Não sei bem explicar o que aconteceu, mas que alguma coisa mudou, disso eu tenho certeza. The Walking Dead não é mais a mesma! Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, estou gostando do contorno que a série está traçando. Contudo, toda mudança causa certo incômodo no início, mas aos poucos vamos nos acostumando.
Esse movimento não é de hoje. Essa transição foi iniciada no final da primeira temporada, quando a série deixou de ser uma ficção científica sobre o fim do mundo e passou a ser um drama sobre como aquelas pessoas iriam sobreviver nesse novo mundo. Muita gente foi atraída pelo seu enredo catastrófico, mas poucas se preparam para essa importante mudança – eu, inclusive!
Mas você deve estar se perguntado: por que essa reflexão só agora? E eu respondo: só consegui ver claramente essa transição agora, graças a esses três episódios pós-hiatos. Eles foram realmente muito bons. Não que tudo que aconteceu tenha sido bom, mas poderia ter sido melhor, principalmente no que se trata sobre Woodbury, Governador e Prisão. Mas enfim, águas passadas.
Danai Gurira e Chandler Riggs mais uma vez roubaram a cena. Já comentei sobre eles na review de After e inclusive estou revendo meu conceito em relação ao Carl, que na presença de Michonne, deixa de ser um garoto mimado e chato e se torna uma criança que precisou amadurecer muito rápido e ainda não sabe lidar com tudo isso. Em contrapartida, ela fica mais acessível, engraçada e disponível, bem diferente da monossilábica Michonne das primeiras temporadas.

Nunca pensei que fosse ver Rick com medo. E muito menos aterrorizado e escondido embaixo de uma cama. Confesso que fiquei muito tenso durante essa cena. Já tem um tempo que os walkers deixaram de ser o maior dos problemas desses sobreviventes, pois em um mundo sem leis, os humanos são seus maiores inimigos agora.

Posso shippar uma família, ou esse termo só serve para casais? Agora Rick, Michonne e Carl, a.k.a Happy Family, também estão seguindo para o “santuário”. Não vejo a hora deles encontrarem Tyreese Nanny, Incendiária, Psicopata Mirim e Mika.
Impressão minha ou o Sargento Abraham Ford, Rosalita Espinosa e Dr. Eugene Porter – que como atirador deve ser um excelente cientista – estão procurando aquele lugar que explodiu no final da primeira temporada? Achei que o Glenn ia lembrar e comentar alguma coisa. Apesar do foco ser encontrar a Maggie, Glenn fica muito mais badass quando não está do lado dela. Essa distância está fazendo bem ao casal.
Tara: Não precisa me dizer porquê. Só não minta para mim.
Como é de costume, deixo o melhor para o final. Desde Inmates uma personagem vem chamando minha atenção: Tara. Apesar de ser muito influenciável, gosto dela, assim, de graça! Agora ela parece determinada a ajudar Glenn, provavelmente querendo limpar sua consciência depois de ter ajudado o Governador no ataque à prisão. Ponto alto foi seu embate com Abraham, que a questionava sobre o motivo pelo qual ela segue Glenn. Tomara que ela tenha chegado pra ficar!

E, para finalizar, um comentário técnico. Tenho achando a direção desses episódios diferente, mais ágil, com uma “câmera nervosa” e em primeiro plano. Esse recurso é bastante utilizado nos filmes de ação atualmente e não me lembro de ter visto em The Walking Dead. Tomara que tenha chegado pra ficar (2)!
Ps: Impressão minha ou a Michonne estava jogando todo seu charme pra cima do Rick, na cozinha, com aquela camisa amarrada nas costas?
Que venha Still!