das brigas das produções de Judd Apatow, excluindo as previsões sobre a maternidade de Hanna, Natalia tem toda a razão. Tudo o que ela fala sobre Adam, apesar do tom de humor devido a ênfase da discussão, é verdade. Esse é um dos pontos dos dois episódios de estreia: personagens são confrontados com a realidade a partir da visão que os outros tem deles. Isso é muito comum em Girls, e muito comum na vida de todo mundo que assiste a produção da HBO. É o nosso famoso choque de realidade.

Adam não gosta dos amigos de Hanna, e descobrimos isso enquanto ela prepara uma social em sua casa. Na verdade, Adam não gosta mesmo é de socializar e isso o torna um namorado perfeito para a egocêntrica personagem de Lena Dunham, que precisa de muita atenção o tempo todo. Na road trip que fazem para buscar Jessa na rehab (da qual Hanna reclama de ser muito comum, de não proporcionar nada para que ela escreva sobre), Shoshanna diz para Adam que é bom para o seu namoro que ele não seja uma pessoa normal, e que só tenha que se ocupar com uma atividade sociável, que é o seu relacionamento. É como se para atender Hanna, fosse necessário não ter mais nenhum problema. E Adam parece não ter, ou melhor, não se preocupar, o que faz o personagem ocupar o papel que cabia a Marnie na primeira temporada: equilibrar o caos emocional apresentado pelos personagens de Girls.

Já Jessa, outro foco dos episódios, encontra-se internada em uma reabilitação da qual é expulsa, após hostilizar vários pacientes, ironizar os problemas de todo mundo, e chegar no ápice de fazer sexo com a personagem lésbica da ótima Danielle Brooks, de Orange is The New Black (que, aliás, foi mal aproveitada nessa curta participação). O problema de Jessa na rehab, e talvez em sua vida em geral, é achar que é muito benevolente ao sempre falar a verdade. Mais agressiva do que empática, a hippie sai “resolvendo” os issues de todo mundo de seu grupo de apoio, disparando coisas como “dizer que seu tio te abusou não e desculpa para se ferrar na vida”. E o que temos é novamente um confronto do que ela acha que é, sincera, com o que as pessoas pensam que ela é, maldosa. A diretora da clínica chega a perguntar para Jessa se ela é uma sociopata. A passagem pela rehab parece fazer com que a personagem pense sobre o que ela considera verdade, e aponta para mudanças em seu comportamento nessa terceira temporada.

Falando em mudanças, é impossível não notar que Soshanna parece outra personagem nessa temporada. Sosh agora divide a semana com dias em que intercala estudos e boate, e acaba dormindo na biblioteca nos dias em que não sai pra dançar. A garota tá pegando todo mundo, pensa que uma mulher não pode ser presidente por conta da TPM e se diverte com sitcoms. Onde está Soshanna que conhecemos e aprendemos a amar? Devolvam o cérebro dela, por favor!

Marnie passa por uma fase pós término com Charlie, que sabemos ser um plotline que não estava nos planos dos roteiristas, mas virou a solução após o pedido de demissão de Christopher Abott (que ainda vive em nossos corações). A personagem interpretada pela linda Allison Williams passou por muitas mudanças que destruíram a sua imagem segura que víamos na primeira temporada. Mais uma vez, Lena Dunham destruindo vidas no seriado. Marnie chora pelos cantos pelo término, está morando com sua mãe e chega atrasada em seu novo trabalho, como barista no café de Ray. Só descidas para ela. Confesso que eu torço muito pela Marnie, que em algum momento da série se tornou tão dependente de seus relacionamentos que dá realmente vontade de passar uns conselhos pra ela, que só pode ter daddy issues pra justificar esse comportamento.

she said

Hanna volta pro foco no segundo episódio (na verdade o terceiro, contando que o primeiro é duplo), She Said Ok. Em seu aniversário estão presentes seu editor (que descobrimos ser gay e cafona), um muito mais bem sucedido Ray – já gerente da rede de café – ,Shoshanna de vestido de couro e nem ligando pro ex, Jessa, Marnie querendo cantar, os pais de Hanna, Adam, e sua irmã, personagem que nos é apresentada nesse episódio, interpretada por Gaby Hoffman. A ótima atriz faz o mesmíssimo papel que ela interpretou em Crystal Fairy and the Magical Cactus, produção encabeçada por Michael Cera, mas funcionou na série tão bem quanto funcionou no filme. A personagem é a deixa pra conhecermos um pouco mais de Adam, que finalmente apresentou um issue familiar: odeia a inconsequente irmã.

Girls voltou com muito mais fôlego do que apresentava na segunda temporada. A série, nos três primeiros episódios, explorou de maneira mais equilibrada os personagens sem parecer que tudo se trata de Hanna. A desconstrução da identidade e a crítica ao perfeccionismo e ao imediatismo está mais direta, mais ácida, mostrando que Lena Dunham ainda conhece a geração para quem ela fala e ainda sabe muito bem como fazê-lo.

Brasil receberá a Comic-Con em dezembro

Data/Hora 27/01/2014, 09:41. Autor
Categorias Comic Con, Notícias

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Fãs de seriado – e do universo nerd/geek em geral -, comemorai. A Comic Con vem aí!

Conforme informações repassadas pela Revista Veja, o importante evento, cuja maior sede é em San Diego (Califórnia), será realizado no Brasil entre 4 e 7 de dezembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Segundo o presidente do evento, o diretor-geral do Omelete, Pierre Mantovani, o momento é o ideal para organizar a Comic Con no país, já que o mercado geek está em franca expansão no mercado nacional. Segundo Mantovani, o fato de Os Vingadores e Homem de Ferro entrarem para a lista de maiores bilheterias, bem como do faturamento da Disney ter aumentado no país, são um claro indicativo dessa expansão.

Por aqui, o evento será chamado Comic-Con Experience, já que os moldes do evento serão baseados no evento americano. E para que a experiência seja tão bem sucedida quanto a da “sede-mãe”, Mantovani avisa que já foram feitos contatos com diversos estúdios, entre eles Disney, Marvel, DC, Paramount e Warner Bros., a fim de trazer atrações e convidados ao evento.

Há muita expectativa de que, como o evento será realizado no final do ano, os visitantes recebam muitas novidades sobre as principais produções cinematográficas agendadas para 2015. Por exemplo, de acordo com Mantovani, Star Wars: Episode VII (2015) e The Hobbit: There and Back Again (final de dezembro) ganharão destaque no evento em razão da popularidade deles no Brasil.

Além de palestras, worshops e presenças VIP, a Comic Con Experience vai contar com diversas lojas, nas quais serão comercializadas camisetas e outras lembranças baseadas em séries, jogos e filmes.

Os preços dos ingressos, que devem começar a ser vendidos em abril, ainda não foram divulgados. Mas a expectativa é que o evento reúna cerca de 60.000 visitantes ao longo dos quatro dias.

Com informações da Veja.

Destaques na TV – segunda, 27/01

Data/Hora 27/01/2014, 08:40. Autor
Categorias TV Brasil

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Confira as atrações dos canais de TV no Brasil.

A segunda temporada de Banshee que estreia hoje, com 10 episódios, começa após a morte do gângster Mr. Rabbit, pai de Carrie, em um tiroteio. Agora, separada do marido e dos filhos, ela está divida entre a dedicação à família e a relação com Lucas, que no passado se sacrificou para salvá-la. Lucas, que fugiu após ser identificado pelo agente do FBI Jim Racine (Zeljko Ivanek, Damages) em um interrogatório, está trabalhando mais do que nunca como xerife. Ele precisa lidar com o clima de tensão entre os Amish por conta do assassinato de duas pessoas da tribo de Kinaho, a menina Kai Proctor (Ulrich Thomsen) e o líder da tribo Alex Longshadow (Anthony Ruivivar, Third Watch) – além da desagradável surpresa da chegada de um visitante ao povoado.

O +Globosat estreia a terceira temporada da série francesa The Line, em sequência à exibição da segunda temporada. Os episódios serão exibidos de segunda-feira à sexta-feira, até o dia 11 de fevereiro, sempre às 23h. A série se passa em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, no início da ocupação da França pelos alemães. Ela mostra a vida de um grupo de habitantes de Villeneuve, pequena cidade francesa, que passa a viver em um novo mundo de fome, medo e perigo. Entre os personagens estão Daniel (Robin Renucci), médico e ex-prefeito da cidade, Marcel (Fabrizio Rongione), Marie (Nade Dieu), Raymond (Thierry Godard), Jeannine (Emmanuelle Bach), entre outros.

Parece que foi outro dia que estreou Sherlock e já temos o season finale da 3a. temporada.

O episódio de Scandal é um especial que recapitula o que aconteceu durante a 2a. temporada, na próxima semana começa a 3a. temporada.

Está fazendo um ano desde o trágico acidente na Boate Kiss em Santa Maria, o episódio de CSI mesmo sendo reprise aborda o mesmo assunto em que uma boate pega fogo.

Confira as demais destaques dos canais de TV para esta noite.

MAX PRIME
Banshee – 21h (ep 2×01) ESTREIA

BBC HD
Sherlock – 22h (ep 3×03) SEASON FINALE

BAND
How I Met Your Mother – Como Conheci sua Mãe – 21h35

SONY
CSI – 21h (ep 14×03) Reprise
Scandal – The Secret is Out – 22h

COMEDY CENTRAL
The Michael J. Fox Show – 20h30

GNT
Parenthood – 15h (exibição de segunda a sexta – 1a. temporada)

AXN
Criminal Minds – 22h (9×11)

TCM
Elas – 21h

UNIVERSAL
Beauty and the Beast – 22h (ep 2×07)
Grimm – 23h (ep 3×07)

WARNER
Super Fun Night – 20h (ep 1×11)
Two And Half Man – 20h30 (ep 11×11)

+GLOBOSAT
Godforsaken – Assassinos Verdadeiros – 21h (ep 1×07)
The Line – 22h (ep 3×01) ESTREIA
Rani – 0h (ep 1×03)

RECORD
Breaking Bad – 23h15 (ep 2×03)

BOOMERANG
A Vida Secreta de Uma Adolescente Americana – 20h (exibição de segunda a sexta)

SBT
Chaves – 18h30
Dupla do Barulho – 19h20
Pretty Little Liars: As Malvadas – 2h (na madrugada de 2a. para 3a. feira)

MTV
Dawson’s Creek – 8h (exibição de segunda a sexta)
The O.C. Um Estranho no Paraíso – 16h (exibição de segunda a sexta)
The Vampire Diaries – 21h (exibição de segunda a sexta)
Awkward – 22h (ep 3×04)

VIVA
Malhação – 14h30
A Próxima Vítima – 16h15 (de segunda a sexta)
O Quinto dos Infernos – 23h10 (de segunda a sexta)
Agua Viva – 0 h (de segunda a sábado)

Encontro vocês amanhã!

Sleepy Hollow – The Vessel e The Indispensable Man/Bad Blood

Data/Hora 26/01/2014, 15:00. Autor
Categorias Reviews

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A curta temporada de Sleepy Hollow chega ao fim e, apesar de ter se adiantado com uma season finale dupla (ou com um grande episódio de quase uma hora e meia de duração), a série soube se justificar sem cansar o espectador pela jornada dobrada. De fato, Sleepy Hollow mal teve tempo de voltar do hiatus com seu episódio The Vessel, e logo teve o encerramento da primeira temporada.

Desde seu início, o ponto favorável do seriado foi que conforme a história prosseguia, dúvidas iam surgindo enquanto outras eram sanadas, de modo que a espera por uma resposta nunca cansa mas ao mesmo tempo o interesse nunca acaba, por novos suspenses sempre serem apresentados. Outra vantagem que se confirmou nesse final de temporada é que a história nunca foi e nem será somente sobre o Cavaleiro Sem Cabeça que, embora tenha uma grande importância, não age exclusivamente, nem sozinho.

Tanto quanto o próprio Cavaleiro, ou até mais, outro elemento que ocupou os pesadelos de Abbie e Ichabod durante a temporada inteira foi Moloch, o demônio que apareceu para Abbie e a irmã quando ainda eram crianças e foi responsável por abalá-las psicologicamente até hoje. Para os apreciadores do sobrenatural, o termo “vessel” pode ser muito familiar, significando o receptáculo; ou seja, a pessoa que recebe a possessão.

Jenny

Como receptáculo, a opção por Macey – filha do Capitão Irving – me pareceu mais como uma tentativa dos criadores de voltarem atrás no clima que acontecia entre o pai da garota e Jenny, já que após o exorcismo a família voltou a ficar mais unida e foi como se os flertes nunca tiveram existido. A única coisa que não deu para remediar e surpreendeu foi o destino pelo menos temporário de Irving, pagando por um crime que não cometeu.

Apesar de todo o tormento causado, o real propósito da possessão era a tão disputada Bíblia de George Washington, que vem sendo citada desde o começo da trama como guardadora de segredos codificados, e que veio de brinde para os nossos tempos juntamente com Ichabod. Uma temporada depois de a tal bíblia continuar dando sopa, finalmente descobrem que George Washington voltou dos mortos e escreveu em código nas páginas o caminho até um mapa. Então vira uma espécie de Código Da Vinci, com tumbas para serem exploradas, corpos para serem encontrados e finalmente o tal mapa com o caminho de ida e volta para o purgatório.

Não sei qual o fetiche que séries sobrenaturais tem com assuntos ligados ao purgatório e visitas ao mesmo, e também com profecias.  Mas o fato é que em Sleepy Hollow esses clichês até que caíram bem para resolverem um problema que se arrastava desde o começo da série e se tornaria cansativo se ficasse sendo arrastado por outra temporada: o resgate de Katrina. E tal resgate, além de obrigar Ichabod a usar o mapa que com certeza traria a desgraça para todos, cumpriu a profecia contra a qual lutou inutilmente, entregando então Abbie para Moloch.

Ichabod

Apesar do elemento “purgatório” e de Abbie ter ido parar no mesmo para ser perseguida eternamente – pelo menos enquanto estiver lá – por Moloch, a surpresa mesmo foi em relação a Henry, também conhecido como o Devorador de Pecados. Assim que apareceu na série, o personagem conseguiu conquistar a simpatia do público, principalmente por salvar Ichabod do suicídio e a partir de então dedicar a vida para salvar a Crane e Abbie enquanto ambos fazem a missão das Testemunhas. Foi um personagem de nos causar apatia, por ser o idoso que sofre até fisicamente para um bem maior. A idade, inclusive, tornando-o um ser mais frágil ajudou nessa comoção, e foi uma surpresa quando ele se revelou filho de Ichabod e Katrina.

Henry é Jeremy, um personagem que quando foi citado pela primeira vez despertou curiosidade e aquele desejo de vê-lo logo por aí, saber quem ele é. Não foi exatamente uma decepção, mas um choque saber que o próprio protagonista é o pai de um dos cavaleiros do apocalipse, e mais ainda porque nos foram dados vários sinais disso ao longo das temporadas, mas que só puderam ser notados ao Henry (Jeremy) explicar os mesmos. Abbie também descobriu, mas assim como seu companheiro de missão, foi tarde demais.

A temporada se encerrou de uma boa maneira, cumprindo o que prometeu em seu início mas sem deixar de ter ganchos para a próxima. O Cavaleiro Sem Cabeça que andou sumido retornou para levar sua amada, Katrina, até onde ninguém sabe, enquanto passa a vez para o da Guerra (Henry), sem que Abbie ou Ichabod possam impedir qualquer coisa. Só restam Irving e Jenny, mas ele está preso e ela sofreu um acidente que sabe-se lá como ficará. Aliás, não entendo porque o Cavaleiro não cortou a cabeça dela como o das outras vítimas. De qualquer maneira, se a situação não começou boa nesta temporada, na segunda estará ainda pior, já que a atual se encerrou com todos os personagens “do bem” separados por distintas razões. Então, nos veremos na próxima, e enquanto isso desejamos sorte para nossos heróis!

P. S. [1]: A tão aguardada mudança de figurino de Ichabod ocorreu, mas ele ainda está usando o mesmo casaco! Pode isso produção?!

P. S. [2]: Nunca deixará de ser engraçada a relação de Ichabod com a modernidade, que desta vez se resumiu com ele mandando sms e aprendendo o que são emoticons. Se bem que alguém que não consegue usar uma roupa mais moderna não pode exigir um celular melhor (embora seja uma comédia ele exigindo).

P. S. [3]: Agora que a temporada já acabou, posso dizer: John Noble sempre me fará pensar que a qualquer momento ele encarnará o Walter (de ). Não adianta.

Dracula – Let There Be Light

Data/Hora 26/01/2014, 11:00. Autor
Categorias Reviews

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E a série Dracula, finalmente, chegou ao final – ou, pelo menos, ao final desse primeiro ano. Depois de uma temporada narrativamente arrastada, com índices de audiência baixíssimos, o programa teve uma season finale até que interessante, com índices de público um pouco mais altos.

O episódio passado tinha acabado na cena em que Drácula transformava Lucy em vampira e, com certeza, muitos espectadores esperavam saber quais seriam as consequências disso. Para a tristeza dessas pessoas, o acontecimento foi pouco explorado e o desenrolar dessa história ficou para a próxima temporada – se é que ela vai existir. Entendo as razões que levaram os roteiristas a não trabalharem essa parte do enredo agora. Afinal, com a escassez de conteúdo que a série apresentou em seu primeiro ano, melhor guardar um pouco para o segundo (insisto: se ele existir). Mesmo assim, ver Lucy transformada e conhecer algumas implicações disso teria dado uma movimentada na season finale que, apesar de ter tido cenas instigantes e até um cliffhanger digno, foi parada na maior parte do tempo. A coisa só pegou fogo nos dez minutos finais. Mas não vamos falar disso ainda.

Lá para a metade do episódio, algo surpreendente aconteceu. Van Helsing destruiu o local onde armazenava os ingredientes necessários para fabricar a poção que permitia que Drácula saísse ao sol e ainda matou Renfield, que o pegou no flagra. Não bastasse todas essas maldades, ainda descobrimos que ele transformou os filhos de Browning em vampiros, cortou o dedo de um deles e, em seguida, quando as crianças já estavam reunidas com o pai, matou todos eles queimados. Claro que a gente tem que considerar o que Van Helsing viveu no passado, ele testemunhou toda sua família ser assassinada. Mas, mesmo assim, todas essas ações foram extremamente malignas se considerarmos a imagem de Van Helsing que construímos a partir de histórias (literárias ou audiovisuais) que nos foram contadas até agora. E isso não é uma crítica. Só quero sustentar um argumento que formulei ainda no primeiro episódio da série: de que, na versão da NBC, Drácula e Van Helsing teriam seus papéis invertidos; o primeiro é bonzinho e, o segundo, o grande vilão.

E isso soa bastante estranho (não de um jeito negativo, apenas peculiar). Mesmo que consideremos tudo o que Van Helsing viveu no passado, a sede por vingança, ele ainda era o personagem humano da história e seus atos não demonstraram nenhuma humanidade. Ele não cogitou perdoar e, para tornar as coisas mais trágicas, também assassinou crianças que nada tinham a ver com os atos do pai. Ele foi cruel como poucos seres humanos conseguem ser. Drácula, o vampiro sem sentimentos, na tradição, teria sido mais piedoso…

Afinal, Drácula teve piedade de Lady Jayne em seus últimos suspiros de vida. A loira, que tentou exterminá-lo após descobrir a verdadeira identidade de Alexander, não foi boa lutadora. Sem dificuldade, Drácula a venceu e mostrou que ele era imune a todas as armas utilizadas por ela. Mas por quê? Seria pela idade? Ele é um vampiro mais forte? Pode ser.

Dracula 1X10 02

Já de volta para a casa, Drácula se deparou com Mina em sua sala. Ela observava o retrato de Ilona e não se incomodou com nada. Em uma história normal, o fato de Drácula ser apaixonado por alguém que era a cópia dela seria motivo para muito “mimimi”. O primeiro: Drácula não gosta dela, mas sim da cópia que ela representa da esposa dele. Mina, no entanto, não se incomoda com isso e acha, realmente, que existe uma ligação de vidas passadas entre os dois. Isso, com certeza, é verdade. Mas, se a segunda temporada existir, espero que as coisas não sejam tão simples assim.

No que depender de Van Helsing, não será. Quando já estávamos perplexos com toda a maldade que ele fez no episódio, a cena final nos deu certeza de que, a partir de agora, ele é o grande inimigo de Drácula (e não mais a Ordem, que foi enfraquecida com a morte de seus principais integrantes). O professor contou a Harker que Alexander é, na verdade, Drácula e, ao que tudo indica, ele vai ensinar o ex-jornalista a matar o vampiro. Mas, cá entre nós, se nem Lady Jayne conseguiu tal feito, irá Harker, o bobo, ser capaz de tamanha missão? Quando penso nisso, confesso que uma pontinha de curiosidade nasce em mim e quase chego a torcer pela segunda temporada. Mas penso melhor e, não, I’ll pass. Que furada, hein, Jonathan Rhys Meyers?

Apesar de tudo, para quem gostou da série, acredito, sim, que a NBC possa dar uma segunda chance ao seu projeto que, antes de mais nada, foi bastante divulgado pela emissora (o canal apostou alto na versão moderna-só-que-não das histórias de Bram Stoker). O cancelamento também não seria uma surpresa e ainda aposto mais nisso. Se o segundo ano acontecer mesmo, vou sentir saudade de Renfield. Será que ele morreu de verdade? As perguntas são muitas, as expectativas são altas e as respostas são sempre vagas. Pelo menos, tem o Jonathan Rhys Meyers para dar uma alegrada aos olhos. Que furada!

Obs.: dei a nota ao episódio considerando sua qualidade em relação aos outros episódios dessa mesma série exibidos até aqui e não sua qualidade como uma obra audiovisual em uma indústria. Comparada a outras séries, Dracula deve muito. 

‘The Walking Dead’: Confira vídeo, imagens e novidades sobre o retorno da série!

Data/Hora 26/01/2014, 10:30. Autor
Categorias Notícias

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Essa notícia contem spoilers. 

Quando The Walking Dead retornar para a segunda metade da sua quarta temporada a prisão estará destruída, todo o grupo separado e por conta própria. Mas será que eles vão conseguir se reunir de novo?

VÍDEO | AMC divulga novo trailer de ‘The Walking Dead’ com grandes novidades

No vídeo em destaque, o elenco e produtores falam sobre a vida fora da prisão e de como será difícil para os grupos se manterem, agora espalhados no mundo brutal dos walkers. Além disso, depois da devastadora perda de Hershel (Scott Wilson), alguns dos membros terão que achar o equilíbrio entre seus medos, o pesar e as novas e terríveis circunstâncias ao qual se encontram.

Confira as imagens de After. Assim como no vídeo, é possível ver Carl (Chandler Riggs) tendo que se virar sozinho e Michonne (Danai Gurira) não perdeu tempo e já arrumou novas companhias.

Resumindo: é um mundo brutal lá fora… E eles estão condenados à morte.

The Walking Dead retorna dia 9 de fevereiro, na AMC. Dois dias depois, a Fox transmite o episódio inédito, a partir das 22:30, aqui no Brasil.

Com informações do SpoilerTV (aqui e aqui) e Entertainment Weekly.

Destaques na TV – domingo, 26/01

Data/Hora 26/01/2014, 07:30. Autor
Categorias TV Brasil

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Mais um domingão, confira o que rola hoje na programação da TV.

Maratonas: para quem perdeu algum episódio, hoje temos bem cedo a reprise dos quatro últimos episódios de The Americans e no começo da tarde teremos outra de Revolution.

Terceiro episódio de Homeland e nem sinal do Brody, será que hoje teremos notícias dele?

Agora confira todos os destaques de hoje.

CINEMAX
Revolution – maratona 4 últimos episódios – começa às 13h30

A&E
Carlos – minissérie em 3 partes – parte 3 – 22h

HBO
Destino: Rio de Janeiro – 21h15 (ep 1×06)
True Detective – 0h (ep 1×03)
Girls – 1h (ep 3×04)
Looking – 1h30 (ep 1×02)

FX
The Americans – maratona 4 últimos episódios, começa às 8h55
Homeland – 23h (ep 3×03)

TV CULTURA
Confissões de Adolescente – 11h30

SONY
Life After Top Chef – 19h

RECORD
Spartacus : Sangue e Areia – 23h15 (ep 1×04)

+GLOBOSAT
East West 101 – Choque de Culturas – 21h (ep 2×06)
Rani – 0h (ep 1×02)

Até amanhã!

Modern Family – Under Pressure e Three Dinners

Data/Hora 25/01/2014, 18:00. Autor
Categorias Reviews

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Quando o fardo que você carrega começa a se tornar pesado demais, é sinal de que você precisa de ajuda. Em Under Pressure, os roteiristas de Modern Family nos surpreenderam e fizeram do episódio um dos melhores da série. Não por conta de cenas engraçadas e sacadas geniais, mas sim pela carga dramática que foi despejada nesses pouco mais de vinte minutos de história.

Nem as participações especiais do episódio Jane Krakowski, Jesse Eisenberg e John Benjamin Hickey conseguiram ofuscar o brilho de Ariel Winter, que cresceu, deu aquela encorpada e roubou a cena nos mostrando uma interpretação emocionante de um lado ainda não explorado de sua personagem. O sweet sixteen finalmente chegou mas ele pode não ser tão doce quanto parece. Enquanto a maioria das adolescentes surtam em seus lindos bailes, Alex surtou com uma comemoração particular. Afinal, estamos falando de Alex, uma adolescente fora dos padrões da sua idade.

A menina que até há pouco estava tímida e escondida na trama da quinta temporada – e em toda a série, no geral – decidiu desabafar. Como mostrou o episódio anterior, crescer não é fácil e, quanto mais o tempo passa, mais aumenta a pressão que nos rodeia. E, Alex, que já vinha sofrendo com um pressão desde sempre, explodiu. Quem se deparou com o surto da menina esmagando a vela no bolo e o comendo com as próprias mãos não poderia imaginar que, após essa cena engraçada, a personagem seria o arco dramático do episódio. Parabéns ao roteiristas porque, olha, vocês surpreenderam todo mundo!

Enquanto ouvíamos todos os desabafos de Alex em sua “sessão de terapia”, fomos apresentados aos adultos mais uma vez se tornando adolescentes. Essa inversão de valores, afinal, vem sendo bem explorada na trama como um todo. Dessa vez, eles voltaram ao mundo da escola e se tornaram aqueles personagens caricatos que estamos acostumados a ver por aí: o nerd (Phil), o quarterback (Jay), a estudante estabanada (Claire) e a líder de torcida (Gloria). Tomando os estereótipos que marcam a adolescência de todo mundo, as situações na escola acontecem de modo engraçado, dando o tom cômico que o episódio merecia – e que estamos acostumados a ver. Foi necessária essa volta ao ambiente escolar para Claire perceber que precisa voltar a ter o comando sobre a filha. Não dá pra culpar a Claire por essa situação porque Alex sempre foi muito madura para sua idade e isso criou essa zona de conforto que presenciamos até agora.

As participações especiais foram pouco exploradas e, bem, o plot de Mitchell – apesar de ter a Lilly – conseguiu ser tão chato quanto seu vizinho ecologicamente correto, interpretado por Jesse Eisenberg.

Modern Family 5x13

Se por um lado, Under Pressure foi um episódio sensacional, Three Dinners conseguiu ser mais uma episódio mediano que explorou, mais uma vez, a sagacidade de Haley. A história foi divida em três jantares distintos, com objetivos diferentes mas faltou, justamente Alex, Luke e Lily para dar um gás nas histórias.

Apesar do jantar de Cam e Mitchell ter sido o mais engraçado, o jantar que mais me agradou foi o da família Dunphy porque Haley tem se mostrado uma personagem muito madura e por enquanto, só seus pais não perceberam isso. Ela é a típica estudante de faculdade que faz o mínimo possível nas aulas mas que surpreende à todos uma hora ou outra. Dessa vez, a surpresa foi ela já ter todo seu futuro planejado e ainda ter dado uma aula sobre isso para seus pais que, constantemente, a confrontam sobre questões mais sérias. A menina já tem decidido o que vai fazer da vida e seus pais não tinham nem ideia da capacidade dela. Bom, por um momento, nem a gente tinha ideia disso, não é mesmo?

Cam e Mitchell foram os protagonistas de um super desencontro entre um casal que conheceram no restaurante. Como sempre, Cam roubando a cena de um modo nada convencional. Quanto mais ele tenta não chamar a atenção, mais atenção ele chama e isso é inevitável já que a presença do personagem é algo muito forte em todas as cenas. De um jeito ou de outro, ele sempre acaba ofuscando Mitchell. Ele é a luz do casal, não importa aonde estejam.

E pra fechar esse episódio no qual as famílias não se encontraram, temos Jay tentando ser durão quando, na verdade, não passa de uma manteiga derretida. Pra evitar maiores sofrimentos, ele afasta as pessoas antes que elas se afastem dele – e pensar que tanta gente assim no mundo…

Para evitar sofrer com a mudança de seu amigo Shorty, ele tenta fazer de tudo para que o companheiro desista de embarcar em sua nova vida na Costa Rica. Manny e Gloria são os responsáveis jogar na cara de Jay esse comportamento inútil e abrir o olho do velho em relação à isso. O resultado? A mais singela forma de demonstrar a amizade: um abraço apertado entre Jay e o amigo, seguido de choro que, segundo Gloria, foi muito mais feminino do que o esperado.

Episódios pós Super Bowl de ‘New Girl’ e ‘Brooklyn Nine-Nine’ tem material promocional divulgado

Data/Hora 25/01/2014, 16:30. Autor
Categorias Notícias

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Jess Day (Zooey Deschanel), Jake Peralta (Andy Samberg) e Terry Jeffords (Terry Crews) estão prontos para jogar a bola no novo poster promocional da hora da comédia pós Super Bowl. Confira a imagem abaixo:

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New Girl, agora em sua terceira temporada, e o calouro vencedor do Globo de Ouro, Brooklyn Nine-Nine, apresentarão episódios especiais no dia 2 de fevereiro, logo após a final do campeonato da NFL, o evento mais assistido da televisão americana.

NOTÍCIAS | Confira quem são os vencedores do Globo de Ouro 2014

No episódio Party Time, de New Girl, Jess e Cece são pegas de surpresa e convidadas para uma festa oferecida pela lenda viva da música, Prince (em uma participação especial). Enquanto as meninas estão prontas pra diversão, Nick e os meninos fazem de tudo para entrarem na festa como penetras. Confira a promo do episódio:

 

NOTÍCIASCantor Prince fará uma participação especial em ‘New Girl’

Já em Operation: Broken Feather, de Brooklyn Nine-Nine, Jake e Amy investigarão uma série de assaltos a hotéis, quando é revelado que ela pode deixar a delegacia para trabalhar em Crimes Graves com The Vulture (ator convidado Dean Winters). Enquanto isso, Holt e Jeffords continuam se esforçando para tornar a delegacia um recinto mais eficiente. Fred Armisen (SNL) retorna a série, reprisando o mesmo papel do piloto e o quarterback, vencedor do Super Bowl, Joe Thiesmann, completa a lista participações especiais. Confira abaixo a promo do episódio:

 

Com informações do TV Line e Canal Oficial da Fox no Youtube.

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