“Nothing goes as planned
Everything will break…”
Uma coisa que eu nunca gostei sobre séries de televisão e emissoras é o quão reveladoras são as informações que elas entregam sobre os episódios. Outra coisa, também, é o quão oportunistas algumas emissoras se tornam ao adiarem episódios apenas por uma maior audiência. Mas, por incrível que pareça, nada disso me irritou nessa semana. Porque tudo poderia ter sido revelado, assim como o episódio poderia ter demorado ainda mais outras infinitas – e dolorosas – semanas, que ainda assim valeria a espera. Valeria porque o caso foi ótimo, valeria porque a série é ótima e valeria, principalmente, porque nenhuma espera é maior que a alegria e satisfação que Castle me proporciona.
“Everything will change
Nothing stays the same…”
Eu poderia começar dizendo que o caso se tornou secundário para o grande final (e proposta) que o episódio nos entregou, mas aí eu estaria mentindo – e muito. Se tem uma coisa que eu sempre gostei na série, e temi quando eles terminaram com o eles vão/eles não vão e tornaram Caskett algo real, era que a série fugisse, por causa do casal, do seu real intuito: ser uma série policial, com uma dose alta de romance, que consegue correlacionar as duas coisas sem cair no clichê. E não é que continuamos assim, mesmo depois de 5 anos? Com um episódio de duas vertentes, Castle veio, nessa semana, mostrando que veterana não perde o brilho quando é escrita por uma majestade.

“Nós não temos uma música?”
Quem conseguiria imaginar um episódio que misturasse telecinese com a escolha da música do casal? Com a morte inicialmente sobrenatural de Madison Beaumont, uma menina rica, popular e malvada de uma high school, Castle entregou a segunda vertente do episódio – a primeira eu deixo pra daqui a pouco, porque cereja só vai pro bolo no final.
Como eu disse, com uma morte muito estranha, tendo sido presenciada por duas amigas de Madison enquanto elas se falavam pelo facetime, todas as suspeitas caíram para cima de Jordan, uma menina acanhada e que servia de piada para Madison e seu grupo. Tudo isso porque Jordan, em um vídeo, inexplicavelmente foi filmada numa cena em que cadeiras voaram em direção à vítima. É claro que pouco tempo faltou pra uma teoria louca de Castle entrar em cena – mas dessa vez elas foram bem cult. Gostei da citação de Carrie (no Brasil Carrie, a estranha), de Stephen King. A teoria do escritor de que Jordan teria telecinese (capacidade de mover um objeto físico só com a mente) fazia todo o sentido e deu ao caso um ar todo diferente, inovador, isso até o final, claro. Mas o bom mesmo foi o desfecho, que eu DUVIDO alguém ter acertado antes da revelação. Só aí Castle já ganharia nota 5. Mas tem mais, muito mais.
“Nobody is perfect
Oh, but everyone is to blame…”
Logo no início do episódio nós presenciamos mais uma ponta de um todo que o casamento de Castle e Beckett formam. Dessa vez, a grande questão do episódio parecia ser: banda ou DJ? Só que as ideias iam divergindo (como sempre <3), mas fundo os dois iam entrando nessa questão. De um minuto para o outro, banda ou DJ se transformaram em: nós temos uma música? Pois é. Eles têm? Engraçado que eu sempre me perguntei isso. Já foi falado, por eles mesmo, sobre nome de shipper, sobre momentos juntos, sobre tiradas e tudo mais que vimos naqueles flashs em Still, mas e sobre a música? Eles não só estavam entrando a fundo em mais uma questão sobre o casamento, como, também, sobre eles mesmo. Mas, afinal, eu pergunto: qual a música deles?
Seria Stop and Stare, que serviu de plano de fundo para o “primeiro momento” entre Castle e Beckett? Ou seria o piano de Duncan, que tocava furioso enquanto os dedos de Castle – também furiosos – despiam Beckett? Todas essas, e mais outras, que formam a trilha sonora de Castle ao longo desses anos poderiam ser a música deles – isso se já não existisse uma perfeita.
“Oh, you’re in my veins,
and I cannot get you out”

Não vou ser hipócrita: eu não imaginava qual seria o desfecho da pergunta. Não imaginava porque fiquei longe de todo e qualquer spoiler durante essa longa semana de espera – e não me arrependo. Indo atrás da verdadeira culpada pela morte de Madison, o casal volta, mais uma vez, à escola em que Castle quase se formou (o que achei muito bacana terem inserido na série porque sempre é muito bom saber mais do passado de Rick). Depois de prenderem uma das amigas de Madison, eles vão até o salão de festas ter, talvez, o que eles nunca tiveram ou reviver, de uma forma melhor, uma experiência memorável. A razão pela qual eles dançavam, na verdade, não importa muito. Sabe o que importa? Vou dizer pra vocês, ou melhor, vou deixar o Castle dizer:
“Tudo que eu já fiz, cada escolha que eu tomei, cada terrível e maravilhosa coisa que tenha acontecido comigo, tudo isso me levou para aqui. Para esse momento. Com você.”
Agora você me diz, tem como não surtar? Tem como não deixar o coração saltar pela boca? E todo esse cenário de amor, amizade e turbilhão de sentimentos se transformou em algo bem maior ao som da música que estava tocando. A música deles. In My Veins – que ecoou na cabeça de Beckett mais forte que aquela chuva em Always e a fez refletir sobre o grande passo que ela estava prestes a dar em relação a Castle – foi a grande escolhida para se tornar, oficialmente, a música deles.
Agora, eles possuem nome, música, amor e um caminho muito bonito para trilharem. Tudo que eles precisam é ficarem juntos. Always.
“Oh, you’re all I taste,
at night inside of my mouth”

Bem, nem preciso falar que eu gostei do episódio, né? Smells Like Teen Spirit foi uma surpresa boa, bem boa, aliás. Eu estou gostando demais desse passo a passo quando se trata do casamento, mas se me permitem, só há uma coisa que me incomoda: já perceberam que eles sempre estão escolhendo algo, mas que nunca chegam a finalizar a escolha? Isso me deixa receosa por: 1. criarem expectativas nas escolhas e, no final, fazerem algo totalmente contrário; 2. adiarem, adiarem, e perderem o timing certo para o casamento ser inserido. Mas essas preocupações são pequenas e vou deixar rolar para ver o que realmente acontece. Enquanto isso, a gente curte essa temporada maravilhosa e, se tiver um tempinho sobrando, vá rever essa cena final porque, né, não preciso nem falar mais. Até semana que vem!
PS1: Quero mais gates, quero mais Lanie e, por favor, Castle tem uma filha. Deem algo para ela ser útil na série, por favor.
PS2: Na hora em que Castle e Beckett estão na cozinha e eles vão brindar, perceberam que ela põe a língua entre os dentes? Era Beckett ou Stana ali? Eis a questão.