Isso, isso! Quase posso me ouvir gritando e vibrando quando soube qual seria a história principal desse episódio e a quem ela envolveria. Fico feliz por meu desejo ter sido atendido – desejo esse que tenho há MUITO tempo. Claro que eu peço um monte de coisa, como, por exemplo, mais de Lanie, mais de Esplanie, mais de Martha e sua incrível história. Mas nessa semana, The Greater Good explorou um pouquinho mais de uma personagem que entrou em Castle de paraquedas, sentou-se em uma cadeira que já tinha um grande histórico e, aos poucos, foi ganhando os nossos corações: é claro que eu estou falando da Gates, nossa Sir.
O caso, no entanto, foi secundário. Desde a semana passada, em The Way of the Ninja, os casos tomaram um caminho mais calmo, sem muitas reviravoltas, mas também não é pra tanto, né? Quem aguenta uma sequência de episódios de tirar o fôlego? Ninguém! Só que em Castle há vários e vários plots que, quando o caso não faz brilhar os nossos olhos, eles fazem todo o trabalho pesado. E foi exatamente o que aconteceu nessa semana. O caso, em si, foi bem fraquinho, mas o episódio, com todos os seus pontos, não. Tá vendo a beleza que é essa nossa série?

A vítima da vez é Peter Cordero, um homem jovem que trabalhava em uma investidora da famosa rua que muitos chamam de coração financeiro de NY: Wall Street. E mesmo tendo mostrado uma reunião da investidora, na qual pudemos ver como funciona um discurso de motivação – na base do dinheiro, claro -, e mesmo tendo escutado Castle fazer referência ao belíssimo filme estrelado por DiCaprio (The Wolf of Wall Street), o que realmente saltou aos olhos nesse caso não foi a vítima, as condições em que ela se encontrava, tampouco o aprofundamento em um tema polêmico. O que chamou a atenção e fez do episódio algo para eu comemorar tem nome e sobrenome: Elizabeth Weston.
É claro que a gente nunca tinha escutado esse nome na série – também não poderia ser diferente. Quando a irmã de Gates, Elizabeth, surge no episódio, fica claro que há alguma pendência, alguma desavença. E, a partir disso, eu me motivei a assistir ao episódio não pra saber quem matou Peter, mas sim para saber o que houve com as duas irmãs. Quando Gates entrou na história, ela se viu inserida em um campo não muito favorável a ela: Montgomery, o ex-capitão, havia deixado órfãos de sua presença os seus grandes amigos da NYPD. Então, quando Victoria assumiu o posto de Montgomery, ela tinha que lidar com o trabalho e, sobretudo, com os corações partidos dos integrantes do departamento. Por isso, desde que Gates entrou na NYPD, seu trabalho e sua história foram desenvolvidos na base do “eu vou ganhar a confiança de vocês, assim como a amizade”. Mas não sabíamos da onde ela tinha vindo, quem era realmente essa mulher, o que ela carregava como passado, como experiência de mundo. E então, quando o trabalho de conquistar a confiança e a amizade foi realizado com sucesso, foi hora de Elizabeth aparecer e mostrar que a nossa Sir, tão forte e brava, também é uma mulher que carrega uma história – e cicatrizes.

Elizabeth também mostrou que a maior virtude de uma pessoa pode, em alguns momentos, ser o fator principal para criar desavenças, separações. No caso de Gates, ser honesta e fazer seu trabalho limpamente foi o que a separou da irmã. “The Greater Good”, na verdade, foi o que Elizabeth pediu a irmã para considerar e ela, sabendo que o bem maior é o trabalho limpo e honesto, recusou. Claro que ela estava certa, mas Elizabeth não entendeu. Por isso, uma história que estava pendente desde 1998 só foi ter seu fim agora, com as duas amigas-irmãs fazendo algo que desejavam, em segredo, há muito tempo.
Porém, é claro que a história de Gates e Elizabeth não foi o único plot do episódio. A season finale se aproxima, e tanto já se falou de casamento, tantas coisas já foram postas em escolha, que esse episódio não poderia fugir à regra. De todas as ideias malucas de Castle, propor um casamento em uma montanha-russa não é tão ruim assim, né? Mas a questão não era exatamente o lugar, até porque isso já foi discutido (embora não tenha sido finalizado T.T). A questão mesmo foi: a lista de casamento. E depois de passarem o episódio inteiro pensando em quem convidar, jogando as estimativas para mais de 400 pessoas e fazendo Beckett torcer o nariz para toda aquela confusão, eis que surgiu uma das cenas mais fofas de Castle, que terminou com um dos beijos mais fofos também.

Muitas vezes eu me perguntei se Castle era a pessoa certa pra ela, se ele não tinha corrido com o pedido de casamento e se ele estava levando tudo isso a sério. Mas percebi que sempre que eu pensava assim, que o Castle realmente não era a pessoa certa, uma característica louvável dele – e por muitas vezes oculta – aparecia: a sensibilidade. Mas essa sensibilidade demorou pra surgir, e como demorou. Somente quando toda a questão não se tratava mais dos livros, quando o trabalho de campo havia passado da obrigação para uma tarefa prazerosa, Castle se viu em uma transformação importante: ele largou aquele sem noção de A Deadly Game, que deixou Kate desamparada ao avisar que iria para Hamptons com a ex-mulher, e se transformou naquele homem maravilhoso, sempre presente, de Countdown, que estava ali para nunca mais deixá-la.
E essa mudança, além de mostrar um crescimento pessoal e como o amor pode mudar toda uma história, foi, também, a responsável por fazer Castle escrever, em menos de um minuto, que ela era a única pessoa que realmente importava no casamento. Se essa história tinha iniciado com um “I just want you”, ela começa, agora, naquela sala, a se eternizar com um simples “you”, que ultrapassa a linha de ser apenas um pronome escrito em um papel. Coube a ela, há tempos atrás, ir de encontro a ele e não deixá-lo fugir. Cabe a ele, agora, segurá-la para sempre. E parafraseando Castro Alves, a alma dele, aqui, além, mais longe, sempre será dela.
Sobre o beijo, eu nem preciso comentar, né? Me permito dizer que foi um dos mais carinhosos, amorosos e profundos que a gente já viu. A câmera ajudou, os atores ajudaram, a química favoreceu e o amor, bem, esse aí é o componente principal da fórmula que Castle usa há mais de 5 anos.
The Greater Good foi realmente um episódio gostoso de assistir. Saber mais da Gates foi maravilhoso e ver as consequências que o amor de Beckett fez em Castle também. Para um hiato de quase um mês, a única coisa que eu tenho a pedir é: força para aguentar todo esse tempo sem um novo episódio. Vou, então, me preparando psicologicamente para o fim dessa sexta temporada que marcou Castle de uma forma indescritível – e isso porque ainda nem chegou ao seu final (esperem pela season finale!). Deixo aqui meu beijo e abraço para vocês e eu os vejo ao fim dessa horrorosa pausa, que acabará no dia 21 de abril. Até lá!
PS1: Preciso saber o que Tia Thereza postou no facebook sobre Castle, sério mesmo.
PS2: Amo quando a Martha se mete nas questões do casamento. Martha não, melhor assim: “alguém que nasceu para ser brutal e impiedosa”.
PS3: Maddie entrou pra lista do casamento. Sim, Maddie, aquele encontro de Castle em Food to Die For haha