Destaques na TV – sexta, 21/02

Data/Hora 21/02/2014, 07:29. Autor
Categorias TV Brasil

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É sexta-feira! Veja a seguir os destaques do dia nos canais de TV.

Depois da última revelação chocante do caso, Ryan e sua sobrinha Max tentam juntar as peças desse quebra-cabeça e ficar dois passos à frente do FBI. Enquanto isso, Emma fica cada vez mais próxima de Mark e Luke. Tudo isto no episódio desta noite de The Following.

Ted e Robin decidem morar juntos, mas nem todos parecem estar felizes com a novidade – especialmente Barney. Participação de Rachelle LeFevre (Under the Dome) em How I Met Your Mother.

Agora confira os demais destaques na TV para hoje e amanhã cedo.

ID
I’d Kill For You – Por você eu faço tudo – 20h (ep 1×02)

WARNER
The Following – 22h25 (ep 2×04) – leia a review

AXN
Lost Girl – 0h (ep 1×03)

HBO
The Big C – 21h (ep 4×05)
House of Lies – 21h30 (ep 3×05)

+GLOBOSAT
Os Melhores Contos de Grimm – Grimm’s Finest Fairy Tales – 22h (ep 1×05)

SONY
Teen Wolf – 21h (ep 1×08)

BAND
How I Met Your Mother – Como Conheci sua Mãe – 21h35

GLOBO
Homeland – Segurança Nacional – 0h16

RECORD
Era Uma Vez – 22h15 (ep 1×12)
Breaking Bad – 23h15 (ep 3×08)
Engana-me se Puder – 0h15 (ep 1×05)

SBT
Chaves – 19h20

COMEDY CENTRAL
Last Man Standing – 20h30

MTV
Dawson’s Creek – 8h (exibição de segunda a sexta)

VIVA
Malhação – 13h (de segunda a sexta)
A Próxima Vítima – 14h30 (de segunda a sexta)
O Quinto dos Infernos – 23h10 (de segunda a sexta)
Agua Viva – 0h (de segunda a sábado)

FX (Sábado – 22/fev)
Wilfred – 8h30 (ep 3×04)

Bom final de semana!

Confira cenas deletadas da 3ª temporada de ‘Game of Thrones’

Data/Hora 20/02/2014, 22:54. Autor
Categorias Notícias

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Foi lançado nessa terça-feira (18) o DVD – e o Blu-ray – da 3ª temporada de Game of Thrones nos Estados Unidos. E logo foi disponibilizado no YouTube um vídeo de quase 15 minutos com cenas cortadas ou estendidas (são 5, no total), que fazem parte dos extras do DVD.

VÍDEO| ‘Game of Thrones’: segundo trailer da nova temporada é divulgado pela HBO

As novas cenas oferecem um pouco mais de tempo com vários dos personagens mais conhecidos da série, incluindo Jon Snow, Robb Stark e Tyrion Lannister. Mas o destaque fica entre uma cena entre Tywin Lannister e o Meistre Pycelle, que deixa a encenação de senilidade de lado.

Aqui no Brasil, há previsão de lançamento do DVD em 13 de março.

A 4ª temporada do seriado estreia em 6 de abril, nos Estados Unidos e no Brasil.

Com informações do The Week.

 

Looking – Looking for $220/hour e Looking for the Future

Data/Hora 20/02/2014, 21:05. Autor
Categorias Reviews

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Já brincaram com os amigos de “quem é você em Looking”? Acho que a maioria dos telespectadores da série da HBO já fez isso, e já devem ter percebido que, diferentemente de outras séries como Girls ou Sex and The City (só pra citar produções famosas da mesma emissora), os personagens de Looking não são tão marcados e exagerados em suas características. Talvez pela escolha da abordagem naturalista dos realizadores, ou da estreia recente, descobrir quem é você em Looking é um pouco mais difícil do que se classificar como uma Hanna ou Carrie.

Por ser o personagem mais explorado e até agora o mais carismático, é mais fácil nos identificarmos com Patrick. Nesses três primeiros episódios vimos que o designer de games é uma pessoa que além de estar procurando, está tentando. Mesmo passando sinais trocados é impossível não dar um crédito pro cara, e impossível também não torcer para que ele se dê bem em algum episódio.

Mas na verdade, mais do que truques do acaso, o que joga contra Patrick é ele mesmo. Esse parece ser o ponto de Looking for $220/hour.

O episódio começa com Patrick e seu chefe Kevin trabalhando sozinhos em um domingo no escritório, enquanto a Folson Fair Street, famosa feira americana de contracultura sadomasoquista, rola nos arredores. O contexto dos dois estarem sozinhos no escritório em cima de uma feira de temática sexual, somada à premissa do interesse declarado de Patrick, é muito favorável para um flerte. E é exatamente isso que acontece em algumas da cenas mais sexies de Looking (e olha que até agora já tivemos uma cena de sexo casual de Dom e um início de ménage). Mas nesse episódio, a sensualidade é vestida, e está nas linhas soltinhas do diálogo e nos closes generosos. Kevin provoca Patrick o tempo todo, partindo sempre para o assunto sexual, tomando a feira de pretexto. Patrick se deixa levar, entre o seu desconforto que parece projetadamente fofo e sua vontade de parecer mais ousado. O chefe parece deixar claro em vários momentos que não está contente com alguns aspectos de seu relacionamento. Sugere que seria mais feliz com alguém que entendesse seu trabalho – olhando para Patrick que trabalha no mesmíssimo setor que ele -, reclama que não pode comer fritura em casa e ainda esquece de buscar o namorado no aeroporto – uma deixa de que o dia de trabalho que mais parece um date estava muito interessante para que ele pensasse em outras coisas.

Enquanto Patrick tem uma reunião de trabalho que parece date, Dom chama Lynn, o florista que conheceu na sauna, para um date que na verdade é uma reunião de trabalho. O garçom quer dicas para abrir seu negócio, e quando torna claro sua intenção, Lynn pergunta “ah, então isso aqui não é um date?”. Não, Lynn, não é, porque Dom ainda vai demorar alguns episódios pra entender que ao invés de buscar novinhos no Grindr, deveria investir em você.

Quando Kevin sai pra buscar seu namorado, Patrick acaba descendo pra feira. Não vemos muito a Folson Fair no episódio, mas vemos Patrick  se mostrar incomodado em usar um colete de couro e nenhuma camisa por baixo. Os momentos em que ele tenta fechar a todo custo o colete é a metáfora perfeita de seu personagem: quer se mostrar ousado, mas não supera a própria insegurança. Seria bem mais fácil ele não usar o colete, ou usar uma camisa por baixo para se sentir confortável, mas frente às provocações dos amigos, ele não quer se sentir o certinho – mas no fundo ele é.

Quando Kevin volta pro escritório, retoma o flerte com Patrick e é nesse momento que o protagonista acerta, acho que pela primeira vez na série. Ao convidá-lo pra pedir comida, Kevin deixa ainda mais claro que o real motivo de estar ali não é o trabalho. Podendo escolher continuar com o joguinho com alguém que claramente não está disponível e é de difícil acesso, Patrick decide ir embora e voltar pros seus amigos. A decisão o leva a encontrar Richie em uma boate, e impulsionado pela mesma retidão que o fez cortar o flerte de Kevin, se aproxima do latino e pede desculpas.

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As desculpas dão certo, e é isso que vemos em Looking for the Future, episódio que acompanha um date inteiro de Patrick e Richie. Quem já assistiu ao filme Weekend, do Andrew Haigh, percebeu que o episódio segue a mesma fórmula: mostra um date, e nada mais. Se formos resumir a trama, seria: Patrick e Richie andam, conversam e fazem sexo. A monotonia em relação à ação não quer dizer que o episódio seja ruim. Na verdade, Looking for the Future é um dos melhores episódios da série até agora.

O que é interessante notarmos em Looking é que a série ganha muito pela identificação que causa em quem assiste, principalmente nos fãs gays da série.  Grande parte do motivo desse triunfo deve-se ao fato da produção ter gays escrevendo sobre gays e gays interpretando gays. Recentemente, Jared Letto, que fez uma incrível interpretação de um transexual no filme Clube de Compras Dallas, foi perguntado por uma moça, em um evento, sobre o fato de ele ser hétero interpretando um transsex não mostra que ainda somos preconceituosos. A moça não foi compreendida, e ainda chamada de preconceituosa pelo ator e por sites que noticiaram o ocorrido. O que nem Jared nem a maioria dos sites notou é que a moça tem razão. É claro que personagens gays não devem ser somente interpretados por gays, mas quando pensamos que a maioria desses papéis ainda são dados a atores héteros nos mostra, no mínimo, que ainda há uma grande falta de atores assumidos, o que indica, de quebra, que ainda há muito preconceito no meio.

Fazendo um paralelo mais radical, é como pensarmos nos menestréis da década de 20, atores brancos que pintavam a face para interpretar negros. Dessa maneira, é inegável a importância de uma produção cuja temática seja gay ser assumida. Politicamente falando, é um avanço na representação do homossexual, e em termos do produto em si, o torna mais real. Looking for the Future é um episódio que através da sensibilidade dos closes nas cenas de sexo, e nos detalhes como o banho após o ato e a discussão do “ativo/ passivo” nos traz uma realidade muito fácil de se identificar. Os caras sabem de quem estão falando, sabem a diferença do sexo gay para o hétero, e sem intenções de romantizar, criaram uma das cenas mais delicadas de sexo da HBO, mesmo com certa nudez.

Um date comum, realista – e que mesmo assim causou inveja na maioria que assistiu -, tomou todo o episódio e nos fez pensar que por agora Patrick pode parar de procurar. Podem trazer Dom a Augustín de volta (e Doris claro), mas que nunca levem embora a direção cuidadosa de Andrew Haigh.

 

PS.: Eu não esperava pela referência de Friends. Talvez de Sex and the City, ou Queer as Folk, mas Friends?

Lena Dunham quer participar de ‘Scandal’

Data/Hora 20/02/2014, 15:00. Autor
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Parece que Lena Dunham é uma grande fã das intrigas políticas de Shonda Rhimes. Em entrevista à Vulture, a atriz falou sobre seu grande desejo de fazer participações em outros seriados. O favorito? Scandal.

Segundo Lena, “a grande paixão da minha vida é a ideia de ser uma estrela convidada em Scandal. Eu quero ser alguém como um senador que fez algo errado.” Contudo, a atriz admite que ela provavelmente não estaria tecnicamente liberada para estar em outro show, em razão de seu contrato com a HBO – a Dunham é a criadora e a estrela de Girls. Mas ela também revela ter esperanças de encontrar uma uma maneira de contornar o problema e participar da atração da ABC.

Com informações da Vulture.

Showcase divulga trailer da terceira temporada de ‘Continuum’

Data/Hora 20/02/2014, 14:52. Autor
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O canal Showcase divulgou nessa semana o primeiro trailer da terceira temporada de Continuum. 

Na série, um grupo de terroristas fanáticos escapa de sua execução, no ano de 2077, e volta no tempo até 2012. A policial interpretada por Rachel Nichols, Kiera Cameron, acaba, então, com a difícil tarefa de recapturá-los, ao lado de um gênio da computação (Eric Knudsen).

Continuum estreia sua nova temporada em 16 de março, no Canadá.

Com informações do Spoiler TV.

Fox libera 1ª imagem promocional de ’24: Live Another Day’

Data/Hora 20/02/2014, 14:45. Autor
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A Fox continua promovendo o “retorno” de 24. Depois de divulgar um vídeo de cerca de 48 segundos para promover a continuação 24: Live Another Day, agora a emissora divulgou a seguinte imagem promocional:

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Na imagem, assim como no vídeo, o destaque vai para os personagens de Jack e Chloe. E o ambiente no qual eles estão inseridos, novamente, não é muito favorável, o que promete para os fãs que a série voltará repleta de ação.

24: Live Another Day vai mostrar, em 12 episódios, eventos que ocorrem cerca de quatro anos após os eventos da series finale de 24. No elenco, além de Kiefer Sutherland e Mary Lynn Rajskub, estão Kim Raver, William Devane, Yvonne Strahovski, Michelle Fairley, Tate Donovan e Benjamin Bratt.

Com informações do SpoilerTv.

‘Selfie’: comédia da ABC escolhe sua protagonista

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Selfie, segundo o dicionário online Oxford, é “uma fotografia que uma pessoa tirou de si própria, normalmente com um smartphone ou webcam, e que foi colocada numa rede social”Depois de ela ter virado um sucesso na mídia, como a palavra do ano de 2013, parece que selfie se tornará o foco em uma série de televisão na ABC. E o canal acaba de encontrar sua protagonizada, a atriz Karen Gillan (Doctor Who).

Desenvolvida por Emily Kapnek (Suburgatory), o single-camera é centrado em Eliza Dooley, uma moça de vinte e poucos anos que é mais preocupada com “curtidas” do que com a atenção que as pessoas possam dar a ela. Depois de sofrer com o fim de um relacionamento – que foi bem humilhante – a personagem se torna o foco de um vídeo viral e, de repente, acaba conseguindo mais seguidores nas redes sociais do que ela imaginava. Assim, Eliza pede a ajuda de uma expert em marketing e de sua companhia para reparar esse erro e melhorar sua imagem.

Além de ter aparecido em Doctor Who como Amy Pond, Gillan também atuou em NTSF:SD:SUV e vai aparecer em Guardiões da Galáxia.

Com informações do TV Line.

Jon Heder é escalado para ‘Here’s Your Damn Family’

Data/Hora 20/02/2014, 13:00. Autor
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O ator Jon Heder (Napoleon Dynamite, My Name Is Earl) foi escolhido parte do elenco de Here’s Your Damn Family, novo projeto de Johnny Galecki (intérprete de Leonard em The Big Bang Theory).

A série fala sobre um homem na casa dos trinta (Heder), sem perspectivas e que mora com a mãe, que vê seu mundo perfeitamente organizado ser virado de pernas pro ar quando sua mãe se casa e seu novo marido se muda para sua casa com os três filhos adolescentes.

Rocky Blitt, amigo de longa data de Galecki, escreveu o roteiro a partir de uma ideia que desenvolveu com o ator. Os dois já haviam trabalhado antes na comédia Becoming Glen, escrita por Blitt e estrelada por Galecki. Os dois serão produtores executivos em parceria com Stephen McPherson.

Recentemente, David James Elliot (JAG) foi escalado para ser Mike, o novo padrasto do personagem de Heder.

A produção fica por conta da Warner Bros. TV (mesma de The Big Bang Theory).

Com informações do TV Line.

Morena Baccarin aceita participar de série de Glória Perez

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A autora global Glória Perez contou em seu perfil no Twitter que convidou Morena Baccarin para participar de seu mais novo projeto, Dupla Identidade. E a atriz brasileira teria dito sim.

 

 

O seriado tem programados 13 episódios, e será centrado em um serial killer. Ainda não há mais informações sobre o projeto, mas a participação de Morena depende apenas de seu acerto com a Rede Globo.

Atualmente, atriz brasileira participa de Homeland, pela qual foi indicada ao Emmy de melhor atriz coajuvante em série dramática ano passado.

Com informações retiradas do Twitter e do blog da Patricia Kogut.

Cee Lo Green confirma sua saída do ‘The Voice’

Data/Hora 20/02/2014, 10:30. Autor
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Em entrevista ao Ellen DeGeneres Show (confira a entrevista completa aqui), o músico e mentor, Cee Lo Green confirmou que não vai retornar para a próxima temporada de The Voice (NBC). O anúncio surpreendeu os fãs do programa americano, já que sua saída será definitiva.

“Eu não vou voltar mesmo”, disse Cee Lo Green, que também vai entrar em turnê com Lionel Richie. “Eu vou continuar minha relação com a NBC. Eu tenho um contrato de desenvolvimento de programa televisivo com eles também e eu espero ter outras oportunidades até o final deste ano”, complementou. “Mas é isso aí. Eu vou sentir muita saudade do The Voice“, finalizou.

Cee Lo Green foi o mentor no The Voice americano nas três primeiras temporadas e retornou na quinta, depois de uma pausa – na qual ele foi substituído por Usher. A nova edição do programa, que terá novamente Usher e Shakira, também contará com Blake Shelton e Adam Levine. A estreia está prevista para a próxima segunda-feira, dia 24.

Com informações do TV Line.

Dia Mundial da Justiça Social – A luta pela justiça social nos seriados

Data/Hora 20/02/2014, 10:13. Autor
Categorias Notícias

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A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou em 2009 que o Dia Mundial da Justiça Social seria celebrado todos os anos no dia 20 de fevereiro. A iniciativa foi uma tentativa de promover esforços para enfrentar a questão de desigualdade, que infelizmente ainda assola o mundo inteiro.

E essa é uma causa muito importante para nós, então o TeleSéries não podia ficar de fora destas celebrações. Mas como participar delas? Como falar sobre Justiça Social e seriados?

A maior dificuldade ao começar a produzir este especial foi compreender, afinal, o que é justiça social? Depois de muito debate chegamos a alguns pontos comuns e é deles que partimos aqui. Para nós, justiça social é a justiça em seu estado mais bruto e natural. É a defesa incansável do direito à dignidade humana. Falar em justiça social é falar em uma política de compensação baseada na ética de cada sociedade, ou seja, prezando pela equidade, como explicava Aristóteles.

Assim, nossa ideia sobre justiça social pode ser resumida no pensamento do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos: “Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades”.

Com o conceito de Justiça Social by TeleSéries colocado, procuramos por exemplos de busca pela concretização do mesmo nos mais diferentes seriados. E encontramos alguns bem representativos.

Sim, sabemos que falar sobre justiça social no cenário atual é desafiador. Mas a equipe do site não costuma fugir de desafios, especialmente quando enfrentá-los de peito aberto é extremamente necessário. E o fato de termos visto recentemente fenômenos como os casos dos “justiceiros”, a proposta da “Cura Gay”, o crescimento do número de defensores da redução da maioridade penal e da pena de morte, a violação dos direitos humanos em presídios, entre outros, só comprova a necessidade e a importância da discussão.

Então, o TeleSéries dá sua micro contribuição na luta pela busca da justiça social fazendo o que sabe fazer de melhor: falando de séries.

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O dedo na ferida em Boston Legal

Seria bom e bonito fazer um especial apenas com os exemplos de promoção da justiça social nos seriados. De exemplos de medidas para garantir a famigerada justiça social. Mas estaríamos sendo falaciosos.

Assim como a sociedade é recheada de exemplos de violação dos direitos humanos, os seriados – como espelho da sociedade – também o são. Mas mais do que mostrarem histórias de desrespeito aos direitos humanos como um todo, as séries também colocam o dedo na ferida. Não raro, podemos ouví-las indagando: o que a nossa sociedade faz para garantir a justiça social?

E dentro desse contexto, vale lembrar de Boston Legal. Pena de morte é sempre um tema espinhoso. E mais polêmico ainda é o caminho que leva até ela. E David E. Kelly conseguiu, no seriado, trazer um pouco dessa tormentosa jornada à tona, escancarando a questão da desconsideração dos direitos humanos no mesmo.

Death Be Not Proud. Season finale da primeira temporada da série. Alan Shore vai até o Texas lutar, através do último recurso, contra a pena de morte de Ezekiel “Zeke” Borns. E é através desse caso emblemático – e muito comum no dia-a-dia forense e prisional – que David E. Kelley tenta mostrar que um processo tão falho ofende os direitos humanos. E ir contra os direitos humanos é, em última instância, negar aos envolvidos justiça social.

David E. Kelley reproduz em Boston Legal a dúvida que existe em muitos casos criminais. Zeke seria mesmo culpado? O que prevaleceria: sua confissão – obtida após um interrogatório direcionado, no qual o interrogado é negro e tem QI de 80 pontos -, ou os indícios que afirmam que ele não é o culpado pelo crime? O que deveria prevalecer: a vontade de ver a “justiça” feita, de ter uma bruxa para queimar na fogueira e aplacar a vontade social de conhecer a cara da culpa; ou o direito mais básico de um ser humano potencialmente inocente: o de gozar de uma vida digna?

Todos os elementos presentes na jornada da incriminação gratuita estão ali, bem postos por Kelley: a dúvida razoável, a possibilidade do condenado ser inocente, o fato dele ser negro e julgado apenas por brancos, a questão financeira do preso versus o Estado e seu aparato condenatório. E coloca o dedo na ferida: sendo o Estado incapaz de condenar acima de quaisquer dúvidas, é legítima pena de morte? Mais: não seria a pena de morte, na sociedade atual, a maior evidência da injustiça social?

Estatisticamente falando, a maioria esmagadora dos condenados são pobres. Via de regra, além de pobres, negros. Quanto mais rico ou famoso o réu (vide O.J. Simpson), melhor seu aparato de defesa, e menor a chance de condenação. Estatisticamente falando, a pena de morte não diminui a criminalidade. Sendo assim, não aumenta a segurança. Não diminui nem mesmo os gastos do estado com o preso.

Estatisticamente falando, a pena de morte tem um fim: escancarar a injustiça social. Esfregá-la na cara da sociedade. E é isso que Boston Legal faz: mostra que apesar dos avanços dos grupos que levantam a bandeira em prol dos direitos humanos para réus e população carcerária, essa ferida ainda está aberta. E para que a justiça social enfim se efetive, é necessário tratá-la.

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A igualdade em Friday Night Lights

Mas nem só de demonstrar as maiores falhas da nossa sociedade, no que tange à busca pela tão almejada justiça social os seriados vivem. As séries estão recheadas também de exemplos do que fazer para que essa busca encontre um fim. E são inúmeros os exemplos disso. Recentemente, publicamos alguns especiais que ilustram essa busca. Tratamos do direito de ser respeitado, independetemente da orientação sexual, falando sobre beijos “polêmicos” e sobre “saída do armário”. Falamos sobre a luta das pessoas com deficiência por respeito e normalidade. Escancaramos a questão do sexismo e nos engajamos na luta pela defesa do direito à igualdade de gênero. Nas por mais que já tenhamos tratado da temática várias vezes, sempre há o que ser dito. Sempre há novos – ou antigos – direitos pelos quais vale a pena lutar. E, para marcar a data, escolhemos falar de Friday Night Lights, que tratou de tantas questões relevantes durante os anos em que esteve no ar.

Na pequena cidade de Dillon, no Texas, há pessoas com grandes corações e grandes sonhos. Assim é descrito o cenário principal da série Friday Night Lights, de Jason Katims. Lá o futebol americano é o centro das atenções e mexe com a vida de todos os seus moradores. Katims gostava de falar do cotidiano, das coisas que vivemos e quase sempre não nos damos conta. Quer um exemplo disso? Você já reparou na história de vida e nas lutas dos seus colegas de classe ou de trabalho? Será que todos têm as mesmas oportunidades?

Friday Night Lights é um grande exemplo de TV usada em prol de uma grande causa: a luta pela justiça social. E nesse contexto, foi no seriado que vimos a luta – velada ou não – por várias causas, como as dificuldades enfrentadas pelos deficientes físicos, a luta entre classes sociais e a busca pela igualdade racial.

Dando sua contribuição para a tentativa de inserção de pessoas com limitação na locomoção, o grande primeiro tema de FNL girou em torno do personagem Jason Street. O jovem lançador do time da escola – e praticamente a estrela da cidade -, sofre um acidente em campo e fica paraplégico. A vida dele acabou ali, certo? Errado. Ao longo da história, Jason passou de um cara extremamente raivoso e decepcionado para um homem que conquistou a sua vitória.

Mas apesar da bonita história de vida de Jason, o ponto alto da trama não era esse, mas sim observar o conjunto de enfrentamentos diários que ele tinha.E eles não eram poucos: iam desde acessibilidade, passando pelo – terrível – preconceito e culminando nos problemas em obter aceitação em seu ambiente de trabalho. No final das contas, Jason conseguiu trabalhar com futebol americano (como agente), casou-se e teve uma vida para lá de normal. Sim, NORMAL. Como? Assim como a minha e a sua: repleta de lutas diárias.

Outro tema bastante abordado na série era a diferença de classe entre os personagens, alguns muito ricos, outros nem perto disso. Como fazer para que os jovens de Dillon pudessem ter uma vida digna, e garantir que quem quisesse pudesse trilhar os melhores caminhos? A resposta não vem prontamente. É claro que alguns tinham a vida mais fácil, e que o dinheiro nunca foi um grande problema. Mas para aqueles que não tinham o futuro garantido, basicamente havia duas possibilidades para vencer na vida, e ambas passavam pela educação.

Nos Estados Unidos, não há sistema de cotas. Mas muitas universidades adotam mecanismos de compensação. O objetivo é buscar um equilíbrio racial dentro da instituição, reconhecendo que os brancos tiveram mais oportunidades históricas e, por consequência, um poder aquisitivo maior. Mas não fica por aí, quem é pobre também pode fazer uma boa faculdade, basta ser um aluno estudioso. Tyra não era nada disso. Mas ela sabia que a educação seria a única maneira de sair de Dillon e ser o que ela quisesse ser. Foi conquistando uma vaga na universidade que ela conquistou a oportunidade para alcançar voos maiores.

Friday Night Lights ensinou à audiência que garantir a educação para todos é um meio de fazer justiça social. Um bom currículo acadêmico não garante um emprego milionário, mas uma boa educação te dá mais oportunidades e certamente te abre portas. O sucesso profissional pode chegar para aqueles que apresentam um bom desempenho e agarram as boas oportunidades. O cavalo passa selado para todos quando todos recebem oportunidades educacionais iguais. Montá-lo passa a ser, assim, uma opção pessoal.

Foi exatamente isso que aconteceu com Vicent nas duas últimas temporadas da série. O garoto pobre e negro da periferia de Dillon tinha apenas um destino: tornar-se bandido ou traficante. Mais uma vez a série mostrou o importante papel da escola na sociedade e na construção da cidadania. Por meio do esporte, o garoto teve a oportunidade de estudar em uma boa faculdade e ascender em sua carreira no futebol. Vicent e os meninos e meninas da escola secundária West Dillon acompanharam grandes dilemas por lá. Desde uma discussão sobre orçamento da escola, diretrizes escolares e o quadro de funcionários do local, mostrando que é importante a comunidade se envolver com a escola e sempre buscar o melhor para as crianças e jovens.

A série não perdeu seu foco até o fim, e com o grande talento do Jason Katins, a história ganhou o coração de todos que apreciam uma boa dose de realidade, e da busca por justiça, sempre com olhos claros e corações cheios. Porque é disso que a vida é feita.

*Especial produzido por Gabriela Assmann, Lucas Leal, Maria Clara Lima e Mariela Assmann.

Olivia Williams entra para elenco de ‘Manhattan’, novo projeto da WGN America

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Depois da adição de Ashley Zukerman à Manhattan, o novo drama da WGN America acaba de encontrar uma de suas estrelas: a atriz Olivia Williams (Dollhouse, O Sexto Sentido).

A história se passa durante uma missão clandestina para criar a primeira bomba atômica em Los Alamos e também acompanha a vida dos cientistas e famílias envolvidas com essa atividade.

Benjamin Hickey (The Big C) será Frank Winter, um professor de física que é brilhante e, ao mesmo tempo, autodestrutivo. Ele é escolhido para liderar o Projeto Manhattan, missão que vai mexer com sua família e com sua própria sanidade. Williams será Liza Winter, uma botânica brilhante que é esposa de Frank. Ela tem um passado complicado, que começa quando ela passa a perceber as mudanças inquietantes no meio ambiente, enquanto acompanha Frank para o local em que a bomba atômica está sendo construída.

Os créditos de Williams incluem Seventh Son, Sabotage e The Last Days on Mars.

Sam Shaw (Masters of Sex) criou a série e será roteirista e produtor executivo ao lado de David Ellison, Dana Goldberg e Marcy Ross. A produção de Manhattan começa em março, no Novo México, e sua premiere será em julho.

Com informações do The Hollywood Reporter.

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